NOVAS FORMAS DE NEGÓCIOS NA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - DIRECT SHIPMENT

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1 NOVAS FORMAS DE NEGÓCIOS NA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - DIRECT SHIPMENT Eng. Mário Eugênio Longto Universidde Pulist - São Pulo SP Dr. João Pulo Alves Fusco Universidde Pulist São Pulo SP Dr Antonio Roberto Albuquerque Universidde Pulist São Pulo SP Abstrct Key-words: Brzilin utoprts suppliers, direct shipment; P&A; Automobile Industry 1. Introdução O objetivo deste rtigo é descrever s recentes estrtégis utilizds pel indústri utomobilístic no Brsil pr comercilizção de peçs e cessórios no mercdo de reposição. Após o lnçmento de um novo veículo, montdor tem responsbilidde legl de mnter peçs de reposição no mínimo por 10 nos. Pr que est exigênci legl sej grntid s montdors crirm procedimentos que vism disciplinr produção, o comércio e distribuição dests peçs. Um form de grntir é ssinr um contrto com indústri de utopeçs responsável pelo item, grntindo ssim produção, e s distribui os clientes trvés d rede de distribuidores utorizdos (concessionários). Com o sistem implementdo montdor cb por colocr seu selo de PEÇA ORIGINAL. Todo este processo cb por gerr custos que gregdos o vlor d peç, cbm trnsformndo imgem do selo de PEÇA ORIGINAL em sinônimo de peç com lto preço. No decorrer d vid útil d peç, váris empress cbm produzindo itens similres de preços menores com o objetivo de competirem com s PEÇAS ORIGINAIS. As montdors cbm então, perdendo o mercdo de peçs de reposição pr ests empress, prejudicndo ssim, o processo de grnti de existênci de 10 nos pr peçs de reposição, pois o processo todo cb sendo invibilizdo finnceirmente. Pr que tl fto não ocorr s montdors impõem certs regrs de mercdo, pelo menos ns áres e empress onde mesm possui influênci, e ssim minimiz os impctos finnceiros negtivos. Um termo lrgmente utilizdo o desempenho econômico é o EVA Economic Vlue-Added / Vlor Econômico Agregdo. Em [CARRILO02], o indicdor EVA represent o lucro que empres ger com o negócio, menos o custo do cpitl utilizdo pr operção do mesmo. Estes processos serão explicdos dinte, e conclusão mostrrá lgums ções de melhori dos mesmos.

2 2. O fornecimento de peçs e cessórios O fornecimento de peçs e cessórios d rede de fbricntes pr s montdors de veículos possui dois procedimentos bem distintos. Est distinção brnge o sistem de solicitção de mteriis, os preços envolvidos, bem como przos de entreg e volumes clculdos. Um dos tipos de fornecimento é o que liment diretmente produção, onde tod logístic empregd deve estr condizente com przos enxutos e fiéis. Pr grnti destes przos técnics como Knbn e JIT, dentre outrs, são lrgmente utilizds, pois montgem de veículos não pode prr. A perd de produção cb por diminuir prticipção de mercdo. O outro tipo de fornecimento é o pr o After Mrk / Mercdo de Reposição, onde s prátics são gerlmente outrs, pois fidelidde com dt de entreg é muito importnte ms não é ftor primordil pr operção do negócio. 2.1 Chmd e entreg de mteril pr uso n produção As peçs utilizds n produção são requisitds medinte um chmd de mteril por prte d montdor, e o embrque e trnsporte ds mesms pode ser feito trvés de: Trnsporte com veículo próprio do fornecedor Trnsporte com veículo contrtdo pelo fornecedor Colet do mteril no fornecedor trvés de um veículo contrtdo pel montdor ( Milk run). Os processos logísticos no segmento de trnsporte ssocido est operção estão mostrdos n figur 1. Note-se que o trnsporte prte do fornecedor pr montdor, e o mteril vij pens um vez, pois o mesmo será utilizdo n linh de produção d montdor. FORNECEDOR MONTADORA Figur 1 Trnsporte necessário Pr cd tipo de situção pode-se chegr um custo x benefício diferente, tudo dependerá de ftores como distânci, volume de crg, vlor d crg e proximidde com outros fornecedores.

3 2.2 Chmd e entreg de mteril pr distribuição no After Mrk Neste tipo de operção requisição de mteril prte d montdor pr o fornecedor. A montdor rmzen os mteriis e gurd os s d rede de concessionários chegr pr que el poss fturr e envir o mteril fisicmente. 3. Comercilizção com intermedição físic Com este processo estbelecido montdor tem que possuir estoques de peçs, controle de inventário circulnte, mnuser peçs e cessórios que são pssíveis de roubo e quebr, lém de ter que possuir tod um infrestrutur logístic de distribuição. Os estoques de peçs de reposição precism ser dministrdos corretmente sob pen de que o processo tenh muito desperdício. A tringulção de s entre montdor, o concessionário e o fornecedor greg muits tividdes que podem ser eliminds. Est tringulção contece trvés de s, onde s entregs são feits em depósitos d própri montdor, pr pós ser remetido o concessionário. Os mteriis são movimentdos mis de um vez, e segundo s bos prátics de logístic, deve-se eliminr o trnsporte/movimentção excessiv dos mteriis, pois em cso contrário estremos desperdiçndo tempo e dinheiro [TAYLOR00] os 7 desperdícios. Este modelo de negócios justificou-se por muito tempo, devido os ftos explicdos n introdução deste trblho. Este processo de negócio exige intermedição físic dos mteriis que serão distribuídos pr os pontos de vend, ou sej, rede de concessionáris. A figur 2, present um desenho de como é est distribuição. FORNECEDOR MONTADORA CONCESSIONÁRIOS DEPÓSITO Figur 2 Trnsporte desnecessário É nítido n figur 2 o desperdício n movimentção de mteriis, o fornecedor poderi estr envindo peçs diretmente o concessionário, economizndo ssim em trnsporte e fretes. 4. Comercilizção sem intermedição físic A nov form de comercilizção sem intermedição físic vem de encontro os novos nseios em um mundo mis competitivo. A idéi implementd por lgums montdors é bem simples. Est nov form de comercilizção se concretizou, pois s montdors estão sofrendo com concorrênci, e um ds síds foi redução de custos e conseqüentemente de preços.

4 Atulmente s empress buscm lcnçr vntgem n produtividde como vntgem em vlor [CHRISTOPHER02]. A figur 3 mostr os cminhos que s empress buscm: V n t g e m e m Vlor A l t B I x Líder em Serviços Mercdo de Commodity Bix Líder em custos e serviços Líder em custo Alt Vntgem em produtividde Figur 3 A logístic e vntgem competitiv No cso d comercilizção como intermediário de peçs de reposição pels montdors, o tipo de negócio cb posicionndo mesm no qudrnte inferior esquerdo, onde o mundo é um lugr desconfortável [CHRISTOPHER02]. Os produtos comercilizdos não são diferencidos dos produtos dos concorrentes e els não tem vntgem em custo. No cso únic estrtégi é movimentr-se pr direit d mtriz, pois s outrs estrtégis não são viáveis. Um ds lterntivs encontrds foi diminuição do trnsporte excessivo, fzendo com que os mteriis sejm envidos diretmente os concessionários, eliminndo-se ssim custos com: Fretes com trnsporte Áre de rmzengem Mnuseio de mteriis Perd de mteriis Impostos N figur 4, é indicdo que o fluxo do ind continu o mesmo, porém o fluxo de mteriis mudou, ou sej, o trnsporte prte do fornecedor com destino o concessionário. FORNECEDOR MONTADORA CONCESSIONÁRIOS DEPÓSITO Figur 4 Entreg diret do Fornecedor o Concessionário

5 5. Ftores críticos pr o sucesso do empreendimento Pr que este novo negócio sej implementdo é impertivo que lgums regrs de negócios sejm mntids e/ou lterds. 5.1 Regrs pr o negócio O controle dos s tem que ser d montdor, pois é trvés deste controle que montdor conhece como está o mercdo; Mesmo somente controlndo, ocorrem custos com o gerencimento, dest form montdor deverá ser comissiond pelo fornecedor dos s que estão ocorrendo; Um contrto de exclusividde entre fornecedor e montdor deve dirigir o fluxo dos negócios; Um contrto de fidelidde entre concessionário e montdor deve dirigir o fluxo dos negócios. 5.2 Estbelecimento de processos Os processos devem ser bem definidos. Entende-se por processos o fluxo de informções entre os três interessdos, pr que não ocorrm problems de extrvio de s/informções. 5.3 Infrestrutur tecnológic /A tecnologi que deverá ser plicd nest nov modlidde de negócios (Direct- Shipment) deve ser suficiente pr promover gilidde n troc de informções, bem como todo o gerencimento ds mesms. A infrestrutur que deverá suportr contempl: Um sistem informtizdo, que ssocido o ERP (Enterprise Resource Plnning) ds empress envolvids permit um troc eletrônic diret sem necessidde de mnuseio de ppéis. Um sistem de comunicção ágil e seguro, que permit prover confibilidde ns trnsmissões dos documentos eletronicmente. Est rede poderá ser própri INTERNET, porém, deve-se instlr equipmentos de segurnç como um FireWll. 6. Conclusão Em um mundo cd vez mis competitivo, s empress devem quebrr prdigms e procurr sempre inovções, sejm els tecnológics, reengenhri de processos e lpidção dos recursos humnos. Est nov form de negócios pode tornr-se rentável e tmbém grntir o que foi exposto no início do trblho, que é obrigção legl de mnter peçs de reposição de um determindo produto por um período de 10 nos, prtir do lnçmento do mesmo.

6 Devido o fto de que o gerencimento dos s será de responsbilidde d montdor, vários pontos deverão ser borddos em um implementção, qul deverá obrigtorimente utilizr os seguintes recursos: Prátic de EDI (Electronic Dt Interchnge / Intercâmbio Eletrônico de Ddos) entre montdor e seus prceiros (Fornecedor e Concessionário); Desenvolvimento de um sistem de gerencimento de s, considerndo tods os spectos, qunto : Estoques reguldores, przo de entreg e preços; Um rede de comunicção EXTRANET (Ligção entre empress de form segur prátic de VPN Virtul Privte Network / Rede Virtul Privtiv) segur e confiável, pr que problems oriundos de um má comunicção não fetem os przos estbelecidos; Formlizção contrtul com o fornecedor exigindo exclusividde, mesmo que por pens lguns nos; Formlizção de um contrto com o concessionário, colocndo prâmetros que possm ser vlidos e crir um polític de mérito/demérito qunto à fidelidde ns comprs de peçs de reposição; Avlição constnte dos s trvés de lgum ferrment de BI (Business Intelligence / Inteligênci dos Negócios trvés de ferrment de softwre). 7. Bibliogrfi [CARILLO02] CARILLO JR, Edson...[et l]; Atuliddes n cdeir de bstecimento; São Pulo: IMAM, [CHRISTOPHER02] CHRISTOPHER, MARTINI; Logístic e gerencimento d cdei de suprimentos; São Pulo:Pioneir Thomson Lerning, [DEAR91] DEAR, ANTHONY; Rumo o Just-In-Time; Rio de Jneiro:Mrques-Sriv, [CHING01] CHING, HONG YUH; Gestão de estoques n cdei de logístic integrd; São Pulo:Atls, [HAMMER94] HAMMER, MICHAEL / STANTON, STEVEN A.; The reengineering revolution; USA New York:HrperCollins Publishers, [MIRSHAWAKA94] MIRSHAWAKA, VICTOR / MIRSHAWAKA JR, VICTOR; QFD A vez do Brsil; São Pulo:Mkron-Books, [ALBERTIN00] ALBERTIN, ALBERTO LUIZ; Comércio Eletrônico: modelo spectos e contribuições de su plicção; São Pulo:Atls; [SLACK96] SLACK, NIGEL...[et l]; Administrção d produção; São Pulo:Atls, 1996.

7 [RAGO03] RAGO, SIDNEY FRANCISCO TRAMA...[et l]; Atuliddes n gestão d mnuftur; São Pulo:IMAM; [MOURA03] MOURA, REINALDO A....[et l]; Atuliddes n logístic; São Pulo:IMAM, [SLACK93] SLACK, NIGEL; Vntgem competitiv em mnuftur: tingindo competitividde ns operções industriis; São Pulo:ATLAS, [HINESR00] HINES, PETER E TAYLOR, DAVID; Enxugndo empres Um gui pr implementção; São Pulo/IMAM, [SOUZA03] SOUZA, CESAR ALEXANDRE DE...[et l]; Sistems ERP no Brsil: Teori e csos; São Pulo:ATLAS, 2003.

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