UNIDADE 8 RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇAO RACIAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIDADE 8 RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇAO RACIAL"

Transcrição

1 UNIDADE 8 RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇAO RACIAL

2 Módulo 1 - Aspectos gerais da educação e das relações étnico-raciais Unidade 8 Racismo, preconceito e discriminação racial Objetivos: Apresentar aspectos importantes e definidores da noção de racismo nas Ciências Humanas e Sociais; Diferenciar racismo, preconceito e discriminação racial. 1. Introdução A emergência dos chamados novos movimentos sociais no cenário político, especialmente a partir da segunda metade do século XX, provocou inquietações sociais, políticas e analíticas à medida que introduziram novas demandas, reivindicações, emblemas, símbolos e ideologias ao conjunto dos movimentos políticos. A emergência desses novos agentes políticos descortinaram diversas formas de opressão especialmente contra mulheres, negros, homossexuais, indígenas, imigrantes, etc. que haviam permanecido obscurecidos, negligenciados ou, simplesmente, silenciados pelas forças políticas dominantes: Estado, partidos políticos, movimentos populares, sindicatos, centrais sindicais etc. Ora, tal evidência representou em boa medida a constatação segundo a qual as lutas reivindicativas, por exemplo, dos partidos políticos e das organizações sindicais, deveriam ampliar seu leque de preocupações para inserir em seus programas as lutas políticas identitárias que esses grupos oprimidos experimentavam no seu cotidiano, processo que significou a necessidade de politizar as reivindicações identitárias e, ao mesmo tempo, esvaziar a representação dominante acerca dessas demandas. É nesse cenário, portanto, que termos como sexismo, racismo, xenofobia e xenofobismo, homofobia e homofobismo etc. passam, com maior frequência,a estar cada vez mais presente no debate teórico e político contemporâneo. Esses questionamentos significavam colocar na ordem do dia uma série de problemas, conceitos e agentes políticos que, até então, continuavam silenciados ou negligenciados pela forma tradicional de se pensar e fazer política. Nesse contexto, conceitos como diferença, reconhecimento, identidade, etnicidade, democracia, multiculturalismo, etc. passavam a informar mais e mais os embates políticos e teóricos na atualidade. Uma posição que tem assumido grande destaque na teoria social contemporânea, diz respeito às lutas por reconhecimento. Essa concepção tem sublinhado que as demandas e as lutas dos grupos, ao contrário de reivindicações meramente materiais, aspiram, na verdade, ao reconhecimento da sua identidade de grupo, de seus traços, características e heranças culturais. 2

3 Disciplina 2 - Identidade, Diferença e Racismo 2. Racismo, preconceito e discriminação racial As lutas por reconhecimento têm questionado as bases normativas da sociabilidade atual à medida que sublinham que os padrões culturais podem engendrar formas de opressão, desigualdades e sofrimentos, precisamente por não reconhecerem as particularidades culturais. Para Taylor (1993), por exemplo, a política do reconhecimento implica em acentuar os nexos entre identidade e reconhecimento, pois, para ele, uma luta baseada nesta última categoria é uma luta pela diferença. Neste sentido, na relação entre brancos e negros, sublinha Taylor (1993), estabeleceu-se uma imagem depreciada da população negra projetada pelos brancos durante vários anos, que alguns negros não deixaram de adotar. Dessa forma, autodepreciação se constitui em um dos principais, eficazes e poderosos instrumentos de sua própria opressão. Por isso, o falso reconhecimento não apenas evidencia a ausência de respeito merecido, mas pode, igualmente, causar uma ferida dolorosa, que provoca em suas vítimas efetivas uma aversão mutiladora contra si mesmas. Portanto, conclui Taylor, o devido reconhecimento não é somente uma cortesia que devemos ao outro: é uma necessidade humana vital (TAYLOR, 1993, p. 45). No mesmo contexto teórico, mas com outra finalidade política, a filósofa americana Nancy Fraser analisa o que denomina coletividades ambivalentes (são aquelas que sofrem opressões ou injustiças simultaneamente de natureza econômica e cultural. Um exemplo de coletividade ambivalente analisado por Fraser (2001) encontra-se na luta contra o racismo. Raça, assim como classe, é uma categoria essencial da economia política. Nesse sentido, raça estrutura a divisão do trabalho na sociedade capitalista. De fato, raça legitima a divisão no interior do trabalho assalariado entre profissões mal pagas, sujas, desqualificadas e desprestigiadas, ocupadas quase sempre por pessoas de cor (negros, indígenas etc.) e profissões técnicas, científicas, liberais, etc. bem pagas e dotadas de reconhecimento e prestígio social, dominadas primordialmente por brancos. A divisão do trabalho na atualidade, diz Fraser, como herança histórica do colonialismo e da escravidão, cria e reproduz classificações raciais para legitimar as formas de exploração e apropriação cruel que se abatem, especialmente, sobre os negros (FRASER 2001). Na forma atual do capitalismo, a raça aparece como um importante marcador que informa a maneira como os indivíduos e coletividades têm acesso ao mercado de trabalho, cujo resultado é a transformação de amplos contingentes da população de cor em subproletariados degradados e supérfluos (FRASER 2001: 263). Além do mais, o produto social de tudo isso é a reprodução de uma estrutura político-econômica que cria mecanismos de exploração, marginalização e exclusão sistemáticas que se fundamentam na raça. O desenvolvimento do debate teórico e político exposto brevemente acima nos coloca o desafio de elaborar uma definição de racismo, preconceito e discriminação dialogando as teorias do reconhecimento. Neste sentido, não parece fora de propósito conceber o racismo como uma prática social sob a qual o agente racista não reconhece a dignidade e estima social do objeto de sua ação, cuja finalidade é atingir a autoconfiança, o autorrespeito e a autoestima dos indivíduos e coletividades não reconhecidas. Além disso, o racismo pode ser uma forma de reconhecimento positivo entre coletividades: grupos racistas constroem sua identidade pela denegação do reconhecimento. A luta por reconhecimento engendrada pelos ativistas 3

4 Módulo 1 - Aspectos gerais da educação e das relações étnico-raciais sociais antirracistas visa combater as práticas e as representações que afetam o autorrespeito e a autoestima de indivíduos e coletividades que têm o reconhecimento denegado. Por isso, o racismo carrega consigo a desigualdade entre identidades, em outros termos, é a negação da identidade igualitária, cujos desdobramentos relegam os indivíduos racialmente inferiorizados a um status de cidadão de segunda classe, apesar da igualdade de direitos e de atribuição formalmente reconhecidas pelo Estado (d ADESKY, 2001, p. 32). Isto implica, em um só movimento, reconhecer a dignidade identitária individual e coletiva daqueles que são alvos de práticas cotidianas de injustiça social. IMPORTANTE Preconceito racial é o reconhecimento de condutas morais, atributos intelectuais, estéticos, físicos e psíquicos como propriedades de raça, independente da experiência social que se tenha com os supostos integrantes de tal ou qual grupo e independente da inexistência da noção de raça como realidade biológica. É uma atribuição por antecipação, e como tal pode assumir diversas formas: estética, escrita, oral, privada e pública. Discriminação racial, por seu turno, refere-se ao comportamento e ações efetivas, reconhecidas como legítimas, a partir da ideologia racial. SAIBA MAIS FERNANDES, Florestan. Significado do protesto negro. São Paulo: Cortez/Autores Associados, FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: 3. ed. Editora Ática, 1978 FRY, Peter. O que a Cinderela negra tem a dizer sobre a política racial no Brasil. Revista USP, São Paulo, nº 28, p GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Tradução Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975 GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo & HUNTELY, Lynn (org.). Tirando a máscara: ensaios sobre o racismo no Brasil. São Paulo: Paz e terra, 2000 GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Classes, raças e democracia. São Paulo: Editora 34,

5 Disciplina 2 - Identidade, Diferença e Racismo Referências D Adesky, Jacques. Pluralismo étnico e multiculturalismo: racismos e anti-racismos no Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, FRASER, Nancy. Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça na era pós-socialista. In: SOUZA, Jessé (org). Democracia hoje: novos desafios para a teoria democrática contemporânea. Brasília (DF): Editora Universidade de Brasília, 2001, p SILVA, Jair Batista da.racismo e sindicalismo reconhecimento, redistribuição e ação política das centrais sindicais acerca do racismo no Brasil ( ) p. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, UNICAMP, Campinas (SP). TAYLOR, Charles. El multiculturalismo y la política Del reconocimiento: ensaio de Charles Taylor. Traducción MônicaUtrilla de Neira. México, Fondo de Cultura Económica,

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades 1 Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades A Comissão Nacional da Questão da Mulher Trabalhadora da CUT existe desde 1986. Neste período houve muitos avanços na organização das

Leia mais

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Relações Raciais no Brasil. Teleaula 2. Para Refletir!

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Relações Raciais no Brasil. Teleaula 2. Para Refletir! Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana Teleaula 2 Profa. Dra. Marcilene Garcia de Souza Relações Raciais no Brasil Características históricas para compreender

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população

Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população negra brasileira são fundamentadas historicamente na luta

Leia mais

Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural

Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural Coordenação de Diversidade SECAD/MEC Professora Leonor Araujo A escola é apontada como um ambiente indiferente aos

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

Trabalhando com Projetos

Trabalhando com Projetos Trabalhando com Projetos Educar para a diversidade étnica e cultural investigação e ação Ricardo Luiz da Silva Fernandes Educar para a compreensão da pluralidade cultural é a luta para construção da igualdade

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE 19 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE Alexandre do Nascimento - FAETEC - RJ Resumo No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo

334 Valdecy de Oliveira Pontes e Alexandra Maria de Castro e Santos Araújo MARTINS, André Ricardo Nunes. A polêmica construída: racismo e discurso da imprensa sobre a política de cotas para negros. Brasília: Senado Federal, 2011, 281p. O livro intitulado A polêmica construída:

Leia mais

Manifesto da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver. Brasília 13 de maio de 2015

Manifesto da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver. Brasília 13 de maio de 2015 Manifesto da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver Brasília 13 de maio de 2015 Nós, mulheres negras brasileiras, descendentes das aguerridas quilombolas e que

Leia mais

UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9

UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9 UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9 RELATÓRIO: JUVENTUDE NEGRA: PRECONCEITO, VIOLÊNCIA E DISCRIMINAÇÃO RACIAL MARIA DO SOCORRO SILVA

Leia mais

Movimentos sociais - tentando uma definição

Movimentos sociais - tentando uma definição Movimentos sociais - tentando uma definição Analogicamente podemos dizer que os movimentos sociais são como vulcões em erupção; Movimentos sociais - tentando uma definição Movimentos sociais ocorrem quando

Leia mais

OS MANIFESTOS, O DEBATE PÚBLICO E A PROPOSTA DE COTAS

OS MANIFESTOS, O DEBATE PÚBLICO E A PROPOSTA DE COTAS COMO CITAR ESTE TEXTO: NASCIMENTO, Alexandre do. Os Manifestos, o debate público e a proposta de cotas. Revista Lugar Comum: Estudos de Mídia, Cultura e Democracia, n. 23/24. Ou NASCIMENTO, Alexandre do.

Leia mais

Identidade: importância e significados. Quem sou eu? O que eu quero? Qual meu lugar no mundo?

Identidade: importância e significados. Quem sou eu? O que eu quero? Qual meu lugar no mundo? CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS NAYARA DE SOUZA ARAUJO Identidade: importância e significados Quem sou eu? O que eu quero? Qual meu lugar no mundo? SÃO PAULO 2012 O que define um povo

Leia mais

Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente

Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Laís Abramo Socióloga, Mestre e Doutora em Sociologia Diretora do Escritório da OIT no Brasil Salvador,

Leia mais

As políticas de diversidade no governo Lula: inclusão e reconhecimento AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NO GOVERNO LULA: INCLUSÃO

As políticas de diversidade no governo Lula: inclusão e reconhecimento AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NO GOVERNO LULA: INCLUSÃO E RECONHECIMENTO* 32 Sidney Reinaldo Silva* 33 As políticas de diversidade no governo Lula: inclusão e reconhecimento AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NO GOVERNO LULA: INCLUSÃO A diversidade pode ser entendida

Leia mais

Harmonização de Conceitos de Ações Afirmativas em DST/Aids para a População Negra e a Interface com a PNSIPN

Harmonização de Conceitos de Ações Afirmativas em DST/Aids para a População Negra e a Interface com a PNSIPN Harmonização de Conceitos de Ações Afirmativas em DST/Aids para a População Negra e a Interface com a PNSIPN Simone Cruz Psicóloga; Mestre em Saúde Coletiva Plano Estadual de Ações Afirmativas em Prevenção

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

AÇÕES AFIRMATIVAS E POLÍTICAS DE COTAS A QUESTÃO DO ACESSO A UNIVERSIDADE PÚBLICA. INTRODUÇÃO

AÇÕES AFIRMATIVAS E POLÍTICAS DE COTAS A QUESTÃO DO ACESSO A UNIVERSIDADE PÚBLICA. INTRODUÇÃO AÇÕES AFIRMATIVAS E POLÍTICAS DE COTAS A QUESTÃO DO ACESSO A UNIVERSIDADE PÚBLICA. Leandro Farias VAZ Mestrando em Geografia - UFG-IESA leandrofvaz@hotmail.com INTRODUÇÃO Este trabalho objetiva discutir

Leia mais

RACISMO NO BRASIL DIFERENCIAÇÃO INJUSTA CÓDIGO PENAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

RACISMO NO BRASIL DIFERENCIAÇÃO INJUSTA CÓDIGO PENAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 No dia 20 de novembro celebra-se o Dia da Consciência Negra. A data, comemorada nacionalmente desde 1978 e com feriados em algumas cidades desde 1995, marca o aniversário de morte de Zumbi, o líder do

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB

O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB Introdução Este trabalho se insere nas discussões atuais sobre relação étnico-cultural

Leia mais

implementação do Programa de Ação para a Segunda Década de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial,

implementação do Programa de Ação para a Segunda Década de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial, 192 Assembleia Geral 39 a Sessão suas políticas internas e exteriores segundo as disposições básicas da Convenção, Tendo em mente o fato de que a Convenção está sendo implementada em diferentes condições

Leia mais

AULA 05. Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008

AULA 05. Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008 AULA 05 Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008 FÁBRICA DE IDÉIAS PEDAGÓGICAS CONCURSO PMSP FUND II 2011 (em parceria com a APROFEM e o Jornal dos Concursos)

Leia mais

A Educação para e na Diversidade. 28 de abril 2009 São Paulo

A Educação para e na Diversidade. 28 de abril 2009 São Paulo A Educação para e na Diversidade 28 de abril 2009 São Paulo NOSSA MISSÃO Construir, articular, promover e implementar práticas e políticas inclusivas, com os diversos setores da sociedade, para garantir

Leia mais

Plano de Aula A construção sócio-histórica do Racismo brasileiro Objetivo Geral O objetivo da aula é fazer com que os(as) estudantes compreendam, a

Plano de Aula A construção sócio-histórica do Racismo brasileiro Objetivo Geral O objetivo da aula é fazer com que os(as) estudantes compreendam, a Plano de Aula A construção sócio-histórica do Racismo brasileiro Objetivo Geral O objetivo da aula é fazer com que os(as) estudantes compreendam, a partir do processo histórico, como a desvalorização da

Leia mais

TÍTULO: DESIGUALDADE SOCIAL E O FENÔMENO DA GLOBALIZAÇÃO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

TÍTULO: DESIGUALDADE SOCIAL E O FENÔMENO DA GLOBALIZAÇÃO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: DESIGUALDADE SOCIAL E O FENÔMENO DA GLOBALIZAÇÃO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS

Leia mais

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

DESIGUALDADE RACIAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ

DESIGUALDADE RACIAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ 1 DES E PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ INTRODUÇÃO No Brasil, criou-se a ideologia da democracia racial para explicar que as oportunidades

Leia mais

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal.

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal. Educação Não-Formal Todos os cidadãos estão em permanente processo de reflexão e aprendizado. Este ocorre durante toda a vida, pois a aquisição de conhecimento não acontece somente nas escolas e universidades,

Leia mais

Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade

Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade Congresso de Prevenção à Aids e de Saúde Sexual e Reprodutiva (Gapa-Bahia) Salvador, 19.03.07 Cristina Câmara Contexto social da aids no Brasil Democratização

Leia mais

Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente

Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Laís Abramo Socióloga, Mestre e Doutora em Sociologia Diretora Escritório da OIT no Brasil Brasília, 3 de

Leia mais

UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA

UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA Módulo 1 - Aspectos gerais da educação e das relações étnico-raciais Unidade 10 - Para uma educação antirracista Objetivos: Analisar o conceito de multiculturalismo;

Leia mais

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto O fato de um livro sobre o racismo ter sido organizado por um lingüista revela um ramo fecundo

Leia mais

Preconceito na Própria Raça e Outras Raças

Preconceito na Própria Raça e Outras Raças Preconceito na Própria Raça e Outras Raças Aline Figueiredo* José Roberto Mary** Diferença de Racismo e Preconceito Muito se fala de racismo e preconceito atualmente, porém é importante a compreensão das

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE TÍTULO DO TRABALHO Por: Ines Maria Azevedo do Nascimento Orientador Prof. Maria poppe Rio de Janeiro 2004 UNIVERSIDADE CANDIDO

Leia mais

Presidência da República Federativa do Brasil. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Presidência da República Federativa do Brasil. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Presidência da República Federativa do Brasil Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial A SEPPIR CRIAÇÃO A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial)

Leia mais

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8

Capacitação em Educação em Direitos Humanos. FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 Capacitação em Educação em Direitos Humanos FUNDAMENTOS HISTÓRICO- FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Módulo 1.8 1 FUNDAMENTOS HISTÓRICO-FILOSÓFICOS DOS DIREITOS HUMANOS Direitos Humanos: sua origem e natureza

Leia mais

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosa Maria Cavalheiro Jefferson Olivatto da Silva UNICENTRO Resumo: No Brasil, a abordagem das questões relacionadas História e Cultura Afro-Brasileira e

Leia mais

JORNADA DAS MARGARIDAS 2013

JORNADA DAS MARGARIDAS 2013 JORNADA DAS MARGARIDAS 2013 PAUTA INTERNA 1 - ORGANIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SINDICAL 1 Assegurar condições de igualdade para homens e mulheres exercerem com autonomia o trabalho sindical nas diversas secretarias

Leia mais

(Desigualdades de) Raça, cor, etnia. 06 e 13 de outubro

(Desigualdades de) Raça, cor, etnia. 06 e 13 de outubro (Desigualdades de) Raça, cor, etnia 06 e 13 de outubro Dias, cap. 12 Conceitos fundamentais: 1. Etnia 2. Raça/ Cor 3. Preconceito 4. Discriminação 5. Grupos minoritários 6. Exclusão, segregação Etnia Baseia-se

Leia mais

RELACIONAMENTO JURÍDICO DO ESTADO BRASILEIRO COM INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, NO QUE CONCERNE À EDUCAÇÃO

RELACIONAMENTO JURÍDICO DO ESTADO BRASILEIRO COM INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, NO QUE CONCERNE À EDUCAÇÃO RELACIONAMENTO JURÍDICO DO ESTADO BRASILEIRO COM INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, NO QUE CONCERNE À EDUCAÇÃO GEORGE DE CERQUEIRA LEITE ZARUR Consultor Legislativo da Área XV Educação, Desporto, Bens Culturais,

Leia mais

TÍTULO: QUAIS AGRAVANTES A DISCRIMINAÇÃO RACIAL E A GLOBALIZAÇÃO CAUSAM A DESIGUALDADE SOCIAL

TÍTULO: QUAIS AGRAVANTES A DISCRIMINAÇÃO RACIAL E A GLOBALIZAÇÃO CAUSAM A DESIGUALDADE SOCIAL TÍTULO: QUAIS AGRAVANTES A DISCRIMINAÇÃO RACIAL E A GLOBALIZAÇÃO CAUSAM A DESIGUALDADE SOCIAL CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO: FACULDADE ZUMBI DOS

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA E SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS NAS UNIVERSIDADES: PRINCÍPIO DE IGUALDADE E DEMOCRACIA?

POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA E SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS NAS UNIVERSIDADES: PRINCÍPIO DE IGUALDADE E DEMOCRACIA? POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA E SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS NAS UNIVERSIDADES: PRINCÍPIO DE IGUALDADE E DEMOCRACIA? Karen de Abreu Anchieta Universidade Estadual de Londrina karenaanchieta@bol.com.br RESUMO

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

Os Cursos Pré-Vestibulares para Negros e as Políticas de Cotas nas Instituições de Ensino Superior no Brasil

Os Cursos Pré-Vestibulares para Negros e as Políticas de Cotas nas Instituições de Ensino Superior no Brasil LUGAR COMUM Nº30, pp. 95-100 Os Cursos Pré-Vestibulares para Negros e as Políticas de Cotas nas Instituições de Ensino Superior no Brasil Alexandre do Nascimento Políticas de ação afirmativa são medidas

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE URUAÇU ESTADO DE GOIÁS PODER EXECUTIVO SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO CNPJ 01.219.807/0001-82

PREFEITURA MUNICIPAL DE URUAÇU ESTADO DE GOIÁS PODER EXECUTIVO SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO CNPJ 01.219.807/0001-82 Lei nº 1.591/2010 Altera a Lei Municipal 1.313/205, Cria a Coordenadoria Especial de Políticas para Mulheres, Cria a Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial, e dá outras providências. O

Leia mais

CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE. Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014.

CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE. Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014. CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014. DEDICATÓRIA Para todas as crianças negras e de classes populares que são vítimas das atrocidades

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 416/2006

RESOLUÇÃO Nº 416/2006 RESOLUÇÃO Nº 416/2006 Regulamenta o Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas e dá outras providências. O Conselho de Educação do Ceará CEC, no uso de suas atribuições legais no uso de suas

Leia mais

Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é:

Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é: Atividade extra Fascículo 3 Sociologia Unidade 5 Questão 1 Um forte elemento utilizado para evitar as tendências desagregadoras das sociedades modernas é: a. Isolamento virtual b. Isolamento físico c.

Leia mais

EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS MÓDULOS IV e V. Profa. Dra. Sueli Saraiva (colaboradora)

EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS MÓDULOS IV e V. Profa. Dra. Sueli Saraiva (colaboradora) EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS MÓDULOS IV e V Profa. Dra. Sueli Saraiva (colaboradora) EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS I MÓDULO IV Discutir sobre a educação das relações étnico-raciais na escola,

Leia mais

Pronunciamento em defesa das políticas de ações afirmativas no Brasil. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados,

Pronunciamento em defesa das políticas de ações afirmativas no Brasil. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Pronunciamento em defesa das políticas de ações afirmativas no Brasil Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Conhecemos as desigualdades raciais no Brasil, que estão inequivocamente

Leia mais

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS 01. Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, expressas pela Câmara

Leia mais

AS POLÍTICAS DE COTAS PARA O ACESSO DE NEGROS AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL E A IMPORTÂNCIA DOS CURSOS PRÉ VESTIBULARES PARA NEGROS NA SUA CONSOLIDAÇÃO

AS POLÍTICAS DE COTAS PARA O ACESSO DE NEGROS AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL E A IMPORTÂNCIA DOS CURSOS PRÉ VESTIBULARES PARA NEGROS NA SUA CONSOLIDAÇÃO IX SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO NO BRASIL Universidade Federal da Paraíba João Pessoa 31/07 a 03/08/2012 Anais Eletrônicos ISBN 978-85-7745-551-5 AS POLÍTICAS

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

COR NO ENSINO SUPERIOR: PERFIL DE ALUNOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, ECONOMIA E DIREITO DA UFMT.

COR NO ENSINO SUPERIOR: PERFIL DE ALUNOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, ECONOMIA E DIREITO DA UFMT. COR NO ENSINO SUPERIOR: PERFIL DE ALUNOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, ECONOMIA E DIREITO DA UFMT. SANTOS, Cássia Fabiane dos - UFMT 1 GT: Afro-brasileiros e Educação / n.21 Agência Financiadora: Não contou

Leia mais

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Introdução No Brasil, a questão étnico-racial tem estado em pauta, nos últimos anos, em debates sobre políticas

Leia mais

RAÇA E EDUCAÇÃO: PERFIL DOS CANDIDATOS COTISTAS AUTONOMEADOS NEGROS DE ESCOLA PÚBLICA DO PROGRAMA

RAÇA E EDUCAÇÃO: PERFIL DOS CANDIDATOS COTISTAS AUTONOMEADOS NEGROS DE ESCOLA PÚBLICA DO PROGRAMA RAÇA E EDUCAÇÃO: PERFIL DOS CANDIDATOS COTISTAS AUTONOMEADOS NEGROS DE ESCOLA PÚBLICA DO PROGRAMA UFGInclui. BASTOS, Rachel Benta Messias (8ªt. Doutorado FE/UFG;rachelbenta@hotmail.com) RESENDE, Anita

Leia mais

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA RESUMO LEI 10.639/03 Anne Caroline Silva Aires Universidade Estadual da Paraíba annec153@yahoo.com.br Teresa Cristina Silva Universidade Estadual da

Leia mais

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO O racismo é um fenômeno das relações sociais do Brasil. No estado da Paraíba, onde mais de 60% da população é negra, não encontramos essa mesma proporcionalidade

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

Multiculturalismo e Direitos Humanos

Multiculturalismo e Direitos Humanos Multiculturalismo e Direitos Humanos Vera Maria Candau Articular igualdade e diferença: uma exigência do momento Multiculturalismo na realidade latino-americana A questão das políticas de ação afirmativa

Leia mais

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Mary Clevely Mendes Programa de Iniciação Científica UEG / CNPq Orientador (Pesquisador-líder):

Leia mais

ALTERA O CÓDIGO CIVIL, PERMITINDO O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO

ALTERA O CÓDIGO CIVIL, PERMITINDO O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO Grupo Parlamentar Projecto de lei n.º 14/XI ALTERA O CÓDIGO CIVIL, PERMITINDO O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO Exposição de Motivos: O significado histórico do reconhecimento da igualdade A alteração

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL (PET) Tutor do Grupo PET: Prof. Vinicius Del Colle ENSINO PESQUISA EXTENSÃO

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL (PET) Tutor do Grupo PET: Prof. Vinicius Del Colle ENSINO PESQUISA EXTENSÃO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL (PET) Tutor do Grupo PET: Prof. Vinicius Del Colle ENSINO PESQUISA EXTENSÃO Universidade Federal de Alagoas Campus Arapiraca Laboratório de Educação Química e Divulgação Científica

Leia mais

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO INTEGRAL Retirado e adaptado de: LEITE, L. H. A., MIRANDA, S. A. e CARVALHO, L. D. Educação Integral e Integrada: Módulo

Leia mais

AS RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E AS AÇÕES AFIRMATIVAS: UM LIMIAR PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XXI.

AS RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E AS AÇÕES AFIRMATIVAS: UM LIMIAR PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XXI. AS RELAÇÕES ETNICO-RACIAIS E AS AÇÕES AFIRMATIVAS: UM LIMIAR PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XXI. Vandeilton Trindade Santana Universidade do Estado da Bahia wander.sam@gmail.com INTRODUÇÃO O objetivo

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

a obrigatoriedade da temática história e cultura afro-brasileira e indígena.

a obrigatoriedade da temática história e cultura afro-brasileira e indígena. A LEI 10.639 E AS IMPLICAÇÕES PARA AS PRÁTICAS DE ENSINO: O QUE A QUESTÃO RACIAL TEM SUSCITADO NO COTIDIANO ESCOLAR? Fabiana de Oliveira Profa. Dra. Instituto de Ciências Humanas e Letras ICHL Universidade

Leia mais

A POLÍTICA DE EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS DA POPULAÇÃO NEGRA. Prof. Dr. Silvio Luiz de Almeida

A POLÍTICA DE EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS DA POPULAÇÃO NEGRA. Prof. Dr. Silvio Luiz de Almeida A POLÍTICA DE EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS DA POPULAÇÃO NEGRA Prof. Dr. Silvio Luiz de Almeida As ações afirmativas na construção de um horizonte ético Democracia, Republicanismo e Cidadania - Questão racial:

Leia mais

GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA: UM INSTRUMENTO DA INCLUSÃO RESUMO

GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA: UM INSTRUMENTO DA INCLUSÃO RESUMO Revista Eletrônica da Faculdade Metodista Granbery http://re.granbery.edu.br - ISSN 1981 0377 Curso de Pedagogia - N. 6, JAN/JUN 2009 GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA: UM INSTRUMENTO DA INCLUSÃO Beanilde Toledo

Leia mais

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO Área Temática: Educação Coordenador: Adilson de Angelo 1 Autoras: Neli Góes Ribeiro Laise dos

Leia mais

A COR DA POBREZA: UMA ANÁLISE ACERCA DAS DESIGUALDADES RACIAIS E IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES AFIRMATIVAS NO BRASIL.

A COR DA POBREZA: UMA ANÁLISE ACERCA DAS DESIGUALDADES RACIAIS E IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES AFIRMATIVAS NO BRASIL. Anais do SILIAFRO. Volume, Número 1. EDUFU,2012 131 A COR DA POBREZA: UMA ANÁLISE ACERCA DAS DESIGUALDADES RACIAIS E IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES AFIRMATIVAS NO BRASIL. Douglas Henrique de S. Xavier Universidade

Leia mais

O EMPREGO DOMÉSTICO. Boletim especial sobre o mercado de trabalho feminino na Região Metropolitana de São Paulo. Abril 2007

O EMPREGO DOMÉSTICO. Boletim especial sobre o mercado de trabalho feminino na Região Metropolitana de São Paulo. Abril 2007 O EMPREGO DOMÉSTICO Boletim especial sobre o mercado de trabalho feminino na Abril 2007 Perfil de um emprego que responde por 17,7% do total da ocupação feminina e tem 95,9% de seus postos de trabalho

Leia mais

[REDSTOCKINGS] [MANIFESTO,1969]

[REDSTOCKINGS] [MANIFESTO,1969] Consideramos nossa experiencia pessoal, e nossos sentimientos sobre essa experiencia, como a base para uma análise de nossa situação comum. NÃo podemos depender das ideologias existentes uma vez que são

Leia mais

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT RELATO DE EXPERIÊNCIA Introdução Marcos Serafim Duarte

Leia mais

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org

Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org Este documento faz parte do Repositório Institucional do Fórum Social Mundial Memória FSM memoriafsm.org O Movimento Social Palestino rumo ao FME O Fórum Mundial da Educação na Palestina será realizado

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Anais III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva Ações Inclusivas de Sucesso Belo Horizonte 24 a 28 de maio de 2004 Realização: Pró-reitoria de Extensão

Leia mais

MATRIZ DA PROVA DE EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA SOCIOLOGIA (CÓDIGO 344 ) 12ºAno de Escolaridade (Dec.-Lei nº74/2004) (Duração: 90 minutos)

MATRIZ DA PROVA DE EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA SOCIOLOGIA (CÓDIGO 344 ) 12ºAno de Escolaridade (Dec.-Lei nº74/2004) (Duração: 90 minutos) 1. Unidades temáticas, conteúdos e objetivos/competências I O que é a Sociologia Unidades temáticas/conteúdos* 1. Sociologia e conhecimento sobre a realidade social 1.1. Ciências Sociais e Sociologia 1.2.

Leia mais

Posição do Secularismo e dos Direitos Humanos

Posição do Secularismo e dos Direitos Humanos ELEIÇÕES da UE 2014 Posição do Secularismo e dos Direitos Humanos Memorando da EHF NOVEMBRO 2013 A s eleições europeias de maio de 2014 serão cruciais para os humanistas da Europa. A ascensão de partidos

Leia mais

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial Introdução Este documento foi elaborado e aprovado pela Equipe de País do Sistema das Nações Unidas no Brasil em resposta ao interesse

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROINFÂNCIA BAHIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA FACULDADE DE EDUCAÇÃO - FACED DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE

EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE INTRODUÇÃO Aflânia Dantas Diniz de Lima UFRPE aflanialima@hotmail.com Jackson Diniz Vieira UFRPE Jacksondv.sb@hotmail.com

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

UNIDADE 5 O MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL: SUAS LUTAS E CONQUISTAS

UNIDADE 5 O MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL: SUAS LUTAS E CONQUISTAS UNIDADE 5 O MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL: SUAS LUTAS E CONQUISTAS Módulo 1 - Aspectos gerais da educação e das relações étnico-raciais Unidade 5- O movimento negro no Brasil: suas lutas e conquistas Objetivos:

Leia mais

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 Reunidos na cidade de Quebec de 18 a 22 de setembro de 1997, na Conferência Parlamentar das Américas, nós, parlamentares das Américas, Considerando que o

Leia mais

Equidade e igualitarismo: Por quê os socialistas defendem as cotas?

Equidade e igualitarismo: Por quê os socialistas defendem as cotas? 1 Equidade e igualitarismo: Por quê os socialistas defendem as cotas? Valerio Arcary Se se entende que toda transgressão contra a propriedade, sem entrar em distinções, é um roubo, não será um roubo toda

Leia mais

TUDO BEM SER DIFERENTE?!? A PRÁTICA CURRICULAR COMO ESPELHO DA CULTURA.

TUDO BEM SER DIFERENTE?!? A PRÁTICA CURRICULAR COMO ESPELHO DA CULTURA. Culturas e Conhecimentos Disciplinares Débora Barreiros TUDO BEM SER DIFERENTE?!? A PRÁTICA CURRICULAR COMO ESPELHO DA CULTURA. Numa sociedade em que o discurso sobre o respeito à diferença ganha cada

Leia mais

Revista África e Africanidades Ano 2 - n. 5 - Maio. 2009 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com

Revista África e Africanidades Ano 2 - n. 5 - Maio. 2009 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com Direitos Humanos A mulher negra brasileira Walkyria Chagas da Silva Santos Pós-graduanda em Direito do Estado pela Fundação Faculdade de Direito da Bahia - UFBA E-mail: kyriachagas@yahoo.com.br A articulação

Leia mais

FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO SANTA MARIA-RS/BRASIL EDUCAÇÃO: ECONOMIA SOLIDÁRIA E ÉTICA PLANETÁRIA

FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO SANTA MARIA-RS/BRASIL EDUCAÇÃO: ECONOMIA SOLIDÁRIA E ÉTICA PLANETÁRIA Carta de Santa Maria FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO SANTA MARIA-RS/BRASIL EDUCAÇÃO: ECONOMIA SOLIDÁRIA E ÉTICA PLANETÁRIA Nós, participantes do Fórum Mundial de Educação, realizado em Santa Maria (RS-Brasil),

Leia mais

CARTA DA IGUALDADE 11 COMPROMISSOS PARA UM TERRITÓRIO MAIS IGUAL

CARTA DA IGUALDADE 11 COMPROMISSOS PARA UM TERRITÓRIO MAIS IGUAL CARTA DA IGUALDADE 11 COMPROMISSOS PARA UM TERRITÓRIO MAIS IGUAL PREÂMBULO A igualdade das mulheres e dos homens é um direito fundamental para todos e todas, constituindo um valor capital para a democracia.

Leia mais