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1 Análise Do Consumo Final De Energia Primária No Brasil No Período De Mileny Galdino da Silva (1) ; Carlos Roberto de Lima (2) ; Amanda Gomes Feitosa (3) ; Jéssica Mayara Hipólito de Araújo (4) ; Juliana Soares da Silva (5) (1) Estudante de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Campina Grande, Campus de Patos-PB; (2) Professor, UFCG/ Universidade Federal de Campina Grande, Campus de Patos- PB; (3) Estudante de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Campina Grande, Campus de Patos-PB; (4) Estudante de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Campina Grande, Campus de Patos-PB; (5) Estudante de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Campina Grande, Campus de Patos-PB; E- RESUMO O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. A energia primária são fontes providas pela natureza na sua forma direta, como o petróleo, gás natural, carvão mineral, energia hidráulica, lenha, etc. Objetivouse através do presente trabalho analisar o consumo final de energia primária no Brasil no período de Utilizaram-se dados de consumo final de energia primária do Balanço Energético Nacional- BEN 2012 e, o Microsoft Excel 2010, para fazer as respectivas analises. No período de 1990 e 2010 a lenha teve a sua participação percentual reduzida. Nas últimas duas décadas o consumo residencial, agropecuário e alimento/bebidas tiveram destaque no mercado nacional da lenha. Palavras-chave: Biomassa florestal, energia renovável, balanço energético. INTRODUÇÃO O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto à capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica), (ANEEL, 2008). O Brasil encontra-se numa situação em que, por um lado, o consumo de energia está crescendo, o que levará certamente à exaustão rápida das reservas, e por outro, o aumento do consumo agrava os problemas ambientais (GOLDEMBERG, 2000). No Balanço Energético Nacional (2012) o consumo final de energia cresceu 2,6%, alcançando 228,7 milhões de tep. A diferença de 43,7 milhões entre a oferta interna e o consumo final está associada às perdas e aos processos de transformação da energia primária em secundária. Em 2010, - Resumo Expandido - [67] ISSN:

2 a diferença entre a oferta interna e o consumo foi maior que em 2011, de 45,4 milhões de tep. Isso indica uma redução nas perdas entre um ano e outro. Outra parcela de energia primária é consumida diretamente nos diversos setores da economia, sendo este consumo designado por consumo final. A lenha sempre ofereceu histórica contribuição para o desenvolvimento da humanidade, tendo sido sua primeira fonte de energia, inicialmente empregada para aquecimento e cocção de alimentos. Com o passar dos anos, a lenha passou a ser utilizada como combustível sólido, líquido e gasoso, em processos para a geração de energia térmica, mecânica e elétrica (ANEEL, 2008; BRITO, 2007) A Reposição Florestal Obrigatória (Código Florestal, Lei /03/65 e Lei Estadual ) foi instituída a fim de assegurar o replantio das árvores cortadas para o abastecimento de empresas que utilizam produto florestal lenhoso (FLORATIETE, 2013) e, se constitui em um instrumento de planejamento energético regional e nacional e em um modelo a ser replicado em outra regiões do Brasil. O presente trabalho tem como objetivo analisar o consumo final de energia primária e lenha em diferentes setores da economia no Brasil, no período de MATERIAL E MÉTODOS Utilizaram-se dados de consumo final de energia primária do Balanço Energético Nacional- BEN As analises dos dados foram realizadas com auxílio do Microsoft Excel RESULTADOS E DISCUSSÃO A discussão se prendera ao balanço energético consolidado de 1990 a 2012, dele utilizar-se-á os dados referentes ao consumo final de energia primária no Brasil. A série de dados é apresentada da seguinte forma: gás natural, carvão vapor, lenha, produtos de cana e outras fontes primárias, além da relação aos diversos segmentos de mercado onde a série de dados é mostrada como sendo residencial, agropecuário, alimentos/bebidas, celulose e papel, cerâmico e outros. Observou-se na Figura 1, que o uso da lenha no Brasil apresentou estabilidade em seu consumo obtendo valores crescentes a partir de 1998, por outro lado, apesar dos produtos da cana de açúcar terem apresentado maior consumo em relação aos outros parâmetros, percebem-se algumas quedas no decorrer dos anos. - Resumo Expandido - [68] ISSN:

3 Consumo (100 Tep) CONSUMO PRIMÁRIO GÁS NATURAL CARVÃO VAPOR LENHA PRODUTOS DA CANA OUTRAS FONTES PRIMÁRIAS Figura 1: Consumo Final de Energéticos Secundários (1000 Tep). A Figura 2 demonstra que a lenha, entre as principais fontes de energia primária foi a que teve a sua participação percentual reduzida desde 1990 até Em 1990 essa fonte era responsável por 49% de consumo de energia primária, era, portanto a primeira fonte de consumo energético primário, em 2000 a sua participação estava reduzida ao nível de 37% e em 2010 a 23%. Figura 2: Consumo final energético primário (%) com relação ao total primário, elaboração própria a partir do BEN Se a participação percentual da lenha tem diminuído, o mesmo não acontece para os produtos da cana de açúcar, que em 1990 ocupava a segunda colocação com um percentual de 36% em 2000 e em 2010 aumentou 7%, superando o consumo de lenha e alcançando a primeira colocação no - Resumo Expandido - [69] ISSN:

4 consumo final de energia primária, posição em que permanece ate o atual momento (Figura 2). Resultados semelhantes foram obtidos por Lima (1992), onde a lenha também apresentou uma redução em seu consumo energético no decorrer dos anos. Demonstra-se a participação de diferentes setores da economia no consumo da lenha (energia primária) para o período em análise (1990 a 2010), conforme ilustra a figura 3. Figura 3: Consumo final energético primário (%) com relação aos diversos segmentos de mercado, elaboração própria a partir do BEN O consumo residencial predominou como o maior consumidor dessa fonte energética durante todo o período analisado, tendo participado com 51% do consumo de lenha em 1990 e chegando em 2010 com a participação de 41%. Mesmo tendo havido um decréscimo de 10 pontos percentuais, o setor residencial continua majoritário no consumo de lenha. Os segundos maiores consumidores de lenha no Brasil são o agropecuário e o ramo industrial cerâmica que em 2010 participaram com o mesmo nível total de lenha consumida (15%). Outros ramos do setor industrial se destacaram no consumo total de lenha no Brasil, são eles: alimentos/bebidas e papel e celulose, com 13% e 9% respectivamente cada. Tudo isto demonstra que a lenha continua sendo um importante insumo energético para o Brasil. - Resumo Expandido - [70] ISSN:

5 CONCLUSÕES Com sua pequena participação no mercado nacional, a lenha ainda continua sendo utilizada no consumo dos setores residencial, industrial e agropecuário. Apresentando destaque, por duas décadas, o consumo residencial. O desenvolvimento de novas alternativas energéticas como implantação de áreas de reflorestamento, utilização de resíduos de cana-de-açúcar, mudança na matriz energética dos fornos, como melhor aproveitamento do potencial energético de biomassa florestal que o Brasil possui. A Reposição Florestal representa um instrumento de política e planejamento energético que poderá proporcionar o aumento da oferta dos produtos florestais, gerando trabalho e renda no campo. Ao mesmo tempo, promove a redução da pressão sobre as florestas nativas remanescentes. Como exemplo, existe a Flora Tiete que produz milhares de mudas como para reposição florestal. REFERÊNCIAS ANNEL, Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, 3. ed. Brasília, 236 p BEN - Balanço Energético Nacional, Relatório Final 2010 Ano base Ministério de Minas e Energia; Brasília, 51p, BRASIL, Empresa de Pesquisa Energética. Balanço Energético Nacional 2012 Ano base 2011: Síntese do Relatório Final Rio de Janeiro: EPE, 53 p.: 18 il BRITO, J. O. O uso energético da madeira. Estudos Avançados. São Paulo, vol. 21, n FLORATIETE. Disponível em < >Acessado em: 20 agosto GOLDEMBERG, José. Pesquisa e desenvolvimento na área de energia. São Paulo em perspectiva. v.14. n.3 São Paulo, 2000 LIMA, C. R. Madeira: Fonte Alternativa e Renovável de Energia I. In: Encontro Brasileiro em Madeira e em Estrutura de Madeira, 4. São Carlos, Resumo Expandido - [71] ISSN:

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