INOVAÇÃO TECNOLOGICA NOS PROCESSOS LOGISTICOS, DIFERENCIAL NO CRECIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES.

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1 INOVAÇÃO TECNOLOGICA NOS PROCESSOS LOGISTICOS, DIFERENCIAL NO CRECIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES. RESUMO Sirnei César Kach 1 Rosani de Mattos Fernandes 2 Neste trabalho estarão sendo mostrados alguns conceitos básicos da inovação tecnologica na logistica e sua aplicação para o mercado, como uma ferramenta importante na modernização das organizações. A metodologia utilizada, servirá para apresentação dos principais conceitos e sistema de gestão do processo logistico. A análise de dados poderá demonstrar com maior clareza os resultados de sua aplicação no transporte e satisfação de quem usufrui deste sistema. A logistica não significa apenas o deslocamento de produtos e serviços, mas sim o resultado no que se referem à estocagem correta respeitando as exigências normativas dos mais variados produtos, garantindo a qualidade do mesmo, que no momento é um diferencial devido à exigência consumidor. Empresas que se especializam neste segmento, exercem uma função de grande importância no atendimento às necessidades dos bastidores do setor industrial que precisa deste apoio eficaz e de grande importância efetivamente. A logistica indispensável na conquista de mercados internos e externos agrega valor no rendimento final da organização, pois o diferencial está na forma de como o produto é entregue, agregando qualidade, valor e não apenas custo ao consumidor final. Palavras chave: Logistica Cadeia Produção Suprimentos Gestão Lean Serviços. A APLICAÇÃO DE TECNOLOGIA NA LOGISTICA MODERNA O segmento logistico na cadeia produtiva do mercado atual, Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management) são conceitos importantes que representam um paradoxo interessante, pois dizem respeito a uma das mais antigas e ao mesmo tempo recente descoberta da melhor forma de negócio, com excelentes resultados para as organizações. Dificilmente algum produto chega ao cliente, sem suporte logístico por menor que seja sua interferência, porém, somente há pouco tempo, as empresas têm focado na Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos como possibilidade para obter vantagens competitivas. Aumentando o foco neste segmento, a conquista de mercado se torna mais fácil, devido à necessidade do encurtamento das distancias e atendimento imediato à necessidade do consumidor. Neste trabalho a principal técnica utilizada, foi a pesquisa sobre os conceitos e literaturas especializadas em logística. Análise de documentos e resultados de pesquisas feitos por autores ou especialistas da área. Segundo Novaes (2004), em seis décadas pós-guerra a evolução do sistema logístico foi grande, passando a ter uma importancia relevante quando entendida como diferencial competitivo das organizações ao ponto principal da cadeia produtiva atuando conforme o SCM Supply Chain Management (Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos). É bem aceito no setor empresarial que nenhuma companhia pode ser melhor que seu sistema logístico. Isto se torna cada vez mais importante, dada a crescente redução do ciclo de vida dos produtos, da diversidade destes e da concorrência global cada vez mais intensa. A grande mudança de mercado e carta de produtos fabricados alimenta uma rede de transformação de movimentação de produtos e materiais, que diferenciam a logistica não como custo, mas valor agregado ao produto, pois a forma de acondicionamento e qualidade do serviço, garantindo a integridade do mesmo no recebimento pelo cliente. Deste modo, Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos tornaram-se além de um diferencial de mercado, uma fonte de ganho, seja financeiro como na conquista de uma maior carteira de clientes. Atualmente a Logística, vem apresentando uma evolução e tornando-se um dos elementos-chave na estratégia competitiva das organizações. Com esta evolução 1 Acadêmico Formando em Engenharia da Produção. Gerente Industrial. 2 Administratora. Professora na Fahor (Logistica)

2 2 conceitual da logística, adaptável a evolução da sociedade no sentido de ser mais exigente em relação aos resultados esperados pode perceber os benefícios que estes conceitos propiciam. 1. REVISÃO DA LITERATURA 1.1 LOGÍSTICA CONHECIMENTO E APLICAÇÃO DE SEUS CONCEITOS NO GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS. A meta principal dentro das organizações, é de a logística diminuir as dificuldades existentes entre a produção de bens e serviços e a necessidade de consumo agilizando seu transporte e entrega ao destino que normalmente é o setor consumidor, seja de produtos ou serviços. O objetivo geral da distribuição física, como meta ideal, é o de levar os produtos certos, para os lugares certos, no momento certo e com nível de serviço desejado, pelo menor custo possível. Uma vez que as distâncias significam custos agregados ao custo de produção, dependendo do ponto de vista, pois de acordo com a necessidade de utilização, dificuldade de encontrar determinado produto no mercado, o resultado oferecido pelo produto utilizado o custo beneficio poderá empatar, fazendo com que isso seja uma possibilidade de ganho desconsiderando o custo logístico envolvido no processo de compra e entrega do equipamento ou produto. (NOVAES, 2004) Segundo Novaes (2004) os conceitos de logistica tiveram sua origem e efetivação na época das guerras, pois a partir desta situação, desenvolveram-se conceitos e processos de organização deste segmento do transporte e gestão da cadeia logistica da produção. Após a 2ª. Guerra Mundial, o desenvolvimento dos meios de transporte e a evolução industrial no mundo como um todo, intensificaram a demanda pela movimentação de mercadorias. A partir dos anos 90, intensificaram-se os investimentos e atenções para este segmento, levando em conta os ganhos relacionados ao tópico produção-entrega, diferencial próspero que começava a despontar na cadeia produtiva como um todo. Conforme Fleury (ET al. 2000), a visão empresarial sobre a logística deixou de ser uma simples atividade para tornar-se uma estratégia de negócio competitivo e potencial para as organizações. A distribuição física de produtos é notadamente um dos itens que mais adiciona custos em uma organização, pois engloba transportes, processamento de pedidos e movimentação de cargas. Um dos custos maiores das empresas é a ineficiência de logística provocando gastos e investimentos relacionados as condições de estocagem cruzamento de rotas, demora nas entregas e perda de mercadorias perecíveis, comprometendo desta forma o faturamento das organizações. Por outro lado, muitas são as oportunidades de aumentar a eficiência do sistema logístico e da cadeia de suprimentos, sendo que os aspectos chave estão relacionados com a administração dos processos de armazenagem e com a gestão do sistema de transporte. A especialização de algumas empresas neste segmento de mercado torna-se cada vez mais primordial, por outro lado a maioria dos grupos foca a especialização em determinado processo ou produto, exemplo montadora de automóveis somente faz a montagem do produto, terceirizando todo o restante da cadeia de assessoramento à sua atividade, precisam deste apoio incondicional para desenvolvimento de suas necessidades. A principal missão da logistica se resume em uma filosofia semelhante ao Just in Time, produção na hora certa, quantidade certa, e forma correta, sem prejudicar o atendimento a uma necessidade ou geração de custo a quem produz ou transporta. [...] mapear o grau de comprometimento de recursos de cada parte pode avaliar o risco inerente em uma cadeia de suprimentos específica e através das operações de distribuição. Contrato e negociações empresariais tendem a modificar os comprometimentos em vez de reduzi-los ou eliminá-los. A chave para o sucesso das relações através de toda a cadeia de suprimentos está em reduzir o risco e eliminar a fonte do comprometimento de recursos, o principio fundamental da filosofia enxuta. (ZYLSTRA, 2008).

3 3 A evolução dos conceitos e da tecnologia aplicada favorecem a preparação das organizações para atuarem de forma produtiva e eficáz no novo sistema logístico exigido pelo mercado. 1.2 CONCEITOS DE LOGISTICA A logística é uma ferramenta de apoio na ligação entre produção e consumidor final do produto, esta consiste em um processo de planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz da movimentação e armazenamento, a partir de um procedimento ideal para o produto disponibilizando-o neste processo, que vai desde a fabricação ao comprador do mesmo. Na logistica como em qualquer outro segmento de produção, busca-se a otimização das atividades bem como a redução de custos de fabrico no segmento industrial. O estoque, manuseio, processamento de pedidos, projeto de embalagens, gerenciamento das informações, precisam buscar um resultado ótimo para garantia de resultados positivos, justificando o envolvimento de profissionais e o investimento para desenvovlimento destes projetos. A busca pelo ótimo dessas atividades é orientada para a racionalização máxima do fluxo de produtos e serviços do ponto de origem ao ponto do consumo final portanto, ao longo de toda a cadeia de suprimentos. A logística pode ser entendida como um conjunto de atividades que não só participam no transporte ou armazenamento do produto final, mas em toda a mudança de local da matéria prima, produto semi acabado ou movimentação de conjuntos, subconjuntos que acontece dentro das empresas, em toda movimentação a participação do processo logistico é presente e de grande atuação na garantia de resultado para as transformações de produtos, segundo Novaes (2004). 1.3 OS MODAIS DE TRANSPORTE Para melhor entendimento dos sistemas de transporte utilizados na sociedade atual, seguem esplanações de alguns conceitos de transporte utilizados na logistica mundial. Unimodal entende-se como a forma mais simples de transporte, ou seja, aplica-se apenas um veículo para movimentação da mercadoria desde seu carregamento até o consumidor. Sucessivo é quando a mercadoria de precisa de um ou mais veículos para o transporte sofrendo baldeações, podendo gerar mais de um contrato de transporte. Segmentado será quando se utilizam mais de um modal de transporte, sendo que todos os serviços serão contratados separadamente, a diferentes transportadoras que deverão cumprir com a entrega da mercadoria ao cliente. Multimodal, quando se utilizam inúmeros métodos de transporte até a entrega das mercadorias contratadas para o transporte em apenas um único contrato. Os métodos de transporte estão classificados em partes de acordo com o meio utilizado. Na sequencia os instrumentos e o que cada um utiliza como meio de transporte e locomoção. Rodoviário, é o meio de transporte mais utilizado no Brasil atualmente com a utilização da malha rodoviária onde circulam caminhões dos mais diversos portes e condição de transporte variando conforme o foco da produção na região de atuação. Ferroviário um processo de logistica onde utiliza-se as ferrovias exitentes no país, aplicados em maior escala nas regiões sudeste e centro-oeste, principalmente na industria extrativa de minerais. No fluvial / lacustre, aproveita-se das garndes extenções aquiferas, incluindo lagos, rios, enfim onde estão disponiveis os canais que permitem a navegação, estão sendo aproveitados para transporte que pode ser considerado de baixo custo mas com limitações em relação a determinados pontos de entrega dos produtos. Meio utilizado para movimentação de produtos, na região norte do país principalmente. Marítimo, aplicado com grandes embarcações na exportação e importação de produtos. Aquaviário inclui em seu conceito os meios de transportes modais marítimos e fluvial. Aéreo inclui todo o meio de logistica movimentado através do ar, este meio pode locomover pessoas e produtos, fazendo uma ligação rápida, barata e eficáz entre a nações. Dutoviário, tem a capacidade de movimentar de forma eficáz e muito barata através de tubulações, produtos sólidos, líquidos e gasosos por grandes extenções. 1.4 FORMAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LOGISTICOS

4 4 Exitem formas de prestação de serviços, variando de acordo com a capacidade e necessidade da empresa, mercado em que esta incerido, tanto de seu produto e do mercado consumidor. Fatores excenciais na definição dos meios a serem utilizados. [...] a importância de o operador logístico ter indicadores de performance operacional focado em seus parceiros da cadeia, e por intermédio deles estabelecer o canal de comunicação como meio de facilitar a relação, é o meio mais fácil e comum de implementar a colaboração na cadeia. Este método de controle do processo deve ser coordenado por Tecnologia de Informação e por sistemas de medida suportando a operação colaborativa. A efetividade operacional depende das medidas e da acuracidade da informação entre clientes, supridores de serviço e material. (BOWERSOX, 2003) No sistema 1 PL - Logistica in house, que referse-se a operação logistica própria, onde a empresa que produz tambem faz a gestão da movimentação e entrega dos produtos, não envolendo terceiros no seu processo. 2 PL Asset-based logistics, normalmente utilizado em empresas que não possuem espaço ou equipamentos suficientes para armazenamento e movimentação de seus produto, com esta dificuldade contrata-se uma empresa espcializada para efetuar este serviço. 3 PL Forwarding / Contrato logistico, nesta forma de logistica ocorre a efetivação de um contrato de trabalho, onde se define o tipo de prestação de serviço, seja ele total ou parcial dentro de uma organização que não possui condição para tal serviço. A atuação da empresa é por conta da utilização de equipamentos próprios, para todas as necessidades exigidas para o processo. 4 PL Gestão da Cadeia de Abastecimento, envolve gestão logistica complexa, ou seja, uma evolução do 3PL. Neste segmento a contratada envolve terceiros especializados para auxiliar no cumprimento de seu contrato. É um contratador único, mesmo sabendo que ele faz utilização de outras empresas ou meios especializados para atendimento de prazos com qaulidade em uma esfera maior de abrangencia. 5 PL e-business, integra os PL s 3 e 4, atendendo principalmente o mercado eletroeletronico, trata de promover a concretização das melhores transações de oferta e procura de mercado. De certa forma o 5 Pl será um gestor de todas as demais cadeias de abastecimento, principalmente dos eletroeletronicos, segundo CARVALHO (2006). Abaixo gráfico para entendimento, da aplicação dos tipos de PSL s e possível aplicação: Diferentes tipos de PSL s Fonte: Carvalho, 2006, pag. 7

5 5 A gestão correta dos meios logisticos é um diferencial importante para os prestadores de serviços. A correta definição do PL a ser utilizado, fará uma diferença importante no resultado financeiro da organização. A forma mais comum de se estabelecer relacionamentos entre empresas com foco na venda do produto final tem sido contratação específica e terceirização. Neste processo, a empresa que contrata ou terceiriza precisa manter o relacionamento baseado em performance e custo. (BOWERSOX, 2003) De acordo com a necessidade ou forma de organização da empresa, aplica-se um dos métodos de operação dos serviços logísticos, seja próprio ou terceirizado. 1.5 O CONCEITO DE GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS (SCM - SUPPLY CHAIN MANAGEMENT) De acordo com Romeyer (2004), Supply Chain Manegement, conceito de gestão da cadeia de suprimentos ligado diretamente ao processo de logistica, seja no armazenamento bem como na movimentação de materiais, processos ou produtos. Para conhecedores técnicos desta ferramenta, gestão da cadeia de suprimentos incorpora uma abordagem sistêmica, busca integrar e otimizar as cinco áreas da logística: armazenamento, transporte, inventário, processamento de pedidos e agrupamento de lotes. A otimização isolada de uma área pode comprometer a cadeia de suprimentos, por exemplo, um armazém central único reduz os custos de estocagem, mas pode aumentar os custos de transporte. A gestão da cadeia de suprimentos integram as atividades logisticas de transporte, distribuição, armazenamento e produção com objetivo de conseguir uma vantagem competitiva sustentável. Podemos entender que os principais objetivos do Supply Chain Manegement, é a ligação e coordenação estreita das atividades envolvidas na compra, fabricação e movimentação de um produto. Integração dos fornecedores fabricantes, distribuidores e consumidores, otimização de processos e custo, tendo como principal objetivo gerar lucro de melhor forma possível a todos envolvidos nesta movimentação de produtos e valore. O objetivo principal sempre será um retorno significativo a quem esta envolvido. 1.6 LOGISTICA REVERSA [...] para existirem laços informacionais entre os parceiros de supply chain, existem dois grandes tipos de solução: (1) criar interfaces entre o SI internos das empresas parceiras; (2) desenvolver um Sistema de Informação Intre-Organizacional (SIIO), fruto de uma colaboração entre parceiros e complementar em relação aos SI de cada um dos atores (o SIIO é aticulado com diferentes SI). A aioria das vezes, escolhe-se a primeira solução, por motivos de facilidade de implementação. (ROMEYER, 2004) Conforme Leite (2003) a logística, é aquela que planeja, implementa e controla de maneira efetiva e econômica, o fluxo de matérias brutas, bens acabados e as informações relativas, desde o ponto de origem ao de consumo, de modo a atender as exigências dos clientes. A logística reversa agrega valores de diferentes tipos e se define como uma área empresarial que planeja e controla as informações do retorno de bens de pós-venda e pós-consumo ao ciclo de negócios ao ciclo produtivo por meio de canais de distribuição reversos, agregando valor da mais variada natureza. A logística reversa de revalorização de materiais apresenta duas características diversas, os canais reversos fechados e os abertos. Enquanto a logística tradicional trata do fluxo de saída dos produtos, a Logística Reversa tem que se preocupar com o retorno de produtos, materiais e peças ao processo de produção da empresa, reciclágem por exemplo. Devido ao maior rigor de legislação ambiental, a necessidade de reduzir custos e a necessidade de oferecer mais serviços por meio de políticas de devolução mais liberais, as empresas estão não só utilizando uma maior quantidade de materiais reciclados como

6 6 também se preocupando com o descarte ecologicamente correto de seus produtos ao final do seu ciclo de vida. Nos canais reversos fechados os materiais voltam a se constituir matéria prima para produto igual ao inicial. Exemplo deste tipo de procedimento é o processo de reciclagem de materiais, latas aluminio, sucata de aço, papel, enfim qualquer produto que tenha possibilidade de reaproveitamento e aplicabilidade em outro processo de industrialização. [...] os mais diferentes resíduos são reciclados, alguns como a sucata ferrosa, o papel e papelão são tradicionais e apresentam processos e negócios consolidados. Materiais novos para embalagem com menor peso, maior segurança e menor custo, viáveis por tecnologias recentes levaram a novos negócios de reciclagem, como é o caso das latas de alumínio e das garrafas PET. (LEITE, 2003) Representação gráfica da logistica reversa com base em um processos de reciclagem de materiais: Fonte: Atividade Típica do Sistema Reverso da Logistica (Adaptado de Lacerda, 2003 pag. 478). Acima podemos entender de forma mais clara, utilizando o processo da coleta seletiva, o que significa a logistica reversa, onde o produto percorre um caminho contrário ao normalmente sabido, ou seja, o processo invertido ao caminho da produção sequencial de uma linha de produção da industria ou outro setor de transformação de produtos. O ciclo de vida do produto não termina mais ao chegar no consumidor final, ali apenas começa um novo estágio, ou seja, a real necessidade que o produto se propõe a satisfazer será definida a partir dali, dando retorno ao investimento feito com seu raproveitamento. Parte dos produtos necessitam retornar aos fornecedores por razões comerciais, garantias dadas pelos fabricantes, erros no processamento de pedidos e falhas de funcionamento, procedimentos garantidos pelo Código do Consumidor bastante rigoroso que permite ao consumidor desistir e retornar sua compra num prazo determinado por lei, variando de acordo com o caso. A logística reversa de pós-venda, segue o propósito da criação deste setor cada vez mais eficiente e presente nas empresas, sejam elas de grande porte ou pequenas organizações, pois agregando valor ao produto e garantindo um diferencial competitivo, só tendem a somar nos resultados positivos.

7 7 A confiança entre os dois extremos da cadeia de distribuição pode se tornar o ponto chave para a próxima venda, e expanção do negócio, segundo Lacerda (2003). Estas possíveis devoluções ou trocas de produtos se dão por fatores como danos no transporte, defeitos de fabricação, recal, mau acondicionamento na fase de estocagem e outros problemas que podem ocorrer, pois quanto mais tempo estocado ou distância transportada o risco de problemas é maior. 2 LOGISTICA: MÉTODOS E TÉCNICAS DE CONTROLES DO DESEMPENHO. Como em qualquer tipo de transfromação de produtos, como fabricação, movimentação ou armazenamento, o uso de medidas do desempenho é essencial para que uma organização possa avaliar os resultados de sua atuação. Ao dimensionar um sistema de distribuição é importante lembrar que, sob o ponto de vista do nível de serviço logístico, a restrição de tempo é normalmente mais severa do que a restrição de capacidade. (NOVAES, 2004) Para que seja feito de forma eficáz, é preciso a obtenção corrreta de dados e controles eficientes das informações que alimentam o sistema de compilação de dados. Os objetivos dos sistemas modernos da medida do desempenho logístico incluem a monitoração, o controle e o direcionamento das operações logísticas. As medidas de controle, por sua vez, permitem acompanhar o desempenho ao longo da execução, e são utilizadas para refinar um processo logístico, com o intuito de torná-lo compatível com os padrões estabelecidos, quando esses são excedidos. Um exemplo de aplicação de controle é o acompanhamento das avarias ocorridas no transporte. Podemos citar como um exemplo o controle de avarias em containers durante o transporte, sabendo a incidencia desta ocorrência, mede-se para tomada uma ação preventiva referente a este problema que por sua vez precisa de uma ação corretiva e que poderá trazer melhorias ao processo e maior conquista de mercado. Toda a medição se compõe de dados numéricos, tornando-se a ssim a mais eficiente forma de gestão do processo, pois somente medindo podemos saber o resultado real das normas e procedimentos aplicados, o retorno somente poderá ser visto após uma medição confiável e atualizada periódicamente através de ferramentas e processos revisados. De forma geral, as medidas de desempenho logístico contemplam parâmetros tais como custos de transporte, armazenagem, prazo de entrega, tempos de movimentos, lead time, estoque, numero de devoluções, avarias em produtos ou embalagens no transporte, perda de pedidos, frequencia na falta de mercadorias, enfim tudo que de certa forma apresente prejuizo finaceiro ou em relação ao mercado consumidor, poderá apresentar variação no desenpenho logistico, conforme Novaes (2004). Custo contempla a habilidade de produzir bens ou serviços ao menor custo possível; Produtividade é a capacidade de produzir os maiores resultados possíveis com a menor quantidade de recursos disponíveis; Qualidade refere-se a habilidade de gerar bens e serviços que satisfaçam ou excedam as expectativas dos consumidores; por fim o tempo será a capacidade da empresa em responder às mudanças no menor tempo possível; 2.1 ANÁLISE E CONTROLE DOS CUSTOS DE LOGÍSTICA Todo processo logistico, precisa de uma análise principalmente relacionada a custos, o foco de uma empresa sempre será o retorno financeiro. A partir desta concepção a melhoria dos processos sejam produtivos como os de logistica, onde envolve armazenamento e transporte. Toda gestão desta situação precisa ser avaliada da melhor maneira a atingir resultados positivos. [...] os paradigmas operacionais atuais, e os processos empresariais que buscam prever, planejar e aperfeiçoar perfeitamente a distribuição estão na mesma trajetória das mudanças dramáticas que a Dell, a Apple e a Wal-Mart estão perseguindo. Os clientes e os mercados industriais estão se movendo muito rápido para que as previsões sejam suficientemente exatas e um plano otimizado e executado.

8 8 Alternativa? Uma aboradgem dirigda para o mercado, simples e flexível, construido de acordo com os princípios enxutos da distribuição. (ZYLSTRA, 2008, p. 20). À medida que o mercado vai aquecendo e os produtos sendo ofertada de uma forma mais constante, a busca pela venda cada vez maior focando no lucro da organização, a consequencia é o aumento da exigencia do cliente e a menor custo de produção, tanto na fábricação bem como na logistica de entrega. A pressão de se fazer mais com menos, é constante no mercado atual, esta redução de custo é indispensável a aplicação de conceitos Lean de produção. O armazenamento, transporte e mão de obra, se tornam o grande foco para esta redução ocorrer de forma a trazer beneficios as organizações envolvidas, tanto no processo produtivo como logistico, sem a perda de qualidade dos serviços. Para haver competição de preços, prazos e qualidade dos produtos ou serviços prestados, a automação se torna um diferencial para as organizações. Na indústria a aquisição de tecnologias em máquinas reduz o custo de produção quando se analisa pela ótica do volume produtivo com menor acréscimo possivel no custo de produção. Na linha logistica a implementação da tecnologia nos meios de controle dos modais de transporte é que faz a diferença no final de seu processo. O controle automatizado das frotas com gestão dos gastos, redução de consumo, monitoramente do operador, definição exata dos pontos de origem e chagada de cargas evitando movimentação do caminhão principalmente quando a desvio de trajeto. Acompanhamento constante de todas as atividades do motorista, paradas, saidas, caminhos alternativos, cargas, etc. A tecnologia cada vez mais presente nos modais de transporte, sendo inicialmente vista como um mal necessário, pois haverá um investimento em equipamentos, treinamento de funcionários, a gestão correta destas ferramentas, obtenção de resultados positivos poderão ser vistos em um primeiro momento, retorno imediato ao processo, produto ou serviço. [...] o papel principal da distribuição tem tambem mudado à medida que as necessidades dos clientes se expandem além do atendimento do prazo de entrega. Os clientes estão demandando mais personalização, mais etiquetagem e mais manuseio especializado a fim de enxugar suas cadeias de suprimentos e operações. Eles tem direcionado a mudança para seus fornecedores, de modo que os produtos cheguem prontos para uso ou venda e fluam facilmente através de suas operações nos centros de distribuição. (ZYLSTRA, 2006, p. 54) CONCLUSÃO O segmento produtivo relacionado à logistica torna-se muito importante a medida que produção aumenta. A necessidade de aplicação de um processo rentável de movimentação e armazenamento, exige especialização e atendimento aos objetivos propostos em cada organização, meta. Para que esta ação seja eficáz em termos de produtividade e faturamento, não basta uma gestão técnica de alta performance, mas sim que tenha como objetivo principal a aplicação de métodos técnicos e façam uma logistica com olhares voltados a gestão Lean dos processos. Os beneficios de uma distribuição enxuta serão efetivamente sentidos na organização fabricante, com cumprimento de prazos de entrega, bem como a redução de custo para ambos envolvidos neste processo. A conquista de mercado se alcança com redução de custo e serviço da mais lata qualidade, para que isto ocorra de forma normal a tendencia é o aumento na gestão de processos enxutos. O que podemos entender é de que a técnica de logistica associada aos conceitos precisam trabalhar com processos de produção enxuta (Lean Manufecturing), devido a evolução do mercado atual, onde a exigencia do cliente se torna maior e por consequencia um diferencial na fixação da empresa dentro deste mercado. Não basta apenas produzir, mas possuir um diferencial competitivo para ser diferente frente a concorrência a qual todas organizações estão submetidas. Não se conquista mercado apenas com os quesitos técnicos de fabricação, mas toda cadeia de processos e terceiros envolvidos de alguma forma forma seja na transformação da matéria prima bem como a entrega na data contratada e com a qualidade minima exigida pelo cliente, principal elemento da efetivação de todo este processo.

9 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] NOVAES, Antonio Galvão Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Editora Elsevier 2ªEdição ª Reimpressão; [2] ZYLSTRA, D. Kirk Distribuição Lean, a abordagem enxuta aplicada a distribuição, logistica e cadeia de suprimento Editora Bookman 1ª Edição 2008; [3] ROMEYER, Cécile - Obstáculos para Implementação de um Sistema de Traçabilidade de uma Suply Chain: Tributo da Experiência Hospitalar (RIRL 2004); [4] LACERDA, Leonardo Logística Reversa: Uma visão sobre os conceitos básicos e práticas operacionais LGC; [5] NUNES, Fernando Ribeiro de Melo Arruda, João Bosco Furtado - A Logistica a serviço da empresa e do desenvolvimento: a contribuição da pesquisa (Melhores trabalhos da RIRL 1ª Edição 2004); [6] WANKE, Peter Gestão de Estoques na Cadeia de Suprimentos, modelos e decisões quantitativas Editora Atlas 2ª Edição 2006; [7] PESSOA, Paulo Daniel Miotto, Claudio Luis O estudo de caso da logistica Reversa: reutilização de embalagens do tipo big bag (XXVI ENEGEP Fortaleza 2006); [8] ANASTÁCIO, Assis Francisco SCHMEISKE, Oscar Ricardo Macedo Identificação e Avaliação dos Canais de Logistica Reversa (Curitiba 2008);

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