A EXIGIBILIDADE DO CHEQUE SUSTADO

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1 FACULDADE DE DIREITO MILTON CAMPOS Maria Renata Fonseca Yarochewsky A EXIGIBILIDADE DO CHEQUE SUSTADO Nova Lima 2006

2 Maria Renata Fonseca Yarochewsky A EXIGIBILIDADE DO CHEQUE SUSTADO Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado da Faculdade de Direito Milton Campos, na área de concentração em Direito Empresarial, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Direito. Orientador: Prof. Dr. Wille Duarte Costa Nova Lima Faculdade de Direito Milton Campos 2005

3 Maria Renata Fonseca Yarochewsky A exigibilidade do cheque sustado Dissertação elaborada como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Direito, na área de concentração em Direito Empresarial, ofertado pela Faculdade de Direito Milton Campos, sendo apresentada perante a banca examinadora composta pelos ilustres juristas abaixo relacionados, na cidade de Nova Lima, em Prof. Dr. Wille Duarte Costa (Orientador) - Milton Campos Primeiro Examinador - Milton Campos Segundo Examinador - Milton Campos

4 Agradeço a Deus que me dotou de condições, várias, para chegar aonde cheguei. No início, de nada dispunha. No entanto, não me faltou apoio para o meu crescimento, nem luz bastante para clarear minhas idéias. Na certeza de ser ainda longo o meu caminho na busca do conhecimento e da sabedoria, continuo a agradecer, sempre.

5 Os animais se salvam pela ignorância e os anjos, pelo conhecimento; entre eles, o ser humano vacila, pende, hesita. RUMI.

6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO DO CHEQUE Definição e surgimento do crédito Origem histórica do cheque Conceito Requisitos do cheque Legislação aplicável Espécies de cheque Cheque visado Cheque administrativo Cheque cruzado Cheque ao portador Cheque à ordem Cheque nominativo Utilização prática e inadimplência no cheque Cheque sem fundos Cheque pré-datado DA FORMA E PROVA DO CHEQUE Rigor cambiariforme Declarações cambiais no cheque Apresentação e acatamento da ordem de pagamento... 39

7 4 CONTRA-ORDEM E OPOSIÇÃO Revogação ou contra-ordem Eficácia temporal da revogação Oposição ou sustação Autonomia e independência x sustação: situação conflitante Implicações da sustação de cheques Aspectos comuns e confrontantes entre os institutos da contra-ordem e oposição 52 5 DECLARAÇÕES DE VONTADE NO TÍTULO E FORA DELE Teoria da vontade Emissão: declaração de vontade APLICABILIDADE DA SUSTAÇÃO Oposição no cheque administrativo Dívida de jogo Morte ou incapacidade do emitente DO NÃO PAGAMENTO DO TÍTULO Ação cambial Cheque prescrito Defesa do executado A RESPONSABILIDADE CIVIL DA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA Responsabilidade civil - conceito Da responsabilidade subjetiva Da responsabilidade objetiva Da responsabilidade dos estabelecimentos bancários Prejuízo e dano A ilicitude e a culpa... 79

8 8.3 A atividade bancária à luz do CDC Da responsabilidade pelo pagamento de cheque sustado CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXO A - Lei do Cheque n. 7357/85 (DOU 02/09/85) ANEXO B - Resolução 2.747/2000 (BACEN) ANEXO C - Cheque sustado

9 8 1 INTRODUÇÃO A idéia de se dissertar sobre o presente tema nasceu de um questionamento eivado de indignação tecido por um estagiário que, com dúvidas, me procurou buscando auxílio e consolo frente à sua situação de impotência e incapacidade uma vez que a despeito de ser portador de um cheque, (título executivo, como haviam lhe ensinado) teria sido o mesmo, vítima do até então desconhecido golpe do não pagamento por sustação. As dúvidas pairavam na legalidade do ato a ele praticado, se seria costumeira tal prática, sobre a força executiva que teria tal título, se teria o mesmo se transformado em apenas mais um papel sem qualquer valor, qual seria o procedimento dali para frente, etc, etc, etc. E foi na esteira daquela situação fática tão próxima, que julgando-a verdadeira afronta não somente ao estagiário perdido mas a toda uma sociedade, é que tratei de me debruçar sobre o assunto, buscando elucidar incertezas que descobri no meu parco âmbito de conhecimentos jurídicos também habitarem. Portanto, tem esta dissertação a função de se analisar, através de questionamentos e exposições, as hipóteses e cabimentos de impedimento ao pagamento de cheques, que é sabido poder este ocorrer através dos institutos da oposição, vulgarmente conhecido por sustação ou da contra-ordem ou revogação, bem como transcorrer sobre a eficácia do cheque sustado ou revogado, enquanto título executivo em decorrência da possibilidade de haver se ordenado o não pagamento. Nosso objetivo é elucidar, ou ao menos suscitar questões ainda por vezes obscuras e construtoras de divergentes opiniões por parte de nossos doutrinadores e

10 9 juristas - quais seriam os motivos ensejadores da sustação ou revogação do pagamento do cheque. Muitos pontos são hoje pacíficos, mas muito ainda está por ser feito! Desenvolveremos o tema, excursionando por antigas épocas, tão remotas, onde só o que podemos é nos contentar em reter informações por vezes até divergentes, no que diz respeito ao nascimento de um documento que há muito incluíram na categoria de título de crédito e que então passaram a nomear como Cheque. Citaremos seus requisitos de validade, seus tipos, sua finalidade e forma de utilização e cobrança, levando sempre em boa conta que é o cheque grande propulsor de negócios empresarias e econômicos de uma sociedade, principalmente face à sua complexa circulação que guarda amparo na autonomia e literalidade inerentes. Discutiremos as hipóteses possíveis, permitidas e proibidas para o não pagamento, a autorização legal para o ato em si e, para tanto, nos esforçaremos em destacar o que vem a ser a tão subjetiva relevante razão de direito, enquanto motivo propício ao não pagamento, o que vem a ser a expressão da vontade e como esta se manifesta e gera responsabilidades perante as partes e a terceiros. Estudaremos os dois institutos, na medida em que ambos representam sob o prisma do banco sacado, uma diligência de caráter urgente, que se reveste da necessidade premente de se bloquear o pagamento, mas prescinde de outras conseqüências, evidenciando o aspecto jurisdicional de uma demanda, cujo desfecho, sabemos depender de análise minuciosa e comprovada de se ter ou não ocorrido um procedimento correto por parte do sacador, que emitiu a ordem de pagamento. Da análise das possibilidades de se impedir o não pagamento, certamente caberá deixar evidente que tal ato não descaracteriza o título enquanto representação

11 10 de um crédito, que poderá, desta feita, ser cobrado em juízo. Tudo com o intuito único de se demonstrar que a sustação, que nasceu para tranqüilizar e assegurar direitos dos correntistas, em algum ponto de seu caminho, teve sua finalidade desvirtuada, passando hoje a ser instrumento fácil e seguro de se fraudar a lei, evitando-se, através de forma legal, seja o nome do emitente de cheques sem fundos, inserido nos órgãos cadastrais de restrição ao crédito. Não obstante a isso, acrescentamos ser problemática a situação da sustação no pagamento do cheque, situação que se tornou corriqueira frente a facilidade da prática do ato conferida pela lei e aderida pelas instituições bancárias, surgindo daí os aspectos que ora apresentaremos pelo entrechoque na acirrada disputa entre a vontade do cliente da instituição e a do portador legitimado do título, e na aferição da responsabilidade da instituição bancária frente a ambos. Dissertaremos sempre com o escopo de trabalhar o Direito como um todo; por certo respeitando a especialização, mas acreditando que o Direito que se vê por um todo é visto de uma maneira melhor do que aquele que se esforça para ser visto em específico.

12 11 2 DO CHEQUE 2.1 Definição e surgimento do crédito Crédito. (Do lat. Creditu, pelo it. Credito) S.M. 1. Segurança de que alguma coisa é verdadeira;confiança Econ. Cessão de mercadoria, serviço ou importância em dinheiro, para pagamento futuro. 1 Segundo Luiz Emydio F. da Rosa Jr., a doutrina elaborou alguns conceitos econômicos de crédito e apresenta o citado autor alguns, citando então Charles Guide, Stuart Mill e Werner Sombart. Vejamos: a) crédito é a troca no tempo e não no espaço (Charles Guide); b) crédito é a permissão de usar capital alheio (Stuart Mill); c)- crédito confere poder de compra a quem não dispõe de recursos para realizá-lo (Werner Sombart). 2 Quanto a sua origem etmológica, certo é que o termo crédito deriva do latim creditum decorrente do italiano credere, que é confiar, acreditar, ter fé. Pode ainda o termo ter outros significados como por exemplo o direito que alguém tem em receber de outrem a prestação objeto de uma a obrigação, ou a confiança que uma pessoa inspira em outra, baseada em seus atributos morais. Significado este último que sabemos outrora ter sido tão largamente utilizado, quando outros eram os conceitos de moralidade e honestidade cultuados e na maioria das vezes a palavra bastava. Sob 1 2 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p ROSA JUNIOR, Luiz Emydio Franco da. Títulos de crédito. Rio de Janeiro: Renovar, p. 1.

13 12 este prisma, o elemento confiança, se analisado objetivamente, poderia se dizer hoje quase em extinção, já que as instituições financeiras, ao efetivarem operações de crédito, exigem toda a sorte de garantias a serem prestadas pelo financiado. Curioso é, o fato de tal elemento, ou seja, a confiança, em situação avessa, ser ainda praticado na prática da agiotagem, onde por proibição legal, não se institucionaliza a agente financeira, imperando portanto a confiança desta no financiado, sem nenhum respaldo. O outro elemento, o tempo, insta dizer, corresponde ao período entre o momento do cumprimento da prestação atual, por quem concede o crédito e o momento da prestação futura a ser satisfeita por quem o recebeu. Desta feita, o prazo decorre da própria noção de crédito. Ao longo da história da civilização humana, o homem, vivendo em sociedade, dotado de inteligência e guiado pelas suas necessidades, estabeleceu o conceito de crédito e a forma de pagamento dos bens cuja aquisição se fazia necessária à sua subsistência. Por certo é que, nos idos tempos, o que se operava era o escambo, onde cada indivíduo trazia à praça o que tinha em excesso e ali postulava o que necessitava. Desta prática de troca, surgiram e fizeram riqueza os mercadores, que viviam da comercialização destes excessos. Contudo, com o tempo, descobriu-se ser o escambo meio impróprio de se suprirem as necessidades, já que este limitava a troca, implicando, pois numa conexão de necessidades. Ou seja, quem tinha sal e precisava de açúcar, podia não conseguilo, pois quem tinha açúcar poderia não querer sal. Daí que, diante da instalada necessidade, uma vez mais dotado de inteligência, de inventividade, descobriu o homem que determinadas mercadorias

14 eram de maior necessidade e, portanto de maior e mais fácil comercialização, passando então a utilizarem-se destas como moeda de troca. 13 Fruto deste processo evolutivo de troca, surge a utilização do metal e das elaboradas técnicas de sua fundição, surgem as moedas, cunhadas pelos ourives da época. Sobre o tema, cita Othon Sidou: Os trapezitae, gregos, e os argentari, romanos, netos dos fenícios primevos, cujas transações se estendiam à Arábia, à África Central, à Espanha, à Inglaterra e o mar do Norte, incumbiam-se, mais requintadamente, das remessas de dinheiro para as mais diversas e distantes praças, mercê das relações que mantinham com outros banqueiros nelas estabelecidos, e sobre os quais sacavam as somas que lhes eram confiadas. Praticavam contratos de câmbio, mas desconheciam títulos de câmbio. 3 Neste momento, interessado, integra à relação o Estado, e a intervenção Estatal passa a fazer parte direta da distribuição de riquezas, quando, nas cidades italianas de Gênova e Veneza, os ourives, denominados (trapezitae e argentarii), entregaram à administração pública suas funções. De posse e responsabilizado pela confecção, guarda e circulação da moeda, passa então o Estado a fazer uso do papel e lança à sociedade, notas ou bilhetes, primeiros símbolos do dinheiro. A respeito, lembra o citado autor que, enquanto os romanos ainda manipulavam apenas o dinheiro metálico, os assírios, os fenícios, os egípcios e sobre tudo os helenos, já utilizavam a moeda-papel, sob a forma dos síngrafos, dos quirógrafos, dos bilhetes à ordem, dos empréstimos a risco, que acabaram sendo absorvidos pelos próprios romanos nas práticas mercantis em seu vasto império. Desta feita, a troca, longe de ser instintiva, veio se manifestando como expressão do raciocínio humano, de se verificar que, seja em forma de mercadorias como sal, açúcar, especiarias, seja sob a forma de metal, ainda por nós utilizado, a 3 SIDOU, J. M. Othon. Do cheque: lei nacional combinada com a lei uniforme, jurisprudência. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, p. 10.

15 unidade de valor encontrada foi fruto da sua evolução, e conseqüentemente, como forma de extinção desta obrigação, surge o crédito e o pagamento Origem histórica do cheque Antes de iniciarmos nosso estudo sobre o atual instituto do cheque, importante é que façamos uma viagem aos tempos passados, mais precisamente à idade média, nas pequenas cidades italianas onde nasceu a atividade mercantil. Foi com o exercício em grande escala da atividade de mercancia naquelas cidades que surgiu a necessidade de aquisição de bens para pagamento posterior, necessidade esta que mais tarde chamariam de crédito. Palavra de origem latina, que do italiano credere está em seu sentido ligada à idéia de acreditar, confiar, crer que o pagamento prometido no presente será futuramente realizado. Da observância desta necessidade de disponibilizar-se no presente, um valor futuro, a fim de que se pudesse adquirir determinado bem, surgem os documentos escritos, que incorporavam o crédito, fazendo-o não só garantir o negócio primário mas também possibilitando a circulação deste crédito confiado. Segundo a doutrina, os primeiros títulos de crédito foram a letra de câmbio e a nota promissória, desenvolvidos nas cidades italianas, durante a baixa Idade Média. Quanto à origem do próprio instituto do cheque, pouco se tem escrito em nossas doutrinas. Todavia, acredita-se que o documento nasceu derivado da letra de câmbio, há muito já utilizada, conforme acima citado. Historicamente a letra de câmbio provém do contrato de câmbio, que era toda permuta, principalmente a de dinheiro. Os negociantes de praças diferentes, quando da liquidação de suas operações, deviam

16 15 remeter o dinheiro e estavam sujeitos aos riscos de transporte, como a perda ou roubo. Institui-se então, o hábito de encarregarem-se pessoas para realizar este transporte por sua conta e risco. Lavrava-se com o notário, um documento que, como observa Bonelli, conteneva la menzione della moneta ricevuta e l obbligo di pagarne l iquivalente nel luogo e tempo stabilito per più o personalmente o per mezzo di mandatário, a colui Che diè il denaro o a um suo mandatário 4. Era a troca de pecúnia praesenti cum pecúnia absenti. Contudo, esta solução demonstrou-se insatisfatória porque se limitava a transferir o risco da perda do remetente, ao transportador do dinheiro. Surge então o câmbio trajetício, que consistia na troca de uma moeda independentemente de seu transporte. Operava-se a troca à distância, através da entrega da moeda pelo comprador em determinado local, para receber, em lugar diverso, outro tipo de moeda. Nesta operação, quatro pessoas tomavam parte: o devedor, o credor e dois depositários e realizava-se da seguinte maneira: o devedor de quantia certa (de residência em lugar diverso da do credor) entregava em sua cidade, a importância devida ao depositário, para efetuar o pagamento. Este, por sua vez, autorizava o depositário da cidade em que morava o credor, e com quem possuía dinheiro, a pagar-lhe o mencionado débito. Tal pagamento, naturalmente, deveria ser feito na moeda do lugar em que morava o credor. Tal operação, para muitos de nossos doutrinadores é nada mais nada menos que o nosso cheque em período embrionário, por assim dizer. Segundo registros históricos, na idade média, tais institutos, os chamados 4 BONELLI, Gustavo. Commentario al codice di commercio. Milão: Ed. Dott. Francesco Villardi, v. 3, p. 2.

17 16 mandatos de pagamento, eram utilizados pelo poder público, reis ingleses e imperadores alemães e isto lhes imprimia segurança e poder. Neste período, com o crescimento do comércio nas cidades italianas, os negociantes, para evitar os inconvenientes sobrevindos com a guarda e transporte de dinheiro, passaram a depositá-lo em estabelecimentos seguros, à semelhança de nossos bancos atuais. E dizem que foi daí que, à medida que tais cidades se desenvolviam comercialmente, ampliavam-se seus serviços bancários. Desta feita, os bancos lançavam em seus livros os depósitos e os clientes poderiam deles lançar mão, ou diretamente, comparecendo em pessoa para receber o dinheiro, ou indiretamente, por meio de títulos emanados dos bancos ou mandatos diretos dos depositantes. A despeito de terem sido identificadas origens remotas do cheque em outros locais, acredita-se que a Inglaterra foi o primeiro país em que o cheque se generalizou, motivo porque é apontado por muitos como pátria do cheque. Para grande parte dos doutrinadores, foi a Inglaterra o local de nascimento do título da forma como hoje se apresenta, com as chamadas Ordens de Pagamento dos Reis contra o Tesouro, posteriormente denominadas bills of exchequer. Tem-se que a raiz britânica do instituto evidencia-se por sua própria denominação, relacionada ao verbo inglês to check, que significa verificar, controlar. Ainda alguns outros doutrinadores sustentam que o termo cheque vem do francês ècheques, e que seria a França local de origem do documento de crédito. Roberto Barcellos de Magalhães, citando Muniz Barreto, assim ilustra: O instituto da compensação, como regulamento de liquidações bancárias, já tem longa tradição da antiguidade, pois desde a Idade Média já desempenhava papel

18 17 considerável nas Feiras de Lyon 5. Contudo e a despeito de serem vários os autores que discorrem sobre a origem do título que com propriedade tivemos a oportunidade de pesquisar, insta mencionar a respeitada opinião do Prof. Wille Duarte Costa, opinião esta da qual comungamos, e que diz que [...] na doutrina nada há que com segurança aponte com exatidão a origem do cheque 6. Portanto, ainda que não conheçamos com exatidão a origem do título, reconhecemos sim que certamente este nasceu da necessidade de se transportar com segurança a moeda da época, garantindo desta forma o pagamento/ recebimento de um crédito futuro. 2.3 Conceito Cheque é ordem de pagamento à vista, representada através de um título de crédito, sacada contra um banco e com base em suficiente provisão de fundos depositados pelo sacador em mãos do sacado ou decorrente de contrato de abertura de crédito entre ambos. Na concepção da vigente lei, o cheque pode ser definido como uma ordem de pagamento á vista, dada contra banco, com base em suficiente provisão de fundos, depositados pelo emitente ou provenientes de contrato de abertura de crédito. J. M. Othon Sidou, já propõe a seguinte definição descritiva de cheque: 5 6 MAGALHÃES, Roberto Barcellos de. Assinaturas falsas no cheque. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, p. 12. COSTA, Wille Duarte. Títulos de crédito. Belo Horizonte: Del Rey, p. 325.

19 [...] é uma ordem emitida contra um banco, ou ente assemelhado, para que pague à pessoa, em favor de quem se emite, ou ao portador, importância certa em dinheiro, previamente posta à disposição do emitente e que será levada à sua conta. É rigorosamente um título cambial e subordina-se às regras do direito cambial, notadamente no que toca à transmissibilidade e se refere a seu aspecto autonômico Da ordem contida no documento sempre destinada a um depositário dos recursos do sacador, revela-se uma peculiaridade da natureza do cheque - a de que o destinatário da ordem nele contida é o banco depositário que não assume, nem pode assumir, qualquer obrigação cambial pelo pagamento dessa ordem perante o credor, mas apenas o ônus de cumpri-la, se existirem fundos. Ou seja, a obrigação do destinatário instituição bancária existe apenas em relação ao cliente emitente e não face ao credor, que espera pelo pagamento. Por isso é que para muitos, o cheque deixa de ser título de crédito próprio, já que não contém real operação de crédito. Alguns outros autores atribuem ao cheque o caráter de ordem de pagamento à vista, negando-lhe por isto, a natureza de título de crédito. Contudo, dentre as demais evidências que adiante mais claramente falaremos, (endosso, aval, etc.) e que fazem do cheque exemplo claro de título de crédito, temos por certo que se os atributos da incorporação, da literalidade e da autonomia do direito são aplicáveis ao cheque, sua natureza outra não é que a de título de crédito. Ademais, se o cheque é documento necessário para o exercício do direito nele consignado, se perdido o cheque perdido estará o direito, não há como se ver nisso uma mera forma de pagamento e não um título de crédito! Ilustra o entendimento, a citação do renomado Prof. João Eunápio Borges: 7 SIDOU, J. M. Othon. Do cheque: lei nacional combinada com a lei uniforme, jurisprudência. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, p. 21.

20 19 Se porém o conteúdo do cheque é uma ordem cujo beneficiário a aceita, a título de pagamento, em dinheiro que lhe deve o emitente, se o cheque substitui - embora por prazo brevíssimo, mesmo que de horas ou minutos - o dinheiro devido, a qualquer título, pelo emitente; se se verificam, pois em relação ao cheque os dois elementos que caracterizam uma operação de crédito - a confiança e o prazo que intervem entre a promessa do devedor e a sua realização futura - é claro que o cheque, apesar de não passar normalmente de mero instrumento de retirada de fundos, ou de movimentação de conta bancária, é também um título de crédito. 8 Dentre os respeitados doutrinadores comercialistas, dúvida alguma paira acerca de ser o cheque verdadeiro título de crédito, dotados dos atributos da incorporação, literalidade e autonomia do direito nele contido, em perfeita adequação à definição de Vivante: Título de Crédito é o documento necessário para o exercício do direito literal e autônomo, nele mencionado Requisitos do cheque Prova do formalismo de que se reveste o instituto ora em estudo, formalismo este que mais adiante citaremos sob o título rigor cambiariforme, já em seu primeiro artigo, preocupou-se a lei em elencar os requisitos essenciais à sua forma, sendo eles: I-a denominação cheque inscrita no contexto do título e expressa na língua em que é redigido; II - a ordem incondicional de pagar quantia determinada; III - o nome do banco ou instituição financeira que deve pagar; IV - a indicação da data e do lugar de emissão; VI - a assinatura do emitente ou de seu mandatário, com poderes especiais. Sobre o emprego do termo cheque na cártula, comenta Othon Sidou: O obrigatório emprego da expressão cheque para personalizar o título, sine qua non de sua existência como tal, deriva dos princípios de escrúpulo do 8 9 BORGES, João Eunápio. Títulos de crédito. São Paulo: Malheiros Editores, p VIVANTE, Cesare apud COSTA, Wille Duarte. Títulos de crédito. Belo Horizonte: Del Rey, p. 23.

21 20 direito cambiário, cujas obrigações nascem para ter circulação ampla, envolvendo interesses de enésimas pessoas. Prevalece este princípio em todos os títulos cambiários. Nem a letra de câmbio nem a nota promissória vale como tal se no texto estiver omisso o designativo que lhe assegura reconhecimento instantâneo. 10 Em relação à ordem de pagar determinada quantia, a lei também exige que haja provisão de fundos em nome do emitente, em poder do sacado, sejam estes fundos provenientes de soma de dinheiro depositado, seja através de crédito concedido àquele, como exemplo o cheque especial. Mister esclarecer que não basta a existência de fundos, mas sim que estes estejam disponíveis, hipótese que, a ausência de fundos, a despeito de frustrar o pagamento, não descaracteriza o documento, nem a ordem incondicional nele contida. Quanto ao banco ou da instituição financeira que deve pagar, insta lembrar e mais adiante trataremos sobre o tema responsabilidade, que a apresentação para pagamento ao sacado, constitui o momento crucial da vida do cheque e, é para o sacado, aquele momento em que se fixa a sua responsabilidade, seja por acolher uma ordem de pagamento às vezes fraudulentamente emitida, seja por deixar de cumpri-la. Já quanto a indicação do lugar do pagamento, a folha de cheque deve indicar o lugar de pagamento do título, que poderá ser o local da agência onde o sacador emitente possuir conta ou qualquer outra agência do sacado. O art. 2º da Lei do Cheque esclarece que, na falta de indicação especial, é considerado o lugar de pagamento o designado junto ao nome do sacado; se designado vários lugares, o cheque é pagável no primeiro deles; não existindo qualquer indicação, o cheque é pagável no local de sua emissão, portanto, de se concluir ser o presente requisito suprível e não essencial. 10 SIDOU, J. M. Othon. Do cheque: lei nacional combinada com a lei uniforme, jurisprudência. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, p. 24.

22 21 Dentre os mais importantes requisitos do cheque certo é que a data apresenta papel relevante já que é ela marco inicial das contagens de prazos de apresentação do cheque ao sacado, e conseqüentemente da prescrição da ação executiva. Por fim, no que tange à assinatura do título, no nosso entendimento, a mais pura manifestação da vontade do emitente, a exigência legal paira sobre a competência para tal ato, uma vez que esta só poderá ser aposta por quem detenha poderes para tanto. Ainda quanto à forma que assume o título, tem-se que é o cheque um título de crédito de modelo vinculado, ou seja, tem forma específica determinada por lei. Portanto, um cheque só será tido como tal se lançado em formulário próprio fornecido, por talão padronizado, pelo próprio banco sacado, atendendo as especificações do Banco Central do Brasil (BACEN - Anexo B). 2.5 Legislação aplicável A primeira referência oficial que se fez ao instituto do cheque no Brasil foi em 1845, cujo regulamento, aprovado pelo Decreto n. 438 estabelecia que um dos objetivos do banco era receber gratuitamente o dinheiro de qualquer pessoa em conta corrente e efetuar os respectivos pagamentos e transferências. Não obstante o instituto cheque ter sido tratado e regulamentado através da Lei n em 1860, não com o nome cheque, mas mandato ao portador, foi em 1893 que se atribuiu ao título o nome de cheque. Após algumas outras legislações esparsas, o cheque veio então a ser

23 22 oficialmente regulado pela Lei n de 1912, que vigorou até 1966, quando o Decreto n /66 incorporou a Lei Uniforme de Genebra sobre cheques, de 1931, cuja efetiva vigência entre nós só foi aceita após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de Em setembro de 1985 foi promulgada a atual lei do cheque, Lei n /85, que substituiu a lei Uniforme e passou a disciplinar o instituto no Brasil, sendo certo que tal lei, nos dizeres de Fran Martins é na realidade uma consolidação dos princípios da Lei Uniforme sobre o cheque e das leis que anteriormente regularam este título 11. Ou seja, a Lei Uniforme passou a ser fonte residual a ser aplicada e interpretada em conjunto com a Lei do Cheque, que por sua vez, formou-se pela orientação da norma de Genebra. 2.6 Espécies de cheque Cheque visado É a modalidade de cheque onde por um visto ou outra declaração equivalente, o banco obriga-se a debitar na conta do emitente a quantia indicada no cheque e reservá-la em benefício do portador durante o prazo de apresentação, sem que fiquem exonerados o emitente, endossantes e demais coobrigados. Importante aqui lembrarmos que o visamento do cheque apresenta-se como 11 MARTINS, Fran. Títulos de crédito. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense, v. 2, p. 10.

24 23 mais uma forma de se assegurar o pagamento do título, sendo certo que, se o banco deixar de proceder a esta obrigação legal de, mediante a manifestação do emitente, verificar a existência de fundos e apinhar na cártula a sua chancela de modo a bloquear a importância, que necessariamente fica desvinculada da conta corrente do emitente e reservada, responderá este pelo pagamento do cheque ao credor. Isto não significa entretanto, que o sacado tenha obrigação cambial e sim responsabilidade decorrente da inobservância de determinação legal e não do título de crédito. A obrigação do banco sacado no caso é contratual. A legalização desta modalidade apresenta-nos tipificada e regulamentada na Lei n. 7357/85 no seu art. 7º e respectivos parágrafos: Art. 7º - Pode o sacado, a pedido do emitente ou do portador legitimado, lançar e assinar, no verso do cheque não ao portador e ainda não endossado, visto, certificação ou outra declaração equivalente, datada e por quantia igual à indicada no título. 1º- A aposição de visto, certificação ou outra declaração equivalente obriga o sacado a debitar à conta do emitente a quantia indicada no cheque e a reserva-la em benefício do portador legitimado, durante o prazo de apresentação, sem que fiquem exonerados o emitente, endossantes e demais coobrigados. 2º - O sacado creditará à conta do emitente a quantia reservada, uma vez vencido o prazo de apresentação; e, antes disso, se o cheque lhe for entregue para inutilização Cheque administrativo É uma ordem de pagamento à vista que um banco emite contra qualquer um de seus estabelecimentos, de pagamento assegurado e aceitação legalmente obrigatória, onde sacador e sacado se identificam. Deste modo, o correntista solicita à instituição financeira que emita o cheque em seu nome ou seja, diretamente em favor da pessoa na qual irá efetuar o

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