Ofício CRN-8 nº 165 /2014 Diretoria Curitiba, 22 de outubro de Vossa Excelência a Senhora Secretária Municipal da Educação de Curitiba

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1 Ofício CRN-8 nº 165 /2014 Diretoria Curitiba, 22 de outubro de Vossa Excelência a Senhora Secretária Municipal da Educação de Curitiba Roberlayne de Oliveira Borges Roballo Assunto: Quadro Técnico de Nutricionista na Secretaria Municipal de Educação de Curitiba Senhora Secretária da Educação do Município de Curitiba, O Conselho Regional de Nutricionistas da 8 Região Paraná, no uso das suas atribuições legais que lhe são conferidas nas Leis n 6.583, de 20 de outubro de e 8.234, de 17 de setembro de 1.991, no Decreto n , de 30 de janeiro de e no Regimento Interno, vem por meio deste, apresentar algumas considerações referente ao atual Quadro Técnico de Nutricionistas alocado na Secretaria Municipal de Educação de Curitiba. Considerando que atualmente a área de alimentação escolar do município de Curitiba é composta por 2 (dois) Nutricionistas, sendo um Responsável Técnico; Considerando os Artigos 11, 12, 13, 14 e 17 da Lei n de 16 de junho de 2009, que Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica; altera as Leis n os , de 9 de junho de 2004, , de 6 de fevereiro de 2006, , de 20 de julho de 2007; revoga dispositivos da Medida Provisória n o , de 24 de agosto de 2001, e a Lei n o 8.913, de 12 de julho de 1994; e dá outras providências : Art. 11. A responsabilidade técnica pela alimentação escolar nos Estados, no Distrito Federal, nos Municípios e nas escolas federais caberá ao nutricionista responsável, que deverá respeitar as diretrizes previstas nesta Lei e na legislação pertinente, no que couber, dentro das suas atribuições específicas.

2 Art. 12. Os cardápios da alimentação escolar deverão ser elaborados pelo nutricionista responsável com utilização de gêneros alimentícios básicos, respeitando-se as referências nutricionais, os hábitos alimentares, a cultura e a tradição alimentar da localidade, pautando-se na sustentabilidade e diversificação agrícola da região, na alimentação saudável e adequada. Parágrafo único. Para efeito desta Lei, gêneros alimentícios básicos são aqueles indispensáveis à promoção de uma alimentação saudável, observada a regulamentação aplicável. Art. 13. A aquisição dos gêneros alimentícios, no âmbito do PNAE, deverá obedecer ao cardápio planejado pelo nutricionista e será realizada, sempre que possível, no mesmo ente federativo em que se localizam as escolas, observando-se as diretrizes de que trata o art. 2 o desta Lei. Art. 14. Do total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE, no âmbito do PNAE, no mínimo 30% (trinta por cento) deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações, priorizando-se os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. Art. 17. Competem aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, no âmbito de suas respectivas jurisdições administrativas, as seguintes atribuições, conforme disposto no 1 o do art. 211 da Constituição Federal: I - garantir que a oferta da alimentação escolar se dê em conformidade com as necessidades nutricionais dos alunos, durante o período letivo, observando as diretrizes estabelecidas nesta Lei, bem como o disposto no inciso VII do art. 208 da Constituição Federal; II - promover estudos e pesquisas que permitam avaliar as ações voltadas para a alimentação escolar, desenvolvidas no âmbito das respectivas escolas; III - promover a educação alimentar e nutricional, sanitária e ambiental nas escolas sob sua responsabilidade administrativa, com o intuito de formar hábitos alimentares saudáveis aos alunos atendidos, mediante atuação conjunta dos profissionais de educação e do responsável técnico de que trata o art. 11 desta Lei ; Considerando a Lei Estadual de 31 de maio de 2010, que Institui a presença de nutricionistas nas equipes das instituições públicas e privadas de ensino fundamental e médio, no Estado do Paraná, conforme específica. Nesta declara nos Artigos 1 e 2 :

3 Art. 1 Fica instituída a presença de nutricionistas nas equipes das instituições públicas e privadas de ensino fundamental e médio, no Estado do Paraná. 1 O nutricionista terá como funções a elaboração de cardápios para as refeições escolares, o controle de qualidade no armazenamento, no preparo e no consumo dos alimentos. 2 Cabe ao profissional de nutrição a elaboração e supervisão de programas de educação alimentar voltados à realidade de cada escola. Art. 2º. Cada instituição de ensino fundamental e médio no Estado do Paraná contará com ao menos um nutricionista em sua equipe. 1º. Cada nutricionista atenderá no máximo alunos, sendo facilitado aos Municípios que não atingirem este teto, atuarem em consórcio para a contratação do profissional. A soma dos alunos dos Municípios integrantes de um consórcio não poderá ultrapassar em 50% (cinquenta por cento) o teto estabelecido para o atendimento de cada nutricionista. 2º. Na elaboração dos cardápios, sempre que possível, o profissional dará preferência para alimentos provenientes da agricultura familiar, produzidos na região em que a escola se encontra. Considerando a Portaria Interministerial n de 8 de maio de 2006 que Institui as diretrizes para a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes públicas e privadas, em âmbito nacional. O Ministro de Estado da Saúde, interino, e o Ministro de Estado da Educação, no uso de suas atribuições, resolvem nos Artigos 1, 2, 6 e 9 : Art. 1º Instituir as diretrizes para a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes público e privado, em âmbito nacional, favorecendo o desenvolvimento de ações que promovam e garantam a adoção de práticas alimentares mais saudáveis no ambiente escolar. Art. 2º Reconhecer que a alimentação saudável deve ser entendida como direito humano, compreendendo um padrão alimentar adequado às necessidades biológicas, sociais e culturais dos indivíduos, de acordo com as fases do curso da vida e com base em práticas alimentares que assumam os significados sócioculturais dos alimentos.

4 Art. 6º Determinar que as responsabilidades inerentes ao processo de implementação de alimentação saudável nas escolas sejam compartilhadas entre o Ministério da Saúde/Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Educação/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Art. 9º Definir que a avaliação de impacto da alimentação saudável no ambiente escolar deva contemplar a análise de seus efeitos a curto, médio e longo prazos e deverá observar os indicadores pactuados no pacto de gestão da saúde. Considerando a RESOLUÇÃO Nº 26, DE 17 DE JUNHO DE 2013 que Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar PNAE, CAPÍTULO V - DAS AÇÕES DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL E DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL: Art. 12 A coordenação das ações de alimentação escolar, sob a responsabilidade dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das escolas federais, será realizada por nutricionista habilitado, que deverá assumir a responsabilidade técnica do Programa, respeitando as diretrizes previstas na Lei nº /2009 e em legislações específicas, dentro de suas atribuições. 1º Compete ao nutricionista Responsável Técnico - RT pelo Programa e aos demais nutricionistas lotados no setor de alimentação escolar, entre outras atribuições estabelecidas na Resolução CFN nº 465/2010: I - realizar o diagnóstico e o acompanhamento do estado nutricional dos estudantes; II - planejar, elaborar, acompanhar e avaliar o cardápio da alimentação escolar de acordo com a cultura alimentar, o perfil epidemiológico da população atendida e a vocação agrícola da região, acompanhando desde a aquisição dos gêneros alimentícios, o preparo, a distribuição até o consumo das refeições pelos escolares; e III - coordenar e realizar, em conjunto com a direção e com a coordenação pedagógica da escola, ações de educação alimentar e nutricional. 2º A EEx. deverá oferecer condições suficientes e adequadas de trabalho para o profissional e cumprir os parâmetros numéricos mínimos de referência de nutricionistas por escolares, previstos na Resolução CFN nº 465/2010.

5 3º O nutricionista que atua no Programa deverá ser obrigatoriamente vinculado à EEx. e estar cadastrado no FNDE, na forma estabelecida no Anexo II desta Resolução Considerando a Resolução CFN n 465/2010 que Dispõe sobre as atribuições do Nutricionista, estabelece parâmetros numéricos mínimos de referência no âmbito do Programa de Alimentação Escolar (PAE) e dá outras providências, resolve, no capítulo 1, Artigo 3 Das Atividades Técnicas que: Art. 3. Compete ao nutricionista, vinculado à Entidade Executora, no âmbito do Programa de Alimentação Escolar (PAE), exercer as seguintes atividades obrigatórias: I- Realizar o diagnóstico e o acompanhamento do estado nutricional, calculando os parâmetros nutricionais para atendimento da clientela (educação básica: educação infantil creche e pré escola, - ensino fundamental, ensino média, EJA educação de jovens adultos) com base no resultado da avaliação nutricional, e em consonância com os parâmetros definidos em normativas pelo FNDE; II- Estimula a identificação de identificação de indivíduos com necessidades nutricionais específicas, para que recebam o atendimento adequado no Programa de Alimentação Escolar (PAE); III- Planejar, elaborar, acompanhar e avaliar o cardápio da alimentação escolar, com base no diagnóstico nutricional e nas referências nutricionais, observando: a) Adequação ás faixas etárias e aos perfis epidemiológicos das populações atendidas, para definir a quantidade e a qualidade dos alimentos; b) Respeito dos hábitos alimentares e à cultura alimentar de cada localidade, à sua vocação agrícola e à alimentação saudável e adequada; c) Utilização dos produtos da Agricultura Familiar e dos Empreendedores Familiares Rurais, priorizando, sempre que possível, os alimentos orgânicos e/ou agroecológicos; local, regional, territorial, estadual ou nacional, neste ordem de prioridade. IV- Propor e realizar ações de educação alimentar e nutricional para a comunidade escolar, inclusive promovendo a consciência ecológica e ambiental, articulando-se com a

6 direção e com a coordenação pedagógica da escola para o planejamento de atividades com o conteúdo de alimentação e nutrição; V- Elaborar as fichas técnicas das preparações que compõe o cardápio; VI- Planejar, orientar e supervisionar as atividades de seleção, compra, armazenamento, produção e distribuição dos alimentos, zelando pela quantidade, qualidade e conservação dos produtos, observadas sempre as boas práticas higiênico-sanitárias; VII- Planejar, coordenar e supervisionar a aplicação de testes de aceitabilidade junto à clientela, sempre que ocorrer no cardápio a introdução de alimentos novos ou quaisquer outras alterações inovadoras, no que diz respeito ao preparo, ou para avaliar a aceitação dos cardápios praticados freqüentemente. Para tanto, devem ser observados parâmetros técnicos, científicos e sensoriais estabelecidos em normativa do Programa. O registro se dará no Relatório Anual de Gestão do PNAE, conforme estabelecido pelo FNDE; VIII- Interagir com os agricultores familiares e empreendedores familiares rurais e suas organizações, de forma a conhecer a produção local inserindo esses produtos na alimentação escolar; IX- Participar do processo de licitação e da compra direta da agricultura familiar para aquisição de gêneros alimentícios, no que se refere à parte técnica (especificações, quantitativos, entre outros); X- Orientar e supervisionar as atividades de higienização de ambientes, armazenamento de alimentos, veículos de transporte, equipamentos e utensílios da instituição; XI- Elaborar e implantar Manual de Boas Práticas para Serviços de Alimentação de Fabricação e Controle de UAN; XII- Elaborar o Plano Anual de Trabalho do PAE, contemplando os procedimentos adotados para o desenvolvimento das atribuições; XIII- Assessorar o CAE no que diz respeito à execução técnica do PAE Ainda, a Resolução supracitada, em seu Artigo 10 dispõe:

7 Art. 10. Consideram-se, para fins desta Resolução, os seguintes parâmetros numéricos mínimos de referência, por entidade executora, para a educação básica: Número de Alunos Número de Nutricionistas Carga Horária mín. semanal recomendada Até R.T 30 horas 501 a R.T + 1 QT 30 horas 1001 a R.T + 2 Q.T 30 horas a R.T + 3 Q.T 30 horas Acima de R.T + 3 Q.T e 1 Q.T a cada fração de alunos 30 horas Parágrafo Único. Na modalidade de educação infantil (creche e pré-escola), a Unidade da Entidade Executora deverá ter, sem prejuízo do caput deste artigo, um nutricionista para cada 500 alunos ou fração, com carga horária técnica mínima semanal de 30 (trinta) horas. Considerando que atualmente o Programa de Alimentação Escolar do Município de Curitiba atende diariamente alunos em Centros Municipais de Educação Infantil, alunos Pré- Escolares, alunos de Ensino Fundamental e alunos de Educação de Jovens e Adultos, totalizando o valor médio de refeições/dia e /ano; Concluimos que: Existe um déficit de Nutricionistas alocados na Secretaria Municipal de Educação do Curitiba. Desta forma, o Conselho Regional de Nutricionistas da 8 Região, solicita a adequação do Quadro Técnico de Nutricionistas, conforme Art. 10º da Resolução CFN n. 465/10. Esta alteração possibilitará a supervisão integral do serviço de alimentação e nutrição, bem como realização de avaliação e educação nutricional aos alunos matriculados e demais atividades previstas nas legislações vigentes. O CRN-8 orienta que a contratação dos nutricionistas deve seguir o que rege a Constituição Federal: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,

8 dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao disposto nos parágrafos I e II. Certos de que V.Sa. reconhece a importância de assegurar toda a facilidade para o exercício profissional, e acreditando na ciência do compromisso das partes com relação à saúde das pessoas assistidas pelos seus serviços, colocamo-nos à disposição. Atenciosamente, Dra. Sônia Regina Barbosa Presidente CRN-8ª Região

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