Eixo I Projectos de Forte Conteúdo de Inovação Eixo II Negócio Emergentes de Pequena Escala Eixo III Iniciativas Empresarias de Interesse Regional

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1 Programa FINICIA retirado de Caracterização dos eixos de intervenção Eixo I Projectos de Forte Conteúdo de Inovação Eixo II Negócio Emergentes de Pequena Escala Eixo III Iniciativas Empresarias de Interesse Regional EIXO I Projectos de Forte Conteúdo de Inovação 1) Descrição Este mecanismo de cobertura financeira pretende apoiar, de forma substancial, projectos empresariais com elevada componente de Inovação, aos quais seja atribuído o Estatuto IAPMEI INOVAÇÃO. Este Estatuto de inovação é alargado a outras iniciativas de promoção da inovação, que não apenas a de base tecnológica, e decorre de classificação atribuída pelo IAPMEI com base em processo de avaliação própria, podendo vir a ser reconhecidos estatutos conferidos por terceiras entidades (v. AdI/Estatuto NEST) 2) Configuração Trata-se de um instrumento combinado de capital e dívida, para financiamento de investimentos até 2,5 milhões de euros, com as seguintes características: 2.1) Capital Próprio a) Os promotores, directamente ou através de investidores (incubadoras, universidades, Business Angels) com eles relacionados, devem mobilizar 15% do investimento, sob a forma de capital próprio. b) As EECR que venham a assegurar os restantes 85% do capital próprio necessário ao financiamento do investimento, podem partilhar o risco da sua intervenção com o FSCR em duas parcelas: b.1) uma primeira, em paridade com a componente aportada pelos promotores e até 15% do investimento com o limite absoluto de euros. Nesta parcela o FSCR assegura uma garantia integral à EECR, em caso de perda, do complemento para o valor nominal. Em caso de ganhos, estes serão integralmente transferidos 1 para os promotores, tendo em vista suportar o desenvolvimento do investimento; b.2) uma segunda, até 70% da restante participação da EECR e com o limite absoluto de 1 milhão de euros, será passível de refinanciamento, em regime de partilha de resultados. Esta intervenção poderá ser majorada para situações excepcionais a

2 ponderar em função dos segmentos alvo ou da qualidade de desempenho dos intermediários. 2.2) Capital Alheio O FCGM prestará contragarantias de 95% a garantias emitidas por SGM, no montante máximo de euros, para a cobertura em 75% de financiamentos bancários com maturidade superior a 3 anos e com o limite máximo de 30% do investimento. Apresenta-se de seguida um exemplo de financiamento por capitais próprios para um investimento de 1 milhão de euros: 3) Acesso Para promover a Inovação, os benefícios do PROGRAMA FINICIA traduzem-se na assumpção, pelo Estado, de um nível de risco superior ao das entidades financiadoras (EECR e IC) que continuam a ter um papel decisivo na avaliação do risco financeiro e de mercado. Por seu lado, as entidades privadas ou públicas ligadas à dinamização da Inovação e do Empreendedorismo Inovador, podem posicionar-se como agentes activos na facilitação do acesso ao financiamento de projectos de forte intensidade de inovação. Assim, as condições gerais de acesso dos projectos aos benefícios do Eixo I são, cumulativamente, as seguintes: Os promotores do projecto deverão obter sempre o envolvimento de uma EECR, protocolada com o FSCR e de uma IC no caso do projecto também contemplar financiamento com capital alheio. 3.2) A EECR (e a SGM no caso do financiamento contemplar crédito) deverá obter sempre uma declaração que certifique o carácter inovador do projecto, emitida por: IAPMEI [Estatuto IAPMEI INOVAÇÃO] - Para projectos Inovadores no âmbito da Bolsa de Ideias e Meios (BIM) do IAPMEI, do Programa Dínamo e de outros, nomeadamente dos que vierem a ser considerados no âmbito do Plano Tecnológico; AdI Para projectos aos quais seja atribuído o estatuto NEST.

3 3.3) Os projectos que, para além de capital próprio, integrem capital alheio no seu financiamento, deverão assegurar que os financiamentos têm maturidade superior a 3 anos e não ultrapassam 30% do investimento. Estas condições gerais não excluem outras condições específicas que poderão ser impostas pelas entidades financiadoras envolvidas. EIXO II Negócios Emergentes de Pequena Escala 1) Descrição Este mecanismo visa assegurar o financiamento de pequenos projectos de investimento, através de estruturas adequadas de financiamento por capital próprio e por capital alheio. A vertente de intervenção por capital próprio, vem colmatar a falha de mercado de financiamento na fase Early Stage e visa desenvolver um Sistema de Capital de Risco Não Institucional, com envolvimento activo de vários parceiros, para fazer face aos elevados custos de transacção das operações de capital de risco (análise + investimento + acompanhamento), que em situação de mercado inviabilizam o arranque de pequenos investimentos. Na vertente de capital alheio é criado o Micro Crédito empresarial que tem por referência o standard internacional de 25 mil euros. 2) Configuração 2.1) Financiamento por capital próprio: Trata-se de um instrumento orientado para o financiamento de investimentos associados ao arranque de empresas, pretendendo-se facilitar a concretização de ideias seleccionadas no âmbito de iniciativas de fomento do espírito empreendedor, em particular as oriundas do meio académico. A reduzida dimensão de cada investimento e o perfil de risco acrescido pela inovação e fase de lançamento do negócio traduzem-se numa actuação ineficiente da oferta de fundos no mercado financeiro, tornando a componente de financiamento pública decisiva. Por outro lado, em face da ausência de informação e preparação, a procura de apoio financeiro pelos promotores é também ela ineficiente, sendo determinante potenciar a rede não institucional e de facilitadores do empreendedorismo. O financiamento integralmente suportado em Capital Próprio está optimizado para investimentos até 50 mil euros, em que os promotores, directamente ou através de investidores (incubadoras, universidades, Business Angels) com eles relacionados apenas devem mobilizar, um mínimo, 10% do mesmo.

4 Os restantes 90% serão assegurados por um Fundo de Capital de Risco (FCR), especificamente criado para o efeito e, transitória e subsidiariamente, pela PME Capital. A intervenção pública será efectuada indirectamente através do FSCR, que co-financia o veículo de investimento anteriormente referido, subscrevendo até 70% das suas unidades de participação. Os promotores terão contratualmente direito a uma quota-parte dos lucros da sociedade, majorada face à proporção que resultaria da aplicação da sua participação no capital social, tendo em vista potenciar o desenvolvimento do investimento; De seguida apresenta-se um exemplo de financiamento para um investimento de 50 mil euros: Caso o investimento seja superior a 50 mil euros, os promotores, directamente ou através de investidores (incubadoras, universidades, Business Angels) com eles relacionados, devem mobilizar o restante financiamento, não sendo enquadrados projectos de investimento global superior a 100 mil euros. 2.2) Financiamento por capital alheio: Trata-se da criação de um instrumento de crédito de m/l prazo (> 3 anos) para financiar investimentos de micro empresas - até 9 trabalhadores, que assenta num financiamento bancário suportado por garantia mútua e contragarantido por fundos públicos. O financiamento bancário, designado por Micro Crédito, está limitado a euros. Concedido pela Instituição de Crédito é, no máximo, garantido a 75% por uma SGM, que por sua vez é contragarantida, no máximo, a 80% pelo FCGM. De seguida apresenta-se o exemplo de financiamento por Micro Crédito, para o limite de 25 mil euros, com a intervenção de uma Sociedade de Garantia Mútua.

5 3) Acesso 3.1) Financiamento por capital próprio As ideias de negócio ou os pequenos projectos em fase de gestação, que se submeterem ao escrutínio de um júri no âmbito da Bolsa de Ideias e Meios (BIM) do IAPMEI acederão, caso sejam seleccionados, a capital para financiar os seus investimentos, após apresentação de um plano de negócios que aponte para necessidades de arranque não superiores a 50 mil euros. Caso os investimentos sejam superiores, o promotor, por si ou através de outros investidores, terá que assegurar a sua cobertura financeira integral por capitais próprios. Se o arranque for bem sucedido, para além do eventual acesso ao Micro Crédito, a empresa poderá ser certificada pelo IAPMEI para que o esforço de investimento subsequente, caso apresente forte conteúdo inovador, possa ser suportado pelos mecanismos de financiamento previstos no Eixo I. O IAPMEI promoverá a distinção de até 100 ideias em cada ano, em concursos com periodicidade trimestral, por um júri constituído por entidades que, para além do IAPMEI, podem envolver o ITP, a AdI, a COTEC, a ANJE, uma entidade do SCTN, um empresário (s) relevante (s) para a maioria das ideias em concurso ou um independente de mérito reconhecido. Em paralelo com a BIM do IAPMEI, para efeitos do disposto neste mecanismo de apoio, serão enquadradas todas as iniciativas de dinamização do Empreendedorismo, através de protocolo a celebrar entre as Entidades Aderentes, a PME Capital (ou outra EECR) e o IAPMEI. Neste grupo de entidades aderentes podem identificar-se, entre outras, as do sistema científico e tecnológico, universidades e incubadoras, que funcionarão de forma a desenvolver uma Rede de Facilitadores. Pretende-se obviar os elevados custos de avaliação, transacção e acompanhamento de projectos financiados por capital de risco. Para o efeito, estas Entidades Dinamizadoras, além de funcionarem como portas de entrada de ideias de negócio, assumem intervenção no apoio à elaboração do plano de negócios, participam no processo de decisão do financiamento e no acompanhamento dos projectos. Adicionalmente, o IAPMEI e a PME Capital disponibilizarão todos os documentos contratuais necessários, com um formato standard, que suportam o processo de financiamento, nomeadamente, (i) Manual de Procedimentos (ii) Estrutura do Plano de Negócios, (iii) Estatutos da sociedade a criar, (iv) acordo parassocial e (v) acordo de confidencialidade. A formatação desta parceria, numa perspectiva de franchising, pretende viabilizar a intervenção de capital de risco em projectos de muito reduzida dimensão e permitir às Entidades Dinamizadoras, em especial as Universidades e Incubadoras, intervir no processo de financiamento das ideias de negócio que emergem da sua actividade, constituindo também um mecanismo de fomento da actividade de Business Angels. Assim, as condições gerais de acesso dos projectos aos benefícios do Eixo II são, cumulativamente, as seguintes: 3.1.1) 1ª Fase: Start Up/Arranque:

6 a) As ideias de negócio ou projectos deverão ser apresentados à BIM do IAPMEI ou a Entidades Dinamizadoras que estejam protocoladas com a PME Capital (ou outra EECR); b) Apresentação de um Plano de Negócios que aponte para a viabilidade económicofinanceira das ideias de negócio ou pequenos projectos. As ideias seleccionadas que se candidatarem à BIM do IAPMEI e que não tenham ainda um Plano de Negócios estruturado poderão vir a beneficiar de uma comparticipação até euros para suportar os custos da sua elaboração. c) O Plano de Negócios deve ser avaliado favoravelmente pela Entidade Dinamizadora que participará no processo de decisão sobre a concessão do financiamento. d) Utilização exclusiva de capital próprio para financiamento do arranque do projecto. e) O promotor, em articulação com a Entidade Dinamizadora, deverá indicar a entidade responsável pelo acompanhamento que o deverá apoiar na componente de gestão do negócio. Refira-se que anualmente serão divulgados os elementos relevantes da concretização empresarial das ideias apoiadas (vendas, resultados, emprego, exportação, etc.) e proceder-se-á à apreciação do desempenho das Entidades Dinamizadoras ) 2ª Fase: Start Up/Crescimento: Desde que o Plano de Negócios tenha sido genericamente cumprido, na fase de arranque, e haja perspectivas de crescimento, o IAPMEI poderá, em caso de forte conteúdo inovador, certificar a empresa para que o esforço de investimento possa ser suportado pelos mecanismos de financiamento previstos no Eixo I. 3.2) Financiamento por capital alheio As Micro Empresas poderão aceder ao Micro Crédito dirigindo-se directamente a uma Instituição de Crédito ou a uma Sociedade de Garantia Mútua para apresentarem o seu pedido de financiamento. Caberá à Instituição de Crédito e à Sociedade de Garantia Mútua efectuar a avaliação do risco e só em caso de concessão do Micro Crédito é que será automaticamente accionado o mecanismo de contragarantia. Para a emissão da garantia, as Micro Empresas deverão aderir ao sistema mutualista tornando-se accionistas de uma Sociedade de Garantia Mútua. EIXO III Iniciativas Empresariais de Interesse Regional 1) Descrição

7 Esta intervenção visa proporcionar mecanismos de financiamento que respondam às necessidades de investimento de um segmento de empresas de dimensão reduzida e com actividade essencialmente de âmbito local. A intervenção do IAPMEI, nomeadamente através da mobilização do FCGM, vem assim complementar iniciativas dos agentes públicos de desenvolvimento local e regional, entre os quais as Câmaras Municipais, as Agências de Desenvolvimento Local e as CCDR. 2) Configuração Este instrumento de financiamento de investimentos assenta na mobilização de capitais alheios exigíveis a médio e longo prazo, com o suporte da Garantia Mútua, podendo a Entidade Regional adequar a sua intervenção aos objectivos de desenvolvimento local que pretende atingir. A tipologia do financiamento, com um valor de referência de ,00 euros, será: a) Câmara Municipal ou outra entidade de relevante intervenção regional 20% do investimento com taxa de juro zero 2; b) IC 80 % do investimento com taxa de juro protocolada. c) Prestação de garantia por SGM de 75% da parcela do financiamento originada na IC. d) Prestação de contragarantias de 80% pelo FCGM às garantias emitidas pelas SGM, podendo este referencial ser reajustado em função do nível de desenvolvimento local/regional. A estrutura da operação a título exemplificativo, encontra-se traduzida no quadro seguinte: Refira-se que estão já em actividade, no Alentejo e Lezíria do Tejo, veículos de apoio às micro empresas assentes numa lógica de parceria público-privada, em que uma entidade local (Câmara Municipal) disponibiliza capital sem remuneração e uma IC disponibiliza igual montante de capital com juros protocolados. A intervenção do PROGRAMA FINICIA permitirá reforçar a liquidez destes veículos, designadamente a sua componente privada, mantendo contudo o nível de risco

8 assumido pela IC, o que se atinge pela agregação das SGM e do FCGM ao financiamento. 3) Acesso Os agentes públicos de desenvolvimento local e regional (Câmaras Municipais, CCDR, Associações de Desenvolvimento Regional) com base na detecção de dificuldades de acesso ao financiamento de iniciativas empresariais de reduzida dimensão mas com relevância regional ou local, poderão, em parceria com uma IC e com a Rede de Gabinetes de Empresa do IAPMEI, configurar um mecanismo de financiamento de risco partilhado. Assim, as condições gerais de acesso dos projectos aos benefícios do Eixo III são, cumulativamente, as seguintes: 3.1) Apresentação ao IAPMEI de um protocolo entre, pelo menos, um agente público de desenvolvimento regional e uma IC. Este protocolo deve referir: O envolvimento financeiro do agente público e da IC; a) O spread a praticar nos financiamentos a disponibilizar pela IC; 3.2) A criação de um fórum de decisão local, para a concessão do financiamento, em que entre outros: a) Se inclua o Gabinete de Empresa local do IAPMEI; b) Se inclua uma Sociedade de Garantia Mútua; c) A decisão de financiamento seja tomada por unanimidade. 3.3) O acompanhamento da gestão do financiamento será assegurado pela IC, sendo complementada pelo Gabinete de Empresa local na vertente de impacto económico do investimento e ainda por entidade acreditada na BIM, podendo o seu custo ser parcialmente suportado pelo PROGRAMA FINICIA em regiões com baixos níveis de desenvolvimento económico (por exemplo as zonas PRASD). Estas condições gerais não excluem outras condições específicas que poderão ser impostas pelas entidades financiadoras envolvidas. 1 Após reduzida a comissão de garantia paga pela EECR ao FSCR 2 A intervenção da Entidade Regional poderá eventualmente ser traduzida em financiamento não reembolsável.

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