Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa 2010/2011. Módulo V.I. Medicina Laboratorial

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1 2010/2011 Módulo V.I. Medicina Laboratorial Tema da Aula: Docente: Dr. Manuel Garrido Data: 08/11/2010 Número da Aula Previsto: 5ª aula Desgravador: Adriana Vasconcelos Oliveira Corrector: Micaela Caixeiro Bibliografia Anotada de Leucemias de 30 de Outubro 2007; Handouts dos slides da aula; Harrison - Medicina Interna, 17ªEdição, Volume I; Robbins and Cotran Pathologic Basis of Disease, 7 th edition; Imagens retiradas de: hematology/microscopic/image-bank/leukemias. Índice... 3 Leucemias Crónicas... 4 Leucemia Mielóide Crónica (LMC)... 4 Leucemia Linfocítica Crónica (LLC)... 5 Leucemias Agudas Caracterização morfológica... 6 Introdução aos tipos de classificação... 7 Classificação FAB Caracterização Citoquímica Leucemias Mieloblásticas Agudas (LMA) Classificação FAB Leucemias Linfoblásticas Agudas (LLA) Classificação FAB Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 1 de 19

2 Medicina Laboratorial Classificação WHO Classificação EGIL Critérios de marcação imunológica Principais indicações da imunofenotipagem EGIL e LLA EGIL e LMA EGIL e Leucemias Agudas Bifenotípicas Detecção da Doença Mínima Residual Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 2 de 19

3 Para perceber melhor o tema, é necessário saber diferenciar as Leucemias, os Linfomas e as Neoplasias de Plasmócitos: Leucemias mostram normalmente um envolvimento generalizado da medula óssea associado a grandes números de células tumorais circulantes. Linfomas são caracterizados por massas tecidulares discretas (ex.: nos gânglios linfáticos, no baço ou tecidos extraganglionares) e podem ser divididos em duas categorias abrangentes: Linfoma de Hodgkin e Linfoma não-hodgkin. Neoplasias de plasmócitos são compostas por células B com diferenciação terminal. in desgravada 07/08 As leucemias são neoplasias de células hematopoiéticas, em oposição aos tumores sólidos, são tumores circulantes. São doenças clonais, resultam da proliferação maligna de um clone que dá origem à população de células malignas. Do ponto de vista fisiopatológico e clínico, as leucemias podem dividir-se em: Leucemias Agudas Clinicamente existe uma evolução rápida, que pode ser fatal se não for tratada. Fisiopatologicamente, as leucemias agudas caracterizam-se pela imaturidade celular, ou seja, as células malignas são células imaturas (células blásticas ou blastos). Leucemias Crónicas Clinicamente caracterizam-se por uma evolução insidiosa. Sob o ponto de vista fisiopatológico, as células malignas não perderam a capacidade de diferenciação - apesar de não serem células normais, são células maduras. Nestas leucemias, não há blastos, contrariamente ao que se verifica nas leucemias agudas. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 3 de 19

4 Medicina Laboratorial Leucemias Crónicas Dentro do grupo das Leucemias Crónicas, consideram-se dois grandes grupos: Síndromes linfoproliferativos crónicos, em que o exemplo mais comum é a leucemia linfocítica crónica (LLC) o clone maligno pertence à linhagem linfóide. Síndromes mieloproliferativos crónicos em que o exemplo mais comum é a leucemia mielóide crónica (LMC) - as células malignas pertencem à linhagem mielóide. Leucemia Mielóide Crónica (LMC) É o síndrome mieloproliferativo mais comum e é caracterizado pela existência de diferentes estadios maturativos de células da linhagem mielóide no sangue periférico. Estas, desde a célula estaminal até ao seu estado de granulócito maduro passam por várias fases (ex.: neutrófilo - mieloblasto, prómielócito, mielócito, meta-mielócito, bastonete e neutrófilo polimorfonuclear). No sangue periférico, habitualmente não existem todas estas séries/estadios, apenas se encontram granulócitos maduros (no caso do exemplo dado, neutrófilos polimorfonucleares) e possivelmente alguns bastonetes. A leucemia mielóide crónica caracteriza-se pela existência de todos os estadios maturativos de células da linhagem mielóide no sangue periférico e por basofilia acentuada (basófilos no sangue periférico numa percentagem de 8%-15% e habitualmente os neutrófilos vão até 1%) (slide 4). As LMC podem evoluir para leucemias agudas. Essa evolução entre a LMC e a LMA dá-se por uma fase acelerada, caracterizada por um desvio esquerdo, significa que existem mais células imaturas em circulação (predomínio de mieloblasto, pró-mielocito, mielócito, meta-mielócito), resultando numa intensificação da basofilia (>5%). Estas características precedem a evolução para a LMA. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 4 de 19

5 Nota: existem outras situações, que não a LMC, em que podem existir em circulação todos os estadios maturativos atrás descritos, como a Reacção Leucemóide, que pode ocorrer com infecções graves, por exemplo, na sépsis, em que a medula óssea tenta libertar leucócitos para a periferia de modo a combater a infecção e são também libertadas células mais imaturas para o sangue periférico: bastonetes, mielócitos, meta-mielócitos. Contudo, raramente se encontram mieloblastos e não existe basofilia, como acontece na LMC. É importante contextualizar clinicamente estes achados. Leucemia Linfocítica Crónica (LLC) Sob o ponto de vista clínico afecta predominantemente os idosos e é mais frequente no sexo masculino. Caracteriza-se pela presença de leucocitose significativa ( a leucócitos), com predomínio quase exclusivo de pequenos linfócitos (cerca de 90%). São células maduras, praticamente indistinguíveis dos linfócitos normais: células pequenas com citoplasma escasso. Observam-se estruturas basófilas - Sombras nucleares de Gumprecht, que não são células, são um artefacto que resulta do esfregaço sanguíneo. Os linfócitos nestas patologias são bastante friáveis e através do esfregaço há destruição mecânica destas células. As Sombras nucleares de Gumprecht são estruturas muito características dos S. Linfoproliferativos Crónicos, em particular de LLC (slide 5). De referir que existem muitos outros Síndromes Linfoproliferativos Crónicos, que não a LLC, de difícil distinção entre eles como: Leucemia Prolinfocítica, Síndrome de Sézary, entre outros (slide 6). Leucemias Agudas Estas patologias representam um maior desafio, quer ao patologista clinico, sob o ponto de vista do diagnóstico, quer ao hematologista, considerando o tratamento. Como já referido, as leucemias agudas são neoplasias de células imaturas, caracterizando-se pela presença de blastos. Esses blastos podem Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 5 de 19

6 Medicina Laboratorial pertencer à linhagem mielóide Leucemia Mieloblástica Aguda ou à linhagem linfóide Leucemia Linfoblástica Aguda. O diagnóstico das leucemias agudas assenta na caracterização dos elementos malignos que infiltram a medula óssea e que substituem o tecido hematopoiético. Para tal, tem que se realizar uma abordagem multiparamétrica, tendo em conta critérios: Morfológicos; Citoquímicos; Imofenotípicos; Citogenéticos; Moleculares. 1. Caracterização morfológica Em primeiro lugar avalia-se o sangue periférico através do Hemograma (slide 11). Perante uma leucemia aguda, o quadro mais frequentemente encontrado é caracterizado por: Leucocitose (contagem aumentada de glóbulos brancos); Bicitopénia (diminuição em número de duas populações celulares): anemia e trombocitopénia; Existência de células blásticas no sangue periférico. No entanto, o quadro pode ser variado, pode não haver leucocitose, ou não existirem blastos no sangue periférico. Contudo, não basta esta observação para fazer o diagnóstico de uma leucemia aguda. É sempre necessário um mielograma (aspiração de sangue medular) e contar as células da medula óssea. Considerando 500 células nucleadas totais (CNT) da medula óssea, se a percentagem de células blásticas for de pelo menos 20%, pode-se afirmar que é uma Leucemia Aguda. Se essa percentagem for de menos de 20%, trata-se de um Síndrome Mielodisplásico. O cut-off situa-se nos 20% (slide 12). Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 6 de 19

7 Esquema 1 Distinção entre Síndrome Mielodisplásico e Leucemia Aguda Na literatura pode-se, por vezes, encontrar como cut-off o valor de 30%. Este é um valor desactualizado pois constatou-se que com 20% de células blásticas em 500 CNT, estas demonstravam um comportamento maligno Leucemia Aguda. Depois de verificar que se cumprem os critérios quantitativos para o diagnóstico de uma leucemia, há que classificá-la. Introdução aos tipos de classificação O que se utiliza há mais tempo é o critério de classificação FAB (French, American, British) (1976), que distingue os vários tipos de leucemias baseandose na morfologia (principalmente) e na citoquímica. Em 2001 foi proposto outro sistema de classificação pela OMS, que não veio contrariar a classificação FAB, mas sim complementá-la, incluindo os avanços recentes da imunofenotipagem, da citogenética e da biologia molecular. O imunofenotipo das células malignas (os antigénios que compõe as células malignas) é fundamental para a classificação das leucemias. Existem também classificações exclusivamente imunológicas, como é o caso da classificação EGIL (European Group for the Immunological Characterization of Leukemias). Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 7 de 19

8 Medicina Laboratorial Classificação FAB De acordo com a classificação FAB existem os seguintes subtipos morfológicos de LLA: L1 L2 L3 Para a LMA esta classificação considera 8 subtipos morfológicos em que existe uma progressiva diferenciação e maturação dentro de uma determinada linhagem mielóide: M0 LMA com diferenciação mínima não existem características morfológicas ou citoquímicas que indiquem a natureza mielóide das células. Apenas com anticorpos específicos dirigidos aos antigénios destas células (imunofenotipagem) é que são identificadas como células mielóides. M1 LMA com alguma diferenciação mas sem maturação. M2 LMA com maturação. M3 Leucemia promielocítica aguda. o M3v Leucemia promielocítica aguda hipogranular. M4 Leucemia mielomonocítica aguda. o M4Eo Leucemia mielomonocítica aguda com eosinofilia. M5 Leucemia monoblástica / monocítica aguda. o M5a Leucemia monoblástica aguda. o M5b - Leucemia monocítica aguda. M6 Eritroleucemia. M7 Leucemia megacarioblástica aguda. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 8 de 19

9 Importante: Antes da realização da contagem de blastos de um mielograma é necessário verificar se existe predomínio de eritroblastos, precursores dos eritrócitos, para fazer o diagnóstico da Eritroleucemia através de critérios quantitativos. Os eritroblastos são células com características morfológicas muito evidentes, portanto ao avaliar o esfregaço sanguíneo facilmente se constata que existem numa percentagem superior a 50% ou não. Esquema 2 Distinção entre o tipo de Leucemia Aguda e Síndrome Mielodisplásico (SMD). Assim: Se os eritroblastos são menos de metade das CNT do esfregaço da medula óssea, de seguida avalia-se a percentagem de todos os blastos e se existirem mais de 20% é uma Leucemia Aguda. Se os eritroblastos forem mais de 50% das células da medula óssea, não serão contados os blastos totais da medula óssea mas especificamente as células que não são eritroblastos (CNE, células nãoeritróides) e, se pelo menos 20% forem eritroblastos, podemos fazer o diagnóstico de Eritroleucemia (M6 da classificação FAB) (slide 17). Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 9 de 19

10 Medicina Laboratorial 2. Caracterização Citoquímica Para aplicar a classificação FAB também se utilizam colorações citoquímicas que ajudam a identificar a linhagem das células em questão, pondo em evidência compostos químicos ou enzimas intracelulares. Mieloperoxidade coloração específica de células da linhagem mielóide, que vão apresentar um precipitado acastanhado no seu citoplasma e estruturas em forma de bastonete (bastonetes de Auer), patognomónicos das células mielóides (slide 19 e 20). Sudão Negro B coloração para os lípidos, específica de células da linhagem mielóide, que coram intensamente, apresentando um precipitado preto no seu citoplasma (slide 21 e 22). Esterases inespecíficas conjunto de colorações que se destinam a pôr em evidência as leucemias monocíticas porque os monócitos e os seus precursores coram intensamente através das esterases inespecíficas, ANAE (naftil acetato esterase) (slide 23 e 24) e NASDAE (naftol AS-D acetato esterase) (slide 25). Ácido periódico de Schiff (PAS) os linfoblastos B coram positivamente com esta coloração (slide 26 e 27). [cora os hidratos de carbono de vermelho/magenta]. A utilização das colorações citoquímicas na classificação FAB, identificando que determinadas células pertencem a determinada linhagem, pressupõe que pelo menos 3% dessas células coram com coloração específica. Por exemplo, para definir que uma população de blastos pertence à linhagem mielóide, pelo menos 3% das células têm que ser positivas para o Sudão Negro B ou para a mieloperoxidase. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 10 de 19

11 Leucemias Mieloblásticas Agudas (LMA) Classificação FAB São apenas referidos os subtipos abordados na aula que mereceram referência particular: M0 LMA com diferenciação mínima É possível observar núcleos com cromatina laxa, com nucléolo evidente, citoplasma hiperbasófilo, sem grânulos, nem bastonetes de Auer. É possível identificar que são blastos, mas não se consegue definir se são mieloblastos ou linfoblastos (Fig.1) (slide 29 e 30). Com a utilização de Sudão Negro B ou Mieloperoxidase não se contabilizam 3% de blastos. Como recurso, utiliza-se a imunofenotipagem (marcação das células com anticorpos monoclonais que identificam as células da linhagem mielóide). Antes do advento da imunofenotipagem estas leucemias eram classificadas como Leucemias Indiferenciadas. Fig.1 M0 - LMA com diferenciação mínima. M3 Leucemia promielocítica o M3v Leucemia promielocitica hipogranular Nestas leucemias não se identificam blastos, mas sim um equivalente: promielócitos granulócitos. Nesta leucemia há uma paragem da diferenciação no estadio de promielócito, havendo grande predomínio destas formas na medula óssea e no sangue periférico. São promielócitos dismórficos, com o núcleo bilobado, o citoplasma tem grânulos azurófilos (Fig.2 - A), possivelmente com bastonetes de Auer (Fig.2 - B) (slide 32). Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 11 de 19

12 Medicina Laboratorial A B Fig. 2 Leucemia Promielocítica Aguda. A grânulos azurófilos; B seta grande Bastonetes de Auer. No slide 33 observa-se uma leucemia promielocítica hipogranular, em que a ausência de grânulos põe em evidência a forma do núcleo (Fig.3). Estas células são de tal forma características que a partir da observação do esfregaço do sangue periférico é possível fazer o diagnóstico de uma leucemia M3. É importante que o diagnóstico seja rápido para que o tratamento seja iniciado precocemente, porque esta leucemia pode ser rapidamente fatal, uma vez que os promielócitos possuem substâncias prócoagulantes no seu citoplasma e podem desencadear um quadro de coagulação intravascular disseminada (CID). Na imagem do slide 34 também se observam bastonetes de Auer. Fig.3 M3v Leucemia promielocítica hipogranular Núcleos bilobados. M5 Leucemia Monoblástica / Monocítica Aguda Nestas leucemias o componente celular maligno é constituído por monócitos e a classificação FAB distingue dois subtipos dentro da leucemia M5: o M5a Leucemia monoblástica aguda (Fig.4 A). o M5b - Leucemia monocítica aguda (Fig.4 B). Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 12 de 19

13 As células do subtipo M5a são mais imaturas, tem um citoplasma hiperbasófilo (indicador de imaturidade celular), o núcleo tem cromatina mais laxa e nucléolos mais evidentes. [Subtipo M5b tem um citoplasma mais eosinófilo.](slide 35) A B Fig.4 A: M5a -Leucemia monoblástica aguda; B: M5b Leucemia monocítica aguda. M6 Eritroleucemia O componente celular desta leucemia é constituído por eritroblastos (células precursoras dos eritrócitos). Anteriormente verificou-se como se faz o diagnóstico quantitativo a nível da medula óssea (pelo menos 20% de blastos no componente celular não eritróide). Na figura 5 observam-se eritroblastos (células de forma redonda, núcleo redondo e citoplasma intensamente azul) (slide 36 e 37). Fig.5 M6 Eritoleucemia. M7 Leucemia Megacarioblástica Aguda O componente celular é constituído por megacarioblastos (células precursoras das plaquetas). Sob o ponto de vista morfológico são células imaturas, pelo que através da sua observação com coloração citoquímica não é possível identificá-las como megacarioblastos (Fig.6). A sua identificação é feita através de imunofenotipagem (mais frequente) ou citoquímica ultraestrutural, em que através de microscopia Fig.6 M7 - Leucemia Megacarioblástica Aguda. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 13 de 19

14 Medicina Laboratorial electrónica se põe em evidência a actividade das peroxidases plaquetárias (slides 38, 39 e 40). Os subtipos M0 e M7 só começaram a ser identificados a partir do advento da imunofenotipagem. Leucemias Linfoblásticas Agudas (LLA) Classificação FAB A classificação FAB contempla 3 subtipos morfológicos de LLA: L1 (diapositivo 42) Caracteriza-se pela existência de uma população homogénea de pequenos linfoblastos (Fig.7). L2 (diapositivo 43) Fig.7 L1. As células têm um citoplasma mais abundante e cromatina mais laxa. L3 (diapositivo 44) Citoplasma intensamente basófilo com múltiplos vacuolos. Esta classificação morfológica actualmente é pouco relevante, porque o facto de uma Leucemia Linfoblástica ser L1, L2 ou L3 diz pouco acerca do comportamento da leucemia e da resposta à terapêutica. Já no que se refere à classificação morfológica das Leucemias Mieloblásticas Agudas a morfologia é muito importante porque, pelo contrário, prediz o comportamento e a resposta à terapêutica. Assim, para classificar as LLA, para além de utilizar a classificação FAB, há que recorrer a outra classificação Classificação WHO. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 14 de 19

15 Classificação WHO Surgiu em 2001, e acrescenta dados genéticos, clínicos e imunofenotípicos à classificação FAB. De acordo com a classificação WHO, as LMA dividem-se em 4 subtipos: LMA com anomalias genéticas recorrente (slide 47) Leucemias em que se detecta uma determinada alteração genética que é específica dessa leucemia. Por exemplo, as leucemias M3, promielocíticas agudas, têm sempre uma t(15;17). Essas alterações genéticas são tão específicas de determinada leucemia que nem seria necessária a classificação morfológica para as classificar. Este tipo de leucemia caracteriza-se por um melhor prognóstico e melhor resposta à terapêutica. LMA com displasia multilinhagem (slide 48) São leucemias que geralmente atingem os mais idosos. Evoluem a partir de um síndrome mielodisplásico pré-existente ou com evidência de displasia em pelo menos 50% das células de duas ou mais linhagens. Apresentam um prognóstico mais desfavorável que a LMA anterior e respondem pior à terapêutica. LMA relacionada com terapêutica (slide 49) Após a introdução de quimioterapia ou radioterapia, mais tarde pode desenvolver-se uma leucemia. LMA não categorizada de outro modo (slide 50) Todas as LMA que não se incluem nas classificações anteriores. Aplicam-se então os critérios FAB. Importante: a classificação WHO não contraria a classificação FAB, mas veio melhorá-la. Por exemplo, uma LMA com t(8;21) corresponde morfologicamente à LMA M2. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 15 de 19

16 Medicina Laboratorial Classificação EGIL Como já referido anteriormente, a classificação imunológica (marcação das células com anticorpos monoclonais) é extremamente importante para o diagnóstico das leucemias. A imunofenotipagem consiste na caracterização dos antigénios que compõe a célula, localizados na membrana, no citoplasma ou no núcleo. A classificação EGIL baseia-se na técnica de citometria de fluxo: faz-se a marcação das células com AC monoclonais que estão ligados a fluorocromos, substância que imite florescência - classificação CD (Cluster of Differentiation). Por exemplo: ao utilizar um AC anti-cd3, marcado com um fluorocromo verde, sempre que uma célula marcada com esse CD3 passar por um detector de fluorescência, é identificada e marcada positivamente. As células passam por um sistema de pressões e procede-se à contagem da quantidade de células com determinado Ag. Critérios de marcação imunológica Existem critérios para determinar que certa população é positiva para determinada patologia. Habitualmente considera-se que quando pelo menos 20% das células são positivas para determinado AC monoclonal, pode-se dizer que a marcação é positiva para esse AC. No entanto existem excepções: há marcadores de tal forma específicos de linhagem que bastam 10% das células estarem marcadas para que a marcação se considere positiva para esse AC. São eles: Anti-MPO que é altamente especifica das células da linhagem mielóide. CD3 linhagem T. CD79a linhagem B. Principais indicações da imunofenotipagem A imunofenotipagem, além de ajudar a diferenciar a LMA da LLA, permite ainda detectar a doença residual mínima e identificar as leucemias bifenotípicas. Assim, além de se realizar a análise morfológica, procede-se à imunofenotipagem para definir o prognóstico. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 16 de 19

17 EGIL e LLA A imunofenotipagem é ainda mais importante a nível das LLA. Por exemplo, o facto de determinada Leucemia Linfoblástica ser L1 não prediz qual a terapêutica a administrar, ao contrário dos subtipos da LMA. As LLA têm que ser estudadas segundo o imunofenotipo, o que dá o prognóstico e terapêutica para a doença. Perante uma LLA, inicialmente é necessário verificar se a leucemia pertence à linhagem B ou à linhagem T. Mais de 90% dos Síndromes Linfoproliferativos são de células B e têm comportamento e tratamento diferente daqueles de células T. i. Linhagem B (se pelo menos 2 dos 3 marcadores CD19, CD79a, CD22 estiverem presentes). Podemos também classificar os subtipos imunológicos das LLA de células B: 1. Tipo B-I (Pró-B): sem marcadores adicionais; 2. Tipo B-II (B comum): marcadores das células B + CD10; 3. Tipo B-III (Pré-B): marcadores das células B + CD10 + IgM citoplasmática; 4. Tipo B-IV (B madura): marcadores das células B + IgMcit + к ou λ citoplasmáticos ou de superfície (SIg); CD10 +/- ii. Linhagem T (CD3 citoplasmático ou de membrana) 1. Tipo T-I (Pró-T): CD3 citoplasmático + CD7 2. Tipo T-II (Pré-T): CD3 citoplasmático + CD7 + CD2 e/ou CD5 e/ou CD8 3. Tipo T-III (T cortical): CD3 citoplasmático + CD1a 4. Tipo T-IV: CD3 citoplasmático + CD3 de membrana + CD1a iii. LLA com expressão de 1 ou 2 marcadores mielóides Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 17 de 19

18 Medicina Laboratorial EGIL e LMA Para as LMA também é importante a imunofenotipagem, principalmente no caso das leucemias completamente indiferenciadas, M0, e nas diferenciadas, M7, em que só através deste método é possível fazer o seu diagnóstico. Para além disso, através da imunofenotipagem é possível distinguir todos os subtipos morfológicos das LMA já referidos anteriormente. EGIL e Leucemias Agudas Bifenotípicas Há ainda uma outra situação que só se consegue identificar através de imunofenotipagem: as leucemias agudas bifenotípicas (o componente celular maligno pertence simultaneamente a mais do que uma linhagem mielóide e linfóide). Para tal, procede-se à marcação com Ac monoclonais da linhagem T, B e mielóide e aplica-se um sistema de pontos, em que para ser uma leucemia bifenotípica, a pontuação tem que ser superior a 2 e em mais do que uma linhagem: Exemplo1: uma determinada população da blastos evidencia positividade para a mieloperoxidase (2 pontos para a linhagem mielóide) e simultaneamente essa população expressa CD13 (1 ponto) = 3 pontos na linhagem mielóide. Para além disso, expressam CD79a (2 pontos para a linhagem linfóide B) e simultaneamente essa população expressa CD24 (0,5 pontos para a linhagem linfóide B) = 2,5 pontos na linhagem linfóide B Leucemia Bifenotípica. A imunofenotipagem é também importante nos síndromes linfoproliferativos crónicos, pois possibilita a distinção entre eles. Há uma grande variedade de síndromes linfoproliferativos crónicos, sendo que o mais frequente é o LLC. Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 18 de 19

19 Detecção da Doença Mínima Residual A DMR consiste em células malignas que permanecem no organismo após terapêutica, embora aparentemente tenha ocorrido resolução clínica. Após o diagnóstico de Leucemia Aguda e realização de quimioterapia, podem persistir na medula óssea células malignas resistentes à terapêutica dificilmente detectáveis pela análise morfológica (dado a amostra não ser suficientemente grande). Ao utilizar a imunofenotipagem, analisa-se milhares de células e mais facilmente são identificadas células com imunofenotipos aberrantes (células malignas). Comissão de Curso 07/13 4º Ano Página 19 de 19

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