Dificuldades encontradas pelos Pais/cuidadores de adolescentes com diagnostico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

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1 Brasília Pró-Reitoria 2011 de Graduação Curso de Psicologia Trabalho de Conclusão de Curso Dificuldades encontradas pelos Pais/cuidadores de adolescentes com diagnostico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade Autora: Rita de Cássia Carvalho Ribeiro Orientadora: Marília Marques da Silva

2 3 Artigo de autoria de Rita de Cássia Carvalho Ribeiro, intitulado Dificuldades encontradas pelos Pais/cuidadores de adolescentes com diagnostico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Psicólogo no Curso de Psicologia da Universidade Católica de Brasília, em 17 de novembro de 2011, defendido e aprovado pela banca examinadora abaixo assinada: Profª. Dra. Marília Marques da Silva. Orientadora Psicologia-UCB Brasília 2011

3 4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus em primeiro lugar por ter me concedido força e sabedoria para realizar essa pesquisa, por ter sido fiel e misericordioso comigo e ter me abençoado durante essa etapa da minha vida, permitindo que todo o apoio de pessoas que participaram direta ou indiretamente desta pesquisa, desde a Gerente da Unidade Mista, colegas e usuários do sistema público de saúde pela colaboração. A minha mãe (in memória) por ter se esforçado para que eu conseguisse alcançar mais essa graduação, meus filhos e esposo por compreenderem o meu muito afastamento do convívio para que viesse a construir essa pesquisa. Recordo-me da preocupação de minha filha em participar de meus momentos de cansaço e nas noites de insônia e a felicidade dela ao visualizar meu trabalho concretizado. A todos os meus familiares, as minhas queridas tias Rica, Beatriz, e Itamar e minha irmã de coração Luciene. Obrigada pelo seu amor e carinho. Durante esses onze semestres foram muitas as pessoas que de alguma forma contribuíram e incentivaram para que eu estivesse hoje aqui; desde aquelas que estiveram presentes no inicio do curso e em seu decorrer que para minha surpresa meu filho esteve presente em algumas matérias me apoiando e as descobertas que nos fizemos juntos. Com carinho, a Nainaua, Aristóteles, Mariângela, Matilde, Paula Andrezza e muitos outros que estiveram presentes nos momentos de desespero, por aquelas tardes e noites cheias de emoções, satisfações e companheirismo. Aos mestres todo meu carinho e admiração, em especial aos professores; Lilian, Silvia Lordello, Edna, Celso, Giselda, Bob, a minha orientadora Marília Marques pela paciência e confiança no meu trabalho, vocês de cada um a sua maneira, fizeram a diferença na minha vida acadêmica, profissional e pessoal. Obrigada.

4 5 Aos amigos que sempre torceram por mim, A todos os meus colegas de caminhada que em sua grande maioria já se formaram e que fizeram com que essa etapa da minha vida se tornasse prazerosa, mesmo diante de tantas dificuldades, especialmente, o Jandir, Márcia Honorino, Stephania, Adriano, Luciene Alves e Débora Mendes, obrigada por partilhar tantos momentos. Rita de Cássia Carvalho Ribeiro.

5 6 Dedico este trabalho a minha mãe, filhos e esposo que se empenharam para que eu chegasse até aqui, em especial a minha Orientadora Profa. Dra. Marília que esteve ao meu lado com sua paciência, carinho, atenção e compreensão e a Deus que tornou essa conquista possível.

6 7 RESUMO Comum na infância, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio de comportamento caracterizado por sintomas de déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade que abrange todo o ciclo de vida do individuo. Apesar das informações e intervenções disponíveis realizadas sobre este transtorno, os pais/cuidadores acompanhados em um Ambulatório de Adolescentes no serviço de saúde do Distrito Federal, encontram dificuldades quanto aos manejos dos comportamentos de seus filhos e na aplicabilidade das mudanças comportamentais necessárias. Este estudo teve como objetivo investigar as dificuldades dos pais/cuidadores na execução das orientações sugeridas pelos profissionais do programa de Atendimento às adolescentes da Secretaria do Estado de Saúde. Foram consideradas as formas como estes entendiam o comportamento dos seus filhos, como compreendiam o transtorno e vivenciavam as orientações recebidas pelos profissionais de saúde. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com quatro pais/cuidadores de adolescentes diagnosticados com TDAH. Os dados foram analisados com o método de análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que os pais cuidadores apresentam dificuldades para compreender e entender o diagnóstico e o comportamento dos filhos. Relatam também dificuldades em efetuar mudanças na dinâmica familiar e individual para atender as demandas dos adolescentes com este transtorno. Palavras chaves: programa com pais de adolescentes, TDAH, diagnóstico.

7 8 ABSTRACT Common in childhood, Disorder and Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) is a behavioral disorder characterized by symptoms of attention deficit, hyperactivity and impulsivity that covers the entire life cycle of the individual. Although the information and interventions made available on this disorder, parents / carers together in a Teen Clinic in the health service of the Federal District, have difficulties with regard to behavior management for children and the applicability of the behavioral changes needed. This study aimed to investigate the problems of parents / caregivers in the implementation of the guidelines suggested by the professionals of the adolescent program at the Service of the State Secretariat of Health were considered the ways they understand the behavior of their children, how to understand the disorder and experiencing the instructions given by health professionals. We conducted semi-structured interviews with four parents / caregivers of adolescents diagnosed with ADHD. Data were analyzed with the method of content analysis of Bardin. The results indicate that parents caregivers had difficulties to grasp and understand the diagnosis and behavior of children. They also report difficulties in making changes in family dynamics and individual to meet the demands of adolescents with this disorder. Keywords: program with parents of adolescents, ADHD diagnosis.

8 9 SUMÁRIO 1. Introdução Caracterização e Tentativas de explicação do TDAH Etiologia Forma e Resultados de Intervenções (Tratamento)de acordo com a Literatura Objetivos Metodologia Participantes...,22 8. Instrumento..., Material..., Equipamentos...,., Procedimentos de coleta de dados...,, Análise de dados...,,, Resultados e discussões...,,, Considerações finais...,,,, Referências Bibliográficas Anexos...46

9 10 Adolescentes com diagnóstico de TDAH e suas famílias, são atendidos por um programa em que são desenvolvidos trabalhos e terapêuticas com adolescentes em risco, especialmente aqueles que estão envolvidos com drogas. O programa conta com servidores da área de saúde treinados pelo Centro de Pesquisa Extensão e Aperfeiçoamento em Adolescência da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Adolescentro). Neste programa são realizadas em média 400 consultas/mês com o enfoque Biopsicossocial. Conta com uma equipe que é composta por servidores das áreas de enfermagem, administrativa, assistência social, médico ginecologista, enfermeira obstetra e um psicólogo, tendo como foco o adolescente em suas interações sociais. As demandas são encaminhadas principalmente pelas Escolas, Conselho Tutelar, Médicos, demanda espontâneo e por indicação de amigos. Quinzenalmente, os pais/cuidadores de adolescentes participam de oficinas de crescimento que tem como objetivos o fortalecimento das mudanças de atitudes a partir de 05 (cinco) etapas (discutido posteriormente no texto) e o resgate da autoridade parental através da construção de um canal de amorosidade. O espaço destinado ao programa está localizado na Unidade Mista de Saúde de Taguatinga com quatro salas para atendimento ambulatorial e um auditório. O programa é rigorosamente fiscalizado pelo Núcleo de Saúde do Adolescente e pelo Ministério da Saúde, que fazem reuniões e visitas periódicas para a análise de seu funcionamento. Mais que um programa que visa à atenção a saúde do adolescente, o Ambulatório de Adolescentes em Taguatinga é um espelho para outras instituições que constantemente solicitam a presença de seus profissionais através do estabelecimento de parcerias e treinamentos com a intenção de criarem seus programas e trocas de experiências entre os programas que são desenvolvidos em outras cidades satélites e Brasília. A família é um espaço de proteção integral do individuo e desempenha um papel decisivo na vida do adolescente. Observam-se as dificuldades e angústias destes pais/cuidadores em lidar com o diagnóstico, suas definições e efetivar as mudanças estruturais necessárias (Souza 1997 apud Guilherme et al., 2007). Entre estas dificuldades pode-se destacar a colocação adequada da disciplina, pois, segundo CAMAT (2008), A disciplina constitui-se em elemento direcionador e organizador do pensamento e que as

10 11 mensagens não podem ser ambíguas nem contraditórias para evitar deixar os adolescentes com TDAH ainda mais desorganizados e sem limites (p. 84). Marcon et al. (2007), afirma que o adoecimento de um membro da família, atinge os demais membros e que as relações familiares são afetadas quando um elemento do grupo apresenta uma doença ou dificuldade, o medo e a incerteza são emoções comuns aos pais/cuidadores de um adolescente com dificuldades. A adolescência é uma fase de aquisição de capacidades para lidar com o mundo e com sua subjetividade, a busca de reconhecimento como sujeito capaz de fazer escolhas- Autor da sua história, o pertencimento a um grupo que lhe proporcione suporte e segurança para um desenvolvimento saudável, tudo isso condicionados pelas pressões familiares e sociais a que estão sujeitos. Segundo Stein Berg (1999) Mudanças importantes certamente ocorrem durante a infância em termos de autoconceito e autoestima. Entretanto, é a adolescência o período no qual a reorganização do senso de self do indivíduo ocorre quando ele possui a habilidade intelectual para apreciar a dimensão dessas mudanças. Durante a adolescência ocorre uma experimentação de papéis, geralmente de acordo com as regras tradicionais das sociedades adolescentes (pertencimento). Estas experimentações relembram as explorações de papéis infantis, e pode ocorrer à iniciativa que leva a todas as possíveis escolhas ou o sentido de culpa que impede o sentimento de posse interna, bloqueando as possibilidades e levando a um tipo de fixação de papel (identidade negativa). Esses comportamentos se apresentam na infância sendo alvo de estereótipos onde a família e a sociedade condiciona os indivíduos, afetando a auto-estima dos responsáveis e seus filhos. De acordo com RIBEIRO (2004), o sujeito acometido de TDAH apresenta comportamentos complexos e desorganizados que afetam sua vida familiar, escolar, social, emocional causando dificuldades desde a sua infância. A presença de comprometimentos motores, na percepção, na cognição e no comportamento são características deste transtorno e permite diagnosticá-los através de uma observação clínica nas diferentes situações.

11 12 As vivencias durante a infância de sentimentos que causam desamparo, de pouca tolerância a ser frustrado por seus pais/cuidadores, ser criticados por seus constantes fracassos, podem gerar sentimentos de baixa auto-estima, tendências ao negativismo, falta de esperança e credibilidade em suas possibilidades (PELISOLI et al. 2006). Este estudo investigou as dificuldades encontradas pelos pais/cuidadores de adolescentes com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e as ansiedades que acometem esse público em relação a esse transtorno. Assim este estudo procurou conhecer o perfil desses pais/cuidadores, suas limitações e capacidades para a partir das informações coletadas, nomear e categorizar as limitações e sugerir métodos que associados aos já existentes auxiliem para a formação, informação e desenvolvimento intelectual e moral de seus filhos.

12 13 CARACTERIZAÇÃO E TENTATIVAS DE EXPLICAÇÃO DO TDAH O TDAH é amplamente discutido na sociedade atual e motivo de angustia por parte de pais/cuidadores, educadores e profissionais de saúde devido a poucas pesquisas sobre esse tema e porque não se trata de um diagnóstico somente demonstrado através de exames. Holmes (1997) descreve o TDAH como um transtorno de comportamento disruptivo que aparece no início da primeira infância, infância ou adolescência. Os problemas apresentados são déficit na atenção, isto é dificuldade em focar a atenção durante algum tempo levando a impulsividade; hiperatividade, apresentação de atividades excessivas, correm, escalam o tempo todo, ou seja, os indivíduos apresentam dificuldades para manterem-se dentro dos padrões relacionais considerados adequados socialmente acarretando prejuízos em suas relações sociais. Segundo Barkley e Murphy (2008), a prevalência do TDAH em crianças está em torno de 5a 8 % e aproximadamente 4a 5% na fase adulta. Entre as crianças, a proporção de gênero é de cerca de 3:1, com os meninos com maior probabilidade de portar o transtorno que as meninas Os estudos brasileiros confirmam estes índices (Rohde& cols., 1998; Gaurdiola, Terra, Ferreira & Londero, 1999, Souza, Serra, Mattos, & Franco, 2001; Freire & Pondé, 2005). Rodhe e Benczik (1999),definem o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade como um problema mental que apresenta três características: desatenção, agitação (hiperatividade) e impulsividade. Podem apresentar dificuldades emocionais, nos relacionamentos familiares e sociais, baixo desempenho escolar e na maioria das vezes está associado a outros problemas de saúde mental e caracterizado por dois grupos de sintomas: desatenção e hiperatividade e impulsividade combinados. Estas são subdivididas e podem acusar o diagnóstico de hiperatividade ou não, sendo que a maior incidência do tipo combinado encontra-se em crianças e adolescentes (APA2003).

13 14 Segundo Ballone, (2002), o diagnóstico do TDAH é difícil porque os sintomas podem ocorrer por uma série de outros problemas neurológicos, psiquiátricos, psicológicos e sociais, portando ele deve começar por eliminação destes. Este fato indica a necessidade de diagnósticos diferenciados bem realizados para o melhor planejamento das intervenções. Ainda, segundo o autor, a idade e como que estes sintomas aparecem são importantes, porque devem apresentar uma historicidade na vida da pessoa, estar associado a sua constituição e seus comportamentos deve apresentar-se em todos os ambientes para que se descartem as origens psicológicas. ROHDE, (2004), destaca a necessidade de contextualizar os sintomas na vida e nas relações com os sistemas para que se possa fazer um diagnóstico e pistas que indiquem o transtorno: 1. Quanto a sua duração de desatenção/hiperatividade/impulsividade, onde as crianças com TDAH apresentam sintomas desde a idade pré-escolar ou vários meses com sintomas intensos; 2. O ponto de corte na observação clinica seja feito por seis dos sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade e sejam freqüentes; 3. Os sintomas devem ocorrer em vários ambientes e manterem-se constantes ao longo do período de avaliação. Paulo Matos (2010), afirma que o TDAH é uma doença que tem um diagnóstico dimensional significando que todos nós podemos apresentar características como impulsividade, distração ou se esquecer das coisas de vez em quando. Mas no caso de quem tem TDAH, essas características aparecem todas juntas, associadas, e em uma intensidade e freqüência tal que comprometem, e muito, a vida do paciente. Lordello (2009), em uma apresentação oral, destaca um trio de sentimentos e sensações observados em sujeitos com quadro de TDAH semelhante ao relatado por ROHDE e BENCZIK, (1999). Alterações em sua atenção: a) Dispersão, b) Divagação, c) Pegar o bonde andando, d) Desorganização, e) Cansaço mental e físico, f) Ex: Carro desregulado que consome mais, g) Instabilidade porque há hiper-impulsividade, h) Mente como receptor de alta sensibilidade i) ao captar um sinal reage automaticamente, J) Tudo é muito: dor, alegria, prazer, desespero Hiperatividade: a) Agitados, mexedores, não param, b) Adequações: unha, rabiscar, pernas, c) Impaciência frente ao ritmo alheia.

14 15 Segundo o DSM IV (2003), os sintomas de desatenção são: 1. Não prestar atenção a detalhes/ cometer erros por descuido; 2. Ter dificuldades de concentração em tarefas/ jogos; 3. Não prestar atenção ao que lhe é dito; 4. Dificuldades para seguir regras e instruções/ não terminar o que começa; 5. Desorganização com tarefas e materiais; 6. Evitam atividades que exigem esforços mentais continuados; 7. Perdem coisas importantes; 8. Distraem-se com facilidade com objetos que não tem nada haver com que está fazendo; 9. Esquecem compromissos e tarefas; 10. Cometem erros por descuido. Os sintomas de hiperatividade e impulsividade: 1. Remexer mãos e pés quando sentado; 2. Não conseguem permanecer sentados por muito tempo; 3. Pulam, correm excessivamente em situações que deveriam fazer ao contrário, inquietude; 4. Fazem bastante barulho para jogar ou quando estão se divertindo; 5. São agitados; 6. Falam em demasia; 7. Não esperam que se completem as perguntas para responder; 8. Possuem dificuldades em aguardar sua vez/ Não respeitam filas; 9. Intrometem-se nas conversas das outras pessoas.

15 16 ETIOLOGIA O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos mais comuns na infância e adolescência e sua etiologia ainda não está esclarecida. Acreditase que esta seja extremamente complexa, onde os fatores genéticos são sugeridos como foco de pesquisas devido à recorrência familiar e hereditária nas investigações (Roman e cols. 2002). A argumentação que sustenta a premissa que o TDA/H pode estar relacionado aos fatores genéticos ancora-se em pesquisas realizadas com gêmeos (LEVYET ET al., 1996; ROHDE; HALPERN, 2004) e com crianças adotadas que apontariam evidências em seus resultados, mesmo que não conclusivos, de que o TDA/H é um distúrbio genético. Também os fatores pré e perinatal são apontados como favorecedores da ocorrência de TDA/H como, por exemplo, o fumo durante a gestação que, como na hipótese anterior, não possui comprovação empírica. Golfeto e Veiga (1999) relatam que crianças adotadas estão mais propensas a apresentarem os sintomas e sinais da síndrome hipercinética. Estes autores estes se baseiam na suposição de que as vivências uterinas e as primeiras horas de vida do bebê são significativas na gênese dos distúrbios psiquiátricos infantis. Consideram o uso de álcool e fumo na gravidez e/ou desnutrição materna para a ocorrência de TDAH, e se apóiam na hipótese de cunho mais psicológico, no qual uma possível causa para o referido transtorno, no caso de crianças adotadas, o desejo materno de doar o filho, o qual pode foi vivenciado pela criança ainda no útero materno como rejeição e abandono. Em 1940, a designação Lesão Cerebral Mínima (LCM), que foi modificada em1960 para Disfunção Cerebral Mínima (DCM), abrigavam o conjunto de sintomas que compõem o atual quadro de TDAH. A partir da década de 1970, no contexto norteamericano, esse transtorno passa a ganhar destaque nos diagnósticos das crianças e adolescentes em processo de escolarização.

16 17 A Academia Americana de Psiquiatria sugere a separação do Déficit de Atenção e Hiperatividade dos Distúrbios de Aprendizagem, sendo que essa orientação, como abordagem operacional, foi incorporada pelo DSM IV que propõe como critério de inclusão os traços comportamentais dos pacientes. O discurso médico encontra-se ancorado nos seguintes pontos: a) a disfunção do TDAH acomete os campos da atenção e concentração, devendo estas apresentar-se desde os primeiros anos de vida da criança, sendo que destas ocorreriam outros comportamentos disfuncionais como a desorganização, disponibilidade em seguir regras e instruções e as dificuldades escolares; b) a hiperatividade, poderia não aparecer em todos os casos e seus critérios de inclusão seria uma movimentação corporal incessante com dificuldades para a criança realizar quaisquer tarefas que necessitassem de poucos movimentos corporais; c) a impulsividade, que só em alguns casos apresentaria incapacidade da criança responder às demandas do outro e do ambiente de forma coerente, pela dificuldade de estabelecer uma comunicação através do diálogo ou por comportamentos que demonstrariam dificuldades no cumprimento de regras e normas.

17 18 FORMAS E RESULTADOS DE INTERVENÇÕES (TRATAMENTOS) DE ACORDO COM A LITERATURA Diversas formas de intervenções psicossociais e pedagógicas têm sido realizadas baseadas em análises dos modos de funcionamento e histórico de padrões comportamentais de crianças ou adolescentes com o diagnóstico de TDAH. Muitas destas intervenções são parcerias entre equipes muldisciplinares e os pais/ cuidadores. Craveiro e Linhares (2006), desenvolveram em um programa de atendimento a pais de adolescentes com ou sem uso de drogas, dificuldades de comportamentos e entre estes os que são diagnosticados com TDAH, propondo uma mudança de atitudes no convívio familiar com a criação de um canal de amorosidade com seus filhos objetivando uma colocação de limites sem culpas, magoas ou de perdas (anexo V). Os autores sugerem algumas mudanças: - A primeira atitude proposta pelos autores, trata-se de contar pensamentos e separar seu filho do comportamento dele, o que sugere uma dificuldade dos pais em desvincular o que as pessoas fazem daquilo que realmente são sujeitos que momentaneamente passam por uma fase rica de novas experiências. - Falar na primeira pessoa. Compreende-se como um aprendizado que foi adquirido nas vivencias sociais e familiares de apontar os erros ao invés de falar sobre os seus sentimentos que foram afetados com aqueles comportamentos indesejáveis. - Definição de papéis, trata-se de uma auto informação onde os pais cuidadores são instruídos a conquistar a autoridade sem a necessidade da violência imposta pelo poder. - Elogio. Reconhecimento das potencialidades de outras pessoas nos seus mínimos progressos, no cumprimento de tarefas sugeridas, respeito a seu ritmo, o pouco conhecimento e o descaso que imperava até o reconhecimento do adolescente enquanto sujeito. Segundo os autores as mudanças percebidas no sistema nuclear, contribuem significativamente na forma de educar e no resgate da autoridade parental.

18 19 Segundo Rohde e colaboradores (2000), os sintomas de hiperatividade diminuem na adolescência prevalecendo os sintomas de desatenção e impulsividade. No âmbito das intervenções psicossociais, a educação com informações claras e precisas à família sobre o transtorno e um programa de treinamento para os pais cuidadores obterem conhecimentos sobre as formas de condução dos sintomas apresentados por seus filhos auxiliá-los na organização e planejamento das atividades, como, por exemplo, ambiente silencioso e sem estímulos visuais para desenvolverem hábitos de estudos. (Bezerra & Linhares 2006). Bernardo (2004) sugere a psicoeducação com um sistema de pontos atribuídos a cada atividade realizada completamente, como reforço diferenciado através de elogios, nas tarefas para casa, modelação e dramatização, são as mais utilizadas como indicadores das variáveis para desfazer os rótulos que acompanham as crianças ou adolescentes e que podem promover alterações em seus padrões de comportamento, tem sido as mais utilizadas (Knapp, Johannpeter, Lyszkowski & Rohde, 2002). A psicoterapia individual de apoio ou de orientação analítica mostra-se eficaz nos sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, tratando as comorbidades, impulsos e as capacidades sociais pobres que comumente acompanham o TDAH. (Bezerra & Linhares, 2006). Facion (2004) considera que uma melhora significativa é observada com psicoterapia, com medicina comportamental através dos reforços e recompensa e com treinos de auto-instrução, onde o sujeito observa o profissional realizando uma tarefa com tranqüilidade, e com os comentários de cada etapa realizada. Com estes procedimentos os adolescentes conseguem focar sua atenção em uma atividade por um período de tempo prolongado. A família participa com a estruturação ambiental, a organização do circadiano e a educação com limites. A psicoterapia cognitivo-comportamental que utiliza a orientação para os adolescentes e pais cuidadores para o manejo dos sintomas dos subtipos desafiadores, opositores e teimosos tem sido a mais estudada e com maior eficácia nos tratamentos. Rohde, Barbosa, Tramontina e Polanczyk (2000).

19 20 A farmacologia realizada com portadores de TDAH utiliza de psicoestimulantes (anfetamínicos, metilfenidato) auxiliando no controle motor e na capacidade de manutenção da atenção, os neurolépticos nos casos da impulsividade, inquietação motora e distúrbios de atenção, onde predominam os comportamentos anti-sociais. São utilizados nos períodos escolares e suspensos aos finais de semana e férias com o objetivo de amenizar os efeitos colaterais de longo prazo e os efeitos secundários em curto prazo. (Barkley, McMurray, Edelbrock & Robbins, 1990; Rohde & Mattos (2003); Wilens & cols., (2003). A análise do comportamento, conjunto de todas as interações do organismo e o ambiente compõe a história do desenvolvimento do individuo. São os conjuntos de mudanças nas interações do organismo com o ambiente que favorecem ou colocam em risco as relações funcionais do organismo e seu ambiente (Rosales-Ruiz & Baer, 1996). Crianças ou adolescentes com diagnóstico de TDAH apresentam uma história com múltiplas interações bidirecionais entre o organismo, ambientes físicos e sociais os quais reforçam (produzem) e mantém um padrão comportamental de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade. Vasconcelos (2010). Santos e Vasconcelos (2010), corroboram com Anastopoulos, Rhoads & Farley (2008), quando destacam a necessidade de uma abordagem múltipla que envolva psicoterapia e farmacologia coma participação dos agentes sociais como os pais cuidadores, professores, profissionais de saúde e da criança ou adolescente com diagnostico de TDAH para o êxito do tratamento. Intervenções psicopedagógicas centradas na forma do como aprender, organizar o material, planejar o tempo de estudos, atividades lúdicas e físicas que despertem seu interesse, e que associadas ao desenvolvimento psicomotor auxiliam no controle do movimento global fino de crianças ou adolescentes acompanhados por estes profissionais. Orientações dirigidas a professores que tenham em sala alunos com TDAH, a atenção para as necessidades de uma sala reduzida, aplicação de avaliações em numero reduzido, respeito as suas limitações, rotinas diárias e ambientes previsíveis para auxiliar no controle emocional das crianças ou adolescentes, assim também

20 21 como tarefas curtas explicadas passo a passo são eficazes para a compreensão das crianças e adolescentes. Rodhe, Barbosa, Tramontina e Polanczvk (2000). Objetivos do estudo Objetivo geral Compreender as dificuldades na execução das orientações sugeridas pelos profissionais do programa de adolescentes. Objetivos específicos Conhecer o perfil dos pais/cuidadores que participam do programa, quanto aos aspectos sócios econômicos e educacionais; Identificar o conceito do transtorno de déficit de atenção com ou sem hiperatividade para os pais/cuidadores; Verificar as expectativas dos pais/cuidadores em relação às orientações recebidas; Analisar como e quando as orientações discutidas no programa são seguidas.

21 22 METODOLOGIA O estudo proposto foi uma pesquisa qualitativa por permitir ao entrevistador uma maior participação na compreensão e interpretação dos dados que envolveram os sujeitos da pesquisa sem a necessidade de uma seqüencia rígida. Permite a elaboração de outras questões que surgem durante a fala dos pais/cuidadores e proporcionando uma ressignificação de suas dificuldades. Segundo Turato (2005), os pesquisadores qualitativistas procuram entender o processo pelo qual as pessoas constroem significados e descrevem o que são estes (pág. 06). Participantes Os participantes foram quatro famílias, sendo três casais e uma mãe, de adolescentes na faixa etária de 10 a 18 anos completo diagnosticados com TDAH, estudantes de escola pública e particular. São moradores de Taguatinga-DF e regiões adjacentes, são atendidos e acompanhados no programa de adolescentes no Ambulatório de Adolescentes em Taguatinga da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Como critério de inclusão dos pais dos adolescentes no estudo foi considerado a idade dos filhos de 10 a 17 anos; com diagnósticos de TDAH, já identificados por médicos; serem famílias com a presença dos dois pais; participação no programa a pelo menos há um ano; aceitação voluntária na pesquisa; assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. (Dos sete (07) componentes, que se referem aos pais cuidadores, quatro (04), eram do sexo feminino e três (03)) do sexo masculino.

22 23 Tabela 1. Características sócias demográficas dos participantes. Caráter rísticas Idade Grau de Instruçã o Mãe 1 39 a Superior Incomple to Pai 2 41 a Ensino Médio completo Mãe 2 43 a Ensino Médio Completo Pai 3 39 a Superior Incompl. Composição Familiar Renda Familiar Tipo de Residênci a Ocupação Casal/c1 Acima de 04 Própria Do lar filho salários/min. Casal/c3 Acima de 04 Própria Autônomo filhos salários/min. Idem Idem Idem Monitora escolar Casal/c1 Acima de 04 Cedida Policial filho salários/min. Militar Mãe 3 45 a Ensino Idem Idem Idem Do lar Médio complet o Pai 4 61 a Ensino Médio Casal/c2 filhos Acima de 04 salários/min. Própria Aposentad o completo Mãe 4 55 a Ensino.Médio completo Idem Idem Idem Do lar A faixa etária dos pais variou de 39 a 65 anos; todos adultos (Tabela 1). Quanto à composição familiar, duas famílias são compostas de três pessoas e uma por cinco pessoas, uma média considerada comum entre a população.

23 24 A renda familiar das quatro famílias foi acima de quatro ou mais salários mínimos, ou seja, em torno de 1.530,00, considerada uma renda satisfatória em relação ao poder de compra das famílias do Distrito Federal (IBGE. Censo demográfico 2010). Três famílias possuem residência própria e uma família mora em residência cedida, considerado também como uma característica esperada em função do nível de escolaridade e a renda per capitados participantes de acordo com dados do IBGE (Censo demográfico 2010). Quanto ás atividades ocupacionais, duas mães relataram que no momento estão desempregadas, uma é monitora escolar em uma escola particular e outra do lar, entre os pais, um autônomo do ramo de colocação de forros, um policial militar do Distrito Federal e outro aposentado. A idade dos adolescentes (um com 16 anos, outra com 17 anos e dois com quatorze anos) é um fator a ser considerado devido aos tipos de comportamentos característicos da idade e a questão do gênero (citado na pág. 04) e desta fase do desenvolvimento. Eles buscam grupos que auxiliam em seu sentido de pertencimento e conseqüentemente em sua identidade enquanto ser social. Os adolescentes cursam o 9º ano, correspondente a antiga 8ª serie do ensino fundamental e a adolescente o ensino médio sendo que três estudam em escola pública e 01 (um) em escola particular. Família 1 (mãe 1) Sra. Solange, mãe de Pedro (os nomes de todos os participantes são fictícios para preservar o sigilo dos participantes). O adolescente tem 16 anos de idade, cursa a oitava serie do ensino fundamental, em escola publica. Reside com os pais, foi diagnosticado aos 12 anos de idade por um neurologista, encaminhado pela escola particular que estudava por causa de seus comportamentos de inquietação, dispersão, não copiaras atividades e conversar demais em sala de aula. Fez todos os exames solicitados pelo profissional e logo após o diagnostico, foi encaminhado para o

24 25 Ambulatório de Adolescentes em Taguatinga. Para a entrevista foram convidados os pais; o genitor não pode participar em função de compromissos, a entrevista foi realizada com a mãe que atualmente é dona de casa e faz curso superior. Família 2 (pai 2 e mãe 2) Sr. Carlos e D. Carmem são pais adotivos de Miguel. O adolescente é sobrinho de D.Carmem, segundo seu relato a irmã (mãe de Miguel) é usuária de drogas e álcool e o adolescente foi adotado por ela e seu esposo desde que nasceu. Miguel conhece seu histórico, mas evita falar sobre o assunto. O adolescente tem 14 anos de idade, cursa a oitava serie do ensino fundamental, em escola particular, reside com os pais. Ocorreram suspeitas pela professora, disse que ele não parava quieto, fazia conversas paralelas em sala de aula. Miguel foi encaminhado pela escola particular que estudava. Foi diagnosticado aos 08 anos de idade por um neurologista através do exame P300. Foram encaminhadas para a Orientadora escolar, Pedagoga e a Psicóloga escolar. Uma amiga psicóloga foi uma grande colaboradora para que eles pudessem se informar sobre o TDAH. Foram parar no Ambulatório de Adolescentes em Taguatinga por indicação de uma amiga. Para a entrevista foram convidados os pais, D. Carmem é monitora escolar e o Pai é autônomo, os dois possuem o Ensino Médio completo. Família 3 (pai 3 e mãe 3) Sr. Mário e Sra. Maysa, pais de Rodrigo. O adolescente tem 14 anos de idade, cursa a oitava serie do ensino fundamental, em escola publica, reside com os pais, foi diagnosticado aos 12 anos de idade por um neurologista, foi encaminhado pela escola particular onde estuda,apresenta inquietação, dispersão e discute com os colegas em sala de aula. Fez todos os exames solicitados pelo profissional e logo após o diagnóstico, foi medicado com Ritalina. Para a entrevista foram convidados os pais.

25 26 Sra. Sandra do Lar, Ensino Médio completo e o Pai e Militar da Polícia Militar e Graduação Incompleta em Técnico de Segurança Pública. Família4 (pai 4 e mãe 4) Sr. Roberto e Sra. Marta pais de Fernanda. A adolescente tem 17 anos de idade, filha adotiva, cursa o 2º. ano do Ensino Médio, em escola pública, reside com os pais, foi diagnosticada aos 13 anos de idade, encaminhada pelo neurologista após o diagnostico de TDAH, por apresentar dificuldade de aprendizagem, distração, isolamento social, preguiça, repetência escolar, pais usuários de drogas, dificuldades nas interações sociais e falta de autonomia. A entrevista foi realizada com os pais. Sra. Marta e Sr. Roberto cursaram o ensino médio completo, ela do lar e ele aposentado. Instrumento Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com os pais/cuidadores. A entrevista semi-estruturada é uma combinação de perguntas abertas e fechadas onde o pesquisador elabora algumas questões previamente definidas e aplicadas através de uma conversa informal, onde ele deve dirigir a discussão focando o assunto que lhe interessa, para que mediante as respostas dos entrevistados tenha a possibilidade de adicionar outras perguntas, quando necessário, no caso alguma pergunta que não tenha ficado clara ou que seja difícil para o entrevistado, Turato (2005) O conteúdo da entrevista envolveu o perfil sócio econômico e educacional destes abordando os seguintes temas: - Diagnóstico médico e psicológico, - Comportamentos apresentados, - Relações sociais e afetivas, - Orientações recebidas visando obter a compreensão dos pais/cuidadores sobre as orientações percebidas e quanto à realização destas. As perguntas sobre o TDAH foram realizadas pela pesquisadora, gravadas em áudio e transcritas literalmente.

26 27 Material Roteiro de entrevista com identificação sócio econômico e educacional, as questões da entrevista semi-estruturada. Equipamentos Um gravador da marca Sony de propriedade da pesquisadora. Procedimentos de coleta de dados Esta pesquisa foi realizada a partir de dados coletados com pais cuidadores de quatro adolescentes com o s diagnostico de TDAH. Os pais cuidadores foram convidados a participar do estudo, por contato pessoal, em uma oficina quinzenal que aconteceu no auditório da Unidade de Saúde de Taguatinga. As entrevistas foram realizadas em suas residências. Segundo as orientações do Ministério da Saúde, Parecer 196/96, (Anexo) que trata das pesquisas com seres humanos, os participantes manifestaram voluntariamente sua disposição em colaborar com o estudo. Ao concordarem na participação da pesquisa, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo I). O uso e manejo ético dos instrumentos com os entrevistados da pesquisa minimizaram os riscos tanto para a pesquisadora quanto para os participantes. A escolha do local para a realização da entrevista impediu que ocorressem interferências sonoras e de pessoas que não estão vinculadas a pesquisa. O gravador utilizado para a coleta das falas dos participantes esteve sob os cuidados da pesquisadora. A identidade e informações dos entrevistados estão preservadas e mantidas em sigilo. No caso de desconforto sinalizado pelo participante da pesquisa, fato que não ocorreu, eles poderiam interromper a qualquer momento, cláusula constante no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo II.).

27 28 ANÁLISE DE DADOS Bardin (2007), propõe em sua análise de conteúdo uma compreensão das comunicações e seus significados explícitos e ou/ implícitos. As transcrições das entrevistas e a leitura das entrevistas permitiram a construção de categorias que refletem as dificuldades encontradas pelos pais cuidadores, de acordo com os objetivos da pesquisa. Este procedimento teve como objetivo sistematizar e descrever o conteúdo das entrevistas com os pais/cuidadores de adolescentes com TDAH. Foram analisadas categorias com a intenção de dar significado aos relatos, considerando os temas mais freqüentes e/ou mais enfatizados pelos participantes. Após primeiras leituras gerais dos conteúdos foram selecionados as seguintes temáticas: 1. Nível de informações dos pais sobre TDAH, 2. Expectativas dos pais/cuidadores em relação às orientações recebidas, 3. Alterações no funcionamento familiar e nos demais contextos sociais, 4. Dificuldades apontadas na adesão ao tratamento farmacológico, 5. Freqüências de temáticas nas falas dos Pais sobre o TDAH 6. Outras questões que surgiram no decorrer das entrevistas,

28 29 RESULTADOS E DISCUSSÃO 1) Nível de informações dos pais sobre TDAH Os pais cuidadores relatam que quando o diagnostico foi dado por profissionais que não pertenciam ao programa, informações do tipo o que era o TDAH, quais os tipos de intervenções que poderiam ser realizadas....desde que o P. foi diagnosticado que eu busco informações sobre essa doença (mãe 1). diz que foi normal porque sabia que não era uma doença, mas um distúrbio de comportamento que a gente tem que saber lidar (pai 2) fiquei desesperada porque eu recebi a noticia, o médico falou que era uma doença, não me explicou. (mãe 3). Bastante ruim porque à medida que eu ia ao consultório ele só dava a receita e não me explicava nada eu busquei informações através da internet. (pai 3). Sinceramente eu não sabia nem o que era TDAH, desde o jardim que as professoras diziam que ela conversava demais e era distraída, dispersa (mãe 4). Entretanto, os relatos posteriores ao ingresso no programa demonstram que se encontram informados sobre o transtorno e recebem sugestões sobre as atualizações.

29 30 Depois das leituras e as orientações sinto-me mais segura. (mãe3) Quando temos dúvidas procuramos o programa e perguntamos. Acho que este trabalho que vocês fazem ajuda muito as famílias. (pai 2)....que eu abracei mesmo que eu fui atrás, que eu tive presente mesmo na escola, de 15 em 15 dias eu estava ali procurando saber o que estava acontecendo e os professores me dando sinal de que tinha alguma coisa de errado, foi quando eu fui atrás do neurologista. (mãe 3)....Sim. Desde que o J. foi diagnosticado que eu busco informações sobre essa doença, entro em sites, converso com outros pais e procuro acompanhar as novidades sobre o transtorno(mãe 1)...- eu preciso aprender cada vez mais, eu acho que cada vez a gente passa a pegar mais informações, as coisas evoluem e se ta evoluindo a gente tem que ta aprendendo mais ainda, lendo. (mãe 2) Segundo Andrade 2010, quando os pais recebem o diagnóstico logo iniciam as buscas pelas respostas as duvidas que surjam e ainda descrevem a respeito dos mitos que rodeiam o TDAH. Percebeu-se durante a entrevista que os pais cuidadores, utilizaram a palavra doença, quando questionados sobre o transtorno e antes de buscarem as orientações,demonstrando que estas entendem a diferença entre doença e distúrbio de comportamento.

30 31 2) Expectativas e dificuldades dos pais/cuidadores em relação às orientações recebidas pelo programa. Observou-se que os pais cuidadores se encontram sensibilizados quanto às mudanças individuais que de acordo com o programa de Craveiro e Linhares (2006) devem ser feitas. Percebeu-se que apesar de acreditarem na participação ativa dos pais para que ocorram mudanças nos comportamentos dos filhos, os pais cuidadores relatam sentir dificuldades em seguir as orientações e reverter em prática às reflexões que fazem nos grupos. Mesmo não fazendo as atitudes como deveríamos o pouco que fazemos ajuda bastante. Nós continuamos a ser as mesmas pessoas, o que vai mudar são as nossas atitudes. (pai 2). mas as orientações ajudaram muito, mas eu ainda tenho dificuldades,... (mãe1). As orientações sugeridas no programa para os pais/cuidadores de adolescentes têm como objetivo o fortalecimento das mudanças de atitudes a partir de 05 (cinco) etapas (anexo) e o resgate da autoridade parental através da construção de um canal de amorosidade. Os elogios não conseguimos fazer. (mãe 1). elogiar é muito difícil por causa do comportamento do M. (pai2). Quando ele faz alguma coisa boa nó esquecemos de fazer elogios (pai 2).

31 32 Referem-se quanto a encontrar algum motivo em elogiar os filhos, ou seja, em apostar no positivo, porque a maioria dos comportamentos dos filhos são inadequados aos socialmente aceitos e por estarem e acostumados com suas traquinagens, inquietude, falta de atenção e impulsividade. A mãe 1 relata de sua dificuldade em falar na primeira pessoa, e procura comparar sua educação com a do filho e seguir. o mesmo modelo. O discurso da mãe 4, onde as dificuldades da falta de afeto são atribuídas à adolescente e os sentimentos experimentados antes do convívio com sua família atual.... eu cresci acostumada a saber disso, sempre respeitei meus pais. (mãe 1). a mais difícil não é nem o abraço, é ela a F. é meio seca, ela que não se dá eu a vejo como se ela fosse mais fechada, tivesse algo dentro dela como se ela não tivesse ainda jogado fora ela tem dificuldade no contato físico. (mãe 4). Eu tenho dificuldade em expressar meus sentimentos e abraçar minha filha. (pai 4). Craveiro e Linhares (2006), destacam que o mundo se modificou rapidamente e os pais cuidadores continuam presos em modelo de família (papai, mamãe e filhinhos) que garanta a felicidade de seus componentes, e não nas relações construídas. 3) Alterações no funcionamento familiar e nos demais contexto sociais Os participantes relataram mudanças em suas atitudes; primeiro diante do diagnóstico e depois após as explicações acerca do TDAH, dadas pelos profissionais que os atenderam (neurologistas pediatras e psicólogos).

32 33 De um modo geral os pais cuidadores mudaram suas atitudes em função das necessidades encontradas pelos comportamentos de seus filhos como, por exemplo, antes:..nós brigamos tanto com ele quando não faz as tarefas (pai2) a gente não entende como ma pessoa é sebosa, eu chamava muito a atenção dela por causa da desorganização, a cama não tem mais aonde põe nada, não tem mais lugar pra nada (mãe 4). E após seu ingresso no programa Eu acho que sinceramente, eu me vi diante do médico, estava preocupada, eu agora sabia o que ela tinha, voce pensa milhares de coisas, fiquei tranqüila (mãe 4). Engraçado que ele faz as artes e a gente te diz não é doido pra fazer isso aí não, tu não é doido não, tu não pode fazer isso não, então agente já coloca na cabeça dele que ele não tem nenhum problema mental, ele não é doido, que o remédio é somente pra acalmar ele, ai é que ele vai indo e ele já tem a consciência que realmente ele tem um problema, mas que ele não é doido, porque muitos falam das artes dele, deve ser doido esse menino (risos) (pai 2).

33 34 Mudaram também por compreenderem melhor os sofrimentos dos filhos, diante dos comentários e exclusões sofridas por eles em todos os ambientes em que freqüentavam como na escola, festas familiares e na interação com seus pares. Mudou porque até então, enquanto você não sabe, desconhece é claro que agente fica assim mais grossa, mal educada, dando grito, dando bronca, é claro que eu ainda dou umas broncas, mas é tudo dentro do limite, eu vejo quando eu não sabia do problema era outra historia, eu era mais sem paciência. (mãe 4). na realidade o apoio que ele tem é nosso, entendeu, porque por causa das artes dele a gente não deixa ir pra casa da minha cunhada porque ela é realmente muito estressada, aumentou o cuidado (pai 2). Araújo (2002), refere-se ás modificações comportamentais que são sugeridas aos pais, em relação ao estabelecimento de regras, devendo estas ser claras e explicadas passo a passo até que esteja finalizadas, ter mais paciência diante de comportamentos inadequados e exercer sua autoridade sem a utilização de violência física, o que era comum e justificavam como objetivo da educação. Eu penso assim também que a gente tem que melhorar, a gente vai continuar sempre a mesma pessoa, a gente não vai mudar, o que vai mudar são as nossas atitudes, então nossas atitudes mudando é que as coisas vão melhorando (pai 2).

34 35 Antes a gente o tratava como uma pessoa normal, como ele irritava muito, a gente deixava ele mais isolado né, agora não, a gente acolhe (mãe 2). Com relação aos cuidados dispensados aos filhos, foi percebido pelas mães 1 e 3 a necessidade do acompanhamento com mais freqüência a escola dos filhos. Fiquei desempregada, foi quando percebi como o P. estava precisando de acompanhamento (mãe 1)....Fiquei desempregada neste período e pude acompanhar mais de perto e com mais freqüência, inclusive na escola (mãe 3). Rohde e Halpern (2004), destacam a necessidade do treinamento com os pais quanto ao manejo e intervenção no comportamento dos seus filhos. Sugerem que sejam enfatizadas intervenções comportamentais através de estratégias buscando a organização e planejamento das atividades realizadas por seus filhos, muitas vezes se fazendo necessários ambientes silenciosos e sem estímulos visuais para o desenvolvimento dos hábitos de estudos e algumas técnicas para dar comandos, reforço aos comportamentos sociais desejáveis e eliminar os indesejáveis (reforço positivo). 4) Dificuldades apontadas na adesão ao tratamento Farmacológico As posições dos Pais diante do tratamento farmacológico foram distintas. Uma das mães não acredita que a medicação traga benefícios ao seu filho e tem receio que possa causar dependências. Um pai relata ter buscado outro profissional para confirmar o diagnóstico e principalmente os efeitos que o medicamento tinha causado nos comportamentos do filho.

35 36 Eu acho que ela não adianta muito não, nunca percebi que ele tivesse mudado seu comportamento por causa dela, (mãe 1). Meu filho ficou muito diferente, muito quieto e sonolento e não queria continuar coma medicação, foi aí que nós tivemos que mudar de médico (pai3). Barkley, Mc Murray, Edelbrock & Robins, 1990 ;Rodhe & Mattos(2003), Wilens & cols(2003), descrevem que apesar dos discursos científicos, os pais cuidadores são resistentes a medicação porque entre os efeitos de curto prazo mais freqüentes estão à redução do apetite, anorexia, insônia, ansiedade, irritabilidade, cefaléia e dores abdominais e que muitas vezes administram-na contra a sua vontade ou se recusam a aceitar a opinião dos especialistas. Contudo, outros pais cuidadores não apresentaram resistência ao uso de medicação e relatam melhoras nos comportamentos, principalmente na escola quando realizam suas atividades escolares e na interação com outros grupos sociais. Muito, em sala de aula mesmo, mudou muito, está mais responsável, mas comprometido, não está mais tão infantil como era antes (mãe 2). Ele melhorou muito na escola... ( mãe3). principalmente no colégio, ela melhorou (pai 4). Vasconcelos (2010) em seu artigo de revisão cita autores (Bierdeman & Spencer, 1999, Van der Meere, Boudewijn, e Stemerdink, 1996) que, relatam a eficácia do uso dos psicoestimulantes no tratamento do TDAH, ter sido sustentada por

36 37 indicativos de melhoras no desempenho nos testes de tempo de reação e de atenção e no teste clínico da onda P300. Os pais cuidadores que participaram desta pesquisa dão crédito ao tratamento medicamentoso, aliado ao tratamento terapêutico com a participação ativa dos genitores e com mudanças de atitudes frente aos filhos, dado que vai de acordo com evidências encontradas por Rodhe Um ajuda o outro, há uma complementação... (mãe 2). Não acho que a medicação mudou, mas as orientações ajudaram muito(mãe1). Foi percebida uma associação entre medicação e mudanças de atitudes por parte da familiar como um fator importante no auxilio aos seus filhos adolescentes. 5) Freqüências de temáticas nas falas dos Pais sobre o TDAH Os sentimentos de medo da exclusão dos seus filhos na sociedade, na escola, na família extensiva e em participação em eventos sociais foi uma das temáticas mais freqüentes na fala dos pais. Porque os outros pais não reclamam tanto dos comportamentos dos filhos, a escola não fica chamando eles todos os dias, nas reuniões eles sempre são os piores exemplos, as notas sempre baixas e todas aquelas reclamações e falações sobre o desempenho do P.(mãe 1). Muitas pessoas falam que ele é doido ele discutia bastante com os primos e o assunto deles era sobre a idade mental de... (pai 2)

37 38.. Nos finais de semana que junta à família, ele conversa muito, era muito impulsivo, discutia demais com os primos e até pessoas da família falavam que a idade dele não, que o comportamento dele.. (pai 3). Segundo Phelan (2005), a impulsividade é um fator que pode causar prejuízos na interação social, e no aumento significativo de risco físico real para crianças e adolescentes. Por exemplo, desatento o adolescente durante a lavagem do automóvel, deu a partida no mesmo e este estando na primeira marcha chocou-se com a parede da garagem. Este dado é, corroborado por Wilens, Biedermann, & Spencer (2002) quando relatam sobre as dificuldades emocionais e de relacionamento em crianças e adolescentes com o TDAH, como por exemplo, responder com precipitação antes das perguntas serem formulada, dificuldade em aguardar sua vez quando necessário, interrupção e intromissão em assuntos de outras pessoas, gritos e agressões para conseguir o que deseja..muito ruim, porque você tem muitas dificuldades de lidar com os comportamentos dele, (choro), as pessoas pensam que meu filho é especial (síndrome de dow), as pessoas falam muito sobre seus comportamentos. (mãe 1)....fiquei desesperada porque eu recebi a noticia...(mãe 3). Eu sempre percebi o R. muito disperso e agitado até pra dormir. Eu achava estranho, mas que chegasse a TDAH, não conhecia (mãe3)...eu achava que era problema respiratório, em função de não dormir nós achávamos que era por causa disso, ele tem problemas de bronquite e rinite alérgica. Ele tinha dificuldades nos relacionamentos com outras crianças, ele batia nas outras crianças e chorava muito, levava ao

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