ESCOLA SECUNDÁRIA DA RAMADA. Conselho Geral

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1 ESCOLA SECUNDÁRIA DA RAMADA Conselho Geral DEFINIÇÃO DAS LINHAS ORIENTADORAS DO PLANEAMENTO E EXECUÇÃO, PELO DIRETOR, DAS ATIVIDADES NO DOMÍNIO DA AÇÃO SOCIAL ESCOLAR ( ) De acordo com o Decreto-Lei nº 55/2009, de 2 de março, conjugado com o Despacho nº A/2013, de 12 de setembro, a atribuição e o funcionamento dos apoios no âmbito da ação social escolar regem-se pelos princípios da equidade, da discriminação positiva e da solidariedade social no sentido de assegurar o exercício efetivo do direito ao ensino e à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar (art.º 3º do Decreto-Lei 55/2009) e têm como principais objetivos a atribuição dos apoios no âmbito da ação social escolar, a prevenção da exclusão social e do abandono escolar e a promoção do sucesso escolar e educativo, de modo que todos, independentemente das suas condições sociais, económicas, culturais e familiares, cumpram a escolaridade obrigatória e tenham a possibilidade de concluir com sucesso o ensino secundário, em qualquer das suas modalidades (art.º 4º do Decreto-Lei 55/2009). De acordo com o Artigo 12.º do Decreto-Lei 55/2009 constituem modalidades de apoios no âmbito da ação social escolar os apoios alimentares, os transportes escolares, o alojamento, os auxílios económicos, a prevenção de acidentes e o seguro escolar. Assim, e em conformidade com a alínea i), do ponto 1, do artigo 13º, de Decreto-lei 75/2008, de 22 de abril, compete ao Conselho Geral definir as linhas orientadoras do planeamento e execução, pelo diretor, das atividades no domínio da ação social escolar pelo que, tendo em consideração a experiência dos anos anteriores e a adequação das orientações então definidas, o Conselho Geral entendeu reforçá-las com algumas adaptações pontuais à realidade do presente ano. 1

2 1. Apoios alimentares As atividades escolares devem promover, com a participação ativa dos alunos, hábitos alimentares saudáveis pelo que a escola deve: - promover uma cultura de hábitos alimentares saudáveis, criando atividades que incentivem essa prática; - assegurar uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades da população escolar, obedecendo ao preço estipulado na legislação em vigor e com a observância das normas gerais de higiene e segurança alimentar; - definir critérios para a seleção dos produtos a comercializar no bufete/bar e praticar um regime de preços adequado, tendo em vista a promoção e adoção de hábitos alimentares saudáveis; - garantir a afixação antecipada das ementas nos refeitórios; - fornecer um suplemento alimentar aos alunos com menores recursos económicos, usando verbas decorrentes de lucros de gestão dos serviços do bufete escolar, da papelaria escolar ou/e outros; - transmitir aos encarregados de educação, através dos Diretores de Turma, a identidade dos alunos que requisitam e não consomem as refeições, atos estes que podem colocar em causa uma alimentação saudável. 2. Auxílios económicos Tendo em conta a realidade que o país atravessa e que afeta muitas famílias em termos económicos, o CG propõe que a direção implemente medidas específicas no sentido de despistar situações de carências ou alterações económicas do rendimento familiar, promovendo um plano de apoio e, se necessário, recorrer a entidades ou instituições exteriores. 2

3 A. Manuais e material escolar No Despacho n.º 11861/2013 faz-se referência à valorização do livro como instrumento de dignificação do Homem enquanto ferramenta decisiva nas suas aprendizagens ao longo da vida, considerando que os manuais servem para o reforço das aprendizagens sendo instrumentos coletivos de crescimento cultural. Neste sentido, o CG propõe: - assegurar às famílias comprovadamente carenciadas a aquisição dos manuais escolares e outros recursos didático pedagógicos formalmente adotados; - possibilitar a aquisição de livros ou outro material escolar para alunos comprovadamente carenciados, dando cumprimento às comparticipações previstas na legislação em vigor; - garantir o acesso ao material escolar essencial aos alunos que usufruem do escalão A que, após utilização total do valor atribuído para esse fim, dele necessitem; esse material deverá ser fornecido de forma faseada e de acordo com as necessidades escolares, verificando-se sempre a boa e plena utilização do mesmo; - fomentar a reutilização ou empréstimo e a reciclagem de manuais e material escolar, criando na escola um banco de livros/materiais. B. Atividades de complemento curricular Assegurar a participação em atividades de complemento curricular, como por exemplo, visitas de estudo programadas no âmbito do Plano Anual de Atividades, aos alunos pertencentes a famílias comprovadamente carenciadas 3. Alunos com Necessidades Educativas Especiais Disponibilizar todos os recursos humanos e materiais necessários e apropriados aos alunos com necessidades educativas especiais, a fim de promover a sua plena integração. 3

4 4. Acções complementares As medidas de ação social escolar previstas no Decreto-Lei nº 55/2009, de 2 de março, artigo 34.º, apontam para a iniciativa das escolas no âmbito da sua autonomia e no quadro dos correspondentes projetos educativos. Assim, o CG propõe a aplicação de eventuais lucros de gestão dos serviços de bufete, da papelaria escolar e /ou outros nas seguintes medidas previstas na lei: - Aquisição de livros e outro material escolar a distribuir gratuitamente pelos alunos de menores recursos económicos; - Aquisição de livros,materiais didáctico-pedagógicos e de software educativo para renovação e atualização das bibliotecas e centros de recursos; - Aquisição de livros para atribuição de prémios em concursos realizados no estabelecimento de ensino; - Empréstimo de manuais escolares, nas modalidades a aprovar pela escola, nos termos a definir em Regulamento Interno. 5. Bolsas de mérito De acordo com o artigo 36.º do Decreto-Lei nº 55/2009, de 2 de março, os alunos matriculados no ensino secundário em estabelecimentos de ensino públicos, podem candidatar-se à atribuição de bolsas de mérito nos termos de regulamento aprovado por despacho do membro de Governo responsável pela educação, publicado no Diário da República. A bolsa de mérito é constituída por uma prestação pecuniária anual destinada à comparticipação dos encargos inerentes à frequência do ensino secundário e implica ainda a isenção, durante o respetivo ano letivo, do pagamento de propinas, taxas e emolumentos devidos por passagem de diplomas e certidões de habilitações. Assim, propõe-se: Receção de propostas para atribuição de bolsas de mérito aos alunos que se destaquem pelo bom aproveitamento e comportamento como incentivo à melhoria dos resultados escolares e prossecução dos estudos; 4

5 Promover ações de sensibilização junto dos alunos e encarregados de educação no sentido de estimular a prática de bons hábitos de estudo e comportamento compatíveis com o exigido para a candidatura à bolsa de mérito, responsabilizando as famílias pela consecução desse objetivo. 5. Prevenção de acidentes e seguro escolar No Decreto-Lei nº 55/2009, de 2 de março, artigo 41.º, a prevenção do acidente escolar e o seguro escolar constituem modalidades de apoio sócio-educativo, complementares aos apoios assegurados pelo sistema nacional de saúde, de que são beneficiários as crianças que frequentam a educação pré escolar e os alunos dos ensinos básico e secundário. Assim, a escola deve assegurar as medidas de prevenção de acidentes e seguro escolar previstas na legislação em vigor: - nas atividades escolares de maior risco, como educação física e desporto escolar, espaços livres da escola, entre outros; - na promoção de ações de formação para prevenção do acidente escolar destinadas a pessoal docente e não docente Aprovado em Conselho Geral de 9 de dezembro de

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