INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES

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1 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES COMO CONTORNAR A CRISE NO SECTOR ESTG estuda criação de curso de tecnologia de jogos Escolher Opensource porquê? Custos da nova ortografia no software? DR Este suplemento faz parte integrante da edição 1298 do JORNAL DE LEIRIA, de 28 de Maio de 2009 e não pode ser vendido separadamente

2 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 28 de Maio de COMO CONTORNAM AS SOFTWAREHOUSES A CRISE? RICARDO GRAÇA A busca de uma resposta à pergunta como contornar a crise? é algo que, por estes dias, está presente na mente da maior parte dos empresários nacionais e os de TI (Tecnologias da Informação) não escapam a essa demanda. Se, por um lado, a criação e aplicação de sistemas de software podem representar um grande retorno de mais-valias quando o mercado vive sem sobressaltos, por outro, quando a agitação financeira atinge os máximos históricos a que temos assistido nos últimos tempos, as empresas que se dedicam a este sector sofrem, quase automaticamente, efeitos negativos. O JORNAL DE LEIRIA perguntou a três empresários de TI, Jaime Costa, da Alidata, Aladino Domingues, da Topdata, e Nicolau Domingues, da Compusoft, qual o caminho a seguir e como minimizar o impacto da crise no mercado da tecnologia. NOVOS PRODUTOS E MARKETING Quem se deixar influenciar por esse bicho mau está a condenar-se a si próprio, diz Jaime Costa. O sócio-gerente da Alidata refere que foi tirado o pé do acelerador, não obstante este ano em que a empresa celebra o seu 25º aniversário, ter sido aberta uma delegação em Lisboa. Não estamos preocupados com o crescimento. Se houver algum, temos a noção que será feito por um ou outro negocio pontual. Será extremamente difícil de outra maneira. Como parte da estratégia, a softwarehouse de Leiria também concebeu e apresentou novos produtos e investiu em marketing. Os analistas referem que, em tempos de crise, as empresas tentam especializar- -se e adquirir produtos competitivos para controlar custos, diminuir encargos administrativos, investir em novas tecnologias, entre outros objectivos... Isso acontece, mas só com empresários com alguma visão e não com aqueles que analisam os investimentos como mais um custo imediato, aponta Jaime Costa. MAIOR OFERTA DE SERVIÇOS E SOFTWARE Na Topdata, a crise está presente, mas é encarada como um desafio aliciante. A empresa de Leiria continuou a crescer ao longo dos primeiros seis meses de 2009 e, curiosamente, o período mais positivo coincidiu com os alertas internacionais de recessão generalizada. Prevemos, no entanto, um certo arrefecimento no segundo semestre, diz Aladino Domingues, que, em conjunto com Michael Crespo, lidera esta empresa. Não vamos aceitar uma diminuição do crescimento só por causa da crise. Desde que a empresa foi criada, todos os anos crescemos! Como resultado, a Topdata alcançou, em 2007 e 2008, o prémio de Parceiro Top PHC. É o galardão destinado aos melhores parceiros da marca, não só de vendas, mas também de qualidade de serviços, refere Aladino Domingues. Para contrariar os efeitos da crise, a Topdata alargou o leque de produtos e serviços. Além das soluções de ERP da PHC, tem agora a capacidade de instalar sistemas de videovigilância totalmente informatizados e integrados nos sistemas de informação dos seus clientes. Implanta ainda centrais telefónicas com integração no sistema PHC, permitindo a disponibilização imediata dos dados dos clientes créditos, débitos, encomendas, etc -, no monitor do operador, ainda antes do telefone ser atendido. Estamos a apostar muito em projectos de desenvolvimento à medida nas áreas de picking, após-venda, e até catálogos informatizados. Desta maneira, os colaboradores das empresas podem apresentar a um cliente, num Tablet PC, todo o catálogo e, imediatamente, online, fazer uma encomenda, sem custos adicionais, explica o responsável. Relógios de ponto, integrados com o software PHC, que permitem, entre outras coisas, controlo de vencimentos, faltas ou extras, bem como operações de leasing de equipamentos de fotocópia, através de uma nova parceira com a TA-Triumph-Adler. JACINTO SILVA DURO MAIS FORMAÇÃO E PRODUTOS Neste cenário de crise, estamos a alargar a oferta dos produtos e soluções vendidas, entrando para áreas da segurança e videovigilância, refere Nicolau Domingues. O sócio gerente da Compusoft, empresa de Pombal que se dedica à comercialização de soluções PHC e Eticadata, refere ainda que além do alargamento de ofertas, paralelamente, está a aproveitar para reestruturar os serviços para melhorar a sua qualidade e potencial de oferta. Sempre com o objectivo do aumento da satisfação dos clientes. Só com qualidade nos produtos e serviços é que conseguimos manter os clientes cada vez mais exigentes, diz, peremptório. A empresa de Pombal está ainda a apostar no enriquecimento da formação de toda a equipa, de modo a que esta possa responder de forma eficiente às exigências do mercado. Acabamos de certificar sete técnicos em software JACINTO SILVA DURO FICHA TÉCNICA EDIÇÃO: JORLIS - EDIÇÕES E PUBLICAÇÕES, LDA. / Director: José Ribeiro Vieira / Coordenação: Lurdes Trindade / Redacção: Jacinto Silva Duro, José Roque e Rafael Costa / Serviços Comerciais: Élia Ramalho / Paginação: Isilda Trindade e Rita Carlos / Impressão: Grafedisport / Tiragem: exemplares / Nº de registo: / Depósito legal nº: 5628/84 / JORNAL DE LEIRIA, Edição n.º 1298, 28 de Maio de 2009

3 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 28 de Maio de Eticadata e, actualmente, somos a única empresa da região Centro com estatuto de parceiro certificado Eticadata com técnicos especializados em toda a linha de produtos da softwarehouse nacional, ilustra Nicolau Domingues. A empresa conta ainda com três técnicos certificados em software PHC. DEPOIS DA CRISE PASSAR, FICARÃO OS MAIS FORTES? Isso é subjectivo. As empresas informáticas são como cogumelos. Esta é a convicção de Jaime Costa. O gerente da Alidata acredita que as empresas com espírito de sacrifício e de luta vão aguentar-se, mas, assim que a crise passar, em pouco tempo, aparecerão centenas de outras pequenas unidades para substituir as que desapareceram. Na área da gestão de negócios, os produtos existentes no mercado satisfazem cerca de 90% das necessidades. Isto acontece porque as softwarehouses, quando criam packs à medida das empresas, vão guardando e incorporando os modelos que foram usando nos seus produtos finais, uniformizando e suprindo necessidades do mercado. E quanto ao futuro, vamos poder assistir à reformulação de todas as linhas de software, causada pelo aparecimento das soluções baseadas na plataforma web. Jaime Costa admite que haverá uma nova etapa na vida das aplicações, uma vez que não é possível transportar toda a informação para as novas plataformas sem se perder algo. Nos próximos anos, haverá uma estabilidade, mas depois adivinha-se um novo salto tecnológico importante. EM DISCURSO DIRECTO Os empresários estão conscientes da necessidade de optar por programas integrados de gestão ou ainda há um resquício de mentalidade de merceeiro? JAIME COSTA, SÓCIO-GERENTE DA ALIDATA Gostava de responder a isso, ilustrando o que aconteceu, recentemente, a um grande gabinete de contabilidade da Batalha. As empresas, hoje, pretendem ter o controlo da gestão. E isso está correcto. Quando são criadas, devem ter logo prevista uma estrutura, por mais pequena que seja, vocacionada para gerir toda a documentação. O que faz com que muitas não tenham esse tipo de gestão são alguns gabinetes de contabilidade que pretendem ter controlo sobre as empresas para poderem lucrar com situações destas. Não querem que o poder lhes fuja das mãos. Por outro lado, há gabinetes que preferem fazer a contabilidade em casa dos clientes. Nós vamos lá dar apoio e consultoria. Não se pode estar só a lançar papéis, como fazem muitos contabilistas. Se os sistemas já fazem tudo automaticamente, por que hão-de estar a levar papéis à molhada para, nos gabinetes, voltarem a ser lançados? Isto significa que há pessoas contabilistas e economistas mais preocupados consigo próprios - que não evoluíram ou não querem deixar os outros fazê-lo. ALADINO DOMINGUES, SÓCIO-GERENTE DA TOPDATA Há, predominantemente, dois tipos de cliente. A maior parte só actualiza ou adopta sistemas por imperativos legais, como aconteceu recentemente com a nova norma de contabilidade SAF-T. No entanto, há 10 a 20% de clientes que já querem tirar o maior partido possível dos sistemas de informação. Quando começam a tirar dividendos das soluções, mudam de mentalidade e percebem que os sistemas evoluem e que, ao longo do tempo, oferecerão um leque de opções que não tinham no início. Estes programas permitem desenvolver tudo online e aceder a dados globalmente, por exemplo. A verdade é que temos de ser nós a mostrar novos caminhos aos clientes e explicar-lhes que um ERP, por exemplo, não serve apenas para fazer facturas, por isso apostamos muito no nosso pessoal, filtrando os candidatos ao máximo, antes de os contratarmos. PUB

4 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 28 de Maio de Carlos Rabadão, coordenador do Departamento de Engenharia Informática da ESTG/IPL MERCADO TEM DIFICULDADE EM ABSORVER IDEIAS DOS ALUNOS Multinacionais como a Siemens e a Cisco têm voltado o seu olhar para o mercado de trabalho de Leiria e contratado alunos do Curso de Engenharia Informática do Instituto Politécnico de Leiria. O coordenador do departamento fala do trabalho de investigação realizado na instituição de ensino e dos novos cursos que a escola está a preparar Que saídas têm os licenciados em Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria? No ano passado, só a Nokia Siemens Networks contratou 20 alunos da instituição... As competências desenvolvidas no curso têm por objectivo permitir a integração dos nossos licenciados na vida activa, exercendo uma actividade profissional que contempla diversas funções, das quais saliento a administração de bases de dados e de sistemas de informação, análise de sistemas, engenharia de software e de redes de comunicação, programação multimédia e Web, consultoria de tecnologias de informação e comunicação e vendas e marketing de tecnologias de informação e comunicação. Entre as diversas entidades empregadoras que podem oferecer saídas profissionais aos nossos diplomados, salientam-se empresas de desenvolvimento de soluções informáticas, de consultoria, de comercialização e manutenção de sistemas de informação, de armazenamento e processamento de dados, serviços técnicos da administração pública, seguradoras, banca e operadoras de serviços de telecomunicações. No passado, muitos dos nossos diplomados optaram por grandes empresas de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), sediadas nos grandes centros urbanos, tendo sido forçados a abandonar Leiria. Mais recentemente algumas dessas empresas têm optado por criar escritórios na cidade, atraídos pela qualidade dos recursos humanos formados no IPL. São exemplos recentes as empresas WIT e a Mindset, entre outras. Também alguns dos nossos recém-licenciados têm optado por criar as suas empresas de base tecnológica, incentivados pelas boas condições recentemente criadas pelo IPL. O que faz estas empresas contratar tantos alunos do Instituto Politécnico de Leiria (IPL)? É a qualidade dos nossos licenciados. Quando finalizam o curso sabem fazer o que as empresas esperam deles. Isto deve-se à nossa preocupação constante em adequar o perfil dos alunos às necessidades dos futuros empregadores. São frequentes os contactos que realizamos para auscultar as reais necessidades das empresas. As ideias dos alunos costumam ser utilizadas em ambientes reais e comercializadas? FOTOS: RICARDO GRAÇA Essas ideias surgem principalmente no último ano da licenciatura e são desenvolvidas no projecto de final de curso. A grande dificuldade até agora verificada não reside na falta de ideias nem na sua implementação mas sim na sua colocação no mercado. Contudo, nos últimos anos, o IPL tem vindo a desenvolver uma estratégia potenciadora da comercialização das invenções dos nossos estudantes. A Incubadora D. Dinis (IDD) e a Oficina de Transferência de Tecnologia e de Conhecimento (OTIC) fazem parte dessa estratégia. Na lista de exemplos de sucesso consta um programa de geração de edifícios, cujo motor foi adquirido por uma empresa, para integrar numa solução de Imobiliária Virtual. Têm também sido utilizados em ambiente real diversos programas na área da arqueologia, CD multimédia para crianças com necessidades especiais, entre outros. Depois dos estágios, é normal serem integrados nas empresas? A experiência que temos do passado, relativamente a estágios curriculares, foi muito positiva. Funcionou muito bem para a integração dos nossos estudantes no mercado de trabalho. A grande maioria dos estagiários era convidado para ingressar nos quadros das empresas onde estagiaram. Com a adequação dos cursos ao processo de Bolonha, e a consequente redução de 5 para 3 anos de formação, a maioria dos planos curriculares de licenciatura deixou de contemplar o estágio. O curso de Informática para a Saúde é uma excepção de entre os cursos ministrados pelo Departamento de Engenharia Informática, pois mantém o estágio curricular no último trimestre do 3 ano. Os alunos finalistas deste curso têm sido colocados em estágio com relativa facilidade, principalmente em empresas da área dos Sistemas de Informação para a Saúde. O resultado tem sido bastante animador pois os recém-licenciados estão todos a trabalhar em empresas da sua área de formação. O último ano do mestrado é agora feito em contexto de trabalho. Em que empresas? Para colmatar a impossibilidade de integrar o estágio na licenciatura em Engenharia Informática, o segundo ano do Mestrado em Computação Móvel consta de um projecto final ou um Estágio Profissional a realizar em contexto de trabalho. Actualmente, estamos a estabelecer protocolos com diversas empresa da área das TIC, nomeadamente a Nokia Siemens Networks, Cisco Systems, Safira, WIT, Sybase, Janela Digital e incentia, entre outras. Continuamos a estabelecer contactos com outras empresas que têm manifestado interesse em acolher os nossos estudantes. ESTG ESTUDA CRIAÇÃO DE CURSO DE TECNOLOGIA DE JOGOS Que novos cursos de Tecnologias da Informação está a ESTG/IPL a preparar? No final do ano de 2008, propusemos a criação de um curso de licenciatura em Tecnologia de Jogos e Entretenimento e a reabertura do curso de Engenharia de Redes de Comunicações. Relativamente ao primeiro, fomos notificados no final da semana passada pelo MCTES da sua aprovação. Este novo projecto de ensino visa a formação de licenciados nas áreas da arquitectura de jogos e dos audiovisuais e produção dos média, permitindo aos diplomados integrar directamente o mercado de trabalho. Ao longo dos três anos de formação, são proporcionados aos estudantes conhecimentos e desenvolvimento de competências numa perspectiva integrada aos níveis tecnológico e criativo, tornando-os capazes de produzir ou integrar uma equipa de produção de jogos e outras formas de entretenimento com bases tecnológicas. Actuando desde o planeamento e selecção das plataformas mais adequadas, passando pela produção de conteúdos criativos e adequados até à implementação e distribuição da solução de entretenimento desenvol-

5 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 28 de Maio de vida. Consideramos esta uma área estratégica pois a massificação dos jogos para computadores e consolas deu origem a uma enorme indústria, que de acordo a Entertainment Software Association, rendeu nos Estados Unidos da América, em 2007, cerca de 9.5 biliões de dólares. Este valor representa mais que o triplo das vendas de software nos EUA desde 1996 e já ultrapassou largamente as vendas de filmes e música. Gostaria de realçar que o potencial dos jogos ultrapassa o conceito tradicional de actividade lúdica. De acordo com uma firma de Consultores de Marketing, em 2012, pelo menos 100 das 500 maiores empresas irão usar jogos para formar os seus funcionários. Quanto ao curso de Engenharia de Redes de Comunicação (ERC), estou confiante que também receberá luz verde pois estão reunidas todas as condições necessárias para a sua reabertura e para o seu sucesso, nomeadamente alunos interessados em ingressar no curso, uma procura muito grande de diplomadas por parte de grandes empresas nacionais e multinacionais do sector das redes de comunicações, corpo docente doutorado nas áreas científicas do curso e a existência de laboratórios de suporte ao curso muito bem equipados. Que novas tecnologias vamos ver aparecer nos próximos cinco anos? A proliferação de informação na Internet não pára. Contudo, devido à forma como a informação é organizada, torna-se cada vez mais difícil encontramos o que necessitamos. Basta ver o resultado de uma pesquisa no Google, a infindável lista de links que nos é devolvida. Um grande desafio para os próximos anos B.I. Doutorado em Engenharia Informática, com o tema Segurança em Redes com Diferenciação de Serviços, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Carlos Rabadão, 44 anos, actualmente é o coordenador do Departamento de Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria do Instituto Politécnico de Leiria. A sua principal área científica de investigação é a segurança em sistemas de comunicação, tendo estudado também a qualidade de serviço e mobilidade em redes e sistemas de comunicação. Integrou várias comissões científicas internacionais e conta com vários artigos científicos publicados. será o de desenvolver aplicações capazes de, em tempo real, reconhecer, analisar e sintetizar a informação de que realmente necessitamos. Mais ambicioso será colocar estes mecanismos a realizar a tradução de comunicações de voz em tempo real e a pesquisa de vídeos baseadas em imagens. As killers applications actuais, tais como IPTV e partilha de filmes HD em sites com o Youtube serão substituídas por outras ainda mais exigentes, como será o caso da televisão 3D. Para que o acesso à Internet não se degrade, pois o cobre e a tecnologia ADSL estão no seu limite, os operadores de telecomunicações estão já a instalar, de forma massifica, a fibra óptica até casa dos clientes (PON). Nos próximos anos irão afirmar-se novas tecnologias que extrairão maiores larguras de banda destas fibras, nomeadamente o WPON. Passaremos então dos actuais 100 Mb/s para velocidades superiores a 10 Gigabit/s. Ainda no que respeita às tecnologias de comunicação, iremos assistir ao aparecimento da quarta geração (4G) das comunicações móveis e à total convergência das redes móveis e fixas. Esta nova geração irá permitir comunicações totalmente baseadas no protocolo IP, com velocidades que poderão superar a barreira do Gigabit/s. A proliferação de terminais móveis com conectividade IP irá acelerar a migração para a próxima geração deste protocolo, designada de IPv6, pois o actual número de endereços IP disponíveis tende a esgotar-se. Qual é o seu gadjet favorito? Porquê? O iphone. Tem tudo o que necessito para o trabalho com um interface gráfico fabuloso. PUB

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7 PUBLIREPORTAGEM A incentea é uma empresa do sector das Tecnologias de Gestão que desenvolve, implementa e dá suporte a Sistemas de Informação para a Gestão. Presta um serviço de qualidade diferenciada, assegurando aos seus clientes a optimização dos investimentos realizados, proporciona a realização profissional e contribui para a realização pessoal de todos os colaboradores. A incentea compromete-se com os clientes, fornecedores e outros parceiros de negócio, a trabalhar em conjunto em projectos inovadores, geradores de soluções tecnológicas globais e capazes de fortalecer as relações a longo prazo. Além disso, é uma empresa que apresenta como conceitos-chave a Inovação, a Cidadania e a Certificação de Qualidade. Rua das Oliveiras, 51 A - Marrazes LEIRIA Tel

8 António Poças, presidente do conselho de Administração da incentea Tecnologia de Gestão Estamos num caminho que nos dá garantias para o futuro A incentea lida com as novas tecnologias. O futuro passa por aí? O futuro obviamente passa pelas novas tecnologias, nas quais se incluem as que utilizamos mas existem outras com elevado potencial como a biologia e a biotecnologia. A área em que nós estamos envolvidos é inevitável e imprescindível, quer no presente quer no futuro. A informática é uma tecnologia recente que não está estabilizada mas cada vez mais vai ser uma commodity indispensável no nosso dia-a-dia. A constante mutação e evolução da tecnologia obriga a incentea a estar sempre a actualizar- -se Isso é verdade e o custo de formação é enorme mas os próprios fornecedores também incentivam a que haja esse tipo de formação. Nós incentivamos muito os nossos colaboradores para se actualizarem através da formação mas como temos uma equipa jovem, muitas vezes são eles próprios que tomam a iniciativa. Existem dois conceitos-chave na incentea que são Inovação e Cidadania. Porquê a aposta nestes dois vectores? Uma empresa neste sector tem que ser inovadora, mas existem outras empresas, neste e noutros sectores, que são mais inovadores do que nós! Na realidade consideramo-nos inovadores, como por exemplo, na adopção de normas de trabalho internacionais, no lançamento de novos produtos e serviços e na certificação de qualidade. Nós estamos vocacionados para as PME s e é nesse sentido que pretendemos ser inovadores, dar aos nossos clientes o que eles precisam. Em relação à cidadania o importante não é aquilo que se faz nem o dinheiro que se gasta mas sim a maneira como se faz e aquilo que se incute nas pessoas. Tentamos sempre envolver os nossos colaboradores em acções de voluntariado. Mais do que a incentea ser reconhecida pela sua responsabilidade social, queremos que os nossos colaboradores sejam reconhecidos! Que caracterização faz da incentea e o que a diferencia da concorrência? Trabalhamos mais na área da gestão, com um forte pendor tecnológico. Não somos só uma empresa de informática, mas sim uma empresa de consultadoria que alia sistemas de informação para a gestão às Tecnologias de Gestão. Além disso, temos um posicionamento abrangente com uma oferta global. A incentea vive muito do seu espírito de equipa. É propositado? É propositado, mas é difícil. Quando éramos mais pequenos tínhamos um ambiente mais informal e mais próximo. Agora que temos outra dimensão, fazemos um esforço muito grande para não haver diferenciação entre as pessoas. Por exemplo, toda a empresa funciona num open space, não havendo gabinetes, só salas de reunião. As pessoas sabem o lugar de cada um e qual a sua importância dentro da empresa e isso contribui para um bom espírito de equipa. O crescimento da empresa foi doloroso ou foi uma consequência natural? Não foi um crescimento doloroso mas foi um crescimento com crises. Houve dois ou três momentos em que sentimos que as coisas precisavam de ser repensadas, como a própria estrutura, a comunicação interna, e outras questões operacionais. Tivemos que fazer um reajustamento da estrutura porque não estávamos a ser eficazes. A internacionalização da empresa foi um passo lógico tendo em conta o crescimento que a mesma atravessa? Sim, apesar de o nosso modelo de internacionalização passar por parcerias. Acho que acaba por ser um processo lógico a dois níveis: primeiro devido ao nosso próprio crescimento e depois pelos desafios de alguns clientes e fornecedores que estão também a apostar na sua própria internacionalização. Além disso permite-nos proporcionar aos nossos colaboradores novas experiências e poderem trabalhar no estrangeiro é muito recompensador, quer em termos financeiros quer pela vertente pessoal. Estrategicamente, a internacionalização permite-nos atenuar os efeitos dos ciclos económicos nos vários mercados onde possamos estar. Como projecta o futuro da empresa? Nunca tivemos tantos projectos como temos agora. Estamos num caminho que nos dá algumas garantias de saber para onde é que vamos. Essas garantias passam pelo aumento da dimensão da empresa através das parcerias. As competências técnicas, a especialização e a focalização são também aspectos importantes que nos indicam que o futuro será risonho. A chave do sucesso estará nas pessoas que consigamos envolver no nosso projecto.

9 Constante melhoria das aplicações e funcionalidades Inovação como alicerce do futuro A incentea constatou que tinha um conjunto de iniciativas de inovação que não sistematizava, quer em termos individuais quer em equipa. Desta forma nasceu o aparecimento da direcção de Inovação com o objectivo de se criar uma estrutura e uma forma de articulação das diferentes pessoas envolvidas na inovação para atingir os objectivos propostos. Segundo Luís Barreiro, director de Inovação, a incentea tem estado envolvida em processos de inovação que tiveram o seu expoente máximo na execução de um projecto NITEC. Todo este processo tem-nos dado visibilidade junto a um conjunto de entidades responsáveis pela inovação ao nível nacional. Começamos a aparecer e a ser considerados players nesta área e isso é importante porque este percurso é mais simples se estivermos acompanhados, sublinha. Desta forma, a incentea vai estar presente nas jornadas de inovação (FIL/Lisboa) que tem como efeito colateral a presença igualmente numa feira de inovação em Paris, onde a empresa vai estar representada num catálogo virtual de soluções resultantes de um conjunto de iniciativas de inovação. A nossa estratégia é muito simples: não desperdiçar as atitudes de inovação que aconteçam na incentea, por outro lado queremos potenciar essa capacidade para o exterior e isso faz-se junto dos nossos clientes e torna-se simples se conseguirmos envolver parceiros para conseguir pegar nesta capacidade interna e leva-la para o mercado, assegura Luís Barreiro. O responsável pela área de inovação explica este conceito e de que forma ela se aplica na incentea. Há inovação mais baseada em investigação e há inovação que é suportada em criar valor a partir de conceitos, de ideias, de métodos e de processos. Nós estamos neste segundo cenário. O nosso objectivo é pegar nos produtos que os grandes players tecnológicos nacionais e internacionais produzem, como a Microsoft, HP, PHC, Primavera, SAP, etc., e inovar através do empacotamento dos produtos ao fazê-los chegar ao nosso mercado, acrescentando, ainda, que às vezes confunde-se inovação com invenção. Nós não pretendemos inventar nada. Simplesmente agarramos em ingredientes que já existem e adequamo-los ao mercado. Percepcionar o negócio do cliente e conhecer as suas necessidades, são os pontos de partida fundamentais para apresentar as melhores soluções. É desta forma que a incentea se apresenta. Nesse sentido, a empresa procura encontrar novas versões de produtos que cobrem três grandes áreas: novas funcionalidades da aplicação, introdução de novos módulos e necessidades; respostas a questões fiscais e legais; e, tratamento de questões de fundo na melhoria da aplicação mais do ponto de vista técnico do que do ponto de vista funcional. Assim, a incentea faz a implementação e suporte das soluções integradas de gestão através de produtos como Gexor, Primavera, PHC, SAP Business One e Microsoft Dynamics CRM, para além do desenvolvimento de módulos específicos, autónomos ou integrados com as soluções implementadas (Plataformas: Microsoft SharePoint, OutSystems Agile, etc.); e a integração com soluções de recolha de dados/tempos, mobilidade, gestão documental, business intelligence, portais empresariais, entre outros. Para Rui Silva, director operacional da incentea, o desenvolvimento dos produtos da empresa passa por diversos critérios. Por vezes apresentamos sugestões aos fornecedores, que fazem as devidas alterações tendo em conta critérios comerciais e aplicacionais. O responsável garante ainda que este tipo de produtos de tecnologia de gestão são, hoje em dia, essenciais para o bom funcionamento de uma empresa, fazendo ainda referência ao actual momento de crise. Existem dois cenários: as empresas que estão a começar do zero têm obrigatoriamente que fazer um investimento neste tipo de tecnologia e ferramentas. Por outro lado, aquelas empresas que já têm um sistema tecnológico estabelecido e, tendo em conta que uma mudança de sistema acarreta custos elevados, se calhar não o faz para já procurando fazer esse investimento mais tarde, assegura. No entanto, existem questões incontornáveis por parte das empresas como é o caso da implementação das Normas Internacionais de Contabilidade (NIC), pelas quais a União Europeia pretende dotar os detentores de capital e os utilizadores das demonstrações financeiras em geral com uma informação financeira fiável, transparente e comparável. Para Rui Silva, estas são normas que obrigam as empresas a fazer um upgrade dos seus softwares para estarem de acordo com a legalidade. ITIL A incentea implementou internamente, há dois anos, o ITIL, processo que busca promover a gestão com foco no cliente e na qualidade dos serviços de tecnologia da informação. O ITIL permite apresentar um conjunto abrangente de processos e procedimentos gerenciais, organizados em disciplinas, com os quais uma organização pode fazer sua gestão táctica e operacional com vista a alcançar o alinhamento estratégico com os negócios. O ITIL permite, por exemplo, a normalização da linguagem, o que faz com que toda a gente esteja focalizada nos mesmos conceitos, depois passa por definir os serviços que as empresas têm que se chama catálogo de serviços e dizer quais os tempos de resposta aos nossos clientes, assegura Rui Silva.

10 O valor da empresa está ligado ao valor das pessoas A criação da Direcção de Cidadania, a cargo de Rosa Pedrosa, resulta de uma consciência que existe de que toda a actividade da empresa tem impacto para além de tudo daquilo que é a incentea e está relacionada com o exercício de responsabilidade social, reflectindo-se junto da comunidade, das família, no impacto ambiental, etc. Estas dimensões surgem aliadas à sustentabilidade económico-financeira da empresa. Há uma preocupação de que a empresa viva para além das suas próprias pessoas, explicou Rosa Pedrosa, salientando, ainda, o surgimento desta iniciativa. Numa primeira fase, surgiu através de intervenções pontuais e esporádicas mas, à medida que fomos crescendo, começamos a perceber que há algumas dimensões que nos são mais próximas e algumas causas que merecem uma atenção mais cuidada. Sentimos necessidade de tornar este sentimento mais explícito. Assim, a incentea adoptou um código de ética onde se encontram os princípios orientadores da empresa que tenta partilhar com as pessoas que os envolvem. A cidadania e responsabilidade social repercutem-se, por exemplo, no impacto ambiental onde tentamos diminuir a nossa pegada ecológica com coisas simples: papel reciclado, poupança de energia. Como empresa de serviços, o valor da nossa empresa está muito ligado ao valor das nossas pessoas, com uma consciência de participação cívica através de voluntariado, frisou, acrescentando que este código de ética estabelece linhas de orientação comportamental, com base nos valores e princípios estruturantes da incentea. A cidadania na incentea passa por se envolver nos problemas da comunidade, numa perspectiva de responsabilidade social corporativa, incentivar a participação cívica dos colaboradores e apoiá-los enquanto cidadãos responsáveis. Assim, o programa de Responsabilidade Social da incentea está estruturado em 3 eixos: inamb: Promoção da consciência ambiental; adopção de comportamentos verdes para redução da pegada ecológica; FRO: Family Responsible Organizations; transformar a incentea numa empresa familiarmente responsável; melhorar o Work Life Balance. (Participação no Projecto Conciliação.); Voluntário, eu? Apoiar iniciativas de Voluntariado; agir em prol da comunidade. Exposições Nacionais e Internacionais A incentea vai estar presente em duas exposições, nomeadamente: no Salon Européen de la Recherche et de L innovation (SERI) em Paris, no stand de Portugal, organizado pela ADI, onde vai estar um catálogo virtual interactivo de empresas, com todas as empresas que vão participar na Exposição das Jornadas de Inovação; e nas Quartas Jornadas de Inovação / Innovation Days 2009, que irão decorrer aquando do encerramento da Presidência Portuguesa da Iniciativa EUREKA, de 18 a 20 de Junho, na FIL-EXPO. INTERNACIONALIZAÇÃO A incentea está presente, directamente, em Leiria, Lisboa e Porto. Através de uma empresa participada, a Primacis, encontra-se igualmente em Angola (Luanda e Benguela) e Cabo Verde (Praia, em Santiago e Mindelo em São Vicente). PROTOCOLOS DE ESTÁGIO A incentea tem estabelecido vários protocolos de estágio que, de certa forma, se encontram interligados com a dimensão de cidadania e dos recursos humanos. Sentimos que é importante atrair as melhores pessoas, promover o seu desenvolvimento, promover e dar condições para que se mantenham motivadas, mantendo-as no projecto, sublinhou Rosa Pedrosa. Tendo em conta que o nível de qualificação dos elementos que pertencem à incenta é elevado, a elaboração de protocolos de estágio com várias instituições de ensino acaba por ser um passo lógico. A aproximação às escolas resulta deste processo de irmos à fonte, de onde chegam ao mercado de trabalho as pessoas com melhores qualificações, os nossos melhores potenciais colaboradores do futuro. Neste momento a incentea tem protocolos estabelecidos com 12 entidades, entre elas o IPL, o IEFP, a Universidade de Coimbra, as escolas profissionais, entre outros. CERTTIFICAÇÃO DE QUALIDADE A incentea é uma empresa Certificada pela Norma ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão de Qualidade. Este facto reflecte-se numa atitude de melhoria contínua, numa perspectiva de satisfação das necessidades e expectativas dos clientes. Os processos de certificação de qualidade dão resposta a uma norma reconhecida internacionalmente e resulta do reconhecimento externo do nosso contínuo processo de melhoria, que nos permite chegar aos nossos clientes com esse carimbo de qualidade e melhorar os nossos processos internos. Mas, mais importante do que isso, é que as empresas reconhecem implicitamente a qualidade do nosso serviço e dos nossos técnicos, assegura Rosa Pedrosa.

11 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 28 de Maio de PORQUÊ OPTAR POR SOLUÇÕES OPENSOURCE? Quais as vantagens que o software opensource (código livre/gnu) tem em relação ao software proprietário? Isto é, por que razões devemos usar programas sem custos, à excepção da ligação de internet, em vez de preferirmos soluções de empresas comerciais? A resposta pode parecer imediata e basear-se única e exclusivamente no baixo custo, mas há mais razões. Em primeiro lugar, contudo, vamos tentar perceber como se consegue então que um processador de texto, como o Openoffice, seja perfeitamente funcional e, mesmo assim, não custe absolutamente nada, sendo compatível com outras suites de aplicações, essas sim, bastante dispendiosas. O custo de software implica várias parcelas como o pessoal, instalações, software de base proprietário, resolução de bugs e aprimoramento de aplicações. Quando isso é feito num ambiente empresarial, a equipa disponível para trabalhar é limitada e regida pelo segredo corporativo, pelo que, as aplicações são feitas com o código fechado e só são conhecidas quando chegam ao mercado. Mas o opensource não é assim. O código é livre e qualquer pessoa que tenha conhecimentos de programação pode modificar e optimizar as aplicações. E é o que acontece. Milhares de programadores, de todo o mundo, diariamente, aplicam-se à criação de sistemas operativos e aplicações, sem qualquer remuneração. Por que o fazem? A resposta é simples: porque gostam. Para eles, criar programas é um divertimento e, muitas vezes, um hobby. Outra razão para usar software livre desde que a sua qualidade seja devidamente controlada por organismos independentes, como a Mozilla Foundation, responsável pelos excelentes browser Firefox ou Thunderbird é a segurança. Pode parecer um contra-senso que uma aplicação que é manipulada por milhares de pessoas seja segura, mas é o caso. E é precisamente por ser analisado por esse grande número de pessoas que as deficiências são imediatamente solucionadas e resolvidas, não dando tempo aos hackers de explorar deficiências. A continuidade é outra razão interessante para se optar por aplicações de código livre. Imagine que a empresa que produzia o seu software falia. Como resultado, ao fim de muito pouco tempo, as soluções dessa empresa ficariam desactualizadas. Mas isso não acontece noopensource onde as equipas se vão renovando com a entrada de mentes frescas e brilhantes. Dito isto, é preciso ver que há o reverso da medalha: caso o software falhe, não há ninguém a quem pedir explicações, há produtos com interfaces mal concebidos veja-se o Gimp e as primeiras versões do Openoffice, e a facilidade de utilização, por vezes não á a melhor. Mas se não gostar deste ou daquele programa, com toda a certeza, haverá outro na Internet, igualmente gratuito, para o mesmo fim. Complicado é escolher. PUB

12 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 28 de Maio de OPINIÃO SOFTWARE LIVRE (OPEN SOURCE) DR Imagine que vai a um restaurante onde lhe são apresentados dois menus. O primeiro é um menu tradicional, com apenas um prato, confeccionado com os produtos e métodos próprios do restaurante segundo uma receita secreta, à qual não pode ter acesso. Não lhe é permitido personalizar o prato a seu gosto e, se algum ingrediente não lhe agradar, deverá simplesmente ignorá-lo (embora tenha de pagar por ele). O valor do menu está definido no contracto que teve de assinar antes de realmente provar o prato e que, deve ser pago no final, independentemente do seu grau de satisfação. Caso o prato seja tão complexo que não saiba por onde começar, pode usufruir dos cinco minutos de suporte que estão contemplados no menu. Se, por ventura, não forem suficientes, terá ao seu dispor uma equipa de profissionais especializados que, mediante um pagamento extra, lhe esclarecerão algumas dúvidas. No segundo menu está disponível um número ilimitado de pratos, confeccionados por milhares de cozinheiros. Pode escolher o prato que quiser e, caso entenda, pode sugerir novos ingredientes ou sugerir outras alterações ao autor do prato. Se preferir pode ainda pôr as mãos na massa e fazer a sua própria receita ou alterar uma receita já existente. Pode repetir quantas vezes lhe apetecer com os pratos que desejar. No final da refeição, a única coisa que lhe vão pedir é a sua autorização para disponibilizar aos outros clientes os pratos e as receitas que modificou. Não precisa de se preocupar com pagamentos. Tanto o prato, como os alimentos são gratuitos. Pode inclusive levar as receitas para casa e partilhá-las com os seus amigos. Alguma dúvida sobre o prato pode ser colocada a qualquer pessoa que o tenha comido ou directamente ao cozinheiro. Agora a pergunta: se tivesse de escolher um menu, qual seria a sua escolha? Se transpusermos este exemplo fictício para a realidade actual do software, podemos dizer que o software proprietário tem características muito semelhantes às do primeiro menu, onde um cliente paga para utilizar um determinado software no âmbito dos termos do acordo que aceitou. No extremo oposto, com características próximas do segundo menu, temos o software aberto onde milhares de pessoas (e empresas) disponibilizam e melhoram livremente as suas aplicações para benefício de todos. Existem actualmente na rede milhares de aplicações abertas à distância de uma pesquisa, desde sistemas operativos (por exemplo, o GNU/Linux), passando por pacotes de produtividade (OpenOffice.org), a navegadores da Internet (Mozilla Firefox), entre outros. Sempre que tiver de escolher entre uma alternativa aberta e uma proprietária, escolha a aberta pois esta poderá ser estruturada e adaptada às suas necessidades, de forma a dar resposta aos seus problemas. Mesmo que a segunda possa ter, à partida, mais funcionalidades a evolução de uma aplicação aberta é, de um modo geral, extremamente rápida e depressa ambas as soluções ficarão equiparadas. Além disso, as funcionalidades existentes numa solução proprietária são gerais podendo não ser as que melhor se adaptam às suas necessidades, obrigando por vezes à compra de mais soluções para uma resposta potencialmente adequada aos problemas existentes. Numa altura em que tanto se fala da Crise, e onde se desperdiçam milhões de euros em soluções de software que podiam facilmente ser substituídas por alternativas abertas, é altura de assumirmos uma postura mais aberta e olharmos para este tipo de software como uma solução. Em países como o Brasil, Espanha e França o software livre é amplamente utilizado por milhões de pessoas, em áreas tão específicas como a saúde e a educação. Em Portugal, por desconhecimento ou por comodidade preferimos pagar para ser sermos servidos, como no exemplo do restaurante. Abstenha-se de preconceitos e dê uma oportunidade ao software aberto. Entre neste mundo onde a palavra de ordem é partilhar. Garanto-lhe que ficará surpreendido. Cláudio Esperança, programador informático da Unidade de Ensino à Distância do Instituto Politécnico de Leiria Nascida no seio da universidade EMPRESA DE COIMBRA DESENVOLVE APLICAÇÕES PARA IPHONE Já é possível ver televisão, em tempo real, no iphone. Uma das primeiras aplicações do mundo de Mobile TV a ser lançada num operador de telecomunicações móveis através do iphone foi pensada e gerada em Coimbra, pela Empresa WIT Software que também conta com filiais em Leiria, Lisboa e Porto. Esta tecnologia de características únicas, dadas as características especiais do iphone e a política da Apple, marca produtora do telemóvel multitouch mais famoso do mercado, foi criada para a Vodafone, que será o primeiro operador em Portugal a disponibilizar o serviço Mobile TV no iphone 3G. O que torna esta solução tecnológica única é, de acordo com o CEO da WIT Software, a utilização de tecnologia standard das redes móveis e o facto de possibilitar aos utilizadores terem acesso ao serviço de Mobile TV a partir do iphone 3G. Até agora, as aplicações existentes no mercado apenas permitiam o acesso ao serviço através de WiFi, o que limitadava a mobilidade do operador do iphone. Com a aplicação da WIT o serviço pode ser utilizado em qualquer parte onde exista cobertura 3G.. Com um centro de competências em tecnologia para o iphone, a aplicação Mobile TV é, num período de quatro meses, é a terceira aplicação da WIT a obter o selo de qualidade e garantia da Apple, depois do TeleMultibanco e de MMS. Nascida no seio da Universidade de Coimbra, em Março de 2001, a WIT Software desenvolve software para operadores de telecomunicações móveis, e disponibiliza serviços de consultadoria e desenvolvimento de software para empresas que desejem explorar ao máximo as possibilidades das comunicações fixas e móveis. Tem consolidado a sua presença no mercado mundial com destaque para os mercados dos Estados Unidos, Canadá e vários países da Europa e do seu portfólio constam, entre outros, a Vodafone Portugal, Vodacom África do Sul, Vodafone Espanha, LuxGSM, Real Networks, Vodafone Global e banca. DR

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14 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 28 de Maio de Quem vai pagar? OS CUSTOS DA APLICAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO EM PORTUGAL DR Segundo o texto que serve de base ao novo Acordo Ortográfico, cabe a cada um dos Estados signatários envidar esforços no sentido de aplicar e introduzir as alterações na língua portuguesa em textos oficiais, manuais escolares, placas de trânsito, informação turística e até nos softwares de instituições públicas, como as repartições de Finanças, IMTT, tribunais, etc. Ou seja, a factura será paga pelos contribuintes. E embora o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, defenda que o valor do Português será enriquecido com a suposta harmonização da língua, referindo que Fernando Pessoa, enquanto produto de exportação da língua portuguesa, pode valer mais a nível económico do que a Portugal Telecom, na verdade, os portugueses devem perceber que, apenas ao nível dos manuais escolares, haverá um encarecimento entre cinco a dez por cento. Isto porque será preciso alterar softwares e chapas de impressão para acolher as modificações. O processo de mudança da ortografia implica a revisão exaustiva de textos (para evitar situações como as que ocorreram com o software do computador Magalhães) e substituição total das chapas de impressão, o que acarreta, naturalmente custos muito elevados. Segundo Carmo Correia, coordenadora de edições escolares do grupo Leya, que conta actualmente com 320 projectos escolares (entre 30 a 40% dos manuais usados em Portugal), dependendo de cada manual, o valor rondará os quatro a cinco mil euros", pagos, naturalmente, pelo contribuinte. Vasco Graça Moura, uma das vozes mais críticas deste processo, refere que as famílias terão de suportar custos inadmissíveis na compra de novos materiais escolares e lamenta os milhões de livros adquiridos pelo Plano Nacional de Leitura e pelas bibliotecas escolares: inúteis para os jovens Além disso, mostra-se apreensivo com a perda da importante posição das exportações da edição portuguesa para os países africanos. Menos preocupado, o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, acredita que o novo acordo ortográfico vai afectar muito pouco em termos de custos as empresas jornalísticas, porque estas contam com programas informáticos que são facilmente adaptáveis, podendo incluir dicionários com o novo acordo ortográfico. A Microsoft, por exemplo, que produz o processador de texto mais utilizado no mercado, ainda não resolveu se vai cobrar pelo novo dicionário. A questão é a de se tomar uma decisão política, e nas redacções se impor e colocar, imediatamente, à disposição, os novos dicionários ou não, afirma João Palmeiro. EMPRESA PORTUGUESA PREPARA ACORDO Mais avisada a editora Priberam não esperou por 2012 e fez uma fuga para a frente com a versão 7 do corrector FliP. Para Carlos Amaral, administrador da empresa, esta versão do FLiP é das mais aguardadas já que, apesar de o Acordo Ortográfico já se encontrar em vigor e estar a ser progressivamente aplicado, no Brasil, não estavam ainda disponíveis para o Windows ferramentas de revisão actualizadas. O FLiP 7 é hoje o produto mais completo para todos os que escrevem em português em qualquer parte do mundo, demonstrando uma vez mais a liderança da Priberam no tratamento computacional da língua portuguesa em qualquer das suas variedades ou grafias, refere. O FliP 7 não é gratuito, custando, por utilizador, cerca de 60 euros. Talvez por estas razões, e pelo facto de serem os portugueses e PALOP, os mais afectados pela mudança ortográfica, a imprensa brasileira dá conta de uma certa resistência ao acordo e à existência de várias petições na internet pedindo a suspensão do Acordo. Teleleiria MAIS DE DUAS DÉCADAS A LIGAR LEIRIA Soluções de comunicação, é o que pode encontrar na Teleleiria. Betatest da Alcatel e parceira de marcas como a Vodafone e a Nokia, a empresa está no topo da comercialização de equipamentos de comunicação. Especializada em comunicações e certificação e fusão de cablagens de fibra óptica, Lino Ferreira, administrador da Teleleiria, vê com bons olhos os recentes investimentos anunciados pelo Grupo PT. Podemos beneficiar com isso, diz. A fibra óptica é o futuro das infraestruturas de comunicação, garante Lino Ferreira. Para o administrador o cobre está destinado a desaparecer, pelo que, as soluções de fibra óptica existentes no mercado são superiores ao nível da robustez, capacidade de transmissão de dados e imunidade. DR Vantagens mais do que suficientes para justificar a aposta neste produto. Mais segura do que os actuais cabos de cobre, a fibra óptica é, acima de tudo, mais barata, garante Lino Ferreira que considera este factor económico como uma mais-valia para a implementação da fibra óptica no mercado nacional. Considerando as infra-estruturas de comunicação tão vitais quanto as auto-estradas, Lino Ferreira vê as primeiras como um catalisador do desenvolvimento de tecnologias amigas do ambiente. Ainda somos consumidores massivos de telemóveis? Segundo Lino Ferreira, assistimos a uma quebra no consumo destes equipamentos devido à conjuntura económica do país, mas continuamos no topo, logo a seguir a Itália. Muito dependentes de modas, os telemóveis chamam a atenção pela quantidade de funcionalidades de que dispõem. Lino Ferreira divide estes equipamentos em quatro áreas: entretenimento, música, fotos e profissional. Actualmente, o equipamento mais vendido é o Blackberry, diz. Parte de um grupo de empresas da qual faz, também, parte a Voznet., o objectivo de Lino Ferreira é manter a empresa líder de mercado no distrito e continuar a oferecer as mais actuais soluções de IP, voz, dados, imagem e serviços e segurança.

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