ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO DE ESCOTEIROS DO MAR DO DISTRITO FEDERAL. Capítulo I - DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS. Seção I Nome e Constituição

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1 ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO DE ESCOTEIROS DO MAR DO DISTRITO FEDERAL Capítulo I - DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS Seção I Nome e Constituição Art. 1º. - A Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal, também designada pela sigla AEMARDF, constituída (o) em 23 de Abril de 2007, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente, filantrópico e comunitário, dedicada a prática do escotismo do mar, e duração por tempo indeterminado, com sede e foro no município de Brasília, Distrito Federal. 1º. - A Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal é uma organização escoteira independente que tem como objetivo praticar o Escotismo do Mar, segundo os escritos originais legados à humanidade pelo Lord Baden-Powell of Gilwell, tendo como método o exposto no Scouting for Boys e no Sea Scouting for Boys e criar um ambiente de paz, tranqüilidade, harmonia, progresso pessoal e cordial convivência com todos; 2º. - A Associação poderá filiar-se a qualquer organização nacional ou internacional com finalidades harmônicas; 3º. - A Associação, na consecução de seus objetivos, observará o seguinte: a) Aplicar integralmente suas rendas, recursos e eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento dos objetivos institucionais, no território nacional; b) Aplicar subvenção e doações na finalidade a que estejam vinculadas. 4º. - No sentido de alcançar seus objetivos, a Associação poderá: a) Celebrar convênios, acordos, contratos e outros instrumentos jurídicos com pessoas físicas ou jurídicas, de direito publico ou privado, nacionais e internacionais; b) Promover seminários, simpósios, cursos e debates sobre temas relacionados a sua área de atuação; c) Colaborar com os governos Federal, Estadual, Municipal e Distrital, além de instituições governamentais, em programas e projetos compatíveis com sua área de atuação; 5º. - Auxiliar outras entidades que atuem em objetivos ou temas semelhantes; 6º. - Manter intercâmbio e realizar trabalhos com entidades afins; 7º.- Organizar eventos sociais beneficentes, cujos recursos serão destinados integralmente para a manutenção dos objetivos institucionais; 8º. - As insígnias, bandeiras e uniformes da estarão definidas no Manual de Regras e Procedimentos da Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal. Seção II Finalidades e Objetivos Art. 2º. - A Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal tem por finalidades: I - Oferecer a realização de um trabalho de integração, (in) formação, troca de saberes, desenvolvimento da mentalidade marítima e a prática do Escotismo do Mar, tendo como 1

2 método o exposto no Scouting for Boys e no Sea Scouting for Boys, segundo os Escritos originais de Lord Baden Powell; II - Buscar apoio entre profissionais para ministrar os cursos e palestras; III - Incentivar a preservação do meio ambiente, criando a consciência ecológica nos associados, inclusive por ciclos de palestras; IV - Promover intercâmbio com instituições escoteiras nacionais e estrangeiras; V - Fomentar e divulgar a cultura náutica em geral, o interesse pela marinharia, em especial, pela navegação a vela; VI - Fortalecer o espírito marinheiro de acordo com as tradições navais; VII - Promover a camaradagem entre os Escoteiros de todo o mundo, cujo interesse comum seja a prática do Escotismo do Mar; VIII - Estimular nos Escoteiros o gosto pelos conhecimentos náuticos e pela vida do mar em todos os seus aspectos científicos, literários, artísticos, técnicos e desportivos; IX - Contribuir, por todos os meios que o progresso das ciências proporcionou à humanidade, para difusão das atividades esportivas marítimas, impulsionando os ditos desportos entre os jovens, estudando seus problemas e propondo as soluções mais justas; V - Cultivar a paz, a fraternidade, a lealdade em todo o seu relacionamento, da mesma forma como é praticado pelos membros e interlocutores de outras associações escoteiras brasileiras e estrangeiras. Art. 3º. - No desenvolvimento de suas atividades, a Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal, atenderá a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência e não fará qualquer discriminação de raça, cor, sexo ou religião. Parágrafo Único - A Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal não distribui entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e, os aplica integralmente na consecução do seu objetivo social. Art. 4º. - A Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal terá um Regimento Interno, que aprovado pela Assembléia Geral, disciplinará o seu funcionamento. Art. 5º. - A fim de cumprir suas finalidades, a instituição se organizará em tantas unidades de prestação de serviços, quantas se fizerem necessárias, as quais se regerão pelas disposições estatutárias. Capítulo II - DOS SÓCIOS Seção I Categorias de Sócios Art. 6º. - A Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal é constituída (o) por número ilimitado de sócios, distribuídos nas seguintes categorias: 2

3 a) Sócio Fundador; b) Sócio Colaborador; c) Sócio Beneficiários; d) Sócio Benemérito ; 1º. Sócio Fundador - É aquele que participou da criação da entidade, conforme a Assembléia Geral de Constituição e assinou a Ata de Fundação; 2o. Sócio Colaborador Pessoa física que, identificada com os objetivos da Associação, solicite seu ingresso e pague as contribuições correspondentes, segundo critérios determinados pelo Conselho Diretor; 3º. Sócio Beneficiário - É o jovem beneficiado, com idade entre 6 e 23 anos, que regularmente inscrito, freqüente a Associação; 4º. Sócio Benemérito Pessoa física e jurídica que, pela colaboração ou prestação de relevante serviço às causas da Associação, façam jus a este titulo, à critério da Diretoria ad referendum da Assembléia Geral. Seção II Dos Direitos e Deveres dos Sócios Art. 7º. - São direitos dos sócios quites com suas obrigações sociais: I - participar de todas as atividades associativas; II - propor a criação e tomar parte em comissões e grupos de trabalho, quando designados para estas funções; III - apresentar propostas, programas e projetos de ação para a Associação; IV - ter acesso a todos os livros de natureza contábil e financeira bem como a todos os planos, relatórios, prestações de contas e resultados de auditoria independente; V - exercer cargos e funções eletivas nos órgãos da administração da Associação; Parágrafo único os direitos sociais previstos neste Estatuto são pessoais e intransferíveis Art. 8º. - São deveres dos sócios: I - observar o Estatuto, regulamentos, regimentos, deliberações e resoluções dos órgãos da Associação; II - cooperar para o desenvolvimento e maior prestigio da Associação e difundir seus objetivos e ações; Art. 9º. - Os sócios não respondem, nem mesmo subsidiariamente, pelos encargos da Associação. Seção IV Do desligamento Art. 10º. - O desligamento do Associado dar-se-á nas seguintes circunstâncias; 3

4 a) Desligamento voluntário do próprio associado; b) Por decisão da Assembléia geral, com maioria absoluta de votos, quando se verificar uma ou mais das seguintes situações: 1 - Grave violação desse estatuto, outras normas similares ou decisão da Assembléia Geral; 2 - Ausentar-se, sem justificativa, por mais de três reuniões consecutivas, ou cinco reuniões aleatórias, do órgão da administração a que pertença, sendo elas ordinárias ou extraordinárias; 3 - Provocar ou causar prejuízo moral ou material à Associação. 1º. - O Associado Fundador, em sendo desligado voluntariamente, não perderá este titulo, podendo retornar ao quadro social da Associação quando lhe convier; 2º. - Os demais associados, na hipótese de desligamento voluntario, perderão este seu titulo, podendo retornar ao quadro social somente de acordo com o artigo 11º. desse Estatuto; 3º. - Todo associado poderá apresentar recurso à Assembléia Geral contra atos da Diretoria e do Conselho Fiscal. Seção V Da Filiação Art. 11º. - A Associação aceitara como sócio, nos termos deste Estatuto, em qualquer época do ano, as pessoas físicas de ambos o sexo e boa idoneidade moral, desde que preencham os requisitos desta Associação: Parágrafo Único- São requisitos para filiação: a) Toda solicitação deverá ser apresentada por escrito em formulário próprio para esse fim; b) A inscrição dos sócios beneficiários menores de 18 anos deverá ser feita pelos pais ou responsáveis legais, pessoalmente na secretaria da Associação; c) Antes de ser reconhecido oficialmente, todo o sócio deverá assistir a uma palestra explicativa sobre Escotismo; d) Depositar o valor da matricula estipulada no regimento Interno. Capítulo III - DA ADMINISTRAÇÃO Seção I Dos Órgãos Art. 12º. - A Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal será administrada (o) por: I- Assembléia Geral; II- Diretoria; III- Secretaria Executiva; IV- Conselho de Pais; V- Conselho Fiscal. Seção II Assembléia Geral Art. 13º. - A Assembléia Geral, órgão soberano da Instituição, se constituirá dos sócios fundadores e colaboradores, em pleno gozo de seus direitos estatutários. Art. 14º. - Compete à Assembléia Geral: 4

5 I - eleger a Diretoria e o Conselho Fiscal; II - decidir sobre reformas do Estatuto; III - decidir sobre a extinção da entidade, nos termos do artigo 32; IV - decidir sobre a conveniência de alienar, transigir, hipotecar ou permutar bens patrimoniais; V - aprovar o Regimento Interno; VI- Aprovar o orçamento, as contas, os balanços, o relatório anual da Associação e acompanhar a execução orçamentária; PARÁGRAFO ÚNICO - A Instituição não remunera, sob qualquer forma, os cargos de sua Diretoria e do Conselho Fiscal, bem como as atividades de seus sócios, cujas atuações são inteiramente gratuitas. Art.15º. - A Assembléia Geral se realizará, ordinariamente, uma vez por ano para: I - apreciar o relatório anual da Diretoria; II - discutir e homologar as contas e o balanço aprovado pelo Conselho Fiscal; III - Aprovar o orçamento, as contas, os balanços, o relatório anual da Associação e acompanhar a execução orçamentária; Art. 16º. - A Assembléia Geral se realizará extraordinariamente, quando convocada: I - pela Diretoria; II - pelo Conselho Fiscal; III - por requerimento de 50% sócios fundadores e colaboradores quites com as obrigações sociais. Art. 17º. - A convocação da Assembléia Geral será feita por meio de edital afixado na sede da Instituição e/ou publicado na imprensa local, por circulares e outros meios convenientes, com antecedência mínima de 30 dias. Parágrafo Único - Qualquer Assembléia se instalará em primeira convocação com a maioria dos sócios e, em segunda convocação, com qualquer número. Seção III Da Gestão Art. 18º. - A AEMARDF adotará práticas de gestão administrativas, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios e vantagens pessoais pelos dirigentes da entidade e seus cônjuges, companheiros e parentes colaterais ou afins, até terceiro grau, e ainda pelas pessoas jurídicas dos quais os mencionados anteriormente sejam controladores ou detenham mais de dez por cento das participações societárias, no exercício de seu mandato junto à Associação. 5

6 Seção IV Da Diretoria Art. 19º. - A Diretoria será constituída por um Diretor Comodoro (Presidente), um Diretor Comodoro Imediato (Vice-Presidente). Parágrafo Único - O mandato da Diretoria será de 4 anos, sendo vedada mais de uma reeleição consecutiva. Art. 20º. - Compete à Diretoria: I - expedir normas operacionais e administrativas necessárias à execução das atividades da Associação; II - cumprir e fazer cumprir o Estatuto e as normas e deliberações da Assembléia Geral; III - Submeter à Assembléia Geral a criação de órgãos administrativos em qualquer nível, locais ou situados nas filiais ou sucursais; IV - Realizar convênios, acordos, ajustes e contratos, inclusive os que constituem ônus, obrigações ou compromissos para a Associação, ouvida a Assembléia Geral; V - Preparar balancetes e prestação anual de contas, acompanhados de relatórios patrimoniais e financeiros, submetendo-os com parecer do Conselho Fiscal à Assembléia Geral, por intermédio do Conselho Fiscal; VI - Propor à Assembléia Geral a participação no capital de outras empresas, cooperativas, condomínio o outras formas de associativismo, bem como organizar empresas cujas atividades interessem aos objetivos da Associação; VII - Proporcionar ao conselho Fiscal, por intermédio do Diretor Comodoro, as informações e os meios necessários ao efetivo desempenho de suas atribuições; VIII - Submeter à Assembléia Geral as diretrizes, planejamento e políticas de pessoal da Associação; IX - Submeter à apreciação da Assembléia geral a criação e extinção de órgãos auxiliares da Diretoria; X - Representar a Associação judicialmente e extrajudicialmente; XI - Deliberar sobre a inclusão de novos associados e o desligamento de associados; Art. 21º. - A diretoria se reunirá no mínimo uma vez por mês. Art. 22º. - Compete ao Diretor Comodoro (Presidente): I - representar a Associação judicial e extra-judicialmente; II - cumprir e fazer cumprir este Estatuto e o Regimento Interno; III - presidir a Assembléia Geral; IV - convocar e presidir as reuniões da Diretoria; 6

7 Art. 23º. - Compete ao Diretor Comodoro Imediato (Vice-Presidente): I - Substituir o Presidente em suas faltas ou impedimentos; II - assumir o mandato, em caso de vacância, até o seu término; III - prestar, de modo geral sua colaboração ao Presidente. Seção V Da Secretaria Executiva Art. 24º. - A Secretária Executiva é o órgão executivo da Associação, composto pelos seguintes membros: I- Vice-Comodoro Administrativo; II- III- IV- Vice-Comodoro Financeiro; Vice-Comodoro de Patrimônio; Vice-Comodoro de Programas; V- Oficial de Comunicação Social; 1º. - Regimento interno da Associação disporá sobre as atribuições dos membros da Secretaria Executiva; 2º. - Os membros da secretaria executiva serão nomeados e exonerados pela Diretoria em ato normativo do Diretor Comodoro. Seção V Do Conselho de Pais Art. 25º. - O conselho de pais é um órgão constituído pelos pais e responsáveis legais dos sócios beneficiários, que reúne-se uma vez por trimestre para avaliar, discutir sobre as atividades dos jovens. Parágrafo único Faz parte das atividades do Conselho de Pais: palestras, oficinas de assuntos relacionados à educação e proteção da infância e juventude. Seção VI Do Conselho Fiscal Art. 26º. - O Conselho Fiscal será constituído por 3 membros e seus respectivos suplentes, eleitos pela Assembléia Geral. 1º - O mandato do Conselho Fiscal será coincidente com o mandato da Diretoria; 2º - Em caso de vacância, o mandato será assumido pelo respectivo suplente, até o seu término. Art. 27º. - Compete ao Conselho Fiscal: I - examinar os livros de escrituração da Instituição; 7

8 II - opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade; III - apresentar relatórios de receitas e despesas, sempre que forem solicitados; Parágrafo Único - O Conselho Fiscal se reunirá ordinariamente a cada 2 meses e, extraordinariamente, sempre que necessário. Art. 28º. - O patrimônio da Associação é constituído: I - Pela dotação inicial feita pelos associados; Capítulo IV - DO PATRIMÔNIO II - Por doações, auxílios e subvenções que lhe venham a ser acrescido; III - Por direitos de bens obtidos por aquisição regular; IV - Por recursos nacionais ou internacionais oriundos de instituições congêneres, para viabilizar a concretização dos objetivos propostos; V - Por dotações orçamentárias oriundas de orçamento públicos, decorrentes de coparticipação em programas, projetos ou atividades com objetivos afins. Art. 29º. - No caso de dissolução da Associação, o respectivo patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos da Lei 9.790/99, preferencialmente que tenha o mesmo objetivo social. Art. 30º. - Na hipótese da pessoa jurídica indicada, conforme o Art. 29, perder a qualificação instituída pela Lei 9.790/99, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos da mesma Lei, preferencialmente que tenha o mesmo objetivo social. Capítulo V - DA PRESTAÇÃO DE CONTAS Art. 31º. - A prestação de contas da Associação observará no mínimo: I - os princípios fundamentais de contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade; II - a publicidade, por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e às demonstrações financeiras da entidade, incluindo as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os à disposição para o exame de qualquer cidadão; III - a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto de Termo de Parceria, conforme previsto em regulamento; IV - a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos será feita, conforme determina o parágrafo único do Art. 70 da Constituição Federal. 8

9 Capítulo VI - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 32º. - A Associação será dissolvida (o) por decisão da Assembléia Geral Extraordinária, especialmente convocada para esse fim, quando se tornar impossível a continuação de suas atividades. Art. 33º. - O presente Estatuto poderá ser reformado, a qualquer tempo, por decisão da maioria absoluta dos sócios, em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim, e entrará em vigor na data de seu registro em Cartório. Art. 34º. - Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria e referendados pela Assembléia Geral. Brasília, 23 de Abril de

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