ENTRESSAFRA NO SUL ELEVA PREÇO PELO 2 MÊS CONSECUTIVO

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1 Uma publicação do CEPEA - ESALQ/USP Ano 21 nº 240 Maio Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP ENTRESSAFRA NO SUL ELEVA PREÇO PELO 2 MÊS CONSECUTIVO O preço do leite recebido pelo produtor aumentou pelo segundo mês consecutivo. Em abril, a média Brasil foi de R$ 0,8942/litro, aumento de 3,9 centavos/litro ou de 4,5% em relação a março. Esta média é calculada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e é ponderada pelo volume captado nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Contabilizando-se o frete e impostos, o preço bruto teve média de R$ 0,9791/litro, valor 4,4% superior ao do mês anterior, mas 15,9% abaixo do mesmo período de 2014 em termos reais considerando-se a inflação (IPCA) do período. com a média indo para R$ 2,1311/litro. O queijo muçarela também se valorizou pelo terceiro mês consecutivo (2,3%), cotado a R$ 11,76/kg em abril. De acordo com alguns atacadistas consultados pelo Cepea, agentes de indústrias têm reajustado positivamente os valores, aos poucos, visando recuperar as margens, ou, até mesmo, alinhar os custos de produção, que estão mais altos neste início de ano. A demanda, contudo, está enfraquecida, e, para liquidar os produtos, parte dos atacadistas precisa/precisaria/ reduzir os valores. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL). ICAP-L/Cepea - Índice de Captação de Leite - MARÇO/15. (Base 100=Junho/2004) Segundo colaboradores do Cepea, o aumento esteve atrelado, principalmente, às quedas na produção e na captação em março, devido ao início da entressafra na região Sul do Brasil. Essa menor oferta, por sua vez, eleva a competição entre as indústrias e impulsiona os valores da matéria-prima. Vale ressaltar, no entanto, que, neste ano, observase maior cautela por parte de representantes da indústria para não acumular estoques, como ocorreu no semestre passado. A captação do leite pelos laticínios/cooperativas teve queda em todos os estados acompanhados pelo Cepea. De fevereiro para março, houve queda de 6,62% no Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L). Minas Gerais e São Paulo registraram as maiores quedas, de 9,45% e de 8,9%, respectivamente, seguidos pelo Paraná (6,26%), Goiás (5,82%), Santa Catarina (4,79%), Rio Grande do Sul (2,33%) e Bahia (2,19%). Além da entressafra no Sul, o enfraquecimento da demanda também influenciou a redução da captação pela indústria. Para maio, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, ainda impulsionados pela oferta restrita de matéria-prima, mas com menos intensidade. Mais de 71% dos agentes entrevistados pelo Cepea (que representam 65,9% do volume amostrado) acreditam em nova alta nos preços do leite em maio, enquanto o restante (28,5% que representam 34,1% do volume) acredita em estabilidade nas cotações. Nenhum dos colaboradores consultados estima queda de preços para o próximo mês. Quanto aos derivados, o preço do leite UHT subiu 2,6% de março para abril no atacado do estado de São Paulo este foi o terceiro aumento seguido, PANORAMA pág. 05 pág. 06 pág. 07 Em um ano, balança comercial passa de superávit para forte déficit Menor captação eleva preço de derivados em SP Mais tecnificadas, propriedades gaúchas têm até o dobro da rentabilidade das de MG MERCADO DE MILHO E FARELO DE SOJA

2 ABRIL/15 MARÇO/15 Sul / Sudoeste de Minas 1,0287 1,0286 1,0169 1,0609 1,0724 1,0560 1,1010 0,9407 1,1230 1,0171 1,0055 1,0480 1,0473 1,1454 1,0917 1,1917 0,8998 1,2800 1,3176 0,9226 1,1230 1,1596 1,1820 1,1530 0,9685 1,0662 1,0390 1,0867 0,8101 0,7072 0,7897 0,7895 0,7540 0,7899 1,0112 0,8129 0,6081 0,7737 0,8335 0,8064 0,8929 1,0252 0,8962 0,9423 0,6326 0,9413 0,7409 0,7964 0,8270 0,9193 0,8790 0,8854 0,8840 0,9578 0,9156 0,8414 0,9243 0,8956 0,9124 0,9516 0,9256 0,9464 1,0836 0,8766 0,9365 0,9122 0,9352 0,9860 0,9873 1,0814 1,0223 1,0782 0,7264 1,1392 1,0399 0,8644 0,9861 1,0381 1,0505 1,0296 0,9229 1,0338 0,9945 0,9791 0,9398 0,9302 0,9316 0,9823 0,9552 0,9716 1,0310 0,8670 1,0058 0,9279 0,9224 0,9722 0,9479 1,0750 1,0117 1,0970 0,8270 1,1727 1,2051 0,8473 1,0330 1,0475 1,0572 1,0365 0,9419 0,9824 0,9840 0,9970 0,7267 0,6160 0,7099 0,7133 0,6440 0,7085 0,9430 0,7415 0,5025 0,6900 0,7541 0,7361 0,7957 0,9567 0,8202 0,8652 0,5657 0,8449 0,6415 0,7240 0,7473 0,8381 0,7949 0,8013 0,8589 0,8714 0,8606 0,7621 0,8378 0,8002 0,8294 0,8740 0,8117 0,8633 1,0140 0,8041 0,8235 0,8253 0,8536 0,9117 0,8893 1,0120 0,9438 0,9900 0,6580 1,0356 0,9337 0,7904 0,9006 0,9424 0,9461 0,9297 0,8978 0,9486 0,9395 0,8942 abr/fev 2,98% 0,23% 2,10% 5,11% 7,28% 4,81% 1,91% 2,30% 7,65% 5,18% 4,09% 10,73% -2,02% 1,29% 5,40% 6,04% 4,81% -0,30% 1,05% 3,12% 3,68% 6,58% 7,52% 7,47% 0,44% 4,12% 1,58% 4,43% abr/fev 3,15% 0,29% 2,17% 5,29% 8,18% 5,21% 2,21% 2,41% 8,33% 6,03% 4,54% 10,99% -2,47% 1,01% 5,16% 6,62% 4,46% -0,37% 1,05% 3,41% 3,84% 7,45% 7,91% 7,33% 6,04% 3,54% 2,97% 4,54% Fonte: Cepea Fonte: Cepea Preços em estados que não estão incluídos na média Brasil - RJ, MS, ES e CE 1,1403 1,1555 1,0733 0,8784 1,0685 1,0024 0,9872 1,0268 1,1942 0,8972 1,1883 1,0735 0,7757 1,0834 0,8718 0,7248 0,7730 0,7777 0,8790 0,8067 0,9998 0,7870 0,9892 0,9029 0,9387 1,1274 0,9705 0,8188 0,9464 0,9095 0,9388 0,9164 1,1315 0,8502 1,0749 0,9952 1,0857 1,0771 1,0130 0,7987 0,9413 0,8912 0,8973 0,9441 1,1315 0,8445 1,1343 1,0044 0,7293 1,0066 0,8148 0,6486 0,6525 0,6715 0,7916 0,7290 0,9051 0,7264 0,8892 0,8170 0,8886 1,0497 0,9146 0,7404 0,8220 0,8004 0,8500 0,8362 1,0515 0,7874 1,0006 0,9171 5,51% 5,40% 3,80% 6,40% 4,15% 4,17% 0,33% 2,18% 0,70% -4,31% 0,22% 0,04% 5,78% 5,64% 4,21% 7,18% 4,67% 4,71% 0,48% -0,16% 0,76% -0,57% 0,23% 0,30% Equipe Leite: Wagner Hiroshi Yanaguizawa - Pesquisador Projeto Leite Isadora Vieira, Marianne Tufani Batista, Natália Salaro Grigol, Ana Paula Negri e Vitória Guereschi Lucas Equipe Grãos: Lucilio Alves - Pesquisador Projeto Grãos Ana Amélia Zinsly, André Sanches, Bárbara Oliveira, Camila Tolotti, Samara G. de Oliveira Débora Kelen P. da Silva e Rafaela Moretti Vieira Wagner Hiroshi Yanaguizawa Pesquisador Projeto Leite Ana Paula Silva Ponchio - Mtb: D Flávia Romanelli - Mtb: Flávia Romanelli - Mtb: 27540

3 EVOLUÇÃO DO CUSTO OPERACIONAL EFETIVO (COE) E DO PREÇO DO LEITE EM

4 ALTA NO PREÇO DO LEITE E CUSTO ESTÁVEL ELEVAM MARGEM DO PRODUTOR EM QUASE 3% Por Rildo Esperancini Moreira e Moreira, analista de mercado, equipe Leite Cepea O aumento no preço líquido do leite recebido pelo produtor, de 4,45% de março para abril, considerando-se a média Brasil (GO, MG, RS, SP, PR, BA e SC), e a estabilidade nos custos de produção no mesmo período elevaram a rentabilidade da pecuária leiteira em 2,73%. Após seis meses em alta, o custo operacional efetivo (COE) e o custo operacional total (COT) se mantiveram estáveis em abril, também na média Brasil. Essa estabilidade foi resultado, principalmente, da queda no custo de produção dos estados da região Sul, de Goiás e São Paulo. Diferentemente do observado em março, os gastos com silagem e forrageiras caíram 1,82% que, somados, representam 17,4% do COE. O grupo de concentrados, que representa 41,3% dos custos efetivos, se manteve estável (+ 0,09%). Regionalmente, mesmo com o aumento de 1,33% dos concentrados, Goiás foi o estado com a maior queda do COE, de 0,31%, de março para abril. Isso porque, os gastos com silagem recuaram 0,17%. O Paraná veio na sequência, com queda de 0,24% dos custos. Tal redução é atribuída aos gastos com alimentação (concentrados, silagem, forrageira perene e anual e suplementação mineral), que caíram 11,71% no mês (esse grupo representa 70,3% dos custos). Com a valorização do dólar frente ao Real em março, os preços dos fertilizantes registraram forte elevação naquele mês. Já em abril, a moeda norte-americana recuou, pressionado os valores dos adubos. Entretanto, os preços de abril/15 ainda registram médias 15% superiores às do mesmo período de Por outro lado, em Minas Gerais e Bahia, os custos subiram 0,22% e 0,17% respectivamente. Em ambos os estados, os custos com suplementação mineral subiram 1% em MG e 1,73% na BA. Nestes casos, é provável que agentes dessas regiões ainda estivessem trabalhando com tabelas de preços antigas, sem considerar os efeitos do câmbio sobre os preços do sal mineral. 808,6 litros/tonelada 1708,2 litros/tonelada 14,8 litros/frasco 50 ml 756,4 litros/tonelada 1745,7 litros/tonelada 14,7 litros/frasco 50 ml 723,5 litros/tonelada 1348,6 litros/tonelada 14,1 litros/frasco 50 ml (130g de Fósforo) 9,8 litros/frasco 10 ml 94,7 litros/sc 25 kg 58,7 litros/litro de herbicida 7,9 litros/frasco 10 ml 88,8 litros/sc 25 kg 52,3 litros/litro de herbicida 7,3 litros/frasco 10 ml 86,8 litros/sc 25 kg 50,0 litros/litro de herbicida

5 EM UM ANO, BALANÇA COMERCIAL PASSA DE SUPERÁVIT PARA FORTE DÉFICIT Ana Paula Negri, analista de mercado da equipe Leite Cepea O déficit na balança comercial cresceu novamente em abril, totalizando 69 milhões de litros em equivalente leite, 17% a mais frente a março/15. Quando comparado ao volume de abril/14, observa-se que a diferença chega a expressivos 473%, já que, no ano passado, a balança registrava superávit mensal de 18,5 milhões de litros em equivalente leite (gráfico 1). Esse resultado é consequência do alto preço do leite em pó brasileiro no mercado internacional, mesmo com o dólar valorizado frente ao Real. Em volume, o déficit de abril é o segundo maior do ano, inferior somente ao observado em janeiro. Em valores, o déficit foi de US$ 19 milhões em abril, o maior deste ano e 119% maior que o do mês anterior (US$ 28,7 milhões). Segundo dados das Secex, a quantidade vendida pelo Brasil foi 32% inferior à de março, passando de 35 milhões de litros em equivalente leite para 24 milhões em abril. Os principais países importadores foram Venezuela (69,3%), Arábia Saudita (7,5%) e Chile (5%). Os produtos com maior expressividade nas exportações brasileiras foram o leite em pó, o leite condensado e os queijos, com participações de 70%, 15% e 5%, respectivamente, mas somente os queijos tiveram aumento no volume embarcado de março para abril. Quanto às importações, estas apresentaram leve queda de 1%, totalizando 93 milhões de litros em equivalente leite. Argentina e Uruguai foram responsáveis por 94% da vinda do leite em pó e de queijos para o Brasil. Em valores, as exportações totalizaram US$ 18,5 milhões, redução de 35% frente a março. Já as importações, fecharam abril com receita de US$ 37,6 milhões, leve aumento de 2% na comparação com o mês anterior. Mercado Internacional: A produção europeia chegou a aumentar em abril, mas o volume ainda é inferior ao de anos anteriores, segundo dados do USDA. As expectativas quanto ao crescimento de produção de leite eram altas agentes estavam fundamentados no final do regime de cotas, mas ficou aquém do esperado. Na Austrália, a negociação de derivados lácteos recuou em abril, em razão da menor demanda. A produção da Nova Zelândia caiu, mas os preços tiveram pouca alteração. IPE-L/Cepea O Índice de Preços de Exportação de Lácteos do Cepea fechou abril com média de US$ 4,83/kg (ou R$ 14,69/kg), aumento de 4,6% frente a março. Porém, dentre os produtos acompanhados pelo Cepea, os preços da manteiga, leite condensado, soro de leite, queijos e leite em pó derivados apresentaram queda em abril. Gráfico 1. Exportações e Importações totais de derivados lácteos brasileiros (em equivalente leite) de janeiro/14 a abril/2015. US$ US$ Tabela US$ US$ % -43% US$ US$ US$ 4.306,25 US$ 4.187,5-45% -49% Os dados se referem à média entre 3 de abril a 1 de maio de 2015; para 2014, foi considerado período semelhante Tabela 2 - Volume exportado de lácteos (em equivalente leite)¹ - (%) Participação no total exp. em Abr/14- (%) % 2% Total de janeiro a abril/15 frente ao mesmo período de 2014: -50% Notas: (1) Consideram-se os produtos do Capítulo 4 da NCM mais leite modificado e doce de leite; (2) O soro de leite é medido em quilos, não sendo convertido em litros. -32% -30% -51% -14% - 70% 15% 7% -61% -67% -30% 11% -64% ² Tabela 3 - Volume importado de lácteos (em equivalente leite)¹ - (%) Participação no total imp. em - Abr/14 (%) -1% -6% 31% 35113% Total de janeiro a março/15 frente ao mesmo período de 2014: 81% -2% - 82,5% 16,7% 0,1% Notas: (1) Consideram-se os produtos do Capítulo 4 da NCM mais leite modificado e doce de leite; (2) O soro de leite é medido em quilos, não sendo convertido em litro % 174% 15% 112% -18%

6 MENOR CAPTAÇÃO ELEVA PREÇO DE DERIVADOS EM SP Por Vitoria Guereschi Lucas, graduanda em Gestão Ambiental, e Isadora Trouva Vieira, graduanda em Ciências Econômicas Os preços do leite UHT e do queijo muçarela subiram de março para abril no atacado do estado de São Paulo. Essa alta esteve atrelada à menor captação de leite, devido à entressafra no Sul do Brasil, que elevou a competitividade entre indústrias na compra da matéria-prima. O aumento nos preços do UHT e da muçarela foi observado mesmo com a demanda por esses derivados se mostrando enfraquecida em alguns momentos de abril. Parte dos agentes relatou que chegou a reduzir os preços de vendas desses produtos, no intuito de elevar a liquidez. Em abril, o preço médio do UHT no atacado paulista foi de R$ 2,13/litro, 2,66% superior ao de março/15, mas 2,26% abaixo do de abril/14, em termos nominais (valor inclui frete e impostos). Para o queijo muçarela, a média foi de 11,76/kg (inclui frete e impostos) em abril, 2,23% acima da de março/15, porém 6,41% inferior à de abril/14. Essa pesquisa diária tem o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) Tabela 1. Preços médios do leite UHT e da muçarela em março no atacado paulista em Abr/14 R$ 2,13/litro R$ 11,76/kg -2,26% -6,41% 2,66% 2,23% Fonte: Cepea OCB/CBCL. Nota: Variação em termos nominais, ou seja, sem considerar a inflação do período. Preços médios dos derivados praticados em MARÇO e as variações em relação ao mês anterior 1,66 1,90 14,23 12,30 12,88 15,32 6,3% 7,1% 1,8% 4,7% 1,1% 3,4% 1,60 1,90 16,21 13,19 13,57 13,69 0,1% 6,4% 0,7% -0,7% 2,4% 4,1% 1,64 1,92 12,17 10,61 11,15 12,14 0,2% 14,2% -2,0% 0,2% 0,0% -4,9% 1,59 1,80 14,16 12,39 13,15 12,24-1,1% 9,7% 3,8% -5,7% 4,0% 0,6% 1,70 1,96 13,78 11,91 12,61 13,23 0,0% 10,2% -4,6% -1,4% 0,5% 0,6% 1,64 1,89 14,11 12,08 12,67 13,32 1,03% 9,5% 0,0% -0,7% 1,6% 0,9% Fonte: Cepea/ESALQ-USP

7 MAIS TECNIFICADAS, PROPRIEDADES GAÚCHAS TÊM ATÉ O DOBRO DA RENTABILIDADE DAS DE MG Por Isadora Trouva Vieira, graduanda em Ciências Econômicas O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo em 2013 estava em quinto lugar, segundo o USDA mas, em termos de produtividade e rentabilidade, ainda deixa muito a desejar. Há dificuldades na implantação de programas de qualidade e redução de custos, e muitos pecuaristas desconhecem os índices técnicos e econômicos de suas propriedades. Além disso, o perfil das fazendas é muito diferente entre os estados pesquisados pelo Cepea. Segundo levantamentos do Cepea, as propriedades gaúchas, que investem mais em tecnologia e assistência técnica, chegam a faturar o dobro das mineiras, que são maiores, mas menos produtivas. A maior parte da produção leiteira nacional concentra-se nas regiões Sudeste (50%) e Sul (23%). Nos últimos anos, o setor evoluiu bastante, porém, mais de 80% da produção está nas mãos de um terço dos pecuaristas, que detêm as fazendas mais eficientes, tornando a atividade mais competitiva. Com isso, cada vez mais se faz necessário o investimento em novas tecnologias e em estratégias para intensificar os ganhos de produtividades e rentabilidade. Além disso, o aumento da renda da população brasileira aqueceu a demanda pelo leite e seus derivados, o que também aumentou as exigências em relação à qualidade. Nem todos os produtores leiteiros estão atentos à essa realidade, o que tem comprometido a rentabilidade daqueles que não investiram em suas fazendas. Segundo dados do Cepea, em Minas Gerais, por exemplo, apesar de ser o estado com a maior produção de leite do País, há uma enorme diversidade de tipos manejos da atividade leiteira. A maioria dos produtores mineiros possui grandes áreas, mas são pouco aproveitadas, o que pressiona a margem bruta (receita líquida menos custo operacional efetivo) dessas propriedades na comparação com a de outros estados. Já no Rio Grande do Sul, as áreas são menores, mas margem chega a ser o dobro da verificada nas propriedades mineiras. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve ao maior investindo em tecnologia e assistência técnica dos gaúchos, aumentando sua eficiência no longo prazo. Segundo pesquisadores do Cepea, o principal gargalo do sistema produtivo leiteiro é a dificuldade de implantação de programas de qualidade e redução nos custos de coleta do leite, devido à enorme pulverização da produção. Além disso, grande parte dos pecuaristas ainda desconhece os índices técnicos e econômicos de sua propriedade, realizando a tomada de decisão baseada na tradição ou na disponibilidade imediata de recursos. Para melhorar esse cenário, é importante a adoção de assistência técnica especializada e capacitação dos produtores para que haja um planejamento financeiro baseado no conhecimento aprofundado do sistema produtivo, a fim de reduzir os riscos da atividade. C o m a i m p l a n t a ç ã o d e s s e n o v o comportamento, as condições do negócio melhoram e os pecuaristas passam a ter segurança para aumentar seus investimentos e produzir cada vez mais e com mais qualidade, em condições mais competitivas de mercado. Para conscientizar os produtores sobre a importância do controle dos custos de todas as etapas e do planejamento da atividade, o Cepea desenvolve, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o levantamento de custos de produção da cadeia leiteira do País. O objetivo é estimular a profissionalização da gestão de fazendas e gerar dados de referência para a atividade. O projeto Campo Futuro é aplicado ao setor de leite desde 2008, já passou por 17 estados e mapeou cerca de 100 regiões produtoras. Gráfico 1. Tamanho das propriedades de Minas Gerais e Rio Grande do Sul Gráfico 2. Margem bruta por área de Minas Gerais e Rio Grande do Sul Fonte: CEPEA/Esalq-USP Fonte: CEPEA/Esalq-USP

8 MERCADO DE MILHO E FARELO DE SOJA Por Ana Amélia Zinsly Trevizam e Débora Kelen Pereira da Silva MILHO: Preços cedem expressivamente no BR em abril Os preços de milho caíram em abril na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A pressão veio do avanço da colheita de milho verão, da estimativa de boa produtividade do milho segunda safra e do enfraquecimento do dólar que, por sua vez, reduziu a paridade de exportação. Além disso, o clima favorável ao plantio nos Estados Unidos também influenciou as baixas internas. Quanto às exportações, devem se aquecer a partir de junho. No porto de Paranaguá (PR), os preços caíram 5% em abril, fechando a R$ 24,66/saca de 60 kg no dia 30. O volume exportado de milho em 1º de abril deste ano foi de 159,2 mil toneladas, 71,9% menor do que em abril/14, quando foram exportadas 566,38 mil toneladas. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), teve expressiva queda de 11,6% em abril, fechando a R$ 25,98/saca de 60 kg no dia 30. Se considerados os negócios também em Campinas, mas cujos prazos de pagamento são descontados pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi de R$ 25,49/sc, também com forte recuo de 11,5% no mês. Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea o preço do milho teve expressiva baixa de 10,9% no mercado de balcão (ao produtor) e grande recuo de 8,3% no de lotes (negociação entre empresas). No mês de março, tiveram valorizações de 4,0% e 2,0%, respectivamente. FARELO DE SOJA Com demanda enfraquecida, preços recuam 10% em abril A comercialização de farelo de soja esteve desaquecida no Brasil em abril. Colaboradores do Cepea indicaram que compradores domésticos estavam abastecidos por praticamente um mês. O maior interesse veio de produtores de aves e suínos, que compraram apenas parceladamente, fator que desacelerou o mercado. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, houve retração de 10,1% no preço do farelo de soja entre 31 de março e 30 de abril. A exportação também se enfraqueceu. Em abril, foram embarcadas 1,197 milhão de toneladas de farelo, 10% a menos que em março. O preço médio do derivado exportado foi de R$ 1.189,00/t em abril/15, estável frente a abril/14. O principal comprador foi a Alemanha. SP 2015 Janeiro Fevereiro Março Abril 27,41 27,99 29,44 27, ,85 954, ,92 999,72 Para receber o Boletim do Leite digital, encaminhe-nos um para com os seguintes dados: nome, para cadastro, endereço completo e telefone Contato: Acompanhe mais informações sobre o mercado de leite em nosso site:

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