PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSSORÓ GABINETE DA PREFEITA

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1 PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSSORÓ GABINETE DA PREFEITA LEI Nº 2.255/2007 Dá nova redação a Lei nº 1.453/200 que cria o Conselho de Alimentação Escolar e dá outras providências. A PREFEITA MUNICIPAL DE MOSSORÓ, FAÇO SABER que a Câmara Municipal aprovou e EU sanciono a seguinte lei: Art. 1º - A Lei nº 1453/2000 de 23 de agosto de 2000, passa vigorar com a seguinte redação: "Fica criado o Conselho de Alimentação Escolar - CAE como órgão deliberativo fiscalizador e de assessoramento e de assessoramento do Poder Executivo constituído por sete membros e com a seguinte composição: I - Um representante do Poder Executivo, indicado pelo Chefe desse Poder; II - Um representante do Poder Legislativo, indicado pela Mesa Diretora desse Poder; III - Dois representantes dos professores, indicados pelo respectivo órgão de classe; IV - Dois representantes de pais de alunos, indicados pelos conselhos escolares, associações de pais e mestres ou entidades similares; V - Um representante da sociedade civil, indicado por entidades representativas da sociedade civil, tais como:centrais Sindicais, Associação Comercial, Igrejas, APAE'S, Clubes de Mães, Maçonaria, entre outros. 1º - Cada membro titular do CAE terá um suplente da mesma categoria representada. 2º - Os membros e o Presidente do CAEE terão mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos uma única vez. 3º - O exercício do mandato de Conselheiro do CAE é considerado serviço público relevante e não será remunerado. 4º - O regimento interno será elaborado pelo Conselho e aprovado pelo Prefeito Municipal mediante decreto. Art. 2º - Compete ao CAE: I - Acompanhar a aplicação dos recursos federais transferidos à conta do PNAE; II - Zelar pela qualidade dos produtos, e todos os níveis, desde a aquisição até a distribuição, observando sempre as boas práticas higiênicas e sanitárias; III - Receber, analisar e remeter ao FNDE, com parecer conclusivo, as prestações de contas do PNAE encaminhadas por este Município de Mossoró, na forma da Resolução nº 32, de 10

2 de agosto de 2006, ou, outra orientação posterior emanada do órgão federal gestor do PNAE. Art. 3º - O quorum para as deliberações do CAE, bem como as suas demais competências, serão definidas pelo Conselho Deliberativo do FNDE. Art. 4º - A prestação de contas do PNAE será feita ao respectivo CAE, no prazo estabelecido pelo Conselho deliberativo do FNDE. 1º - O CAE, no prazo estabelecido pelo Conselho Deliberativo do FNDE, analisará a prestação de contas e encaminhará ao FNDE apenas o Demonstrativo Sintético Anual de Execução Físico-Financeira dos recursos repassados à conta do PNAE, com parecer conclusivo acerca da regularidade da aplicação dos recursos. 2º - Verificada a omissão na prestação de contas ou oura irregularidade grave, o CAE, sob pena de responsabilidade solidária de seus membros, comunicará o fato, mediante ofício, ao FNDE, que, no exercício da supervisão que lhe compete, adotará as medidas pertinentes, instaurado, se necessário, a respectiva tomada se contas especiais. 3º - A autoridade responsável pela prestação de contas, que inserir ou fizer inserir documentos ou declaração falsa ou diversa da que deveria ser inscrita, com o fim de alterar a verdade sobre o fato, será apresentada a autoridade competente para apuração das responsabilidades civil, penal e administrativa, pelo CAE. 4º - O Município manterá em seus arquivos, em boa guarda e organização, pelo prazo de cinco anos, contados da data de apresentação da prestação de contas, os documentos a que se refere o caput deste artigo, juntamente com todos os comprovantes de pagamentos efetuados com os recursos financeiros transferidos na forma da Lei, ainda que a execução deste esteja a cargo das respectivas escolas, e estará obrigado a disponibilizá-los, sempre que solicitado, pelos órgãos competentes de controle externo e interno, bem como ao CAE. 5º - É preservada a competência do FNDE para realização, neste Município, a cada exercício financeiro, para auditagem da aplicação dos recursos do PNAE, por sistema de amostragem, podendo, para tanto, ser requisitado o encaminhado de documentos e demais elementos que julgar necessário, bem como realizar fiscalização in loco ou, ainda, delegar competência a outro órgão ou entidade estatal para fazê-lo. do e Art. 5º - A fiscalização dos recursos financeiros relativos ao PNAE é de competência TCU, do FNDE e do CAE, e será feita mediante a realização de auditorias, inspeções análise dos processos que originarem as respectivas prestações de contas. Parágrafo Único - Os órgãos incumbidos da fiscalização dos recursos destinados ao PNAE poderão celebrar convênios ou acordos, em regime de mútua cooperação, para auxiliar e otimizar o controle do programa. Art. 6º - Os cardápios dos programas de alimentação escolar, sob a responsabilidade deste Município, serão elaborados por nutricionistas capacitadas, com a participação do CAE e respeitando os hábitos alimentares de cada localidade, sua vocação agrícola e a preferência por produtos básicos. 1º - Consideram-se produtos básicos os produtos semi-elaborados e os produtos in natura. 2º - O Município de Mossoró utilizará, no mínimo, setenta por cento, dos recursos do PNAE na aquisição de produtos básicos.

3 Art. 7º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário." PALÁCIO DA RESISTÊNCIA, em Mossoró - RN, 28 de março de Maria de Fátima Rosado Nogueira Prefeita

4 Estado do Rio Grande do Norte Município de Mossoró CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - CAE REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I Da Organização Art. 1º - O Conselho Municipal de Alimentação Escolar, criado nos termos da Lei 1.453/2000 de 23 de agosto de 2000, é órgão de acompanhamento e fiscalização dos recursos. Parágrafo Único - O Conselho ficará vinculado a Gerência Executiva da Educação e do Desporto e terá estrutura própria, cabendo ao Poder Executivo, através da referida Gerência, fornecer meios para o seu funcionamento. Art. 2º - O Conselho será constituído por nove membros, sendo: a) (01) Um representante do Poder Executivo; b) (01) Um representante do Poder Legislativo; c) (02) Dois representantes dos Professores; d) (02) Dois representantes de pais de alunos; e) (01) Um representante da Sociedade Civil. Parágrafo Único - Os representantes de que trata o caput do artigo serão escolhidos, livremente, pelas suas respectivas entidades ou órgãos. Art. 3º - A função de Conselheiro constitui serviço público relevante, e o seu exercício tem prioridade sobre os de cargos públicos que os seus membros exerçam. Art. 4º - Os membros do Conselho têm mandato de dois anos, com direito à recondução por mais um mandato. Parágrafo único - Em caso de vacância, o suplente nomeado, completa o período de mandato do Conselheiro substituído. Art. 5º - Para cada membro titular, será igualmente nomeado pelo Executivo do Município, um membro suplente, com mandato de 02 (dois) anos, obedecendo ao mesmo critério de escolha para nomeação dos titulares. I - Os membros suplentes, na qualidade de substitutos dos titulares, terão participação plena no Conselho. II - A convocação do suplente em caso de substituição do titular será feita pelo Presidente do Conselho, quando for o caso. Art. 6º - Os conselheiros não terão dideito a qualquer espécie de remuneração pela participação no Colegiado, seja em reunião Ordinária ou Extraordinária.

5 I - 1º Os Conselheiros fazem jus a transportes e diárias, quando se deslocarem a serviço do Conselho. II - 2º O Conselheiro que necessitar ausentar-se ou que se encontre impossibilitado de comparecer às reuniões deve comunicar oficialmente o impedimento com a devida antecedência, ao Presidente do Conselho. Art. 7º - O Conselheiro pode ser exonerado se faltar a mais de (03) três reuniões consecutiva sem motivo justo, a critério do Conselho e mediante a representação deste ao Executivo Municipal. Art. 8º - Além das reuniões Ordinárias ou Extraordinária, os Conselheiros poderão atuar em Comissões designadas pelo Presidente, para realização de auditorias, sindicância e outras atividades que se fizerem necessárias. CAPÍTULO II Da Administração Art. 9- A administração do Conselho compõe-se de: I- Presidente, com mandato de dois anos com direito à recondução eleito pela assembléia, por maioria simples. II - Vice-Presidente, eleito conjuntamente com o Presidente, nas mesmas condições do inciso anterior. III - Secretário, indicado pelo Presidente e submetido à apreciação dos demais Conselheiros. 1º- Em caso de ausência ou impedimento do Presidente, assume o Vice-Presidente. 2º- Em caso de vacância da presidência, esta será assumida pelo Vice-Presidente que concluirá o restante do mandato. CAPÍTULO III Da Competência Do Plenário SECÇÃO I Art Compete ao Plenário do Conselho: I- Conhecer o movimento de receitas e despesas destinadas a Alimentação Escolar; II - Acompanhar e controlar a transferência e aplicação dos recursos do FNDE; III - Examinar os registros contábeis e demonstrativos mensais atualizados, relativos aos recursos repassados à conta do CAE; IV - Emitir parecer sobre os registros contábeis e demonstrativos gerenciais analisados; V - Solicitar aos órgãos e as instituições responsáveis pela arrecadação, repartição e

6 aplicação dos recursos, dados e informações necessárias ao pleno conhecimento e controle do FNDE; VI - Desenvolver estudos técnicos que subsidiem o gerenciamento dos recursos do FNDE, inclusive mediante a assessoramento esterno quando for necessário; VII - Interagir com outros segmentos da sociedade com vistas a democratizar o acesso a informações ao PNAE; VIII - Solicitar ao Presidente os devidos encaminhamentos dos seus pareceres junto aos poderes constituídos; IX - Deliberar sobre encaminhamentos e / ou consultas pela Gerência Executiva da Educação e do Desporto; X - Divulgar dados e informações relevantes ao domínio público sobre o desenvolvimento do CAE; XI - Fiscalizar a aplicação e a execução dos recursos do Programa no âmbito das Escolas. SECÇÃO II Do Presidente e do Vice- Presidente Art O Presidente é a autoridade responsável pela Direção do Conselho, do cumprimento de sua legislação, deste Regimento e o executor de suas decisões. Art Compete ao Presidente: I - Convocar as reuniões; II - Presidir as reuniões do Conselho, propor e encaminhar as questões; III - Distribuir os trabalhos, designar relatores, constituir comissões e designar seus membros; IV - Tornar público os pareceres do Conselho. Art Compete ao Vice- Presidente: I - Substituir o Presidente em suas ausências e impedimentos e sucede-lo no caso de vacância; II - Auxiliar o Presidente quando por ele convocado e assessora-lo em assuntos de sua competência. SECÇÃO III Dos Conselheiros Art Compete aos Conselheiros: I - Participar das reuniões e votar nas deliberações do Conselho; II - Relatar os processos que lhes forem atribuídos; III - Propor questões de ordem ; IV - Integrar comissões quando designados; V - Fazer indicações e propostas sobre matérias da competncia do Conselho; VI - Cumprir e fazer cumprir este regimento.

7 Art Compete ao Secretário: SEÇÃO IV Do Secretário I - Secretariar as reuniões, garantindo os registros dos debates sobre os temas em pauta na ordem do dia; II - Registrar os resultados das votações sobre os pareceres do Conselho; III - Zelar pela documentação do conselho; IV - Garantir o fluxo de informações entre os membros do Conselho; V - Garantir a expedição de convocação e demais documentos do Conselho a todos os membros. CAPÍTULO IV Do Funcionamento Art As reuniões ordinárias serão realizadas mensalmente, mediante a aplicação do repasse, por convocação de seu Presidente, cabendo à Gerência Executiva da Educação e do Desporto destinar local adequado para suas realizações. 1º - Poderão ser realizadas reuniões extraordinárias sempre que algum assunto às justificar, a critério do Presidente ou por solicitação de 1/3 (um terço) de seus membros. 2º - Para cada reunião, deverá ser lavrada ata correspondente, em livro próprio, sendo assinada por todos os membros presentes. 3º - As reuniões somente poderão ser realizadas com pelo menos, a presença da metade mais um dos membros do Conselho. Art Nas reuniões, as deliberações serão tomadas por maioria simples de votos, cabendo ao presidente votar em caso de empate. CAPÍTULO V Das Disposições Gerais e Transitórias Art Este regimento deverá ser aprovado por resolução do representante do Poder Executivo Municipal. Art Somente o Colegiado do Conselho poderá alterar este Regimento, contatada a necessidade. Art Os casos omissos serão decididos pelo conselho. Art Este regimento entrará em vigor na data de sua publicação. Mossoró/RN, 07 de maio de 2001.

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