ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

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1 ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014

2

3 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por níveis de maturidade.... 7

4 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Componentes da estrutura do CMMI-DEV... 5 Figura 2 Estrutura do CMMI na abordagem por estágios Adaptado de SEI... 6

5 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CMMI CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION Históricos de Modelo Visão Geral do Modelo Estrutura do Modelo Abordagem de Implementação por Estágios Aplicabilidade do modelo CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 11

6 1 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho é sobre integração de modelo de maturidade de capacidade, mais concretamente modelo de qualidade de processo de engenharia de software. O objetivo desde trabalho é especificar como funcionar o modelo de qualidade do software, toda sua funcionalidade, metas e estrutura. Está organizado em 3 tópicos. No primeiro tópico, será abordado o surgimento do CMMI e quem foi responsável pelo sua criação. E optámos por abordar a visão geral do modelo e assim sua aplicação e por fim detalhar a conclusão do desenvolvimento desse projeto. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, de livro acadêmico, enriquecido com detalhes sobre o assunto.

7 2 2 CMMI CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION 2.1 Históricos de Modelo A Partir de uma encomenda feita pelo DoD (Departamento de Defesa norteamericano), o SW-CMM (Capability Maturity Model para Softaware), foi criado em 1991 pelo software Engineering Institute (SEI), da Carnegie Mellon University (CMU), como um modelo de qualidade para processo de engenharia de software. O mercado de empresas de software havia, então, encontrado nele uma de suas principais referências como modelo de qualidade. As diferentes necessidades das organizações originaram variações aplicáveis a outras disciplinas, tais como engenharia de sistemas, aquisição de software, gestão e desenvolvimento de mão de obra e desenvolvimento integrado de produtos e processos. Entretanto, cada um destes modelos possuía sua própria arquitetura e abordagem de implementação, o que dificultava a sua utilização para organizações que possuíam processos integrados envolvendo várias destas disciplinas, devido aos altos custos de treinamentos, avaliação e ações de melhoria. Diante deste cenário, o CMMI foi criado pelo SEI em 2002 como um modelo evolutivo em relação aos vários CMMs, com o objetivo de combinar as suas várias disciplinas em uma estrutura única, flexível e componentizada, que pudesse ser utilizada de forma integrada por organizações que demandavam processos de melhoria em âmbito corporativo. Além de integração, o modelo tornou mais claros alguns aspectos que antes eram implícitos, tais como a diferenciação entre os conceitos de Organização e empresa, a valorização dos processos de verificação e

8 3 validação e a evolução da característica Medição e Análise (comum a todas as KPAs do CMM) para se tornar uma importante Área de Processo de CMMI. Em agosto de 2006, o SEI publicou a versão 1.2 do CMMI, incorporando uma série de melhorias e simplificações em relação à versão anterior. Entre elas, estão a unificação do tratamento das disciplinas de engenharia de software, engenharia de sistemas, desenvolvimento integrado de produtos e processo e terceirização em um só documento, denominado CMMI para Desenvolvimento e a adoção de uma nova arquitetura para o modelo (inspirada no de constelações) que permitisse a sua expansão para outros focos, tais como aquisições e entrega de serviços. O SEI publicou, em novembro de 2010, a versão 1.3 do CMMI, incluindo melhorias significativas, tais como o refinamento das áreas de processos dos níveis mais altos de maturidade para refletir outros modelos de melhores práticas do mercado (tais como métodos ágeis, Lean Seis Sigma, etc.), a simplificação do seu modelo de arquitetura e maior clareza nos termos do glossário. A principal mudança foi a eliminação das metas e práticas genéricas dos níveis 4 e 5 maturidade, assim como dos níveis de capacitação 4 e 5, uma vez que a aplicação dos níveis 1 e 3 nas áreas de processos dos maiores níveis de maturidade tem se mostrado suficiente para os objetivos de qualidade do modelo. 2.2 Visão Geral do Modelo O principal propósito do CMMI é fornecer diretrizes baseadas em melhores práticas pra a melhoria dos processos e habilidades organizacionais, cobrindo o ciclo de vida de produtos e serviços completos, nas fases de concepção, desenvolvimento, aquisição, entrega e manutenção. Neste sentido, suas abordagens envolvem a avaliação da maturidade da organização ou a capacitação das suas áreas de processo, o estabelecimento de prioridades e a capacitação das suas áreas de processo, o estabelecimento de prioridades e implementação de ações de melhoria. 2.3 Estrutura do Modelo

9 4 Cada organização possui o seu próprio modo operado e, consequentemente, uma forma particular de gerenciar mudanças nos seus processos organizacionais. Esta realidade, assim como o fato de que existem organizações de diversos tamanhos, é contemplada pelo CMMI, que oferece duas abordagens distintas para a sua implementação: a Abordagem por Estágios e a Abordagem Contínua. Atendendo a requisitos de componentização, a versão 1.3 do CMMI apresenta tais abordagens reunidas em um mesmo documento, dentro do escopo de cada constelação. Uma constelação é uma coleção de componentes gerada a partir do framework CMMI, que engloba um modelo fundamental, seus materiais treinamento e documentação relacionada a avaliações para conteúdo específicos adicionais é feita através de adições. As seguintes constelações fazem parte do escopo da versão 1.3 do CMMI: CMMI para Desenvolvimento: provem diretrizes para monitorar, mensurar e gerenciar processos de desenvolvimento. CMMI para Serviços: provê diretrizes para entrega de serviços dentro das organizações e para clientes externos. CMMI para aquisições: provê diretrizes para suporte às decisões relacionadas à aquisição de produtos e serviços. Os principais componentes da estrutura do CMMI estão representados e definidos a seguir:

10 5 Figura 1 - Componentes da estrutura do CMMI-DEV Áreas do Processo: conjunto de práticas inter-relacionadas que, quando executadas coletivamente, satisfazem um conjunto de metas consideradas importantes para realizar melhorias significativas em uma determinada área (possuem, como subcomponentes informativos, um objetivo, notas introdutórias e outras áreas de processos relacionadas). Metas Específicas: metas relacionadas a uma determinada área de processo, que descrevem o que deve ser realizado para assegurar que esta esteja efetivamente implementada. Práticas Específicas: descrições das atividades consideradas importantes para o atendimento de suas respectivas metas específicas. Podem ser detalhadas em subpráticas e possuem como saídas os produtos de trabalho típicos. Metas Genéricas: metas comuns, compartilhadas por múltiplas áreas de processo, que, quando atingidas dentro de uma área de processo específica, podem indicar se estão sendo planejadas e implementadas de forma efetiva, replicável e controlada. Praticas Genéricas: descrições das atividades consideradas importantes para o atingimento das suas respectivas metas genéricas w que garantem a institucionalização efetiva, repetível e controlada das áreas de processo. As práticas genéricas podem ser divididas em subpráticas e conter derivações específicas relacionadas a cada área de processo em que são aplicadas. 2.4 Abordagem de Implementação por Estágios Esta abordagem pode ser considerada uma evolução direta do CMM, uma vez que também é baseada em cinco níveis de maturidade: Inicial (1), Gerenciado (2), Definido (3), Gerenciado Quantitativamente (4) e Otimizado (5). Um nível de maturidade pode ser considerado um degrau evolucionário para a melhoria do processo organizacional como um todo e consiste em práticas específicas e genéricas que integram um conjunto predefinido de áreas de processo. O cumprimento das metas específicas e genéricas correspondentes a estas áreas

11 6 de processo é um pré-requisito para o atingimento do nível de maturidade correspondente. Figura 2 Estrutura do CMMI na abordagem por estágios Adaptado de SEI Exemplos: texto ou lista de itens para melhor clarificar um conceito ou atividade descrita:

12 7 Tabela 1 Áreas de processo por níveis de maturidade. Cada nível de maturidade possui algumas características que merecem destaque e devem ser levadas em consideração nas iniciativas de implementação Nível 2 (Gerenciado): - O foco é direcionado para práticas de gestão de projetos, indicando que, em uma organização ainda imatura, é mais prioritário aprender a planejar, controlar e gerenciar os projetos do que investir em técnicas e metodologias de desenvolvimento de produtos. - Gerenciar projetos envolve gerenciar, durante o seu andamento, os requisitos estabelecidos junto aos grupos interessados, a qualidade e a integridade dos produtos gerados, a aderência aos processos existentes e os acordos formalizados com os fornecedores envolvidos. - Há uma preocupação explícita em relação á criação de uma infraestrutura para medição e análise dos processos, para viabilizar o seu controle e gerenciamento efetivo. * Nível 3 (Definido): - O foco está no processo de engenharia de produtos, que espelha as fase de um ciclo de padrão: Concepção ( Desenvolvimento de Requisitos ). Nível (Gerenciado Quantitativamente): - A gestão quantitativa baseada em medições e indicadores cobre de forma integrada, todo o conjunto de processos organizacionais, assim como os projetos e respectivos produtos, como instrumento de suporte para atendimento dos objetivos de desempenho de processo e de qualidade.

13 8 - Os projetos e seus produtos, produtos assim como o processo organizacional, são controlados estatisticamente. Nível 5 (Otimizado): - O conceito de inovação organizacional integra os processos de gestão de mudanças tanto em processos como na tecnologia. - A importância de análise e da resolução das causas dos desvios é explicitamente enfatizada. A abordagem contínua de implementação Através desta abordagem, o CMMI permite que cada uma de suas áreas de processo seja implementada de forma independente e evolutiva, agrupando suas práticas genéricas e específicas em quatro níveis de capacitação: Nível 0 (Incompleto): o processo não é executado ou é parcialmente executado, ou seja, uma das metas específicas de sua área de processo não é satisfeita. Nível 1 (Executado): o processo satisfaz todas as metas específicas de sua área de processo e realiza o trabalho necessário para gerar os seus produtos. Nível 2(Gerenciado) o processo é planejado e executado de acordo com políticas organizacionais, utiliza pessoal habilitado e recurso adequados para gerar saídas de forma controlada e envolve os grupos, avaliado quanto á conformidade com sua descrição e ao desempenho previsto nos seus planos. Nível 3 (Definido): o processo é gerenciado e adaptado a partir de um conjunto de processos padronizados da organização, que, por sua vez, também evoluem continuamente. Cada nível de capacitação tem apenas uma meta genérica que descreve o grau de institucionalização que a organização deve atingir no processo através das práticas genéricas relacionadas Uma organização pode acompanhar a sua evolução na abordagem contínua do CMMI através de um perfil de níveis de capacitação, que consiste em uma visão das áreas de processo e dos seus respectivos níveis de capacitação, extraída em vários momentos dentro do programa de melhoria. Estes perfis periódicos podem ser comprados a um perfil alvo que represente os objetivos de melhoria da organização. Os perfis alvo podem ser dispostos em sequência ao longo do tempo, de forma que a organização tenha objetivos sucessivos de melhoria, caracterizando uma estratégia denominada target staging. Ao adotar esta estratégia, deve-se atentar para o fato de que há interdependências entre as práticas genéricas e outras práticas ou áreas de processo e que uma

14 9 prática genéricas e outras práticas ou áreas de processos que uma prática genérica não poderá ser considerada implementada enquanto todas as suas dependências não estiverem atendidas. 2.5 Aplicabilidade do modelo O CMMI pode ser implementado em quaisquer organizações cujo foco seja o desenvolvimento de produtos (sistemas em geral, software, hardware, etc.) par o atendimento de necessidades de clientes externos ou internos, utilizando ou não recurso ou serviços terceirizados. A abordagem por estágios é mais recomendada para organizações que preferem uma evolução gradual na sua capacitação, processo a processo, possibilitando uma evolução gradual na sua capacitação, processo a processo, possibilitando uma maior diluição do investimento a se feito no programa de melhoria ao longo do tempo (organizações de menor porte também podem).

15 10 3 CONCLUSÃO Neste trabalho abordámos o assunto CMMI que é um modelo de maturidade de qualidade de software, gestão em processo de desenvolvimento e concluímos que esse projeto foi fundamental na área de qualidade de sistema, abrangendo um conhecimento enorme por parte desse assunto, dando uma ideia da organização que uma empresa estruturada deve ter. Referir se concretizaram ou não todos os objetivos ou se não foi possível concretizar algum deles e explicar porquê. Este trabalho foi muito importante para o nosso conhecimento na area de desenvolvimento, facilitando a compreensão dos tópicos importante, dando um aprofundamento do CMMI, pois uma vez visto contribui para nortear um assunto tão importante e saber onde devemos aplicar essa metodologia.

16 REFERÊNCIAS 11

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