PROJETO VIGILANTES DO SORRISO

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1 PROJETO VIGILANTES DO SORRISO Juliana Santos Oliveira NOVAFAPI Cosme José Albergaria da Silva Filho NOVAFAPI Marissol Antunes Fernandes NOVAFAPI Adriana Oquendo Machado NOVAFAPI INTRODUÇÃO O PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) é um Programa do Governo Federal que tem como objetivo retirar as crianças e adolescentes, de 07 a 14 anos, do trabalho considerado perigoso, penoso, insalubre ou degradante, ou seja, aquele trabalho que coloca em risco a saúde e segurança das crianças e adolescentes. A Prefeitura de Timon- MA aderiu este programa e o PETI foi inaugurado no espaço criança cidadã.neste projeto,cerca de 80 crianças e adolescentes serão atendidos. No centro,eles irão ampliar o universo dos conhecimentos por meio de atividades voltadas para a saúde bucal e geral, educação (complemento escolar), esporte(como capoeira futebol) e ao lazer como balé,dança de bumba-boi e artes em geral,no período complementar à escola,ou seja,na jornada ampliada. O PETI é composto por crianças que estão abaixo da linha da pobreza(famílias que ganham menos que ½ salário mínimo),que normalmente não têm acesso aos serviços odontológicos e nem possuem uma boa condição de saúde oral. A Faculdade NOVAFAPI participa deste programa com a participação dos alunos do 6º (sexto) período de Odontologia Juliana Santos Oliveira,Cosme José Albergaria da Silva Filho,Adriana Oquendo Machado e Marissol Antunes Fernandes sob orientação da professora Ana Lúcia Salmito na disciplina de Odontologia Preventiva e Social III visando o trabalhar com atividades educativas,preventivas e curativas objetivando saúde oral destas crianças e adolescentes. Este programa também visa escolher dentre as crianças e adolescentes do PETI seis deles,para que possam ser bem educados quanto aos bons hábitos de Higiene Oral.Essas crianças e adolescentes irão assim se tornar Vigilantes em Saúde Oral,para que repassem para sua comunidade o que aprenderam no PETI. A criança antes era praticamente excluída da sociedade;era pouco inserida na profilaxia de todos os males,muitos dos quais evitáveis com facilidade.entende-se a criança,agora,como o adulto de amanhã,o embrião dos futuros líderes da comunidade ou, pelo menos,a base dos convívios sociais do porvir. Os problemas bucais que mais acomentem as crianças e adolescentes, principalmente das mais pobres,são a cárie e a doença periodontal. A cárie dental é reconhecida como uma doença infectocontagiosa, e seu aparecimento depende de três fatores essenciais: o hospedeiro(dente), a microbiota(bactérias) e a dieta(substrato). Esse modelo aponta os fatores ecológicos necessários que um programa deve trabalhar para prevenir o aparecimento da cárie. As crianças são muitos susceptíveis ao surgimento de lesões cariosas devido ao grande consumo de doces, má orientação sobre higiene bucal, e principalmente por conta da falta de conhecimentos dos pais sobre a prevenção da doença cárie.

2 A segunda doença é a Doença Periodontal,que representa um grupo de patologias que afetam os tecido periodontais, com destaque para as gengivites e periodontites. As doenças periodontais ocorrem com maior prevalência em adolescentes, adultos e idosos, enquanto que a doença cárie ocorre com maior prevalência em sujeitos na faixa etária de 5 a 12 anos. Elas são infecções causadas por microorganismos que colonizam as superfícies dos dentes, vivendo em simbiose com os indivíduos. O principal fator etiológico é a placa bacteriana, também chamada de biofilme bacteriano. Torna-se fundamental que o cirurgião dentista compreenda que sua prática não pode ser restrita ao ato terapêutico em si, mas que ela tem um componente educativo, o qual pressupõe uma concepção de educação, enquanto processo de transformação da realidade. A odontologia, ao longo da história, pautou-se na evolução do processo saúde/doença, buscando atuar nos níveis de prevenção intervindo o mais precocemente possível, sendo que a promoção de saúde faz parte do primeiro nível de prevenção. Sua ação tem por objetivo diminuir as diferenças no estado de saúde e assegurar a igualdade de oportunidades, promovendo os meios que permitam a toda população desenvolver ao máximo a sua saúde potencial. Isso implica uma base sólida que ofereça acesso a informação e permita adquirir aptidões e oportunidades que levem o individuo a fazer opções corretas em termos de saúde. Dessa forma, a população estará capacitada a alcançar sua plena saúde potencial, uma vez que detém o controle dos fatores que determinam o próprio estado de saúde de cada cidadão. A participação ativa na promoção de saúde envolve a elaboração de uma política publica sadia e a criação de ambientes favoráveis, no esforço da ação comunitária e no desenvolvimento de aptidões pessoais e reorganização dos serviços sanitários. Para que se consiga entender o processo educacional, além da conceituação é preciso abordar dois componentes importantes da educação: esse processo baseia-se na percepção e na motivação despertada pelo educador no educando. A percepção é um processo organizacional, seletivo e interpretativo, em que cada ser humano é provido de orientação perceptiva decorrente de suas potencialidades, derivadas de sua personalidade e em parte da cultura e do meio em que adquiriu sua orientação perceptiva, portanto, a percepção é peculiar a cada um. A motivação é um termo genérico que designa as necessidades, os motivos ou os desejos que provocam ação. Embora alguns motivos sejam inatos e outros adquiridos, a maneira pela qual o individuo responde a todos eles é modificada pela aprendizagem e influenciada pela cultura. No processo de mudança comportamental, a utilização das forca motivadoras desempenham um papel fundamental. Portanto, para que seja realmente efetivo a educação depende de uma fina sintonia entre educadores e educando, no estabelecimento de feed back, de uma relação harmoniosa entre as partes, de trocas freqüentes de experiências, partindo do conhecimento da comunidade local e de suas necessidades e anseios para que haja motivação e mudança de comportamentos. Petty e Pretto (1997) escreveram que para ajudarmos nosso paciente nas suas necessidades de manter e buscar saúde é fundamental conhecê-lo através da realidade de cada um deles, seu modo de vida, crenças, valores, anseios, como se organizam na comunidade, como solucionam seus problemas individuais e coletivos, como adoecem, como tratam à doença, como usam o corpo, conceito de qualidade de vida e expectativa de ter doença ou saúde. É preciso, que tenha consciência, de que a saúde, entendida como direito de todos e dever do Estado, não exclui a responsabilidade das pessoas, familiares e

3 sociedade. E que o profissional pode colaborar para a melhora da saúde, desde que haja consciente e em conjunto com toda sociedade. OBJETIVOS Gerais Identificar e tratar as afecções bucais através de atividades educativas, preventivas,e curativas, a condição de saúde bucal de crianças e adolescentes,melhorando o quadro epidemiológico das crianças e adolescentes atendidos no PETI,reduzindo CPO (índice de dentes cariados,perdidos e obturados) e o CIP (índice comunitário periodontal). Específicos Reduzir CPO e CIP das crianças e adolescentes do PETI; Introduzir junto com os nutricionistas uma dieta não cariogênica no lanche; Educar essas crianças e adolescentes quanto ao uso dos recursos de Higiene Oral; Capacitar as crianças e adolescentes para se tornarem Vigilantes em Saúde Oral em suas comunidades; Motivar as famílias dessas crianças e adolescentes sobre a importância da Higiene Oral. METODOLOGIA O conhecimento da situação epidemiológica da população é essencial tanto para o nível de planejamento quanto para o de execução de serviços odontológicos, constituindo-se no caminho correto de equacionamento dos problemas de saúde e doença de cada comunidade. O nosso projeto VIGILANTES DO SORRISO acontecerá no PETI onde inicialmente faremos um exame clínico individualmente dentro do consultório odontológico para identificar as deficiências em saúde oral nessas crianças e adolescentes..além do exame clínico a criança ou o adolescente irá responder as perguntas de um questionário fechado, que será acompanhado por um examinador. Este questionário é composto por identificação(nome, idade, etnia, sexo), caracterização socioeconômica(numero de irmãos, escolaridade, tipo de trabalho e horário de trabalho) e acesso aos serviços odontológicos(acesso a escova de dentes, tempo de uso da escova, freqüência da escovação lingual, uso do fio dental, freqüência de ingestão de doces, freqüência no consultório odontológico, data do ultimo tratamento odontológico, acesso a orientação sobre higiene oral e qual o tipo de acesso). Para o exame clinico, utilizaremos para diagnóstico os índices CPO(índice de dentes cariados, perdidos e obturados) e CIP( índice comunitário periodontal), e será trabalhada a dentição permanente. Índice é um valor numérico que descreve a situação relativa de uma determinada população por meio de uma escala graduada com limites definidos. O exame clínico será feito no consultório utilizando os seguintes instrumentais:sonda,espelho,luvas,gorros e máscaras,obedecendo as normas de biossegurança de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). Selecionaremos seis crianças para serem Vigilantes em Saúde Oral. Elas serão educadas para repassarem orientações sobre higiene oral para sua comunidade.

4 Trabalharemos na questão de promoção da saúde com a família destas crianças para que elas possam contribuir para um melhor resultado do nosso trabalho. REVISÃO DE LITERATURA De acordo com Susser(1973), epidemiologia é o estudo da distribuição e determinantes da saúde em populações humanas. De maneira mais abrangentes, Lest(1988), conceitua-a com sendo o estudo da distribuição e dos determinantes de estados ou eventos relacionados a saúde em populações especificas, e sua aplicação no controle de problemas de saúde o que, para Beaglehole e colaboradores(1996), indica que os epidemiologistas não se preocupam só com a incapacidade, doença ou morte, mas também com indicadores positivos de saúde e com maneiras para promovê-la. De acordo com Inglehart e Tedesco(2000), os cirurgiões-dentistas precisam compreender a importância dos sistemas sociais para promoção de saúde bucal. Precisam mudar sua perspectiva de uma visão de tratar dentes para uma visão de tratar pessoas que são parte dos sistemas sociais. Kay e colaboradores, em 1991, afirmaram que a motivação consiste em habilidades apropriadas que o cirurgião-dentista deve desenvolver para ser capaz de persuadir os pacientes a alterarem seu comportamento e, assim, conseguir controlar as doenças da cavidade bucal. A alteração de hábitos é uma atividade complexa e requer esforço, pratica e aproximação com cada individuo. Segundo um comitê de peritos da OMS, em 1954, os dois maiores problemas de saúde bucal são a cárie dental e a doença periodontal. Segundo Malts(2000), a cárie não é um evento linear que após ter iniciado leva inevitavelmente a cárie e a perda do dente. Este processo pode ser interrompido em quaisquer uma das etapas. Pode-se fazer o controle até mesmo em presença de cavidade. Em algumas situações esse controle não é possível sendo mais necessário tratamento restaurador. Genco(1996) considera ser a doença periodontal induzida por alterações qualitativas e quantitativas da microflora presente na cavidade bucal, alterações essas que podem modificar o equilíbrio entre microorganismos e o hospedeiro, permitindo o estabelecimento de resposta inflamatória. É portanto uma infecção oportunista. Dessa forma o projeto VIGILANTES DO SORRISO acredita que pode melhorar o índice epidemiológico das crianças e adolescentes atendidos pelo PETI, através de atividades educativa, preventiva e curativa eficazes Palavras--chave: PETI, Vigilantes do Sorriso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BATISTA,Roberta Machado. Educação em saúde para os profissionais da odontologia e para a população, um caminho para a participação e melhora da saúde. Disponível em: em: 14 de setembro de 2006 ZOLETTI,Gustavo ;GIONGO,Mirella. Análise qualitativa sobre a opinião acadêmica da faculdade de odontologia da UFRJ com relação ao papel do CD na sociedade Disponível em: Acesso em :14 de setembro de 2006

5 PEREIRA, Antonio Carlos. Odontologia em saude coletiva: planejando acões e promovendo saúde. 1ed. Porto Alegre: ArtMed, PINTO, Vitor Gomes. Saúde bucal coletiva. 4ed. São Paulo: Santos, *Estudante do 6º Período de Odontologia da Faculdade NOVAFAPI ** Estudante do 6º Período de Odontologia da Faculdade NOVAFAPI *** Estudante do 6º Período de Odontologia da Faculdade NOVAFAPI **** Estudante do 6º Período de Odontologia da Faculdade NOVAFAPI

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