UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO VOCAL DO PROFESSOR Por: Flávia Cristina Barros Neves de Alvarenga Orientador Prof. Ms. Mary Sue Pereira Rio de Janeiro 2004

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO VOCAL DO PROFESSOR Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como condição prévia para a conclusão do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão de Recursos Humanos Por: Flávia Cristina Barros Neves de Alvarenga.

3 3 AGRADECIMENTOS...Primeiramente, a Deus; e a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho, em especial meus pais, meu marido e minhas tias Lecy e Dóris...

4 4 DEDICATÓRIA...dedico este trabalho a meus pais e a meu marido...

5 5 RESUMO Este trabalho tem por objetivos identificar até que ponto o professor tem conhecimento do uso adequado da voz e dos possíveis desvios decorrentes de sua má utilização; e formular um programa de treinamento que possibilite ao professor o uso adequado da voz, permitindo-lhe uma maior qualidade de seu desempenho profissional. Uma vez que um grande número de professores é afastado de suas funções, ou permanecem em condições precárias, perdendo qualidade profissional. A pesquisa foi realizada na Universidade Candido Mendes Tijuca Rio de Janeiro, com os professores da graduação. O levantamento de dados foi realizado através de um questionário fechado, com perguntas objetivas. Na introdução são apresentados os objetivos do trabalho e a importância da voz para o professor, uma vez que esta influencia a qualidade de seu desempenho profissional. Em seguida, fazemos um panorama dos aspectos anatomofisiológicos da laringe, relacionando-os com a voz. No segundo capítulo apresentamos a voz profissional e o professor enquanto um profissional da voz. Damos prosseguimento falando dos principais distúrbios vocais e os cuidados que devemos ter com a voz. A seguir, fazemos um relato do que é treinamento, analisamos os dados coletados na pesquisa de campo e elaboramos uma proposta de treinamento vocal. Concluímos demonstrando a necessidade de um treinamento vocal para o professor.

6 6 METODOLOGIA No que se refere a natureza do estudo, este foi realizado a partir de um levantamento de dados através de um questionário fechado, com perguntas objetivas. No que se refere à população investigada, a pesquisa foi realizada na Universidade Cândido Mendes Tijuca Rio de Janeiro. Considerando que dos professores desta Universidade, os da graduação são aqueles que mais utilizam a voz profissionalmente, decidimos delimitar a população no universo de professores da graduação. O objetivo inicial era realizar a pesquisa com a totalidade da população, mas por motivo de férias, não foi possível a realização da mesma com a todo o corpo docente. Sendo assim, fizemos uma pesquisa por amostragem aleatória. A coleta de dados foi realizada através de uma pesquisa de campo, a partir de um questionário fechado, com perguntas objetivas.esse questionário foi distribuído aos professores, com a ajuda do Coordenador do Curso de Administração da Universidade Cândido Mendes Tijuca, durante um período aproximado de dois meses. Procuramos abranger o corpo docente de todos os cursos de graduação da UCAM Tijuca, são eles: Administração, Comunicação Social, Contabilidade, Economia e Direito. Este instrumento foi construído a partir de sete categorias: perfil do informante, voz definida pelo informante, sintomas vocais, uso, pratica profissional, hábitos pessoais e saúde geral. De acordo com essas categorias foram elaboradas trinta e duas perguntas com o objetivo de levantar o perfil de população pesquisada no que se refere a utilização da voz. A organização de dados foi realizada através de uma tabela de dupla entrada onde os resultados serão apresentados em porcentagem e analisados a partir de dados teóricos.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO - Voz e aspectos anatomo-fisiológicos da laringe CAPÍTULO II - Voz profissional: a voz do professor CAPÍTULO III - Principais distúrbios vocais CAPÍTULO IV - Cuidados com a voz CAPÍTULO V - Treinamento CAPÍTULO VI - Organização, leitura e análise dos dados CAPÍTULO VII - Proposta de treinamento vocal CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA ÍNDICE ATIVIDADES CULTURAIS FOLHA DE AVALIAÇÃO... 61

8 8 INTRODUÇÃO O objetivo deste trabalho consiste em identificar, através de pesquisa, até que ponto o professor tem conhecimento do uso adequado da voz e dos possíveis desvios decorrentes de sua má utilização.além de formular um programa de treinamento que possibilite ao professor utilizar,de maneira adequada, sua voz, permitindo-lhe uma melhor qualidade em seu desempenho profissional. A voz é um instrumento de comunicação, através do qual, podemos passar aos outros nossos conhecimentos, interesses e desinteresses. Ela modula os sentimentos, dá cor aos pensamentos e às intenções. Quando falamos é a nossa personalidade que se expressa, sendo assim, o professor é um modelo para seus alunos.entretanto, a maioria deles inicia a carreira sem conhecimentos de técnicas vocais nem mesmo dos riscos orgânicos provocado pelo uso inadequado da voz. O professor, enquanto profissional da voz, tem-na como principal instrumento de trabalho, apesar da maioria não ter esta consciência. As conseqüências da falta de conhecimentos e cuidados com a voz podem trazer prejuízos para a saúde vocal, que conseqüentemente irá diminuir o rendimento profissional. A voz é um dos principais elos da comunicação do professor com seu aluno. A maneira como a voz é utilizada em sala de aula pode influenciar positivamente ou negativamente na relação professor-aluno e, conseqüentemente no processo ensino-aprendizagem, desta forma influenciando na qualidade da organização. O treinamento é um fator primordial para a melhoria na qualidade do trabalho, desta forma podemos afirmar que necessitamos de um bom treinamento de nossos docentes para termos uma melhor qualidade no ensino.

9 9 CAPÍTULO I VOZ E ASPECTOS ANATOMO-FISIOLÓGICOS DA LARINGE

10 Anatomo-fisiologia da laringe A laringe é um órgão situado na extremidade superior da traquéia, na região anterior do pescoço, na altura da V, VI e VII vértebras cervicais, no adulto, mede aproximadamente 45 mm em sentido vertical. Em seu conjunto, apresenta relações com a faringe, que se abre em sua parte posterior. As faces ânterolaterais são parcialmente cobertas pelo corpo da glândula tiróide e pela musculatura laríngea extrínsecas (músculos infra-hióideos), o tecido subcutâneo e a pele. Este órgão é constituído por um conjunto de cartilagens unidas por ligamentos, membranas e músculos. Sua forma é cilíndrica, especialmente na parte inferior, formada pela cartilagem cricóidea. A laringe é revestida na face superior da prega vocal por uma mucosa do tipo estratificada pavimentada. A disposição das principais cartilagens dá à laringe o formato de uma caixa aérea cilíndrica. Os músculos, ligamentos e membranas unem estas cartilagens, movimentam a caixa e ajudam a controlar, através da musculatura cordal, a pressão aérea do aparelho respiratório. Assim, a laringe é a principal estrutura para a produção de uma corrente de ar vibrante, e as pregas vocais, que se localizam em posição horizontal dentro da laringe, constituem os elementos vibrantes. A abertura e o fechamento rápidos das pregas vocais interrompem periodicamente a corrente de ar, de modo a produzir um som glótico no interior das cavidades faríngea, oral e nasal. As modificações da configuração e, portanto, das propriedades acústicas dessas cavidades, que são coletivamente conhecidas como trato vocal, transformam o som glótico, relativamente indiferenciado, em voz com significado. Quando respiramos silenciosamente, as pregas vocais, ficam abertas, ou seja, afastadas entre si, para permitir a entrada e saída livres do ar. Assim sendo, no gesto da respiração a interferência das pregas vocais deve ser mínima para garantir a entrada de oxigênio e a saída de gás carbônico de nossos pulmões.

11 11 A produção de uma corrente de ar com a finalidade de fala foi denominada função não-respiratória do mecanismo da respiração; a produção de som pela laringe pode ser considerada função não-biológica. Em termos biológicos, a laringe pode ser considerada um componente intrínseco do sistema respiratório e, como tal, funciona como um dispositivo protetor para as vias aéreas inferiores. Como primatas falantes, somos quase obrigados a dizer que a principal função não-biológica da laringe é produzir som. Como a fala e a voz são partes integrantes do comportamento humano, com tudo, a noção de que elas são nãobiológicas está sujeita a críticas. É, em grande parte, por meio da voz e da fala que somos capazes de nos comunicar com as outras pessoas e dar a conhecer de nossas vontades e necessidades. Na verdade, a voz e a fala têm enorme participação no comportamento humano, que pode ser considerada uma função biológica. Independente da opinião que se possa ter não existe discussão sobre o fato de a laringe funcionar como um gerador de som apenas quando não está realizando as funções biológicas vitais. A laringe é uma estrutura capaz de inúmeros ajustes rápidos e sutis de produção de som em uma ampla gama de tons e intensidades. Do ponto de vista da mecânica, ela pode ser considerada como uma resistência variável ao fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões. Independente do papel destinado a laringe, podemos dizer que ela é especialmente bem equipada para a produção do som e da voz humana.

12 Voz A voz humana já existe desde o nascimento e se manifesta através do choro, riso e grito. Assim, desde o início da vida, a voz torna-se um dos meios de comunicação mais poderosos do indivíduo e se constitui no modo básico de interação humana. Comunicamo-nos de diversas formas: pelo olhar, pelos gestos, pela expressão corporal, pela expressão facial e pela fala. A voz, porém, é responsável por uma porcentagem muito grande de informações contidas nas mensagens que estão sendo veiculadas e revelando muita coisa sobre nós mesmos. A voz fala mais do que palavras. Nossa voz é uma expressão sonora absolutamente individual, semelhante às impressões digitais, por esta razão é possível identificar um indivíduo por uma escuta telefônica, por exemplo. Por outro lado há uma alteração constante na voz. A voz revela uma série de informações inerentes a três dimensões do indivíduo: a biológica, a psicologia e a sociocultural. As informações contidas na dimensão biológica dizem respeito aos nossos dados físicos fundamentais, tais como sexo, idade, condições gerais de saúde. As informações contidas na dimensão psicológica correspondem às características básicas da personalidade e do estado emocional do indivíduo, expressa-se no próprio ato da fala. Já, as informações contidas na dimensão sociocultural oferecem dados referentes aos grupos a que pertencemos, quer sejam sociais ou profissionais, manifestando-se através do discurso. A voz enquanto componente da linguagem oral é um dos principais vínculos do relacionamento humano. Esse elo de relacionamento é reforçado ou enfraquecido pela psicodinâmica vocal definida pelo impacto que a voz do falante causa no ouvinte, apresentando-se como um fator de distanciamento ou aproximação do interlocutor.

13 13 Algumas pessoas têm uma boa imagem formada sobre sua voz e sobre o impacto que ela exerce sobre o ouvinte, outras, nunca pararam para pensar no assunto. De qualquer forma, conscientes ou não, influenciamos com nossa voz e somos influenciados pelas vozes das pessoas com as quais fazemos contato. O padrão de voz que é emitido faz parte da construção de nossa personalidade, sendo este som que dá suporte a presencialidade do sujeito. Usamos nossa voz do mesmo modo como nos comportamos no mundo. Uma produção vocal alterada leva a um desequilíbrio funcional e/ou orgânico do aparelho fonador, o que pode produzir no ouvinte um impacto negativo, muitas vezes não compatível com a personalidade do falante. A voz é portadora da mensagem que o interlocutor quer, ou não, ouvir. A voz, seu uso adequado pelo persuade e seduz, sendo a sonoridade um fator efetivo para transformar situações, seja de concordância, seja de conflito. Quando a voz é alterada, o som não é devidamente projetado, dificultando a inteligibilidade da mensagem produzida.

14 14 CAPÍTULO II Voz profissional: a voz do professor

15 Profissional da Voz Costuma-se identificar o profissional da voz como sendo o sujeito que depende da sua voz para realizar sua atividade profissional e ganhar seu sustento. Destaca-se o cantor, o ator, o advogado, o político, o jornalista, o radialista, o vendedor, o professor, entre outros tantos. A voz humana é fascinante e complexa, e pode ser usada tanto para atrair como para repelir pessoas. O cantor com um soberbo controle do seu instrumento vocal proporciona grande prazer ao ouvinte. A voz do ator, ressonante e cheia de significado, pode, acrescentar significativamente a mensagem e a intensidade da emoção, podendo se fazer mais atraente para o ouvinte do que as próprias palavras articuladas. O político e o advogado com sua oratória eloqüente transmitem credibilidade e segurança, expressando com sua voz a capacidade de persuasão. Todo o comunicador sabe que precisa contar com sua voz para ter um bom desempenho de sua profissão. Entretanto, para alguns profissionais, essa conscientização somente acontece quando percebem que a voz está com algum problema. Queixas de cansaço para falar, falhas na voz e rouquidão após o uso profissional da voz são comumente relatadas. Os cantores apresentam queixas relacionadas ao canto, não conseguem mais alcançar as notas agudas e referem que a voz perdeu o vigor. O ator de teatro manifesta que a sua performance está comprometida. A voz não apresenta a mesma plasticidade para responder a formação do personagem. O ator empresta a sua voz ao personagem, necessita ter um grande preparo vocal, pois é um imitador, consequentemente, sua integridade vocal é essencial. O advogado delata que sua voz não está coerente com seu discurso, está fraca e instável, não sendo possível sustentar um debate. Algumas vezes os problemas referidos estão relacionados apenas ao uso inadequado da voz, a abuso vocal e, principalmente, ao desconhecimento do profissional de como adequar o seu potencial vocal à sua atividade profissional. No entanto, queixa de rouquidão por mais de quinze dias pode ser um sinal de

16 16 uma patologia da laringe e um problema mais sério pode estar acontecendo. O sujeito que faz uso da voz profissionalmente precisa ter um bom conhecimento da sua voz e, ficar atento ao perceber que algo não vai bem. A voz muda com o passar dos anos, e o profissional fazendo o uso demasiado da voz, sofre um desgaste maior das estruturas relacionadas com a fonação. Necessita estar informado de como é sua voz e o que é possível fazer para aprimorá-la. Deve cuidar da estética vocal, prevenir problemas vocais, estar atento para o que faz mal e o que faz bem para voz e, principalmente manter exercícios vocais, o que vai lhe propiciar um maior tempo de uso da voz profissional. Pode-se fazer uma analogia ao atleta que realiza atividade física. O profissional da voz é um atleta vocal, necessita manter os cuidados com a voz e realizar exercícios vocais orientados. Quando ocorre um problema vocal, esses profissionais procuram ajuda e, recorrem a especialistas na área de voz. Infelizmente, apesar das campanhas da Semana Nacional da Voz, onde é vinculado na mídia uma divulgação sobre a importância da saúde vocal, da prevenção aos problemas vocais e da valorização do uso da voz profissional, ainda é altíssimo o número de doenças grave de laringe no país. O profissional da voz está muito suscetível a ter problemas de voz, pois ainda, a grande maioria, não tem conhecimento de como a voz acontece, quais recursos de ressonância, respiração, inflexão vocal e plasticidade vocal poderiam ser realizados para melhorar a performance vocal nas suas atividades profissionais. O profissional da voz cumpre um dos papeis mais importantes papéis na sociedade, pois é um comunicador, e pela voz, passa seus sentimentos, sua emoção, conhecimento, informação. Conjuga e agrega multidões.

17 Voz do Professor O sistema educacional, em geral, valoriza a transmissão do conhecimento pelo professor, que se efetua por diferentes formas de comunicação verbal, sendo a comunicação oral um dos principais meios. O professor explica uma determinada matéria, expõe um ponto de vista, conta histórias, lê para os alunos, incentiva-o a responder perguntas, a cantar, e também coloca o limite aos alunos quando necessário. Em todas estas situações a voz é um dos principais elos da comunicação do professor com seu aluno. A maneira como a voz e a fala são utilizadas em sala de aula, podem influenciar positivamente ou negativamente na relação professor-aluno e, conseqüentemente, no processo ensino-aprendizagem. Além disto, se o professor entender o uso que faz da voz em sala de aula, poderá encontrar um poderoso instrumento de trabalho. O esclarecimento do uso da voz e fala utilizado em sala de aula, tanto pelo professor como pelo aluno poderá fortalecer a relação interpessoal entre eles. Da mesma forma, entender como o aluno percebe a voz do professor e faz julgamentos, poderá direcionar o professor para melhor utilização da voz e fala na comunicação oral em sala de aula, com vistas a aprendizagem. Com a modernização do ensino o professor deixou de ser apenas o divulgador dos seus conhecimentos para ser um comunicador formador de opinião. Hoje, ele precisa interagir com os alunos, desenvolvendo neles a análise crítica, a capacidade de síntese, o poder de argumentação, a formação de conceitos e idéias. Ele precisa ser mais criativo, mais observador. Essa nova postura exige mais do profissional. Ao dirigir a atenção para mais de um grupo, ao precisar aumentar a sua observação para atingir aos objetivos acima, o professor sofre um desgaste maior da sua voz. Sendo a voz o seu instrumento de trabalho, é necessário que ele se conscientize de que qualquer problema em suas pregas vocais pode acarretar o seu afastamento das atividades, e que há técnicas para evitá-los.

18 18 O alto índice de aparecimento de nódulos, pólipos e cistos nesses profissionais mostra o uso inadequado da voz. Além de aprender a usar a voz com maior cuidado, preservando-a, ele precisa desempenhar as suas funções e transmitir a sua mensagem, a sua aula, com segurança e objetividade, para que estabeleça com o aluno uma relação de respeito e admiração. A má dicção, os vícios de linguagem, a voz insegura, pouco audível ou desagradável, a atitude corporal e o gestual inadequados, podem comprometer o seu desempenho, assim como a didática empregada, a forma de lidar com os alunos e o discurso empregado. É através do treinamento dessas técnicas e da correção individualizada, que o trinômio voz, imagem e comunicação será aperfeiçoado.

19 19 CAPÍTULO III PRINCIPAIS DISTÚBIOS VOCAIS

20 20 Os distúrbios vocais são resultados de alterações negativas nas estruturas ou no funcionamento de alguma parte do trato vocal. A essas alterações dá-se o nome de disfonia. Neste trabalho iremos considerar apenas as alterações de funcionamento do trato vocal, essas alterações resultam do uso incorreto dos mecanismos vocais Nódulos Vocais Nódulo vocal é um espessamento do revestimento epitelial localizada na junção do terço médio anterior da borda livre das pregas vocais. Pode ter uma forma arredondada ou triangular e tem uma cor que varia do branco ao vermelho. Eles são causados pelo uso abusivo e inadequado da voz. Nos estágios iniciais do desenvolvimento a massa nodular é mole e maleável. Com o uso excessivo da voz, a lesão torna-se mais fibrótica e pode ser levemente maior ou pode tornar-se mais focalizada, menor e mais dura. Podemos encontrá-lo em somente uma prega vocal, ou também nas duas. As queixas mais freqüentes encontradas nas pessoas portadoras de nódulo são: sensação de ardor, de constrição, de corpo estranho e dor localizada ao nível do pescoço, além de necessidade de limpar a garganta continuamente. A limpeza da garganta, muitas vezes, torna-se um abuso vocal que pode levar a um aumento adicional ou a organização e consolidação do nódulo. A voz ao início do dia é relativamente boa, mas ao decorrer do dia torna-se disfônica pelo uso vocal contínuo Pólipos Vocais Pólipo vocal é uma formação gelatinosa, arredondada, benigna localizada no terço médio anterior das pregas vocais. Pode ser avermelhado ou esbranquiçado, grande ou pequeno, unilateral ou bilateral, pode ter uma base de implantação

21 21 alargada ou ser pediculada. A lesão é comumente macia, muitas vezes possui um fluido em seu interior e ocorre na borda interna da prega vocal; devido a sua maciez, ela não irrita o tecido da prega vocal oposta. Os pólipos são causados pelo uso abusivo e excessivo da voz, mas geralmente resultam de um período de abuso vocal, embora possam ser decorrentes de um único evento traumático. Por exemplo, uma pessoa pode ser comedida no uso de sua voz, mas em uma determinada tarde,assistindo a um jogo, berra, o que produz alguma hemorragia na membrana das pregas vocais. Um pólipo forma-se a partir desta irritação hemorrágica, uma vez que um pólipo pequeno inicie, qualquer abuso ou mau uso vocal repetido irritará a área, contribuindo para seu crescimento continuado. As vozes dos indivíduos com pólipos unilaterais caracterizam-se por disfonia severa. A prega vocal sem alteração vibra em uma freqüência, enquanto a lesão abafa a vibração da prega vocal alterada, resultando no que é percebido como rouquidão, aspereza ou soprosidade. Além disso, o indivíduo pode ter a sensação de algo na garganta Laringite Traumática A laringite traumática é o inchaço das pregas vocais em decorrência de uso excessivo e inadequado da voz. As pregas vocais tornam-se edematosas e espessadas. A voz soa rouca e com falta de intensidade, o edema é acompanhado por irritação e maior acúmulo sangüíneo. O estágio agudo da laringite traumática está em seu ápice durante o grito ou comportamento vocal traumático com as pregas vocais muito aumentadas em tamanho e massa. O edema temporário das pregas vocais altera a qualidade e a intensidade da voz; a pessoa faz muito esforço para falar, este esforço aumenta a irritação das pregas vocais, tornando desta forma, o problema mais complexo. Podendo chegar até a uma hemorragia submucosa.

22 22 CAPÍTULO IV CUIDADOS COM A VOZ

23 23 A voz deve sempre estar relacionada com a saúde geral do indivíduo, com o seu corpo todo. Podemos afirmar que todo sistema corporal afeta a voz. Portanto, deve-se analisar não apenas os aspectos prejudiciais as pregas vocais, mais sim o trato vocal integrado com a saúde geral de cada indivíduo. A seguir demonstraremos alguns hábitos nocivos a saúde vocal Fumo O fumo é altamente prejudicial para o trato vocal. A fumaça quente do cigarro agride todo o sistema respiratório, trato vocal e principalmente as pregas vocais. Esta agressão pode levar à irritação do trato vocal, edema das pregas vocais e proporcionar o aparecimento de pigarro e de tosse em decorrência do aumento da secreção. Todas estas alterações podem aparecer isoladamente, ou associadas, dependendo da reação de cada organismo. A mucosa que reveste a laringe e as pregas vocais deve apresentar uma movimentação ampla e solta para uma boa qualidade vocal. Ela possui cílios em toda sua extensão, cuja função é deslocar o muco (secreção) para fora do trato vocal. Apenas as bordas livres das pregas vocais são desprovidas de cílios, em razão de sua vibração na produção do som. A fumaça age diretamente sobre a mucosa, provocando duas reações: uma de defesa, através da descarga intensa de muco; e outra, que envolve uma parada na movimentação ciliar do epitélio, ocasionando um depósito de secreção que provoca o pigarro. A toxina do cigarro é diretamente depositada nas pregas vocais, as quais funcionam como verdadeiros aparadores de impurezas ao longo do tubo da laringe, favorecendo a instalação de diversas alterações provocadas pela irritação. O fumo é considerado um dos principais fatores desencadeantes do câncer de laringe e pulmão. O indivíduo não- fumante que fica exposto à fumaça do cigarro pode também apresentar alterações e, portanto, não fumar em ambientes fechados é uma questão de respeito à saúde do outro.

24 Álcool A ingestão de bebidas alcoólicas, especialmente as destiladas, causa irritação no aparelho fonador semelhante a provocada pelo cigarro, porém com uma ação principal de imunodepressão, ou seja, redução nas respostas de defesa do organismo. Aparentemente, uma pequena dose de bebida alcoólica provoca, em alguns indivíduos, uma sensação de melhora na voz. Isso ocorre devido a dois fatores principais: há uma inicial liberação do controle cortical, o que faz o indivíduo sentir-se mais solto; e ocorre uma leve anestesia na faringe e, com a redução da sensibilidade nessa região, uma série de abusos vocais podem ser cometidos, sem que se perceba. As conseqüências desses abusos, tais como ardor, queimação e voz rouca e fraca, só serão percebidas após o efeito da bebida ter passado Maconha O consumo da maconha é extremamente lesivo para a mucosa do trato vocal. Normalmente, a erva é enrolada em papéis que produzem toxinas, sem filtro, e costuma ser fumada apertando o cigarro com os dedos e entre os dentes. Esta maneira de fumar provoca uma elevação da temperatura da fumaça, em decorrência da pressão negativa criada pelo fato da erva estar comprimida. Isto faz com que a fumaça entre muito aquecida na região laríngea, lesando os tecidos dessa região. Esta maneira de fumar, associada às alterações de ordem neurológicas e cardiovasculares, pode produzir estado de sonolência, hipoglicemia reativa, imprecisão articulatória, alterações no ritmo e na fluência da fala, extrema secura no trato vocal, aumento do pigarro e voz agravada e pastosa.

25 Cocaína A aspiração da cocaína em pó pode lesar diretamente a mucosa de qualquer região do trato vocal, através de um efeito de irritação e acentuada vasoconstrição. São comuns perfurações de septo nasal e ulcerações na mucosa das pregas vocais. O uso da cocaína pode também provocar alterações na percepção e o controle sensorial, e desta forma reduzir o controle da voz e induzir ao abuso vocal. Além disto, provoca taquicardia, enrijecimento da musculatura que envolve a articulação têmporo-mandibular, imprecisão articulatória, ritmo de fala acelerado, ataque vocal brusco, voz agudizada e hipernasal. A cocaína injetável provoca hipotonia muscular (fraqueza) e, especificamente no que diz respeito à voz, produz-se uma fadiga vocal, gerando dificuldade de manter uma comunicação adequada e eficiente Hábitos Vocais Inadequados O ato de pigarrear ou raspar a garganta é um vício muito comum entre as pessoas, havendo ou não necessidade real de limpar a garganta, no caso de alguma secreção presa. Pigarrear, na grande maioria das vezes, acontece involuntariamente. É muito comum entre fumantes ou em situações em que estamos nervosos ou constrangidos. Pigarro persistente e muco viscoso são sinais de hidratação insuficiente, para a qual nada melhor do que fazer uma hidratação natural, ou seja, beber muita água. O ato de pigarrear oferece a sensação de que se elimina um corpo estranho da laringe, aliviando o sintoma de pressão na garganta, com eventual melhora da voz. Tal gesto, porém, é uma agressão para as pregas vocais, piorando a condição da laringe. A tosse também é um gesto extremamente agressivo para a delicada mucosa da laringe. Tais hábitos vocais são inadequados, podendo contribuir para o aparecimento de alterações nas pregas vocais, através do atrito

26 26 que provoca irritação e descamação do tecido. Quando houver secreção persistente e a necessidade de eliminá-la for muito grande, recomenda-se inspirar profundamente pelo nariz e deglutir logo a seguir, o que auxilia no deslocamento da secreção da área vibratória das pregas vocais. A utilização de pastilhas e sprays, sem prescrição médica, pode apresentar efeito semelhante ao álcool. Estes podem ser irritantes e possuir um efeito anestésico que irá mascarar a dor na garganta. A quantidade e a viscosidade da saliva também serão alteradas com a utilização de pastilhas. A competição sonora é um hábito inadequado em resposta à poluição auditiva. Situações de freqüente competição vocal fazem parte da vida das grandes cidades. Deve-se, no entanto, evitar qualquer tipo de competição sonora, seja ela vocal ou ruído ambiental. È aconselhável que se mantenha a intensidade vocal em um nível moderado em todas as situações de comunicação. Falar sussurrado ou cochichado também deve ser evitado, pois geralmente representa um esforço maior que o necessário para a produção natural da voz, já que nessa emissão bloqueamos a vibração livre das pregas vocais e o som é produzido apenas por fricção de ar. A resistência vocal é uma característica individual, dependente do metabolismo. Assim, uma alteração de voz em conseqüência das situações de competição sonora é uma resposta individual Posturas Corporais Inadequadas A postura corporal global de cada indivíduo é o resultado das características anatômicas e fisiológicas adquiridas por herança genética e por pressões externas do meio, que alteram progressivamente a forma física através de contrações musculares e desvios do esqueleto ósseo. A postura pode afetar a comunicação humana. Comunicamo-nos utilizando não somente a voz, mas todo corpo. Um indivíduo que fala sem movimentação corporal geralmente causa desconforto no ouvinte. Para uma comunicação efetiva, o corpo e a voz devem expressar a mesma intenção.

27 27 A integração corpo-voz é um dos parâmetros básicos pelos quais podemos avaliar o equilíbrio emocional de um indivíduo. Posturas corporais inadequadas geralmente estão associadas a uma emissão vocal deficiente. Os desvios de postura que devem ser evitados, principalmente durante a fala, pois limitam a boa produção da voz, são: cabeça elevada ou inclinada para os lados; tensão de face com boca travada; olhos excessivamente abertos; elevação ou contração de sobrancelhas; pescoço com músculos saltados e veias túrgidas; peito comprimido; ombros erguidos ou rodados para frente; e bloqueio da movimentação corporal, principalmente da cabeça e dos braços. Assim sendo, a postura ideal durante a fala pode ser resumida de acordo com as seguintes direções gerais: o corpo deve estar livre para que acompanhe o discurso espontaneamente, sem movimentação excessiva, o que cansa o ouvinte e gera ansiedade, mas também sem rigidez, como se o indivíduo estivesse paralisado; deve-se manter um eixo vertical único pelo alinhamento da coluna cervical, e o resto da coluna vertebral, ou seja, o corpo deve ser mantido reto, sem quebras no sentido lateral ou antero-posterior; e não devem ser observadas zonas específicas de tensão. Um corpo com movimentos harmônicos favorece a movimentação livre da laringe e a produção adequada da voz Poluição O ar passa pela laringe e, conseqüentemente, pelas pregas vocais, a poluição atmosférica representa um problema para a voz. Cidades grandes sofrem muito violentamente os efeitos da poluição. Uma das principais fontes de poluentes são os automóveis, que emitem monóxido de carbono, chumbo, óxido de nitrogênio, ozônio e uma série de emissões tóxicas. A principal causa da poluição atmosférica é a queima de combustíveis. O monóxido de carbono interfere na capacidade do sangue em absorver o oxigênio, prejudicando a percepção e a atividade mental, retardando os reflexos e ameaçando o crescimento e o desenvolvimento mental do feto, em mulheres grávidas. O chumbo afeta os sistemas circulatório, reprodutor, nervoso e renal e

28 28 também diminui a capacidade de aprendizagem das crianças. O óxido de nitrogênio pode aumentar a suscetibilidade a infecções virais, irritando os pulmões, causando bronquite e pneumonia. O ozônio irrita as membranas mucosas das vias respiratórias, causando tosse, prejudicando a função pulmonar, reduzindo a resistência a resfriados e à pneumonia, podendo ainda agravar doenças crônicas do coração. Finalmente, fazem parte dessas substancias tóxicas diversos compostos suspeitos de causar câncer e deformidades congênitas. A poluição pode produzir alterações vocais e laríngeas agudas ou crônicas. As situações mais extremas, evidentemente, envolvem acidentes com fogo, fumaça e o vazamento de vapores químicos que podem lesar toda a árvore respiratória, das narinas aos pulmões. Outra situação é a do uso de fumaça artística, o gelo seco, para efeitos pirotécnicos, como fogos de artifício. Tais artifícios pirotécnicos criam efeitos de som e luz, mas ao mesmo tempo projetam toxinas químicas no meio ambiente. Numa situação diária e crônica, a exposição ao ar poluído pode resultar numa resposta irritativa da árvore respiratória e, do mesmo modo, do trato vocal. Os sintomas vocais e laríngeos relacionados à poluição geralmente incluem rouquidão, sensação de irritação na garganta, tosse, dificuldade na respiração e irritação dos tecidos da boca, língua, nariz e de toda árvore respiratória. Vermelhidão na pele e nos olhos são associações freqüentes, assim como alterações gástricas como náuseas e vômitos podem também acompanham esses quadros. Essas alterações, geralmente, afetam a voz de modo temporário, mas a exposição prolongada pode piorar a condição vocal e dificultar o tratamento. Embora quando falamos em poluição nossa associação mais imediata é a atmosférica, mas especificamente quanto à voz, não podemos esquecer da poluição auditiva. A exposição a ambientes ruidosos coloca em risco não somente a audição, que pode sofrer perdas irreversíveis, mas também a voz. Quando estamos em um local barulhento, por um comportamento reflexo, imediatamente elevamos a voz em um esforço para nos comunicarmos, tentando vencer o ruído de fundo. Essa

29 29 resposta reflexa faz com que entremos em competição sonora, o que ocorre de modo automático, sem a nossa consciência. Raramente temos consciência da intensidade e do esforço vocal utilizado nessas situações Alergias Alergia é uma resposta de sensibilidade elevada a determinadas substancias. Um indivíduo alérgico é, portanto, um indivíduo hipersensível. A reação alérgica pode ocorrer por algo que foi inalado, injetado, ingerido ou absorvido pela pele. O mecanismo da reação alérgica é extremamente complexo e o grau de resposta alérgica varia enormemente. Quanto à voz, particularmente apresentam maior interesse as alergias das vias respiratórias, tais como bronquite, asma, rinite, faringite e laringite. Indivíduos com reações alérgicas nessas regiões são mais propícios a desenvolverem problemas de voz, numa relação direta com o grau da alergia. Observa-se uma tendência ao edema das mucosas respiratórias, o que dificulta a vibração livre das pregas vocais. Por outro lado, a presença constante de secreção pode levar a uma irritação direta da laringe. Indivíduos alérgicos que usam muito a voz em seu trabalho devem seguir corretamente as orientações médicas, na tentativa de evitar as crises, ou, pelo menos, de reduzir a freqüência de suas ocorrências e minimizando as manifestações nas vias aéreas. Profissionais da voz alérgicos devem fazer todo o esforço para evitar o contato com as substancias ou situações que desencadeiam suas crises, particularmente mofo, umidade, poeira, agasalhos de lã, tintas fresca e animais domésticos. É importante que a alergia seja controlada e, se possível, que o agente de disparo da reação seja identificado.

30 Alimentação Inadequada O estado nutricional de um indivíduo é um dos fatores mais importantes em sua sobrevivência e para a definição de seu estado de saúde. No entanto, são raras as pessoas que observam racionalmente o que comem. A regularidade e o equilíbrio da alimentação são essenciais para a produção da voz. As dietas alimentares devem ser basicamente protéicas, auxiliando a força e a tonicidade muscular. Alimentos muito pesados e condimentados devem ser preteridos, pois dificultam a digestão e prejudicam a movimentação livre do diafragma. A produção da voz é um processo de grande gasto de energia, não devemos falar ou cantar em jejum, como também não devemos nos alimentar muito próximo das situações de utilização da voz. A refeição antes do uso profissional da voz deve ser tranqüila, os alimentos bem mastigados irão proporcionar um relaxamento da musculatura da mandíbula. Os derivados do leite (chocolate, queijos, iogurtes, etc) devem ser evitados, pois aumentam e engrossam a secreção do trato vocal. Bebidas e alimentos gelados costumam provocar um choque térmico, levando a uma descarga de muco associada a um edema de pregas vocais Falta de Repouso Adequado A produção da voz é uma função de enorme gasto energético. A energia necessária para colocar as pregas vocais em vibração e produzir a voz é muito grande e pode ocorrer fadiga vocal após uso excessivo ou uso da voz em grande intensidade. Na situação de fadiga vocal, a voz sai mais fraca, mais baixa, com modulação restrita e com ar na emissão. O aparelho fonador não consegue mobilizar adequadamente suas estruturas para produzir uma qualidade vocal plena. A fadiga pode ser tão intensa que inclui também o cansaço corporal global. O indivíduo pode até parar de falar pelo grande esforço necessário para manter a emissão.

31 31 Geralmente, após uma noite bem dormida, os sintomas da fadiga vocal desaparecem e, no dia seguinte, a voz retorna às condições usuais. Nosso organismo precisa em média de 8 horas de sono tranqüilo por noite para recuperar as energias. Uma noite mal dormida pode significar uma voz rouca e fraca pela manhã. Além do repouso corporal, devemos também considerar o repouso vocal. Após o uso intenso da voz, é ideal um período de descanso ou de uso limitado, com o mesmo número de horas que foi empregado no uso da voz. A resistência vocal é um aspecto da produção da voz com grandes variações individuais. Algumas pessoas naturalmente apresentam vozes mais resistentes, enquanto outras demonstram sinais de fadiga vocal após pouco tempo de uso contínuo da voz. A resistência vocal básica é definida por fatores genéticos, neurológicos e comportamentais, podendo ser melhorada com treinamento vocal. O uso consciente e saudável da voz, alternando a períodos de repouso vocal relativo, é uma estratégia para aumentar a resistência vocal. A prática de aquecimento vocal deve ser utilizada por profissionais da voz para reduzir o risco de lesões nas pregas vocais Refluxo Gastroesofágico O refluxo gastresofágico é a passagem do suco gástrico para o esôfago, que sobe em direção à boca. Esse retorno de líquido estomacal pode atingir a boca, o nariz e até mesmo banhar a laringe e as pregas vocais. O principal sintoma de refluxo é queimação no esôfago e azia, mas nem todas as pessoas que tem refluxo apresentam esses sinais. Outros sinais da presença de refluxo são a regurgitação dos alimentos, presença de pigarro constante, sensação de corpo estranho ou bolo na garganta, saliva viscosa, mau hálito e problemas digestivos. Quando o refluxo atinge a laringe, o suco gástrico, altamente irritativo, produz lesões na delicada mucosas das pregas vocais e das outras estruturas do órgão.

32 32 Pessoas com refluxo podem apresentar rouquidão após as refeições e ao acordar, além dos sintomas acima descritos. O refluxo gastresofágico é favorecido por uma série de substancias, tais como alimentos muito gordurosos e condimentados, cafeína, leite e achocolatados, refrigerantes, bebidas gasosas, álcool, frituras, produtos dietéticos e os citicos. Além de o controle alimentar, algumas medidas práticas podem ser tomadas para evitar que o refluxo atinja a laringe. Uma prática muito útil é a elevação da cabeceira da cama. Outra é nunca se deitar após comer, esperando o processo da digestão, por pelo menos duas horas Ar Condicionado e Calefação O limite de resistência ao ar condicionado é individual, mas, de modo geral, ocorre uma agressão à mucosa das pregas vocais, pois o resfriamento do ambiente é acompanhado pela redução da umidade do ar. Essa baixa umidade provoca o ressecamento do trato vocal, o que induz a uma produção vocal com esforço e tensão. Medidas como colocar baldes de água ou plantas aquáticas em ambientes com ar condicionado são ineficazes, uma vez que a evaporação da água é muito baixa e, portanto, não umedece suficientemente o ar. Se o uso de ar condicionado for inevitável, aconselha-se a ingestão constante de água a temperatura ambiente. Convém lembrar que, além do ressecamento do ambiente, há, também, a questão da competição sonora. Desta forma, em locais com ar condicionado fala-se mais alto e mais tensamente e com o trato vocal seco. Em locais que durante o inverno é utilizado aquecimento por calefação ou estufa, encontramos o mesmo mecanismo de ressecamento do ar que ocorre em locais com ar condicionado, sendo também necessária a reposição de líquidos no organismo.

33 Hidratação A vibração das pregas vocais para produzir a voz é muito rápida, exigindo uma mucosa solta e flexível. Para que essa vibração ocorra de modo livre e com atrito reduzido é essencial que a laringe esteja bem hidratada. A água é um componente vital para todas as funções de nosso organismo e a produção vocal também depende dela. O ideal é que sejam ingeridos de 8 10 copos de água por dia, para garantir a reposição das perdas de líquido pela urina e pela transpiração. O líquido não passa pela laringe, mas sim pelo esôfago, portanto essa hidratação se faz de forma indireta. Esforços ao falar, pigarro constante e saliva grossa podem ser sinais de hidratação insuficiente. Profissionais da voz necessitam ainda mais de hidratação, pois pertencem ao grupo de alto risco de problemas vocais.nas situações de uso intensivo da voz, o indivíduo deve hidratar-se intensivamente, tomando d 4 a 6 copos de água 2 horas antes do uso da voz Vestuário O vestuário pode interferir de três modos negativos na produção da voz : compressão, alergias e postura. A compressão da região do pescoço e abdômen são as piores para a voz. Por isso, roupas que apertem essas regiões, assim como roupas muito justas de maneira geral, devem ser evitadas por causarem dificuldades para o movimento respiratório e para a liberdade da movimentação muscular. As alergias são responsáveis por inúmeros problemas vocais. Por isso,é aconselhável utilizar tecidos de fibras naturais, como o algodão, que possibilita uma fácil transpiração, ao invés de sintéticos. As posturas corporais inadequadas também favorecem o aparecimento de problemas vocais. Desta forma, os sapatos devem ser preferencialmente baixos e de material natural, como couro. Saltos altos provocam uma postura tensa a fim

34 34 de manter o corpo ereto e, conseqüentemente, enrijecem a postura corporal, dificultando a emissão vocal Medicamentos A automedicação é uma pratica corrente em nossa sociedade. As pessoas tomam remédios receitados para seus amigos ou familiares, indicados por conhecidos ou ainda que foram receitados num quadro anterior e passam a ser repetido indiscriminadamente. Tal situação é extremamente perigosa e pode ser um risco não somente para saúde vocal, mas também a saúde geral do indivíduo. Medicamentos são complexos químicos que podem comprometer decisivamente sua produção vocal e sua vida, quando administrados incorretamente. Partindo-se do pressuposto que os medicamentos são administrados por médicos e em circunstancias especiais, iremos agora ressaltar os remédios que devem ser evitados pelos indivíduos que usam a voz profissionalmente. Analgésicos, que são os empregados para o alivio da dor, que contêm acido acetilsalisílico provocam sangramento e podem provocar hemorragia nas pregas vocais. Sprays nasais, que são usados nas crises alérgicas e em estados gripais, não devem ser utilizados por mais de cinco dias, a fim de evitar a dependência. O uso prolongado provoca o chamado efeito rebote, que é nesse caso um edema da mucosa quando a medicação é interrompida, provocando uma obstrução nasal ainda mais intensa. Os descongestionantes têm ainda como efeito secundário o ressecamento da mucosa do nariz e também da laringe, dificultando a vibração das pregas vocais. Os antitussígenos são supressores da tosse, mas causam, como efeito secundário, o ressecamento das pregas vocais. Anti-histamínicos e corticosteróides, que são empregados nas alergias e inflamações, provocam uma diminuição das secreções do trato vocal, produzindo

35 35 ressecamento do nariz, da boca e da laringe, além de reações colaterais como insônia, irritabilidade, irritação gástrica, e tremor, que pode ser percebido na voz. Os antidiarréicos também reduzem a produção das secreções e podem provocar secura na laringe, dificultando a boa emissão vocal.os diuréticos provocam redução da saliva, ressecamento da boca e da garganta, produção densa e viscosa, além de pigarro persistente.a vitamina C se consumida em alta dosagem pode produzir um efeito secundário de ressecamento do trato vocal. Os hormônios são medicações que podem causar profundas modificações na qualidade vocal, tanto por modificações nas estruturas do aparelho fonador, como por alterações nos conteúdos dos fluidos do corpo. Os andrógenos têm efeito muito acentuado na voz feminina, podendo deixar sua freqüência muito grave, na faixa da voz masculina, ocorrendo um processo de virilização vocal. Embora muitas vezes usados no tratamento de disfunções da menopausa ou em alguns tipos de câncer, podem ocorrer mudanças vocais profundas, e nem sempre reversíveis, o que pode limitar o uso da voz profissional

36 36 CAPÍTULO V TREINAMENTO

37 Treinamento Como Processo Educacional A palavra treinamento possui diversos significados. Abordaremos o treinamento, enquanto desenvolvimento pessoal. Sendo assim, ele tem um enfoque educacional, uma vez que, procura capacitar as pessoas para o ambiente interno ou externo ao trabalho. Podemos entender educação como toda e qualquer influencia que o indivíduo recebe do meio social, no sentido de adaptar-se às normas e valores sociais vigentes. O indivíduo, todavia, recebe essas influencias, internaliza-as de acordo com seus interesses e predisposições e enriquece ou modifica seu comportamento dentro dos sues próprios padrões pessoais. A educação é o preparo do indivíduo para a vida e pela a vida. Existem dois tipos de educação, a social e a profissional. Nesse trabalho iremos nos deter apenas na profissional. Educação profissional visa ao preparo do indivíduo para a vida profissional. Compreende três etapas interdependentes, mas distintas: formação, aperfeiçoamento e treinamento. Falaremos apenas sobre o treinamento. Treinamento, segundo Chiavenato, é o processo educacional de curto prazo aplicado de maneira sistemática e organizada, através do qual as pessoas aprendem conhecimentos,atitudes e habilidades em função de objetivos definidos. O treinamento envolve a transmissão de conhecimentos específicos, atitudes frente a aspectos pessoais, organizacionais, da tarefa e do ambiente, e desenvolvimento de habilidades. O conteúdo do treinamento pode envolver quatro tipos de mudança de comportamento: transmissão de informações, desenvolvimento de habilidades, modificação de atitudes e desenvolvimento de conceito. No treinamento com enfoque de transmissão de informações, o conteúdo é o elemento essencial do programa. Normalmente, as informações são genéricas, de preferência sobre o trabalho, sobre a empresa, seus produtos e serviços, sua

38 38 organização política, regras e regulamentos, podendo envolver também transmissão de novos conhecimentos. O treinamento voltado para o desenvolvimento de habilidades trata-se de um treinamento voltado diretamente para as tarefas e operações a serem executadas. Ele visa as destrezas e conhecimentos diretamente relacionados com o desempenho do cargo atual ou de possíveis ocupações futuras. O treinamento com enfoque de mudanças de atitudes, geralmente lida com mudanças de atitudes negativas para atitudes mais favoráveis, aumento de motivação, desenvolvimento da sensibilidade das pessoas em relação a elas mesmas e aos outros. Pode também envolver aquisição de novos hábitos e atitudes, principalmente em relação aos outros e a si mesmo. O treinamento voltado para o desenvolvimento de conceitos pode ser conduzido no sentido de elevar o nível de abstração de idéias e de filosofias, seja para facilitar a aplicação de conceitos na prática administrativa, seja para elevar o nível da generalização desenvolvendo pessoas que possam pensar em termos globais e amplos. Os principais objetivos do treinamento são: preparar o pessoal para a execução imediata das diversas tarefas do cargo, proporcionar oportunidades para o continuo desenvolvimento pessoal e mudar a atitude das pessoas para criar um clima mais satisfatório na organização. De acordo com o objetivo será utilizado um ou mais enfoques de treinamento Treinamento Como Processo De Aprendizagem Segundo Chiavenato, treinamento é o ato intencional de fornecer meios para possibilitar a aprendizagem. Aprendizagem é a transformação que surge como resultado dos esforços de cada indivíduo. A aprendizagem é uma mudança no comportamento no comportamento que se manifesta dia a dia em todos os indivíduos.

39 39 O treinamento deve orientar essas experiências de aprendizagem num sentido positivo e benéfico e reforçá-las com atividade planejada, a fim de que os indivíduos em todos os níveis da empresa possam desenvolver mais rapidamente seus conhecimentos, atitudes e habilidades que beneficiarão a eles mesmos e a organização. O treinamento obedece a uma seqüência programada de eventos, que fazem parte de um processo contínuo cujo ciclo se renova a cada vez que se repete. Ele pode ser comparado a um modelo de sistema aberto, cujos componentes são: entrada, como treinandos, recursos organizacionais, informações e habilidades; processamento, como processos de aprendizagem individual e o programa de treinamento; saídas, como pessoal habilitado, sucesso ou eficácia organizacional e retroação, como avaliação dos procedimentos e resultados do treinamento através de meios informais ou pesquisas sistemáticas Etapas do Treinamento O treinamento é um processo composto por quatro etapas, são elas: diagnóstico, elaboração, implementação e avaliação. A primeira etapa do é o levantamento das necessidades de treinamento da organização. A segunda consiste na programação de treinamento para atender às necessidades. A terceira é a aplicação dos programas previamente elaborados. A quarta, e última, é o acompanhamento, verificação e comparação da situação atual com a situação anterior. O levantamento de necessidades de treinamento é uma forma de diagnóstico que deve basear-se em informações relevantes.os principais meios utilizados para este levantamento são: avaliação de desempenho, observação, questionários, solicitação de supervisores, entrevistas com supervisores, reuniões interdepartamentais, exame de funcionários, modificação do trabalho, entrevista de saída, análise de cargos e relatórios periódicos.

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