A CARGA DE DOENÇA POR AIDS EM FLORIANÓPOLIS SC NO ANO DE 2009

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1 A CARGA DE DOENÇA POR AIDS EM FLORIANÓPOLIS SC NO ANO DE 2009 Mariah Fernandes Silva Jefferson Traebert 2 INTRODUÇÃO Os indicadores de saúde mostram-se de suma importância para que sejam tomadas decisões na saúde pública, diagnosticando as diversas situações que existem e permitindo uma melhor intervenção nas principais necessidades da população no que diz respeito à saúde. Além disso, tais indicadores devem reconhecer as doenças e as incapacidades por elas geradas. A Carga Global de Doença utiliza o DALY (Disability-Adjusted Life Years Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade) que tem como objetivo medir simultaneamente o impacto da mortalidade e a incapacidade 2. É calculado somando-se o tempo de vida perdido devido à morte prematura (YLL Years of Life Lost Anos de Vida Perdido) e tempo de vida perdidos devido à incapacitação (YLD Years Lived with Disability - Anos vividos com Incapacitação) 2. Os estudos de Carga de Doença dividem em três grupos as causas de perda de anos de vida por morte prematura ou por incapacidade. Dentre eles está o grupo I que inclui as doenças infecciosas/parasitárias/causas maternas/perinatais/deficiências nutricionais 2. É neste grupo que se enquadra a Aids. A Aids vem emergindo como uma das principais causa de morte. A síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) tem como agente etiológico o HIV, um retrovírus que infecta às células do sistema imunológico 3. Em 200 a taxa de incidência em Santa Catarina foi de 30,2/00 mil habitantes e em Florianópolis foi de 57,9/00 mil habitantes, ficando com 9ª posição em números de casos no país e a 4ª no estado 4, 5. Palavras chaves: Carga de Doença; Epidemiologia, Aids. OBJETIVOS Estimar a Carga de Doença por Aids no município de Florianópolis, SC no ano de MÉTODOS Foi desenvolvido um estudo epidemiológico observacional de delineamento ecológico constituído por dados de óbitos e notificações por Aids em indivíduos residentes em

2 Florianópolis, SC no ano de A pesquisa seguiu metodologia do Estudo de Carga de Doença no Brasil 2. Foram utilizadas informações sobre a população residente no município estimada por sexo e faixa-etária no ano de 2009 disponíveis na página do DATASUS/Ministério da Saúde. O número de anos perdidos devido à morte prematura (YLL - Years of Life Lost) foi calculado pela diferença entre a idade do óbito e os parâmetros utilizados no Estudo de Carga de Doença no Brasil 3, isto é, esperança de vida ao nascer de 80 anos para homens e 82,5 para mulheres. Foi aplicada uma taxa de desconto de 3% ao ano 2 para que os anos de vida futuros perdidos contabilizassem 97% do ano anterior e assim sucessivamente. O número de anos vividos com incapacitação (YLD - Years Life Desability) foi estimado pelo produto do peso da doença (peso Aids = 0,67) 6 e sua duração média (4, meses) 7 utilizando-se os casos incidentes, notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O número de DALYs foi dado pela soma de YLL e YLD. A subnotificação foi de 50%. Foram calculadas as taxas de YLL, YLD e DALY por 00 mil habitantes segundo sexo e faixas-etárias. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram analisados 350 registros de Aids em Florianópolis durante o ano Destes 92 (26,3%) eram registros de óbitos e 258 (73,7%) eram de casos notificados. Foram estimados 2.099, anos perdidos por morte pré matura (YLL) gerando uma taxa de 54,28 YLLs/00 habitantes. No sexo masculino a faixa etária mais acometida foi a de 30 a 44 anos com.54,96 YLLs/00 habitantes, seguida pela faixa etária dos 45 aos 59 anos com.359,78 YLLs/00 habitantes. O mesmo pôde ser observado no sexo feminino, no qual a faixa etária mais acometida também foi a de 30 a 44 anos com 657,76 YLLs/00 mil habitantes, seguida também pela faixa etária de 45 a 59 anos com 653,47 YLLs/00 mil habitantes (Figura ).

3 Foram estimados 43,58 anos vividos com incapacidade (YLD) gerando uma taxa de 0,67 YLDs/00 mil habitantes. No sexo masculino as faixas etárias mais acometidas foram de 30 a 44 anos com 36,6 YLDs/00 mil habitantes, seguida pela faixa etária de 45 a 59 anos com 244,40 YLDs/00 mil habitantes. O mesmo foi observado no sexo feminino com maiores taxas na faixa etária de 30 a 44 anos, seguida pela faixa etária de 45 a 59 anos, com 8,8 e 5,5 YLDs/00 mil habitantes, respectivamente (Figura 2).

4 Foram estimados 242,69 anos de vida perdidos ajustados por incapacidade (DALY) gerando uma taxa de 524,95 DALY/00 mil habitantes. Como o DALY é a soma do YLL e do YLD, observou-se mais uma vez que no sexo masculino as faixas etárias mais acometidas foram a de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos com taxas de 545,20 e 383,46 DALYs/00 mil habitantes, respectivamente. No sexo feminino observou maiores taxas também nas faixas etárias de 30 a 44 anos com 672,99 DALYs/00 mil habitantes e de 45 a 59 anos com 668,54 DALYs/00 mil habitantes (Figura 3). CONCLUSÕES A Carga de Doença por Aids na cidade de Florianópolis no ano de 2009 foi considerada alta com taxa de 524,95 DALYs/00 mil habitantes, manifestando-se essencialmente no sexo masculino na faixa etária de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos. REFERÊNCIAS - Machado HOP, Medeiros KR, Albuquerque PC, Gurgel Júnior GD. Um banco de dados a ser explorado na perspectiva dos recursos humanos para o SUS: a experiência do observatório de recursos humanos em saúde. In: Ministério da Saúde. Observatório de Recursos Humanos em Saúde no Brasil: estudos e análises. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2003.

5 2- Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública. Estimativa da Carga de Doença no Brasil Disponível em: Acesso em 4/08/ Ministério da Saúde (BR), Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. [online] 20. Disponível em: Acessado em 28/0/ Diretoria de Vigilância Epidemiológica. O perfil de epidemiológico da AIDS/ Secretaria de Estado da Saúde. ed. Atual. / por Iraci Batista da Silva, Naura Inês Gandin. Florianópolis: DIOESC, p. 5- Boletim Epidemiológico Aids e DST. Ano VIII nº 27ª a 52ª semanas epidemiológicas julho a dezembro de 200. Ano VIII nº 0ª a 26ª semanas epidemiológicas janeiro a junho de 20. Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. 6- World Health Organization. Global Burden of Disease 2004 update: disability weights for diseades and conditions. WHO, Acurcio FA, Cesar CC, Guimarães MDC. Health care utilization and survival among patients with aids in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil. Cad. Saúde Pública 998; 4: FOMENTOS UNISUL Universidade do Sul de Santa Catarina.

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