A SOLUÇÃO (OPEN SOURCE) DE DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE CONTEÚDOS WEB

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1 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA INFORMÁTICA 2003 / 2004 SITESEED A SOLUÇÃO (OPEN SOURCE) DE DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE CONTEÚDOS WEB Por: HUGO PINHO DA COSTA Orientador: ENG.º ANTÓNIO COSTA Data: SETEMBRO 2004

2 Dedicado à minha namorada que me tem aturado este tempo todo

3 Agradecimentos Os agradecimentos vão para o meu orientador Eng. António Costa, que me deu toda a liberdade necessária para a boa realização deste documento. Ao Sérgio Lopes que me ajudou em pequenas coisas muito importantes.

4 Resumo O seguinte documento tem como principal objectivo dar a conhecer a ferramenta Siteseed, aplicação open-source de origem portuguesa que permite efectuar todo o desenvolvimento e gestão de um website. Para além de factos e panorama actual, serão apresentados todas as características relevantes, pontos fortes em que este gestor de conteúdos se destaca e os seus pontos fracos. Serão explicados pormenores importantes do seu funcionamento e será incluído um manual de utilização e de instalação. Depois de ler este documento espera-se que o leitor consiga construir uma opinião em relação a esta aplicação e deste modo verificar se o Siteseed poderá ser uma solução tanto para uma utilização no presente como no futuro.

5 Índice 1 Introdução Escolha do Siteseed para este projecto Nomenclatura e linguagem do documento O que é o Siteseed 10 2 História Resultados práticos para a MrNet do projecto 11 3 Ferramenta Open-Source Vantagens da Licença BSD 12 4 Actualidade Gestores de conteúdos Implementações do Siteseed 14 5 Características Tecnologia Funcionalidades Destaques Dinamismo Controlo sobre construção Componente WYSIWYG Instalação Vantagens Desvantagens 26 6 Modo de Funcionamento Conteúdos e layouts Mecanismo de listagem de artigos Interfaces Níveis de Acesso Jornalistas Editores Técnico Cache 33 7 Pontos fortes 34 8 Pontos fracos 35 9 Instalação Requisitos Técnicos Pré-instalação Instalação passo a passo38

6 9.4 Troubleshootting Manual de Utilização Autenticação na ferramenta Acesso ao BackOffice Login do utilizador BackOffice Listagem de Artigos Inserção de conteúdos Criação de um artigo Preenchimento dos campos Opções do artigo Guardar o artigo Inserir imagens Procedimento Alteração de um conteúdo Remoção de conteúdos Inserção de Comentários Área de Editores Objectos de Página Comandos para a inserção de artigos Área de Técnico Componentes visuais Artigos Secções do Site Interfaces Formulários Gestão de utilizadores Campos dos utilizadores Fórum Utilitário Procurar e Substituir Limpeza da Cache Futuro O que se espera do Siteseed O CMS no futuro Conclusão Bibliografia 88

7 Índice de figuras Fig. 1 - Logotipo do Siteseed Fig. 2 - Estrutura de ficheiros do siteseed Fig. 3 - Página principal do GULDEI (Grupo de utilizadores de Linux do Departamento de Engenharia Informática do ISEP) Fig. 4 - Página principal do Laboratório.NET do DEI Fig. 5 - Componente ActiveX Fig. 6 Estrutura e vistas de um artigo Fig. 7 - Modo de visualização de comandos Fig. 8 - Exemplo de listagem num objecto de página Fig. 9 - Janela de Login Fig Imagem da área de administração do Siteseed Fig Área dos artigos da secção Jornalistas Fig Busca dos artigos com a palavra docente Fig Listagem dos artigos Fig Formato da informação do artigo na listagem Fig Botão para inserção de um novo artigo Fig Campos de edição de um artigo Fig Pré-visualização de um artigo Fig Secção de Editores Fig Área de edição de um layout Fig Edição de uma caixa (box) Fig Criação de campos dos artigos Fig Edição de temas Fig Edição de uma secção Fig Edição de uma interface Fig Edição de formulários Fig Editor de acessos Fig. 27 Painel de gestão de passwords Fig Gestão de campos dos utilizadores Fig Threads do forum

8 1 Introdução 1.1 Escolha do Siteseed para este projecto A razão pela qual escolhi o Siteseed deve-se ao facto de achar que é uma aplicação com muitas potencialidades mas que ainda não possui a devida notoriedade. É um produto nacional, escrito numa linguagem que neste momento é a mais utilizada na Internet e acima de tudo é gratuito. Ao escrever este documento pretendo informar, quer os aspectos melhores quer os piores desta aplicação e deste modo contribuir, para quem como eu também já estive, à procura de um gestor de conteúdos. A minha experiência com o Siteseed advém de ter estado numa empresa de webdesign, onde trabalhei intensamente durante mais de ano nesta ferramenta e por força das circunstancias necessitei de efectuar alterações no próprio código fonte, o que me obrigou a conhecer o Siteseed muito minuciosamente. Além de que desde que me lembro tenho vindo a experimentar todo o tipo de aplicações open-source deste género, na tentativa de encontrar o melhor gestor de conteúdos. Assim sendo, este documento foi elaborado sem consultas a outros documentos externos (até porque não há), à excepção de um documento de apresentação do Siteseed da própria MrNet, que me ajudou a fornecer alguns factos relativos ao projecto. 1.2 Nomenclatura e linguagem do documento No decorrer deste documento serão utilizados regularmente termos em inglês, isto porque quer na própria aplicação quer no contexto em que esta aplicação se insere, não fazia sentido traduzir. Também devido ao uso intensivo e corrente destas palavras não dei nenhuma formatação diferente às mesmas. Como o Siteseed nasceu como aplicação de gestão de um jornal digital, muitas das terminologias adoptadas e filosofia de funcionamento constatam isso mesmo. Mecanismo de recolha de conteúdos e aprovação. Níveis de acesso na área de administração, etc. No documento são apresentados pontes fortes e fracos do Siteseed e vantagens e desvantagens do Siteseed. A diferença reside nos primeiros serem em relação a outros gestores de conteúdos, ou seja, pontos em que o Siteseed leva vantagem ou perde, enquanto que as vantagens e desvantagens são características que igualmente já existem noutros gestores de conteúdos mas que se evidenciam no Siteseed. 8

9 1.3 O que é o Siteseed S iteseed é uma plataforma de software - open source para o desenvolvimento e gestão de conteúdos para websites, vulgo CMS (Content Management System). Com o Siteseed é possível desenvolver websites complexos sem necessidade de recorrer a programação. O design gráfico, as funcionalidades e os conteúdos do website são geridos através de um interface Web, permitindo a personalização dos acessos ao sistema de acordo com o perfil dos diferentes utilizadores. O Siteseed é por isso uma ferramenta de trabalho em grupo, que permite gerir todos os detalhes de design, estrutura e conteúdo de um website de forma independente. Tudo o que é utilizado na construção e manutenção do site é mantido numa base de dados pelo que não são necessários ficheiros. Para um utilizador que pretende inserir conteúdos no site apenas tem de preencher alguns campos e aprovar o conteúdo que por sua vez é correctamente formatado e integrado no site automaticamente, isto tudo, numa parte BackEnd 1 denominada BackOffice. Modelo de funcionamento de O Siteseed nasceu vocacionado para ser um gestor de jornais um jornal online, pelo que daí advém parte da sua filosofia: Jornalistas inserem conteúdos, editores aprovam e técnicos encarregam-se da electrónico. construção do site. O Siteseed é uma aplicação aberta, o seu código fonte é visível pelo que poderá inclusive ser modificado. Como gestor de conteúdos dinâmico tem um funcionamento muito leve graças a um mecanismo de cache que lhe fornece uma performance muito aceitável. Fig. 1 - Logotipo do Siteseed 1 BackEnd Nos gestores de conteúdos denomina-se BackEnd a área de administração de acesso reservado, onde é feita toda a gestão do site publico (Front End). 9

10 2 História O Siteseed é um produto português criado pela Mr.Net, empresa especialista na prestação de serviços, desenvolvimento de software e consultoria Web, sediada em Lisboa. Esta empresa que teve o seu aparecimento em 1998, desenvolveu uma solução para uma necessidade emergente que tem especial importância nos dias de hoje: a gestão de conteúdos Web. Passagem do Siteseed a open source. De inicio o Siteseed era vendido a 1000 dólares americanos por licença de servidor (caso fosse para uma utilização comercial), significa que era possível para uma empresa possuir vários sites em Siteseed, desde que estes tivessem alojados no mesmo servidor e pagar apenas uma licença, facto esse de especial importância sobretudo para empresas de Webdesign que possuíam diversos clientes. Em finais do ano 2003 a empresa alterou radicalmente a filosofia do Siteseed passando este a ser open-source, com uma licença BSD e estar representado no sourceforge 2. Esta alteração estratégica deveu-se ao facto de que como software open-source poderia ganhar muito com o desenvolvimento e contribuições de toda uma comunidade de programadores. Até 2003, as contribuições eram praticamente inexistentes, geradas apenas pela necessidade de alterações de código / adições de funcionalidades por parte de empresas de Webdesign, e para que estas se reflectissem em versões posteriores. 2.1 Resultados práticos para a MrNet do projecto Mais de 50% do desenvolvimento em foi feito por colaboradores externos. 80% do desenvolvimento em 2004 foi feito por colaboradores externos. Forte aposta na formação e apoio a empresas que utilizam o Siteseed. Custo de desenvolvimento desceu mais de 75%, permitindo executar projectos mais depressa (menos de 30 dias), com base em técnicos com menor preparação. Criou mercado para justificar o desenvolvimento de novas versões ( Siteseed 2.0 e Siteseed NG ). 2 SourceForge.net é o maior site de desenvolvimento de software Open Source, Possui o maior repositório de Open Source code e aplicações disponíveis na internet. 10

11 3 Ferramenta Open-Source S eguindo o modelo de desenvolvimento de software preconizado pelo movimento open source, que tem como expoentes máximos o sistema operativo Linux e o servidor Web Apache, a Mr.Net disponibiliza on-line o código fonte da plataforma de software Siteseed. Assim, esta tem vindo a ser desenvolvida não só pela equipa de programação da Mr.Net, mas também por técnicos e programadores espalhados pelo mundo que auditam o Um modelo de desenvolvimento inovador código, corrigem erros e propõem novas funcionalidades. Este modelo tem por objectivo permitir desenvolver software de forma mais célere, com maior qualidade e segurança, pelo menos este é o principio. No entanto, no caso do Siteseed, a passagem deste software a open-source ainda é demasiado recente para que em termos práticos possamos constatar avanços significativos. A própria MrNet é muito cautelosa na integração e divulgação de novas funcionalidades devido a não interferir nos seus interesses comerciais. Para os utilizadores da plataforma Siteseed este modelo de desenvolvimento apresenta vantagens consideráveis: O Siteseed é desenvolvido e testado por uma comunidade a nível global com uma experiência heterogénea; O processo de desenvolvimento de novas funcionalidades e de correcção de erros é substancialmente mais rápido; O código fonte está sempre disponível para auditorias de qualidade e segurança; O código fonte permite aos nossos clientes assegurar o desenvolvimento in-house, sempre que se justifique; Os utilizadores têm ao seu dispor módulos adicionais, que acrescentam novas funcionalidades, os quais poderão ser desenvolvidos por outras empresas, em todo o mundo. 3.1 Vantagens da Licença BSD O Siteseed pode ser incluído, parcialmente ou na totalidade, em qualquer outro projecto sem autorização da MrNet. A licença BSD nos projectos derivados do Siteseed pode ser substituída por qualquer outra ( open source ou qualquer outra). A única limitação real imposta, a quem utilizar o código do Siteseed, é que o nome da MrNet não pode ser utilizado para efeitos de promoção ou para facilitar a venda do software. A MrNet agradece o crédito pela autoria do Siteseed, algures no manual da aplicação, mas não obriga a sua atribuição 11

12 4 Actualidade 4.1 Gestores de conteúdos As ferramentas de Content Management System ou gestores de conteúdos, parecem ter vindo para ficar. A sua utilização crescente por parte das organizações prova o aspecto vantajoso da sua utilização. Das inúmeras vantagens podemos salientar: Rápida e fácil disponibilização de informação Permitem gerir sites com informação actualizada ao segundo A actualização pode ser feita por todos os membros integrantes de uma empresa em vez de uma única entidade. Contornam a necessidade de saber linguagens de programação WEB para colocar informação online. Estas ferramentas encontram-se em praticamente todo o tipo de linguagens, desde ASP, PHP, JSP, Python, etc, e acopladas a vários tipos de bases de dados relacionais: desde SQLServer, Oracle, MySQL, DB2, etc. Uma destas linguagens no entanto, emergiu-se como sendo a mais utilizada, o PHP. Aliado a ele veio o MySQL, também hoje a base de dados mais popular em todo o mundo. No mercado de hoje, essencialmente podemos encontrar dois géneros de CMS: como produto comercial desenvolvido por empresas como a Oracle, Microsoft, RedDot, etc, ou então um produto open-source que surge da criação ou ideia de um indivíduo e que depois é desenvolvido por toda uma comunidade de entusiastas. O Siteseed nasceu como sendo do primeiro género mas evolui para o segundo. 12

13 4.2 Implementações do Siteseed Fruto da capacidade da MrNet e da maturidade e aplicação comercial desta ferramenta de gestão de conteúdos, podemos já ver o Siteseed em grandes projectos nacionais. ICEP Portugal Website promocional do Euro SIC Sociedade Independente de Comunicação EMI Music Grupo EMI Portugal 13

14 VIANETWORKS VIA NET.WORKS Portugal RTP Rádio Televisão Portuguesa Mais turismo Edição de 2004 do Portugal Hotel Guide Para ver mais exemplos de websites utilizando o Siteseed podem consultar o site da MrNet: 14

15 5 Características 5.1 Tecnologia O Siteseed é uma aplicação PHP/MySQL que funciona em sistemas operativos do tipo Unix. Toda a programação é em PHP, excepção apenas para um componente ActiveX 3, que permite ao utilizador editar um conteúdo com funcionalidades WYSIWYG 4. Isto apesar de já estar programada a alteração deste componente para algo que não utilize ActiveX. Fig. 2 - Estrutura de ficheiros do siteseed Também é utilizado o ImageMagick 5 para manipulação "server-side de imagens. Com o ImageMagick é possível ao utilizador efectuar o upload e posterior redimensionamento das imagens, mantendo estas a mesma proporção largura-altura. Embora oficialmente não existe nenhuma versão para Windows, é possível correr o Siteseed neste sistema operativo. Para isso podemos utilizar por exemplo o FoxServ, que é um pacote de instalação Apache/MySQL/PHP que consegue que o Siteseed corra no Windows, claro que com menos fiabilidade. 3 ActiveX é a denominação de um tipo de tecnologia desenvolvida pela Microsoft baseada em componentes COM. De grosso modo, estes componentes são controlos que integram ferramentas com funcionalidades elaboradas num Web Browser. 4 WYSIWYG ( What you see is what you get ) Apresenta uma interface de edição visual com componentes semelhantes aos que o utilizador em regra está habituado, gerando numa camada inferior (invisível) o código HTML. 5 ImageMagick É um conjunto de ferramentas e bibliotecas externas que permitem ler, escrever e manipular imagens. 15

16 5.2 Funcionalidades Mais vantagens para os editores do site Templates gráficos ilimitados. Sistema de classificação temática de artigos (sem limite de tópicos). Gestão do staff do site e comunidades de utilizadores. Pré-publicação de artigos. Sondagens de opinião. Artigos privados. Hierarquia de edição (aprovação de artigos por editor). Para os programadores Acesso ao código fonte. Motor de pesquisa incorporado. Suporte a múltiplos objectos editoriais, programados em PHP. Sistema de cache incorporado ( base de dados e ficheiros). Gestão de secções e tópicos. Gestão integrada de CSS. Completa separação de conteúdos, design e programação. Mensagens internas para pessoas e objectos (artigos, templates, interfaces, etc). XML import/export e dumps para Data mining. Gestão de Conteúdos Editor de conteúdos com funcionalidades WYSIWYG. Preview do artigo no web browser, no backoffice. Pode fazer-se o preview dos artigos em qualquer layout e pode ser atribuído um determinado aspecto por defeito. Validador de HTML integrado. Datação de artigos, possibilitando a colocação de artigos apenas em determinadas datas especificadas. Importação de documentos do Microsoft Word, respeitando tanto as formatações como as tabelas. Upload de ficheiros directamente do web browser Resizing das imagens directamente do web browser com visualização imediata do resultado. Classificação de artigos por tema. Opção de criar debates públicos (em forums com threads) associadas a cada artigo. Sistema de classificação de artigos. Aprovação de artigos pelos editores. 16

17 Gestão de Comentários Inserção, edição e remoção de comentários deixados pelos visitantes, com a possibilidade de transformação imediata desse comentário num artigo. Arquivo de comentários Segurança do backoffice Autenticação de utilizadores através de login / password personalizados, através das funcionalidades do Web browser. 3 níveis de acesso: jornalista, editor e programador. Personalização de qualquer nível de acesso com restrições por tema, página ou no caso dos programadores, por função. Suporte do protocolo de encriptação SSL 128 bits no acesso ao backoffice. Gestão de páginas e objectos de página Utilização de uma linguagem própria simples e flexível na criação e manutenção dos objectos de página. Gestão visual de conteúdos de qualquer página, totalmente parametrizável através de interface Web. Numero de objectos de página ilimitado. Opção de inserção automática de artigos por ordem cronológica. Inserção automática de tickers6. Inserção de forms nos objectos de página. Inserção de comentários deixados pelos visitantes. Preview de todos os objectos de página. Gestão da estrutura do Web site Gestão das secções do site numa estrutura do tipo árvore. Numero ilimitado de secções Numero hierárquico de níveis das secções ilimitado Layout e programação das secções independente Funções internas em PHP para inserir e actualizar os menus de navegação Registo de Utilizadores Estrutura dos campos definidos para o registo de utilizadores completamente configuráveis (definição do numero e tipo de campos utilizados) Acesso a artigos, secções e páginas pode ser restringido a utilizadores registados. Autenticação de utilizadores e forms de registo, podem ser acedidos a partir de qualquer página do site. Páginas podem ser manipuladas em tempo real, dependendo de acções ou preferências efectuadas pelo utilizador. 6 Tickers Elemento gráfico que visa chamar a atenção de um determinado texto, utilizando para isso, texto a piscar. 17

18 Sistema de Inquéritos Criação de inquéritos através de interface web. Estrutura de inquéritos completamente configuráveis. Numero ilimitado de inquéritos simultâneos. Inserção de inquéritos em qualquer secção / página do site. Arquivo de resultados dos inquéritos. Visualização de resultados utilizando gráficos ou barras coloridas. Sistema interno de Cache Cache de artigos gerados em vários tipos de layout. TTL7 configurável para cada objecto de página. Cache de páginas completas Interface web para gestão da cache Cache TTL definida ao segundo para páginas estáticas. Gestão de modelos de interface Numero ilimitado de interfaces, que fazem com que todas as secções possam possuir um aspecto próprio. Interfaces podem incluir ficheiros do disco (utilizando a função include do PHP). Completa liberdade na utilização de HTML e PHP na elaboração das interfaces. Ferramentas de monitorização do site CRM e Data Mining O Siteseed pode registar e identificar cada acção que o utilizador efectuou no site. Dados desses registos são guardados em ficheiros simples separados por tabs, para fácil exportação para programas ou pacotes de CRM e Data Mining. Acções podem ser lidas em tempo real através de programas internos de visualização. Utilizadores podem ser controlados através de cookies para registo e identificação de múltiplas visitas. Sistema de mensagens/notas para os utilizadores do backoffice Sistema de mensagens orientado a objectos entre os utilizadores do backoffice, objectos (qualquer pessoa que edite o objecto ) e artigos ( qualquer pessoa que edite o artigo). Notas podem ser apagadas pelos destinatários e podem assumir estados de read/unread. Podem ser utilizados para gestão interna de projectos. 7 TTL (Time to Live) (TTL) Um campo no cabeçalho IP que indica quantos hops são permidos a um pacote até este ser descartado ou devolvido. 18

19 5.3 Destaques Os seguintes destaques do Siteseed não são necessariamente aspectos positivos. São sim, aspectos fundamentais no conhecimento desta ferramenta e nas suas capacidades Dinamismo A maioria dos gestores de conteúdos open-source que encontramos nos mercado possuem uma estrutura de inserção de conteúdos fixa, obrigando a que todo o que seja colocado no site possua um aspecto similar (a vulgar estrutura de 3 colunas), exemplo disso é o PHPNuke. Embora isto seja ideal para alguns conteúdos não é indicado para quando o que pretendemos é a alteração de páginas completas ou quando pretendemos tipos de conteúdos que possuam mais dinamismo e liberdade. Podemos verificar isso mesmo nestes dois sites utilizados pelo Departamento de Informática do ISEP: Fig. 3 - Página principal do GULDEI (Grupo de utilizadores de Linux do Departamento de Engenharia Informática do ISEP) Fig. 4 - Página principal do Laboratório.NET do DEI Por exemplo a estrutura dos artigos que aqui aparece é fixa com possibilidade de um titulo, texto, uma imagem e pouco mais. No caso do Siteseed cada artigo pode ter uma estrutura com campos ilimitados e onde podemos dar o aspecto que quisermos a esses artigos. 19

20 5.3.2 Controlo sobre construção Uma das grandes diferenças do Siteseed em relação a outros gestores de conteúdos é a maneira como podemos criar a estrutura do nosso site. Na maioria destas aplicações a estrutura é gerada automaticamente de acordo com configurações e onde depois apenas temos acesso a Programação de páginas quase ao gosto dos programadores stylesheets ou macros de modo a que possamos modificar as posições e aspectos dos menus, cabeçalhos, rodapés, etc. No Siteseed, é o técnico que constrói e coloca o código utilizado para criar o aspecto da página, seja este em HTML, PHP, Javascript, etc. Isto é sem sombra de dúvida aquilo que qualquer profissional do webdesign procura, que é controlo sobre a página. Notou-se realmente este facto, numa situação particular, em que a MrNet foi forçada a alterar o método como os artigos estavam a ser apresentados numa listagem, apenas porque havia um <br> 8 entre artigos. Um bom programador na construção de um website vai ao rigor de um pixel, pelo que nunca iria deixar aparecer um elemento demasiado pouco rigoroso. O Siteseed agora permite configurar o código que faz a transição entre artigos nas listagens. Todo o código que aparece no nosso site é editável, desde a estrutura principal, menus, artigos, etc. Ora este é um dos pontos fortes do Siteseed, mas ao mesmo tempo é também um dos seus grandes pontos fracos. No Siteseed o código é mantido em caixas de texto, denominadas TEXTAREAS, estas estão muito longe de ser o suporte preferido para editar código. Um programador precisa de um bom editor pois este agiliza muito o trabalho. Ora editar código numa caixa de texto é muito passível a que aconteça grandes desastres, até porque uma vez gravando o objecto, já não é possível voltar atrás. Uma maneira de dar a volta a esta situação é fazer sempre o código num editor e só depois copiar e colar para a caixa de texto, outra maneira será fazer include de um ficheiro externo na própria caixa de texto. Só que não é prático. 8 Tag HTML que provoca uma nova linha, do inglês break. Este elemento no webdesign não é utilizado pelo simples facto de que não é rigoroso. Depende de muitos factores e varia de browser para browser. Em vez disso é utilizado uma imagem transparente, do tamanho de um pixel. 20

21 5.3.3 Componente WYSIWYG Cada campo de um artigo pode ser editado utilizando quer uma caixa de texto, quer um componente Rich text editor. Este, permite que um utilizador que não conheça código HTML, possa construir e aplicar formatações, criação de tabelas bem como um conjunto de funcionalidades semelhantes ao que podemos encontrar num editor de texto e depois de um modo transparente ao utilizador, recria por baixo o código HTML. Fig. 5 - Componente ActiveX Só que o componente utilizado no Siteseed está longe de ser o ideal. O facto de ser ActiveX obriga a que apenas funcione em sistemas da Microsoft, o que não deixa de ser uma contradição à natureza open-source deste projecto. Mais grave ainda é o facto de que por vezes, teima em não funcionar no próprio Internet Explorer. Felizmente cada vez mais estão a aparecer componentes WYSIWYG, que podem ser utilizados gratuitamente ao contrário do que acontecia até muito recentemente, onde eram vendidos a preços bastante elevados. A alteração deste componente, por outro lado, para outro de funcionamento similar já se encontra na forja. 21

22 COMPONENTES RTE O uso intensivo deste tipo de componentes é a tendência emergente. Um bom exemplo é o TYPO3. Este gestor de conteúdos utiliza em abundância estas novas ferramentas, oferecendo ao utilizador típico que não sabe programação, um conjunto de funcionalidades inestimáveis. Ao contrário de aplicações em Java, as aplicações programadas em linguagens como o PHP ou ASP estão apoiadas em HTML pelo que possuem um funcionamento limitado pelos seus componentes básicos, tais como caixas de texto, select boxes, radio buttons, etc. Operações como drag-and-drop são impossíveis, ou melhor, eram até a algum tempo atrás. Hoje começam a aparecer uma série de componentes que permitem utilizar bibliotecas dos próprios browsers, permitindo por exemplo drag-and-drop de imagens, redimensionamento de imagens, etc. Editores denominados Rich text editor ou RTE, permitem exibir as mesmas características e funcionalidades de um editor de texto, mas a funcionar num browser. Infelizmente ainda existem limitações nomeadamente com a compatibilidade destes componentes em diferentes browsers e sistemas operativos, uma vez que uma vasta maioria ainda funciona apenas em browsers do tipo Microsoft Internet Explorer e em PC s com Windows. 22

23 5.3.4 Instalação A instalação do Siteseed é muito arcaica, desprovida do cada vez mais usual wizard 9, tal como acontece com o TYPO3 ou o Zope, o facto é que é bastante simples do que neste ultimo. Salienta-se também o facto de quase não haver opções ou escolhas na instalação. Depois tem algo que é muito útil: a primeira vez que entramos na aplicação é nos perguntado se queremos começar com uma base de dados vazia ou se queremos preenche-la com conteúdos de demonstração, que consistem num site com alguns objectos, entre dos quais um exemplo de uma interface com autenticação, layouts, artigos, etc. Deste modo temos logo um exemplo concreto de como devemos implementar um site em Siteseed e evitamos perder horas a seguir tutoriais e a fazer exemplos hello world. De resto, toda a configuração do Siteseed é feita através de um ficheiro denominado config.php que se encontra na raiz da aplicação. A edição de parâmetros tem de ser exclusivamente através de um editor de texto. 9 Wizard Instalação passo a passo com janelas gráficas, que de um modo fácil e intuitivo permite ao utilizador instalar uma aplicação. (o vulgar next-next-next) 23

24 5.4 Vantagens Licença - Uma das principais vantagens do Siteseed é a sua licença que vem possibilitar o uso de uma ferramenta muito completa sem qualquer custo de utilização. Multi-utilizador - O facto de ser orientada para um grupo de trabalho é sem duvida uma mais valia no sentido que possibilita a existência de vários indivíduos dentro da administração, com acessos distintos e mais do que isso, com papéis distintos na própria hierarquia de trabalho na manutenção de um site. Web-based - Uma vez instalado num servidor, o Siteseed possibilita que não tenha que existir quaisquer ficheiros na construção do website. Deste modo, todos os responsáveis na gestão e construção do site, para além de poderem aceder de qualquer parte, acedem todos ao mesmo código fonte. Renovação do design do site Uma das vantagens do Siteseed é possibilitar a existência de skins ilimitadas no nosso site. Assim como é possível pré-visualizar modificações, i.e., sem que o visitante sequer saiba. Deste modo é possível estar a trabalhar num novo aspecto geral ou parcial do nosso site sem que para isso seja necessário trabalhar em servidores de teste, muitas das vezes sem os conteúdos reais onde gostaríamos de ensaiar o novo aspecto. A migração do velho para o novo aspecto é assim muito fácil e acima de tudo rápida. 24

25 5.5 Desvantagens Links - O Siteseed é por si só um motor funcional que gere todos os conteúdos apoiado num único ficheiro principal denominado index.php, que tem como função a visualização de conteúdos. O modo como ele distingue diferentes pedidos é através de parâmetros que recebe ou em caso de não receber nenhum, de mostrar o que está definido por defeito. Assim: index.php?article=3&layout=4 mostraria o artigo 3 com o layout 4. Só que este modo de funcionamento pode levar a erros nos links e possibilita também que possa haver a criação de links errados por parte de navegadores mais dados à experimentação. Podendo inclusive visualizar secções do site ainda em construção ou algo que os responsáveis do site não tivessem como objectivo divulgar. Felizmente no Siteseed todos os artigos para serem visíveis no site tem de ser aprovados, deste modo a acção anterior já não tem tantos efeitos indesejados. Localização dos artigos - Um problema que o Siteseed possui é o facto de necessitar de parâmetros para conseguir localizar artigos no espaço do site, isto é, quando chamamos um artigo, para ele saber que deve ser visualizado na área x, tem de levar como parâmetro: &visual=x. O problema é quando fazemos uma pesquisa, todos os artigos devolvidos apresentam o mesmo layout, assim se tivermos artigos de secções diferentes eles vão mostrar todos os artigos na mesma secção definida para o resultado da pesquisa. Deste modo podermos ter de ver artigos em secções desenquadradas com o conteúdo dos mesmos. O Siteseed original que toda a gente tem acesso não resolve por si só este problema pelo que nas implementações da própria MrNet, existem parâmetros adicionais que não existem nas versões de download publico. Mods ou Plugins - Mods é a gíria utilizada para módulos adicionais que muitas das vezes são criados por entusiastas. Estes módulos permitem a integração da aplicação original com funcionalidades acrescidas ou até mesmo a modificação da aplicação para exibir outro funcionamento. Ora no caso do Siteseed não existem ainda estes módulos para download publico. Os que existem são da própria MrNet. Sendo que são usados para obter vantagem comercial. Tipos de artigo - No Siteseed os artigos são compostos por vários campos. Se quisermos ter artigos para o tema noticia e outros artigos para o tema produto, por exemplo. Em que nos primeiros é necessário a existência de um campo titulo, resumo, texto e autor e nos segundos é necessário os campos: nome, referência, quantidade e preço. O que acontece é que ao editarmos um artigo, este apresenta todos os campos existentes mesmo que não façam nenhum sentido, tal como existir o campo preço e quantidade para um artigo do tema notícia. Este facto provoca confusão quando existem muitos campos. 25

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