Plano DOM. Mudanças. Peso da Régua, 26 Setembro 2008 Isabel Gomes

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1 Plano DOM Desafios, Oportunidades e Mudanças Peso da Régua, 26 Setembro 2008 Isabel Gomes

2 De um Modelo Institucional, para um Modelo Especializado e Terapêutico. 29 de Setembro de

3 Idade das crianças e jovens em situação de acolhimento em 2006 (N.º) Fonte: CDSS; IAS; CSSM; SCM Lisboa; CP Lisboa (Plano de Intervenção Imediata, 2006) anos 4-5 anos anos anos anos anos anos 29 de Setembro de

4 Duração do acolhimento das crianças e jovens em 2006 (%) Fonte: CDSS; IAS; CSSM; SCM Lisboa; CP Lisboa (Plano de Intervenção Imediata, 2006) > 3 meses meses 7-9 meses meses anos 4-6 anos > 6 anos 0 29 de Setembro de

5 Local de residência das famílias de origem das crianças e jovens em acolhimento em 2005 (%) Fonte: CDSS; IAS; CSSM; SCM Lisboa; CP Lisboa (Plano de Intervenção Imediata, 2005) 73,4 17,8 3,9 4,9 Mesmo distrito do filho Outro distrito Outro país Desconhecido 29 de Setembro de

6 Ranking dos projectos de vida (PV) das crianças / jovens acolhidas Fonte: CDSS; IAS; CSSM; SCM Lisboa; CP Lisboa (Plano de Intervenção Imediata, 2006) 1º Acolhimento em Lar de Infância e Juventude: 47% das crianças / jovens acolhidas; 2º Regresso à família nuclear ou alargada: 13% das crianças / jovens acolhidas; 3º Acolhimento Familiar: 13% das crianças / jovens acolhidas; 4º Adopção: 9% das crianças / jovens acolhidas. 29 de Setembro de

7 Nova Tipologia das Crianças e Jovens Acolhidas Crianças / jovens vitimas de maus-tratos; Crianças / jovens com Patologia do Vínculo; Crianças / jovens com comportamentos desviantes (em alguns casos pré-delinquência ou mesmo delinquência, mas sem moldura legal para a Lei Tutelar Educativa); Crianças / jovens estrangeiros não acompanhados pelos Pais ou desenraizados culturalmente; Crianças / jovens sem limites internos e que os Pais se assumem impotentes para lidar com a situação. 29 de Setembro de

8 Mudança de Paradigma do Acolhimento Institucional Modelo Institucional Modelo Familiar Modelo Especializado 29 de Setembro de

9 Modelo Institucional Acolhimento preferencial de órfãos e situações de grande pobreza; Espaços físicos muito grandes, com lotações muito elevadas; Instituições fechadas (escola, refeitório, campo de futebol, etc. ); Profissionais muito pouco qualificados; A instrução e a monitorização confundem-se com a educação; Perspectiva assistencialista e caritativa. 29 de Setembro de

10 Modelo Institucional Intervenção muito limitada às necessidades básicas; Tempo de acolhimento muito prolongado; Pouco ou nenhum contacto com as famílias. 29 de Setembro de

11 Modelo Familiar Instituições com pequena dimensão, e com poucas crianças ou jovens; Utilização dos recursos da comunidade (escola, campo de futebol, serviços médicos, formação profissional, etc ) Modelo normalizador; Profissionais qualificados; Educação integral de desenvolvimento Bio-psico-social; Modelo de intervenção terapêutico e profissional. 29 de Setembro de

12 Modelo Familiar Portas da Instituição permanentemente abertas à família, sendo estimulada a sua participação; Dinamização sistemática dos projectos de vida da criança e jovens (adopção, reunificação familiar, promoção da autonomia). 29 de Setembro de

13 Dinamização Sistemática dos Projectos de Vida Acolhimento Institucional Avaliação do potencial com vista à reunificação Avaliação do potencial de adoptabilidade Treino de competências de autonomia Intervenção com vista à reunificação familiar Sinalização para adopção Autonomia apoiada Reunificação familiar Adopção Vida independente 29 de Setembro de

14 Modelo Especializado Promoção da Autonomia; Unidades de Socialização; Unidades Terapêuticas; Comunidades Terapêuticas (em articulação com a Saúde); Centros de dia terapêuticos; Lares com dinâmica familiar. 29 de Setembro de

15 Objectivo O Plano DOM Desafios, Oportunidades e Mudanças, de âmbito nacional tem como objectivo principal a implementação de medidas de qualificação da rede de Lares de Infância e Juventude, incentivadoras de uma melhoria contínua da promoção de direitos e protecção das crianças e jovens acolhidas, no sentido da sua educação para a cidadania e desinstitucionalização, em tempo útil. 29 de Setembro de

16 Acolhimento Institucional de Qualidade Assumem-se 2 dimensões centrais na concepção de acolhimento institucional de qualidade: Perspectiva do acolhimento como transitório; Perspectiva do funcionamento e ambiente familiar dos Lares. 29 de Setembro de

17 Perspectiva do Acolhimento como Transitório O Lar não é substituto da família actual ou futura da criança / jovem; Deve promover / participar na elaboração e dinamização de projectos de vida; Deve promover, sempre que possível, a proximidade da criança / jovem à família. Deve aproveitar as potencialidades do espaço institucional para a estimulação das competências parentais. 29 de Setembro de

18 Perspectiva do Funcionamento e Ambiente Familiar dos Lares Garantia de atenção individualizada, centrada nas necessidades de valorização, estabilidade e afecto da criança; Promoção da inclusão Integração das crianças na comunidade, acompanhamento da inserção nos equipamentos e estruturas da comunidade; Funcionamento e organização da instituição - definição de papéis dentro do Lar (equipa técnica, educativa e direcção), estrutura de regras, projecto educativo, entre outros; Recursos humanos adequados ao número de crianças acolhidas. 29 de Setembro de

19 Medidas 1: Recursos Humanos Dotação de recursos humanos em Lares onde não exista Equipa Técnica; Reforço das Equipas Técnicas existentes em Lares onde o seu dimensionamento se revele insuficiente face ao número de crianças e jovens acolhidas. 29 de Setembro de

20 Medidas 2: Qualificação da Intervenção e dos Interventores Desenvolvimento de acções de formação para as Direcções das Instituições e respectivas Equipas Técnicas e Educativas; Dotação de Planos de Supervisão para as Equipas Técnicas e Equipas Educativas; Construção/reformulação de instrumentos técnicos de suporte à intervenção: Regulamento Interno, Modelo Sócio- Educativo, Plano de Actividades, Processo Sócio-Educativo Individual das crianças / jovens acolhidas, Plano Cooperado de Intervenção. 29 de Setembro de

21 Implementação do Plano DOM Fase Piloto em 14 de Novembro de 2007, foram celebrados os primeiros Protocolos com 5 Instituições, envolvendo 6 Lares (Grupo Piloto, nos quais se encontram acolhidas 184 crianças e jovens); Primeiro Alargamento em 26 de Março de 2008, foram celebrados mais 21 Protocolos DOM, que envolveram 21 Lares e respectivas crianças e jovens acolhidas (768 no total); Segundo Alargamento em 23 de Setembro de 2008, foram celebrados mais 79 Protocolos DOM, que envolveram 84 Lares e respectivas crianças e jovens acolhidas (2881 no total); Terceiro Alargamento previsto para Abril de de Setembro de

22 Acompanhamento do Plano DOM Equipa Central DOM integrada no ISS: Concepção do Plano; Estratégia de Implementação; Formação dos Interventores; Coordenação, Supervisão e Acompanhamento. Equipas Locais DOM dos Centros Distritais Análise SWOT das Instituições; Acompanhamento da implementação do Plano nos Lares; Participação na selecção dos novos Técnicos, em parceria com a Instituição a que se destinam; Relatórios Semestrais de Evolução. 29 de Setembro de

23 Dinâmica do Plano DOM Pretendemos garantir de uma forma altamente motivada e empenhada a: Mudança de práticas institucionais que se revelem menos adequadas. Mudança de atitudes que não confiram a legitimidade para a devida salvaguarda dos interesses das crianças e jovens que requerem protecção e confiança no futuro; Mudança do paradigma do acolhimento institucional; Mudança para a QUALIFICAÇÃO INSTITUCIONAL 29 de Setembro de

24 Conclusão acreditamos nos Desafios aproveitamos as Oportunidades procuramos a Mudança 29 de Setembro de

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