Flora microbiana natural dos alimentos

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Flora microbiana natural dos alimentos"

Transcrição

1 1 Flora microbiana natural dos alimentos 2 Produtos cárneos crus e prontos a comer carcaças contêm diversos tipos de m.o., sobretudo bactérias bactérias patogénicas entéricas presentes, em pequeno número carcaças de aves têm maior contaminação de Salmonella que as de animais 1

2 3 Produtos cárneos crus e prontos a comer carne refrigerada mesófilos (Micrococcus, Enterococcus, Staphylococcus, Bacillus, Clostridium, Lactobacillus, coliformes e outras Enterobacteriaceae) psicrotróficos (alguns lactobacilli, leuconostocs, Brochothrix thermosphacta, Clostridium laramie, alguns coliformes, Serratia, Pseudomonas, Alteromonas, Achromobacter, Alcaligenes, Acinetobacter, Morexella, Aeromonas, Proteus, L. monocytogenes, Y. enterocolitica) 4 Produtos cárneos crus e prontos a comer carne crua condições aeróbias condições anaeróbias aeróbios psicrotrópicos (bacilos Gram- e leveduras) psicrotrópicos anaeróbios e facultativos 2

3 5 Produtos cárneos crus e prontos a comer carne crua condições de armazenamento ph (5.6 vaca; 6.0 aves), teor proteico elevado, teor baixo em carboidratos e condições ambientais 6 Produtos cárneos crus e prontos a comer carne tratada a temperatura pouco elevada (~70 C) embalados em aerobiose ou anaerobiose e refrigerados produtos curados produtos não curados tempo de prateleira longo, em anaerobiose 3

4 7 Produtos cárneos crus e prontos a comer carne tratada a temperatura pouco elevada (~70 C) só sobrevivem m.o. mais termorresistentes (Micrococcus, Enterococcus, Lactobacillus) e alguns esporos (Bacillus, Clostridium) psicrotróficos anaeróbios ou facultativos podem crescer 8 Produtos cárneos crus e prontos a comer carne tratada a temperatura pouco elevada (~70 C) riscos de contaminação: contacto com pessoas, ar, equipamento antes da embalagem flutuações na temperatura de armazenamento 4

5 9 Leite não tratado e leite pasteurizado elevado teor em proteínas e carboidratos mesmo após pasteurização e refrigeração curto tempo de prateleira 10 Leite não tratado e leite pasteurizado flora predominante em leite não tratado Micrococcus, Streptococcus, Corynebacterium vacas com mastite Streptococcus agalactiae, S. aureus, coliformes, Pseudomonas contaminação de animais, rações, solo e água bactérias lácticas, coliformes, esporos de Micrococcus, Staphylococcus, Enterococcus, Bacillus e Clostridium, e bacilos Gram- 5

6 11 Leite não tratado e leite pasteurizado outros possíveis contaminantes contaminação pelo equipamento Salmonella, L. monocytogenes, Y. enterocolitica, Campilobacter jejuni Pseudomonas, Alcaligenes, Flavobacterium, Micrococcus, Enterococcus 12 Leite não tratado e leite pasteurizado contaminantes em leite refrigerado antes da pasteurização psicrotróficos: Pseudomonas, Flavobacterium, Alcaligenes, alguns coliformes e Bacillus spp., L. monocytogenes e Y. enterocolitica podem produzir proteinases e lipases termorresistentes 6

7 13 Leite não tratado e leite pasteurizado contaminantes em leite pasteurizado termodúricos contaminação entre pasteurização e embalagem Micrococcus, Enterococcus, Streptococcus, Lactobacillus e esporos de Bacillus e Clostridium coliformes, Pseudomonas, Alcaligenes, Flavobacterium; psicrotróficos durante refrigeração 14 Ovos contaminação de ovos inteiros contaminação de ovos líquidos matéria fecal, material dos ninhos, rações, ar, equipamento bactérias da casca, equipamento, água, ar Pseudomonas, Alcaligenes, Proteus, Citrobacter, E. coli, Enterobacter, Enterococcus, Micrococcus, Bacillus, Salmonella 7

8 15 Ovos prevenção da contaminação de ovos inteiros prevenção da contaminação de ovos líquidos lavagem pasteurização, factores antimicrobianos presentes na clara (lisozima, conalbumina, avidina), ph Ovos m.o. sobreviventes em ovos líquidos bactérias termodúricas (Micrococcus, Enterococcus, Bacillus) ambiente mais favorável na gema (ph 7.0) 8

9 17 Pescado peixes crustáceos moluscos água salgada e água doce natureza e aquacultura 18 Pescado músculos estéreis, outros orgãos têm m.o. contaminação por água e alimentos 9

10 19 Pescado água salgada água doce vibrios halófilos, Pseudomonas, Alteromonas, Flavobacterium, Enterococcus, Micrococcus, coliformes e patogénicos (Vibrio parahaemolyticus, V. vulnificus e C. botulinum tipo E) Pseudomonas, Flavobacterium, Enterococcus, Micrococcus, Bacillus e coliformes 20 Pescado água poluída com resíduos Salmonella, Shigella, Clostridium perfringens, Vibrio cholerae, e vírus hepatite A e Norwalk; patogénicos oportunistas (Aeromonas hydrophila, Plesiomonas shigelloides) 10

11 21 Pescado muitas bactérias contaminantes são psicrotróficas contaminação reduzida por processamento a quente 22 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos hortícolas frutos frutos secos teor relativamente elevado de carboidratos; ph 5-7 teor elevado de carboidratos; ph 4.5; óleos essenciais antimicrobianos protecção externa; a w baixa bactérias, leveduras e bolores 11

12 23 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos fontes de contaminação de hortícolas solo, água, ar, animais, insectos, pássaros, equipamento condições ambientais, práticas agrícolas bactérias lácticas, Corynebacterium, Enterobacter, Proteus, Pseudomonas, Micrococcus, Enterococcus, formadoras de esporos; bolores (Alternaria, Fusarium, Aspergillus) 24 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos fontes de contaminação de hortícolas irrigação com águas residuais e fertilização com resíduos sólidos patogénicos entéricos L. monocytogenes, Salmonella, Shigella, E. coli O157:H7, Campylobacter, C. botulinum, C. perfringens, Erwinia; protozoários e parasitas (Cyclospora, Isospora, Giardia) 12

13 25 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos contaminação de hortícolas deterioração, doenças transmitidas por alimentos (listeriose, botulismo) bactérias lácticas em produtos fermentados processamento reduz fortemente contaminação 26 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos fontes de contaminação de frutos ar, solo, insectos, equipamento más condições de colheita e processamento bolores, leveduras e bactérias lácticas causas de deterioração patogénicos 13

14 27 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos fontes de contaminação de frutos leveduras naturais usadas em fermentação alcoólica 28 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos fontes de contaminação de frutos secos ar, solo, equipamento, água esporos de Bacillus e Clostridium; Leuconostoc, Pseudomonas, Micrococcus 14

15 29 Hortícolas, Frutos e Frutos Secos frutos secos crescimento reduzido a w baixa bolores podem produzir micotoxinas (Aspergillus flavus) 30 Cereais, Amidos e Gomas fontes de contaminação solo, ar, insectos, pássaros e equipamento 15

16 31 Cereais, Amidos e Gomas produtos não processados bactérias aeróbias, coliformes, leveduras, bolores; micotoxinas 32 Cereais, Amidos e Gomas produtos processados bactérias, leveduras, bolores; esporos bacterianos, psicrotróficos, patogénicos (Salmonella, S. aureus, C. perfringens) 16

17 33 Conservas fontes de contaminação solo, água de branqueamento, açúcares e amidos usados como ingredientes 34 Conservas esterilidade comercial esporos de bactérias termofílicas (Bacillus stearothermophilus, Clostridium thermosaccharolyticum, Desulfotomaculum nigrificans) armazenamento 30 C não há germinação armazenamento 40 C germinação tratamento a ~100 C esporos de mesófilos causadores de deterioração (Bacillus coagulans, B. licheniformis, Clostridium sporogenes, C. butyricum) e patogénicas (B. cereus, C. perfringens, C. botulinum) e esporos de termófilos 17

18 35 Conservas produtos com baixo ph (tomate, ) crescimento e deterioração por esporos de B. coagulans 36 Conservas toxinas de S. aureus não destruídas por tratamento térmico 18

19 37 Açúcares e Produtos ricos em açúcar açúcares esporos termofílicos de B. stearothermophilus, B. coagulans, C. thermosaccharolyticum, D. nigrificans; bactérias mesófilas (Lactobacillus, Leuconostoc); leveduras e bolores 38 Açúcares e Produtos ricos em açúcar açúcares esporos não sobrevivem em açúcares refinados 19

20 39 Açúcares e Produtos ricos em açúcar produtos ricos em açúcar podem conter diversos tipos de bactérias (Lactobacillus, Leuconostoc, esporos de Bacillus e Clostridium) leveduras e bolores baixa a w e ph dificultam crescimento 40 Refrigerantes, Sumos e Água refrigerantes fontes de contaminação maioria do ambiente e equipamento 20

21 41 Refrigerantes, Sumos e Água refrigerantes só se multiplicam m.o. acidúricos bolores, leveduras, bactérias lácticas e acéticas 42 Refrigerantes, Sumos e Água refrigerantes carbonatados com sumo de frutas não carbonatados podem crescer leveduras microaerófilas Lactobacillus e Leuconostoc bolores (Geotrichum) e Acetobacter e Gluconobacter spp. 21

22 43 Refrigerantes, Sumos e Água sumos de fruta (100 %) bolores, leveduras, Leuconostoc mesenteroides, Lactobacillus fermentum, L. plantarum e bactérias acéticas deterioração por espécies formadoras de esporos e rsistentes a baixo ph (Alicylobacillus) patogénicos (Salmonella, E. coli O157:H7) em sumo de laranja e cidra sumo de tomate bolores, leveduras, bactérias lácticas, B. coagulans, C. butyricum, C. pasteurianum 44 Refrigerantes, Sumos e Água água engarrafada flora indígena contaminantes externos Flavobacterium, Alcaligenes, Micrococcus Pseudomonas 22

23 45 Maionese e Molhos para saladas fontes de contaminação ingredientes, equipamento e ar 46 Maionese e Molhos para saladas emulsões água em óleo tradicionais produtos light ph menos óleo, menos ácido, mais água ph

24 47 Maionese e Molhos para saladas só m.o. acidúricos sobrevivem bolores (Geotrichum e Aspergillus spp.), leveduras (Saccharomyces spp.) e diversos Lactobacillus (L. fructivorans, L. brevis) e alguns Bacillus (B. subtilis, B. mesentericus) 48 Maionese e Molhos para saladas produtos light refrigerados podem ter patogénicos (Salmonella) provenientes de ovos 24

25 49 Especiarias e Condimentos especiarias não irradiadas podem conter bastantes m.o. esporos de bolores, Bacillus e Clostridium spp. Leveduras, Micrococcus, Enterococcus, patogénicos (Salmonella spp., S. aureus, Bacillus cereus) podem conter micotoxinas 50 Especiarias e Condimentos algumas especiarias têm propriedades antimicrobianas cravinho, alho, 25

2/24/2013. Carne crua

2/24/2013. Carne crua Carne crua diversas bactérias causadoras de alteração Pseudomonas, Acinetobacter, Moraxella, Shewanella, Alcaligenes, Aeromonas, Escherichia, Enterobacter, Serratia, Hafnia, Proteus, Brochothrix, Micrococcus,

Leia mais

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MICRORGANISMOS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MICRORGANISMOS CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MICRORGANISMOS Características fisiológicas das bactérias Oxigênio Temperatura Água Concentração hidrogênionica do meio (ph) Oxigênio Temperatura ambiental Grupo Temp. Temp.

Leia mais

MICRORGANISMOS DE INTERESSE EM ALIMENTOS

MICRORGANISMOS DE INTERESSE EM ALIMENTOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA MICROBIOLOGIA DE ALIMENTOS MICRORGANISMOS DE INTERESSE EM ALIMENTOS Profª. Drª. Caroline Costa Moraes BAGÉ 2010 Técnicas microbiológicas aplicadas a microbiologia de alimentos.

Leia mais

Fatores intrínsecos e extrínsecos que interferem no crescimento microbiano em alimentos

Fatores intrínsecos e extrínsecos que interferem no crescimento microbiano em alimentos Departamento de Microbiologia Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais http://www.icb.ufmg.br/mic Fatores intrínsecos e extrínsecos que interferem no crescimento microbiano

Leia mais

Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Alexandra Veiga Manuel Barreto Dias

Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Alexandra Veiga Manuel Barreto Dias Alexandra Veiga Manuel Barreto Dias SEGURANÇA ALIMENTAR Prevenir a presença de agentes patogénicos nos alimentos agentes biológicos microrganismos parasitas agentes tóxicos origem microbiana origem no

Leia mais

FATORES INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS

FATORES INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS FATORES INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS Fatores que Afetam o Desenvolvimento Microbiano em Alimentos ALIMENTO Substrato para os microrganismos Deterioração do alimento Infecção ou intoxicação alimentar Formas

Leia mais

CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS PELO CALOR

CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS PELO CALOR CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS PELO CALOR Prof. ª Elessandra da Rosa Zavareze elessandrad@yahoo.com.br 1 Estratégias para controlar os agentes de alteração dos alimentos 2 Conhecimento dos seguintes fatores:

Leia mais

TUFAMENTO DE CARNE RESFRIADA EMBALADA A VÁCUO. (efeito blown pack) 29/8/2011. Deteriorantes em produtos cárneos

TUFAMENTO DE CARNE RESFRIADA EMBALADA A VÁCUO. (efeito blown pack) 29/8/2011. Deteriorantes em produtos cárneos Deteriorantes em produtos cárneos DORY WORCMAN BARNINKA GARANTIA DA QUALIDADE ALIMENTOS TUFAMENTO DE CARNE RESFRIADA EMBALADA A VÁCUO (efeito blown pack) 1 blown pack é um problema entre carnes refrigeradas

Leia mais

Deterioração dos alimentos

Deterioração dos alimentos Departamento de Microbiologia Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais http://www.icb.ufmg.br/mic/diaadia Deterioração dos alimentos Introdução A degradação de alimentos pode

Leia mais

Alteração e contaminação dos alimentos. Alteração e contaminação dos alimentos

Alteração e contaminação dos alimentos. Alteração e contaminação dos alimentos todos os alimentos sofrem vários graus de deterioração durante armazenamento organoléptica nutricional segurança aspecto tempo de prateleira tempo durante o qual um alimento atinge um estado inaceitável

Leia mais

!"!"!! #$ % $ % & ' ()# * * '* + "!! (, -./. (!!0"!"!!!% (0 "!0"!!12

!!!! #$ % $ % & ' ()# * * '* + !! (, -./. (!!0!!!!% (0 !0!!12 !"!"!! #$ % $ % & ' ()# * * '* + "!! (, -./. (!!0"!"!!!% (0 "!0"!!12 !"+RDC Nº 274, de 22/09/2005, estabelece o regulamento técnico para águas envasadas e gelo #$%!RDC Nº 275, de 22/09/2005, estabelece

Leia mais

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 67 RAZÃO SOCIAL/DESIGNAÇÃO DO LABORATÓRIO SFDK LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE S LTDA. MEIO AMBIENTE

Leia mais

Doenças de Transmissão Alimentar

Doenças de Transmissão Alimentar Doenças de Transmissão Alimentar Norma S. Lázaro nslazaro@ioc.fiocruz.br LABENT/IOC/FIOCRUZ- RJ Perigos microbiológicos aos alimentos fungos, vírus, v bactérias, parasitas Importância dos microrganismos

Leia mais

MEMO-FICHA 7 DOENÇAS ASSOCIADAS A ALIMENTOS Principais Patogénicos e Alimentos Associados Alimento Microrganismos Queijo Staphyloccocus aureus, Listeria spp, Salmonella spp, Escherichia coli, Pseudomonas,

Leia mais

QUALIDADE NÃO É DIFERENCIAL COMPETITIVO! É CONDIÇÃO OBRIGATÓRIA! 18/08/2014 ASPECTOS GERAIS O QUE É QUALIDADE? Paradoxo. Paradigma O QUE É QUALIDADE?

QUALIDADE NÃO É DIFERENCIAL COMPETITIVO! É CONDIÇÃO OBRIGATÓRIA! 18/08/2014 ASPECTOS GERAIS O QUE É QUALIDADE? Paradoxo. Paradigma O QUE É QUALIDADE? UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ ASPECTOS GERAIS 2 O QUE É QUALIDADE? O QUE É QUALIDADE? Conformidade do produto às especificações do consumidor (Crosby, 1984); Atendimento do produto às necessidade

Leia mais

Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmitidas por Alimentos VE-DTA

Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmitidas por Alimentos VE-DTA MINISTÉRIO DA SAÚDE - MS SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE SVS DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA - DEVIT COORDENAÇÃO GERAL DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS - CGDT Vigilância Epidemiológica das Doenças

Leia mais

Saúde Pública como Área de Residência em Medicina Veterinária

Saúde Pública como Área de Residência em Medicina Veterinária Saúde Pública como Área de Residência em Medicina Veterinária Prof. Ass. Dr. José Paes de Almeida Nogueira Pinto Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia UNESP, campus de Botucatu Ideias O Veterinário

Leia mais

A Microbiologia dos Alimentos e a Importância dos Microrganismos Úteis, Deteriorantes e Patogênicos

A Microbiologia dos Alimentos e a Importância dos Microrganismos Úteis, Deteriorantes e Patogênicos A Microbiologia dos Alimentos e a Importância dos Microrganismos Úteis, Deteriorantes e Patogênicos Profª. Dra. Andyara Lena dos Santos Costa Objetivos: Conhecer os microrganismos de interesse alimentar,

Leia mais

Área de Atividade/Produto Classe de Ensaio/Descrição do Ensaio

Área de Atividade/Produto Classe de Ensaio/Descrição do Ensaio Folha: 1 de 12 Área de Atividade/Produto Classe de Ensaio/Descrição do Ensaio Norma e/ou Procedimento ALIMENTOS LÁCTEOS ENSAIO QUÍMICO Determinação de Ceftiofur e seus metabólitos expressos como Desfuroilceftiofur

Leia mais

UNIDADE 4 PRODUÇÃO, CONSUMO, EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO. PROCESSAMENTO TECNOLÓGICO DE OVOS

UNIDADE 4 PRODUÇÃO, CONSUMO, EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO. PROCESSAMENTO TECNOLÓGICO DE OVOS UNIDADE 4 PRODUÇÃO, CONSUMO, EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO. PROCESSAMENTO TECNOLÓGICO DE OVOS 1 CONSUMO DE OVOS Dados da FAO (2010) para a América Latina apontam que o Brasil se encontra na oitava posição em

Leia mais

DOENÇAS MICROBIANAS DE ORIGEM ALIMENTAR. Palavras chaves: alimento, infecção alimentar, intoxicação alimentar, bactérias, manipuladores.

DOENÇAS MICROBIANAS DE ORIGEM ALIMENTAR. Palavras chaves: alimento, infecção alimentar, intoxicação alimentar, bactérias, manipuladores. 1 DOENÇAS MICROBIANAS DE ORIGEM ALIMENTAR Ana Flávia Machado Teixeira Resumo As doenças microbianas de origem alimentar são transmitidas por ingestão de alimentos e água contaminados por microrganismos

Leia mais

Processamento Geral de Alimentos Módulo II

Processamento Geral de Alimentos Módulo II Processamento Geral de Alimentos Módulo II TRABALHO REALIZADO POR: Diana Ventura, nº20603005 Joana Rufino, nº20803006 Cláudia Nunes, nº20803008 Nuno Mendes, nº20803054 Fontes de radiação de ionização;

Leia mais

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 8 RAZÃO SOCIAL/DESIGNAÇÃO DO LABORATÓRIO LABORATÓRIOS ECOLYZER LTDA QUÍMICOS COSMÉTICOS, VETERINÁRIOS,

Leia mais

Área de Atividade/Produto Classe de Ensaio/Descrição do Ensaio Norma e/ou Procedimento

Área de Atividade/Produto Classe de Ensaio/Descrição do Ensaio Norma e/ou Procedimento Folha: 1 de 71 MEIO AMBIENTE ENSAIOS BIOLÓGICOS ÁGUA BRUTA, ÁGUA TRATADA, ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO Determinação do Número Mais Provável (NMP) de Coliformes Totais, Coliformes Termotolerantes (Fecais) e

Leia mais

Qualidade da Água e Saúde Pública

Qualidade da Água e Saúde Pública Qualidade da Água e Saúde Pública Principais doenças de origem microbiana difundidas através de águas contaminadas Doença Agente Causa da doença Origem Bactérias Cólera Vibrio cholerae Enterotoxina.ingestão

Leia mais

Áreas de atuação - 2012. Cosméticos

Áreas de atuação - 2012. Cosméticos SÃO PAULO Instituto Adolfo Lutz IAL Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SP) Av. Dr. Arnaldo, 355 - sala 50 Cerqueira César - CEP: 01246-902 - São Paulo/SP Telefone: (11) 3068-2802 / 3068-2801 Site:

Leia mais

Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 69 TIPO DE INSTALAÇÃO

Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 69 TIPO DE INSTALAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 69 RAZÃO SOCIAL/DESIGNAÇÃO DO LABORATÓRIO SFDK LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE S LTDA. MEIO AMBIENTE ENSAIOS BIOLÓGICOS

Leia mais

EM CARNES PROCESSADAS

EM CARNES PROCESSADAS MICROORGANISMOS EM CARNES PROCESSADAS As carnes são formadas principalmente de proteínas, gorduras e água, em proporção que varia minimamente dependendo do animal. A carne magra apresenta em torno de 75%

Leia mais

CURSO DE GASTRONOMIA Disciplina : matérias primas Conceito e Tipo de Matéria Prima

CURSO DE GASTRONOMIA Disciplina : matérias primas Conceito e Tipo de Matéria Prima CURSO DE GASTRONOMIA Disciplina : matérias primas Conceito e Tipo de Matéria Prima Profª. Nensmorena Preza ALIMENTO Toda substância ou mistura de substâncias, no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer

Leia mais

SEGURANÇA ALIMENTAR PRODUÇÃO DE ALHEIRAS

SEGURANÇA ALIMENTAR PRODUÇÃO DE ALHEIRAS SEGURANÇA ALIMENTAR PRODUÇÃO DE ALHEIRAS ÍNDICE Introdução..................................................................................5 1. Características Físico-químicas dos Alimentos..................................................7

Leia mais

METODOLOGIAS UTILIZADAS PARA ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS. Tipo de amostra Análises SIF - Método CQ - Método

METODOLOGIAS UTILIZADAS PARA ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS. Tipo de amostra Análises SIF - Método CQ - Método METODOLOGIAS UTILIZADAS PARA ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS Tipo de amostra Análises SIF Método CQ Método Água M 04 Contagem de Clostridium perfringens Membrana Filtrante M 08 Contagem de Coliforme Total Membrana

Leia mais

SEGURANÇA ALIMENTAR E DTAS. Ana Paula Haas. Nutricionista - CRN2 8431

SEGURANÇA ALIMENTAR E DTAS. Ana Paula Haas. Nutricionista - CRN2 8431 SEGURANÇA ALIMENTAR E DTAS Ana Paula Haas Nutricionista - CRN2 8431 Segurança Alimentar Objetivos: Garantir acesso ao alimento em quantidade e qualidade adequadas, de forma permanente; Aproveitar ao máximo

Leia mais

AULA 5: Microrganismos Fermentadores

AULA 5: Microrganismos Fermentadores Centro Universitário da Zona Oeste Curso: Tecnologia em Produção de Fármacos e Farmácia Período: 7 período Disciplina: Microbiologia de Alimentos Professora: Sabrina Dias AULA 5: Microrganismos Fermentadores

Leia mais

Escherichia coli Enterohemorrágica O157:H7

Escherichia coli Enterohemorrágica O157:H7 Escherichia coli Enterohemorrágica O157:H7 Nomes populares Diarreia sanguinolenta, Colite hemorrágica, Agente causador Bacilo Gram-negativo - Famíla Enterobacteriacea - Escherichia coli produtora de verotoxinas

Leia mais

MARCOS DE BARROS VALADÃO

MARCOS DE BARROS VALADÃO Ministério da Abastecimento Data de atualização: Secretaria de Defesa Agropecuária SDA LABOR TRÊS LABORATÓRIOS E CONSULTORIA TÉCNICA Nome Empresarial: LABOR TRÊS LABORATÓRIOS E CONSULTORIA TÉCNICA LTDA.

Leia mais

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Folha:

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Folha: 1 PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Número: Revisão: Folha: POP 09/10/2014 1/10 039/2014 Elaboração: 28/04/2014 Próxima revalidação: --------------- Título: INVESTIGAÇÃO DE SURTO POR DOENÇAS DIARREICAS AGUDAS

Leia mais

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA-SDA COORDENAÇÃO GERAL DE APOIO LABORATORIAL-CGAL

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA-SDA COORDENAÇÃO GERAL DE APOIO LABORATORIAL-CGAL LABOR TRÊS Nome Empresarial: LABOR TRÊS LABORATÓRIOS E CONSULTORIA TÉCNICA LTDA. CNPJ: 02.021.076/0001-29 Endereço: Av. Damasceno Vieira, 542 Bairro: Vila Mascote CEP: 04363-040 Cidade: São Paulo-SP Fone:

Leia mais

Técnico em Alimentos UFRPE. Microbiologia dos Alimentos. Irineide Teixeira de Carvalho. Universidade Federal Rural de Pernambuco

Técnico em Alimentos UFRPE. Microbiologia dos Alimentos. Irineide Teixeira de Carvalho. Universidade Federal Rural de Pernambuco Técnico em Alimentos Irineide Teixeira de Carvalho Microbiologia dos Alimentos UFRPE Universidade Federal Rural de Pernambuco Microbiologia dos Alimentos Irineide Teixeira de Carvalho UFRPE/CODAI 2010

Leia mais

SEGURANÇA ALIMENTAR PRODUTOS CÁRNEOS TRADICIONAIS ENCHIDOS E PRODUTOS CURADOS

SEGURANÇA ALIMENTAR PRODUTOS CÁRNEOS TRADICIONAIS ENCHIDOS E PRODUTOS CURADOS SEGURANÇA ALIMENTAR PRODUTOS CÁRNEOS TRADICIONAIS ENCHIDOS E PRODUTOS CURADOS ÍNDICE Introdução......................................................................5 1ª Parte Enchidos e Produtos Cárneos

Leia mais

INSPEÇÃO DE OVOS. Edson Antonio Rios Orientadora: Prof. Dra. Vanerli Beloti

INSPEÇÃO DE OVOS. Edson Antonio Rios Orientadora: Prof. Dra. Vanerli Beloti INSPEÇÃO DE OVOS Edson Antonio Rios Orientadora: Prof. Dra. Vanerli Beloti Produção Mundial de Ovos 23 5,3 3,2 1,9 Índia Empraba,2011 Consumo Mundial O Brasil ocupa 21 com um consumo de 148,8 U/a Enquanto

Leia mais

Procedimento da Higiene das Mãos

Procedimento da Higiene das Mãos HIGIENE DAS MÃOS Pág. 1/7 Objetivo Melhorar as práticas de higiene das mãos dos profissionais de saúde. Reduzir a transmissão cruzada de microrganismos patogénicos. Âmbito Todos os serviços clínicos e

Leia mais

ASPECTOS GERAIS DAS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS

ASPECTOS GERAIS DAS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS ASPECTOS GERAIS DAS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS Aspectos epidemiológicos O perfil epidemiológico das doenças transmitidas por alimentos no Brasil ainda é pouco conhecido. Somente alguns estados

Leia mais

MARCOS DE BARROS VALADÃO

MARCOS DE BARROS VALADÃO Ministério da Abastecimento Data de atualização: Secretaria de Defesa Agropecuária SDA LABORATÓRIO ALAC Nome Empresarial: LABORATÓRIO ALAC LTDA. CNPJ: 94.088.952/0001-52 Endereço: Rua David Sartori, nº

Leia mais

Biotecnologia. Fermentação láctica. Prof.ª Valdirene O P Valdo ETEC Benedito Storani

Biotecnologia. Fermentação láctica. Prof.ª Valdirene O P Valdo ETEC Benedito Storani Biotecnologia Fermentação láctica Prof.ª Valdirene O P Valdo ETEC Benedito Storani 1- Introdução A fermentação láctica consiste na oxidação anaeróbica, parcial de hidratos de carbono (mais especificamente

Leia mais

PRODUTOS TRADICIONAIS

PRODUTOS TRADICIONAIS PRODUTOS TRADICIONAIS QUALIDADE E SEGURANÇA A PRESERVAR Manual (do formador) sobre higiene e segurança alimentar Ficha Técnica Título: Produtos tradicionais: qualidade e segurança a preservar Manual (do

Leia mais

Valdira Helena Borges Correia

Valdira Helena Borges Correia Contagem de Staphylococcus coagulase positivo e Escherichia coli nas amostras de queijo fresco da ilha do Fogo comercializado no mercado municipal da cidade da Praia Universidade Jean Piaget de Cabo Verde

Leia mais

Edital Nº. 04/2009-DIGPE 10 de maio de 2009

Edital Nº. 04/2009-DIGPE 10 de maio de 2009 Caderno de Provas CONTROLE DE QUALIDADE DOS ALIMENTOS Edital Nº. 04/2009-DIGPE 10 de maio de 2009 INSTRUÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA Use apenas caneta esferográfica azul ou preta. Escreva o seu

Leia mais

BACTÉRIAS LÁCTICAS. Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis

BACTÉRIAS LÁCTICAS. Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis BACTÉRIAS LÁCTICAS Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis BACTÉRIAS LÁCTICAS São bactérias que pertencem ao domínio BACTÉRIA. Cocos ou bacilos são Gram positivos não esporulados possuem baixo teor

Leia mais

第 107/2007 號 社 會 文 化 司 司 長 批 示

第 107/2007 號 社 會 文 化 司 司 長 批 示 1702 48 2007 11 26 科 目 種 類 學 分 1 " 1 " 1 " 1 " 1 " 1 " 1 " 1 " 1 Disciplinas Tipo Unidades de crédito Introdução ao Cantonês (II) Optativa 1 Língua Portuguesa (I)» 1 Língua Portuguesa (II)» 1 Língua Portuguesa

Leia mais

Leite e derivados. UHT, HTST, fermentos, maturação, coalho, flor de cardo.

Leite e derivados. UHT, HTST, fermentos, maturação, coalho, flor de cardo. Leite e derivados Objectivos: Conhecer a composição química e estrutura física do leite. Descrever leite inteiro, meio gordo magro e enriquecido. Descrever manteiga. Descrever natas. Descrever requeijão,

Leia mais

Por que os alimentos estragam? Introdução. Materiais Necessários

Por que os alimentos estragam? Introdução. Materiais Necessários Intro 01 Introdução Quando deixamos um alimento aberto ou fora da geladeira por alguns dias, ele estraga. Aparece mofo, bolor e, dependendo da quantidade de tempo, pode aparecer até larvas. O tipo de alimento

Leia mais

Controle do crescimento de micro organismos nos alimentos

Controle do crescimento de micro organismos nos alimentos Departamento de Microbiologia Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais Controle do crescimento de micro organismos nos alimentos Introdução Os micro organismos estão diretamente

Leia mais

INFORMAÇÕES SOBRE OS COLIFORMES TOTAIS/FECAIS E ALGUNS OUTROS ORGANISMOS INDICADORES EM SISTEMAS AQUÁTICOS - AQÜICULTURA (*)

INFORMAÇÕES SOBRE OS COLIFORMES TOTAIS/FECAIS E ALGUNS OUTROS ORGANISMOS INDICADORES EM SISTEMAS AQUÁTICOS - AQÜICULTURA (*) 23ª Procuradoria de Justiça Criminal de Goiás CADERNO DE DOUTRINA AMBIENTAL 010401037 28ago03 O pertence aos autores que autorizaram a publicação. Cite "Acervo da Página Pessoal de Serrano Neves http://www.serrano.neves.nom.br"

Leia mais

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Data de atualização: 29.07.2014

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Data de atualização: 29.07.2014 Ministério da Abastecimento Data de atualização: Secretaria de Defesa Agropecuária SDA IBERPHARM DO BRASIL Nome Empresarial: IBERPHARM LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA. CNPJ: 03.021.183/0001-10 Endereço: Rua

Leia mais

F I C H A T É C A. Autor. Editor. Projecto Gráfico e Design. Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, Lda., 2003, 1ª Edição, 300 Exemplares

F I C H A T É C A. Autor. Editor. Projecto Gráfico e Design. Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, Lda., 2003, 1ª Edição, 300 Exemplares F I C "OS PERIGOS PARA A SEGURANÇA ALIMENTAR NO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS" Autor Editor PAULO BAPTISTA ARMANDO VENÂNCIO FORVISÃO CONSULTORIA EM FORMAÇÃO INTEGRADA, LDA. Largo Navarros de Andrade, nº1,

Leia mais

PORTARIA Nº 99, DE 02 DE JULHO DE 2014.

PORTARIA Nº 99, DE 02 DE JULHO DE 2014. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Data de atualização: Secretaria de Defesa Agropecuária SDA LANALI LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE ALIMENTOS Nome Empresarial: LANALI LABORATÓRIO DE ANÁLISES

Leia mais

HISTÓRIA: PROCESSAMENTO LEITES FERMETADOS. Leite fermentado batido

HISTÓRIA: PROCESSAMENTO LEITES FERMETADOS. Leite fermentado batido LEITES FERMETADOS Profa.Dra.Vanerli Beloti HISTÓRIA: Consumido há século em todo Mediterrâneo Oriental Primeiro alimento transformado que se tem notícia na história da humanidade Iogurte é o mais popular

Leia mais

estauração LUME I - Iniciação VO Higiene e Segurança Alimentar na R Paulo Baptista / Mário Linhares Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, S.A.

estauração LUME I - Iniciação VO Higiene e Segurança Alimentar na R Paulo Baptista / Mário Linhares Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, S.A. Higiene e Segurança Alimentar na Restauração VOLUME I - Iniciação Paulo Baptista / Mário Linhares Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, S.A. ficha técnica Título Higiene e Segurança Alimentar na

Leia mais

PASTEURIZAÇÃO DO LEITE LAN 1444 PROF. ERNANI

PASTEURIZAÇÃO DO LEITE LAN 1444 PROF. ERNANI PASTEURIZAÇÃO DO LEITE LAN 1444 PROF. ERNANI PASTEURIZAÇÃO Obrigatória no Brasil para todo o leite Todos os derivados devem ser fabricados a partir de leite pasteurizado Tecnologia obrigatória em todo

Leia mais

Área de Atividade/Produto Classe de Ensaio/Descrição do Ensaio Norma e/ou Procedimento

Área de Atividade/Produto Classe de Ensaio/Descrição do Ensaio Norma e/ou Procedimento Folha: 1 de 6 Preparação aquosa para uso Preparação para uso Contagem de Microrganismos Mesófilos Aeróbios Totais edição, 2010. 5.5.3.1.2 Preparação aquosa para uso Preparação para uso Contagem de Fungos

Leia mais

O DESINFECTANTE LIDER PARA A PREVENÇÃO DE MAMITES RENOVA-SE E INVENTA O PLATINUM

O DESINFECTANTE LIDER PARA A PREVENÇÃO DE MAMITES RENOVA-SE E INVENTA O PLATINUM A EVOLUÇÃO DO OURO O DESINFECTANTE LIDER PARA A PREVENÇÃO DE MAMITES RENOVA-SE E INVENTA O PLATINUM IMPLACÁVEL CONTRA OS GERMES O Novo Platinum 4XLA melhorou ainda mais suas características bactericidas,

Leia mais

Qualidade dos produtos da pesca e aquicultura

Qualidade dos produtos da pesca e aquicultura Qualidade dos produtos da pesca e aquicultura HACCP aplicado ao pescado História e Definições Princípios Implementação Considerações acerca da aplicação do HACCP ao pescado Fontes: Huss (1992) Development

Leia mais

Embrapa Agroindústria Tropical. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Documentos 103

Embrapa Agroindústria Tropical. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Documentos 103 ISSN 1677-1915 Dezembro, 2006 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Agroindústria Tropical Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Documentos 103 Frutas Minimamente Processadas:

Leia mais

Alterações microbianas em alimentos Wladimir Padilha da Silva

Alterações microbianas em alimentos Wladimir Padilha da Silva Universidade Federal de Pelotas Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos Disciplina de Princípios e Métodos de Conservação de Alimentos Alterações microbianas em alimentos Wladimir

Leia mais

Higiene e Segurança Alimentar no Transporte de Produtos Alimentares. Paulo Baptista

Higiene e Segurança Alimentar no Transporte de Produtos Alimentares. Paulo Baptista Higiene e Segurança Alimentar no Transporte de Produtos Alimentares 01 Paulo Baptista Ficha Técnica Título Higiene e Segurança Alimentar no Transporte de Produtos Alimentares Autor Paulo Baptista Editora

Leia mais

Tecnologia de leites e derivados Prof. Andréa Matta Ristow PROCESSAMENTO DO IOGURTE

Tecnologia de leites e derivados Prof. Andréa Matta Ristow PROCESSAMENTO DO IOGURTE Tecnologia de leites e derivados Prof. Andréa Matta Ristow PROCESSAMENTO DO IOGURTE Leites Fermentados Exemplos: iogurte, bebidas lácteas fermentadas, coalhada, kefir, entre outros. A fermentação pode

Leia mais

PORTARIA Nº 195, DE 30 DE JULHO DE 2014.

PORTARIA Nº 195, DE 30 DE JULHO DE 2014. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Dat a de atuali zação: Secretaria de Defesa Agropecuária SDA EUROFINS DO BRASIL ANÁLISES DE ALIMENTOS Nome Empresarial: EUROFINS DO BRASIL ANÁLISES DE

Leia mais

Gomas de mascar com ou sem açúcar. Bebidas prontas à base de mate ou chá. Preparações em pó para a elaboração de bebidas

Gomas de mascar com ou sem açúcar. Bebidas prontas à base de mate ou chá. Preparações em pó para a elaboração de bebidas Abrangência: operações interestaduais entre contribuintes situados em São Paulo e contribuintes situados em Sergipe. Produto: alimentícios. Conteúdo: relação de Margem de Valor Agregado. Base Legal: Protocolo

Leia mais

Módulo - Bacteriologia. Condições essenciais para o crescimento e a identificação Bacteriana

Módulo - Bacteriologia. Condições essenciais para o crescimento e a identificação Bacteriana Módulo - Bacteriologia Condições essenciais para o crescimento e a identificação Bacteriana Estruturas Celulares Essenciais x Facultativas Crescimento bacteriano O crescimento é um somatório dos processos

Leia mais

Qual é o método mais fácil e seguro de desinfecção d água e superfícies?

Qual é o método mais fácil e seguro de desinfecção d água e superfícies? Qual é o método mais fácil e seguro de desinfecção d água e superfícies? Compostos que liberam cloro em contato com a água são os desinfetantes mais comuns. Cloro Gás Hipoclorito de sódio Hipoclorito de

Leia mais

Principais exportações para São Tomé e Príncipe de produtos agrícolas, florestais e das pescas (média 2004-2008)

Principais exportações para São Tomé e Príncipe de produtos agrícolas, florestais e das pescas (média 2004-2008) Principais exportações para São Tomé e Príncipe de produtos agrícolas, florestais e das pescas (média 2004-2008) 3 500 3 336 3 000 valores em milhares de euros 2 500 2 000 1 500 1 000 1 367 1 279 727 500

Leia mais

Escola Estadual de Educação Profissional - EEEP

Escola Estadual de Educação Profissional - EEEP Escola Estadual de Educação Profissional - EEEP Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Curso Técnico em Agroindústria Microbiologia e Procedimentos de Análise Microbiológica de Alimentos Governador

Leia mais

Produção Segura de Hortaliças. Leonora Mansur Mattos Embrapa Hortaliças

Produção Segura de Hortaliças. Leonora Mansur Mattos Embrapa Hortaliças Produção Segura de Hortaliças Leonora Mansur Mattos Embrapa Hortaliças Alimentos seguros Antes de mais nada, um direito do consumidor!! Práticas que buscam a Segurança do Alimento geralmente contribuem

Leia mais

Laboratório Central de Saúde Pública LACEN/SC. Edição/Revisão 02/03. Escopo de ensaios área de produtos

Laboratório Central de Saúde Pública LACEN/SC. Edição/Revisão 02/03. Escopo de ensaios área de produtos 1/8 Setor de Microscopia de Alimentos - MICAL POP RT 5.4 MICAL-001 01/03 Café torrado e moído POP RT 5.4 MICAL-002 01/03 Análise histológica de condimentos POP RT 5.4 MICAL-003 01/03 Análise histológica

Leia mais

HIGIENE PÚBLICA. Confirmação

HIGIENE PÚBLICA. Confirmação HIGIENE PÚBLICA Análises de medicamentos veterinários em animais e produtos de origem animal Urina, músculo, fígado Pesquisa de resíduos de agonistas beta-adrenérgicos - Triagem Pesquisa de resíduos de

Leia mais

TECNOLOGIA DE ALIMENTOS

TECNOLOGIA DE ALIMENTOS TECNOLOGIA DE ALIMENTOS NUTRIÇÃO UNIC Profª Andressa Menegaz Conservação por irradiação A irradiação pode servir para: -destruir os microrganismos; -retardar a germinação de certos legumes; -destruir os

Leia mais

Microbiologia Clínica

Microbiologia Clínica Microbiologia Clínica A descoberta dos microrganismos Lentes 200 a 300 X As primeiras observações: Leeuwenhoek (em 1677) 1 Leeuwenhoek: microrganismos ("animálculos ) Pasteur (1822-1895) 2 A geração espontânea

Leia mais

Processamento do Iogurte Gordo Sólido

Processamento do Iogurte Gordo Sólido Escola Superior Agrária De Coimbra Processamento Geral dos Alimentos Processamento do Iogurte Gordo Sólido Trabalho realizado por: Pedro Sá nº20603025 Ana Oliveira nº 20603030 Lénia Belas nº 20603031 Elisabete

Leia mais

Trabalho com a energia da vida. Tenho orgulho disso. Sou Boa Cozinha.

Trabalho com a energia da vida. Tenho orgulho disso. Sou Boa Cozinha. Trabalho com a energia da vida. Tenho orgulho disso. Sou Boa Cozinha. Sou consciente, escolhido por Deus. Sei o que faço. Amo o meu trabalho, amo a vida. Faço o certo. Aqui tem segurança. Sou comprometido

Leia mais

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras MEIOS DE CULTURA Associação equilibrada de agentes químicos (nutrientes, ph, etc.) e físicos (temperatura, viscosidade, atmosfera, etc) que permitem o cultivo de microorganismos fora de seu habitat natural.

Leia mais

Segurança de Alimentos: visão e legislação

Segurança de Alimentos: visão e legislação S & S Consultoria Implementação em Sistemas de Gestão da Segurança de Alimentos Segurança de Alimentos: visão e legislação Nut. Dra. Sabrina Bartz Introdução O mundo tem 7 bilhões de pessoas e a garantia

Leia mais

Estrutura geral e replicação.

Estrutura geral e replicação. Estrutura geral e replicação. Estrutura geral e replicação. Cocos Bacilo Vibrião Espirilo Espiroqueta Estrutura geral e replicação. -> Sexuada (conjugação ou transdução) -> Assexuada (fissão binária) f(x)

Leia mais

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE EGAS MONIZ

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE EGAS MONIZ INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE EGAS MONIZ MESTRADO EM SEGURANÇA ALIMENTAR E SAÚDE PÚBLICA A LAVAGEM DE MÃOS EM MANIPULADORES DE ALIMENTOS Trabalho submetido por Isabel Maria Neves Dias para a

Leia mais

World Gastroenterology Organisation Practice Guidelines: Diarréia Aguda em Adultos

World Gastroenterology Organisation Practice Guidelines: Diarréia Aguda em Adultos World Gastroenterology Organisation Practice Guidelines: Diarréia Aguda em Adultos Seções: 1. Definições 2. Patogênese 3. Fatores de Risco 4. Diagnóstico & Diagnóstico Diferencial 5. Estratégias de Tratamento

Leia mais

06/10/2017. Microbiologia da água

06/10/2017. Microbiologia da água 06/10/2017 Microbiologia da água Água Água potável 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso ao saneamento básico países em desenvolvimento. 1,5 milhões de crianças morrem por ano, tendo como causa as diarréias.

Leia mais

SERVIÇOS LABORATORIAIS. Artigo 102º - Análise microbiológica (individualizadas) 1. Bactérias totais 30,00. 2. Coliformes totais 70,00

SERVIÇOS LABORATORIAIS. Artigo 102º - Análise microbiológica (individualizadas) 1. Bactérias totais 30,00. 2. Coliformes totais 70,00 SERVIÇOS LABORATORIAIS Artigo 102º - Análise microbiológica (individualizadas) 1. Bactérias totais 30,00 2. Coliformes totais 70,00 3. Coliformes fecais 70,00 4. Pesquisa de E. Coli 180,00 5. Estreptococos

Leia mais