PALAVRAS-CHAVE: Controle Contábil e Financeiro, Desenvolvimento Empresarial, Associação Paraibana da Beleza.

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1 7CCSADFCOUT1 CONTROLE FINANCEIRO: UMA FERRAMENTA PARA O DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL DOS SALÕES DA ASSOCIAÇÃO PARAIBANA DA BELEZA Jannielly Krystianne Laurentino dos Santos (1) ; Luzivalda Guedes Damascena (1) ; Priscila Fernandes de Melo (2); José Carlos dos Santos Junior (2); Valdineide Dos Santos Araújo (3) Centro de Ciências Sociais Aplicadas / Departamento de Finanças e Contabilidade / Outros RESUMO O presente artigo analisa como o controle contábil e financeiro auxilia no processo de gestão dos salões de beleza da cidade de João Pessoa que participaram do Curso Controle Financeiro. A pesquisa foi do tipo descritiva e exploratória. Constatou-se que os profissionais possuem curso de formação para cabeleireiro e iniciaram o negócio por que tinham experiência na área. A pesquisa deixou claro que o curso tem auxiliado na gestão do negócio e na tomada de decisão. PALAVRAS-CHAVE: Controle Contábil e Financeiro, Desenvolvimento Empresarial, Associação Paraibana da Beleza. INTRODUÇÃO As micro e pequenas empresas enfrentam grandes dificuldades em razão da complexidade do sistema econômico, alta carga tributária e constantes alterações na legislação fiscal, além da falta de controle na gestão administrativa e financeira. De acordo com Iudícibus et al (27, p ) A Contabilidade é uma ciência nitidamente social quanto as suas finalidades, mas, como metodologia de mensuração abarca tanto o social quanto o quantitativo. Iudícibus ( 27) Pode-se dizer que é social quanto às finalidades, pois, em ultima análise, através de suas avaliações do progresso de entidades, propicia um melhor conhecimento e visão das configurações de rentabilidade e financeiras. Este trabalho torna-se relevante por contribuir para o crescimento e desenvolvimento de uma classe empreendedora. O curso Gestão e Controle Financeiro faz parte do desempenho de um grupo de profissionais que está se capacitando para gerenciar seu próprio negócio. Nesse contexto uma questão que precisa ser investigada é: O controle financeiro é uma das ferramentas que auxilia no processo de gestão dos Salões de Beleza? Considerando a questão de pesquisa formulada, o presente trabalho tem como objetivo geral: Verificar como o controle contábil e financeiro contribui para o desenvolvimento dos salões de beleza e se o curso Controle Contábil e Financeiro auxilia na gestão da empresa. 1) Bolsista, (2) Voluntário/colaborador, (3) Orientador/Coordenador, (4) Prof. colaborador, (5) Técnico colaborador.

2 DESCRIÇÃO SALÃO DE BELEZA E PROFISSIONAL DA BELEZA A legislação que trata da regulamentação do profissional da beleza é o Projeto de Lei nº 6.96, de 26. Este projeto regulamenta, em todo o território nacional, o exercício das profissões de cabeleireiro, manicuro, pedicuro e profissionais de beleza em geral. O projeto de Lei é de autoria do Deputado Salatiel Carvalho e encontra-se tramitando no congresso. De acordo com a presidenta da Associação Paraibana da Beleza, Matilde Travassos, em entrevista ao Portal da Prefeitura Municipal de João Pessoa (16/4/27) existem 5.83 estabelecimentos que trabalham com a beleza na Paraíba, desse universo apenas 6 são legalizados, ou seja, possuem alvará de funcionamento, concedido pela Vigilância Sanitária (Reunião, 27). De acordo com Junior, Rigo e Cherobim (25 p. 124) A reduzida oferta de empregos em muitas cidades brasileiras e o baixo nível salarial têm levado muitas pessoas a abrir seu próprio negócio. Os salões de estética [...] a cada dia abre novo salão, nova locadora ou nova oficina de costura em uma nova esquina, aumentando a concorrência, e por conseqüência, diminuindo os preços praticados. A economia brasileira necessita da participação das pessoas que estão criando pequenas empresas. E estes devem estar atentos à importância do seu papel, não apenas atual, mas principalmente em relação ao futuro dos seus negócios e do sucesso do país do ponto de vista sócio-econômico. Martins (1998, p. 324) afirma que Controle significa conhecer a realidade, compará-la com o que deveria ser, tomar conhecimento rápido das divergências e suas origens e tomar atitudes para sua correção. De acordo com Resnik (1991), na maioria das pequenas empresas, há controles deficientes e falta de informações úteis para a tomada de decisão. Para que o gestor tenha um controle financeiro confiável são necessárias algumas ferramentas básicas para ter embasamento em suas decisões. Silva (21, p: 21) As organizações devem obter a informação certa, da forma certa, para as pessoas interessadas, no tempo certo, para as tomadas de decisão administrativas. É importante que os gestores busquem a ajuda do profissional contábil para melhor orientação. O contador é um profissional capacitado para esta função, pois é seu dever mostrar para o empresário a melhor forma possível de gerenciar o empreendimento obedecendo aos parâmetros legais.

3 METODOLOGIA A metodologia aplicada no presente trabalho, quanto aos objetivos é a descritiva proposta por Vergara (2), porque visa descrever as características dos cabeleireiros integrantes da Associação Paraibana da Beleza. Foi do tipo exploratória porque não se verificou a existência de estudos em salões de beleza que abordem o controle contábil financeiro. A pesquisa foi dividida em fases, iniciando-se com a revisão bibliográfica e definição dos procedimentos metodológicos a serem observados. O instrumento de coleta de dados foi um questionário semi-estruturado contendo questões fechadas. A amostra da pesquisa é composta de 32 participantes do Curso Gestão e Controle Financeiro para microempresas. ANÁLISE DOS RESULTADOS Esta parte do trabalho trata da análise dos resultados obtidos, de acordo com o questionário aplicado na pesquisa de campo e conforme a metodologia de pesquisa descrita. Os dados foram tabulados, mensurados e analisados através do programa SPSS 11. for Windows. O Gráfico 1, apresenta a distribuição por sexo dos participantes do curso Controle Contábil e Financeiro. Constata-se que a maior parte dos entrevistados (87,1%) é do sexo feminino. Com isso, percebe-se que a maioria dos empreendedores na área da beleza é composta por mulheres. 1, 87,1 8, 6, 4, 2,, 12,9 Feminino Masculino Gráfico 1 Distribuição dos participantes segundo o sexo Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 Notadamente, observa-se no gráfico 2 que na amostra sob análise, os participantes em sua maioria com relação à situação perante aos órgãos públicos, constitui-se de empresas informais (61,3%), enquanto que apenas 38,7% são empresas formais.

4 ,7 61,3 Formal Informal 2 Gráfico 2 Situação perante aos órgãos públicos Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a escolaridade é um fator que afeta o grau de participação da população nas atividades sociais, na qual quanto maior seu numero de anos de estudo maior será sua participação e inclusão social. Por este motivo, foi analisado o nível de escolaridade dos empreendedores do Salão de Beleza, na qual pode-se observar que 41,9 % dos participantes possuem o ensino médio completo e que apenas 9,7% possuem curso superior completo, conforme o gráfico 3. 5, 4, 38,7 41,9 Fundamental Médio Incompleto 3, 2, 9,7 9,7 Médio Completo 1,, Superior Completo Gráfico 3 Nível de escolaridade Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 É possível observar no gráfico 4 que com relação a formação profissional 93,5% dos participantes buscaram meios de especializar-se na área da Beleza, enquanto que apenas 6,5% iniciaram o negocio sem formação específica. Constata-se então que antes de iniciarem suas atividades, muitos se preocuparam em especializar-se buscando conhecimentos profissionais para melhor servir os clientes.

5 1 8 93,5 6 4 SIM NÃO 2 6,5 Gráfico 4 Formação profissional na área da beleza Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27. Na segunda parte do questionário foi feito um diagnostico do negocio. No gráfico 5, observa-se que um dos maiores obstáculos enfrentados pelos participantes na administração do curso se refere ao alto custo tributário (54,8), que é um dos maiores. Segundo dados da Receita Federal 26, a carga tributária no Brasil no âmbito das três esferas do governo (Federal, Estadual e Municipal), atingiu 34,23% do Produto Interno Bruto (PIB); e em segundo lugar foi apontada a concorrência desleal com 48,4% ,8 35,5 48,4 Alta mortalidade Empreendedorismo por necessidade Alto custo tributário ,7 Informalidade Concorrencia desleal Baixa competitividade Gráfico 5 Obstáculos enfrentados na administração do salão Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 Uma outra dificuldade enfrentada pelos empreendedores é com relação ao processo de formalização da empresa. O gráfico 6 aponta que os participantes gostariam que este processo tivesse um menor custo (87,1%) e maior agilidade na abertura da empresa (35,5%). Observase aqui, que os tramites legais do processo de legalização demoram a ficar prontos, o que torna a abertura da empresa demorada e muitas vezes estressante para o empreendedor.

6 1 87, ,6 35,5 32,3 Menor custo Maior Facilidade Maior Agilidade Benefícios Gráfico 6 Processo de legalização da empresa Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 Com relação ao curso Gestão e Controle Financeiro que é uma forma de capacitação na área contábil e financeira da empresa. Todos os participantes afirmaram que estão utilizando o curso na gestão do negócio, devido aos métodos práticos, a forma dinâmica e didática, como demonstra o gráfico SIM NÃO 2 Gráfico 7 Utilização do curso na gestão do negócio Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 As diversas formas de controle contábil e financeiro servem para auxiliar os empreendedores na tomada de decisão, porém de acordo com o gráfico 8, apenas 38,7% utilizam dessa ferramenta para obter a segurança das informações obtidas; 19,4 utilizam freqüentemente e 25,8% nunca utilizam-se dessas informações para auxiliar na tomada de decisão.

7 ,7 19,4 6,5 9,7 25,8 Sempre Frequentemente Às vezes Raramente Nunca Gráfico 8 Utilização dos controles na tomada de decisão Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 Com relação ao Controle Contábil e Financeiro utilizado pelos Salões de Beleza podese observar segundo o gráfico 9 que 58,1% utilizam dessas ferramentas abordadas no curso para administrar seu empreendimento e que 41,9% ou desconhecem ou não se interessam ou ainda falta condições financeiras , ,1 SIM NÃO 1 Gráfico 9 Controle contábil e/ou financeiro Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27 No gráfico 1 percebe-se que o curso Gestão e Controle Financeiro tem contribuído para o desenvolvimento no processo de gerencia do salões de beleza, ou seja, a maioria (96,8 %) afirmaram que o referido curso trouxe benefícios para a gestão da empresa, uma vez que eles podem participar do curso e concomitantemente aplicar os conhecimentos adquiridos nos seus salões. 1 96, ,2 SIM NÃO Gráfico 1 Contribuição no processo de gestão dos salões de beleza Fonte: Pesquisa realizada pelos autores 27

8 CONCLUSÕES Com o constante aumento do desemprego, muitos ex-funcionários de empresas e autônomos têm procurado montar um negócio próprio. A história tem mostrado que estes empreendedores são os grandes responsáveis pelo desenvolvimento econômico e crescimento do Brasil. A pesquisa mostrou que os cabeleireiros da Associação Paraibana da Beleza na sua maioria são do sexo feminino e 38,7% são informais. Dos salões pesquisados existe uma parte que está a pouco tempo no mercado (1 a 5 anos) e outra parte que já está estabilizada no mercado (16 a 2 anos). Apesar dessa estabilidade, a maioria destes, são informais. Portanto, conhecendo as funções da contabilidade, as pequenas empresas podem empregá-las na gestão do negócio, utilizando-se dos instrumentos que ela oferece, formando assim, dentro da empresa um setor contábil-financeiro ideal e importante para o sucesso de seu negócio. Na pesquisa constata-se que o curso Gestão e Controle Financeiro vêm alcançando os seus objetivos, pois os cabeleireiros utilizam nos seus empreendimentos os métodos abordados e os conhecimentos adquiridos. REFERÊNCIAS ARAUJO, Luis de César G. de. Teoria Geral da Administração: Aplicação e resultados nas empresas brasileiras. São Paulo: Atlas, 24. BRASIL. Projeto de Lei º 6.96, DE 26. Dispõe sobre a regulamentação das profissões de cabeleireiro, manicuro e pedicuro e profissionais de beleza em geral. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/internet/sileg/prop_detalhe.asp?id=322651>. Acesso em 3 out. 27. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 6ª ed. São Paulo: Atlas, HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P. Empreendedorismo. 5ª ed. São Paulo, 24. INSTITUTO BRASILEIRA DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, IBGE. Suplemento da Pesquisa Mensal de Emprego/ Abril de Disponível em: cao/condicaodevida/indicadoresminimos/suppme/analiseresultados1.shtm+nivel+de+escolarida de&hl=pt-br&ct=clnk&cd=1&gl=br. Acesso em 12 set. 27.

9 IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu; GELBECKE, Ernesto Rubens. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 27. JOÃO PESSOA. Lei n o 7.33, DE 16 de Junho de 1993 que trata das Normas Municipais sobre Medidas Higiênicas. Essa lei torna obrigatório o uso de esterilizadores nos salões de beleza e similares e toma outras providências. Disponível em: em 3 out. 27. JÚNIOR, Antônio Barbosa Lemes; RIGO,Cláudio Miessa; CHEROBIM, Ana Paula Mussi Szabo. Administração Financeira: Princípios, Fundamentos e Práticas Brasileiras. 2ª ed. Campus: Rio de Janeiro, 25. REUNIÃO alerta cabeleireiros para normas que regulamentam salões de beleza. Portal da Prefeitura Municipal de João Pessoa, João Pessoa 16 abr. 27. Disponível em: Acesso em: 3 out. 27. RESNIK, Paul. A bíblia da pequena e média empresa. São Paulo : Makron Books, SILVA, Reinaldo O. da. Teorias da Administração. São Paulo: Pioneira Thomson Learning: 21. VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2.

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