Noções de Cabeamento Estruturado Metálico

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1 Noções de Cabeamento Estruturado Metálico

2 Roteiro Parâmetros elétricos Cuidados com cabos metálicos Normas 568 / 606 Elementos do cabeamento estruturado

3 Cabeamento Embora pareça uma questão simples, um dos problemas mais difíceis de se resolver em comunicação de dados é o sistema de cabeamento. O cabeamento é a infra-estrutura necessária para a implementação de qualquer rede de computadores, sendo também o investimento inicial. A construção dos cabos evoluíram e continuam evoluindo com a necessidade dos usuários e de velocidades de acesso cada vez maiores.

4 Parâmetros Elétricos Atenuação Velocidade de Propagação Atraso de Propagação Diafonia Skew Delay Outros

5 Atenuação (Attenuation) É a perda de potência de um sinal transmitido por segmento de cabo. É consequência do aumento da distância entre o transmissor e o receptor.

6 Velocidade de Propagação (Nominal Velocity Propagation) A velocidade de propagação do sinal ao longo do cabo é expressa como uma porcentagem da velocidade da luz e denominada NVP. A velocidade de propagação em cabos par trançado é igual a 69% da velocidade da luz.

7 Atraso de Propagação (Propagation Delay) É o tempo gasto para um sinal transmitido em uma extremidade do cabo alcançar o receptor na outra. É medido em ns e seus limites são especificados em normas técnicas.

8 Atraso de Propagação Relativo (Skew Delay) O Skew Delay mede a relação entre os atrasos de propagação entre os pares do cabo UTP. Cabos Plenum

9 Diafonia (Crosstalk) A diafonia ocorre quando dois ou mais sinais que deveriam estar separados interferem mutuamente. O efeito da diafonia é mais notável em freqüências mais altas, porém é previsível e facilmente evitável.

10 Paradiafonia (Next Near End Crosstalk) Representa a diafonia de um transmissor local sobre um receptor local e provoca a atenuação do sinal transmitido.

11 Telediafonia (Fext Far End Crosstalk) Representa a diafonia de um transmissor local sobre um receptor remoto e também provoca a atenuação do sinal transmitido.

12 Power Sum Next O teste de Power Sum Next leva em consideração a influência da diafonia de todos os pares de um cabo sobre o par que está sendo medido.

13 Perda por Retorno (Return Loss) A Perda por Retorno é a medida de todas as reflexões de sinais no cabo, causadas por anomalias ao longo do segmento de cabo.

14 Relação Atenuação-Diafonia (Attenuation to Crosstalk Ratio) A relação entre atenuação e diafonia. Quanto maior o valor do ACR melhor é a característica de transmissão do canal.

15 ELFEXT (Equal Level Far End Crosstalk) É a razão entre o sinal atenuado e o FEXT medido na extremidade remota.

16 Power Sum ELFEXT É a razão entre o sinal atenuado e o FEXT de todos os pares sobre o par que está sendo medido na extremidade remota.

17 Alien CrossTalk Interferência entre sinais que trafegam num par do cabo e sinais que trafegam num par de outro cabo em suas proximidades. Esse pode ocorrer em sistemas de alta velocidade.

18 Cuidados com Cabos Metálicos Os cabos não devem ser estrangulados, torcidos ou prensados, com o risco de provocar alterações nas características originais. Cuidado com a reutilização de cabos UTP de outras instalações. Cada lance não deverá ultrapassar o comprimento máximo de 90 metros permitido por norma. Evite tubulações e dutos que contenham umidade.

19 Cuidados com Cabos Metálicos Evite lançar cabos próximos a fontes de calor, pois a temperatura máxima de operação é de 60 C. Os cabos devem ser decapados somente nos pontos de conectorização. Jamais deverão ser feitas emendas, com o risco de provocar um ponto de oxidação. Não utilize produtos químicos como vaselina, sabão ou detergente para auxiliar no lançamento.

20 Cabeamento Estruturado Metálico Inicialmente os vários sistemas de cabos existentes nos edifícios comerciais eram simples e cada serviço era implantando em um sistema de cabeamento independente. Com o avanço tecnológico das redes, novos requisitos de comunicação foram estabelecidos de modo a facilitar o gerenciamento. As tecnologias modernas oferecem a capacidade de multiplexar voz, dados e imagem.

21 Cabeamento Estruturado Metálico A proposta do edifício inteligente é transmitir todos os sinais de baixa tensão dos diversos sistemas existentes no prédio no formato digital e integrar os serviços de telecomunicações em um único sistema que utilize uma infra-estrutura comum de dados.

22 Cabeamento Estruturado (normas) O TIA/EIA 568, de 1991, foi o primeiro padrão americano para os sistemas de cabeamento estruturado. Em 1995 sofreu a primeira revisão e passou a denominar-se TIA/EIA 568A. Em maio de 2001 sofre a segunda revisão, sendo denominado TIA/EIA 568B. O objetivo desse padrão é que os sistemas de cabeamento apresentem vida útil de dez anos.

23 Cabeamento Estruturado (normas) O padrão TIA/EIA 568B.1 define um sistema de cabeamento genérico para edifícios comerciais e apresenta um modelo que inclui os elementos funcionais que compõe o sistema de cabos.

24 Cabeamento Estruturado (normas) ANSI/TIA/EIA 568-A ABNT NBR Work Area Área de Trabalho Horizontal Cabling Cabeamento Secundário BackBone Cabling Cabeamento Principal Telecommunication Room Armário de Telecomunicações Equipament Room Sala de Equipamentos Entrance Facilities Sala de Entrada de Telec. (SET)

25 Elementos Funcionais Work Area Local onde os computadores e outros equipamentos do usuário estejam localizados. Incluem quaisquer cabos de emenda necessários para conectar o computador, telefone ou outro equipamento à tomada de comunicação na parede.

26 Elementos Funcionais Work Area 01 Tomada RJ-45 fêmea (cat 5e) 01 Tomada RJ-45 ou Fibra 50 ou 60/125 µm No mínimo duas tomadas para um máximo de 10m 2 Adaptações de conexão devem ser externas à tomada Adapter cable flexíveis

27 Elementos Funcionais Work Area

28 Elementos Funcionais Work Area

29 Elementos Funcionais Work Area

30 Elementos Funcionais Horizontal Cabling Composto pelos cabos e caminhos que ligam o telecommunication room a work area.

31 Elementos Funcionais Horizontal Cabling Um link horizontal pode se estender por no máximo 90m. Cabos UTP Cat 5e; *emendas não são permitidas. Fibra óptica multimodo 50/125 µm ou 60/125 µm. Eletrodutos, eletrocalhas, caixas de passagens, pisos falsos ou elevados, mangueiras corrugadas, etc.

32 Elementos Funcionais Horizontal Cabling

33 Elementos Funcionais Horizontal Cabling

34 Elementos Funcionais Horizontal Cabling

35 Cabeamento Estruturado (normas) Identificação (EIA/TIA 606) Único identificador para cada tomada; Identificação do Patch Panel correspondente a tomada; Cabos Horizontais identificados em ambas as extremidades; Identificação de Patch Cables;

36 Elementos Funcionais Telecommunication Room Abriga os elementos de interconexão entre o backbone e o horizontal cabling. Acomada por andar de um edifício os equipamentos, terminações e manobras de cabos. Patch Cable flexíveis (comprimento 1m à 6m)

37 Cabeamento Estruturado Metálico Bracket Fechado

38 Cabeamento Estruturado Metálico Patch Panel

39 Cabeamento Estruturado Metálico Patch Panel

40 Cabeamento Estruturado Metálico Patch Panel

41 Elementos Funcionais Backbone Cabling Interliga os vários telecommunication rooms do edifício; Cabos multipares UTP de 100 Ohms; Fibras ópticas MM e SM;

42 Elementos Funcionais Backbone Cabling Interliga salas de equipamentos e pontos de entrada; Conexão entre pavimentos; Conexão entre edifícios (campus backbone);

43 Elementos Funcionais Equipament Room Sala que abriga os equipamentos principais de telecomunicações do edifício. Encontra-se as conexões principais com os Telecommunication Rooms, podendo acomadar o Telecommunication Room do andar e os operadores.

44 Cabeamento Estruturado Metálico Rack de Coluna

45 Cabeamento Estruturado Metálico Rack de Coluna com Guia Vertical

46 Cabeamento Estruturado Metálico Rack Fechado

47 Cabeamento Estruturado Metálico Régua de Tomadas Elétricas

48 Elementos Funcionais Equipament Room

49 Elementos Funcionais Entrance Facilities Local onde se dá a entrada dos cabos externos metálicos ou ópticos das concessionárias. Telefonia, Sistemas de Antenas, TV a Cabo, etc.

50 Elementos Funcionais Entrance Facilities Sistemas de aterramentos devem ser instalados afim de evitar que induções eletromagnéticas externas venham a causar danos aos equipamentos e demais componentes da rede interna.

51 Equipamentos de Testes Os testadores de cabos podem executar testes que medem a capacidade total de um lance de cabo. Eles podem incluir os recursos a seguir: Determinar a distância do cabo; Localizar conexões defeituosas; Fornecer mapas de fios para detectar pares cruzados; Medir a atenuação de sinal; Medir a diafonia próxima; Detectar pares divididos.

52 Equipamentos de Testes Fluke DSP2000

53 Equipamentos de Testes - Pares

54 Equipamentos de Testes - Pares

55 As-Built O As-built apresenta as informações provenientes de vários registros da infra-estrutura, tais como: Plantas descrevendo cada work area, bem como sua identificação; Relatórios de certificações; Trajetos dos cabos horizontais e backbone.

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