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1 Metodologia de Auditoria com Foco em Riscos. 28 de Novembro de 2003

2 Dados do Projeto Colaboradores: Bancos ABN Amro Real Banco Ficsa Banco Itaú Banco Nossa Caixa Bradesco Caixa Econômica Federal HSBC Febraban Deloitte Período de Execução: Agosto de 2002 a Fevereiro de

3 Conteúdo do Livro 1. Introdução 2. Definições Iniciais 2.1 O que é Risco? 2.2 O que é Controle? 2.3 Visão Geral do COSO e de seus Componentes de Controle 3. O que é Gestão de Risco? 3.1 Introdução 3.2 Etapas do Processo de Gestão de Riscos 3.3 Linguagem Comum de Riscos e Processos Linguagem Comum de Riscos Linguagem Comum de Processos 3.4 A Gestão de Riscos como Vantagem Competitiva 4. O Papel Esperado da Auditoria Interna na Gestão de Riscos 4.1 Introdução 4.2 A Demanda pela Atuação com Foco no Risco 4.3 Atribuições e Responsabilidades da Auditoria Interna vs. Demais Áreas 4.4 Auditoria Interna e a Gestão de Riscos 4.5 Auditoria Interna como Agente de Mudança 3

4 Conteúdo do Livro 5. Metodologia de Auditoria com Foco em Riscos 5.1 Introdução 5.2 Entendimento do Processo 5.3 Avaliação dos Riscos Inerentes ao Processo 5.4 Análise da Estrutura de Controles 5.5 Validação (Teste) dos Controles Existentes 5.6 Identificação de Oportunidades de Melhoria para os Aspectos Observados 5.7 Comunicação dos Resultados 5.8 Follow-up 6. Principais Ferramentas Utilizadas na Auditoria Interna 6.1 Extração e Análise de Dados 6.2 Programas de Trabalho 6.3 Control and Risk Self-Assessment 6.4 Indicadores de Vulnerabilidades 7. Caso Prático de Implantação de Metodologia de Auditoria com Foco em Riscos 8. Como as Auditorias Internas tem Atuado na Gestão de Riscos? 9. Referências Sites de Pesquisa 4

5 Top 10 Banking Issues Gerenciamento integrado de riscos (enterprise wide) Identificação dos riscos com alto grau de impacto e probabilidade de ocorrência Implementação de um efetivo Programa de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (AMLP) Otimização de capital Reestabelecimento da credibilidade pública (Governança) Tratamento de novas e complexas regulamentações (Sarbanes-Oxley e Basiléia II) Implementação de Modelos de Compliance Planejamento para cenários extremos (continuidade dos negócios) Altos investimentos realizados em Tecnologia da Informação Integração de plataformas tecnológicas em virtude de fusões e aquisições 5

6 Evolução Histórica da Gestão de Riscos Instrumentos Funções / Áreas Processos Integrado Risco de Estratégia Risco Operacional Risco de Mercado Risco de Crédito Básico / GR Reativo Estratégico / GR Pró-Ativo 6

7 Padrões de Controle Interno e Gestão de Riscos ISO FDICIA COSO Cadbury Kon TraG CoCo ANZ COBIT G-30 Basileia Turnbull Basileia 2 (*) Sarbanes-Oxley (*) Documento definitivo a ser emitido no final de

8 Definição de Risco Risco é a incerteza inerente a um conjunto de possíveis conseqüências (ganhos e perdas), as quais ocorrem como resultado de escolhas e decisões exigidas por toda organização. Risco está relacionado à escolha, não ao acaso. 8

9 Definição de Controles Coso ERM 9

10 Definição de Gestão de Riscos Gestão de Riscos representa um enfoque estruturado e disciplinado que alinha estratégia, processos, pessoal, tecnologia e conhecimentos, objetivando avaliar e gerenciar as incertezas naturais enfrentadas pelas organizações como forma de criação de valor. People Process Strategy Technology Knowledge 10

11 Etapas do Processo de Gestão de Riscos Políticas Limites e Indicadores de risco Definir as ações para gerenciar os riscos Divulgação e Monitoramento Elaboração do Plano de Ação Identificação Riscos Definição da Estratégia Reter Reduzir Transferir Explorar Evitar Avaliação Priorização Priorização Inventário de ameaças Impacto e probabilidade Criticidade dos riscos 11

12 Modelo de Classificação de Processos DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIAS GESTÃO DE RISCOS MARKETING E AÇÃO COMERCIAL CRÉDITO OPERAÇÕES COM T.V.M. E CÂMBIO CUSTÓDIA ESTRUTURAÇÃO DE OPERAÇÕES GESTÃO DE PRODUTOS CAPTAÇÃO/ COMERCIALIZAÇÃO ADM. DE RECURSOS DE TERCEIROS ATENDIMENTO A CLIENTES TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO RECURSOS HUMANOS CONTROLADORIA SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS GESTÃO FISCAL E JURÍDICA RELACIONAMENTO EXTERNO 12

13 Linguagem Comum de Riscos Riscos Externos Competição Disponibilidade de Capital Regulamentação Interrupção do Negócio Fraude Interna Fraude Interna Atividade não Autorizada Fraude Externa Fraude Externa Segurança das Informações Relações Trabalhistas Processos Trabalhistas Interrupção Negócios / Falhas de Sistemas Disponibilidade Planejamento OPERACIONAL Recursos Humanos Riscos Internos Práticas Comerciais Confidencialidade Comercialização Falhas de Produtos Obrigações com Clientes Aconselhamento Execução e Gestão de Processos Integridade Reporte Formalização Custódia Correspondentes Fornecedores e Terceiros Estratégico Indicadores e Metas Mercado Taxa de Juros Câmbio Ações Liquidez Commodities Derivativos Crédito Inadimplência Liquidação Garantia Concentração Custo de Oportunidade Precificação Gestão Integrada de RIscos 13

14 Estratégias de Gestão de Riscos Risco inerente ao modelo de negócios ou às operações normais Sim Aceitar Rejeitar Não Fora da estratégia, uma vez que o custo do controle é superior ao risco Reter Reduzir Transferir Explorar Evitar Manter o risco, precificar ou planejar conforme grau de tolerência Controlar ou diversificar o risco Necessita que alguém esteja disposto e tenha capacidade financeira para correr o risco Pode aumentar o grau de exposição na medida em que possibilita vantagens competitivas Qualquer ação que elimine totalmente a fonte de um risco específico 14

15 O Papel Esperado do Auditor Interno na Gestão de Riscos Mudanças no Enfoque da Auditoria Programa de Sinalizadores Programa de Trabalho Riscos Controles Testes Enfoque Tradicional Foco em Riscos Universo de Auditoria Produtos Riscos Autoavaliação Processos Áreas Matriz de Riscos Auditorias Anteriores Ocorrências Plano de de Auditoria Escopo Horas Equipe Datas Execução da Auditoria Acompanhamento dos dos Sinalizadores Priorização dos dos riscos riscos a serem serem auditados Abrangência e customização dos dos testes testes Execução dos dos testes testes Elaboração dos dos Pontos de de Auditoria Comentários da da Área Área Relatório Auditoria Emissão do do Relatório 15

16 O Papel Esperado do Auditor Interno na Gestão de Riscos Quadro Comparativo Enfoque Tradicional Foco em Riscos Foco nos controles Testes com base em programa de trabalho endereçando objetivos de controle padrão Testes de todos os controles Inspecionar, detectar e reagir aos riscos de negócios Maior parte do tempo gasto em testes, validação e consolidação Foco nos riscos Testes com base nos riscos de negócio identificados no levantamento de informações Testes focalizados, somente dos controles que minimizam os riscos relevantes Antecipar e prevenir riscos de negócios na origem Maior parte do tempo gasto em levantamento e análise de informação 16

17 O Papel Esperado do Auditor Interno na Gestão de Riscos Quadro Comparativo SOX / GR Entendimento e mapeamento do Processo de Negócios Identificação dos Riscos e Controles Monitora aderência aos procedimentos Planos de Ação Acompanhamento e Suporte à Implementação Elaboração AUDITORIA INTERNA Entendimento/ mapeamento do Processo de Negócios Identificação dos Riscos e Controles Planejamento e Execução de Testes Relatório de Recomendações Follow-up das Recomendações Utilização, revisão e/ou atualização Operacional Financeiro Compliance Gestão Natureza dos Problemas Responsável Ações corretivas 17

18 Metodologia de Auditoria com Foco em Riscos Entendimento do Processo Avaliação dos riscos inerentes ao processo Levantar processo detalhado. Consultar informações existentes (relatórios emitidos, políticas e procedimentos). Análise da estrutura de Controles Validação dos controles (testes) existentes Fluxogramas Não Autorização para pagamento Sinópse do Ambiente de Negócios Identificação de oportunidades de melhoria para processos observados Nota fiscal de entrada Transação préaprovada? Registro da NFE no Contas a Pagar Sim Conferências da NFE coma documentação de recebimento Comunicação dos resultados Follow-up 18

19 Metodologia de Auditoria com Foco em Riscos Entendimento do Processo Linguagem Comum de Riscos Avaliação dos riscos inerentes ao processo Analisar informações obtidas na etapa anterior Análise da estrutura de Controles Validação dos controles (testes) existentes Identificação de oportunidades de melhoria para processos observados Matriz de Riscos (Inerentes) Comunicação dos resultados Follow-up 19

20 Metodologia de Auditoria com Foco em Riscos Entendimento do Processo COSO COBIT Avaliação dos riscos inerentes ao processo Análise da estrutura de Controles Validação dos controles (testes) existentes Identificação de oportunidades de melhoria para processos observados Comunicação dos resultados Analisar indicadores de desempenho e identificar deficiências nos controles implementados. Comparar estrutura atual com melhores práticas de mercado. Matriz de Controles Internos Follow-up 20

21 Metodologia de Auditoria com Foco em Riscos Entendimento do Processo Avaliação dos riscos inerentes ao processo Riscos Residuais Acesso Análise da estrutura de Controles IMPACTO A M B Infra-estrutura Indicadores de Performance Conformidade Aceitável Disponibilidade Fraude Regulamentação Terceirização Integridade Crédito Recursos Humanos Inceitável Autorização Requer atenção Relatório Detalhado B M PROBABILIDADE A Validação dos controles (testes) existentes Identificação de oportunidades de melhoria para processos observados Comunicação dos resultados Consolidar informações e priorizar principais constatações. Recomendações R1. R2. R3. Sumário Gerencial Follow-up 21

22 Principais Ferramentas Extração e Análise de Dados Programas de Trabalho Control and Risk Self-Assessment Indicadores de Vulnerabilidades Banco de Dados dos Trabalhos 22

23 Caso Prático Benefícios: Aumento da eficiência na execução dos trabalhos de auditoria Alinhamento de conceitos de gestão de riscos Focalização em problemas relevantes Padronização da documentação gerada durante os trabalhos de auditoria Redução do tempo de revisão dos trabalhos por parte das lideranças e gerências Redução do tempo de emissão dos relatórios finais Otimização da qualidade do reporte à alta administração 23

24 Resultados da Pesquisa Pesquisa realizada junto a 21 Instituições, cujos ativos somados representam R$ 742,4 bilhões (68% dos ativos do mercado). Foco da Pesquisa: Auditoria com Foco em Riscos Aspectos Gerais da Auditoria Interna Principais Resultados: Metodologias, ferramentas e conscientização sobre auditoria com foco em riscos ainda necessitam ser aprimorados. As Instituições possuem um plano formal de Auditoria Interna, elaborado para o período de 1 ano. 42,8% não efetuaram a definição de processos, sub-processos e atividades. 38,1% não definiram uma linguagem comum de riscos. 66,7% não estabeleceram um dicionário de riscos. 24

25 Resultados da Pesquisa Áreas com maior nível de exposição a riscos e respectiva alocação de tempo da Auditoria Interna: 1 o Crédito (18%) 2 o Tesouraria (10%) 3 o Tecnologia da Informação (12%) 4 o Asset Management (4%) 5 o Internacional (3%) 6 o Suporte Operacional (Back-office) (15%) 7 o Contábil e Gerencial (8%) 8 o Mercado de Capitais (3%) 9 o Canais de Comercialização (10%) 10 o Outras (17%) Quase a totalidade das Instituições possui uma área responsável por gestão de riscos. Em 3 casos, a gestão é realizada por áreas distintas, conforme a natureza do risco (crédito, mercado e operacional). 70% das Instituições afirmaram que o nível de intergração entre as áreas de Auditoria Interna e a Gestão de Riscos é elevado. Utilização de metodologia formal para identificação e definição dos riscos de negócios (alta 45% e médio 55%). 25

26 Juarez Lopes de Araújo 26

27 Deloitte Touche Tohmatsu. All Rights Reserved. A member firm of Deloitte Touche Tohmatsu

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