PUBLICAÇÃO ESPECIAL DA ESCOLA NACIONAL DE SEGUROS NOVEMBRO Tudo sobre seguros, previdência complementar aberta e capitalização

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1 PUBLICAÇÃO ESPECIAL DA ESCOLA NACIONAL DE SEGUROS NOVEMBRO 2013 Tudo sobre seguros, previdência complementar aberta e capitalização

2 Fundamentos do seguro 99 3 Apresentação A presente publicação reproduz alguns textos sobre o mercado de seguros, previdência complementar aberta e capitalização que fazem parte do portal Tudo Sobre Seguros (www.tudosobreseguros.org.br). O portal é uma criação da Escola Nacional de Seguros e tem o objetivo de melhorar a compreensão do público sobre o funcionamento do mercado, ou seja, o que faz e como opera. O portal está em sintonia com a missão da Escola Nacional de Seguros de promover, por meio do ensino, da pesquisa e da divulgação, o desenvolvimento do mercado segurador. O conjunto de textos que integram a presente publicação se refere à parte mais geral do portal, isto é, a que trata dos fundamentos do mercado de seguros, dos tipos de seguros, dos principais entes do mercado corretores e seguradoras e da visão geral dos seguros pessoais e empresariais. Além disso, a seção O seguro cobre? aborda eventos recentes em que a existência de riscos e suas realizações os sinistros, como são chamados causados por desastres naturais, acidentes etc., evidenciam a importância do mercado segurador como mecanismo de proteção de vidas e de patrimônios. Muito mais, entretanto, o leitor poderá encontrar acessando o portal na Internet. O portal apresenta os produtos mais importantes da indústria do seguro e suas características principais e orienta o consumidor sobre a melhor forma de contratar esses produtos, o que fazer em caso de sinistro, as diversas coberturas de risco e as dúvidas mais frequentes em cada ramo de seguro. Disponibiliza ainda indicadores econômico-financeiros, artigos e estudos sobre o mercado. De forma objetiva e direta, cada tipo de seguro ou modalidade de previdência complementar aberta ou de título de capitalização tem descrição detalhada e específica. Desejamos, assim, uma ótima leitura da presente publicação bem como convidamos os leitores a acessarem na Internet org.br e entrarem em contato com um material ainda mais rico e diverso. Lauro Vieira de Faria Coordenador do Portal

3 4 Sumário Fundamentos do Sumário seguro 99 5 Apresentação 3 Sumário 4 e 5 Fundamentos do seguro Risco 6 Gerenciar o risco 7 Como funcionam os seguros? 8 Cálculo da probabilidade 11 Ajustando o preço pela franquia 12 Seguros e Finanças 14 Riscos seguráveis e não seguráveis 14 Tipos de seguros Classificação 17 Seguros facultativos e obrigatórios 17 Seguros em grupo e individuais 20 Seguros conforme o regime de financiamento 21 Uma visão geral dos seguros para empresas Que tipos de seguro devo considerar para minha empresa? 30 Como comprar os seguros empresariais? 31 O que devo fazer ao comprar seguro para minha empresa? 31 Como são estabelecidos os preços dos seguros empresariais? 33 Quanto de cobertura eu preciso? 34 Como devo pagar meu seguro? 34 Renovando sua apólice 35 Notifique sua seguradora 35 A quem reclamar problemas com seguradora ou intermediário? 35 O que fazer para minimizar os riscos de seguro do negócio? 35 Uma visão geral dos seguros para indivíduos O que é seguro e por que posso precisar dele? 23 Sobre o que devo pensar ao comprar um seguro? 24 Seguro de vida 24 Previdência complementar 24 Seguro de automóveis 24 Seguro saúde 25 Seguro residencial 25 Outros seguros interessantes 25 Onde compro seguro? 26 Está tendo problemas para encontrar cobertura de seguro? 26 Precisa de ajuda para entender seu risco? 26 O contrato de seguro 27 O que fazer se alguma coisa der errado? 29 Questões de seguro relativas a prédios com ocupação múltipla 36 Construção e acesso 36 Controle de utilização do imóvel 36 O seguro cobre? Fraudes em seguros 37 Tumultos de rua o que o segurado pode esperar? 39 Desastres naturais um problema crescente Pequeno empresário o segurado que falta Brasil campeão mundial de raios 45 Alagamento por ressaca: cobertura difícil 48 Seguro de automóveis dicas importantes 49 Balas perdidas: como se proteger? 51 Enchentes: verão Tornado no Rio de Janeiro só faltava essa 53 Seguro educacional faz a diferença na hora da matrícula ANS: regras para adaptação e migração dos planos de saúde 55 57

4 896 Fundamentos do seguro Fundamentos do seguro 7 99 Fundamentos do seguro Gerenciar o risco A inevitável realidade do risco levou a humanidade a procurar gerenciar o risco. Existem vários modos de fazê-lo, a saber: Risco A vida é cheia de riscos. A rigor, o ser humano acorda pela manhã e não sabe como estará ao final do dia. No ditado popular, quem arrisca petisca. Contudo, em muitos casos, ocorre o inverso: o risco causa perdas, em vidas ou em propriedades, cujo impacto financeiro é negativo. Assim, estritamente falando, risco é um evento ou condição incerta, isto é, que pode ou não ocorrer no futuro, e cuja ocorrência tem um efeito negativo e que pode ser expresso em termos monetários. Esse evento pode ser totalmente incerto, como a queda de um raio, ou certo, mas acontecendo em data incerta, como a morte. O impacto financeiro de um sinistro pode atingir milhões de reais e levar a empresa que não se precaveu à falência, ou o indivíduo a perder parte substancial de um patrimônio que lhe exigiu anos para acumular. É nesse momento que o seguro se torna importante. O que é sinistro? É o termo utilizado para definir, em qualquer ramo de seguro, o acontecimento do evento incerto previsto (uma perda) e coberto no contrato. O termo tem origem no latim sinistra que significa esquerda, como em mão esquerda ou lado esquerdo, e que era associado, na Antiguidade, com situações ou coisas negativas, maliciosas, danosas, ignominiosas etc. Evitar o risco: é o caso do indivíduo que, planejando viajar de carro, ao observar os pneus gastos do seu automóvel, desiste de viajar. Reduzir o risco: no caso anterior, o indivíduo viaja, mas a uma velocidade baixa, de modo a evitar ter de frear bruscamente e arriscar uma derrapagem perigosa. Correr o risco: o indivíduo que decide correr o risco tem, por sua vez, três possibilidades de gerenciá-lo: a) Autosseguro: é o método pelo qual o indivíduo separa ou acumula um montante em dinheiro para compensar determinada perda potencial que pode sofrer no futuro. O autosseguro é um método pouco efetivo, pois a maioria das pessoas não ganha o suficiente para acumular, na quantidade e no tempo necessários, os montantes requeridos. Assim, acaba sendo um eufemismo para designar os indivíduos que não estão segurados. b) Mutualismo: é um contrato no qual o risco de um patrimônio conjunto é dividido entre os interessados, tendo por base o patrimônio atribuído a cada um. A administração do mutualismo cabe aos próprios interessados. Assim, uma empresa que detém, por exemplo, 15% do patrimônio total exposto a algum risco de perda, paga 15% do custo estimado de mutualismo. Se os sinistros acabam sendo maiores do que o previsto, os interessados aportam recursos adicionais, de forma a manter as indenizações prometidas. Historicamente, esse foi o começo do seguro: navegadores se reuniam e estimavam as perdas anuais no patrimônio conjunto (embarcações e suas cargas). Então, repartiam essa perda estimada entre eles, segundo a participação de cada um no patrimônio total. Atualmente, é modalidade ainda utilizada em alguns países, mas pouco utilizada pelos consumidores, já que estes optam por não incorrer nos custos de administração do mutualismo, que exigem recursos elevados e conhecimento especializado. c) Seguro: é a opção moderna e mais usada de gerenciamento do risco. Envolve a transferência do risco de perda de uma entidade (empresa ou indivíduo) para outra entidade (seguradora) que vende o seguro e recebe em troca um prêmio.

5 898 Fundamentos do seguro Fundamentos do seguro 9 99 A seguradora se especializa em assumir riscos, tarefa nada fácil e barata. O conjunto de prêmios permite às seguradoras formar reservas que servirão para pagar os sinistros. O seguro envolve, ainda, a agregação do risco e divisão das perdas (ou mutualismo), pois as seguradoras agrupam riscos semelhantes em carteiras O que é prêmio? distintas, de modo a melhor estimar as respectivas perdas e prêmios de seguros. O risco é transferido, pois a seguradora tem de arcar com as indenizações referentes a uma dada carteira, mesmo quando a soma dos prêmios recolhidos for inferior ao valor das indenizações. Claro que a empresa não sobrevive se esse prejuízo ocorrer continuamente. É a soma em dinheiro paga pelo segurado ao segurador, para que este assuma a responsabilidade de um determinado risco de perda. A palavra vem do latim praemium, junção de prae, recompensa, com o verbo emere, obter. Atenção: em hipótese alguma prêmio de seguro representa o valor (ligado a loterias, por exemplo) que a seguradora deve ao segurado. O princípio da boa-fé O seguro é um contrato inevitavelmente especulativo. A seguradora recebe as informações do segurado e, com base nelas, traça um perfil do risco e calcula a perda esperada e o prêmio. Se o segurado omite informações que agravariam o risco, ameaçando de prejuízo a seguradora, ele falta com o principio da boa-fé. O mesmo ocorre se a empresa, aproveitando-se do desconhecimento da maioria dos segurados a respeito das tecnicalidades do mercado, deliberadamente usa de terminologias vagas na apólice de modo a, por exemplo, esconder certas exclusões. O que são reservas? Nesses casos, a lei diz que o contrato é nulo. A lei impõe aos contratantes o dever de obedecer ao principio da boa-fé, pois, na falta dele, o acúmulo de prejuízos de parte a parte levaria a suspeitas generalizadas e, no limite, à inviabilização do próprio mercado. Note-se que esse princípio é aplicável a todos os contratos e transações. Ele proíbe o agente de esconder da outra parte o que sabe confidencialmente, para induzi-la a um negócio que não ocorreria ou ocorreria de modo diverso se essa parte tivesse acesso à informação sonegada. E vice-versa. Como funcionam os seguros? O seguro é um contrato entre um indivíduo ou uma empresa e uma seguradora. O indivíduo paga um preço chamado prêmio e a companhia, em troca, promete pagar eventual perda financeira correspondente durante o período da apólice. O risco é transferido do segurado para a seguradora. O segurado gasta um pouco mais, porém, fica mais tranquilo. A seguradora reúne o conjunto de prêmios numa conta chamada reserva ou provisão e aplica os recursos respectivos no mercado financeiro. Com base nesses recursos, a seguradora paga as indenizações à medida que ocorrem os sinistros. Se os sinistros não ocorrem, a seguradora fica com os prêmios. O documento que formaliza esse contrato se chama apólice. As reservas ou provisões são valores matematicamente calculados pelas seguradoras, com base nos prêmios recebidos dos segurados para garantia de indenizações de riscos assumidos. Elas indicam o montante de recursos que a empresa deve guardar no presente para cumprir com suas obrigações no futuro. Os dois tipos principais de reservas das companhias de seguros são: reservas de sinistros e reservas de prêmios não ganhos. Estas últimas representam a parcela do prêmio que não foi ganho nem usado. É calculada pro-rata. Por exemplo, após três meses, a reserva de prêmio não ganho relativa a uma apólice de um ano que custou R$ 1.200,00 é de R$ 900,00, e o prêmio ganho, de R$ 300,00. A reserva de sinistro é uma estimativa matematicamente calculada do que a seguradora terá de pagar à frente, em indenizações. Dependendo do ramo e do risco, outras reservas podem ser acrescentadas. Por exemplo, em apólices que cobrem riscos de baixa frequência e alta gravidade, pode ser necessário constituir reservas contra catástrofes. Os órgãos reguladores do seguro fixam os percentuais mínimos, que devem ser respeitados pelas seguradoras na constituição das provisões mais importantes.

6 89 10 Fundamentos do seguro Fundamentos do seguro O que é apólice? Apólice é um documento emitido por uma seguradora, que formaliza a aceitação do risco, objeto do contrato de seguro. Nela devem estar discriminadas todas as condições, como o bem ou a pessoa segurada, as coberturas de risco e garantias contratadas, estipulantes e beneficiários, o valor do prêmio, o prazo do contrato e as exclusões isto é, as situações em que a indenização não é devida, entre outras. A emissão da apólice não dá, necessariamente, início à cobertura do bem. O bem estará coberto (segurado) assim que o risco tiver sido aceito pela seguradora. Essa operação poderá resultar na emissão de um contrato de seguro ou certificado de cobertura. A apólice será enviada posteriormente. Ao receber a apólice, é importante que o segurado verifique se as condições ali contidas são as mesmas que informou ao corretor de seguros quando assinou o contrato. A origem do termo vem do francês police e do italiano polizza, ambos tendo por origem o latim pollicitatio ou promessa, no caso, de pagar indenização por perda que teve como contrapartida o pagamento anterior de um prêmio. O prêmio de seguro é baseado na quantidade de risco. Riscos baixos pagam prêmios baixos e riscos altos pagam prêmios altos. As seguradoras coletam informações sobre os segurados potenciais ou efetivos e sobre suas propriedades, de forma a determinar, o mais precisamente possível, o montante de risco de perda que está em jogo em cada caso e, daí, o prêmio respectivo. Depois, a seguradora agrega em uma carteira um grande número de pequenas apólices de um mesmo ramo. A prática do seguro é complicada, mas o mecanismo básico é simples. Suponha que um segurado pague um prêmio de R$ 1.500,00 por uma apólice de seguro de automóveis contra roubo, colisão e danos a terceiros. Se não acontecer o sinistro, o segurado não ficará triste por ter pagado os R$ 1.500,00. Afinal, ele despendeu um valor relativamente pequeno que lhe permitiu se livrar de uma perda potencial grande, do ponto de vista individual. De fato, a seguradora pode ter que pagar R$ ,00 se houver uma colisão com perda total e, quem sabe, R$ 500 mil se da colisão resultar um ferimento traumático a terceiro. O mesmo vale para outras situações de risco, como por exemplo, uma empresa que está realizando investimentos elevados e quer se precaver contra riscos de incêndio na nova planta. Assim, a disponibilidade do seguro incentiva a economia, pois o consumidor tem segurança para adquirir bens de valor mais alto, e o empresário, por sua vez, confiança para realizar investimentos que podem exigir recursos vultosos, seus e de terceiros. Cálculo da probabilidade Uma seguradora não pode assumir o risco de ter de pagar uma indenização de R$ ,00 contra um prêmio de apenas R$ 1.500,00. Do ponto de vista da seguradora, o mecanismo envolve: A aferição precisa do risco, o que é feito por meio de técnicas de Estatística; e A redução (idealmente, a eliminação) do risco por um processo de agregação e partilha do risco. O exemplo mais simples de partilha do risco é o cosseguro citado anteriormente. Entretanto, para a maioria das seguradoras, a utilização do cosseguro é indesejável, pois o segurado, amparado no contrato, geralmente se recusa a aportar recursos adicionais quando as seguradoras alegam que as perdas foram maiores do que o esperado. Assim, as seguradoras devem confiar em dois mecanismos adicionais muito importantes: Manter em balanço um volume adequado de capital próprio para suportar perdas além do esperado (esse é também um dos alvos principais dos órgãos reguladores e seguros) e Agregar uma grande quantidade de riscos similares. Suponha que se saiba o seguinte: numa região e num ano, em média, 10% dos carros são roubados. No mundo real, o padrão de perdas (carros roubados) é instável. Assim, uma seguradora que segurasse apenas 10 carros poderia muito bem achar que há uma possibilidade significativa (de 20%, digamos) de dois carros de sua carteira serem roubados. Isso dobraria suas despesas em indenizações e, obviamente, desestimularia o negócio. Porém, se a seguradora conseguisse reunir e segurar 10 mil carros em condições de risco similares aos 10 anteriores, ela estaria amparada por uma lei da Estatística que prova que cai para menos de 1% a probabilidade de os sinistros serem o dobro da média. Mais precisamente, essa lei garante que, quanto maior o numero de carros segurados, mais e mais a média da amostra (o grupo de carros) se aproximará dos 10%, que vêm a ser a média de roubos da população, isto é, do total de carros da região. É esse aspecto da teoria de probabilidade que permite à seguradora lidar com as variações nos padrões de perdas existentes no mundo real. Essa lei da Estatística se chama Lei dos Grandes Números que, junto com o mecanismo de agregação e partilha dos riscos, torna o seguro possível e desejável. A seguradora ganha ao explorar o fato de que aquilo que é altamente imprevisível para o indivíduo é também altamente previsível para grandes amostras de uma população.

7 Fundamentos do seguro Fundamentos do seguro A lei dos grandes números Essa lei, base do seguro, diz o seguinte: Dada uma amostra de observações independentes e identicamente distribuídas de uma variável aleatória, a média da amostra tende a se igualar à média da população, na medida em que o número de observações aumenta. O enunciado da lei pode parecer esotérico, mas é facilmente ilustrado com o exemplo da média de valores que se obtém ao jogar um dado por certo número de vezes. A média da população (números das seis faces do dado) é a média teórica e assume o valor de 3,5, que vêm a ser a soma de 1, 2, 3, 4, 5 e 6, todos com iguais chances de sair, divididos por 6. Entretanto, valores bem diferentes de 3,5 podem ocorrer se, digamos, o dado for lançado apenas 20 vezes. O que a lei dos grandes números nos garante é que, aumentando cada vez mais a amostra (no caso, o número de lançamentos), o valor cada vez mais se aproxima de 3,5. Você pode checar isso se tiver paciência! É importante notar que a lei dos grandes números só funciona se os eventos forem independentes, ou seja, se a chance de roubo do meu carro for independente da chance do meu vizinho. Isso explica por que as seguradoras procuram espalhar os riscos que estão em zonas geográficas distintas e por que nenhuma seguradora terá uma carteira de incêndio baseada apenas em moradores de um único prédio. A seguradora, com base na agregação de riscos e na lei dos grandes números, pode ofertar apólices a um custo relativamente baixo. Digamos que a seguradora Beta faça seguro contra incêndio de 100 mil casas, cada uma valendo R$ 300 mil. A probabilidade de uma casa se incendiar é de 2 em por ano. Assim, o valor esperado anual de despesas com indenizações para Beta é de 0,002 x x , que é igual a R$ 60 milhões por ano. Se outros R$ 60 milhões forem necessários para cobrir as despesas de Beta com corretagem de seguros, pessoal administrativo, impostos e a taxa de lucro que considera adequada, segue-se que o prêmio de seguro pago por cada segurado seria de R$ 1.200,00. Note que a parcela do prêmio relativa apenas ao risco de incêndio é metade disso, R$ 600 para cada segurado. Essa parcela é chamada no mercado de seguros de prêmio puro de risco, ao qual são somados os demais itens, chamados de carregamento, para formar o prêmio comercial ou total. O segurado compra o seguro pagando mais do que o prêmio puro por ser avesso ao risco. Mas, para ele, esse é um ótimo negócio! No nosso exemplo, cada proprietário se livra de uma perda possível e catastrófica de R$ 300 mil em troca de um prêmio de apenas R$ 1.200,00. Portanto, podemos escrever a equação do prêmio de seguro da seguinte forma: Prêmio comercial = Perda esperada + Despesas + Impostos + Lucro esperado Perda esperada = Prêmio puro de seguro Despesas + Impostos + Lucro esperado = Carregamento Ajustando o preço pela franquia No exemplo acima, o valor do prêmio de seguro é dado. Na prática, entretanto, não precisa ser assim. O prêmio pode ser reduzido pela aceitação de uma franquia. A franquia é uma coparticipação, contratualmente acordada e fixada, do segurado no risco e, consequentemente, no valor da indenização. Tipicamente, quanto maior o valor da franquia, menor o valor do prêmio e vice-versa. A franquia é um mecanismo aberto a qualquer ramo de seguros, mas é muito utilizada nos ramos de automóveis e de saúde. Quando o veículo segurado sofre danos parciais, a seguradora é acionada para arcar com os custos dos reparos. Nesse momento, o segurado também participa, assumindo uma parte desses custos. O segurado que assume uma franquia de R$ 2.000,00, por exemplo, está assumindo a responsabilidade de arcar com as despesas até esse valor. Se o prejuízo for de R$ 5.000,00, o segurado pagará os R$ 2.000,00 correspondentes à franquia e a seguradora, os R$ 3.000,00 que faltam. A mesma coisa ocorre no seguro saúde, onde a coparticipação atinge despesas com médicos, internações e exames. Esse foi o meio que as seguradoras encontraram para enfrentar os custos crescentes da Medicina e para manter os prêmios em níveis razoáveis e a oferta de seguros vigente. O valor da franquia deve ser motivo de reflexão do segurado. Assim, é razoável que um motorista novato escolha uma franquia relativamente baixa, pois, em geral, estará particularmente exposto ao risco de pequenas batidas. Se escolher uma franquia relativamente alta, pode ter de arcar com as despesas de todas essas batidas, o que vai doer no bolso, sem dúvida. Com a franquia mais baixa, pagará um prêmio um pouco mais caro, mas esse é o preço do risco. O inverso ocorre com o motorista maduro. Aí os riscos mais presentes são de roubo ou de uma batida inevitável, talvez de grandes proporções, com o que se entende como normal que o motorista experiente escolha uma franquia mais cara e, portanto, obtenha um prêmio relativamente mais barato. A franquia pode ser dedutível ou simples. No primeiro caso, a seguradora é obrigada a indenizar somente os valores de prejuízos que excederem o valor da franquia, que sempre será deduzido da indenização total. No segundo caso, a seguradora está desobrigada de indenizar quando os prejuízos forem inferiores à franquia, mas obrigada a fazê-lo integralmente quando a excederem. A franquia pode, ainda, ser facultativa ou obrigatória, neste caso não cabendo alternativa ao usuário senão aceitá-la.

8 Fundamentos do seguro Fundamentos do seguro Seguros e Finanças No mercado de seguros, a receita de prêmios precede o pagamento de indenizações, às vezes, em anos. Pense, por exemplo, no caso de casais jovens que adquirem seguros de vida ou de saúde. A probabilidade de sinistros, nesse caso, é bem baixa nos primeiros anos de vigência das apólices. Os recursos dos prêmios são aplicados nos mercados financeiro e de capitais e, em menor proporção, no mercado de imóveis. Em consequência, as seguradoras auferem uma receita adicional, decorrente de operações financeiras e não diretamente relacionada ao mercado de seguros. Tais receitas têm dupla vantagem: Para a economia, são recursos que promovem o desenvolvimento dos mercados financeiro e de capitais, de fundamental importância para o crescimento econômico; e Para o mercado de seguros, são recursos adicionais que as seguradoras podem utilizar na sua capitalização, no desenvolvimento de novos produtos ou no barateamento dos produtos existentes. Isso é comumente observado nos mercados competitivos em que o colchão de segurança representado pelas receitas financeiras permite às seguradoras melhor administradas reduzir o preço de suas apólices e obter vantagem competitiva. É essa peculiaridade do mercado de seguros que explica também a crescente inter-relação das seguradoras com os bancos. As seguradoras descobriram que podem aumentar a venda de produtos de seguros agregando a eles os produtos financeiros, e vice-versa, no caso dos bancos. Riscos seguráveis e não seguráveis Utilizando o mercado de seguros, uma pessoa pode construir uma rede de proteção bastante efetiva em sua vida e suas propriedades. Mas nem todos os riscos são seguráveis. Pense nos seguintes riscos: Você tem uma carteira de ações e teme que os papéis caiam fortemente de valor. Você abriu uma empresa e teme não ser capaz de atingir a taxa de lucro que estimou. Você vai viajar para uma região conturbada e teme ser vítima de um atentado terrorista. Você precisa tirar certa nota num exame da faculdade e teme não ser capaz de fazê-lo. Você vai jogar num cassino e teme perder o dinheiro que reservou para isso. Nenhuma seguradora vai se dispor a fazer seguro para esses riscos. Ao contrário, em todo o mundo, as seguradoras procuram excluir explicitamente das coberturas os danos resultantes desses eventos. Seja porque são de difícil previsão, seja porque podem ser muito afetados pelas ações do segurado, ou ainda, porque concentram fortemente os riscos. Mais precisamente, as condições necessárias para que um risco seja segurável são as seguintes: Grande número de eventos (lei dos grandes números): já comentamos essa lei da Estatística, fundamental para a viabilidade dos seguros. Quanto maior o número de segurados, maior a estabilidade de resultados de sinistros que uma seguradora pode esperar. Eventos independentes entre si (desconcentração de riscos): para que a lei dos grandes números seja plenamente aplicável, é preciso que os riscos sejam independentes entre si. Nenhuma seguradora formará uma carteira de seguro rural apenas numa região, ou de seguro de incêndio num mesmo prédio. Experiência suficiente (cálculo correto de probabilidades): pode ser que os eventos sejam independentes e que haja grande número de interessados no seguro, mas se houver grande imprevisibilidade, como nos casos de guerras ou atentados terroristas, o seguro não será feito. O mesmo acontece se não houver suficiente experiência pregressa, que permite aos atuários o cálculo preciso da probabilidade de perda. Baixa incidência de risco moral : risco moral é a possibilidade de uma pessoa ou empresa, depois de estar segura, comportar-se diferentemente do que faria se estivesse inteiramente exposta ao risco. O caso típico é o do indivíduo que fez seguro de roubo de automóvel e, depois disso, tornou- se menos vigilante com seu carro. Ele age assim porque as consequências negativas do roubo não serão suas, mas de responsabilidade da companhia de seguros. O risco moral está relacionado à chamada assimetria de informação - as seguradoras têm dificuldade de saber de antemão como reagirão seus segurados depois de contratado o seguro. De certa maneira, o risco moral existe em maior ou menor grau em todas as carteiras de seguros, mas nos casos mais extremos, em que a mudança de comportamento é previsível, pode inviabilizar o seguro. Atenção: não se deve confundir risco moral a mudança natural de comportamento que aumenta a chance de sinistro com a fraude, que cria o falso sinistro. Baixa incidência de seleção adversa : a seleção adversa é mais um problema decorrente da assimetria de informação. Ela se refere a um processo de mercado em que os resultados ruins são naturalmente selecionados (contratados) em detrimento dos bons. O caso mais simples é de uma população de, por exemplo, fumantes e não fumantes e uma seguradora de saúde que cobra preços idênticos por não saber diferenciar, a priori, quem pertence a cada grupo. Ao fim e ao cabo, os segurados não fumantes desistirão do seguro, pois vão perceber que estão bancando os segurados fumantes e, portanto, pagando um preço mais caro pelo seu risco específico. E a seguradora, ao reajustar para cima o prêmio, pode verificar que a apólice se tornou invendável.

9 89 16 Fundamentos do seguro Fundamentos Tipos de do seguros Novamente, a seleção adversa é um risco em todos os ramos de seguros, mas onde ela se tornar dominante, pode tornar o risco não segurável. Alguns riscos não seguráveis são importantes para a economia como um todo. Nesses casos, os governos costumam assumi-los, estabelecendo os chamados seguros sociais. É o caso, por exemplo, do seguro-desemprego e dos sistemas estatais de previdência e assistência social. O que faz o atuário? No primeiro caso, observa-se concentração de riscos, porque o desemprego costuma evoluir em ondas periódicas que afetam grande número de trabalhadores ao mesmo tempo. Nos sistemas de previdência e assistência social, o principal problema é a seleção adversa, ou seja, a maioria dos segurados constitui risco elevado e não suportaria prêmios fixados com parâmetros de mercado. O atuário é o profissional que calcula o impacto financeiro do risco e da incerteza. Ele pesquisa e analisa dados para estimar a probabilidade e o custo provável da ocorrência de eventos como a morte, a doença, o ferimento, a invalidez ou a perda de propriedade. De posse desses dados, o atuário cumpre sua função clássica, que é a de calcular os prêmios e reservas para seguros que cobrem vários riscos. Os atuários igualmente calculam as contribuições financeiras que os indivíduos fazem aos fundos de pensão, que são exigidas para produzir renda de aposentadoria, e podem aconselhar a empresa sobre a maneira como ela deve investir os recursos para obter o máximo de rentabilidade de seus investimentos à luz dos riscos potenciais. Um bom atuário precisa estar familiarizado com ampla gama de assuntos. Desde logo precisa ter profundo conhecimento do cálculo de probabilidades e de matemática financeira, mas também de economia, finanças e dos negócios próprios do mercado de seguros. Os atuários são essenciais para a indústria de seguros, previdência complementar aberta e capitalização, seja como empregados ou como consultores. Outros setores também necessitam de seus serviços, como por exemplo, as agências governamentais que administram os sistemas estatais de previdência e assistência social. Recentemente, houve um alargamento do campo da atuária para incluir gestão de ativos de investimento, em função da convergência das áreas de finanças e gestão de riscos com a ciência atuarial. Atualmente, portanto, os atuários trabalham também como gerentes de risco e analistas de investimento. No Brasil, a profissão é regulamentada pelo Decreto-Lei nº , de 1970, e normas complementares. Para exercer a profissão de atuário é necessário ser graduado em Ciências Atuariais e estar inscrito no Instituto Brasileiro de Atuária (IBA - que, em 2005, instituiu uma prova de habilitação para seus novos membros. Tipos de seguros Classificação Existem no Brasil, classificados oficialmente, 95 ramos de seguros que apresentam grande nível de detalhamento. Por exemplo, o seguro de responsabilidade civil tem 12 ramos diferentes, os seguros ligados à agricultura contam com 13 ramos distintos etc. Por essa razão, utiliza-se frequentemente um nível mais agregado de análise derivado na Carta Circular n 455, de 06/12/12, da Superintendência de Seguros Privados (Susep órgão regulador do setor, que trabalha com 16 grupos. A eles deve-se acrescentar um 17 ramo/grupo agregado relativo aos seguros de saúde, que são regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS A tabela na página seguinte detalha esses níveis. Um quadro preciso desses ramos encontra-se no site da Susep na Internet, link Atos Normativos Carta Circular n 455, de Existe ainda um nível maior de agregação, que divide o mercado em seguros de vida, seguros de saúde e seguros elementares. Os seguros de vida incluem as apólices contra risco de morte e acidentes pessoais, bem como os planos de previdência privada aberta. Já os seguros elementares são os que têm por finalidade a garantia de perdas, danos ou responsabilidades sobre objetos ou pessoas, excluída desta classificação os seguros do ramo vida. No Brasil, o Decreto nº , de 23/10/67 classificou separadamente o seguro saúde, mas, no exterior, costuma-se incluí-lo junto com os seguros elementares formando o chamado ramo não vida. Seguros facultativos e obrigatórios Os seguros podem ser ainda facultativos ou obrigatórios. A maioria dos seguros vendidos no Brasil tem contratação facultativa, mas a lei determina a contratação de uma série de seguros que passam assim a ser obrigatórios. Veja a lista abaixo. Seguros Obrigatórios de Responsabilidade Civil dos Proprietários de Veículos Automotores de Via Terrestre Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil dos Proprietários de Veículos Automotores Hidroviários Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil dos Transportadores em Geral Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil do Construtor de Imóveis em Zonas

10 89 Fundamentos Tipos de 18 do seguros Fundamentos Tipos de do seguros Grupos Características Gerais 1. Patrimonial Seguros contra incêndio, roubo de imóveis bem como os seguros compreensivos residenciais, condominiais e empresariais 2. Riscos Especiais Seguros contra riscos de petróleo, nucleares e satélites 3. Responsabilidades Seguros contra indenizações por danos materiais ou lesões corporais a terceiros por culpa involuntária do segurado 4. Cascos (em run off ) Seguros contra riscos marítimos, aeronáuticos e de hangar 5. Automóvel Seguros contra roubos e acidentes de carros, de responsabilidade civil contra terceiros e DPVAT 6. Transporte Seguros de transporte nacional e internacional e de responsabilidade civil de cargas, do transportador e do operador 7. Riscos Financeiros Seguros diversos de garantia de contratos e de fiança locatícia 8. Crédito (em run off ) Seguros de crédito a exportação e contra riscos comerciais e políticos 9. Pessoas Coletivo Seguros coletivos de vida e acidentes pessoais, vida com cobertura para risco de sobrevivência, prestamista e educacional 10. Habitacional Seguros contra riscos de morte e invalidez do devedor e de danos ao imóvel financiado 11. Rural Seguros agrícola, pecuário, de florestas e penhor rural 12. Outros Seguros no exterior e de sucursais de seguradoras no exterior 13. Pessoas Individual Seguros individuais de vida e acidentes pessoais, vida com cobertura para risco de sobrevivência, prestamista e educacional 14. Marítimos Seguros compreensivos para operadores portuários, responsabilidade civil facultativa para embarcações e marítimos Seguros de responsabilidade civil facultativa para aeronaves, aeronáuticos, 15. Aeronautico responsabilidade civil de hangar e responsabilidade do explorador ou transportador aéreo 16. Microsseguros Microsseguros de pessoas, microsseguros de danos 17. Saúde Seguro Saúde Fonte: Susep e Ipeadata. Urbanas por Danos a Pessoas ou Coisas Seguro Obrigatório de Transporte de Bens Pertencentes a Pessoas Jurídicas Seguro Obrigatório de Danos Pessoais a Passageiros de Aeronaves Comerciais e de Responsabilidade Civil do Transportador Aeronáutico Seguro Rural Obrigatório Seguro Obrigatório Contra Riscos de Incêndio de Bens Pertencentes a Pessoas Jurídicas Seguro Obrigatório de Garantia do Cumprimento das Obrigações do Incorporador e Construtor de Imóveis e de Garantia do Pagamento à Cargo do Mutuário Seguro Obrigatório de Bens Dados em Garantia de Empréstimos ou Financiamentos de Instituições Financeiras Públicas Seguro Obrigatório de Edifícios Divididos em Unidades Autônomas Seguro Obrigatório de Crédito à Exportação Os seguros acima estão listados no artigo 20 do Decreto-Lei 73/66, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados, e estão vigentes. A eles, juntaram-se com o tempo outros seguros obrigatórios por lei. São eles: Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de via Terrestre (DPVAT) Foi criado pela Lei n 6194 de 19/12/74 e tem como objetivo amparar as vítimas de acidentes de trânsito causados por veículos automotores e/ou por suas cargas, em todo o território nacional, independente de quem seja a culpa desses acidentes. Seguro de Danos Pessoais de embarcações ou suas Cargas (DPEM) Foi instituído pela Lei nº 8.374, de 30/12/91 e tem por finalidade dar cobertura de vida e acidentes pessoais a pessoas, transportadas ou não, inclusive aos proprietários, tripulantes e condutores das embarcações, e a seus respectivos beneficiários ou dependentes, independentemente da embarcação estar ou não em operação. Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT) É um seguro antigo, instituído na época do presidente Vargas, mas assumiu maior relevância jurídica a partir da Lei 5.316, de 14/09/67. Objetiva garantir ao empregado segurado do regime de previdência social um seguro contra acidente do trabalho, às expensas do empregador, mediante pagamento de um adicional sobre a folha de salários, com administração atribuída à Previdência Social. Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) Esse seguro foi estabelecido em 1964, junto com a Lei n que criou o Banco Nacional da Habitação (BNH). Ele cobre morte e invalidez do mutuário e danos físicos ao imóvel financiado no âmbito do SFH. Seguro de Responsabilidade Civil dos Transportadores relativo aos danos pessoais provocados aos usuários dos serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional Esse seguro foi instituído pelo Decreto nº , de 20/03/98 e visa indenizar as vítimas de acidentes no transporte coletivo interestadual e internacional de passageiros, sem prejuízo da cobertura do seguro obrigatório de danos pessoais (DPVAT). Seguro Carta Verde É o seguro obrigatório para automóveis quando em viagem para países do Mercosul e cobre responsabilidade Civil por danos pessoais e materiais causados a terceiros não transportados pelo veículo segurado. Foi criado pela Resolução nº. 120/94, do Grupo Mercado Comum, do Mercosul. Agora atenção! Durante muitos anos, as dificuldades de fiscalização do pagamento dessas apólices fizeram com que a maioria fosse deixada de lado pela população, quase esquecida de que são de contratação obrigatória. Enquanto a lei não impunha sanção contra o inadimplemento da obrigação, o esquecimento teve pouca ou nenhuma consequência. Isso mudou em De fato, com a edição da Lei Complementar n

11 Fundamentos Tipos de do seguros Fundamentos Tipos de 20 do seguros 126/07, o governo impôs multas pesadas para quem não contratar os seguros legalmente obrigatórios. A Lei alterou o artigo 112 do Decreto-Lei n 73/66 que passou a ter o seguinte teor: às pessoas que deixarem de contratar os seguros legalmente obrigatórios, sem prejuízo de outras sanções legais, será aplicada multa de: I - o dobro do valor do prêmio, quando este for definido na legislação aplicável; e II - nos demais casos, o que for maior entre 10% da importância segurável ou R$ 1.000,00". Seguros em grupo e individuais Os seguros podem ser também classificados em seguros individuais ou em grupo. O seguro individual é uma relação entre uma pessoa ou uma família e uma seguradora. A seguradora, evidentemente, terá de aferir corretamente o risco segurado e pulverizá-lo colocando-o numa carteira onde existem diversos riscos semelhantes, mas independentes entre si. O seguro de grupo é o seguro de um conjunto de pessoas ligadas entre si de modo que se estabelece uma relação triangular entre a seguradora, o segurado e o grupo a que ele pertence. O grupo pode ser uma empresa, uma organização sem fins lucrativos, associação profissional etc. No caso das empresas, os seguros são chamados de empresariais ou corporativos. O seguro de grupo é formalizado através de uma única apólice garantindo determinado esquema de coberturas estabelecido de acordo com um critério objetivo e uniforme, não dependente exclusivamente da vontade do segurado. A seguradora, com base nos contratos de adesão ao seguro de grupo, emite para cada segurado um documento comprovativo de inclusão no grupo em que constam a identificação do segurador e a designação dos seus beneficiários. A diferença está bem marcada na previdência privada complementar onde existem os seguintes segmentos: O segmento fechado, constituído pelas instituições chamadas fundos de pensão que operam no seio de uma empresa ou grupo de empresas, com planos de grupo para a prestação de benefícios complementares e assemelhados aos da Previdência Social; e O segmento aberto à participação pública para a prestação de benefícios opcionais, de caráter mais individual, e constituído pelas seguradoras e entidades abertas de previdência privada. Nos seguros de vida e saúde também são marcantes as diferenças entre planos individuais e coletivos. No ramo saúde, houve recentemente forte redução da oferta de planos individuais. A razão foi a limitação de reajustes de preços por parte dos órgãos reguladores acarretando seleção adversa de segurados. O resultado foi que as carteiras de seguros de saúde individual passaram a dar prejuízo e desestimularam a oferta de novos planos pelas empresas. Tal não ocorreu no seguro em grupo, pois o problema da seleção adversa é minimizado desde o início pela provável existência de riscos variados misturados na mesma carteira. Dica: Algumas seguradoras, tendo decidido mudar o foco de seus negócios, venderam para outras carteiras inteiras de seguros de saúde individuais. Se você tem uma apólice desse tipo e isso ocorreu com você, mantenha-a vigente, pois muitas são consideradas de grande valor conforme os benefícios incluídos no plano inicial. Sobretudo, se a idade do segurado for avançada. Trocar de apólice de seguro individual num momento em as seguradoras reduziram o interesse nesse segmento deve ficar muito caro. E saiba que a margem de manobra da empresa compradora se limita à alteração da rede credenciada, ou seja, o seu risco principal seria a perda de qualidade nos serviços prestados. Porém, tendo em vista a atual legislação e a fiscalização da Agência Nacional de Saúde, isso é pouco provável. A lei obriga que ela mantenha certas condições na carteira herdada da outra seguradora. Seguros conforme o regime de financiamento Os seguros diferem também segundo o regime de financiamento, ou seja, a técnica atuarial que determina a forma de financiamento das indenizações e benefícios integrantes do contrato. Os regimes se dividem em repartição e capitalização. O regime de repartição, por sua vez, se divide entre repartição simples e repartição de capitais de cobertura. No regime de repartição simples, todos os prêmios pagos pelos segurados em determinado período formam um fundo que se destina ao custeio de indenizações a serem pagas por todos os sinistros ocorridos no próprio período (e das demais despesas da seguradora). Isso implica em que o prêmio cobrado é calculado de forma que corresponda à importância necessária para cobrir o valor das indenizações relativas aos sinistros esperados. Não há, assim, a possibilidade de devolução ou resgate de prêmios e contribuições capitalizadas ao segurado, ao beneficiário ou ao estipulante, como nos casos de planos de previdência. Tipicamente, esse regime se aplica aos planos previdenciários em situações em que a massa de participantes é estacionária e as despesas com pagamento de benefícios são estáveis e de curta duração. É usado também na previdência social estatal (INSS e regimes próprios do Estado), porém, sem a condição de estabilidade mencionada. É o caso também dos seguros de vida individuais ou em grupo, de seguros de automóveis, de saúde etc., em que, ocorrido o sinistro, o segurado recebe uma indenização pré-estabelecida independente do que pagou. No mercado de seguros, entretanto, para garantia da solvência das empresas, a legislação impõe a formação de provisões de prêmios não ganhos, de oscilação de riscos e de sinistros, devidamente atestadas pelos atuários em Nota Técnica e Avaliação Anual. O regime de repartição de capitais de cobertura é o método em que há formação de reserva apenas para garantir os pagamentos das indenizações e benefícios iniciados no período, ou seja, arrecada-se apenas o necessário e suficiente para formação de reserva garantidora do cumprimento dos benefícios futuros que se iniciam neste período.

12 89 Fundamentos Tipos de 22 do seguros Uma visão Fundamentos geral dos seguros para do indivíduos seguro Em outras palavras, há formação de um fundo correspondente ao valor atual dos benefícios de prestação continuada iniciados no período em questão. Nesse regime, há a obrigação de constituição de provisão de benefícios concedidos. O regime de capitalização é o método que consiste em determinar a contribuição necessária para atender determinado fluxo de pagamento de benefícios, estabelecendo que o valor da série de contribuições efetuadas ao longo do tempo, seja igual ao valor da série de pagamentos de benefícios que se fará no futuro. Este modelo de financiamento constitui reservas tanto para os participantes assistidos como para os ativos e obviamente pressupõe a aplicação das contribuições nos mercados financeiros, de capitais e imobiliários a fim de adicionar valor a reserva que se está constituindo. A capitalização é dividida em duas fases distintas: a primeira denominada "Fase Contributiva" e a segunda "Fase do Benefício". A legislação vigente torna obrigatória a utilização do Regime Financeiro de Capitalização para os benefícios de pagamento em prestações que sejam programadas e continuadas. Nesse regime, obrigase a empresa a constituir provisão de benefícios concedidos, como no caso anterior, e provisão de benefícios a conceder. Assim, no regime de capitalização, o objetivo não é apenas pagar indenização ou benefício pré- -estabelecido, mas permitir ao segurado ou participante retirar ao final do contrato uma poupança que, idealmente, cubra os riscos de morte, invalidez, aposentadoria etc. Uma visão geral dos seguros para indivíduos O que é seguro e por que posso precisar dele? Proteger a família, casa e outros bens são prioridades altas para todas as pessoas. Desemprego, doenças, acidentes e mesmo a morte são riscos com que todos se deparam, mas as redes de segurança do Estado não provêem proteção ou sustento para as famílias na forma e nas quantidades desejadas. Quem é o beneficiário? É a pessoa física ou jurídica a favor da qual é devida a indenização em caso de sinistro. O beneficiário pode ser certo (determinado) quando constituído nominalmente na apólice; incerto (indeterminado) quando desconhecido na formação do contrato, como é o caso dos beneficiários dos seguros à ordem ou nos seguros de responsabilidade. Em certos casos, o beneficiário pode ser o estipulante. Quem é estipulante? É o terceiro interveniente ao contrato de seguro que representa um grupo segurado. É a pessoa física ou jurídica que contrata seguro por conta de terceiros. Pode, eventualmente, assumir a condição de beneficiário, equiparar-se ao segurado nos seguros obrigatórios ou de mandatário do segurado nos seguros facultativos. Na legislação brasileira, o estipulante está previsto no Decreto Lei n 73/66, tendo sido regulamentadas as contratações por meio deste interveniente segundo diretrizes do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Um contrato de seguro de vida em que o segurado (estipulante) nomeia sua esposa, filhos etc. (beneficiários) para receber a indenização prevista na apólice em caso de sua morte é um exemplo de seguro com estipulante e beneficiário diferentes. O seguro desempenha um papel vital ao permitir que as pessoas se protejam contra tais riscos ou ao propiciar via planos de previdência uma renda adicional para você e sua família na fase da aposentadoria. Com sorte você nunca precisará requisitar uma indenização, mas, se algo der errado, o seguro pode lhe poupar milhares de reais. Embora apólices de seguro possam parecer complicadas, a base é simples. O segurado paga para se proteger contra algo que possa acontecer com ele ou com seu patrimônio. Se o pior acontecer, a companhia de seguros paga o custo total de reparação ou de substituição dos bens danificados ou uma quantia acordada. Com base na experiência, as companhias de seguros podem calcular a probabilidade de acontecer um roubo ou um acidente e o custo para elas cobrirem qualquer prejuízo ou lesão. Quanto maior o risco e o custo financeiro da perda, maior o prêmio que lhe será cobrado. Mas as companhias de seguros conseguem manter os custos baixos ao segurar muitas pessoas contra o mesmo risco. Normalmente, muitos segurados não terão qualquer perda e não requisitarão indenização, de modo que as seguradoras podem formar reservas que lhes permitem indenizar a minoria de segurados que sofreram perdas e, ao mesmo tempo, pagar as despesas operacionais e obter um lucro.

13 Uma Fundamentos visão geral dos seguros do para indivíduos Uma visão Fundamentos geral dos seguros para do indivíduos seguro Sobre o que devo pensar ao comprar um seguro? Alguns tipos de seguro são obrigatórios. É preciso fazer seguro contra danos pessoais por acidentes para licenciar um carro (o DPVAT). Quando uma instituição financeira conceder um empréstimo imobiliário para a compra de uma residência, é obrigatória a contratação de seguro de vida e invalidez e seguro de danos físicos ao imóvel. Em outros casos, a escolha é do segurado. Seguro de vida Se tiver uma família que dependa de você, analise como ficará a situação deles, financeiramente, no caso de sua morte. O seguro de vida pode ajudar a eliminar essa preocupação. A escolha da apólice de seguro de vida certa para suas circunstâncias individuais é importante e deve ser feita com cuidado. Também é vital revisar sua cobertura regularmente. Se você teve filhos após contratar um seguro de vida pela primeira vez, você pode precisar aumentar a quantia que a apólice paga para cobrir os custos extras de prover o sustento deles. Surpreendentemente, pesquisas mostram que a maioria das pessoas não tem nenhum seguro de vida. Aqueles que chegam a ter não revisam suas necessidades de seguro de vida há cinco anos em média e, dessa forma, podem estar com pouca cobertura de seguro. Isso significa que famílias já lidando com a perda de uma pessoa amada também têm que se preocupar com a forma como viverão depois disso. Previdência complementar As companhias de seguro também podem ajudálo a guardar dinheiro para a sua aposentadoria. A pensão básica do Estado oferece apenas uma renda limitada. Por isso, se quiser coisa melhor, é preciso economizar desde cedo. É essencial escolher o plano de previdência certo e se certificar de que esteja economizando dinheiro suficiente para atender às suas necessidades. Existem muitas informações para ajudá-lo a tomar a decisão certa. Em nosso sítio na Internet (www.tudosobreseguros.org.br) você encontra diversas informações sobre planos de previdência complementar aberta e os seguros mais importantes para famílias e indivíduos. Seguro de automóveis O seguro de veículos automotores protege os motoristas contra danos ao próprio veículo e/ou contra a eventual responsabilidade civil decorrente de acidentes que possam causar. Existem muitos tipos diferentes de cobertura, variando da cobertura para terceiros, que protege os indivíduos contra responsabilidades civis caso venham a ferir ou causar danos ao patrimônio de outrem, mas que não oferece qualquer cobertura para o próprio veículo ou bem do indivíduo, até uma cobertura compreensiva, que pode oferecer proteção para danos por acidentes ou incêndio e para roubo, assim como para a responsabilidade em relação a terceiros. Seguro saúde Contratar um seguro ou plano de saúde é cada vez mais uma necessidade, especialmente devido aos altos custos dos tratamentos médicos de qualidade e à precariedade de atendimento na rede pública. Assim, a maioria das pessoas compra este tipo de seguro para se tranquilizarem, sabendo que um bom tratamento estará disponível rapidamente se ficarem doentes ou se ferirem. Outra motivação é poder escolher sobre quando o tratamento ocorrerá, o médico que será o responsável e o hospital. Muitos planos de saúde garantem ainda a privacidade de um quarto bem estruturado com tevê e outros confortos que aumentam o repouso. Seguro residencial Preste atenção nos objetos no interior do seu apartamento: na sala, no quarto da frente, na cozinha, os armários, o sofá, a televisão, o computador etc. Quanto você acha que custaria substituir esses objetos se forem roubados ou destruídos em um incêndio? Você teria imediatamente os recursos para substituí-los? As áreas comuns do prédio são seguradas compulsoriamente por disposição legal. Mas se algo infeliz acontece, seus pertences pessoais não serão cobertos pela apólice do condomínio. O seguro residencial pode cobrir quase tudo que você levaria caso se mudasse de apartamento. Não obstante, as apólices limitarão normalmente a quantidade máxima de indenização que a seguradora pagará por evento ou por item segurado. Assim, qualquer dano que cause prejuízos além desses limites máximos não estará coberto. Daí a importância da correta avaliação do valor dos objetos a serem segurados. Títulos de capitalização O mercado de seguros oferece também um produto diferente e interessante: o título de capitalização, que é uma economia programada de prazo definido, com pagamento único ou em parcelas periódicas. Durante a vigência, o consumidor tem direito de participar de sorteios e, no fim, resgatar parte ou a totalidade do dinheiro guardado. Os valores dos prêmios são variados, podendo ser de pequenas quantias a milhões de reais. Em outras palavras, é uma forma de guardar dinheiro e, ao mesmo tempo, participar de sorteios. Em suma, no mercado, existe grande diversidade de produtos para cobrir riscos e até para juntar dinheiro.

14 Uma Fundamentos visão geral dos seguros do para indivíduos Uma visão Fundamentos geral dos seguros para do indivíduos seguro Onde compro seguro? Conforme a Lei n 4594/64, as sociedades de seguros só podem receber proposta de contrato de seguros por intermédio de corretor de seguros devidamente habilitado ou diretamente dos proponentes ou seus legítimos representantes. Nesse caso, a comissão é recolhida ao Fundo de Desenvolvimento Educacional do Seguro, administrado pela Escola Nacional de Seguros Funenseg. Assim, os produtos de seguro podem ser comprados de diversas maneiras: Através de corretores de seguros, legalmente habilitados, que podem dar orientação sobre quais os produtos que melhor atendem às suas necessidades e circunstâncias. Direto das seguradoras. Em uma instituição financeira que possua uma seguradora, principalmente, no caso dos produtos de previdência complementar. Em uma loja de departamentos, no caso de seguro de garantia estendida eletros, ou numa agência de automóveis, caso de seguro de garantia estendida automóveis. Juntamente com outro produto, por exemplo, comprando seguro de viagem através de um agente de viagens ou comprando um seguro de vida quando abre uma conta bancária, desde que a venda do seguro não seja obrigatória, o que é considerada operação casada, proibida pela legislação. Está tendo problemas para encontrar alguma cobertura de seguro? Seguro se baseia em risco. As seguradoras decidem os termos e condições com que oferecem cobertura, ou até mesmo se chegam a oferecer tal cobertura, com base na avaliação que fazem do risco. Alguns clientes têm necessidades ou características particulares que exigem maior atenção das empresas como, por exemplo, no caso de pessoas com históricos médicos complexos. Algumas seguradoras podem exigir informações adicionais sobre esses clientes antes de oferecer cobertura, enquanto outras podem optar por não oferecer cobertura de nenhuma forma ou excluir da apólice os riscos indesejáveis que ficam, assim, não cobertos. Se você está tendo dificuldades em encontrar cobertura, tente entrar em contato com um corretor de seguros especializado ou um consultor financeiro. A Federação Nacional de Corretores de Seguros Privados tem um serviço de atendimento Corretor responde que pode tirar suas dúvidas e ajudá-lo a resolver esse problema. Precisa de ajuda para entender seu risco? Os prêmios de seguro são calculados com base no risco. Geralmente, quanto maior a probabilidade de uma pessoa sofrer um sinistro e quanto maior o dano decorrente desse sinistro, maior será o prêmio cobrado. Com frequência, é bastante óbvio o motivo pelo qual algumas pessoas pagam mais por sua cobertura de seguro por exemplo, carros com motores possantes frequentemente terão prêmios maiores que os dos carros com motores mais fracos. A idade de uma pessoa é um importante fator para ajudar as seguradoras de automóveis a determinar o nível de risco que elas representam. As evidências demonstram uma forte ligação entre a idade de uma pessoa e a probabilidade de essa pessoa sofrer um sinistro. Muitas vezes a idade madura é fator positivo para diminuir a probabilidade de sinsitro. Expressivo é o número de seguradoras que adotam o chamado perfil do segurado para estabelecer o prêmio do seguro. Por exemplo, veículo guardado em garagem, inexistência de filhos jovens que possam provocar acidentes etc. No seguro residencial, o histórico de crédito do segurado pode ser um indicador de risco, e as evidências demonstram que essa informação é um previsor da experiência de sinistros. Dessa forma, algumas seguradoras embora nem todas utilizam informações de crédito como um dentre diversos fatores de classificação para determinar o nível de risco, e um histórico de crédito ruim tende a resultar em um prêmio mais alto. No seguro de viagem, se você tiver uma deficiência, alguma condição especial de saúde ou uma doença pré-existente isso pode afetar seu prêmio e o nível de cobertura disponível. A avaliação de risco de uma seguradora se baseia principalmente na experiência de sinistros construída ao longo de muitos anos. Evidências demonstram que o histórico médico pode afetar a probabilidade de a pessoa sofrer um sinistro e o custo potencial desse sinistro. O contrato de seguro O contrato de seguro é formado por um conjunto de documentos relativamente independentes. São eles: a) Proposta b) Apólice c) Endosso Proposta A Proposta contém a descrição completa e detalhada do bem segurado, a caracterização legal do futuro segurado (proponente) e as condições financeiras do seguro. A Proposta caracteriza a intenção objetiva do proponente, de efetivar o contrato de seguro com uma determinada seguradora. Essa intenção deve ser sempre por escrito e a Proposta deve ser protocolada na seguradora fazendo constar desse protocolo a data e o horário de recebimento. O modelo de Proposta varia conforme a empresa de seguros, mas o preenchimento deve ser efetuado com todo o rigor. Qualquer declaração inexata ou omissão de fatos ou circunstâncias que agravem o risco pode tornar o seguro nulo, desobrigando a seguradora de pagar qualquer indenização. Através da Proposta, a seguradora faz uma primeira análise do risco, podendo decidir de imediato pela sua aceitação. A seguradora pode solicitar informações adicionais se os elementos que constam da proposta não forem suficientes para a avaliação do risco. Apólice A Apólice é o documento que formaliza o contrato de seguro, estabelecendo os direitos e as obrigações da seguradora e do segurado. A Apólice de seguro caracteriza a aceitação dos itens discriminados na Proposta e o compromisso formal da seguradora em atender todas as obrigações advindas das cláusulas contidas na Proposta. A Apólice é subdividida em Condições Gerais, Condições Especiais e Condições Particulares. Condições Gerais são cláusulas contratuais previamente elaboradas que incluem os aspectos básicos do contrato de seguro, normalmente comuns para riscos com características semelhantes (exemplo, seguro de automóveis) e estabelecem as obri-

15 Fundamentos Uma visão geral dos do seguros para indivíduos Uma visão Fundamentos geral dos seguros para do indivíduos seguro gações e os direitos das partes contratantes. Fazem parte delas a aceitação da proposta, vigência, renovação, pagamento de prêmio, foro, prescrição, entre outras. Condições Especiais são cláusulas que só existem em algumas Apólices, completando e esclarecendo as Condições Gerais, servindo geralmente para registrar garantias facultativas ou adicionais ou outras condições acordadas entre as partes. As Condições Especiais podem alterar ou até cancelar disposições existentes nas Condições Gerais. As Condições Particulares são cláusulas que individualizam o contrato de seguro: identificação do tomador, do segurado, do beneficiário; indicação do montante do prêmio, da(s) data(s) de pagamento, da duração do contrato, etc. Endosso O Endosso é o documento que promove alterações no contrato de seguro vigente. A modificação, alteração ou correção de qualquer dado de um contrato de seguro, inclusive do valor do prêmio e da importância segurada, só é possível mediante endosso. Enquanto a Apólice não for emitida, a garantia do segurado quanto às condições discriminadas, tanto na Proposta de seguro como em todas as Condições aplicáveis ao ramo dentro do qual se faz a Proposta, é assegurada pelo protocolo de recebimento da Proposta feito pela seguradora na segunda via da Proposta. Proposta não aceita Caso a proposta não seja aceita, a seguradora deve, obrigatoriamente, comunicar a recusa ao segurado, especificando os motivos. No caso de recusa de propostas que foram recepcionadas com adiantamento, parcial ou total, do preço do seguro (prêmio), a cobertura de seguro prevalecerá por mais 2 (dois) dias úteis, contados a partir da data em que o proponente tiver conhecimento formal da recusa. E o valor do adiantamento deve ser restituído ao proponente deduzido da parcela correspondente ao período, pro rata temporis, em que tiver prevalecido a cobertura. No mercado de seguros, é prática comum, mas não obrigatória, a devolução do adiantamento corrigido monetariamente desde o pagamento. Isso costuma estar explicitado nas Condições Gerais do seguro. crita nas Condições (Gerais, Especiais e/ou Particulares) sobre o evento perfeitamente caracterizado na Proposta e que se reproduz na Apólice. As Condições Gerais, Especiais e Particulares não recebem assinatura formal. Sua elaboração é supervisionada pela Superintendência de Seguros Privados - Susep, órgão do Ministério da Fazenda, que as publica no Diário Oficial da União. Sendo pública, não cabe aposição de assinaturas de qualquer das partes nas Condições. Por isso também a seguradora não é obrigada a fornecer as Condições Gerais em cada contrato de seguro que é fechado. Muitas vezes, o segurado recebe somente um documento da seguradora com os valores contratados e um manual sobre o seguro adquirido. Entretanto, nesse documento, constam o número do processo da Susep que aprovou as diversas Condições da Apólice bem como o número da Apólice. Na maioria dos casos, esses documentos estão disponíveis nos sites da seguradora na Internet. Qualquer que seja o caso, o segurado deve sempre procurar ter em seu poder as Condições da Apólice. O que fazer se alguma coisa der errado? guradoras têm um processo para atendimento de reclamações e terão satisfação em ajudá-lo e explicar as próximas etapas. Para a solução amigável de conflitos, as seguradoras colocam à disposição do cliente um SAC Serviço de atendimento ao cliente. Se não for solucionado o conflito, o cliente poderá recorrer às Ouvidorias Corporativas das mesmas seguradoras. As Ouvidorias têm o papel de atuar de forma independente e imparcial na defesa dos direitos dos consumidores em sua relação contratual com a seguradora. Prazos Na celebração do contrato de seguro, a Proposta antecede a Apólice. A seguradora tem prazo de 15 (quinze) dias para se manifestar sobre a Proposta, contados da data de seu recebimento, seja para seguros novos ou renovações, bem como para alterações que impliquem modificação do risco. Se não houver qualquer manifestação, o risco considera-se tacitamente aceito. A emissão da Apólice, caracterizando o aceite do seguro pela seguradora, deve ser feita em até 15 (quinze) dias, a partir da data de aceitação da Proposta. Assinaturas Dos documentos que fazem fazer parte de um Contrato de Seguro, recebem assinatura formal apenas a Proposta, a Apólice e os Endossos. A Proposta deve ser assinada pelo futuro segurado (Proponente), por seu representante legal ou por corretor de seguros habilitado pela Susep e enviada à seguradora. Não há necessidade de outras assinaturas, tais como de testemunhas. A Apólice deve ser assinada pela seguradora. A assinatura na Apólice representa o compromisso da seguradora com o pagamento da indenização des- Os documentos da sua apólice lhe dirão o que fazer se você precisar reclamar algum sinistro. A maior parte dos sinistros é resolvida rapidamente e com a satisfação de todos. Mas há casos em que a decisão é mais demorada seja pela característica do sinistro, pela dificuldade em apurar os fatos, pela falta de colaboração do segurado etc. Fale primeiro com seu corretor de seguros que é o profissional especializado em seguros. Sinistro em que há corretor costuma gerar menos problema. Mas se você ficar insatisfeito com a forma como seu sinistro foi conduzido, você deve entrar em contato com sua seguradora para reclamar. As se- Se ainda assim você achar que está sendo tratado de forma injusta, você tem o direito de levar seu caso aos órgãos reguladores do governo a Superintendência de Seguros Privados (Susep) ou, no caso do seguro ou plano de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As informações sobre como levar sua reclamação e a documentação necessária constam dos sítios da Susep e da ANS na Internet. O serviço é gratuito para os consumidores e as seguradoras devem acatar as decisões desses órgãos reguladores. Mas efetuar esse procedimento não impede os consumidores de agir judicialmente. Outra opção, antes da Justiça, é o Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor).

16 Uma Fundamentos visão geral dos seguros do para empresas Uma visão Fundamentos geral dos seguros para do empresas seguro Uma visão geral dos seguros para empresas Que tipos de seguro eu deveria considerar para minha empresa? Se você tem uma empresa, você precisará de seguro. Sem ele, seu meio de vida e seu sustento estarão em risco. Uma perda inesperada poderia causar apuros financeiros e destruir anos de trabalho duro. Além disso, por lei, alguns seguros são obrigatórios. Nas empresas, existem três áreas principais para as quais você deve analisar as exigências de seguro: Seguros que protegem contra prejuízos ou danos causados aos bens ou ao negócio da sua empresa por eventos adversos. Seguros desse grupo podem incluir cobertura para: > Bens prédios e conteúdos > Quebra de máquinas > Obras civis > Roubo > Valores > Mercadorias em trânsito > Descumprimento de contratos > Seguro de crédito > Veículos automotores > Despesas fixas > Lucros cessantes Seguros que cobrem as responsabilidades civis da sua empresa no caso de ela causar, involuntária e acidentalmente, dano ou prejuízo a terceiros ou aos seus bens. Diversos seguros de responsabilidade civil (RC) são obrigatórios por lei como RC dos transportadores em geral, RC do construtor de imóveis em zonas urbanas, RC do transportador aeronáutico e o DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre ou por sua Carga a Pessoas Transportadas ou Não) da frota de veículos da empresa. Mas você deve considerar outras áreas de responsabilidade civil importantes como, por exemplo: > Responsabilidade civil (RC) de produto > RC de estabelecimentos comerciais/industriais > RC de guarda de veículos de terceiros > RC do empregador > RC de obras civis e/ou serviços de montagem e instalação de máquinas e/ou equipamentos > RC de prestação de serviços em locais de terceiros Seguros que protegem você ou seus empregados contra consequências de doenças sérias, lesões ou morte, e contra os efeitos que esses eventos podem ter sobre seus empregados, suas famílias e sobre sua empresa. Seguros desse grupo que você deve considerar são: > Seguro de acidentes pessoais e doenças > Seguro de proteção de renda > Seguro de saúde empresarial > Seguro de vida empresarial > Plano de previdência empresarial Em você encontrará mais informações sobre todos esses seguros. Como comprar os seguros empresariais? Cada uma dessas áreas pode ser protegida por coberturas adequadas ao porte e ramo de atividade da empresa. Existem apólices em pacote ou combinadas, também chamadas multirriscos. Elas reúnem coberturas variadas contra muitos dos riscos descritos acima. De acordo com as exigências de sua empresa, essas apólices podem ser personalizadas. Algumas empresas optam por apólices individuais mais adequadas a seu perfil. A aquisição do seguro deve ser precedida por uma pesquisa de preços para escolher a melhor apólice. Você pode ter uma ideia inicial de preços por telefone ou nos sítios de Internet das seguradoras, que explicam seus diferentes produtos. Outra fonte de informações pode ser a sua associação de classe, que deve ter ligações com corretores e seguradoras especializadas no seu setor de negócios. Você deve comprar seu seguro sempre com o suporte de um corretor de seguros especializado e autorizado legalmente a operar. O mesmo vale para a seguradora escolhida. São informações disponíveis no sítio de Internet da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e/ou da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O que devo fazer ao comprar seguro para minha empresa? Entre as questões prioritárias a serem consideradas, destacam-se: Documentação Ao propor a contratação de cobertura de seguro, pode ser necessário preencher um formulário fornecendo informações que permitem às seguradoras avaliar o seu risco. Deverão ser solicitados nome, endereço e negócio da empresa, sinistros anteriores e detalhes do risco a ser segurado. É importante que todas as perguntas do formulário sejam completamente respondidas e que todos os fatos relevantes sobre a empresa sejam informados à seguradora. A não divulgação completa de todos os fatos relevantes, especificamente solicitados ou não, pode dar à seguradora o direito de considerar a apólice inválida.

17 Uma Fundamentos visão geral dos seguros do para empresas Uma visão Fundamentos geral dos seguros para do empresas seguro Como são estabelecidos os preços dos seguros empresariais? ça que sua empresa transmite aos funcionários que trabalham com a frota. Antes de a cobertura ser concedida, as instalações podem ser vistoriadas por um inspetor de seguros para avaliar o risco com exatidão. Ele chamará a atenção para qualquer característica perigosa e orientará sobre formas de atenuá-la. Algumas melhorias poderão ser exigidas antes de a cobertura ser dada. Quando sua proposta for aceita, você receberá a documentação da apólice, que especifica os detalhes do contrato, incluindo o escopo da cobertura, as exclusões e as condições. Imposto sobre prêmios de seguro A maior parte dos seguros está sujeita a alíquotas variadas de impostos sobre prêmios (IOF Imposto sobre Operações Financeiras). As taxas menores são aplicadas nas operações de seguro de vida e congêneres, de acidentes pessoais e do trabalho e nas referentes a seguros obrigatórios. O prêmio calculado pela seguradora incluirá o imposto, quando necessário. Você não pode realizar compensações do imposto pago com o ICMS sobre bens e serviços que vende. Se você vende carros, aparelhos elétricos, eletrodomésticos ou viagens e também oferta seguro para seus clientes, em certas circunstâncias você poderá ser responsável por gerenciar o IOF. Se tiver dúvidas, você deve se informar com seu corretor, no caso de seguros facultativos, e/ou com seu contador, consultor tributário ou com a autoridade fiscal relevante quando se tratar de seguros obrigatórios. Observe que pequenas e médias empresas provavelmente se enquadrarão em um dos seguintes tipos: > Escritórios > Consultórios > Lojas ou salões > Hotel, bar ou restaurante > Varejistas > Empreiteiros > Fábricas > Trabalhos domiciliares A maior parte das empresas de uma categoria específica precisará de produtos de seguro semelhantes. Por exemplo, se for um empreiteiro, você pode querer acrescentar uma cobertura adicional de incorporador ao seu seguro de responsabilidade civil (RC) obrigatório. E donos de bares e restaurantes devem contratar seguro de RC contra riscos de danos relacionados ao fornecimento de alimentos e bebidas para consumo no local. As seguradoras estabelecem os preços dos produtos que elas lhe oferecem de acordo com a probabilidade de reclamação de um sinistro e o dano máximo provável decorrente desse sinistro. Para avaliar a probabilidade de sinistro, as seguradoras analisam os riscos que sua empresa enfrenta, de que forma você os gerencia e quais serão as consequências se um revés ocorrer. Explicamos mais adiante sobre o bom gerenciamento de riscos na empresa. O preço do seu seguro de responsabilidade civil do empregador, por exemplo, é calculado de acordo com a probabilidade de um empregado sofrer uma lesão ou ficar doente por negligência sua. As seguradoras não enviam um inspetor a todas as pequenas empresas, porque isso seria muito dispendioso e, consequentemente, aumentaria o valor dos prêmios. Para avaliar esse risco, as seguradoras analisam o montante de sua folha de pagamentos, os riscos usuais de saúde e segurança com que seu tipo de negócio se defronta e que sistemas você tem implantados para gerenciar esses riscos. As associações de classe costumam ajudar seus membros no conhecimento do que deve ser feito para demonstrar às seguradoras que os riscos de suas empresas estão sendo corretamente gerenciados. De forma semelhante, os prêmios do seguro de automóveis se baseiam na probabilidade de um sinistro ser reclamado por causa de uma colisão na rua, por outros danos e se baseiam também na extensão provável do sinistro, desde a perda total do veículo até os danos de pequena monta absorvidos pela franquia contratada. As seguradoras levam em conta o tamanho e o tipo dos veículos da sua companhia, por onde os veículos circulam e para que fins são usados. Elas também se baseiam no histórico de sinistros de automóveis da sua empresa e na política de seguran- Para calcular o prêmio do seguro dos bens imóveis e do seu conteúdo, as seguradoras analisam os riscos apresentados por eventos como incêndio, alagamento e roubo. Também são avaliados os sistemas que você tem implantados para controlar esses riscos e quanto custaria reparar qualquer dano. As seguradoras examinam a localização dos riscos, relativamente às coberturas contratadas, o que lhes permite estabelecer um prêmio que reflita os sinistros já reclamados por empresas dessa região. Nem todas as seguradoras levam em conta a localização dos riscos da mesma maneira, e a concorrência entre as seguradoras pode fazer os prêmios serem muito diferentes para a mesma cobertura em uma mesma área. As seguradoras também verificam o tipo das instalações em que seu negócio opera. Por exemplo, prédios ocupados por diversas firmas ou diversos tipos de ocupação são mais perigosos que os ocupados com uma única empresa ou ocupação e, dessa forma, mais caros de segurar do que aqueles com um único ocupante. Além disso, instalações especificamente construídas para uma finalidade são, frequentemente, mais bem protegidas contra riscos que propriedades antigas que tenham sido adaptadas. Para o seguro de lucros cessantes, as seguradoras lhe pedem que estime o prazo máximo que seria necessário para fazer sua empresa voltar a trabalhar normalmente após o dano mais sério que a apólice cobre. Sua seguradora lhe pedirá que estime seu lucro bruto anual antes que você tenha cobertura. Ao fazer isso, você deve sempre incluir uma margem para a evolução do seu negócio e estimar o lucro que você terá ao final do período de seguro, em vez do lucro do início do período. Se, após o evento, um auditor encontrar um valor real que seja menor que sua esti-

18 Fundamentos Uma visão geral dos do seguros para empresas Uma visão Fundamentos geral dos seguros para do empresas seguro mativa, a companhia de seguros normalmente devolverá uma parte do prêmio que você pagou. Além do lucro, você deverá avaliar as despesas fixas que vão perdurar mesmo com a ocorrência do sinistro e fazer o seguro tanto da perda de lucro por queda de negócios quanto o seguro para manutenção das despesas fixas. Para o prêmio do seguro saúde de seus funcionários, as seguradoras analisam a localização da empresa, a natureza do seu negócio, a dimensão da sua folha de pagamento e informações sobre seus empregados, como idade e sexo. Antes de a vigência da sua apólice atual expirar, sua seguradora deve lhe informar quais serão os novos prêmios e outras condições, se você quiser renovar sua apólice. Notifique sua seguradora Informe à sua seguradora quaisquer incidentes no local de trabalho, mesmo se você pensar que isso não vai gerar algum sinistro a reclamar. A quem reclamar se você tiver problemas com sua seguradora ou com seu intermediário? Quanto de cobertura eu preciso? Seu corretor ou sua seguradora vão ajudá-lo a determinar qual a amplitude de cobertura que sua empresa precisa em cada risco segurado. Para essa tarefa, você precisará avaliar o impacto que o evento contra o qual está se segurando teria no seu negócio. Você pode querer excluir certos riscos da cobertura, se pensar que eles não representam uma ameaça para sua empresa. Lembre-se, quando você está segurando seus bens imóveis e seu conteúdo e a forma de contratação é a risco total, se você segurar um item por um valor insuficiente, em caso de sinistro, a seguradora reduzirá o valor que ela pagará de indenização no mesmo percentual da parte faltante. Por exemplo, na modalidade risco total, se você segurou um item por 95% do seu valor, você só receberá como indenização 95% do valor em caso de sinistro. Ao contrário, se o seguro foi contratado na modalidade a primeiro risco absoluto, a indenização garante até o valor segurado para o item. Em muitas apólices, você se compromete a pagar uma parte de cada sinistro. Isso se chama franquia. Pense sobre quanto de franquia você está disposto a pagar, pois você pode, algumas vezes, reduzir o prêmio do seguro ao escolher uma franquia maior. Isso ocorre principalmente no seguro de automóvel que, além de oferecer vários valores para a franquia, tem a opção de cobertura apenas da perda total. Como devo pagar meu seguro? Você pode pagar uma quantia única no início do ano, ou você pode distribuir os custos pagando uma quantia menor a cada mês, embora deva sempre checar a taxa de juros cobrada. Também pode ser possível economizar algum dinheiro comprando-se cobertura para prazos superiores a um ano. Ainda no caso do seguro de automóvel, a maioria das seguradoras aceita parcelamento em até quatro vezes, sem juros. Renovando sua apólice Se você estiver renovando sua apólice e precisar cobrir uma gama maior de riscos ou quaisquer riscos incomuns, é melhor começar a conversar com seu corretor ou com sua seguradora, no mínimo, três meses antes da data de renovação. Primeiramente, faça seu corretor ou sua seguradora saber que você está insatisfeito, pois muitas reclamações são resolvidas dessa forma. Diversas seguradoras têm serviços de atendimento ao consumidor (SAC) e Ouvidorias com capacidade para resolver a maior parte das questões. Se você continuar insatisfeito com o resultado final do procedimento formal de reclamações da sua seguradora ou do seu corretor, você deve levar a reclamação aos órgãos de defesa do consumidor ou aos órgãos reguladores do mercado de seguros (a Superintendência de Seguros Privados - Susep e, no caso de seguros e planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS). O serviço oferecido pelas agências reguladoras é confidencial e gratuito para os consumidores (segurados). Informações sobre como levar sua reclamação aos órgãos reguladores e a documentação necessária constam dos sítios da Susep e da ANS na Internet. O que posso fazer para minimizar os riscos de seguro do meu negócio? As seguradoras podem ajudá-lo a identificar os riscos com que você se defronta ao tocar seu negócio, e fornecerão proteção financeira contra reveses ines-

19 Fundamentos Uma visão geral dos do seguros para empresas Fundamentos O seguro do seguro cobre? perados. Gerenciar bem seus riscos pode facilitar a obtenção de seguro, mas também é bom senso de negócios isso pode reduzir custos que o seguro não cobre, como suas franquias de seguro, o custo de recompor a equipe e de pagar licenças médicas, publicidade negativa, inconveniências e multas. Três áreas são particularmente importantes: > Proteção contra fogo > Proteção contra roubo, vandalismo e incêndios criminosos > Proteção contra fenômenos climáticos adversos Questões de seguro relativas a prédios com ocupação múltipla Prédios ocupados por diversas firmas são mais perigosos e, dessa forma, mais caros de segurar do que aqueles com um único ocupante. Idealmente, locais de trabalho com mais de um ocupante devem ser construídos especificamente para esse fim, já que pode ser extremamente dispendioso converter um antigo prédio com diversas lojas em um risco de seguro mais aceitável. Construção e acesso Paredes corta-fogo e/ou portas corta-fogo podem ser levantadas ou instaladas para dividir um prédio em espaços isolados para o fogo. O inspetor da sua companhia de seguros será capaz de orientá-lo sobre as propriedades de resistência ao fogo das paredes existentes e sobre os requisitos para atender aos padrões corta-fogo. Ele também tem capacidade de instruir sobre os requisitos corta-fogo para pisos resistentes ao fogo. O controle de acesso deve assegurar que só visitantes de boa-fé possam ser admitidos nas instalações. Eles devem ser acompanhados o tempo todo pela pessoa que estão visitando. Controle de utilização do imóvel A administração do imóvel deve garantir as seguintes condições de segurança: Possuir um método seguro e adequado para refrigerar (aquecer) o prédio inteiro. Se isso não for possível, cada contrato de locação deve estipular os tipos aceitáveis de refrigeração (aquecimento); Não permitir o acúmulo de lixo nas unidades dos locatários e todo lixo deve ser removido ao final de cada dia útil. Deve haver receptáculos adequados para a coleta de lixo e deve providenciar uma forma confiável de dispor do lixo combustível de cada dia longe das instalações; Quando processos ou materiais perigosos forem usados pelos locatários, estes devem ser obrigados a tomar as precauções adequadas; e Deve haver supervisão constante das instalações, o que ajudará a assegurar que os padrões sejam mantidos. O seguro cobre? Fraudes em seguros A CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) divulga anualmente importante pesquisa sobre fraudes no mercado de seguros do Brasil. Em 2012, tal pesquisa mostrou, em síntese, que os sinistros com suspeita de fraude representaram 7,8% do valor total de sinistros no universo pesquisado, percentual superior em 0,6% ao observado em Já as fraudes detectadas e as comprovadas foram, respectivamente, de 1,6% e 1,2% do valor dos sinistros em 2012, sendo 0,3% e 0,1% abaixo dos percentuais correspondentes em Antes, em pesquisa qualitativa de 2010, a entidade apurara significativa queda no índice geral de propensão à fraude contra seguros no Brasil que caiu de 41% em 2004 para 24% em De acordo com o levantamento, o percentual dos que não fraudariam o seguro de forma alguma subiu de 55% para 73% e o percentual dos que consideravam fácil fraudar o seguro caiu de 37% para 25% no período pesquisado. Ótimas notícias! A fraude aumenta a taxa de sinistralidade das seguradoras levando a duas consequências: o acréscimo de prêmios como forma de reequilibrar os novos contratos de seguros e/ou o aumento de custos, pela necessidade de reforço dos mecanismos de regulação de sinistros. O preço do seguro subindo, a quantidade de seguros demandada pelos consumidores é reduzida comparativamente à situação anterior (sem fraude ou com fraude menor) e o lucro agregado das seguradoras, idem. A fraude, em suma, prejudica o desenvolvimento do mercado. A tendência à fraude sofre o efeito de fatores de curto, médio e longo prazos. Dentre estes últimos,

20 Fundamentos O seguro do cobre? seguro Fundamentos O seguro do seguro cobre? são importantes os condicionantes históricos e culturais do país em questão, a qualidade do seu sistema jurídico - a confiança dos cidadãos no sistema legal como instrumento eficiente e justo para mediar conflitos e respeitar contratos - e a estrutura demográfica do país. Dentre os fatores de médio prazo, estão os sistemas de controle dos órgãos reguladores e das seguradoras bem como o nível educacional da nação. Finalmente, dentre os fatores de curto prazo, estão os econômicos e financeiros que, como se sabe, podem sofrer oscilações agudas no espaço até de um ano. Daí que, segundo Lloyd s de Londres, em 2009, especialistas em gerenciamento de riscos esperavam um forte aumento nas fraudes em contratos de seguros na medida em que a economia inglesa continuava a se deteriorar depois da crise imobiliária nos Estados Unidos. Algumas dessas influências sobre a propensão a fraudar aparecem claramente nas pesquisas sobre o fraudador típico. A Associação dos Seguradores Ingleses (ABI) listou o conjunto de características pessoais mais provavelmente associadas à fraude na cidade de Londres como sendo: Sexo masculino; Entre 18 e 34 anos; Empregado, mas com emprego instável; Com uma renda familiar bruta de mais de 30 mil libras (1/3 acima da média inglesa); Com poupança de menos de 5 mil libras e dívidas de mais de 5 mil libras (portanto, 100% acima da renda média mensal) e Vivendo na região nordeste de Londres. Enfim, jovem, de classe média e com situação financeira apertada. Interessantemente, tais características são similares às aferidas pela pesquisa encomendada pela CNseg ao Ibope que constatou o seguinte: as pessoas mais propensas a cometer fraudes em seguros no Brasil são homens, de 18 a 24 anos, com ensino médio e renda de dois e 10 salários mínimos. Temos, atualmente, fatores positivos econômicos e sociais de sobra para justificar a queda na propensão a fraudar do brasileiro aferida pela CNseg. No campo econômico, desde 2004, a taxa de crescimento do PIB real mudou de patamar de modo que na média de foi de 3,9% contra 1,9% do período A taxa de desemprego caiu de 12% da PEA em 2002 para 5,5% em 2012, segundo o IBGE. A distribuição da renda tem notoriamente melhorado desde o fim da hiperinflação em No campo social, embora operando em longo prazo, a evolução demográfica do país é favorável à redução dos percentuais de fraude. Espera-se que a idade mediana do Brasil aumente para 35 anos em 2030 ante os atuais 28 anos. Há, entretanto, fatores de alerta: a) a taxa de crescimento da economia brasileira caiu consideravelmente para estimados 2% no triênio e, tudo indica, não acelerará em 2014; b) o endividamento das famílias é crescente: desde 2000, o saldo dos empréstimos bancários estendidos as pessoas físicas aumentou 7 vezes já descontada a inflação, atingindo atualmente cerca de R$ 700 bilhões. Pesquisa recente do IPEA, referente a agosto de 2012, aferiu que, das famílias brasileiras com contas em atraso (33% do total), apenas 18% afirmaram ter condições de quitá-las totalmente, 47% poderão quitá-las parcialmente e 33% não terão condições de pagá-las. Como visto acima, o alto endividamento é um fator relevante na explicação econômica da fraude. Em suma, a significativa redução da propensão a fraude em seguros, apurada pela CNseg, encontra- -se dentro do esperado dados os condicionantes econômicos e sociais mencionados acima. Porém, um dado chama a atenção: o baixo percentual de fraudes detectadas e comprovadas no Brasil relativamente aos sinistros retidos. De fato, pesquisa da ABI apurou no período percentuais médios de 3% e 3,1% para essas variáveis na Inglaterra, respectivamente, portanto, 75% e 120% acima dos percentuais do Brasil em idêntico período. É possível que, nessa modalidade de crime, a Inglaterra supere o Brasil, mas haveria que investigar as hipóteses alternativas, a saber, de que a detecção de fraudes por parte das seguradoras nacionais seja menos eficiente que as inglesas. Ou que o sistema legal nativo é de tal modo incompreensivo que somente são formalmente detectadas as fraudes mais grosseiras e cuja negativa de indenização seja mais difícil de reverter na Justiça. Tumultos de rua o que o segurado pode esperar? Segundo a Association of British Insurers ABI (a CNseg inglesa), as perdas materiais derivadas dos tumultos de rua em Londres e outras cidades inglesas em 2011 superaram os 100 milhões de libras. A situação foi tão grave que a ABI se sentiu na obrigação de publicar no seu website uma nota de esclarecimento e orientação aos segurados pessoas físicas e jurídicas (vide A ABI informou que, no âmbito das apólices compreensivas (multirriscos) residenciais e empresariais, os imóveis dos segurados estavam cobertos contra danos causados por desordens de rua. Idem para o caso dos automóveis cobertos por apólices multirriscos, embora chamem a atenção para a não cobertura no caso dos que detém apenas apólices contra danos a terceiros. No Brasil, como se sabe, 2013 foi marcado por manifestações violentas de protestos nas ruas. Cabe, portanto, indagar como o mercado nacional de seguros poderia ajudar nesses casos. Nos seguros multirriscos patrimoniais (residencial, condominial e empresarial), existe amplo espectro de coberturas, entre elas, a que indeniza o segurado por danos ao imóvel, estruturas e conteúdo decorrentes de tumultos, greves e lockout. Essa apólice cobre ainda saques, custos com remoção de salvados e providências tomadas contra a propagação desses riscos. Entretanto, tal cobertura é opcional. A cobertura obrigatória (chamada básica) nos seguros patrimoniais, sem a qual as demais não podem ser contratadas, abrange apenas os prejuízos originados por incêndio, queda de raio e explosões causadas por gás empregado na iluminação ou no uso doméstico. Isto posto, o segurado pessoa física ou jurídica que contrate apenas a cobertura básica para o seu imóvel não terá direito á indenização em casos de tumulto.

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