REGULAMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU, DE CURTA DURAÇÃO E DE EDUCAÇÃO CONTINUADA

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1 REGULAMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU, DE CURTA DURAÇÃO E DE EDUCAÇÃO CONTINUADA Dispõe sobre o regulamento dos cursos de pósgraduação lato sensu, de curta duração e de educação continuada da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (GVlaw). O Conselho de Coordenação, no uso de suas atribuições regimentais, aprova o regulamento dos cursos de pós-graduação lato sensu, de curta duração e de educação continuada da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Este regulamento estabelece as normas gerais dos cursos de pós-graduação lato sensu, de curta duração e de educação continuada oferecidos pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV DIREITO SP) e se dirige a seus alunos, professores e funcionários técnico-administrativos. 1º Os cursos oferecidos na Rede Conveniada do FGV Management obedecem a regulamento próprio. 2º A Coordenadoria de Pós-Graduação Lato Sensu poderá estabelecer normas específicas em seus cursos corporativos.

2 CAPÍTULO II REGIME ESCOLAR Seção I Seleção e matrícula de novos alunos Art. 2º Para matricular-se nos cursos, o candidato deve atender aos seguintes requisitos: I - ser diplomado em curso de graduação reconhecido pelos órgãos governamentais competentes; II - ser aprovado em processo seletivo, conforme normas estabelecidas pela Coordenadoria do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu; III - não estar em mora nas suas obrigações financeiras perante a Fundação Getulio Vargas. Parágrafo único. Cursos de curta duração e educação continuada, a depender do público-alvo estipulado pela Coordenadoria do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu, poderão admitir alunos não graduados, vedado o posterior aproveitamento de créditos acadêmicos e financeiros em cursos do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu. Art. 3º Atendidos os requisitos, o candidato efetua a matrícula em local, data e horário determinados pela Coordenadoria do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu. Art. 4º É facultado à Coordenadoria do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu cancelar curso ou disciplina para o qual tenha havido número insuficiente de matrículas. Parágrafo único. Caso manifeste interesse em outro curso oferecido pelo Programa de Pós-Graduação Lato Sensu, o interessado deverá submeter-se a novo processo Página2

3 seletivo, observados os critérios de seleção divulgados em edital, disponibilidade de vagas e condições financeiras do curso de interesse. Seção II Rematrícula Art. 5º Quando cabível, a rematrícula dos alunos é feita, semestralmente, por meio eletrônico e, nos cursos com disciplinas eletivas ou optativas, obedece à disponibilidade de vagas e aos critérios estabelecidos na seguinte ordem: I - maior carga horária cursada; II - aproveitamento obtido nas disciplinas já cursadas; e, III - maior assiduidade expressa em porcentagem das aulas assistidas. Parágrafo único. O aluno deve estar em dia com suas obrigações financeiras perante a Fundação Getulio Vargas. Seção III Abandono e cancelamento Art. 6º O aluno que não realizar sua matrícula no prazo determinado pela Secretaria Acadêmica ou que se ausentar do curso por mais de noventa dias consecutivos sem ter solicitado trancamento ou regime especial de estudos tem cancelada a sua matrícula, sendo reconhecido o abandono de curso. Art. 7º O cancelamento de matrícula consiste na perda do vínculo escolar e contratual com o Programa de Pós-Graduação Lato Sensu. Página3

4 Art. 8º O aluno pode ter sua matrícula cancelada: I - II - III - mediante solicitação em requerimento próprio; caso esgote o prazo limite de oito semestres para a conclusão do curso de pósgraduação lato sensu; caso incorra em faltas disciplinares graves, conforme previsto no Código de Ética da FGV DIREITO SP. Parágrafo primeiro. A Coordenadoria de Pós-Graduação Lato Sensu poderá estabelecer normas específicas para o cancelamento de matrícula em seus cursos corporativos. Art. 9º Nas hipóteses de abandono ou cancelamento de matrícula, o aluno está sujeito às multas especificadas em contrato. Seção IV Trancamento de curso e de disciplina Art. 10 O trancamento de curso consiste na suspensão das atividades do aluno no curso de pós-graduação lato sensu. Art. 11 O trancamento de disciplina consiste na suspensão das atividades do aluno em uma ou mais disciplinas de curso de pós-graduação lato sensu. Art. 12 O trancamento de curso ou de disciplina não implica a suspensão das obrigações financeiras do aluno, porém assegura ao aluno a capacidade de concluir o curso ou a disciplina em data posterior, sem ônus financeiro adicional e nas condições previstas neste regulamento. Página4

5 Parágrafo único: Os cursos corporativos e suas disciplinas seguirão regras específicas de trancamento, a serem estabelecidas pela Coordenadoria de Pós- Graduação Lato Sensu. Art. 13 O aluno pode solicitar, em requerimento próprio, trancamento de curso ou de disciplina. Parágrafo único. O trancamento deve ser solicitado até cinco dias úteis antes do início das aulas do curso ou disciplina. Art. 14 O aluno pode trancar o curso em duas oportunidades, considerando que o limite de carga-horária total trancada não exceda 136 horas-aula. Art. 15 Ao requerer trancamento de disciplina(s), o aluno está sujeito ao risco de não ser oferecida, dentro do prazo máximo previsto para a conclusão do curso (art. 51, infra), disciplina(s) equivalente(s) à(s) que está(ão) sendo trancada(s). Art. 16 O prazo máximo fixado para a integralização curricular (art. 51, infra) independe de eventual trancamento de matrícula. Art. 17 Caso efetue trancamento de matrícula, o aluno fica submetido ao regulamento vigente à época de seu retorno ao programa. Art. 18 Não é possível efetuar trancamento de matrícula nos cursos de Educação Continuada e Curta Duração Página5

6 Seção V Transferência Art. 19 A transferência consiste na mudança de um aluno regularmente matriculado em um curso ou turma de pós-graduação lato sensu para outro(a) de mesmo nível no Programa de Pós-Graduação Lato Sensu. 1º A transferência de curso depende da disponibilidade de vagas no curso de destino e de aprovação no processo seletivo, conforme seção I deste capítulo. 2º A apuração de vagas em turmas não iniciadas será feita ao final do Processo Seletivo. 3º Ao solicitar transferência de curso, o aluno fica sujeito a eventuais ônus financeiros e acadêmicos específicos do curso de destino. Art. 20 Os cursos de Educação Continuada e de Curta Duração não admitem transferências. Art. 21 A transferência deve ser solicitada à Secretaria Acadêmica em formulário próprio acompanhado de justificativa. Seção VI Aproveitamento de estudos e dispensa de disciplina Art. 22 O aproveitamento de estudos consiste no registro, no currículo do aluno, de disciplina já realizada por ele em curso regularmente autorizado pelo Ministério da Educação e de nível equivalente ao do curso de pós-graduação lato sensu. Art. 23 O aproveitamento de estudos é admitido para disciplinas cursadas na Fundação Getulio Vargas ou em suas instituições conveniadas. Página6

7 Art. 24 O aluno pode requerer à Secretaria Acadêmica aproveitamento de estudos caso: I - II - a carga horária relacionada ao aproveitamento não ultrapasse o limite de 25% da carga horária total do curso de pós-graduação lato sensu frequentado na FGV DIREITO SP; a carga horária e o conteúdo da disciplina realizada sejam equivalentes aos de uma disciplina do curso de pós-graduação lato sensu frequentado na FGV DIREITO SP. Parágrafo único. O requerimento de aproveitamento de estudos é feito em formulário próprio, ao qual devem ser anexados o histórico escolar do curso realizado e o programa da disciplina cursada que embasa o pedido de aproveitamento. Art. 25 Os alunos que tenham participado de cursos ou disciplinas oferecidos por outras coordenações da FGV DIREITO SP podem requerer o registro, como atividade extracurricular, em histórico escolar. 1º Esse requerimento deve ser acompanhado do conteúdo programático da disciplina e de comprovante de sua conclusão. 2º Não haverá aproveitamento de estudos ou dispensa de disciplinas. Art. 26 Os pedidos de aproveitamento de estudos são avaliados pela Coordenadoria de Pós- Graduação Lato Sensu. Art. 27 A dispensa de disciplina decorre automaticamente do aproveitamento de estudos. Página7

8 Seção VII Aprovação ou reprovação em uma disciplina Art. 28 A frequência mínima para aprovação em uma disciplina é de 75% de sua carga horária total. Art. 29 Para ser aprovado em uma disciplina, o aluno deve ser avaliado, no mínimo, com média sete, em uma escala de zero a dez. Art. 30 O aluno reprovado por nota ou frequência em qualquer disciplina deve cursá-la novamente no prazo de oito semestres a contar da data de início do curso de pósgraduação lato sensu. Parágrafo único. Se a disciplina não for oferecida dentro dos oito semestres a contar da data do início do curso, o aluno deve solicitar análise de equivalência de disciplinas à Secretaria Acadêmica. Art. 31 Em caso de reprovação por nota ou frequência, o aluno deve arcar com o pagamento da disciplina a ser cursada novamente. Subseção I Frequência Art. 32 O índice de frequência em cada disciplina é expresso em porcentagem, não admitido o fracionamento. Parágrafo único. O arredondamento da frequência é sempre feito para número inteiro imediatamente superior. Página8

9 Art. 33 A requerimento do aluno, no prazo máximo de sete dias úteis do ocorrido, podem ser abonadas pela Secretaria Acadêmica faltas comprovadamente havidas em virtude de: I - nascimento ou adoção de descendente em primeiro grau (cinco dias consecutivos); II - falecimento de parente em primeiro grau, cônjuge ou companheiro (três dias consecutivos) III participação em júri, quando comprovada a impossibilidade de comparecimento a aula. Art. 34 A requerimento do aluno, no prazo de dez dias úteis da ausência, têm direito à compensação de ausência às aulas aquele que comprove, com atestado médico original (com indicação de CID Classificação Internacional de Doenças e prazo de afastamento das atividades): I - portar doença infectocontagiosas (Decreto-Lei 1044, de 21/10/1969); II - ter alguma incapacidade física relativa, incompatível com a frequência às aulas, nos casos de portadores de afecções congênitas ou adquiridas, infecções, traumatismo ou outras condições mórbidas, determinando distúrbios agudos ou agudizados. (Decreto-Lei 1044, de 21/11/1969); III - ser gestante, a partir do oitavo mês, ou adotante (Lei 6.202, de 17/04/1975). 1º É facultado ao aluno cuja situação se enquadre nos incisos I e II solicitar à Secretaria Acadêmica o regime excepcional de estudos, que tem duração máxima de quinze dias consecutivos. 2º É facultado a aluna cuja situação se enquadre no inciso III solicitar à Secretaria Acadêmica o regime excepcional de estudos, que tem duração de noventa dias consecutivos. 3º A não solicitação de regime excepcional de estudos, nos termos dos parágrafos 1º e 2º deste artigo, poderá implicar em reprovação do aluno, a depender dos critérios de avaliação do curso ou disciplina. Página9

10 Art. 35 Para cumprir o regime excepcional de estudos o(a) aluno(a) deverá realizar trabalhos individuais escritos indicados pelo professor da disciplina. Aos trabalhos serão atribuídos conceitos de satisfatório e insatisfatório. Art. 36 Não serão compensadas faltas decorrentes de motivos profissionais. Subseção II Verificação de desempenho acadêmico Art. 37 A nota final do aluno na disciplina resulta de duas notas parciais, as quais podem ser compostas de mais de uma atividade de avaliação. 1º Ao menos uma das notas parciais expressará a avaliação continuada do desempenho do aluno ao longo da realização da disciplina. 2º Ao menos uma das notas parciais resultará de prova individual. Art. 38 A nota final do aluno na disciplina é assim composta: I - II - 40% correspondente à avaliação continuada do desempenho do aluno; 60% correspondente ao desempenho em provas individuais. Art. 39 Os resultados das avaliações e da nota final são expressos em notas graduadas de zero a dez, admitida apenas a fração de 0,1 (um décimo). Parágrafo único. O arredondamento de notas será sempre feito para a casa decimal imediatamente superior. Art. 40 O não comparecimento do aluno a uma prova aplicada ao longo de uma disciplina ou ao final desta implica a atribuição de nota zero. Página10

11 Seção VIII Vista de provas e revisão de notas Art. 41 O aluno pode requerer à Secretaria Acadêmica, em formulário próprio, vista de provas escritas realizadas. Parágrafo único. A requisição pode ser feita pelo aluno em até cinco dias úteis após a divulgação das notas pela Secretaria Acadêmica. Art. 42 Feita a vista de prova, o aluno pode requerer, em formulário próprio, revisão das notas obtidas em provas. Parágrafo único. A requisição pode ser feita pelo aluno em até cinco dias úteis após a vista de provas. Art. 43 O requerimento de revisão de prova deve vir acompanhado de: I - II - indicação das questões a serem revistas; e justificativa para o requerimento de revisão de cada questão. Art. 44 O professor efetua a revisão no prazo de dez dias úteis a partir do recebimento do requerimento de revisão de prova feito pelo aluno e encaminha a prova revisada para a Secretaria Acadêmica. Art. 45 A revisão de notas da avaliação continuada, inclusive trabalhos escritos e demais instrumentos de avaliação, e de provas orais deverá ser feita diretamente pelo professor ao longo da realização da disciplina. Página11

12 Seção IX Prova de segunda chamada Art. 46 O aluno que não realizar a prova em primeira chamada pode solicitar, em formulário próprio, a prova de segunda chamada. 1º A requisição pode ser feita pelo aluno até cinco dias úteis após a data da prova de primeira chamada. 2º A prova de segunda chamada deve ser requerida mediante pagamento, conforme tabela de taxa vigente na data do pedido. Art. 47 A prova de segunda chamada é individual e é realizada em local, data e hora determinados pela Secretaria Acadêmica. Art. 48 Aplica-se à nota da prova de segunda chamada o mesmo peso da nota da respectiva prova de primeira chamada obedecendo-se ao disposto na subseção II deste regulamento. Art. 49 Não há provas de terceira chamada, exames ou avaliações suplementares que substituam as notas das provas parciais ou finais, de primeira ou segunda chamada. Seção X Condições de certificação nos cursos de pós-graduação lato sensu Art. 50 Para receber o certificado de pós-graduação lato sensu, o aluno deve: I - obter aprovação em todas as disciplinas do curso; Página12

13 Art. 51 II - ter seu TCC aprovado, conforme regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso. Todas as condições de certificação descritas no art. 50 devem ser atendidas em, no máximo, oito semestres consecutivos. Seção XI Regime disciplinar Art. 52 Alunos, professores e funcionários técnico-administrativos do Programa de Pós- Graduação Lato Sensu (GVlaw) devem observar o disposto no Código de Ética da FGV DIREITO SP e estão sujeitos às sanções disciplinares nele previstas. CAPÍTULO III DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 53 A Coordenadoria de Pós-Graduação Lato Sensu se reserva o direito de fazer alterações curriculares sem prejuízo da carga horária de seus cursos. Art. 54 As informações sobre procedimentos específicos não mencionadas neste regulamento estão disponíveis na Secretaria Acadêmica. Art. 55 Os casos omissos são resolvidos pelo coordenador de Pós-Graduação Lato Sensu. Art. 56 Este regulamento entra em vigor na data de sua assinatura e revoga as disposições contrárias. Página13

14 São Paulo, 1º de agosto de Oscar Vilhena Vieira Diretor Paulo Clarindo Goldschmidt Vice-Diretor Administrativo Adriana Ancona de Faria Coordenadora Institucional Emerson Ribeiro Fabiani Coordenador de Pós-Graduação Lato Sensu Roberto Baptista Dias da Silva Coordenador de Graduação José Reinaldo de Lima Lopes Coordenador do Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada Mário Engler Pinto Júnior Coordenador da Pós-Graduação Stricto Sensu Profissional Luciana Gross Cunha Coordenadora de Pesquisa, de Publicações e da Pós-Graduação Stricto Sensu Acadêmica Maria Lucia Padua Lima Coordenadora de Relações Internacionais Página14

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