Relatório de Atividades Março/2011

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2 Relatório de Atividades 2010 Março/2011

3 Palavra da Presidente Mais um ano se passou na busca de uma Liga cada vez mais Solidária, eficiente e com clareza do seu papel no mundo. Em 2010, na preparação para uma exposição sobre Sustentabilidade no Terceiro Setor na UniSantos, criamos um interessante parâmetro na forma de um tripé, como estrutura conceitual para uma boa gestão: Sonho, Transparência e Eficiência. Começamos, portanto, o ano de 2010 no propósito de dar um espaço real a esses três pilares no nosso trabalho social, buscando aproximar dos nossos sonhos e programas a transparência e a eficiência. Foi o que fizemos, adequando nosso trabalho quando necessário, mudando o processo completamente, como ocorreu com o Programa IDEAL e também ampliando, caso dos Programas de Qualificação Profissional e Religar. Respondendo a uma diretriz do nosso planejamento estratégico, intensificamos, com o apoio do Programa Religar, de alguns técnicos do Educandário Dom Duarte (EDD) e de alguns gestores, uma mobilização das lideranças locais com o objetivo de formar um grupo que se constituísse unido na sua diversidade e capaz de se fortalecer a partir das discussões das suas necessidades. Entra a Liga Solidária nesse processo como elemento catalisador numa parceria ativa e transformadora. Sentimos cada vez mais a nossa responsabilidade como uma das mais antigas e maiores ONGs que trabalham na cidade de São Paulo. Ficou claro que não bastaria ampliar nossa ação na comunidade. Teríamos também que zelar pela nossa presença no Conselho Municipal de Assistência Social (COMAS), assim como nos Fóruns e Redes que nos representam, como a Rede Butantã, à qual pertencemos há 10 anos, a Rede Brasileira do Terceiro Setor (REBRATES), que numa ação política no Congresso garantiu os direitos de várias instituições, ao Movimento Nossa São Paulo, que compareceu a uma reunião da comunidade no EDD, fortalecendo ainda mais o movimento de união das lideranças locais. Percebemos que a Liga poderá assumir o papel de articuladora a fim de ajudar a preencher os atuais vazios das políticas públicas. Nos Centros de Educação Infantil (CEIs) e nos Abrigos Solidários, cuja atividade é de alta complexidade, ampliamos a capacitação profissional e o suporte emocional aos educadores técnicos, que merecem especial atenção pela dedicação e responsabilidade com o trabalho que realizam. Por último, afirmo que nada poderia acontecer sem a imensa competência, amor e boa vontade de todos os nossos funcionários, voluntários, conselheiros, parceiros e doadores. A todos, meu muito obrigada! Ao longo do ano, observamos já haver um espaço maduro nesse grupo, quando resolveu se engajar no processo do trabalho realizado por Edgar von Buettner, após conhecerem a experiência de evolução da favela Heliópolis, contada pelos próprios moradores. Xinha d Orey Espírito Santo Presidente

4 Doadores Estratégicos Fundação prada de assistência social

5 Sumário 10 A Liga Solidária 12 Princípios Organizacionais expediente Coordenação: Ana Carolina M. B. Matarazzo Organização e redação: Vanessa Oliveira Design gráfico: Thiago Louis Gringon Equipe de Desenvolvimento Institucional: Ana Paula Monteiro Lívia Magro Roberta Casado Thiago Louis Gringon Vanessa Oliveira Revisão: Madu Sigrist Fotografias: Fabiana Francé (Voluntária) Rayane Oliveira (Voluntária) Ricardo Lucas (Voluntário) Rafael Almeida da Silva Arquivo Ilustração: Airon Barreto 14 O trabalho no distrito Raposo Tavares 16 Unidades da Liga Solidária 18 Governança 20 Equipe 22 Abrigos Solidários 26 Centros de Educação Infantil (CEIs) 30 Programa IDEAL 34 Programa Qualificação Profissional 38 Programa Religar 42 Programa Crescer 44 Voluntariado 46 Parcerias 48 Sustentabilidade 50 Gestão Financeira 52 Unidades Provedoras Impressão: Ativa Online Tiragem: exemplares Capa: Couché Mate Suzano FSC 230g/m 2 Miolo: Couché Mate Suzano FSC 115g/m 2 56 Obrigado! 64 Seja solidário você também! 66 Certificações 68 Contatos A Liga Solidária é auditada pela

6 Contribuindo com a educação e cidadania na cidade de São Paulo A Liga Solidária, fundada em 10 de março de 1923 como Liga das Senhoras Católicas de São Paulo, é uma organização social sem fins lucrativos que desenvolve programas socioeducativos e de cidadania que beneficiam mais de pessoas. Nosso foco é a educação para a construção gradual do conhecimento e preparo para autonomia, em sintonia com os Orientações Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Acreditamos que por meio da educação é que se alcança a verdadeira cidadania. O combate à violência e ao abuso sexual é tema de grande importância para o nosso trabalho. Nossos educadores são capacitados e sensibilizados para identificar e encaminhar os casos a fim de buscar soluções conjuntamente. Envolvemos as famílias dos beneficiários de todos os nossos programas, pois uma relação de confiança e o trabalho em parceria são fundamentais para o desenvolvimento físico, intelectual e emocional, além de possibilitar a compreensão das suas características individuais e suas demandas. No papel de articuladores, trabalhamos para fortalecer e defender os direitos da comunidade onde estamos, participando de diversas redes sociais, como Conselho Estadual dos Direitos da Infância e do Adolescente (CONDECA), Conselho de Segurança Comunitária, Fórum de Educação Infantil (FEI), Fórum da Criança e do Adolescente (FOCA), entre outros

7 Princípios Organizacionais Visão Procurar excelência nos trabalhos sociais desenvolvidos, pela eficácia e ética na gestão, pelo diferencial da espiritualidade, e pela qualidade e viabilidade econômica dos seus projetos, por meio de parcerias estratégicas. Otimizar o patrimônio, assegurando consistência com a demanda social. Responsabilidade Compartilhar, em rede, o conhecimento educacional. Sustentabilidade Credibilidade Missão Contribuir com ações socioeducativas para conscientizar crianças, jovens e adultos de sua dignidade e de seu potencial transformador. Qualidade princípios cristãos Ética 15

8 O trabalho no distrito Raposo Tavares Atuação da Liga na cidade de São Paulo Mais de 90% do trabalho realizado pela Liga Solidária concentra-se no Complexo Educacional Educandário Dom Duarte (EDD), no distrito Raposo Tavares. Localizado na região do Butantã, o distrito é formado por uma população de moradores de 28 bairros. A região concentra o maior número de áreas com altos níveis de vulnerabilidade social (5 e 6) 1 dentro dos distritos da Subprefeitura do Butantã, distribuídas nas 21 favelas da região. Do total da população, 43% são alfabetizados com no máximo o ensino fundamental e somente 13% da população possui nível superior (Datafolha, 2008). As famílias residentes são de tamanho médio, 3 a 4 pessoas (SEADE 2, 2000), 14% dos chefes de família não possuem renda fixa, 29% recebem até 2 salários míninos e 26% recebem de 2 a 3 salários mínimos (Datafolha, 2008). É composta por jovens (SEADE, 2008) com idades entre 15 e 19 anos e possui um dos piores índices de vulnerabilidade juvenil da região do Butantã (SEADE, 2000). A taxa de mortalidade infantil é a segunda maior da região, 8,5 (SEADE, 2005). Ciente da responsabilidade e do seu papel na comunidade onde atua, a Liga iniciou, há dois anos, um trabalho de mobilização de lideranças com o objetivo de torná- -las aptas a buscar soluções para as demandas da população local. Atualmente, quarenta pessoas participam dos encontros mensais. O grupo, cada vez mais fortalecido, tem grandes metas e desafios, como a solidificação de sua identidade, sustentabilidade, capacitação e formação das lideranças. O EDD cede espaço para a Escola Municipal Anexa Educandário Dom Duarte e para um Tele centro Programa de Inclusão Digital, que oferece à população o acesso às novas tecnologias da informação e comunicação, em especial à internet. A Liga Solidária também desenvolve ações sociais nos bairros da Saúde, Ipiranga e Pinheiros, com dois Centros de Educação Infantil (CEIs) um Abrigo Solidário. EVENTOS COMUNITARIOS Todos os anos, a Liga promove sua tradicional Feijoada Beneficente em comemoração ao aniversário do EDD, cuja renda é revertida para a realização da Festa Junina. Em 2010, mais de 4 mil pessoas participaram dos dois eventos. A Festa de Natal, organizada para encerrar o ano de atividades, recebeu mais de pessoas que participaram de uma missa, seguida de um momento ecumênico, representado pelas lideranças religiosas da comunidade. Divertiram-se com diversas atrações e receberam brinquedos e panetones, com o apoio de parceiros da Liga. Doadores Feijoada Beneficente: Columbia Limpeza e Higiene, Copol, Frigorífico BB, Nova Limp e San Peter Hortifrutigranjeiros. Doadores Festa Junina: JPV Madeiras, Kimberly-Clark Brasil, Monteiro s Carnes, Plasdepel, Rent One, Sadia e San Peter Hortifrutigranjeiros. Doadores Festa de Natal: AmBev, Balas Juquinha, Bauducco, C/ Cosméticos, Columbia Limpeza e Higiene, Escola Pirilampo, ig, Kimberly-Clark Brasil, Kromo, Laticínios Luso Brasileiro, Monteiros Carnes, Nova Limp, Rent One, Sabesp, San Peter Hortifrutigranjeiros, Sorvetes Icegurt, Sorvetes Sol e Lua, Skill Idiomas e Tryp Iguatemi. Complexo Educacional Educandário Dom Duarte Abrigo Solidário IV Abrigo Solidário V CEI Casa da Infância CEI Santo Antônio Sede Administrativa Região do Butantã Gerente de produtos sazonais da Bauducco Conforme descrição do nível de vulnerabilidade medida pelo 2 SEADE: Fundação Sistema de Análise de Dados. Íncide Paulista de Vulnerabilidade Social da Fundação SEADE, Desde 2009 estamos apoiando o trabalho da Liga Solidária. Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco do trabalho realizado pela instituição e entender a enorme abrangência da solidariedade e do trabalho prestado por ela a milhares de pessoas, que de fato precisam desta ajuda. Reconhecemos o valor de cada contribuição para ajudar a construir os programas sociais e sabemos da importância do engajamento de empresas privadas nestes projetos e, por isso, desde 2009 estamos juntos, principalmente nas festas de final de ano, ajudando na realização deste evento para as famílias das pessoas atendidas pela Liga Rodrigo Corner Mainieri

9 1 Abrigos Solidários I, II e III Jd. Educandário 60 crianças e jovens 2 Abrigo Solidário IV Jd. Rosa Maria 20 crianças e jovens 3 Abrigo Solidário V Pinheiros 20 crianças e jovens 4 CEI Primeiros Passos Jd. Educandário 120 crianças 5 CEI João de Barro Jd. Educandário 100 crianças 6 CEI Primavera Jd. Educandário 120 crianças 7 CEI Ipê Jd. Educandário 109 crianças 8 CEI Pau Brasil Jd. Educandário 90 crianças 9 CEI São Cesário Jd. Educandário 122 crianças 10 CEI Casa da Infância do Menino Jesus Ipiranga 114 crianças 11 CEI Santo Antônio Saúde 70 crianças 12 Programa Crescer Jd. Educandário Crianças, jovens e adultos 13 Programa Qualificação Profissional Jd. Educandário 230 jovens 14 Programa IDEAL Jd. Educandário 420 crianças e jovens 15 Programa Religar Jd. Educandário crianças, jovens e adultos Unidades da Liga Solidária 19

10 Governança Antonina Grubilauskas Elizabeth Wells Thompson Scalamandré Dom Odilo Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo Orientador Espiritual ASsembleia Geral Carmem Leme de Oliveira Assis Esther Proença Soares Monsenhor Dario Benedito Bevilacqua Assistente Eclesiástico Diva Arruda Lopes Feliciana Toledo Carvalho Dias Ana Carolina Monteiro de Barros Matarazzo 1ª Vice-Presidente Conselho Executivo Maria Luiza d Orey Espírito Santo Presidente Maria Stella Moura Abreu Barroso de Siqueira 2ª Vice-Presidente Maria Rita Tostes da Costa Bueno 3ª Vice Presidente Haydee Leme de Oliveira (In memoriam) Jacqueline Jafet Nasser Lucia Maria Nunan Bicalho Lúcia Würker Margot Joan Naegeli Prada Margot Leopoldo e Silva Carvalho Maria Amélia Vidigal Xavier da Silveira Maria de Lourdes Lopes Dias Soares Maria Aparecida Pires do Rio Pinho Maria de Lourdes Netto Velloso Maria Apparecida Monteiro da Silva Diniz Maria do Céu Carvalhaes (In memoriam) Daniela Aoun Bustos Conselheira Ewaldo Mário Kulhmann Russo Conselheiro José Eduardo Dias Soares Conselheiro Katalin Willy Conselheira Maria Dulce Müller Carioba Sigrist Conselheira Maria Gabriela Franceschini Vaz de Almeida Maria Helena Maestre Gios Maria Helena Moraes Scripilliti Maria Lúcia Madureira Padula Maria Lúcia Whitaker Vidigal Maria Luiza Guedes da Silva Carvalho Maria Therezinha Simões Nazarian Ruth Kowarick de Mattos Barreto (In memoriam) Marina Assumpção Lassance Therezinha da Nobrega Cabral Wally Giannattasio Foz Noemia Casabona Jurno Therezinha Silva Lopes Maria Helena R. Netto Figueiredo Conselheira Carlos Antonio Rossi Rosa Antonio Luiz Teixeira de Barros Jr. Monica Etchenique Reis Conselheira Reynaldo Quartim Barbosa Figueiredo Conselheiro Conselho fiscal Titulares Luiz Otavio Reis de Magalhães Suplentes João Paulo Carneiro Rosalu Ferraz Fladt Queiroz Conselheira Rosiane Pecora Israel Aron Zylberman 21

11 Equipe Superintendente Alvino de Souza e Silva Desenvolvimento Institucional Roberta Casado Espiritualidade Lucy Maria Gregori de Lima Financeiro Idio Fernandes Diretor do Complexo Educacional Educandário Dom Duarte Mario Martini Coordenadora Pedagógica dos CEIs Centros de Educação Infantil Nancy Coutinho Gerente de Nutrição Luciana Aparecida Mazagão Informática Gilmar Pereira da Silva Jurídico Hamilton Chacon Recursos Humanos Daniel Rocha Gestora do Lar Sant Ana Maria José Zocal Gestora do Recanto Monte Alegre Ir. Rita Foggiatto Relacionamento com o Cliente Giovana Carla Ribeiro Suprimentos Wilson Alencar Figueiredo Voluntariado Priscila Rodrigues Gestor dos Flats Residenciais Gilberto Camilo da Silva Gestora dos Colégios Santa Amália Mirza Laranja Informações: 23

12 Mariano Gaioski Coordenador (11) Abrigos Solidários Proteção, cuidado e carinho Nos cinco Abrigos Solidários mantidos pela Liga Solidária é possível encontrar crianças com sorriso no rosto e brilho nos olhos, mesmo tendo passado por experiências que fariam muitas pessoas desistir da própria vida. Os abrigos são destinados a crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, de ambos os sexos, cujas famílias ou responsáveis encontram-se temporariamente impossibilitados de cumprir a sua função de cuidado e proteção básicos. Os abrigos atenderam 156 crianças e adolescentes, sendo que 45 entraram em 2010, a maior parte por abandono e maus tratos. Quando chegam, são recebidas e tratadas de modo a minimizar o sofrimento de alguém que muitas vezes não entende por que não tem uma família como todas as outras, ou não tem direito de aproveitar a melhor fase da vida: a infância. Elas permanecem nos abrigos até que possam voltar para casa ou encaminhadas para adoção pela Vara da Infância e da Juventude. Sabemos que ninguém pode substituir o amor e o carinho de um pai e de uma mãe. Por isso, a Liga trabalha o restabelecimento dos vínculos familiares, por meio da convivência com a família de origem, desenvolvendo um trabalho de visitas, entrevistas e encaminhamentos, desde o momento do abrigamento. Em casos de grupos de irmãos, priorizamos a união. Do total de 41 desabrigamentos, a maioria retornou para os lares de origem. A lei prevê que os adolescentes podem permanecer nos abrigos até completarem dezoito anos. Muitas vezes, os jovens dessa idade que não têm possibilidade de retorno às famílias, podem sentir-se novamente rejeitados e abandonados. Por isso, a Liga possui um projeto chamado Núcleo Solidário, que ajuda esses jovens na busca pela total autonomia e sustento próprio, além de apoiar todo o processo burocrático para a independência. O projeto possui uma equipe constituída por um coordenador, uma psicóloga e um educador. Em 2010, foram organizados três núcleos, sendo dois especiais, que acolhem jovens com deficiência intelectual. Um núcleo que havia se dissolvido, foi reorganizado. No total, sete jovens integraram os três núcleos. A maior dificuldade desses jovens, no entanto, é a entrada no mercado de trabalho. No ano passado, quatro jovens conseguiram um emprego, sendo dois com carteira assinada e dois em caráter temporário. Mesmo para os que conseguiram emprego, a situação é bastante instável, pois têm pouca ou nenhuma experiência. A Liga Solidária também mantém o Grupo do Futuro, encontros periódicos entre os ex-abrigados, com o objetivo de promover integração, troca de experiências e formar uma rede de apoio mútuo. Em 2011, devido à algumas mudanças nos serviços de assistência social dos Centros de Referência da Criança e do Adolescente (CRECAs), espera-se um maior fluxo de Origem do investimento Convênio PMSP Contrapartida da Liga Bradesco bebês e crianças nos abrigos % 52% 41% Custo médio mensal R$ 4.245,22 por criança/jovem

13 Motivos dos abrigamentos (156 casos) Motivos dos desabrigamentos (41 casos) 45 casos por negligência 30 casos de reintegração familiar 31 casos por abandono 5 casos de transferência de abrigo 3 casos de inclusão ao Núcleo Solidário 24 casos por conflito familiar 2 casos de saída sem autorização judicial 11 casos por maus tratos 1 caso de adoção em território nacional 10 casos por situação socioeconômica habitacional 10 casos por situação de risco 4 casos por detenção dos pais 3 casos por abuso sexual 3 casos por alcoolismo 3 casos por doenças dos genitores 3 casos por proteção à vida 2 casos por desestruturação psicossocial 2 casos por vulnerabilidade 2 casos por orfandade 1 caso por ameaça de morte 1 caso por mau comportamento 1 caso por situação de rua Serviço de proteção especial de alta complexidade previsto pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), conveniado 26 à Secretaria Municipal de Assistência e 27 Desenvolvimento Social (SMADS).

14 Nancy Coutinho Coordenadora (11) Centros de Educação Infantil (CEIs) Educando desde os primeiros meses de vida A Liga Solidária acredita que a educação de uma criança inicia-se na primeira infância (0 a 3 anos), baseada na socialização, reforçada pela capacitação constante das equipes e pela parceria com as famílias. Socialização é um processo de participação e inserção da criança em diferentes práticas sociais, por meio de experiências de qualidade que contribuam para o exercício da cidadania. Com base nas Orientações Curriculares Nacionais, os oito Centros de Educação Infantil (CEIs) da Liga oferecem educação em período integral para crianças de 0 a 5 anos de idade, estimulando o desenvolvimento físico, emocional, intelectual, social e a sua autonomia, cujos resultados podem ser percebidos diariamente, ao reconhecerem a própria foto na sala de aula, ao escolherem o lugar na mesa para fazer as refeições e quando respondem qual brincadeira e história preferem. São exemplos simples, mas que permitem às crianças a possibilidade de escolha. Elas recebem cinco refeições diárias supervisionadas pelas nutricionistas do Programa Crescer, que também promovem a atualização técnica das equipes das cozinhas. As famílias são chamadas periodicamente para reuniões em que tomam conhecimento sobre o desempenho dos seus filhos, sendo convidadas a dar continuidade e acompanhar em casa o trabalho realizado no CEI. Assim, as famílias tornam-se parceiras fundamentais no desenvolvimento das crianças. Em 2010, os CEIs atenderam 927 crianças em período integral. O atendimento diferenciado de 10 horas permite que as mães trabalhem

15 Obrigada por tudo, vocês nesses quatro anos foram tudo de bom. Eu e o meu esposo trabalhamos fora e o meu filho fica com vocês na maior tranquilidade e segurança todos esses anos. Ana Valéria Oliveira Santos mãe de José Eduardo, aluno do CEI Primavera O trabalho realizado também inclui o investimento na formação continuada dos educadores, acompanhada sistematicamente pelos coordenadores pedagógicos, com o objetivo de torná-los mais conscientes do seu papel, em condições de ampliar o olhar, conhecer e ser autor de atividades e ações coerentes com os objetivos dos CEIs, sempre permeadas por avaliação, reflexão e muito diálogo. Origem do investimento Custo médio mensal: R$ 457,18 por criança 30% 70% Convênio PMSP Contrapartida da Liga Conveniado à Prefeitura de São Paulo - Secretaria Municipal de Educação (SME) 30 31

16 Programa IDEAL (Informação, Desenvolvimento, Educação, Artes e Lazer) Formando cidadãos conscientes do seu papel na sociedade Marina Diniz Nambu Coordenadora (11) O Programa IDEAL, destinado a crianças e adolescentes de 6 a 15 anos de idade, tem como objetivo proporcionar aos seus participantes a oportunidade de vivenciar diferentes culturas e aprendizados, ampliando suas capacidades de atuação na comunidade e conscientizando- -os do seu papel de cidadãos. Considera como referência os Quatro Pilares da Educação propostos pela UNESCO: aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a conviver, que sustentam a ação pedagógica, ao mesmo tempo em que ampliam e enriquecem os recursos relacionais, subjetivos, emocionais, cognitivos e culturais. Estes pilares se constituem nos elementos essenciais do aprendizado no cotidiano, permitem avanços e indicam caminhos para a solução das dificuldades e obstáculos, e fortalecem o potencial criativo. Em 2010, 420 crianças e adolescentes participaram de atividades ligadas a esporte, cultura, educação nutricional, informática, teatro, dança e música; em 2011, foram abertas 60 novas vagas. Os educadores de referência trabalham pela criação vínculos afetivos positivos, de asseguramento e proteção, facilitando a elaboração de suas vivências. Os educadores especialistas (informática, esporte, culinária, dança, teatro e música) contribuem para ampliar o acervo de conhecimentos e o repertório das crianças e adolescentes para o desenvolvimento de sua cidadania e capacidade transformadora. Das atividades musicais surgiu o Praticatatum, grupo formado por 180 alunos que tocam percussão, teclado, instrumentos de sopro, corda e cavaquinho. Em 2010, foram realizadas mais de 25 apresentações externas. Os alunos do ballet apresentaram o espetáculo Dom Quixote para cerca de 400 pessoas no Centro Educacional Unificado (CEU) do Butantã, em São Paulo. Na Casa de Cultura do Butantã, o grupo de teatro apresentou as peças O Mágico de Oz e Um Problemão do Tamanho do Mundo, que aborda a preservação do meio ambiente. No ano passado, os alunos das atividades culturais visitaram a 29ª Bienal de Artes de São Paulo e tiveram a oportunidade de conhecer de perto obras de artistas nacionais e internacionais. Também estiveram no Teatro Abril para assistir o musical Cats, da Broadway. 33

17 O IDEAL investe no processo de formação continuada de toda a sua equipe, com o objetivo de manter a capacitação dos educadores e desenvolver procedimentos mais adequados no atendimento às crianças e adolescentes. Com o nome de Parada Pedagógica, uma vez por mês são realizados encontros para leitura e compreensão de textos e a sua aplicação na prática, dinâmicas de grupo, exibição de vídeos didáticos e passeios temáticos. A formação continuada, assim estruturada, possibilita o desenvolvimento das capacidades, competências e habilidades dos educadores, que também participam do Pólo de Prevenção à Violência Doméstica, Abuso e Exploração Sexual Contra a Criança e o Adolescente, do Programa Religar. Origem do investimento 5% 6% 58% 13% Custo médio mensal: R$ 301,11 por criança/jovem 18% Semanalmente, a equipe de coordenação do programa participa de uma supervisão técnica e especializada como suporte para seu planejamento. Em 2011, além de aumentar o número de vagas, a equipe gestora quer efetivar a sistematização dos indicadores de resultado, visando à melhoria contínua do programa. Convênio PMSP Fundación Mapfre Kimberly-Clark Brasil Contrapartida Liga Fundação Salvador Arena CCA Centro para Crianças de 6 a 11 anos e 11 meses e Centro para Adolescentes de 12 a 14 anos e 11 meses. Conveniado à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS)

18 Neide Cavalcante Coordenadora (11) Programa Qualificação Profissional Educando jovens para o mercado de trabalho O Programa de Qualificação Profissional (QP), tem como principal objetivo oferecer capacitação técnica e preparar jovens a partir de 15 anos para o mercado de trabalho. Seus cursos têm duração de 11 meses, com carga horária de 880 horas e estão de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupação (CBO). Em 16 anos contínuos, já formou mais de pessoas nos cursos de Assistente Administrativo, Cabeleireiro e Manicure, Design Gráfico, Suporte Técnico em Informática e Gastronomia, que em 2011 terá uma turma noturna para atender às pessoas que trabalham durante o dia. Os cursos desenvolvem um conjunto de competências e habilidades que unem o conhecimento técnico específico com o trabalho de formação humana, cujas atividades têm como objetivo promover valores humanos, levando o jovem a se conhecer e se posicionar perante a sua realidade pessoal, comunitária e profissional. Três são os principais focos do trabalho com os jovens: autonomia, competência e solidariedade, que criam oportunidades para serem os protagonistas da própria vida. Os alunos participam de atividades externas, que permitem aproximá-los do ambiente de trabalho. É o momento de ver a prática da teoria aprendida em sala de aula. No ano passado, os alunos estiveram em sete feiras e eventos, sempre de acordo com as áreas de formação. A Expo QP, evento promovido anualmente pelos alunos, tem como objetivo apresentar o conhecimento adquirido e o trabalho realizado durante o ano aos parceiros, empresários, comunidade local e outras escolas, além de assegurar a capacidade técnica dos jovens para potenciais empregadores. A metodologia utilizada é a prática interativa. Os alunos organizam-se em estandes para apresentar os seus trabalhos de acordo com o conteúdo do curso. A capacitação técnica e as atividades complementares aliadas ao desenvolvimento de atitude e criatividade na busca de inovações, fazem com que o programa apresente altos índices de empregabilidade. Em 2010, 62% dos alunos conseguiram uma colocação profissional. Em 2011, pretende-se chegar a 70%. Outra ação para 37

19 Desde o início da parceria entre o Instituto Walmart e a Liga Solidária foi possível perceber a identidade de princípios e valores em relação às questões de desenvolvimento humano, principalmente no tocante à formação de jovens. Ao longo de dois anos de parceria foram várias experiências de troca e aprendizado essenciais para o crescimento, desenvolvimento e o fortalecimento das duas instituições. O trabalho realizado pela Liga Solidária é um exemplo a ser seguido com efetivo impacto na vida de crianças, jovens e suas famílias. A competência, a postura ética e o compromisso demonstrado firmam a instituição como grande inspiração e referencial para as organizações que desenvolvem formação e inserção de jovens no mundo do trabalho. Paulo Mindlin Diretor Instituto Walmart colocação profissional dos jovens foi o serviço de Centro de Apoio ao Trabalho (CAT Móvel), do Ministério do Trabalho e Emprego, que ficou no Educandário Dom Duarte realizando cadastramentos e encaminhamentos com possibilidade de inserção no programa Jovem Cidadão, além de emitir carteiras de trabalho para aqueles que ainda não possuíam. A equipe do QP faz um monitoramento de quem foi empregado, com o objetivo de estabelecer contatos, fortalecer as parcerias com as empresas e obter informações importantes para adequações curriculares, além de conseguir subsídios para avaliação dos cursos. A Liga Solidária investe na formação e atualização profissional do seu corpo docente. Além de ampliar os conhecimentos e possibilitar trocas de experiências, favorece o redirecionamento das ações pedagógicas. Em 2011, a equipe do QP iniciará a Rede de Educação, grupo de encontros sistemáticos para tratar de assuntos relacionados à adolescência e à educação, junto com professores e diretores de escolas públicas do ensino médio, com o objetivo de aproximar os profissionais que lidam com o mesmo público e conhecer outras práticas pedagógicas. Em parceria com a Liga, o SENAC mantém o Programa Educação para o Trabalho (PET), no espaço físico do QP, em que é responsável pela metodologia, corpo docente, recursos pedagógicos e pela certificação, e a Liga, pelo espaço, alimentação e demanda de alunos. Origem do investimento 2% 9% 9% 55% Convênio PMSP Contrapartida da Liga Instituto Walmart Fundação Prada FUMCAD Custo médio mensal R$ 394,86 por jovem 25% Centro de Desenvolvimento Social e Conveniado à Secretaria Municipal 38 Produtivo Para Adolescentes e Jovens (CEDESP) de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) 39

20 Marli de Oliveira Coordenadora (11) Programa Religar Articulando as relações familiares e comunitárias Conveniado à Prefeitura de São Paulo - Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e com a Secretaria Municipal de Educação (SME) O Religar é um Programa de fortalecimento das relações familiares e comunitárias, com atividades desenvolvidas e organizadas a partir das demandas sociais apresentadas pelas famílias que frequentam o EDD e pela comunidade do distrito Raposo Tavares. Programa Ação Família (PAF) Promove o fortalecimento, a emancipação e a inclusão social de 900 famílias em condições vulneráveis. Visa fortalecer o convívio social e a participação comunitária no bairro, estimulando a economia solidária e promovendo o fortalecimento e autonomia da família. Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) Desde 2002, promove a alfabetização de jovens e adultos de ambos os sexos, que participam também de atividades extracurriculares. Mais do que alfabetizar, o MOVA oferece a possibilidade de desenvolvimento crítico e essencialmente Grupo Serenidade Atende 228 pessoas da terceira idade, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida em grupo, possibilitando um envelhecimento saudável e promovendo a inclusão na sociedade com atividades de ginástica, fisioterapia preventiva, artesanato, coral, dança, teatro e vôlei adaptado. O Programa atua em três frentes : O PAF conta com agentes de proteção social que visitam o exercício da cidadania. O Serenidade participou de diversos eventos, entre eles os Atendimento Psicossocial: desenvolve atendimento personalizado e atividades de orientação e encaminhamento nas áreas da saúde, educação, jurídica, benefícios sociais, entre outro serviços. mensalmente as famílias atendidas pelo Programa para levantar as necessidades de cada uma. Em 2010, foram visitados mais de domicílios. Entre as demandas estavam solicitações de aposentadoria, A possibilidade de ler e escrever, direito básico de todo cidadão, é a porta de entrada para um novo mundo, que possibilita o acesso a outros serviços, por meio da informação e conhecimento de direitos. Jogos Regionais dos Idosos (JORI) e ficou em 1º lugar na modalidade dança de salão e 6º lugar na classificação geral, diante de 29 grupos de diversas regiões de São Paulo. Formação e Capacitação: promove a ampliação do universo de conhecimento e das relações socioemocionais dos participantes e abrange diferentes ações como terapia comunitária, atendimento em terapia familiar, oficinas de formação no enfrentamento à violência doméstica, oficinas de artesanato, horta-escola-comunitária, entre outros. orientações jurídicas e atendimentos psicológicos. Estas demandas são acolhidas pela equipe técnica, encaminhadas para a rede de serviços e posteriormente monitoradas. As famílias também são convidadas para participar de reuniões socioeducativas, oficinas e eventos como palestras, passeios e festas de aniversário. Em 2010, mais de 2 mil pessoas participaram de 91 oficinas de diversas atividades como: pintura em tecido, bordados Relações Sociais e Comunitárias: participação e articu-lação comunitária nos fóruns, debates, conselhos de organizações comunitárias e o fortalecimento em chinelos e tecidos, bijuterias, costura, restauração de móveis, entre outros. Em parceria com o SESI, foram realizadas três oficinas de reaproveitamento de alimentos. de redes. São elas: Rede Butantã, Rede Comunitária, 40 Fóruns de Assistência Social, comissão local, etc. 41

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