Os Aspectos Relevantes do Instituto do Cheque

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1 1 Os Aspectos Relevantes do Instituto do Cheque Kelsilene Cristine Abrantes Pires Beserra 1 Maria Bernadete Miranda 2 1. Introdução O cheque e o cheque pré-datado constituem um instrumento de pagamento amplamente difundido no comércio brasileiro já há alguns anos. A utilização, principalmente do cheque pré-datado é de extrema importância para um país no qual o poder aquisitivo da população em geral é baixo e inversamente proporcional ao desejo de consumir. Por isso, os consumidores precisam parcelar as suas compras de forma proporcional ao que percebem mensalmente. Sendo assim, a possibilidade encontrada pelos empresários para o consumidor dividir o valor total de suas compras em várias parcelas constitui um evidente atrativo. As formas mais comuns de oferecer ao consumidor esse atrativo são, portanto, o cartão de crédito, o boleto bancário e o cheque pós-datado, sendo os dois primeiros mais recentes que este último. Assim, o presente trabalho visa mostrar todos os aspectos relevantes do instituto do cheque e colocar em questão a natureza jurídica predominante do cheque pré-datado, diante da possibilidade de apresentação do mesmo antes da data previamente estipulada entre emitente e beneficiário. Todas as questões referentes ao cheque e ao cheque pré-datado serão cuidadosamente estudadas ao longo do presente trabalho, o qual se encontra didaticamente dividido em três partes. No primeiro capítulo, será feita uma breve explanação do surgimento do cheque no mundo e no Brasil, demonstrando seu nascimento, embora não se tenha uma época certa de seu surgimento em que todos os doutrinadores concordem, mas já no Brasil há uma concordância de época entre eles. É feita também uma explanação do conceito do cheque e de sua natureza jurídica e cambiária, como título executivo extrajudicial. 1 Bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade de Sorocaba Professora orientadora. Mestrado e Doutorado em Direito das Relações Sociais, sub-área Direito Empresarial, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora de Direito Empresarial na Universidade de Sorocaba, Uniso; professora de Direito Empresarial na União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo, Uniesp - São Roque; professora supervisora das Monografias Jurídicas e Diretora responsável pela Revista Eletrônica da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de São Roque - Fac. Advogada.

2 2 No segundo capítulo, será tratado de forma mais detalhada os requisitos essenciais e não essenciais do cheque, o porque do cheque não ter o aceite e de que forma será feito o endosso, o desapossamento e a rescisão do cheque. Também será explicado de que forma se dará o aval no cheque e as espécies de cheque existentes. E, ao final, no terceiro capítulo será tratada de forma detalhada a existência do cheque pré-datado no comércio, embora não exista regulamentação legal para o referido título de crédito, o mesmo é consagrado na prática comercial brasileira, sendo inclusive reconhecido pela doutrina e pela jurisprudência. Será visto também, quais os motivos para a sustação de um cheque, como fazer a cobrança judicial e quais as formas de cobrança existentes para o cheque. Neste capítulo também será tratado o protesto e a faculdade que a lei dá para não ser feito o protesto e se feito, como será seu cancelamento e por último, a prescrição e como um cheque mesmo estando prescrito, pode ser alvo de ações judiciais não executórias. 1. Origem do Cheque 1.1 Origem e história do cheque no Brasil Segundo a doutrina, há muitas controvérsias quanto à origem do cheque. Para FRAN MARTINS, inúmeros autores buscam a origem do título na mais remota Antigüidade e, (...) chega-se a dizer que possuíam características de cheque certos documentos, existentes no Egito antigo, contendo ordens de pagamento em favor de terceiros. Essa prática teria influenciado a Grécia e Roma, onde também tais ordens eram encontradas. 3 E, continua, esclarecendo que outros autores, negam tais documentos como antepassados do cheque, embora reconheçam que, (...) a partir da segunda metade da Idade Média, ordens de pagamento contra bancos, com algumas características dos cheques atuais, entre as quais o fato de poderem as mesmas circular e de haver responsabilidade dos que nelas lançavam suas assinaturas foram usuais em vários países da Europa. Esses documentos eram, entre outros, chamados de polizzenotatafede, e billsofsaccario, na Inglaterra. 4 3 MARTINS, Fran. Títulos de crédito, vol. II, 1995, p. 5 4 Idem, p.5

3 3 Em relação à Inglaterra, há unanimidade na doutrina, admitindo que neste país o uso do cheque se aprimorou, tornou-se conhecido e difundiu-se, no Século XVIII, (...) o cheque com as características atuais, surgiu, pela primeira vez (...) através de prática bancária adotada na Inglaterra. 5 Da Inglaterra o uso do cheque passou para os Estados Unidos e outros países, como a França, onde, desde 1826, com o Banco da França, os clientes podiam retirar dinheiro com o que era conhecido como mandatos bancários e com o mandatos vermelhos (mandatsrouges) podiam fazer transferências entre contas. Em 14 de julho de 1865 foi feita a primeira lei para regular o cheque na França, sendo modificada por outras leis fiscais, até finalmente, o Decreto-lei de 30 de outubro de 1935, que veio a adotar os princípios da Lei Uniforme resultante da Conferência de Genebra de 1931, sendo ratificada pela França por Lei em 8 de abril de Também, muito se discute, sobre a origem da palavra cheque, para alguns autores, ela proveio de Bill ofexchequer, que posteriormente, abreviado se tornou chequer e, finalmente, se transformando em check; já para outros, a palavra se originou do verbo inglês tocheck, que significa verificar, controlar. Por último, há os que acreditam ser sua origem na palavra francesa échiquier, tabuleiro de xadrez ou échec. Mas, o que se tem certeza é que o cheque ficou conhecido com esse nome na Inglaterra, nos fins do século XVII, sendo seu uso pelos grandes estabelecimentos de crédito na metade do século XIX. 6 No Brasil a primeira referência sobre o uso do cheque é a que constou do Regulamento do Banco da Província da Bahia, que foi aprovado pelo Decreto n.º 438, de 13 de novembro de Depois, em 22 de agosto de 1860 uma nova Lei n.º 1083, continha providências sobre os bancos de emissão, meio circulante e outras disposições necessárias para o uso do cheque, mas nesta lei a palavra cheque não era usada, e sim, recibos ou mandatos ao portador. A palavra cheque somente começa a ser usada pelo Decreto nº 149-B, de 20 de julho de 1893 que, dispondo sobre a reivindicação de títulos ao portador, rezava, no art. 16: As disposições desta lei não se aplicam aos seguintes títulos, sempre que forem ao portador: 5 ALMEIDA, Amador Paes de. Teoria e prática dos títulos de crédito, 2005, p.95 6 MARTINS, Fran. Títulos de crédito, vol. II, 1995, p.7.

4 4 a) Recibos e cheques ou mandatos passados para serem pagos na mesma praça, em virtude de conta corrente. 7 Somente em 1906, é que o Presidente Rodrigues Alves, por intermédio do Ministro da Fazenda, Leopoldo de Bulhões, confiou ao Dr. Ubaldino do Amaral, na época presidente do Banco do Brasil, a elaboração do anteprojeto de lei sobre a regulamentação do cheque no País. Este anteprojeto se transformou no Decreto-lei nº 2.591, de 07 de agosto de 1912, que vigorou durante muito tempo. Em decisão prolatada em 1971 pelo Supremo Tribunal Federal, o Brasil passa a adotar, mas com reservas o Decreto nº , de 07 de janeiro de 1966, resultante da Convenção de Genebra. Hoje, em nosso País, o cheque está disciplinado pela Lei nº 7.357, de 02 de setembro de 1985, que acolheu quase todos os princípios do direito chéquico uniforme. 1.2 Conceito O nosso ordenamento jurídico regula o cheque por Lei específica , de 2 de setembro de 1985 Lei do Cheque, sendo conceituado como uma ordem de pagamento, à vista, dada a um banco ou instituição assemelhada, por alguém que tem fundos disponíveis no mesmo, em favor próprio ou de terceiro. 8 ULHOA COELHO, diz em sua obra que: O cheque é uma ordem de pagamento à vista, sacada contra um banco e com base em suficiente provisão de fundos depositados pelo sacador em mãos do sacado ou decorrente de contrato de abertura de crédito entre ambos. O elemento essencial do conceito de cheque é a sua natureza de ordem à vista, que não pode ser descaracterizada por acordo entre as partes. Qualquer cláusula inserida no cheque com o objetivo de alterar esta sua essencial característica é considerada não escrita e, portanto, ineficaz (Lei , de 1985 Lei do Cheque, art. 32). 9 Por ser uma ordem de pagamento, o cheque é sempre dirigido a alguém para pagar a um terceiro ou ao próprio emitente. Portanto, as posições das pessoas no cheque são três: quem dá, emite, saca ou passa a ordem, é o emitente, conhecido também como passador ou sacador; a pessoa, banqueiro, que recebe a ordem para fazer o pagamento é o denominado sacado; e a pessoa a favor de quem é sacado o cheque se chama tomador, beneficiário ou portador. 7 Idem, p.8 8 MARTINS, Fran, opus cit., 1995, p.3 9 COELHO, Fábio Ulhoa. Manual de direito comercial, 1999, p.268

5 5 Entre a emissão do cheque e o pagamento há um prazo, que é considerado o fator tempo, necessário para o crédito, como também o fator confiança que sempre está presente, naquele que aceita um cheque como pagamento. Ficam assim, evidentes os dois fatores essenciais nos títulos de crédito: o tempo e a confiança. Mas, o cheque muitas vezes, tem outra função diferente: servir de saque de dinheiro pelo próprio sacador, sendo que, neste caso, o sacado e o favorecido são a mesma pessoa, assim, deixando o cheque de exercer a função costumeira de servir como pagamento, passa a ser uma forma de pedir de volta um bem depositado em mãos de outra pessoa. Sendo assim, faltam ao cheque os dois fatores essenciais do crédito, que é o tempo e a confiança. O tempo, pois a apresentação do cheque se dá na mesma ocasião do pagamento e a confiança, pois o banco não faz o pagamento em confiança, mas apenas devolve ao depositante um dinheiro em depósito, assim, o cheque neste caso, perde as características de um título de crédito. 1.3 Natureza jurídica e cambiária do cheque Para a doutrina majoritária, o cheque é um título de crédito, com características próprias. Uma de suas formalidades é ser uma ordem de pagamento à vista, que se emite contra um banco e a importância contida na folha de cheque, será paga a pessoa para quem se emitiu o cheque. Contudo, na definição de Giorgio de Semo apud Oliveira, O cheque é um título cambiário, à ordem ou ao portador, literal, formal, autônomo, abstrato, contendo a ordem incondicionada dirigida a um banqueiro, junto ao qual o emitente tem fundos disponíveis adequados, de pagar à vista a soma nele mencionada, vinculando, solidariamente, todos os signatários perante o portador e munido de força executiva 10 Apesar das controvérsias, o cheque é considerado um título de crédito com características próprias. 2 Requisitos do Cheque 2.1 Requisitos essenciais 10 OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Títulos de crédito pelo novo código civil, 2003, p.106

6 6 Requisitos são exigências feitas para que conste no documento determinados elementos. Requisitos essenciais do cheque são os elementos necessários para que o documento se forme como cheque, sem os quais não há como se considerar o documento como cheque. Conforme afirma Rosa Júnior: Requisito necessário é aquele cuja falta desnatura o documento como cheque [...]. 11 No caso do cheque, os requisitos essenciais estão previstos no artigo 1º da Lei n. 7357/85 e são eles: a) a denominação cheque inscrita no contexto do título e expressa na língua em que este é redigido; b) a ordem incondicional de pagar quantia determinada; c) o nome do banco ou da instituição financeira que deve pagar (sacado); d) a indicação do lugar de pagamento; e) a indicação da data e do lugar de emissão; f) a assinatura do emitente (sacador), ou de seu mandatário com poderes especiais Denominação cheque Este requisito trata-se de pressuposto formal de existência do próprio título, tipificando-se assim, o documento como cheque e diferenciando-o dos demais títulos de crédito. Segundo Negrão, Um documento que contenha todos os demais elementos do cheque, mas não contenha essa palavra cheque não pode ser admitido como tal, não se submetendo ao regime jurídico desse título Ordem incondicional de pagar quantia determinada Este requisito determina o que nossa lei do cheque chama de ordem de pagamento pura e simples, que não se impõe condições ou restrições ao terceiro ou mesmo ao próprio sacado quanto ao valor a ser recebido. Esta ordem de pagamento se refere à quantia que deve ser determinada, isto é, exata, certa, expressa em moeda nacional. De acordo com Oliveira, O valor deve ser indicado por extenso e algarismos, prevalecendo, no caso de discrepância entre ambos, o valor expresso por extenso. Feita a indicação da quantia em algarismos e por extenso, prevalece esta no caso de divergência. 11 ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p NEGRÃO, Ricardo. Manual de direito comercial e de empresa 2, 2011, p. 131

7 7 Indicada a quantia mais de uma vez, quer por extenso, quer por algarismos, prevalece no caso de divergência, a indicação da menor quantia Nome do sacado que deve pagar o cheque Este requisito determina que o nome do banco (sacado) ou instituição financeira que fará o pagamento do valor, deva constar no título, podendo haver mais de um banco ou instituição financeira, que serão solidários entre eles. Neste caso, esta condição é importante, porque o sacado é a quem o emitente dá a ordem de pagamento. Hoje o Banco Central também exige que conste o número da agência no cheque, em decorrência da multiplicidade de agência de um mesmo banco e faculta através da Circular nº 2.313, de 26/05/93 a inclusão da expressão pagável em qualquer agência no modelo- padrão do cheque Indicação do lugar do pagamento Neste requisito o local do pagamento deve constar no próprio cheque. Como o cheque é fornecido pelo banco sacado em talonário próprio já consta o nome do banco sacado, o número e o endereço da agência que fará o pagamento. De acordo com Negrão, A indicação do lugar de pagamento constitui importante dado para verificação do prazo para apresentação do cheque: quando emitido no lugar de pagamento, deve ser apresentado dentro de trinta dias da data de emissão; se emitido em lugar diverso ao de pagamento, esse prazo dilata-se para sessenta dias, conforme dispõe o art. 33 da Lei n / Indicação da data e do lugar da emissão Este requisito não é só exigência do cheque, mas de todo título de crédito e qualquer documento. Oliveira diz que, sempre que se assina um documento, deve-se indicar o local e a data da assinatura, pois, a partir daí começam os direitos e obrigações provocados pela assinatura Assinatura do emitente ou de seu mandatário com poderes especiais 13 OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Títulos de crédito pelo novo código civil, 2003, p NEGRÃO, Ricardo. Manual de direito comercial e de empresa 2, 2011, p OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Títulos de crédito pelo novo código civil, 2003, p. 103

8 8 Este requisito é considerado o principal, pois sem ele não haveria o título. A assinatura pode ser feita por chancela mecânica ou processo equivalente, desde que seja autorizada pelo banco sacado. Também, pode ser assinado por representação, como acontece com as pessoas jurídicas, onde os cheques de sua emissão são assinados por seus representantes legais. A questão que surge é em relação ao cheque em branco ou incompleto, onde faltam alguns requisitos, mas o emitente autorizou o preenchimento dos dados pelo portador. Neste caso, quando o emitente assina o cheque e o deixa em branco, responde diante dos eventuais portadores de boa-fé. Aplica-se, neste caso, o princípio da inoponibilidade das exceções; o emitente poderá opor exceção apenas ao primeiro favorecido, a quem autorizou o preenchimento Requisitos não essenciais Requisitos não essenciais são os elementos que se faltarem no documento, não o torna nulo, pois são supridos pela própria lei. Assim afirma Rosa Júnior: Requisito não necessário é aquele cuja falta é suprida pela lei, não desnaturando o documento como cheque. 17 No caso do cheque são dois os requisitos não essenciais: a) a indicação do lugar do pagamento; b) o lugar da emissão A indicação do lugar do pagamento Neste caso, a omissão desse requisito não oferece maiores problemas, porque o cheque obedece ao modelo padrão segundo normas do Banco Central. Sendo assim, se faltar o local do pagamento, este será o lugar designado junto ao nome do sacado, sendo vários lugares, o cheque é pagável no primeiro deles e se não existir qualquer indicação, será pago no lugar de sua emissão. De acordo com Rosa Júnior, A importância do lugar do pagamento decorre das seguintes razões: a) corresponde ao lugar onde o cheque deve ser apresentado e o prazo para a apresentação varia segundo os lugares de emissão e de pagamento (LC, art. 16 Idem, p ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p. 532

9 9 33); b) fixa o lugar do protesto por falta de pagamento, que, no entanto, também pode ser feito no lugar do domicílio do emitente (LC, art. 48, e LP, art. 6º); no lugar do pagamento também deve ser aposta a declaração da recusa de pagamento pelo sacado ou pela câmara de compensação, e esta declaração substitui o protesto (LC, art. 47, II, e 1º); c) elege o foro competente para a ação cambiária (CPC, art. 100,IV,d). Entretanto, admite-se que a ação seja proposta no lugar do domicílio do devedor, por aplicação da norma do art. 620 do CPC, por ser menos gravoso para o devedor e porque a norma do art. 100,IV,a, do CPC é estabelecida em benefício do credor. A ação contra os devedores indiretos deve ser proposta no lugar dos seus domicílios O lugar da emissão A lei também supre a possível ausência desse preenchimento, considerando emitido o cheque no lugar indicado junto ao nome do emitente, quando não indicado o lugar da emissão. Assim define Rosa Junior, O lugar da emissão do cheque é relevante em razão da diversidade de prazo legal para a sua apresentação ao sacado (LC, art. 33). Se, no entanto, o cheque não contiver o lugar da emissão e não houver referência a qualquer lugar junto ao nome do sacador, o documento não produzirá efeito como cheque O aceite O aceite é a declaração cambial do sacado de que se compromete a pagar o título, no seu vencimento. Essa declaração, ao convertê-lo em aceitante, torna-o o principal obrigado [...] (BULGARELLI). 20 E, sendo o aceitante o principal obrigado, não exonera os demais co-obrigados, mas deixa-os numa posição subsidiária. Conforme o artigo 6º da Lei n /85: O cheque não admite aceite, considerando-se não escrita qualquer declaração com esse sentido. Conforme a definição deste artigo fica muito clara a proibição de aceite no cheque, no sentido de não ocorrer o desvirtuamento desse título como ordem de pagamento à vista. De acordo com Restiffe Neto;Restiffe, Trata-se de autêntica medida de segurança em prol da estabilidade da organização bancária, pelo risco inerente ao instituto da aceitação cambial, porque não é função do depositário assumir encargos financeiros em cheque alheio, que extrapolem os limites da natureza do negócio jurídico de depósito do bem fungível (dinheiro do depositante emitente). A inaceitabilidade no cheque é categórica porque é incompatível a aceitação cambial com a natureza do cheque como instrumento de pagamento, de vez que o aceite é assunção de obrigação de pagamento não à vista, isto é, criando-se um dia de 18 ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p. 543 e Idem, p BULGARELLI, Waldirio. Títulos de crédito, 1998, p. 149

10 10 vencimento [...], que implica transformação arbitrária do título de pagamento à vista em título de crédito (a prazo), trasmudando o sacado em obrigado principal, exclusivo e excludente. 21 Sendo assim, fica impossível a admissão do aceite no cheque, por se tratar de ordem de pagamento à vista. 2.4 O endosso no cheque O endosso é uma forma de transmissão e se dá pela assinatura do favorecido no verso do cheque ou na folha de alongamento. Por ser o cheque uma ordem de pagamento à vista, a sua circulabilidade é mais restrita que nos demais títulos, sua vida deve ser breve, tanto que não há aceite e nem vencimento. Mas essa característica do cheque não impede a possibilidade de circulação por meio do endosso. Através do endosso o endossante torna-se co-devedor do título e está sujeito à execução, caso o cheque seja devolvido pelo banco por insuficiência de fundos. Também, pode o endossante não assumir nenhuma responsabilidade cambial em relação ao cheque, através da cláusula sem garantia admitida pelo endosso do cheque. Será considerado nulo o endosso parcial e o do sacado. O endosso parcial é impraticável, por ser o cheque um título de crédito e, como tal, indivisível, tanto o cheque como o direito nele incorporado. (OLIVEIRA) 22 O endosso do sacado é considerado nulo porque o sacado tem apenas a função de cumprir uma ordem de pagamento que lhe é dada pelo emitente, pagando o valor do cheque ao portador legitimado, sendo assim: [...] é nulo o endosso feito pelo sacado porque não pode pôr em circulação uma ordem de pagamento já cumprida, e, neste caso, seu endosso valeria como aceitação do cheque, por passar a integrar a relação cambiária como devedor, independentemente da existência de provisão de fundos na conta do emitente. (ROSA JÚNIOR, 2004) Modalidades de endosso As modalidades de endosso são: a) endosso próprio ou endosso impróprio; b) endosso em branco ou endosso em preto; c) endosso-quitação; 21 RESTIFFE NETO, P.; RESTIFFE, P. S. Lei do cheque: anotações à nova Lei do Cheque Nacional, conjugada com a Lei Uniforme de Genebra, 2000, p OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Títulos de crédito pelo novo código civil, 2003, p ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p. 551

11 11 d) endosso em cheque ao portador; e) endosso póstumo; f) endosso em cheque nominativo Endosso próprio ou endosso impróprio O endosso pode ser próprio, quando opera a transmissão dos direitos decorrentes do título (LC, art. 17), ou impróprio, quando gera apenas a transferência do exercício desses direitos [...]. (ROSA JÚNIOR) 24 No endosso impróprio a titularidade do crédito não é transferida Endosso em branco ou endosso em preto No endosso em branco o endossatário não fica designado, se caracteriza pela simples assinatura do endossante, válido somente quando lançado no verso do cheque ou na folha de alongamento. O portador do cheque poderá transformar o endosso em branco em endosso em preto colocando seu nome ou da outra pessoa, sendo assim, só poderá transferi-lo com novo endosso. E o endosso em preto é aquele que identifica o endossatário, o novo beneficiário do título Endosso-quitação O endosso-quitação é o mesmo que endosso ao sacado. Como o próprio artigo 18, 2º, da LC afirma: o endosso ao sacado vale como quitação, salvo no caso de o sacado ter vários estabelecimentos e o endosso ser feito em favor de estabelecimento diverso daquele contra o qual o cheque foi emitido. Este efeito da quitação vale como prova de que o banco cumpriu a ordem dada pelo emitente, pagando o cheque ao portador. Rosa Júnior também ressalta que este endosso tem força cancelatória como atestado de óbito do cheque, por extinguir as obrigações cambiárias dele decorrentes. 25 Já, no caso em que o sacado tem vários estabelecimentos, esse endosso se dará quando o portador do cheque apresentá-lo em estabelecimento diverso ao do local do pagamento, então, a agência que recebeu o cheque deverá entregá-lo na agência do lugar do pagamento para que se extingam as obrigações cambiárias Endosso em cheque ao portador 24 ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p. 552

12 12 Na realidade, o cheque ao portador não necessita de endosso para ser transferido, a transferência ocorre com a simples tradição do título. Mas, mesmo assim, o cheque ao portador pode ser endossado, vinculando assim o endossante e dando ao endossatário, além da garantia do endosso, a segurança na aquisição do cheque, por indicar a forma de como o adquiriu. (OLIVEIRA) 26 Neste caso, o endossante se torna responsável, nos termos das disposições que regulam o direito de ação, mas não converte o título num cheque à ordem conforme o artigo 23 da Lei n / Endosso póstumo O endosso póstumo é aquele feito após o protesto, ou declaração equivalente, ou à expiração do prazo de apresentação produz apenas os efeitos de cessão. Salvo prova em contrário, o endosso sem data presume-se anterior ao protesto, ou declaração equivalente, ou à expiração do prazo de apresentação conforme artigo 27 da Lei n /85. Neste caso, o cheque perde a sua cambiarização, mas não sua executividade, pois, ninguém o receberia como ordem de pagamento à vista Endosso em cheque nominativo O endosso em cheque nominativo produz apenas efeito de quitação pelo banco sacado, onde se comprova que o beneficiário recebeu a importância. O artigo 28 da Lei n /85 diz: o endosso no cheque nominativo, pago pelo banco contra o qual foi sacado, prova o recebimento da respectiva importância pela pessoa a favor da qual foi emitido, e pelos endossantes subsequentes. O cheque é emitido com natureza pro solvendo, onde a sua emissão ou a transferência não extingue, por si, a relação causal, isso só ocorrerá com o pagamento do cheque pelo sacado. No único do artigo 28 da Lei n /85, se permite indicar no verso do cheque a nota, fatura, conta cambial, imposto lançado ou declarado a cujo pagamento se destina, ou a outra causa de sua emissão. 2.5 Desapossamento do cheque O artigo 24 da Lei n /85 diz que: Desapossado alguém de um cheque, em virtude de qualquer evento, novo portador legitimado não está obrigado a restiuí--lo, se não 26 OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Títulos de crédito pelo novo código civil, 2003, p. 125

13 13 o adquiriu de má-fé. Este artigo protege o adquirente de boa-fé, que é detentor legítimo do cheque, assegurando-lhe a desobrigação de restituí-lo e somente aquele que de má-fé adquiriu o cheque é que terá que restituí-lo a vítima do desapossamento. Já, no caso de quem for vítima de desapossamento de cheque nos exemplos do parágrafo único do artigo 24, tem o direito de ação própria de anulação e/ou substituição no modelo processual. Note-se que o parágrafo único do art. 24 da Lei 7.357, ao enumerar paritariamente casos de não ilicitude (perda e extravio) e casos de ilicitude ou delituosos (furto, roubo, apropriação indébita), estabelece dois grupos de fatos heterogêneos relevantes ao fim visado, equiparando-os, homogeneizando-os nos seus efeitos quanto ao direito de ação assegurado à vítima do desapossamento [...] Recorrendo-se à disposição do art. 907 do CPC, a que faz envio o citado parágrafo único do art. 24 da lei interna do cheque, constata-se a seguinte complementaridade, quanto à legitimidade ativa da ação ali prevista para aquele que tiver perdido cheque, ou dele sido injustamente desapossado, seja o emitente ou coobrigado, seja o titular do direito. Poderá, pois, o desapossado: a) em caso de ser conhecido o destino do título, reivindicá-lo da pessoa que o detiver ilegitimamente; b) em caso de não ser conhecido o paradeiro do cheque, requerer-lhe a anulação (e, se for o caso, a sua substituição por outro). (RESTIFFE NETO; RESTIFFE, 2000) O aval Aval é a garantia prestada em forma cambial ao pagamento de um cheque, formalizada no próprio título ou na folha de alongamento, no anverso do cheque para não se confundir com endosso, sendo proibido o aval do sacado, pois o mesmo, não se obriga no cheque cambiariamente, mas apenas age como mandatário do emitente no cumprimento de uma ordem. O aval deve indicar o avalizado, pois, não o indicando será considerado avalizado o emitente e também, não aceita substituição do avalista. O aval é uma obrigação autônoma e independente das outras, vincula pessoal e diretamente ao portador do cheque o seu avalista e é formal, decorrendo da simples assinatura do avalista, pouco importando a sua causa ou origem. (MIRANDA) RESTIFFE NETO, P.; RESTIFFE, P. S. Lei do cheque: anotações à nova Lei do Cheque Nacional, conjugada com a Lei Uniforme de Genebra, 2000, p. 174 e MIRANDA, Maria Bernadete. A apresentação e o pagamento do cheque na Lei nº 7.357/85. Revista Virtual Direito Brasil, São Paulo n. 2, 2007, p.5. Disponível em: <http://www.direitobrasil.adv.br/index_arquivos/page1459.htm> Acesso em: 19 out

14 14 O artigo 29 da Lei n /85 diz que: o pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro, exceto o sacado, ou mesmo por signatário do título. O aval será mais usado no caso do cheque como garantia de dívida, assim afirma Restiffe Neto; Restiffe, Serve mais, ou excepcionalmente, quando o cheque é passado em garantia de dívida, no seu uso desvirtuado em título de crédito; ao ser cobrado em juízo contará com a sobregarantia prestada pelo avalista. [...] sua função é objetiva; distingue-se do endosso e aproxima-se da fiança. A função do aval é de garantia cambial, formal, abstrata e objetiva, que se distingue da típica fiança civil, que é subjetiva, e com esta também não se confunde, até porque gera efeitos jurídicos diversos. 29 O avalista se torna devedor cambiário, principal obrigado pelo pagamento a que se comprometeu perante terceiro e essa obrigação persiste erga omnes (perante qualquer portador). Tem também, responsabilidade solidária, isto é, obriga-se como se devedor principal fosse com o emitente e com o endossante, até o limite da obrigação que assumiu com cada um deles. Havendo vários avalistas a favor de um coobrigado, se um deles realizar o pagamento exonerará os demais, mas gerará a seu favor direito de regresso contra o avalizado e demais coobrigados do título. Contudo, entre os avalistas de um mesmo avalizado não há direito de regresso, porque não há, entre eles, qualquer relação cambial. 2.7 As espécies de cheque São várias as espécies de cheque, algumas elencadas na legislação, outras por usos e costumes mercantis. São elas: a) cheque ao portador; b) cheque visado; c) cheque cruzado; d) cheque para ser creditado em conta; e) cheque administrativo; f) cheque especial; g) cheque fiscal; 29 RESTIFFE NETO, P.; RESTIFFE, P. S. Lei do cheque: anotações à nova Lei do Cheque Nacional, conjugada com a Lei Uniforme de Genebra, 2000, p. 192

15 15 h) cheque postal; i) cheque de turismo Cheque ao portador O art. 8º, III, da Lei n /85 diz que: Pode-se estipular no cheque que seu pagamento seja feito: III ao portador. Cheque ao portador é aquele que não indica o beneficiário ou ainda, que tem em seu lugar inserida a expressão ao portador ou equivalente, também é considerado ao portador o cheque sem indicação do beneficiário. Desde o Plano Real que o cheque ao portador tornou-se limitado reservado aos emitidos em valor inferior a R$ 100,00, conforme artigo 69 da Lei nº 9.069/95 que diz: A partir de 1º de julho de 1994, fica vedada a emissão, pagamento e compensação de cheque de valor superior a R$ 100,00 (cem REAIS), sem identificação do beneficiário. O cheque ao portador é pagável a pessoa que o apresentar ao sacado, podendo ser transferido pela simples tradição Cheque visado O cheque visado está previsto no artigo 7º da Lei 7.357/85, definido como aquele em que se inscreve visto, certificação ou outra declaração equivalente feita a pedido do emitente, onde o sacado se obriga a debitar o valor indicado na conta do emitente e reservá-lo para o beneficiário durante o prazo de apresentação (trinta ou sessenta dias, conforme seja emitido no lugar onde será pago, ou em outro lugar, ou mesmo no exterior). Findo o prazo de apresentação, o banco (sacado) creditará o valor que foi separado à conta do emitente e, também antes desse prazo se o cheque lhe for entregue para ser inutilizado. Mesmo cessando os efeitos do visto, não invalidará o cheque, pois sendo apresentado e havendo fundos, o cheque será pago. Pontes de Miranda apud NEGRÃO, Indica a tríplice função do cheque visado: a) atestar que a assinatura do passador do cheque é autêntica; b) declarar que havia, no momento do visto, provisão suficiente e não ter o sacado, no momento do visto, o que opor ao pagamento; c) reservar-se a provisão. 30 O cheque visado é uma prática imposta pela necessidade das transações e não atesta apenas a existência de fundos, mas coloca este a disposição do portador e vincula o sacado, 30 NEGRÃO, Ricardo. Manual de direito comercial e de empresa 2: títulos de crédito e contratos empresariais, 2011, p. 143

16 16 aumentando assim, a confiança do portador do cheque. Não tem a intenção de garantir o pagamento, mas de atestar a existência de fundos, favorecendo a circulação do cheque. O cheque nominativo e ainda não endossado é o único que pode ser visado. Como afirma Ulhoa: O visto do cheque não exonera o emitente, endossantes e demais devedores, e não importa nenhuma obrigação cambial do banco sacado. 31 O banco (sacado) só poderá ser responsabilizado se não realizou à reserva que a Lei determina, isso em função das normas gerais da responsabilidade civil, por ato culposo e não em decorrência do direito cambiário Cheque cruzado Cheque cruzado é aquele caracterizado por duas linhas paralelas no anverso, lançadas pelo emitente ou por qualquer portador. O cruzamento do cheque tem a função de tornar seguro à liquidação de cheques ao portador, pois uma vez cruzado sempre será possível através de consulta ao banco, saber em favor de quem ele foi liquidado. Existem duas espécies de cruzamento: o geral ou em branco, que não identifica a conta ou o banco que deverá ser depositado no interior dos dois traços; e o especial ou em preto, que indica entre os dois traços a conta ou o banco que deverá ser depositado o cheque. O cruzamento geral ou em branco tem um primeiro efeito de que o banco (sacado) não poderá pagá-lo no caixa, mas somente a outro banco, através de crédito em conta. Sendo assim, o portador do cheque cruzado terá que depositá-lo em sua conta corrente para poder receber o valor do cheque. De acordo com Carvalho Mendonça apud OLIVEIRA, Desse modo o cheque sem perder a virtude da mobilidade oferece a maior garantia, pois o banco que o recebe para a cobrança tem o dever de certificarse da identidade do portador, o que poderia fazer o sacado, obrigado a pagálo imediatamente ao apresentante. A segurança é tão pronunciada que os ingleses expedem o cheque cruzado pelo correio em carta não registrada e até envelope aberto. O ladrão não teria vantagem, a menos que não se associasse com o banqueiro. 32 O cruzamento geral pode ser transformado em especial, porque não afetaria a vontade de quem colocou a cláusula, no caso, o emitente que fez o cruzamento. O cruzamento especial ou em preto tem indicado a conta ou o banco que deverá ser depositado entre as duas linhas paralelas e somente este é quem poderá receber o cheque. Se o tomador não possuir conta no referido banco, deverá contratar depósito bancário ou 31 COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial, 1999, p OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Títulos de crédito pelo novo código civil, 2000, p. 114

17 17 não aceitar o cheque com cruzamento especial. O cruzamento especial não poderá ser convertido em geral, para não diminuir a segurança da cláusula e assim, não contrariar a vontade do emitente que colocou a cláusula Cheque para ser creditado em conta Cheque para ser creditado em conta é aquele em que o emitente proíbe que o cheque seja pago em dinheiro, através de cláusula para ser creditado e a única forma de recebê-lo será crédito em conta. Esta cláusula constará em inscrição transversal, no anverso do cheque. O portador não precisa ter conta no banco (sacado), mas pode abrí-la com o próprio cheque, ou ainda, este cheque pode ser destinado ao pagamento de um débito do emitente, onde se dará a compensação. Diz Oliveira, mesmo que: [...] o emitente do cheque tem uma duplicata contra si, em cobrança num banco, e emite o cheque para pagar essa duplicata. Nesse caso, deverá constar no cheque o fim a que se destina: há neste caso uma compensação, com o cheque indo a débito do emitente e este recebendo um débito quitado. 33 O cheque para levar em conta causa a realização de dois registros escriturais para se dar a sua liquidação: primeiro tem-se o débito do valor do cheque na conta do sacador e segundo, faz-se o crédito na conta do beneficiário, só então, extinguindo-se o título Cheque administrativo Cheque administrativo também conhecido como cheque bancário é o cheque emitido contra o próprio banco (sacado), que não pode ser ao portador. Neste tipo de cheque o emitente e o sacado são a mesma pessoa, ou seja, o banco (sacado) é quem dá a ordem de pagamento e é seu destinatário. O cheque administrativo é proibido ao portador para não ser usado como um documento que venha substituir o curso da moeda, em razão da idoneidade financeira do sacador. Segundo Ulhoa, Serve essa modalidade de cheque ao aumento da segurança no ato de recebimento de valores. O vendedor de imóvel, ao outorgar a escritura ao comprador, em negócio à vista, normalmente exige o pagamento em cheque administrativo de banco de primeira linha, porque a probabilidade de esse título não ter fundos é remotíssima Idem, p COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial, 1999, p. 432

18 18 O cheque administrativo não aceita a revogação ou contra ordem, pois o emitente, que é o banco (sacado), seria o único com legitimidade para contra-ordenar o pagamento. O cheque administrativo acaba tendo algumas características da nota promissória, com as mesmas figuras (emitente e favorecido), sendo um título de crédito à ordem, emitido por um banco e pagável à vista. Também é conhecido como cheque comprado, porque o cliente deposita no banco a quantia do cheque e pede um cheque administrativo, que será debitado na conta do cliente Cheque especial O cheque especial é uma espécie de cheque que prestigia alguns clientes, disponibilizando à eles, movimentação em suas contas, mesmo que não tenham fundos disponíveis próprios. O banco cria uma linha de crédito ao titular da conta, através de um prévio contrato entre as partes, que pode ser sacado sem provisão de fundos. De acordo com Oliveira (2003), Também utilizado como a forma de cheque emitido, ou seja, aquele emitido sobre um critério decorrente de contrato preestabelecido entre sacador e sacado. Caracteriza-se pelo fato de poderem os seus emitentes ultrapassar, dentro de um certo limite e num determinado espaço de tempo (em regra de seis meses a um ano), a provisão efetiva que têm em poder do sacado, ao qual compete pagar tais cheques quando lhe forem apresentados. 35 No cheque especial sempre que o valor é utilizado, incide encargos financeiros durante o período em que a conta ficar a descoberto, é um crédito rotativo, porque o sacador poderá fazer depósitos para cobrir o valor retirado de sua conta e depois, utilizá-lo novamente. A Súmula 233 do STJ diz: O contrato de abertura de crédito, ainda que acompanhado de extrato da conta-corrente, não é título executivo Cheque fiscal Cheque fiscal é o cheque feito para devolução do imposto de renda da pessoa física que foi recolhido à maior, emitido pelo Poder Público. Tem por objetivo evitar o enriquecimento sem causa da União, regulados por Instruções do Ministério da Fazenda. Tem validade somente por seis meses, contados da data do saque (emissão), é nominal, isto é, o nome do contribuinte figura como beneficiário, contém a cláusula não à ordem, o que 35 OLIVEIRA, Celso Marcelo de. Títulos de crédito pelo novo código civil, 2003, p. 12.

19 19 não permite sua transferência por via endosso e resgatável pelos estabelecimentos bancários Cheque postal Cheque postal é um tipo de cheque encontrado frequentemente na Europa, caracterizam-se por serem emitidos pelas agências dos correios em decorrência de abertura de conta corrente junto à administração postal para essa finalidade. Como afirma Rosa Júnior, Os cheques postais correspondem, portanto, a simples autorizações de pagamentos, não se confundindo, desse modo, com as remessas postais de dinheiro de um lugar do país para outro. Os cheques postais não podem ser transmitidos por endosso ou cessão, e no Brasil nunca tiveram existência regular, embora previstos no art. 66 da Lei nº 7.357/85, que, no entanto, deixa claro que são regidos por legislação especial. 36 pessoas. São cheques usados com a finalidade de facilitar a circulação de dinheiro entre as Cheque turismo Cheque turismo (traveller s check) é aquele emitido por estabelecimentos bancários em favor de terceiro, sendo pago em qualquer agência do banco ou correspondentes no país ou no exterior. Surgiu como medida de segurança, para evitar o transporte de dinheiro, quando há o deslocamento de uma pessoa no território nacional ou no exterior, pode corresponder à moeda brasileira ou nacional de qualquer país. Para emissão desse cheque é necessário que o adquirente, cliente ou não do banco, realize um depósito junto ao banco no valor total da importância que consta no talonário, acrescido de um percentual, que será a remuneração do banco. Este valor fica em poder do banco, atendendo a utilização do adquirente. Tem uma natureza jurídica controversa, mas não corresponde ao cheque comum. Segundo Rosa Júnior, Os cheques de viagem apresentam as seguintes características: a) devem observar forma especial, que varia segundo o banco emissor; b) podem consistir em um único cheque ou em um talonário de cheques, dependendo da vontade do adquirente; c) não há risco de devolução por falta ou insuficiência de fundos por força da provisão específica; d) são pagáveis em qualquer ponto do território nacional ou no exterior; e) o adquirente deve 36 ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p. 622

20 20 lançar duas assinaturas para que possa utilizá-lo, sendo uma na sua parte superior, aposta na presença do banqueiro ao receber o talonário, e outra (contra-assinatura) na parte inferior, quando do recebimento do valor do cheque junto ao estabelecimento em que o cheque for apresentado e na presença do representante do pagante; a segunda assinatura deve conferir com a primeira, e essa dupla assinatura é que diferencia os cheques de viagem dos cheques bancários; f) o banco é ao mesmo tempo emissor e sacado, diferenciando-se dos cheques ordinários, onde existem três figuras jurídicas: sacador, sacado e tomador; g) devem ser nominais, com ou sem a cláusula à ordem; h) o valor de cada cheque já é predeterminado, em número redondo, dependendo da vontade do emitente, e, assim, um mesmo talonário pode conter cheques de valores diversos. 37 São cheques que podem ser endossados por conter a cláusula à ordem, mas apresenta uma particularidade de quem efetua o pagamento, que deve verificar se a assinatura do tomador é autêntica, aqui, não se aplica o princípio cambiário chéquico de que o sacado só é obrigado a verificar se o portador é legítimo, não tendo que apurar a autenticidade das assinaturas dos endossantes. Se houver furto, roubo, apropriação indébita, extravio etc. do cheque de viagem, o adquirente informando imediatamente o banco emissor, não sofrerá prejuízos, sendo-lhe fornecidos novos cheques no mesmo valor dos extraviados. Poderá também, devolvê-los ao banco quando não fizer uso do total dentro do prazo que ficou acordado. O prazo de validade varia conforme o banco emissor, mas a prática bancária internacional tem um prazo de doze meses contados da data da emissão do título. 3 Do Cheque Pré-Datado 3.1 Conceito e apresentação Cheque pré-datado ou pós-datado é aquele que tem a data posterior à data em que foi emitido. No mercado consumidor brasileiro, este tipo de cheque é o instrumento mais ágil e apropriado à documentação do crédito usado pelos empresários, fornecedores de mercadorias e serviços. Afirma assim Almeida, A sua crescente adoção pelo sistema de crediário em lojas e congêneres ampliou sensivelmente a sua circulação, antes restrita à agiotagem. 38 Para Negrão, A prática regular de emissão de cheques pós-datados é realidade que não pode ser desprezada pelo Direito. Reconhece-se tratar de instrumento de crédito eficaz e, também, sua sujeição à tutela de proteção por danos que possam advir ao emitente em razão do descumprimento por parte do 37 ROSA JÚNIOR, Luiz Emygdio F. da. Títulos de crédito, 2004, p ALMEIDA, Amador Paes de. Teoria e prática dos títulos de crédito, 2005, p. 137

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