Perfil Sócio Econômico das Favelas da Cidade do Rio de Janeiro *

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1 Perfil Sócio Econômico das Favelas da Cidade do Rio de Janeiro * Maria Beatriz Assunção Mendes da Cunha 1 Resumo O objetivo deste trabalho é identificar as principais características da população residente em algumas favelas do Rio de Janeiro, e, a partir deste diagnóstico, traçar as peculiaridades em relação à Região Metropolitana do Rio (), de forma a melhor entender as suas dificuldades. A partir de tabulações específicas da Pesquisa Sócio Econômica das Comunidades de Baixa Renda 2 (PSECBR), da Pesquisa Mensal do Emprego (PME/IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), foram construídos indicadores para 41 favelas e para a que abordam os seguintes temas: demografia, educação, trabalho, desigualdade e pobreza. No tocante aos aspectos demográficos, analisamos a composição da população, a estrutura familiar e a imigração. Inicialmente, observamos, como esperado, que o número médio de pessoas na família nas comunidades varia de 3,1 a 3,7, ficando sempre acima da (3,1). Quanto à estrutura etária, há muito mais jovens e crianças e menos velhos nas comunidades do que na. Isto pode ser comprovado pelo baixo índice de envelhecimento das favelas. Por outro lado, a razão de dependência é bastante expressiva, mostrando que nestas áreas existem mais pessoas (sobretudo jovens e crianças) que dependem da população ativa. Quanto à imigração, a maioria da população residente nestas favelas, que não veio do Estado do Rio de Janeiro, é proveniente da Região Nordeste e do estado de Minas Gerais. Em relação às características educacionais, os principais indicadores utilizados são: a taxa de analfabetismo (para os maiores de 15 anos de idade) e a defasagem escolar média, que mede o atraso escolar das crianças de 10 a 14 anos de idade. A taxa de analfabetismo da é 4,5% 3, inferior ao valor encontrado para as favelas analisadas. Em algumas, ressalta-se que esta taxa é incrivelmente alta, ultrapassando os 17,0%, como em Ladeira dos Funcionários (19,5%), Parque Proletário Grotão (17,4%) e * Este trabalho foi apresentado no XV ENESTE Encontro Nacional dos Estudantes de Estatística, realizado em Julho de 2000 em Natal/RN. O trabalho foi feito com a orientação de Danielle Carusi Machado (Secretaria Municipal do Trabalho). Agradecimentos à equipe do Sistema de Informações da Secretaria Municipal do Trabalho. 1 Escola Nacional de Ciências Estatísticas e estagiária da Secretaria Municipal do Trabalho da Cidade do Rio de Janeiro. 2 A PSECBR foi realizada em 41 áreas atendidas pelo Programa Favela-Bairro (programa implementado no âmbito da Prefeitura do Rio de Janeiro com o objetivo de integrar a cidade informal/favela à cidade formal/bairro através da implantação de serviços sociais, equipamentos públicos e infra-estrutura urbana) no intuito de se conhecer as especificidades locais existentes, no tocante aos aspectos relacionados ao emprego, rendimento, associativismo e cidadania dos moradores. 3 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1998 (PNAD/IBGE). 1

2 Morro do Fubá (17,3%). Em termos de defasagem escolar média, os dados mostram que a situação é muito similar a da, ou seja, as crianças de 10 a 14 anos de idade estão em média com 1,5 ano de atraso escolar. Para algumas comunidades, no entanto, a situação é mais dramática, como Morro dos Prazeres (2,3 anos de defasagem escolar média). Mostraremos, portanto, que o analfabetismo e a baixa escolaridade são mais intensos entre as pessoas situadas nas faixas etárias mais elevadas. No tocante aos indicadores de trabalho, analisamos os aspectos relacionados à oferta de trabalho (taxa de participação e população economicamente ativa), à demanda de trabalho (inserção dos moradores na atividade econômica, por setor de atividade e por posição na ocupação, bem como o nível de renda), e, por último, ao desemprego (taxa de desemprego aberto e percentual de chefes de família desempregados). A população economicamente ativa das 41 comunidades pesquisadas é de 97 mil pessoas, correspondendo a 2,2% da PEA total da Região Metropolitana do Rio de Janeiro () 4. Para praticamente todas as comunidades, a taxa de participação no mercado de trabalho fica acima da registrada no mesmo mês para a. Cerca de 53% dos moradores das comunidades de baixa renda com mais de 15 anos de idade estão ocupados, ou seja, aproximadamente 85 mil pessoas, absorvidas principalmente nos setores de serviços, comércio e indústria, em ordem de importância. A taxa de desemprego pode ser considerada bastante alta se compararmos com a da (6,3%, em março de 2000). As comunidades que mais contribuíram para esta alta taxa foram: Ladeira dos Funcionários (18,6%), Morro da Fé (18,0%) e Parque Royal (17,7%). No bloco pobreza, definimos duas linhas de pobreza: ½ e 1 salário mínimo (SM). A partir daí, calculamos a proporção de pobres (PV0), ou seja, porcentagem de pessoas com renda familiar inferior a estes valores. Observamos que para as duas linhas de pobreza, o número de pessoas consideradas pobres, conforme esperado, é maior nas comunidades que na. Quanto à desigualdade, analisamos a relação entre as rendas dos mais escolarizados (mais de 12 anos de estudo) e dos menos escolarizados (menos de 4 anos de estudo), considerando que a escolaridade exerce grande influência no diferencial de rendimentos das pessoas. Os dados mostram que a desigualdade de renda entre estes dois grupos é mais baixa que na, como um todo. 4 A PEA total da é de (média anual de 1999), segundo os dados da PME/IBGE. 2

3 A partir dos resultados encontrados no trabalho, pretende-se verificar as principais dificuldades das comunidades de baixa renda quanto aos aspectos demográficos, educacionais e de trabalho, e destacar as diferenças em relação a. 3

4 Perfil Sócio Econômico das Favelas da Cidade do Rio de Janeiro * Maria Beatriz Assunção Mendes da Cunha 5 I Introdução Ao longo dos últimos anos, houve uma deterioração da situação social nas grandes metrópoles urbanas, resultando em aumento, não só do número de favelas, mas também, da população residente nestas áreas. No caso da cidade do Rio de Janeiro, segundo dados do Anuário da Cidade do Rio de Janeiro (1998), cerca de 17,2% da população residia em favelas no ano de 1996, representando um crescimento de 7,9% em relação a Em face de esta situação, a partir de 1994, foi criado um programa pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Favela Bairro 6, que visa integrar as favelas à cidade formal através da realização de obras de infraestrutura urbana e da adoção de políticas sociais e de trabalho. Este artigo se baseia nos dados da Pesquisa Sócio Econômica das Comunidades de Baixa Renda (PSECBR), projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal do Trabalho nas áreas atendidas pelo Favela Bairro. O objetivo principal desta pesquisa foi fornecer informações sobre o perfil sócio econômico dos moradores e as características dos estabelecimentos/negócios existentes nas comunidades atendidas pelo Favela-Bairro, com intuito de melhor adequar os instrumentos de políticas públicas a serem implementados, sobretudo da Secretaria Municipal do Trabalho (daí seu foco ser predominantemente na seção trabalho e atividade econômica) que surgiu no ano de O enfoque deste trabalho será na análise e apresentação dos principais dados de domicílios de 41 comunidades abrangidas pela PSECBR, comparando-os com as informações disponíveis para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Através deste paralelo, entenderemos as principais dificuldades * O trabalho foi feito com a orientação de Danielle Carusi Machado (Secretaria Municipal do Trabalho). Agradecimentos à equipe do Sistema de Informações da Secretaria Municipal do Trabalho. 5 Escola Nacional de Ciências Estatísticas e estagiária da Secretaria Municipal do Trabalho da Cidade do Rio de Janeiro. 6 O Programa Favela-Bairro é coordenado pela Secretaria Municipal de Habitação e atende 105 comunidades, beneficiando aproximadamente 450 mil pessoas. 4

5 encontradas pelos moradores das favelas no contexto do Rio de Janeiro, e também, as especificidades de cada localidade. 7 O trabalho está dividido em 8 seções, incluindo esta. Na próxima seção apresentamos a metodologia, a fonte de dados e as principais categorias utilizadas. O objetivo é esclarecer alguns conceitos usados na PSECBR, uma pesquisa inédita restrita as favelas inseridas no Programa Favela Bairro da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e demonstrar sua comparabilidade com as pesquisas realizadas pelo IBGE, sobretudo no tocante ao aspecto trabalho. As seções seguintes abordarão os temas: demografia, educação, trabalho, desigualdade e pobreza. Serão apresentados os principais resultados para todas comunidades de baixa renda, sempre comparados com os resultados da. Na última seção, apresentamos as considerações finais com base nos resultados dos blocos estudados. II Metodologia II.1 Fonte de dados Os dados utilizados neste trabalho são da PSECBR, realizada pela Sociedade Científica da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (SCIENCE). 8 Esta pesquisa foi realizada através de uma amostra probabilística de unidades domiciliares. O seu desenho amostral é de uma amostragem de conglomerados em um estágio (onde o domicílio é o conglomerado de moradores). 9 O tamanho da amostra de unidades domiciliares foi estabelecido visando obter estimativas de proporções referentes a alguns atributos de domicílios e dos moradores (por exemplo, distribuição do número de pessoas por sexo ou distribuição do número de domicílios segundo a condição de ocupação), com erro máximo absoluto de 5% com grau de confiança de 95%. A amostra final resultou um total de 7 O artigo não enfatiza a diferença entre o impacto do cenário econômico nos moradores das comunidades de baixa renda e nos moradores da. Possivelmente, o morador de uma favela é mais atingido durante um período de recessão econômica que um morador da. 8 Para maiores detalhes, ver Anexo II. 9 A população alvo da pesquisa é formada por domicílios e moradores das comunidades, residentes em domicílios particulares permanentes ocupados. 5

6 17961 domicílios, sendo especificado abaixo, a fração de amostragem correspondente a cada comunidade. As definições são praticamente similares às empregadas na Pesquisa Mensal do Emprego. Com relação ao bloco trabalho, da mesma forma que na PME, a taxa de desemprego calculada refere-se ao desemprego aberto, ou seja, pessoas que não tinham trabalho, num determinado período de referência (semana de referência), mas estavam dispostas a exercer alguma atividade, e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva (consultando pessoas, jornais, etc.). A ocupação e as classificações de setor de atividade e forma de inserção na economia (trabalhador por conta própria, empregado com ou sem carteira de trabalho assinada, empregador, etc) também são semelhantes às adotadas na PME. 10 Foram consideradas como ocupadas na semana de referência, as pessoas que tinham trabalho durante todo ou parte desse período. Incluíram-se, ainda, as pessoas que não exerceram o trabalho remunerado que tinham na semana de referência por motivo de férias, licença, greve, etc. No tocante à escolaridade, considera-se sempre o grau de instrução completo. As tabulações feitas para taxa de analfabetismo levam em conta a proporção de pessoas que não sabem ler e escrever sobre do total de pessoas na comunidade. O mesmo indicador foi feito para a, através da utilização da PNAD, fonte de dados também foi utilizada para o cálculo da defasagem média escolar, tendo em vista que esta questão não é abordada na PME. 10 Neste ponto, ressaltamos que na PSECBR foi criada uma categoria específica para o Trabalhador doméstico (pessoa que trabalhava prestando serviço doméstico remunerado em dinheiro ou benefícios, em uma ou mais unidades domiciliares). O trabalhador doméstico é um empregado doméstico, inserindo-se no conceito da PME como empregado com ou sem carteira de trabalho assinada. As pessoas que exercem alguma atividade doméstica de forma autônoma são contabilizadas na categoria de trabalho por conta própria. 6

7 Quadro I: Comunidades de baixa renda pesquisadas: amostra, fração de amostragem e período de referência Comunidade Contagem (ZONA NORTE) Amostra (n) Fração de amostragem (%) Período de referência Parque Royal ,0 Dez/97 Chácara Del Castilho ,0 Mar/98 Fernão Cardim ,3 Mar/98 Ladeira dos Funcionários/Pq. São Sebastião/Vila Clemente Ferreira ,3 Mar/98 Caminho do Job ,0 Abr/98 Morro da Fé ,7 Abr/98 Morro União ,0 Abr/98 Mata Machado ,1 Mai/98 Parque Proletário Grotão ,3 Mai/98 Serrinha ,3 Mai/98 Canal das Tachas ,1 Jun/98 Três Pontes ,3 Jun/98 Andaraí / Jamelão / Arrelia ,0 Ago/98 Morro do Escondidinho ,0 Ago/98 Morro dos Prazeres ,5 Ago/98 Vila Cândido/Guararapes/Cerro Cora ,2 Set/98 Buriti Congonhas/Faz Quem Quer/Morro do Sapê/Moisés Santana ,0 Out/98 Floresta da Barra da Tijuca ,4 Out/98 Morro do Sossego ,0 Out/98 Morro dos Telégrafos ,0 Out/98 Vidigal ,0 Out/98 Mangueira/Pq.Candelária ,0 Nov/98 Tuiuti ,3 Nov/98 Borel/Chácara do Céu ,0 Dez/98 Fazenda Mato Alto ,1 Dez/98 Morro da Formiga ,3 Dez/98 Salgueiro ,3 Dez/98 Vila Sapê ,0 Dez/98 Nova Aliança ,0 Jan/99 Parque Boa Esperança ,0 Jan/99 Parque Vitória/Quinta do Caju ,0 Jan/99 Jacarezinho ,4 Fev/99 Morro da Bacia / Encontro Fev/99 M. Sereno/R. Frei Gaspar 279/Morro da Caixa D'Água/M. do Caracol ,0 fev/99 Morro do Urubu ,4 fev/99 Bairro Proletário do Dique ,0 out/99 Divinéia ,3 out/99 Santa Maria ,0 out/99 Morro da Casa Branca ,0 nov/99 Morro do Fubá ,0 nov/99 Vila Campinho ,0 nov/99 II.2 Variáveis utilizadas Neste trabalho as comunidades serão analisadas por blocos de indicadores construídos a partir de tabulações específicas da PSECBR (pesquisa de domicílios). Utilizaremos alguns indicadores elaborados por Cortez e Oliveira (1999), incorporando outros mais específicos na área de trabalho e rendimento, com base em Sabóia (1999). 7

8 O primeiro bloco de indicadores refere-se aos aspectos demográficos dos residentes nestas comunidades comparativamente à população total da. Através dessa caracterização, podem ser identificadas peculiaridades quanto à estrutura etária. O fato de determinados grupos de idade serem mais expressivos que outros contribui para definição de programas sociais mais condizentes com a realidade dessas áreas. Nesta primeira parte, utilizamos os dados referentes a sexo, idade e naturalidade, criando indicadores sobre a composição das famílias residentes nessas comunidades, conforme abaixo: População total: moradores presentes e ausentes, ou seja, pessoas que tinham a unidade domiciliar (domicílio particular ou unidade de habitação em domicílio coletivo) como local de residência habitual, e que na data da entrevista, estavam presentes ou ausentes, temporariamente, por período não superior a 12 meses. Total de famílias: conjuntos de pessoas ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência, que moram na mesma unidade domiciliar, ou pessoa que mora só em uma unidade domiciliar. Número médio de pessoas na família: razão entre o total da população e de famílias. Número médio de crianças por família: razão entre as crianças de 0 a 5 anos de idade e o total de famílias. Número médio de jovens por família: razão entre os jovens de 10 a 24 anos de idade e o total de famílias. Razão de dependência (%): razão entre as pessoas de menos de 15 e mais de 65 anos de idade e as pessoas com idade entre 15 e 65 anos. Índice de envelhecimento (%): razão entre as pessoas com mais de 65 anos de idade e as pessoas com menos de 15 anos de idade. Naturalidade dos moradores: Unidade da Federação de origem dos moradores. O segundo bloco de indicadores tem como objetivo identificar as condições de escolaridade da população total, mas também os grupos etários mais vulneráveis em termos educacionais (idosos, crianças, etc). Abaixo, explicitamos os indicadores utilizados: Taxa de analfabetismo (%): razão entre as pessoas que não sabem ler e escrever com mais de 15 anos e o total de pessoas com 15 anos ou mais de idade. Taxa de analfabetismo por faixa etária (%): razão entre as pessoas com mais de 7 anos de idade que não sabem ler e escrever e o total de pessoas com mais de 7 anos de idade, por faixa etária. 8

9 Taxa de analfabetismo dos chefes de fa mília (%): razão entre os chefes de família que não sabem ler e escrever e o total de chefes de família. Defasagem escolar média: razão entre o somatório da defasagem escolar de todas as crianças com idade entre 10 e 14 anos e o número total de crianças neste segmento. Representa o atraso escolar médio. Porcentagem de pessoas maiores de 15 anos de idade com menos de 4 anos de estudos: razão entre pessoas com menos de 4 anos de estudo e o total de pessoas. Porcentagem de pessoas maiores de 15 anos de idade com menos de 8 anos de estudos: razão entre pessoas com menos de 8 anos de estudo e o total de pessoas. Porcentagem de pessoas maiores de 15 anos de idade com mais de 11 anos de estudos: razão entre pessoas com mais de 11 anos de estudo e o total de pessoas. No terceiro bloco, selecionamos os principais indicadores sobre a questão trabalho a fim de melhor retratar a oferta de trabalho dos residentes nas comunidades (com mais de 15 anos de idade) e a forma como estão sendo absorvidos na atividade econômica. No caso da PSECBR, as pessoas que procuram emprego ou que estão ocupadas (PEA) residem nestas comunidades, mas não necessariamente trabalham ou só procuram ocupação nestas áreas. O nível de ocupação refere-se à forma como esses trabalhadores se inserem no mercado de trabalho do Rio de Janeiro. Não deve ser analisado como um indicador de demanda de trabalho da comunidade, somente como a demanda por residentes dessas comunidades. Esta seção está estruturada de uma forma diferente das outras, tendo em vista que na análise são utilizadas as comparações da com o agregado das 41 comunidades para as seguintes variáveis desagregadas: taxa de participação e nível de ocupação. Através desta análise, forma-se um perfil da força de trabalho residente nas comunidades. É importante destacar que cada comunidade tem um período de referência, assim para os indicadores mais influenciados pela sazonalidade, como a taxa de desemprego, são feitos gráficos comparáveis com o mês da. As variáveis utilizadas e suas desagregações estão descritas abaixo: População economicamente ativa (PEA): total de pessoas que durante a semana de referência estavam ocupadas e desocupadas. 9

10 Taxa de participação (%): razão entre as pessoas economicamente ativas e a população em idade ativa, ou seja, proporção de pessoas que trabalham ou que estão procurando uma ocupação (desempregados). Foram feitas as seguintes desagregações: taxa de participação por faixa etária, gênero, escolaridade e posição na família. Total de ocupados: pessoas tinham trabalho na semana de referência. Identificamos o setor de atividade que estas pessoas trabalhavam e a forma de inserção. A partir daí, foram elaborados os seguintes indicadores sobre ocupação: percentual de ocupados com carteira de trabalho assinada (%) e percentual de ocupados por conta própria (%). Desemprego: taxa de desemprego aberto (%) e percentual de chefes de família entre os desempregados (%). Rendimento: renda real média dos ocupados, relação entre a renda média dos ocupados com carteira de trabalho assinada e sem carteira de trabalho assinada (diferencial), e o mesmo cálculo para os trabalhadores com carteira de trabalho assinada e para os trabalhadores por conta própria. O último bloco trata das questões relacionadas à desigualdade e pobreza, sendo calculados os seguintes indicadores: Proporção de pobres (PVO ½): proporção de pessoas com renda familiar inferior a ½ salário mínimo. Proporção de pobres (PVO 1): proporção de pessoas com renda familiar inferior a 1 salário mínimo. Índice de desigualdade: razão entre as rendas médias do trabalho principal dos ocupados com mais de 12 anos de estudo e com menos de 4 anos de estudo. III Aspectos Demográficos A distribuição da população por sexo nas comunidades de baixa renda é muito semelhante à da. O número de mulheres é ligeiramente superior ao de homens (em torno de 51,89% de mulheres nas comunidades contra 52,94% na ). Existem algumas exceções, como em Floresta da Barra da Tijuca, onde há mais homens que mulheres (51,24% de homens e 48,80% de mulheres). Vide tabela 1 no Anexo I. 10

11 A população das comunidades é mais jovem (com idade inferior a 24 anos de idade) do que a da, como um todo (51,32% contra 41,11%). Este fato associa-se ao maior número de filhos por família e a menor expectativa de vida nas comunidades comparativamente a. Algumas exceções ocorrem, como em Mata Machado, Fernão Cardim e Quinta do Caju, onde menos de 46,00% da população tem idade inferior a 24 anos. A tabela 2, no Anexo I, mostra esses dados para todas as comunidades. Como pode ser visto no gráfico 1 abaixo, para todas favelas, com exceção de Mata Machado (razão de dependência igual a 0,43), o indicador de dependência está acima da linha azul que representa a (0,46). Ou seja, nestas áreas a proporção de pessoas conceitualmente consideradas dependentes (com menos de 15 anos de idade e com mais de 65 anos de idade) é maior que na. Gráfico 1- Razão de dependência 0,75 0,70 Salgueiro Mato Alto 0,65 Grotao Morro prazeres Formiga 0,60 Mangueira Morro da Fe Borel 0,55 Job Ladeira dos Fernao Cardin 0,50 Escondidinho Vila Sape funcionários Vidigal Canal das Tachas 0,45 Mata Machado 0,40 Vila Campinho Bacia Encontro Divinéia Jacarezinho Fonte: PSECBR (SCIENCE) / PNAD-98 Comunidades Este fato é explicado pelo peso da população jovem, tendo em vista que o índice de envelhecimento nas favelas é menor que na, como pode ser visto no gráfico 2 abaixo. Para a, este índice é 0,32, enquanto para as comunidades varia de 0,32, em Mata Machado, a 0,04, em Canal das Tachas. Na verdade, grande parte das comunidades tem índice de envelhecimento entre 0,20 e 0,05. As favelas onde o número de velhos é mais elevado são, em ordem de importância: Mata Machado, Quinta do Caju/Ladeira dos Funcionários, Morro União, Jacarezinho e Fernão Cardim. 0,35 0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 Serrinha Job Gráfico 2 - Índice de envelhecimento Mata Machado Quinta do Caju/P Morro Uniao Fernao Cardin Jacarezinho Morro do Sossego Andarai Morro do Urubu Borel Mangueira Salgueiro Tres Pontes Morro prazeres Vila Sape Mato Alto Bacia Encontro 11

12 Com relação à naturalidade dos moradores das comunidades estudadas, verifica-se que retirando o Estado do Rio de Janeiro, a maioria é proveniente dos estados do nordeste e de Minas Gerais. As famílias das comunidades de baixa renda são maiores e há uma maior participação de crianças e jovens. Como pode ser visto no gráfico 3, abaixo, o número médio de pessoas na família é mais alto nas favelas que na (3,07). Para algumas comunidades, como Canal das Tachas e Fazenda Mato Alto, o número médio de pessoas na família é aproximadamente 4, enquanto em outras, este número é bem próximo ao valor da, como Mata Machado (3,14) e Morro da Casa Branca (3,17). Gráfico 3 - Número médio de pessoas na família 3,8 3,6 3,4 3,2 Canal das Tachas Caracol/Sereno/C Del Castilho Divinéia Grotao Mato Alto Morro da Fe Morro do Urubu Bacia Encontro Andarai Formiga Fernao Cardin Morro do Sossego Morro da Casa Branca Mata Machado Salgueiro Royal Quinta do Caju/P Vidigal Jacarezinho 3 Fonte: PSECBR (SCIENCE) / PNAD-98 Comunidades Da mesma forma que o número médio de pessoas na família, temos que o número de crianças na família é maior para as favelas, conforme visualizado no gráfico 4. Mais uma vez a comunidade de Mata Machado se destaca, com a menor proporção de crianças com idade de até 5 anos na família (0,29, mesmo valor que o encontrado na ). As comunidades que se revelaram com maior índice foram as comunidades de Complexo do Sapê (Buriti Congonhas/Faz Quem Quer/Morro do Sapê/Moisés Santana) e Mato Alto, ambas com 0,61 crianças por família. 12

13 Gráfico 4 - Número médio de crianças (0 a 5 anos) na família 0,65 0,60 0,55 0,50 0,45 0,40 0,35 0,30 0,25 0,20 Complexo Sapê Mato Alto Vila Campinho Grotao Morro do Fubá Morro prazeres Caracol/Sereno/ Serrinha Del Castilho Borel Salgueiro Vidigal Andarai Formiga Mangueira Telégrafos Jacarezinho Quinta do Caju/P Escondidinho Morro Uniao Fernao Cardin Mata Machado Comunidades IV Aspectos Educacionais A proporção de pessoas (15 anos ou mais de idade) sem instrução residente nas comunidades de baixa renda é bem superior à da (12,54% contra 7,04%). Para algumas comunidades, esta proporção diminui em relação às demais, contudo permanece maior que a porcentagem da, como Vila Cândido (8,27%) e Caminho do Job (8,11%). A grande maioria da população das comunidades tem escolaridade até 1ºgrau (85,04%) enquanto na este percentual cai para 61,43%. Isto reflete também no fato de a proporção de pessoas com 11 anos ou mais de estudo ser muito maior na (31,75%) do que nas comunidades (8,86%), vale ressaltar que na comunidade de Mata Machado (20,17%) esta diferença cai bastante, embora se mantenha alta. A taxa de analfabetismo nas comunidades de baixa renda é de 11,98%, bem superior à encontrada na (4,51%). Observamos que Vila Cândido, Caminho do Job e Mata Machado se destacam do restante das comunidades, com taxas de analfabetismo de 7,55%, 7,64% e 7,28%, respectivamente, como mostra o gráfico 5 abaixo. Analisando a taxa de analfabetismo por idade, fica mais claro que esta é mais alta para os mais velhos, tanto na, quanto nas comunidades. A diferença é que para as comunidades esta taxa cresce muito mais, como mostra o gráfico 6 abaixo. Também para as classes de idade mais baixas (7 a 9 anos de idade) tem-se uma grande taxa de analfabetismo, (nas comunidades foi registrada uma taxa de 28,34% contra 12,44% na ). Isso pode ser explicado pelo fato de que nas favelas as crianças começam a freqüentar escola mais tarde que as crianças da. 13

14 Para todas as comunidades a taxa de analfabetismo dos chefes de família é superior a da (Vide gráfico 7). Foi registrada uma taxa de analfabetismo de 15,53% para o agregado das comunidades, contra apenas 5,30% na. As comunidades em que essa diferença se evidencia mais são Ladeira dos Funcionários e Parque Proletário Grotão (24,51% e 23,32%, respectivamente). 25,0 Gráfico 5 - Taxa de analfabetismo (>=15 anos) 20,0 15,0 10,0 5,0 Grotao Ladeira Escondidinho Serrinha Vila Candido Job Mata Machado Vidigal Canal das Tachas Borel Boa Esperança Morro do Fubá Mangueira Jacarezinho Nova Aliança Salgueiro 0,0 Fonte: PSECBR (SCIENCE) / PNAD-98 Comunidades 45 % , Taxa de analfabetismo por faixa etária 23,72 32,32 41, ,30 2,18 4,10 5,95 8,09 13,44 7 a 9 10 a a a a a a a a ou mais Fonte: PSECBR (SCIENCE) e PNAD/1998 (IBGE) Comunidades Gráfico 7 - Taxa de analfabetismo dos chefes de família 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 Ladeira Grotao Vidigal Canal das Tachas Borel Morro do Fubá Jacarezinho Escondidinho Del Castilho Mangueira Formiga Morro do Sossego Job Nova Aliança Serrinha Mata Machado Mato Alto Salgueiro 14 0,0

15 Esperávamos que a defasagem escolar média nas comunidades fosse bem superior à encontrada na, já que nestas, as condições de vida são mais precárias (menores níveis de renda) e o acesso ao ensino é mais difícil. Mas surpreendentemente, observamos que a defasagem escolar média é maior na (1,50 ano) do que na maioria das comunidades estudadas, com média de 1,43 ano. Em algumas comunidades, os números encontrados são bem discrepantes, como: Morro dos Prazeres (2,33), Buriti Congonhas (1,99), Divinéia (1,86), Morro União (0,90), Fernão Cardim (0,94) e Quinta do Caju (0,81), entre outras. O gráfico 8 abaixo mostra isto com mais detalhes. 2,5 2,3 2,1 1,9 1,7 1,5 1,3 1,1 0,9 0,7 0,5 Gráfico 8 - Defasagem escolar média Vila Candido Morro prazeres Buriti Congonhas Andarai Tuiuti Vidigal Escondidinho Mangueira Grotao Morro da Fe Serrinha Canal das Tachas Salgueiro Job Del Castilho Formiga Borel Ladeira funcion Vila Sape Fernao Cardin Morro Uniao Divinéia Santa Maria Bacia Encontro Jacarezinho Casa Branca Quinta do Caju/P Fonte: PSECBR (SCIENCE) / PNAD-98 Comunidades V - Aspectos do Trabalho Os principais indicadores da oferta de trabalho, ou seja, quantidade de pessoas em idade ativa (maiores de 15 anos de idade) que estão efetivamente participando do mercado de trabalho, seja como ocupado ou desempregado são: a taxa de participação 11 (razão da PEA sobre a PIA) e a população economicamente ativa (PEA). A população economicamente ativa das 41 comunidades pesquisadas é de 97 mil pessoas, 2,2% da PEA total da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (). 11 A taxa de participação (ou de atividade) representa a proporção de pessoas em idade ativa que estão efetivamente participando do mercado de trabalho, seja como ocupados ou desempregados. 15

16 Dentre as 41 comunidades investigadas, a que apresentou a maior oferta de trabalho foi Jacarezinho (aproximadamente 15 mil pessoas trabalhando ou procurando trabalho). Este fato está muito mais relacionado ao tamanho da comunidade e não aos aspectos do trabalho (a PIA é de 27 mil pessoas), tendo em vista que sua taxa de participação (54,5%) está próxima a da (53,4%, em fevereiro de 1999). A proporção de pessoas em idade ativa nesta comunidade que está efetivamente no mercado de trabalho aparentemente não difere muito do padrão da. Por outro lado, em algumas comunidades esta variável não apresenta similaridades com o Rio de Janeiro, conforme pode ser visualizado no gráfico 9 abaixo, que mostra a taxa de participação das 41 comunidades e da, segundo os dados da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE. Ao plotar no mesmo gráfico os dados do Rio e das comunidades de baixa renda, evitamos a comparação com datas incorretas, tendo em vista que cada área foi investigada com um período de referência diferente. Para praticamente todas as comunidades, a taxa de participação no mercado de trabalho ficou acima da registrada no mesmo mês para a. Isto somente não ocorreu para as comunidades de Morro União (52,6% contra 55,1% da, em abril de 1998) e Quinta do Caju (49,6% contra 54,3% na, em janeiro de 1999). As três comunidades que apresentaram as maiores taxas de participação foram Canal das Tachas (70,1%), Del Castilho (69,7%) e Parque Royal (69,5%). Destaca-se que em três comunidades, excluindo Jacarezinho, a taxa de participação ficou muito próxima à registrada no mesmo mês para a : Três Pontes (55,8% contra 55,2% na, em junho de 1998), Nova Aliança (54,9% contra 54,3% na, em janeiro de 1999) e Morro do Urubu (54,1% contra 53,4% na, em fevereiro de 1999). Gráfico 9 - Taxa de participação (%) Morro União Andaraí Bacia Encontro Quinta do Caju Santa Maria M. Casa Branca dez/97 fev/98 abr/98 jun/98 ago/98 out/98 dez/98 fev/99 abr/99 jun/99 ago/99 out/99 dez/99 Fonte: PME (IBGE) - PSECBR (SCIENCE) 16

17 Resta-nos tentar entender as causas das diferenças na porcentagem da população que participa do mercado de trabalho. Uma das explicações existentes na literatura relaciona o comportamento da taxa de participação às características da população total. Para determinados grupos da população total, a participação no mercado de trabalho é inferior, pois a inserção na atividade econômica não é considerada a principal prioridade. Um exemplo claro disso diz respeito aos jovens. A participação dos jovens no mercado de trabalho é consideravelmente mais baixa que da população que está situada nas faixas etárias intermediárias. 12 No caso das comunidades de baixa renda, a taxa de participação da população mais jovem é consideravelmente superior a da. Conforme pode ser visualizado na tabela 1 abaixo, para o total das 41 comunidades, a taxa de participação dos jovens de 15 a 17 anos foi de 23%, enquanto para a, esta taxa ficou abaixo de 16% nos dois últimos anos. Fenômeno similar ocorre para os jovens de 18 a 24 anos, onde a taxa de participação é 6 pontos percentuais superior a da. Tabela 3: Taxas de participação por faixa etária (%) Média 1998 Média 1999 Total das 41 comunidades ,37 13,45 22, ,14 55,98 64, ,46 73,81 71, ,06 75,63 74, ,40 71,07 72, ,92 51,91 55, ,21 29,45 34,79 >=65 11,16 10,59 12,38 TOTAL 54,97 53,90 59,51 Fonte: PSECBR (SCIENCE) e PME (IBGE). A tabela 3 acima mostra que na maioria das outras faixas etárias, a taxa de participação supera a da, sobretudo nas faixas mais jovens, como já ressaltado, e nas faixas de 50 a 59 e de 60 a 64 anos. Os dados mostram que não existem grandes diferenças nas faixas consideradas medianas e que apresentam as maiores taxas de participação (30 a 39 anos e 40 a 49 anos). 12 No caso da, segundo os dados da PME/IBGE, a taxa de participação dos jovens de 15 a 17 anos, em 1999, foi de 13,5%, por outro lado, da população com 25 a 49 anos, este indicador ultrapassa os 70%. 17

18 Tabela 4: Taxa de participação por nível de escolaridade (%) Média 1998 Média 1999 Total das 41 comunidades Anos de estudo 0 anos 34,05 31,68 42,64 1 a 3 anos 46,14 46,44 54,52 4 anos 46,68 45,23 61,99 5 a 7 anos 51,96 50,23 59,16 8 anos 55,44 53,79 66,92 9 a 10 anos 44,55 43,41 58,76 11 anos 65,05 63,64 78,11 mais de 12 anos 72,53 71,72 79,30 TOTAL 54,97 53,91 59,51 Fonte: PSECBR (SCIENCE) e PME (IBGE). Para todos os grupos educacionais, a taxa de participação nas comunidades é mais elevada que na, sendo que as maiores diferenças são para as pessoas com 1 º grau completo e que têm 8 a 11 anos de estudos, como pode ser visto na tabela 4 acima. Quanto ao nível de escolaridade, ve rificamos que a taxa de participação é mais alta para os mais escolarizados tanto nas comunidades de baixa renda (79,3% para o grupo com mais de 12 anos de estudos e 78,1% para os que têm mais de 11 anos de estudos) quanto na (71,7% e 63,6%, respectivamente). Tabela 5: Taxa de participação por gênero (%) Gênero Média 1998 Média 1999 Total das 41 comunidades HOMEM 70,78 69,52 76,54 MULHER 41,48 40,67 44,34 TOTAL 54,97 53,91 59,51 Fonte: PSECBR (SCIENCE) e PME (IBGE). Seguindo a, os homens moradores das comunidades de baixa renda participam mais do mercado de trabalho que as moradoras. Enquanto a taxa de participação para os homens é de 76,5%, bem acima dos 70% da, para as mulheres, este indicador é de 44,3%, 4 pontos percentuais superior a da. Em suma, os dados mostram que a proporção de moradores das comunidades de baixa renda em idade ativa participantes do mercado de trabalho é muito mais alta que no total da. Isto é explicado pela maior participação de todos segmentos, ressaltando que os moradores das comunidades que mais pressionam o mercado de trabalho da são: homens com 30 a 39 anos e mais escolarizados. Destaca-se também, que os segmentos que tradicionalmente participam menos do 18

19 mercado de trabalho, como jovens, velhos e menos escolarizados, quando moradores de comunidades de baixa renda apresentam taxas de participação elevadas. Com relação à inserção dos moradores (maiores de 15 anos) das comunidades de baixa renda na atividade econômica, observamos que cerca de 53% estão ocupados, ou seja, cerca de 85 mil pessoas. Grande parte destes trabalhadores está no setor serviços (55,4%), seguido do comércio (15,6%) e da indústria (11,6%). Tabela 6: Composição da ocupação por setor de atividade (%) Setor de atividade Média 1998 Média 1999 Total das 41 comunidades IND,TR, 11,3 10,9 11,6 CON.CIV. 6,5 6,3 9,7 COM. 14,5 14,5 15,6 SERV. 45,2 45,7 59,0 AD.PUB. 12,1 12,1 - OUT. 10,4 10,5 4,0 TOTAL 100,0 100,0 100,0 Fonte: PSECBR (SCIENCE) e PME (IBGE). Observa-se que da mesma forma que na, a maior parte dos ocupados está sendo absorvida pelo setor serviços (45%, na ) 13. Tabela 7: Composição da ocupação por posição na ocupação (%) Média 1998 Média 1999 Total das 41 comunidades CC 43,1 41,5 52,6 SC 26,0 26,4 27,2 CP 26,2 27,4 17,5 EMPRE 4,0 3,9 1,2 OUTRO 0,7 0,8 1,5 TOTAL 100,0 100,0 100,0 Fonte: PSECBR (SCIENCE) e PME (IBGE). No tocante à inserção no mercado de trabalho, verificamos que da mesma forma que na, os moradores das comunidades estão, em sua maioria, ocupados com carteira de trabalho assinada (52,6%). Os dados indicam também que o peso da ocupação formal é muito mais elevado nestas áreas do que na como um todo, mostrando sua maior importância para os moradores das comunidades. 13 Destaca-se que um dos fatores que pode influenciar o crescimento do setor serviços nas comunidades pode relacionar-se ao número de ocupados em serviços de administração pública. 19

20 O gráfic o 10 mostra que em praticamente todas as comunidades a proporção de ocupados com carteira de trabalho assinada é superior a 40%, ou seja, acima ou próximo ao valor para a. As comunidades que apresentaram a maior proporção de trabalhadores com carteira de trabalho assinada foram Del Castilho e o complexo da Quinta do Caju/Parque Boa Esperança (acima de 60%). Por outro lado, em Canal das Tachas e em Parque Proletário do Dique, a porcentagem de ocupados com carteira de trabalho assinada é inferior a 40% (36,1% e 39,0%, respectivamente) Gráfico 10 - Porcentagem de ocupados com carteira de trabalho assinada Quinta do Caju/P Del Castilho Vila Candido Borel Parque Boa Esper Ladeira funcion Formiga Jacarezinho Morro Uniao Tuiuti Fernao Cardin Grotao Telégrafos Salgueiro Mata Machado Parque Candelári Caracol/Sereno/C Job Serrinha Tres Pontes Nova Aliança Morro da Fe Floresta da Barr Morro do Fubá Pq.Royal Divinéia Canal das Tachas 30 Fonte: PSECBR (SCIENCE) A participação dos trabalhadores autônomos no total de ocupados das comunidades de baixa renda é menor que na (17,5% contra 27%). Este resultado é surpreendente por um lado, pois se esperava que, pela falta de emprego, as pessoas tivessem como única alternativa a inserção por conta própria. Por outro, como já levantado por alguns estudos, estabelecer-se por conta própria exige uma certa experiência, a mudança de mentalidade de empregado e, principalmente, algum capital, condições mais difíceis de serem encontradas em populações das favelas, devido à baixa renda e escolaridade. 14 O gráfico 11 abaixo mostra que isto é verdade para praticamente todas as comunidades, com exceção de Três Pontes e Parque Royal, onde a porcentagem de trabalhadores por conta própria aproxima-se da (27,0 e 26,0%, respectivamente). 30 Gráfico 11 - Porcentagem de ocupados por conta própria Tres Pontes 25 Pq.Royal Morro da Fe 20 Fernao Cardin Canal das Tachas Grotao Mata Machado Andarai Ver SILVA e MACHADO (1999). Ladeira funcion Escondidinho 10 Serrinha Morro prazeres 5 Nova Aliança Divinéia Bairro Proletário do Vila Sape Dique Mato Alto Jacarezinho Parque Boa Esper Salgueiro Santa Maria Borel Formiga Bacia Encontro 20

21 O desemprego é analisado a partir da taxa de desemprego aberto e da proporção de chefes de domicílio desempregados. Conforme podemos visualizar no gráfico 12 abaixo, a taxa de desemprego nas comunidades de baixa renda é significativamente mais alta que para o total da. Com exceção de Borel, onde a taxa de desemprego é de 4,3%, próxima a da, em todas as demais favelas o diferencial foi superior a 4 pontos percentuais. Gráfico 12 - Taxa de desemprego da e das comunidades de baixa renda (%) 20,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 - dez/97 fev/98 abr/98 jun/98 ago/98 out/98 dez/98 Borel fev/99 abr/99 jun/99 ago/99 out/99 dez/99 No tocante à proporção de chefes de domicílio desempregados, observamos que na comunidade Floresta da Barra da Tijuca, este percentual é de 61,0%. Em muitas comunidades, mais de 40% dos desempregados são chefes de domicílio. Vale ressaltar que, apesar do Morro do Borel ter a menor taxa de desemprego, está entre as 10 comunidades que têm a maior proporção de desempregados chefes de família. Esta situação não é satisfatória tendo em vista que estes são os principais responsáveis pelo nível de sobrevivência de uma família. Tabela 8: Proporção de chefes de domicílio entre os desempregados Floresta da Barr 61,0 Morro do Urubu 57,4Pq.Royal 44,4 21

22 Caracol/Sereno/C 56,3Morro do Sossego 43,8 Vila Campinho 55,6Fernao Cardin 43,1 Vidigal 54,3Tuiuti 43,0 Grotão 53,9Canal das Tachas 42,5 Borel 53,8Morro da Fe 42,5 Bacia Encontro 51,5Nova Aliança 42,4 Buriti Congonhas 49,6Job 42,3 Parque Candelári 48,0Telégrafos 41,5 Santa Maria 47,9Mato Alto 41,4 Serrinha 47,8Vila Sape 40,9 Quinta do Caju/P 47,2Morro do Fubá 40,9 Formiga 47,0Parque Boa Esper 40,6 Salgueiro 46,9Jacarezinho 40,2 Morro da Casa Branca 46,9Morro Uniao 39,6 Bairro Proletário do Dique 46,7Vila Candido 38,2 Três Pontes 46,6Andarai 38,1 Divinéia 46,2Ladeira funcion 37,4 Del Castilho 46,1Escondidinho 32,9 Morro prazeres 45,6Mata Machado 27,9 Fonte: PSECBR (SCIENCE) O nível de rendimentos dos trabalhadores das comunidades ocupados varia de 401 a 277 reais, bem abaixo do nível de renda dos ocupados da como um todo. Apesar disso, destaca-se que o diferencial de renda entre os trabalhadores ocupados com carteira de trabalho assinada e os trabalhadores sem carteira e os autônomos é inferior ao da, como pode ser visto nos dois gráficos abaixo. Esses dados mostram que a desigualdade é menos importante em áreas mais pobres que em áreas ricas, tendo em vista que a concentração da renda ocorre principalmente nos extratos superiores da distribuição de renda. O maior problema das favelas, portanto, relaciona-se à insuficiência de renda, traduzida pelo número de pobres. Conforme gráfico 13, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada da ganham 1,7 mais, aproximadamente, que os trabalhadores sem carteira assinada. A linha preta no gráfico 13 significa que o nível de renda dos trabalhadores com e dos sem carteira assinada é igual. Ou seja, nas comunidades e na, onde o diferencial está acima da linha preta, os trabalhadores com carteira assinada ganham mais que os trabalhadores sem carteira e, o contrário ocorre para aquelas comunidades que têm o diferencial situado abaixo da linha preta. Apesar dos trabalhadores com carteira assinada na maioria das comunidades ganharem mais que os sem carteira, o diferencial é bem menor que na, sendo bem próximo de 1. Para algumas 22

23 áreas, como Parque Candelária, os trabalhadores sem carteira ganham mais que os com carteira assinada. O gráfico 14 segue o mesmo raciocínio do anterior, mas agora mostra o diferencial existente entre a renda dos trabalhadores com carteira assinada e os trabalhadores por conta própria. Ao contrário da, na grande maioria das comunidades de baixa renda, os trabalhadores por conta própria ganham mais que os empregados com carteira assinada, pois como pode ser visto no gráfico 14, esse diferencial está abaixo da linha que representa 1, para várias comunidades. Para algumas comunidades, como o complexo de Bacia/Encontro, o trabalhador por conta própria ganha menos que o empregado com carteira assinada, no entanto, o diferencial ainda é relativamente baixo se comparado com da. Na verdade, as conclusões que podemos tirar a partir dos dados acima são que o trabalho com carteira de assinada deve ser necessariamente muito mais precário do que na como um todo. E mais, o trabalho por conta própria na favela é relativamente melhor que o emprego com carteira assinada. Os trabalhadores que conseguem se estabelecer por conta própria auferem rendimentos médios mais altos que os empregados com carteira assinada, fato que não ocorre na. 23

24 2,30 Gráfico 13 - Diferencial de renda por posse ou não posse da carteira de trabalho 2,00 1,70 1,40 1,10 0,80 Parq. Royal Parq. Candelária 0,50 dez/97 fev/98 abr/98 jun/98 ago/98 out/98 dez/98 fev/99 abr/99 jun/99 ago/99 out/99 dez/99 Fonte: PSECBR (SCIENCE) - PME (IBGE) Gráfico 14 - Diferencial de renda entre trabalhadores com carteira assinada e trabalhadores por conta própria 1,40 1,10 Bacia Encontro 0,80 Parq. Royal 0,50 dez/97 fev/98 abr/98 Del Castilho jun/98 ago/98 out/98 dez/98 fev/99 abr/99 jun/99 ago/99 out/99 dez/99 Fonte: PSECBR (SCIENCE) - PME (IBGE) 24

25 VI Pobreza e desigualdade Para analisar a pobreza nas favelas e na, utilizamos duas linhas de pobreza. A primeira é de pessoas com renda familiar inferior a meio salário mínimo e a outra se refere a pessoas com renda familiar de até 1 salário mínimo. VI.1 Pobreza Sabe-se que nas favelas a proporção de pessoas consideradas pobres é superior que na. Isso se agrava quando analisamos as favelas separadamente, onde se nota que há grandes diferenças entre as comunidades. Conforme o gráfico 15 abaixo, se considerarmos uma linha de pobreza de ½ salário mínimo (SM), as favelas com maiores proporções de pobres são Parque Royal (7,3%), Serrinha (7,3%) e Grotão (7,9%). Curiosamente, em algumas favelas observa-se um índice de pobreza inferior ao encontrado na (2,4%), como é o caso de Morro da Casa Branca (2,2) e Morro do Escondidinho (2,3). Mata Machado e Quinta do Caju têm o mesmo índice da. Para a linha de pobreza de 1 SM, como pode ser visualizado no gráfico 8, podemos dizer que essa situação permanece, ou seja Parque Royal e Grotão continuam entre as comunidades mais pobres, com 13,8% e 15,5% de pobres respectivamente, porém a comunidade mais pobre passa a ser Três Pontes (15,7%). Quatro comunidades apresentaram índice inferior ao da, são elas: Vidigal (3,7), Morro do Escondidinho (4,9), Canal das Tachas (4,9) e Mata Machado (5,2). 9 Gráfico 15 - Índice de pobreza (0,5 SM) Grotao Serrinha Job Tres Pontes Morro do Sossego Del Castilho Morro da Fe Ladeira Mata Machado Vidigal Escondidinho Mangueira Borel Mato Alto Formiga Salgueiro Royal Divineia Vila Campinho Jacarezinho Santa Maria Quinta do Caju/P Morro da Casa Branca Fonte: PSECBR (SCIENCE) / PNAD-98 Comunidades 25

26 Gráfico 16 - Índice de probreza (1 SM) Grotao Serrinha Job Tres Pontes Mangueira Morro prazeres Tuiuti Telégrafos Vila Sape Del Castilho Andarai Borel Mata Machado Canal das Tachas Escondidinho Vidigal Salgueiro Mato Alto Formiga Royal Divineia Vila Campinho Jacarezinho Santa Maria Fonte: PSECBR (SCIENCE) e PNAD/1998 (IBGE) Comunidades VI.2 Desigualdade O indicador utilizado para medir a desigualdade de renda leva em consideração a escolaridade das pessoas ocupadas, pois as disparidades educacionais, em muitos estudos 15, são apontadas como uma das principais causas da grande desigualdade de renda no Brasil. Assim sendo, entende-se como um indicador de desigualdade, a razã o entre a renda média dos mais escolarizados (com mais de 12 anos de estudo) e dos menos escolarizados (menos de 4 anos de estudo). A desigualdade do agregado de todas as comunidades é de 2,3, ou seja, um trabalhador ocupado com mais de 12 anos de estudos ganha, em média, mais que o dobro de um trabalhador com menos de 4 anos de estudos. Para a, este indicador é igual a 4,3, bem mais alto que para as favelas. Como pode ser visto no gráfico abaixo, as comunidades com maior índice de desigualdade são Serrinha (4,6), Salgueiro (4,5) e Parque Proletário do Dique (3,8). Já as comunidades com menor índice de desigualdade são Morro da Casa Branca (0,9), Parque Boa Esperança (1,0) e Parque Proletário Grotão (1,2). 15 PAES DE BARROS, R. e MENDONÇA, R. (1995) 26

27 Gráfico 17 - Desigualdade 5,0 4,5 Serrinha Salgueiro 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 Mata MachadoMorro dos Telégrafos Andaraí Bairro Proletário do Dique Morro do Fubá Nova Aliança Parque Royal Mangueira Bacia/Encontro Del Castilho Três Pontes Vila do Sapê Jacarezinho Urubu Morro do Ladeira dos Sossego Vidigal Quinta do Caju Funcionários Grotão Boa Esperança 0,5 0,0 Fonte: PSECBR (SCIENCE) Morro da Casa Branca VII Considerações Finais As principais características demográficas das comunidades de baixa renda indicam que a maioria dos moradores é mulher, jovem e com baixa escolaridade. Os resultados da distribuição etária influenciam a alta razão de dependência e o baixo índice de envelhecimento. No tocante à escolaridade, a situação dos moradores das favelas é pior que a encontrada para a, visto que a taxa de analfabetismo é alta e a maioria das pessoas tem somente até o 1º grau. Destaca-se que essa situação se agrava para as pessoas com idades mais elevadas. A defasagem escolar média para o agregado das comunidades é similar à da, mas há discrepâncias entre as comunidades. Os indicadores de trabalho mostram que os moradores participam mais intensamente da força de trabalho, ocupam postos de trabalho principalmente nos setores de serviço e comércio, e possuem maior dificuldade na inserção no mercado de trabalho, visto que a taxa de desemprego é maior. O diferencial da renda entre trabalhadores com e sem carteira assinada é inferior ao encontrado para a, o mesmo ocorrendo para os com carteira e os conta própria. Isto mostra que o trabalho 27

28 com carteira de trabalho assinada nas favelas é mais precário que na como um todo, e o trabalho por conta própria é relativamente melhor que o emprego com carteira assinada. Os trabalhadores que conseguem se estabelecer por conta própria auferem rendimentos médios mais altos que os empregados com carteira assinada, fato que não ocorre na. No tocante aos indicadores de pobreza e desigualdades de renda, temos que a proporção de pobres, considerando as linhas de pobreza de 1 e de ½ salário mínimo, é mais alta nas favelas que na e a desigualdade, medida pelo diferencial de renda entre os trabalhadores menos e mais escolarizados, é menos intensa nas favelas. 28

29 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SCIENCE ET ALII. Pesquisa Sócio-Econômica das Comunidades de Baixa Renda. Rio de Janeiro: Dezembro de 1997 a Dezembro de (Resultado da Pesquisa de Domicílios) Secretaria Municipal do Trabalho da cidade do Rio de Janeiro (1998). O Mercado de Trabalho do Rio de Janeiro: Conjuntura e Análise. Rio de Janeiro, ano 2, nº 3, agosto CORTEZ, Bruno F. e OLIVEIRA, Paulo André (1999). Análise Sócio Econômica das Comunidades de Baixa Renda do Município. Monografia de bacharelado em Estatística. Rio de Janeiro, ENCE. FONTES, A. e MACHADO, D. C. (1999). Trabalho por conta própria: uma opção satisfatória para os trabalhadores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro? O Mercado de Trabalho do Rio de Janeiro: conjuntura e análise n o. 5. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal do Trabalho. SABÓIA, João Luiz Maurity (1999). Um novo índice para o mercado de trabalho urbano no Brasil. In:Textos para Discursão, nº 437, Rio de Janeiro, IE/UFRJ. IBGE. Pesquisa Mensal de Emprego. Rio de Janeiro. IBGE (1999). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. Rio de Janeiro. PAES DE BARROS, R. e MENDONÇA, R. (1995) Os determinantes da desigualdade no Brasil In: Texto para Discussão, nº 377, Rio de Janeiro, IPEA, julho. 29

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