Causas humanas Prejuízos ao ser humano Formas de evitar

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1 EROSÃO A erosão é um processo de deslocamento de terra ou de rochas de uma superfície. A erosão pode ocorrer por ação de fenômenos da natureza ou do ser humano. Causas naturais No que se refere às ações da natureza, podemos citar as chuvas como principal causadora da erosão. Ao atingir o solo, em grande quantidade, provoca deslizamentos, infiltrações e mudanças na consistência do terreno. Desta forma, provoca o deslocamento de terra. O vento e a mudança de temperatura também são causadores importantes da erosão. Quando um vulcão entra em erupção quase sempre ocorre um processo de erosão, pois a quantidade de terra e rochas deslocadas é grande. A mudança na composição química do solo também pode provocar a erosão.

2 Causas humanas O ser humano pode ser um importante agente provocador das erosões. Ao retirar a cobertura vegetal de um solo, este perde sua consistência, pois a água, que antes era absorvida pelas raízes das árvores e plantas, passa a infiltrar no solo. Esta infiltração pode causar a instabilidade do solo e a erosão. Atividades de mineração, de forma desordenada, também podem provocar erosão. Ao retirar uma grande quantidade de terra de uma jazida de minério, os solos próximos podem perder sua estrutura de sustentação. Prejuízos ao ser humano A erosão tem provocado vários problemas para o ser humano. Constantemente, ocorrem deslizamentos de terra em regiões habitadas, principalmente em regiões carentes, provocando o soterramento de casas e mortes de pessoas. Os prejuízos econômicos também são significativos, pois é comum as erosões provocarem fechamento de rodovias, ferrovias e outras vias de transporte. Formas de evitar Não retirar coberturas vegetais de solos, principalmente de regiões montanhosas; Planejar qualquer tipo de construção (rodovias, prédios, hidrelétricas, túneis, etc) para que não ocorra, no momento ou futuramente, o deslocamento de terra; Monitorar as mudanças que ocorrem no solo; Realizar o reflorestamento de áreas devastadas, principalmente em regiões de encosta.

3 VOÇOROCA Sulcos, ravinas e voçorocas - isto é formação de grandes buracos de erosão causados pela chuva e intempéries, em solos onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo, que fica cascalhento e suscetível de carregamento por enxurradas - estão presentes em praticamente todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e geralmente estão associados ao uso do solo, ao substrato geológico, ao tipo de solo, às características climáticas, hidrológicas e ao relevo. O desenvolvimento das ravinas e voçorocas descrito na literatura brasileira é geralmente atribuído a mudanças ambientais induzidas pelas atividades humanas.

4 SALINIZAÇÃO O termo salinidade se refere à presença, no solo, de sais solúveis. Quando a concentração de sais se eleva ao ponto de prejudicar o rendimento econômico das culturas, diz-se que tal solo está salinizado. A salinização do solo afeta a germinação e a densidade das culturas, bem como seu desenvolvimento vegetativo, reduzindo sua produtividade e, nos casos mais sérios, levando à morte generalizada das plantas. O processo de salinização (concentração de sais na solução do solo) ocorre, de maneira geral, em solos situados em região de baixa precipitação pluviométrica e que possuam lençol freático próximo da superfície.

5 De um modo geral, os solos situados em regiões áridas, quando submetidos à prática da irrigação, apresentam grandes possibilidades de se tornarem salinos, principalmente caso não possuam um sistema de drenagem adequado. Estima-se que de 20% a 30% das áreas irrigadas em regiões áridas necessitam de drenagem subterrânea para manter sua produtividade, sendo a irrigação e a drenagem ações afins. Estimativas da FAO informam que, dos 250 milhões de ha irrigados no mundo aproximadamente, 50% já apresentam problemas de salinização e de saturação do solo e que 10 milhões de ha são abandonados, anualmente, em virtude desses problemas. As principais causas da salinização nas áreas irrigadas são os sais provenientes de água de irrigação e/ou do lençol freático, quando este se eleva até próximo à superfície do solo. Pode-se afirmar que a salinização é subproduto da irrigação: uma lâmina de 100 mm de água, com concentração de sais de 0,5 g/l, aplicada a 1 ha deposita, naquela área, 500 kg de sal. Quanto maior for a eficiência do sistema de irrigação, menor será a lâmina de água aplicada e, como consequência, menor será a quantidade de sal conduzida para a área irrigada, bem como o volume de água percolado e drenado.

6 O requerimento básico para o controle da salinidade nas áreas irrigadas é a existência da percolação e da drenagem natural ou artificial, garantindo o fluxo da água e do sal para baixo da zona radicular das culturas. Nessa situação, não haverá salinização do solo. No local onde o dreno efetuar sua descarga, entretanto, haverá aumento na concentração de sais. Aproximadamente 30% das áreas irrigadas dos projetos públicos no Nordeste apresentam problemas de salinização; algumas dessas áreas já não produzem e os custos de sua recuperação podem ser considerados limitantes.

7 DESERTIFICAÇÃO Frequentemente entendidos como sinônimos, os termos desertificação e arenização possuem distinções em relação aos conceitos e às características. Ambos são fenômenos geomorfológicos que provocam alterações nos solos, porém existem alguns critérios para distingui-los. A principal diferença entre desertificação e arenização está na composição climática, relacionada com o índice de pluviosidade da região em que eles se manifestam. Além disso, a composição dos solos também é um fator importante a ser considerado. A desertificação é a degradação dos solos em áreas de clima árido, semiárido e subúmido, em que o índice de chuvas costuma ser baixo, geralmente bem inferior a 1400 mm anuais de chuva. Nesses casos, os níveis de evaporação são maiores do que os de precipitação.

8 A arenização é a remoção da cobertura vegetal e superficial de solos que já são arenosos, ou seja, que já apresentam uma predisposição a se transformarem em areais, sendo comuns em zonas de climas mais úmidos. Quando o homem remove as áreas de vegetação e as chuvas lavam a camada superficial, os solos tornamse mais expostos e inicia-se o seu processo de destruição. Isso ocorre porque os níveis de precipitação são maiores que os de evaporação e infiltração. No Brasil, o problema da desertificação abrange, de forma mais destacada, algumas zonas localizadas na região Nordeste. Já a arenização atinge algumas cidades do Rio Grande do Sul. Podemos dizer que, de certa forma, ambos os processos são eventos naturais, mas que se intensificam ou se aceleram em função das atividades humanas, relacionadas com a utilização intensiva ou inadequada dos solos. Dentre as causas, podemos destacar: retirada excessiva de água dos solos, desmatamento, uso agrícola ou pecuário intensivo, impermeabilização em áreas urbanas, dentre outros. Os processos de desertificação e arenização são danosos não apenas para o meio, com a perda das características naturais e da biodiversidade, mas também para as atividades econômicas, sobretudo em função da improdutividade dos solos. Por esse motivo, medidas de prevenção e correção são necessárias, como o uso moderado dos recursos hídricos em áreas de risco e o correto manejo agrícola nessas regiões.

9 LATERIZAÇÃO O clima úmido e quente de muitas regiões tropicais desgasta o solo a grandes profundidades, e quanto mais profunda a derradeira fonte de nutrientes na rocha matriz não alterada, mais pobre as camadas da superfície. Solos ricos desenvolvemse de fato em muitas regiões tropicais, particularmente em áreas montanhosas onde a erosão continuamente remove camadas superficiais do solo deplecionadas de nutrientes. Mas os solos de outras áreas, especialmente aqueles existentes em planícies (a Bacia Amazônica, por exemplo) e aqueles que se desenvolvem em material parental deficiente em quartzo (SiO2), porém ricos em ferro e magnésio (basalto, por exemplo), contêm pouca argila e por isso não retêm bem os nutrientes. A argila falha em formar-se em quantidade devido à ausência de silício. Em vez disso, os óxidos de ferro e alumínio predominam nos horizontes do solo. Este tipo de intemperismo é conhecido como laterização; os óxidos dão aos solos laterizados a sua típica cor vermelha.

10 LIXIVIAÇÃO Em geologia, chamamos de lixiviação ao processo de arraste ou lavagem dos sais minerais presentes no solo, caracterizando uma forma inicial de erosão, ou erosão leve. A lixiviação, neste sentido, ocorre quando o solo fica demasiadamente exposto (por causa de desmatamento, queimadas ou sobrepastoreio) e, com a ação gradativa das chuvas vai tendo seus materiais arrastados tornando-se primeiro infértil, e depois, podendo ocasionar erosões graves (voçorocas) dependendo do tipo de solo e grau de exposição. No tratamento de resíduos (principalmente de efluentes) pode ser usado o processo de lixiviação bacteriana, ou biolixiviação, que consiste na utilização de microorganismos (bactérias) capazes de solubilizar metais através da oxidação de sulfetos metálicos.

11 CONTAMINAÇÃO DO SOLO Contaminação do solo A contaminação do solo é um dos principais problemas ambientais da atualidade. Durante séculos, o homem pouco se preocupou com o descarte de lixo, produtos químicos e resíduos industriais. Resultado disso é uma grande quantidade de terrenos contaminados que são inviáveis para a prática da agricultura ou construção de moradias. É também um enorme prejuízo para o meio ambiente.

12 Principais tipos de contaminação do solo e suas consequências: - Resíduos industriais Produtos químicos, combustíveis, metais pesados e outros elementos são descartados no solo das fábricas ou proximidades. Estes elementos, com o tempo, penetram no solo contaminando-o. Estas áreas ficam impróprias para a construção de residências (casas e prédios), pois os contaminantes do solo podem provocar doenças nas pessoas. O tratamento destes solos é possível, porém demanda a utilização de muitos recursos, além de ser um processo demorado. Outro problema grave provocado por este tipo de resíduo é a contaminação da água. Uma vez no solo, estes resíduos podem atingir lençóis freáticos contaminando a água. - Lixão Terrenos que foram áreas de lixões apresentam vários problemas. Além da contaminação por diversos tipos de poluentes, podem apresentar riscos de explosão. Isto acontece, pois o processo de decomposição de lixo orgânico gera a produção de gases inflamáveis que ficam presos no solo.

13 - Lixo eletro-eletrônico Com o grande aumento da produção e consumo de produtos eletrônicos nas últimas décadas, cresceu também a geração deste tipo de lixo. Quanto jogado no solo, estes produtos (monitores, celulares, baterias, televisores, impressoras, etc.) liberam, com o passar do tempo vários elementos químicos que contaminam o solo. - Elementos radioativos Embora existam poucos casos, quando ocorrem geram problemas gravíssimos. Acidentes em usinas nucleares ou descarte de equipamentos quem usam elementos radioativos (máquinas de Raio-X, por exemplo), podem deixar o solo contaminado por séculos. Sem contar que se uma pessoa entrar em contato com o solo com este tipo de contaminação pode morrer ou desenvolver diversos tipos de câncer.

14 ASSOREAMENTO Bacia do rio Taquari na planície, município de Corumbá

15 QUEIMADAS Cerrado

16 DESMATAMENTO Avanço da fronteira agrícola

17 TÉCNICAS AGRÍCOLAS: GOTEJAMENTO

18 PLANTIO EM TERRAÇOS

19 PLANTIO EM CURVA DE NÍVEL

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