1 Fatores Organizacionais como Parâmetros para Conceber, Implementar e Manter um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1 Fatores Organizacionais como Parâmetros para Conceber, Implementar e Manter um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho 1"

Transcrição

1 1 Fatores Organizacionais como Parâmetros para Conceber, Implementar e Manter um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho 1 Richers, Rosane Schmalz 2 e Barreiros, Dorival 3 2. Médica e coordenadora do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) do IPT, de 1996 até hoje, e da Dersa Desenvolvimento Rodoviário S.A., de 1990 até Mestre em Sistema Integrado de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho do Centro Universitário Senac S.P. 3. Pesquisador da Fundacentro e professor do Mestrado em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente do Centro Universitário Senac S.P. Resumo Este é um texto exploratório que identifica fatores organizacionais necessários para que a concepção de sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho possa ganhar consistência ao longo do tempo e promover a melhoria no desempenho dessas questões dentro das organizações. Aspectos como a promoção do aprendizado organizacional, avaliação da qualidade de adesão e interação dos elementos do sistema de gestão, promoção de uma cultura organizacional que privilegie as questões de segurança e saúde no trabalho e assegurar a consolidação do ciclo de melhoria contínua constitui alguns dos fatores essenciais que devem ser contemplados a fim de que o sistema de gestão possa assegurar a melhoria no desempenho da segurança e saúde no trabalho ao longo do tempo. Palavras-chave: fatores organizacionais, sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho, aprendizado organizacional e cultura organizacional. Palavras chave: organizational factors, occupational health and safety management system, organizational learning and organizational culture. 1 Este artigo apresenta os resultados da dissertação de mestrado apresentada ao Centro Universitário SENAC em Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT Av. Almeida Prado, 532, São Paulo, SP T Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança do Trabalho - Fundacentro Rua Capote Valente, 710, São Paulo, SP

2 Introdução 2 Este trabalho focaliza análises recentes sobre os fatores organizacionais (FOs), cuja consideração no contexto organizacional propiciam possibilidades de que a concepção, a implementação e a manutenção do sistema de gestão de SST possam produzir melhorias no desempenho da SST ao longo do tempo. Esses FOs não estão necessariamente entre os requisitos explicitados em normas ou guias sobre sistema de gestão da SST, no entanto, sua consideração pela organização pode contribuir para dar maior consistência e consolidar o desempenho da SST. Este trabalho busca compreender as razões pelas quais a implementação e manutenção dos elementos preconizados nos modelos de sistema de gestão, particularmente no guia OSHAS 18001, não é garantia da melhoria continua no desempenho da SST ao longo do tempo. Parte-se dos seguintes pressupostos: a) de que já é de conhecimento das organizações que os sistemas de gestão de SST podem promover a melhoria das condições de segurança e saúde no trabalho, e há uma menor atenção das organizações em identificar, compreender e assegurar a presença dos fatores organizacionais em todas as etapas da concepção, implementação e manutenção do sistema de gestão de SST, em relação aos elementos e requisitos deste sistema. b) De que a dificuldade na disseminação adequada de sistemas de gestão em SST está em que a simples aplicação dos requisitos explicitados nas normas e guias de um sistema de gestão da SST não assegura as melhorias de SST, porque esses requisitos tem caráter geral, não contemplando o modo concreto como as transformações políticas, econômicas, sociais, tecnológicas atingem diferentes países resultando em diferenças organizacionais internas em cada país. A incorporação dos FOs às estratégias para se definir o que se pretende com a SST permite adequar esses requisitos às circunstâncias específicas de cada organização e dessa forma assegura que o sistema de gestão da SST tenha maior consistência e assim promova as melhorias desejadas. A compreensão de como esses FOs podem contribuir para alavancar essas melhorias constitui a proposta deste trabalho. Uma primeira reflexão sobre como abordar este problema levou ao conceito e identificação dos FOs no âmbito de grandes organizações que sofreram a experiência de

3 3 um alto número de acidentes com severas conseqüências para o meio ambiente e a segurança e saúde dos trabalhadores, levando inclusive à interrupção de atividades e mesmo ao fechamento de empresas. Importante debate sobre FOs foi o workshop realizado na Suíça em 1998, reunindo os países membros da Organisation for Economic Co- Operation and Development OECD e a Rússia, com o objetivo de identificar e avaliar fatores organizacionais relativos à segurança em instalações nucleares. Concluiu-se com uma listagem de doze fatores organizacionais: influências externas, metas e estratégias, funções de gerenciamento e supervisão, alocação de recursos, gestão de recursos humanos, treinamento, coordenação de trabalho, conhecimento organizacional, estabelecimentos de procedimentos, cultura organizacional, aprendizado organizacional e comunicação (NEA/CSNI/OECD, 1999). Percebe-se que essa listagem cobre uma enorme diversidade de temas e a conceituação de cada item pode variar fortemente entre diferentes países e diferentes setores organizacionais. Esta amplitude e diversidade estão na raiz da dificuldade de se definir operacionalmente esses fatores isto é, de torná-los requisitos aplicáveis dos guias e normas de sistema de gestão de SST e de se buscar consenso sobre quais são e o que significam exatamente. Objetivo Geral A proposta deste trabalho é analisar a importância dos fatores organizacionais (FOs) para o sucesso da gestão da segurança e saúde no trabalho (SST) pelas organizações. Objetivos Específicos a) identificar os fatores organizacionais (FOs) que devem ser contemplados ao se conceber, implementar e manter um sistema de gestão de SST conforme preconizado no modelo OHSAS 18001; e b) propor alternativas para superar os obstáculos e dificuldades decorrentes da não consideração dos FOs, nas etapas de concepção, implementação e manutenção do sistema de gestão da SST. Pesquisa Bibliográfica Inicialmente realizou-se um levantamento e revisão bibliográfica em bases de dados nacionais e internacionais sobres os seguintes assuntos e temas, relacionados a sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho: normas e modelos para sistemas de gestão referentes à SST, privilegiando o guia OHSAS 18001; fatores organizacionais, com ênfase em cultura, aprendizado organizacional, cultura da segurança, formação de competências, comunicação organizacional, gerenciamento de riscos e legislação de SST.

4 4 As fontes básicas de dados e informações incluem entidades conceituadas nacionais e internacionais que atuam nas áreas de segurança e saúde no trabalho e de sistemas de gestão: ABNT, FUNDACENTRO, BSI, HSE, IOSH, ISO, NOHSC, OIT e OSHA. Priorizou-se as referências bibliográficas que permitiram conhecer os desenvolvimentos recentes dos assuntos e temas em foco; todavia referências mais antigas, tomando-se como parâmetro as primeiras publicações da OSHAS, na década de 90, poderão ser utilizadas para propiciar uma melhor compreensão da evolução do tema. Por meio do levantamento bibliográfico e da análise do material selecionado pretendeu-se obter informações sobre: o histórico da implementação dos Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho; (o modelo Responsible Care Program 4, criado no Canadá em 1985; o guia espanhol UNE EX 5 de 1996; o guia BS 8800, publicado pelo BSI (1996); o guia OHSAS 18001, publicado pelo BSI em 1999, seguido por um guia para implementá-lo o OHSAS publicado em 2000, e pelo OHSAS 18002, de 2002, que o atualiza em função da ISO 9001 versão 2000; o modelo australiano AS/NZS , de 2001; o ILO- OHS 7, da Organização Internacional do Trabalho, de 2001; e o modelo IOSH 8, publicado no Reino Unido em 2003; a Directiva 89/391/CCE 9, a qual não é um modelo de sistema de gestão, mas um conjunto de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho, que devem ser seguidas pelas organizações dos países membros da Comunidade Comum Européia). a tendência das organizações brasileiras em implementar o sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho de acordo com o que é preconizado pelo guia OHSAS (Araújo, 2002; Benite, 2004) os fatores organizacionais críticos na implementação do sistema de gestão de segurança e Saúde no trabalho; (Nonaka; Takeuchi, 1997; CSNI, 1999; Wilpert et al, 1999; BAUMONT et al,2000; Gallagher et al, 2001; Bluff, 2003; Frick, 2003; Poon et al., 2003; Barreiros, 2004; Giovanni; Kruglianskas, 2004). a influência dos fatores organizacionais no sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho OHSAS (Wilpert et al, 1999; Rollenhagen, 2000; Weick; Sutcliffe, 2001). 4 CANADIAN CHEMICAL PRODUCERS ASSOCIATION (CCPA). Responsible Care Program, Canada, AENOR - ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE NORMALIZACIÓN Y CERTIFICACIÓN. UNE EX, 1996.(AENOR, 1996) 6 STANDARDS AUSTRALIAN INTERNATIONAL Ltd. AS/NZS 4801, Australia, ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). ILO-OHS, Geneve, INSTITUTION OF OCCUPACIONAL SAFETY AND HEALTH (IOSH), United Kingdom, CONCELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Directiva 89/391/ CEE, Luxemburgo, 1989.

5 5 Para a busca das referências bibliográficas utilizadas neste trabalho empregaramse as seguintes palavras chaves, destacando-se, em português: aprendizado organizacional, cultura da segurança, cultura organizacional, fatores organizacionais, gerenciamento da segurança, gerenciamento de riscos, gestão, normas de segurança, segurança do trabalho, sistema, sistemas de gestão, sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho. Entre as palavras chaves consultadas em inglês destacam-se: health safety, learning organization, management, management systems, managing occupational health and safety, organizational culture, organizational factors, organizational learning, safety culture, safety management, safety performance, safety regulation, work safety, safety science, systems and system thinking. Metodologia Considerações Prévias e escopo da pesquisa A identificação dos fatores organizacionais presentes na literatura, a seleção dos mais significativos, e o estudo de sua influência sobre o sistema de gestão de segurança e saúde, são feitas focalizando o modelo de sistema de gestão preconizado no guia OHSAS 18001, porque é o guia mais utilizado no Brasil e pela sua compatibilidade com a série ISO 10 - ISO 9000 para gestão de qualidade e ISO para gestão do meio ambiente. Este trabalho caracteriza-se como um estudo exploratório e qualitativo. O texto é exploratório, pois o tema fatores organizacionais na implementação de sistemas de gestão nas organizações é complexo, abrangente, estudado por diferentes disciplinas, como a sociologia, a psicologia, a administração e a segurança e saúde e, portanto, a partir de pontos de vistas diferentes. Esta pesquisa caracteriza-se quanto aos fins, em teórica e aplicada, ou seja: a) teórica porque analisa o nível de conhecimento dos fatores organizacionais para implementar um sistema de gestão de SST; e b) aplicada porque é motivada pela necessidade de contribuir para o entendimento das razões, porque muitas empresas não incluem os fatores organizacionais para a implementação de um sistema de gestão de SST no seu planejamento estratégico e de negócios. Resultados e Considerações Finais 10 ISO International Organization for Standardization.

6 6 Por meio de uma revisão bibliográfica foi possível compreender o que são os fatores organizacionais, identificá-los e compreender a sua influência sobre o sistema de gestão de SST e propor alternativas para superar os obstáculos e dificuldades decorrentes de sua não consideração nas etapas de concepção, implementação e manutenção deste sistema de gestão. Entende-se por FOs os fatores cuja consideração no contexto organizacional propiciam maiores possibilidades de que a concepção, a implementação e a manutenção dos sistemas de gestão de SST possam produzir as melhorias de SST ao longo do tempo. O modelo de sistema de gestão da SST sugerido pelo guia OHSAS 18001, escolhido neste trabalho para se fazer uma análise específica da influência dos FOs preconiza os seguintes elementos: política de SST, planejamento, implementação e operação, verificação e ação corretiva, e análise crítica pela alta administração (BSI, 1999). Para cada elemento há uma série de requisitos que devem ser contemplados pela organização que adota esse sistema. A análise dos requisitos de cada elemento do sistema de gestão de SST sugere que a sua implantação não é suficiente para garantir as melhorias de SST desejadas, porque esses requisitos são universais, não contemplando o modo concreto como as transformações políticas, econômicas, sociais atingem diferentes países resultando em diferenças organizacionais internas em cada país. A incorporação dos FOs às estratégias organizacionais para se definir o que se pretende com a SST permite adequar os requisitos preconizados no modelo OSHAS às circunstâncias específicas de cada organização. Outra conclusão dos estudos dos FOs é que estes fatores podem ser divididos entre os fatores originários do ambiente externo e aqueles próprios à organização. Os FOs ligados ao contexto organizacional externo influem nos elementos política e planejamento do OHSAS 18001, sendo que os considerados mais expressivos neste trabalho são desde fatores tão abrangentes como a situação econômica e a política da nacional à local -, política nacional e a legislação de SST, até fatores mais próximos à organização como o interesse e iniciativas de instituições em SST, a tecnologia dos processos e da gestão, a percepção e a influência das partes interessadas sobre como a organização lida com as questões de SST (BSI, 1999). Os FOs externos podem ser identificados e observados, e a organização pode reagir a eles, e em muitas situações não tem governabilidade sobre eles.

7 7 A estratégia da organização para se adequar ao conjunto cambiante de FOs externos contribui para a formação da cultura organizacional e dos FOs internos. Melhor preparada estará uma organização para enfrentar os FOs externos, quão melhor implementada estiverem os FOs internos (NEA/ CSNI/ OCDE, 1999). Em relação aos FOs internos à organização concluiu-se que eles influem na implementação e operação do SGSST OHSAS (BSI, 1999). Destacam-se como os FOs internos mais expressivos: cultura organizacional, comprometimento da alta administração, participação e relações de poder dentro da organização, aprendizado organizacional e comunicação, formação de competências, identificação de perigos e avaliação de riscos, e presença de funcionários terceirizados, contratados e temporários (Nonaka; Takeuchi, 1997; CSNI, 1999; Wilpert et al, 1999; Gallagher et al, 2000; Bluff, 2003; Frick, 2003; Poon et al, 2003; Barreiros, 2004; Giovanni; Kruglianskas, 2004). À medida que uma organização desenvolve os FOs internos e contempla os elementos do ciclo da melhoria contínua PDCA ( plan, do, control, act), ela se fortalece para confrontar os FOs externos, mesmo mediante o reduzido controle que pode exercer sobre eles. Os FOs não citados no OHSAS são: situação política e econômica nacional e local, ações de fiscalização e cultura organizacional (BSI, 1999). A literatura sobre fatores organizacionais descrita na página três, propõe as seguintes alternativas para superar os obstáculos e dificuldades decorrentes da não consideração dos FOs, nas etapas de concepção, implementação e manutenção deste sistema de gestão em uma organização: a) promover o aprendizado organizacional. A literatura mostra, por meio do estudo de uma enorme diversidade de organizações, que aquelas que desenvolveram melhor o FOs internos aprendizado organizacional - organizações que aprendem -, são as que têm mais probabilidade de implantar um SGSST bem sucedido ao longo do tempo; b) avaliar a qualidade de adesão e interação dos agentes. Para os autores que têm como enfoque a teoria da complexidade, as características de uma organização eficaz são:

8 8 b.a) qualidade de adesão assegurada pela participação dos agentes na definição de metarregras, comunicação intensa entre os agentes e estruturas redundantes; b.b) qualidade de interação assegurada pelo monitoramento da qualidade dos relacionamentos, diferenças de poder e controle da ansiedade das pessoas da organização que devem ser mantidas longe dos extremos. c) incentivar uma cultura da segurança que contribui para: desenvolver uma cautela coletiva às situações que podem dar errado, empregar no aprendizado organizacional as informações presentes no sistema, e construir relações de confiança em que se possam discutir as vulnerabilidades, erros e incidentes sem receios de punição; d) considerar a estratégia de implementação. Os sistemas de gestão com estrutura e estilo inovador com a adoção de um enfoque holístico em oposição ao tradicional mostram-se mais eficazes em atingir diversos objetivos de SST e medidas de desempenho do sistema de gestão de SST. A concepção holística de sistema de gestão deve possuir as seguintes características: uma estrutura sistemática para conectar os componentes; definição de política, objetivos e estratégias para o sistema, definição de responsabilidades, accountability e autoridade para as pessoas; meios adequados para organizar, planejar, alocar recursos apropriados e tomar decisões, meios adequados para implementar planos e decisões; um conjunto coerente e adequado de mensuração do desempenho, meios adequados para monitorar, avaliar e analisar criticamente a funcionalidade e eficácia do sistema com o objetivo de produzir informações consistentes que possam auxiliar no processo de melhoria do desempenho da SST; assegurar fluxo dessas informações às pessoas; construção de competências adequadas à natureza da complexidade do sistema; compatibilizar e se possível integrar os diferentes sistemas entre si; estratégias para as contingências do ambiente externo e interno; e) considerar o nível de maturidade ou de desenvolvimento. A maior ou menor experiência das organizações com administração por meio de sistemas de gestão, tem conduzido a uma grande diversidade no modo como o guia OHSAS e os FOCs têm sido implementados, assim como nos seus resultados, o que é descrito na literatura em termos de diferentes níveis de maturidade do sistema de gestão de SST. Os obstáculos e dificuldades para implementar os FOs são

9 9 menores nas organizações com sistemas de gestão de SST mais desenvolvidos; f) avaliar os demais sistemas de gestão. Os FOs identificados neste trabalho influem não só no sistema de gestão de SST, também no desempenho geral da organização e dos demais sistemas de gestão negócios, qualidade, meioambiente e responsabilidade social; g) reconhecer a teoria das organizações de alta confiabilidade. Nestas, a implementação de um sistema de gestão de SST não é suficiente, é imprescindível desenvolver a atenção a perigos e riscos imprevisíveis. Enquanto organizações que têm sistemas de gestão focalizam a eficiência, sucesso, homogeneidade e certezas, organizações de alta confiabilidade focalizam o equilíbrio entre esses objetivos e a mindfull atenção em ineficiência, falhas, diversidade e surpresas; h) reconhecer a teoria normal dos acidentes. Para contestar a teoria das organizações de alta confiabilidade existe a teoria normal dos acidentes que considera a existência e a influência de interesses políticos e econômicos contrários aos objetivos da organização, que sempre vão existir e que devido a estes elementos estruturais acidentes sempre vão ocorrer, mesmo que os sistemas de gestão de SST e os FOs estejam presentes; i) implementar os elementos do ciclo de melhoria contínua PDCA. Os FOs, juntamente com outras contingências organizacionais, como os elementos existentes no ciclo de melhoria contínua PDCA, devem sempre ser levados em consideração, a fim de que o sistema de gestão de SST modelo OHSAS possa ganhar consistência ao longo do tempo e proporcionar a melhoria desejada no desempenho da SST. Os elementos do sistema de gestão de SST descritos acima equivalem aos elementos da metodologia do ciclo de melhoria contínua PDCA. Apesar do OHSAS não explicitar a utilização dessa metodologia, por ter as características essenciais de sistema, ela é concebida com os mesmos princípios do PDCA e os preconiza como intrínsecos à implantação de um sistema de gestão de SST (BSI, 1999). Uma análise dos resultados apresentados mostra: a) a gestão da SST é um tema associado às dimensões racionais traduzidas em práticas consagradas entre as empresas, mas sua aplicação e desdobramento na organização têm uma natureza política, simbólica e até ideológica, típica das

10 10 relações de trabalho nas quais a SST está inserida e que podem comprometer os resultados do desempenho da SST; b) sistema de gestão da SST não é uma estrutura que tem equilíbrio natural ou inércia própria, mas é o resultado de fatores sociais presentes no ambiente organizacional (interno e externo) que, permanentemente, agem no sentido de apontar sua insuficiência para responder às expectativas das partes interessadas; c) ainda que inspirados nas premissas preconizadas nas categorias e itens de diferentes modelos, a implementação de um sistema de gestão da SST pode não proporcionar os resultados desejados, principalmente, se estiverem presentes aspectos como, por exemplo: c.a) ausência de um compromisso explícito e um comprometimento exemplar da alta administração e das demais lideranças para demonstrar de forma inequívoca às partes interessadas a importância que a SST tem para auxiliar a organização no cumprimento de seus objetivos; c.b) existência de uma cultura organizacional cujos valores e crenças façam prevalecer pressupostos equivocados sobre como perceber, pensar e sentir a respeito dos perigos e riscos existentes nos locais de trabalho; c.c) participação dos trabalhadores nas questões de SST intimidada pela existência de relações autoritárias no trabalho; c.d) existência de um programa de gerenciamento de riscos amplo o suficiente para incluir o atendimento aos requisitos legais, a natureza dos perigos e riscos das atividades da empresa e que incorpore a percepção dos trabalhadores; c.e) baixo nível de aderência das lideranças para com os planos de ação elaborados em razão da inexistência de responsabilidade e accountability com relação à SST. Compreender os FOs a fim de ajustar o sistema de gestão da SST às necessidades da organização e das partes interessadas é um desafio permanente, somente possível se a organização estiver disposta a aprender com as informações que o sistema proporciona. Os FOs, juntamente com outras contingências organizacionais estratégia de implementação (inovadora ou tradicional) e nível de desenvolvimento dos seus sistemas de

11 11 gestão -, devem sempre ser levados em consideração e superados a fim de que o sistema de gestão de SST possa ganhar consistência ao longo do tempo e proporcionar a melhoria no desempenho da SST desejada. As diferentes partes interessadas na problemática da SST não discordam que se faz necessárias ações que venham promover a melhoria no desempenho da SST, porém encontram dificuldades quanto qual seriam as melhores alternativas para se alcançar essas melhorias. A compreensão dos FOs para conceber, implementar e manter um sistema de gestão de SST é uma alternativa que se pode oferecer às diferentes partes interessadas para ajudá-las nesse processo de decisão. O tema ainda não encontra consenso entre os diferentes autores, razão pela qual espera-se que este artigo sirva de motivação para novos estudos e o seu aprofundamento. Referências ARAÚJO, Nelma Miriam Chagas. Proposta de um sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho; baseado na OHSAS 18001, para empresas construtoras de edificações verticais Tese (Doutorado em Ciências Exatas) Departamento de Engenharia da Produção, Universidade Federal da Paraíba. AS/NZS - AUSTRALIA STANDARD AND NEW ZEALAND STANDARD. Occupational health and safety management systems: specification with guidance for use AS/NZS Sydney, BARREIROS, Dorival. Contribuição para a compreensão de um sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho. São Paulo: Fundacentro, p. (Apostila elaborada para o curso Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho FUNDACENTRO 2003). BAUMONT, G. et al. Organizational factors; their definition and influence on nuclear safety; final report. Espoo: Technical Research Center of Finland, p. (Research Notes 2067). BENITE, Anderson Glauco. Sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho para empresas construtoras Dissertação (Mestrado em Ciências Exatas) Escola Politécnica, Universidade de São Paulo. BLUFF, Liz. Systematic management of occupational health and safety. Austrália: Nacional Research Center for OHS Regulation, Universidade Nacional da Austrália, p. BSI - BRITISH STANDARD INSTITUTION. Occupational health and safety management systems 18001; specification of OHSAS England: BSI, BSI - BRITISH STANDARD INSTITUTION. Occupational health and safety management systems 18002; guidelines for the implementation of OHSAS England: BSI, 2000.

12 12 BSI - BRITISH STANDARD INSTITUTION. Occupational health and safety management systems 18002; guidelines for the implementation of OHSAS England: BSI, (Institution Reference: amendment 14224). CSNI - COMMITTEE ON THE SAFETY OF NUCLEAR INSTALLATIONS. Identification and assessment of organizational factors related to the safety of NPPs: state-of-the-art report. France: NEA - Nuclear energy Agency, p FRICK, Kaj. Organizational development and OHS management in large organizations. Australian: National Research Center for OHS Regulation, p. GALLAGHER, et al. Occupational health and safety management systems: a review of their effectiveness in securing healthy and safe workplaces. Sydney: NOHSC - National Occupational Health and Safety Commission, p. GIOVANNINI; KRUGLIANSKAS. Organização eficaz: como prosperar em um mundo complexo e caótico, usando um modelo racional de gestão. São Paulo: Nobel, p ILO - INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION. Guidelines on occupational safety and health management systems. Geneve: ILO, NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Editora Campus, NEA/CSNI/OECD - NUCLEAR ENERGY AGENCY. COMMITTEE ON THE SAFETY OF NUCLEAR INSTALLATIONS. ORGANIZATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT. Identification and assessment of organizational factors related to the safety of NPPs; state-of-the-art report. France, fev., POON, S.K. et al. Factors affecting the planning and implementation of occupational health & safety management system. Hong Kong: Hong Kong Polytechnic University, ROLLENHAGEN, C. A framework for assessement of organisational characteristics and their influences on safety. Swedish: Safety Science Monitor, Nuclear Power Safety, Swedish State Power Board, Issue 1. Artiche 5. 16p. WEICK, K. E.; SUTCLIFFE, K.M. Managing the unexpected; assuring high performance in an age of complexity. San Francisco: John Wiley, p.17, 18, 92. WILPERT, B. et al Organizational factors: their definition and influence on nuclear safety (ORFA); report on needs and methods. Berlin: Commission of the European Communities, University of Technology Research Center Systems Safety e VTT Automation, Alemanha e Finlândia. (Contract n 0 ERB FI4S-CT ).

A NOVA ISO 45001:2016 E SUAS CONTRIBUIÇÕES

A NOVA ISO 45001:2016 E SUAS CONTRIBUIÇÕES A NOVA ISO 45001:2016 E SUAS CONTRIBUIÇÕES Clovis Correa de Albuquerque Segundo clovissegundo@hotmail.com UCM Solange Evangelista de Souza solangeev@ig.com.br UNIFAVIP Devry Resumo:Os dados da Organização

Leia mais

Boletim Técnico Organização & Estratégia 2 (1) 112-135 Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas de Gestão, LATEC/TEP/TCE/CTC/UFF

Boletim Técnico Organização & Estratégia 2 (1) 112-135 Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas de Gestão, LATEC/TEP/TCE/CTC/UFF O&E 1 Organização & Estratégia Boletim Técnico Organização & Estratégia 2 (1) 112-135 Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas de Gestão, LATEC/TEP/TCE/CTC/UFF PROPOSTA DE GUIA DE SISTEMA DE

Leia mais

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA SUMÁRIO Apresentação ISO 14001 Sistema de Gestão Ambiental Nova ISO 14001 Principais alterações e mudanças na prática Estrutura de alto nível Contexto

Leia mais

Um Modelo de Sistema de Gestão da Segurança da Informação Baseado nas Normas ABNT NBR ISO/IEC 27001:2006, 27002:2005 e 27005:2008

Um Modelo de Sistema de Gestão da Segurança da Informação Baseado nas Normas ABNT NBR ISO/IEC 27001:2006, 27002:2005 e 27005:2008 REVISTA TELECOMUNICAÇÕES, VOL. 15, Nº01, JUNHO DE 2013 1 Um Modelo de Sistema de Gestão da Segurança da Baseado nas Normas ABNT NBR ISO/IEC 27001:2006, 27002:2005 e 27005:2008 Valdeci Otacilio dos Santos

Leia mais

INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES E INCIDENTES COM UMA ABORDAGEM SISTÊMICA

INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES E INCIDENTES COM UMA ABORDAGEM SISTÊMICA AUTOR: Cássio Eduardo Garcia E-mail: cassiogarcia@uol.com.br INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES E INCIDENTES COM UMA ABORDAGEM SISTÊMICA 1 INTRODUÇÃO Muitas organizações ainda não se conscientizaram de que acidentes

Leia mais

OHSAS-18001:2007 Tradução livre

OHSAS-18001:2007 Tradução livre SISTEMAS DE GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL - REQUISITOS (OCCUPATIONAL HEALTH AND SAFETY MANAGEMENT SYSTEMS - REQUIREMENTS) OHSAS 18001:2007 Diretrizes para o uso desta tradução Este documento

Leia mais

Elementos dos sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho Marcelo Fabiano Costella

Elementos dos sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho Marcelo Fabiano Costella Elementos dos sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho Marcelo Fabiano Costella Sistemas de Gestão em Saúde e Segurança no Trabalho Em 1999, foi publicada a, a partir da BS 8800 Occupational

Leia mais

Maria Segurado Fátima, 25 de Fevereiro de 2008

Maria Segurado Fátima, 25 de Fevereiro de 2008 Alterações da norma OHSAS 18001:2007 Ricardo Teixeira Gestor de Cliente Coordenador Revisão da norma Objectivos da revisão danorma: Esclarecimento da 1.ª edição; Alinhamento com a ISO 14001; Melhoria da

Leia mais

Planejamento da Auditoria de Saúde e Segurança no Trabalho OHSAS 18001

Planejamento da Auditoria de Saúde e Segurança no Trabalho OHSAS 18001 Planejamento da Auditoria de Saúde e Segurança no Trabalho OHSAS 18001 Cássio Eduardo Garcia (SENAC) cassiogarcia@uol.com.br Resumo Um dos principais instrumentos que uma organização pode utilizar para

Leia mais

Gestão da segurança e saúde do trabalho

Gestão da segurança e saúde do trabalho 1 Gestão da segurança e saúde do trabalho RESUMO Renata Pereira de Araujo 1 Neri dos Santos 2 Wilson José Mafra 3 re_ambiental@yahoo.com.br 1 neri@egc.ufsc.br 2 mafra@joinville.udesc.br 3 1 Universidade

Leia mais

Gestão da Segurança e Saúde no. Angela Weber Righi

Gestão da Segurança e Saúde no. Angela Weber Righi Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho Angela Weber Righi LEGISLAÇÃO BRASILEIRA PARA SST Legislação brasileira para SST Consolidação das leis do trabalho (CLT) editada em 01/05/1943 Título II das normas

Leia mais

Proposta de Indicadores para Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho em Conformidade ao Sistema de Gestão da Qualidade

Proposta de Indicadores para Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho em Conformidade ao Sistema de Gestão da Qualidade Proposta de Indicadores para Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho em Conformidade ao Sistema de Gestão da Qualidade Neilson Carlos do Nascimento Mendes (Faculdade Metropolitana) neilsonmendes@bol.com.br

Leia mais

EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA NAS ORGANIZAÇÕES O CASO MRN

EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA NAS ORGANIZAÇÕES O CASO MRN EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA NAS ORGANIZAÇÕES O CASO MRN INTRODUÇÃO O objetivo deste estudo é mostrar a influência da qualidade da gestão comportamental no ambiente de trabalho

Leia mais

EJRos Brasil Workshop 2014 Todos os Direitos Reservados. Everton J. De Ros

EJRos Brasil Workshop 2014 Todos os Direitos Reservados. Everton J. De Ros Everton J. De Ros A ISO 9001 Revisão 2015 Cronograma Publicação Prevista em setembro de 2015 Jun 2012 Nov 2012 Jun 2013 Jan 2014 Set 2014 Jan 2015 Set2015 Minuta Design Spec & WD Design Spec & WD1 aprovada

Leia mais

Integração do Sistema de Gestão da Segurança, Qualidade e Meio Ambiente o caso - das Indústrias Nucleares do Brasil

Integração do Sistema de Gestão da Segurança, Qualidade e Meio Ambiente o caso - das Indústrias Nucleares do Brasil 1 Integração do Sistema de Gestão da Segurança, Qualidade e Meio Ambiente o caso - das Indústrias Nucleares do Brasil Alexandre Dias P. Cassiano 1 Dario da Costa Santos 2 Jorge José de Barros 3 1- Pós-graduando

Leia mais

GESTÃO DE ATIVOS E O PAS 55 UM NOVO PARADIGMA? Valéria Simões de Marco Engenheira Eletricista

GESTÃO DE ATIVOS E O PAS 55 UM NOVO PARADIGMA? Valéria Simões de Marco Engenheira Eletricista GESTÃO DE ATIVOS E O PAS 55 UM NOVO PARADIGMA? Valéria Simões de Marco Engenheira Eletricista RESUMO O documento PAS 55 é uma especificação disponível publicamente, que foi emitida em 2004 pela British

Leia mais

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1 Página 1 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL As pessoas que supervisionam as atividades das outras e que são responsáveis pelo alcance dos objetivos nessas organizações são os administradores. Eles tomam decisões,

Leia mais

Fatores humanos na identificação de perigos e avaliação de riscos

Fatores humanos na identificação de perigos e avaliação de riscos Fatores humanos na identificação de perigos e avaliação de riscos Marcello Guimarães Couto, M.Sc. HGB Consultoria e Gestão Ltda. marcello@hgb.com.br mgcouto@gmail.com Resumo Este artigo aborda os novos

Leia mais

LIDERANÇA NA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO CONTEXTUALIZAÇÃO NACIONAL. Cristina Duarte Contente

LIDERANÇA NA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO CONTEXTUALIZAÇÃO NACIONAL. Cristina Duarte Contente LIDERANÇA NA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO CONTEXTUALIZAÇÃO NACIONAL 1 A LIDERANÇA NA SEGURANÇA NO TRABALHO CONTEXTUALIZAÇÃO NACIONAL OBJETIVO DEMOSTRAR COMO AS EMPRESAS NACIONAIS ASSUMEM A LIDERANÇA NA

Leia mais

Sistemas de Informação

Sistemas de Informação Sistemas de Informação Segurança da Informação Norma: ISO/IEC NBR 27001 e ISO/IEC NBR 27002 Norma: ISO/IEC NBR 27001 e ISO/IEC NBR 27002 Histórico O BSi (British Standard Institute) criou a norma BS 7799,

Leia mais

Módulo 2. Sistemas de gestão, normas OHSAS 18001/2, benefícios, certificação, estrutura, objetivos, termos e definições da OHSAS 18001, exercícios.

Módulo 2. Sistemas de gestão, normas OHSAS 18001/2, benefícios, certificação, estrutura, objetivos, termos e definições da OHSAS 18001, exercícios. Módulo 2 Sistemas de gestão, normas OHSAS 18001/2, benefícios, certificação, estrutura, objetivos, termos e definições da OHSAS 18001, exercícios. História das normas de sistemas de gestão de saúde e segurança

Leia mais

OHSAS 18001:2007 SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL. Benefícios, Certificação, Estrutura, Objetivos, Termos e definições da OHSAS 18001.

OHSAS 18001:2007 SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL. Benefícios, Certificação, Estrutura, Objetivos, Termos e definições da OHSAS 18001. OHSAS 18001:2007 SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL ASPECTOS GERAIS Benefícios, Certificação, Estrutura, Objetivos, Termos e definições da OHSAS 18001. Histórico: Normas e Gestão SSO BS 8800 Instituto Britânico

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS.

A IMPORTÂNCIA DA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO COORDENAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO TCC DANILO SILVA SANTANA

Leia mais

APLICABILIDADE DA ESPECIFICAÇÃO PAS 99:2006 COMO MODELO INTEGRADO DE GESTÃO - UM ESTUDO DE CASO

APLICABILIDADE DA ESPECIFICAÇÃO PAS 99:2006 COMO MODELO INTEGRADO DE GESTÃO - UM ESTUDO DE CASO ! "#$ " %'&)(*&)+,.- /10.2*&4365879&4/1:.+58;.2*=?5.@A2*3B;.- C)D 5.,.5FE)5.G.+ &4- (IHJ&?,.+ /?=)5.KA:.+5MLN&OHJ5F&4E)2*EOHJ&)(IHJ/)G.- D - ;./);.& APLICABILIDADE DA ESPECIFICAÇÃO PAS 99:2006 COMO

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001 Prof. Eduardo Lucena Cavalcante de Amorim INTRODUÇÃO A norma ISO 14001 faz parte de um conjunto mais amplo de normas intitulado ISO série 14000. Este grupo

Leia mais

Diagnóstico. Insuficiente apoio às empresas, em especial as micro e pequenas. Brasil. Número de empresas e empregados, por porte de empresa.

Diagnóstico. Insuficiente apoio às empresas, em especial as micro e pequenas. Brasil. Número de empresas e empregados, por porte de empresa. O CENÁRIO Leonídio Diagnóstico Insuficiente apoio às empresas, em especial as micro e pequenas. Brasil. Número de empresas e empregados, por porte de empresa. PORTE de EMPRESAS MICRO ( 0 ATÉ 19 empregados

Leia mais

ISO 9001:2015 Nova versão porque e quando?

ISO 9001:2015 Nova versão porque e quando? ISO 9001:2015 Nova versão porque e quando? A publicação prevista para Novembro de 2015 tem como propósito refletir as mudanças no ambiente em que a norma é usada e garantir que a mesma mantenha-se adequada

Leia mais

1 2009 CBG Centro Brasileiro de Gestão

1 2009 CBG Centro Brasileiro de Gestão 1 2009 CBG Centro Brasileiro de Gestão ISO 9001:2015 Histórico da série 2 2009 CBG Centro Brasileiro de Gestão Histórico da série REVISÕES DA SÉRIE ISO 9000 2000 2008 2015 1994 1987 3 2009 CBG Centro Brasileiro

Leia mais

a qualidade em suas mãos www.iso4all.com.br

a qualidade em suas mãos www.iso4all.com.br a qualidade em suas mãos www.iso4all.com.br ISO/DIS 9001:2015 Tradução livre* Sistemas de Gestão da Qualidade - Requisitos Sumário Prefácio... 5 Introdução... 6 0.1 Generalidades... 6 0.2 A Norma ISO para

Leia mais

Unidade IV PROCESSOS ORGANIZACIONAIS. Prof. Léo Noronha

Unidade IV PROCESSOS ORGANIZACIONAIS. Prof. Léo Noronha Unidade IV PROCESSOS ORGANIZACIONAIS Prof. Léo Noronha As normas podem ser separadas em dois grandes grupos Normas de produtos ou serviços; Normas de sistemas de gestão. Estas definem os processos administrativos

Leia mais

Sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional

Sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional 1 Introdução Velcir Portella da Silva Alexandre Marino Costa Este artigo tem como finalidade apresentar um estudo realizado ao final do curso de Especialização em Gestão Organizacional e Tecnologia em

Leia mais

SGI SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

SGI SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO SGI SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO Qual o significado de ISO? ISO International Organization for Standardization, é uma organização não governamental com sede em Genebra, na Suíça, que foi criada em 1946

Leia mais

ISO - International Organization for Standardization

ISO - International Organization for Standardization ISO - International Organization for Standardization ISO - Organização Internacional para Normalização: Genebra Suíça em 1947 120 países = 95% PIB Mundial Comitês técnicos e Comitês político Aprovação

Leia mais

Ficha de Unidade Curricular (FUC) de Auditoria de Segurança e Higiene no Trabalho

Ficha de Unidade Curricular (FUC) de Auditoria de Segurança e Higiene no Trabalho INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÂO DE COIMBRA Aprovação do Conselho Pedagógico 28/10/2015 Aprovação do Conselho Técnico-Científico 16/12/2015 Ficha de

Leia mais

Gerenciamento de Serviços de TIC. ISO/IEC 20.000 / ITIL V2 e V3

Gerenciamento de Serviços de TIC. ISO/IEC 20.000 / ITIL V2 e V3 Gerenciamento de Serviços de TIC ISO/IEC 20.000 / ITIL V2 e V3 Agenda O que é serviço de TIC? O que é Qualidade de Serviços de TIC? O que é Gerenciamento de Serviços de TIC? ISO IEC/20.000-2005 ITIL versão

Leia mais

Segurança da Informação

Segurança da Informação INF-108 Segurança da Informação Gestão de Segurança da Informação Prof. João Henrique Kleinschmidt (slides cedidos pelo Prof. Carlos Kamienski - UFABC) Gerenciamento e Avaliação de Riscos Terminologia

Leia mais

2º Simpósio Internacional de Confiabilidade e Gestão de Segurança Operacional. 09 a 11 de novembro de 2010

2º Simpósio Internacional de Confiabilidade e Gestão de Segurança Operacional. 09 a 11 de novembro de 2010 2º Simpósio Internacional de Confiabilidade e Gestão de 17 a 19 de novembro de 2009 Segurança Operacional 09 a 11 de novembro de 2010 Norma NBR de Diretrizes para a Integração do SGSO com outros Sistemas

Leia mais

Qualidade de Software nas MPE ISO/IEC 29110

Qualidade de Software nas MPE ISO/IEC 29110 Qualidade de Software nas MPE ISO/IEC 29110 A Hipótese em 2004 Uso de normas de ES nas PMEs A indústria de Software Austrália Reunião Plenária (2004) Reconhecimento das Necessidades e Problemas + 90% das

Leia mais

Interpretação da norma NBR ISO/IEC 27001:2006

Interpretação da norma NBR ISO/IEC 27001:2006 Curso e Learning Sistema de Gestão de Segurança da Informação Interpretação da norma NBR ISO/IEC 2700:2006 Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste

Leia mais

Segurança e Auditoria de Sistemas Normas de Segurança. Profa. Cynara Carvalho cynaracarvalho@yahoo.com.br

Segurança e Auditoria de Sistemas Normas de Segurança. Profa. Cynara Carvalho cynaracarvalho@yahoo.com.br $XWDUTXLD(GXFDFLRQDOGR9DOHGR6mR)UDQFLVFR $(96) )DFXOGDGHGH&LrQFLDV$SOLFDGDVH6RFLDLVGH3HWUROLQD )$&$3( Segurança e Auditoria de Sistemas Normas de Segurança Profa. Cynara Carvalho cynaracarvalho@yahoo.com.br

Leia mais

GLOSSÁRIO. Atividade: ação, em geral repetitiva, que permite gerar um determinado produto (bens e serviços), estendendo-se por tempo indeterminado.

GLOSSÁRIO. Atividade: ação, em geral repetitiva, que permite gerar um determinado produto (bens e serviços), estendendo-se por tempo indeterminado. GLOSSÁRIO Accountability: obrigação de prestar contas. Responsabilização. Envolve não apenas a transparência dos processos como também a definição de responsabilidades e identificação dos responsáveis.

Leia mais

SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO NBR ISO/IEC 27002: 2005 (antiga NBR ISO/IEC 17799) NBR ISO/IEC 27002:2005 (Antiga NBR ISO/IEC 17799); 27002:2013. Metodologias e Melhores Práticas em SI CobiT; Prof. Me. Marcel

Leia mais

Integração de sistemas certificáveis de gestão da qualidade, meio ambiente e segurança do trabalho

Integração de sistemas certificáveis de gestão da qualidade, meio ambiente e segurança do trabalho Integração de sistemas certificáveis de gestão da qualidade, meio ambiente e segurança do trabalho (ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001) Prof. Livre Docente Otávio J. Oliveira UNESP CONTEXTUALIZAÇÃO - Diluição

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico O Coordenador Pedagógico é o profissional que, na Escola, possui o importante papel de desenvolver e articular ações pedagógicas que viabilizem

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL ESPECIFICAÇÃO

SISTEMAS DE GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL ESPECIFICAÇÃO SISTEMAS DE GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL ESPECIFICAÇÃO ICS 03.100.01; 13.100 1 / 30 APRESENTAÇÃO A OHSAS 18001 foi desenvolvida com a participação das seguintes organizações: National Standards

Leia mais

Metodologias COBIT e ITIL e as perspectivas do Modelo de Alinhamento Estratégico de TI

Metodologias COBIT e ITIL e as perspectivas do Modelo de Alinhamento Estratégico de TI Metodologias COBIT e ITIL e as perspectivas do Modelo de Alinhamento Estratégico de TI Gilberto Zorello (USP) gilberto.zorello@poli.usp.br Resumo Este artigo apresenta o Modelo de Alinhamento Estratégico

Leia mais

GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PMBOK E A ISO-31000

GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PMBOK E A ISO-31000 GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O E A -31000 Maildo Barros da Silva 1 e Fco.Rodrigo P. Cavalcanti 2 1 Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza-CE, Brasil phone: +55(85) 96193248,

Leia mais

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK http://www.sei.cmu.edu/ Prefácio do CMM Após várias décadas de promessas não cumpridas sobre ganhos de produtividade e qualidade na aplicação de novas metodologias

Leia mais

EXERCÍCIO E7 (individual)

EXERCÍCIO E7 (individual) PCC-2530 Sistemas de Gestão da Qualidade nas Empresas da Construção Civil Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Sistemas de Gestão Integrada: Segurança do Trabalho, Qualidade, Ambiente e Responsabilidade

Leia mais

ISO/IEC 20000. Curso e-learning. Sistema de Gerenciamento de Serviços da Tecnologia da Informação

ISO/IEC 20000. Curso e-learning. Sistema de Gerenciamento de Serviços da Tecnologia da Informação Curso e-learning ISO/IEC 20000 Sistema de Gerenciamento de Serviços da Tecnologia da Informação Este é um curso independente desenvolvido pelo TI.exames em parceria com a CONÊXITO CONSULTORIA que tem grande

Leia mais

Gerência de Projetos CMMI & PMBOK

Gerência de Projetos CMMI & PMBOK Gerência de Projetos CMMI & PMBOK Uma abordagem voltada para a qualidade de processos e produtos Prof. Paulo Ricardo B. Betencourt pbetencourt@urisan.tche.br Adaptação do Original de: José Ignácio Jaeger

Leia mais

PLANO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE - UMA PROPOSTA DE INSTRUMENTALIZAÇÃO EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS

PLANO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE - UMA PROPOSTA DE INSTRUMENTALIZAÇÃO EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS ISSN 1984-9354 PLANO DE GERENCIAMENTO DA QUALIDADE - UMA PROPOSTA DE INSTRUMENTALIZAÇÃO EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS Maíra Cecília Lewin (LATEC/UFF) Resumo Em uma organização certificada e projetizada,

Leia mais

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa Aécio Costa A segurança da informação é obtida a partir da implementação de um conjunto de controles adequados, incluindo políticas, processos, procedimentos, estruturas organizacionais e funções de software

Leia mais

Sistemas de gestão da qualidade Diretrizes para a aplicação da ABNT NBR ISO 9001:2008 na gestão municipal

Sistemas de gestão da qualidade Diretrizes para a aplicação da ABNT NBR ISO 9001:2008 na gestão municipal DEZEMBRO/2010 Proj 25.000.05-07 ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Sistemas de gestão da qualidade Diretrizes para a aplicação da ABNT NBR ISO 9001:2008 na gestão municipal Sede: Rio de Janeiro

Leia mais

ABNT NBR ISO/IEC 27001

ABNT NBR ISO/IEC 27001 ABNT NBR ISO/IEC 27001 Para Dataprev e Senado 1/63 As Normas NBR ISO/IEC 27001 - Requisitos para implantar um SGSI NBR ISO/IEC 27002 - Práticas para a gestão de SI NBR ISO/IEC 27005 - Gestão de riscos

Leia mais

Mapeamento entre os requisitos da ISO 9001:2008 e da ISO FDIS 9001:2015 Guia de Mapeamento

Mapeamento entre os requisitos da ISO 9001:2008 e da ISO FDIS 9001:2015 Guia de Mapeamento ISO Revisions New and Revised Mapeamento entre os requisitos da ISO 9001:2008 e da ISO FDIS 9001:2015 Guia de Mapeamento Introdução Este documento faz uma comparação entre a ISO 9001:2008 e o ISO 9001:2015

Leia mais

Alinhando ABNT-NBR-ISO/IEC 17799 e 27001 para a Administração Pública -USP

Alinhando ABNT-NBR-ISO/IEC 17799 e 27001 para a Administração Pública -USP Alinhando ABNT-NBR-ISO/IEC 17799 e 27001 para a Administração Pública -USP César Augusto Asciutti Agência USP de Inovação, São Paulo (SP), 3091-2933, asciutti@usp.br Resumo Este artigo apresenta uma breve

Leia mais

Prof. Guido Carim Júnior

Prof. Guido Carim Júnior Sistema de Gestão da Segurança Operacional (SGSO) : fundamentos e requisitos Prof. Guido Carim Júnior 28 de maio de 2010 Objetivo Apresentar os fundamentos de um sistema de gestão (de segurança) como meio

Leia mais

A NOVA VERSÃO DA OHSAS 18001 : 2007 - Transparências. Bem-vindos. à palestra A nova Norma BS OHSAS 18001 : 2007. 1 de 42

A NOVA VERSÃO DA OHSAS 18001 : 2007 - Transparências. Bem-vindos. à palestra A nova Norma BS OHSAS 18001 : 2007. 1 de 42 Bem-vindos à palestra A nova Norma BS OHSAS 18001 : 2007 Rogério Campos Meira 1 de 42 1. Introdução aos Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional 2 de 42 Página 1 de 21 Abordagem sistêmica da

Leia mais

AVALIAÇÃO DA MATURIDADE DE UM SISTEMA DE GESTÃO: PROPOSTA DE UM INSTRUMENTO

AVALIAÇÃO DA MATURIDADE DE UM SISTEMA DE GESTÃO: PROPOSTA DE UM INSTRUMENTO 1 AVALIAÇÃO DA MATURIDADE DE UM SISTEMA DE GESTÃO: PROPOSTA DE UM INSTRUMENTO Giovanni Moraes de Araújo Mestre em Sistema de Gestão pela UFF giomor@terra.com.br RESUMO Este trabalho tem por objetivo destacar

Leia mais

Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho Apresentação da Norma BS 8800 e seu Impacto nas Indústrias de Auto Peças de Itajubá

Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho Apresentação da Norma BS 8800 e seu Impacto nas Indústrias de Auto Peças de Itajubá Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho Apresentação da Norma BS 8800 e seu Impacto nas Indústrias de Auto Peças de Itajubá Prof. Carlos Eduardo Sanches da Silva, M.Sc. Escola Federal de Engenharia

Leia mais

1 SITUAÇÃO DA ECONOMIA GLOBAL

1 SITUAÇÃO DA ECONOMIA GLOBAL ENTENDENDO A REVISÃO DA NORMA ABNT NBR ISO 9001:2015 Carlos Henrique Pereira 1 Cristian Ericsson Nascimento 2 Yeves Betiol 3 Keli de Araujo Rocha 4 Akira Yoshinaga 5 RESUMO O artigo buscou esclarecer as

Leia mais

Pessoas saudáveis, desempenho saudável, lucro saudável

Pessoas saudáveis, desempenho saudável, lucro saudável Healthy People, Healthy Performance, Healthy Profits EXECUTIVE SUMMARY 1 SUMÁRIO EXECUTIVO Dezembro 2008 Pessoas saudáveis, desempenho saudável, lucro saudável Ação empresarial sobre os determinantes socioeconômicos

Leia mais

1. Introdução. 1.1. O Problema

1. Introdução. 1.1. O Problema 1. Introdução A presente pesquisa advém de uma necessidade de um processo reflexivo e crítico na busca por soluções mais maduras para lidar com os riscos relacionados à cadeia de suprimentos. Para tanto,

Leia mais

Ano VI Número 10 Junho de 2006 Periódicos Semestral AS NORMAS ISO. MARIANI, Édio João. Docente Unesp/Marília e Faef/Garça edio@cristorei.com.

Ano VI Número 10 Junho de 2006 Periódicos Semestral AS NORMAS ISO. MARIANI, Édio João. Docente Unesp/Marília e Faef/Garça edio@cristorei.com. AS NORMAS ISO MARIANI, Édio João Docente Unesp/Marília e Faef/Garça edio@cristorei.com.br RESUMO Uma norma técnica é um documento estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece,

Leia mais

DIS (DRAFT INTERNATIONAL STANDARD) - ISO 9001:2015

DIS (DRAFT INTERNATIONAL STANDARD) - ISO 9001:2015 DIS (DRAFT INTERNATIONAL STANDARD) - ISO 9001:2015 Sistemas de Gestão da Qualidade - Requisitos Tradução Livre Prefácio ISO (International Organization for Standardization) é uma federação mundial de organismos

Leia mais

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS Inter-American Development Bank Banco Interamericano de Desarrollo Banco Interamericano de desenvolvimento Banque interámericaine de développment BR-P1051 Departamento de Países do Cone Sul (CSC) Rascunho

Leia mais

Alinhamento Estratégico da TI com o Modelo de Negócios da Empresa: um estudo sobre as melhores práticas da biblioteca ITIL

Alinhamento Estratégico da TI com o Modelo de Negócios da Empresa: um estudo sobre as melhores práticas da biblioteca ITIL Alinhamento Estratégico da TI com o Modelo de Negócios da Empresa: um estudo sobre as melhores práticas da biblioteca ITIL Fernando Riquelme i Resumo. A necessidade por criar processos mais eficientes,

Leia mais

CEO da DQS do Brasil e América do Sul, na DQS há 17 anos. Auditora Líder de Sistema de Gestão da Qualidade Auditora Líder de Gestão de Riscos

CEO da DQS do Brasil e América do Sul, na DQS há 17 anos. Auditora Líder de Sistema de Gestão da Qualidade Auditora Líder de Gestão de Riscos Seu sucesso é Nosso objetivo! DQS do Brasil Ltda. Sistemas Integrados de Gestão CIESP - Diadema. Dezée Mineiro CEO da DQS do Brasil e América do Sul, na DQS há 17 anos Auditora Líder de Sistema de Gestão

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ISO 9001:2000 E O SISTEMA OFICIAL DE CLASSIFICAÇÃO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM.

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ISO 9001:2000 E O SISTEMA OFICIAL DE CLASSIFICAÇÃO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM. ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ISO 9001:2000 E O SISTEMA OFICIAL DE CLASSIFICAÇÃO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM. Gerson Luís Russo Moysés, M. Sc. SENAC-SP, Av. Frei Orestes Girardi-3549,

Leia mais

Modelo de Excelência da Gestão

Modelo de Excelência da Gestão Modelo de Excelência da Gestão Índice 1. Apresentação 2 2. Por que o Modelo de Excelência da Gestão? 3 3. Evolução do MEG 4 4. Características do MEG 6 5. Benefícios do MEG 7 6. Estrutura do MEG 9 7. Fundamentos

Leia mais

Certificação de Sistemas de Gestão. ACIF_SGS Funchal, 4 de Junho de 2008

Certificação de Sistemas de Gestão. ACIF_SGS Funchal, 4 de Junho de 2008 Certificação de Sistemas de Gestão ACIF_SGS Funchal, 4 de Junho de 2008 Sumário 1. Certificação de Sistemas de Gestão Qualidade (ISO 9001:2000); 2. Certificação de Sistemas de Gestão Ambiental (ISO 14001:2004);

Leia mais

Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil

Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil Auditoria Interna do Futuro: Você está Preparado? Oswaldo Basile, CIA, CCSA. Presidente IIA Brasil O futuro é (deveria ser) o sucesso Como estar preparado? O que você NÃO verá nesta apresentação Voltar

Leia mais

Diagnóstico para implantação de sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional

Diagnóstico para implantação de sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional Diagnóstico para implantação de sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional José Luiz Lopes (SENAC/SP) lopesjl@uol.com.br Osvaldo Luís Gonçalves Quelhas (LATEC/UFF) quelhas@latec.uff.br Resumo Este

Leia mais

Gestão por Processos. Gestão por Processos Gestão por Projetos. Metodologias Aplicadas à Gestão de Processos

Gestão por Processos. Gestão por Processos Gestão por Projetos. Metodologias Aplicadas à Gestão de Processos Gestão por Processos Gestão por Projetos Gestão por Processos Gestão de Processos de Negócio ou Business Process Management (BPM) é um modelo de administração que une gestão de negócios à tecnologia da

Leia mais

Governança de TI com COBIT, ITIL e BSC

Governança de TI com COBIT, ITIL e BSC {aula #2} Parte 1 Governança de TI com melhores práticas COBIT, ITIL e BSC www.etcnologia.com.br Rildo F Santos rildo.santos@etecnologia.com.br twitter: @rildosan (11) 9123-5358 skype: rildo.f.santos (11)

Leia mais

ISO 9001:2015. www.apcergroup.com. Rui Oliveira APCER

ISO 9001:2015. www.apcergroup.com. Rui Oliveira APCER ISO 9001:2015 Rui Oliveira APCER Agenda Enquadramento do Processo de Revisão Principais Mudanças Pensamento Baseado em Risco Informação Documentada Princípios da Qualidade Próximos Passos Cronograma para

Leia mais

Principais tópicos da norma NBR ISO/IEC 27001:2006

Principais tópicos da norma NBR ISO/IEC 27001:2006 FACULDADE DE TECNOLOGIA DO IPIRANGA CURSO DE ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS TIAGO GREGÓRIO DA SILVA Principais tópicos da norma NBR ISO/IEC 27001:2006 SÃO PAULO 2013 Índice 1 Introdução... 3 2 Assunto

Leia mais

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combining the ISO 10006 and PMBOK to ensure successful projects 1 Por Michael Stanleigh Tradução e adaptação para fins didáticos

Leia mais

Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (OHSAS 18001:2007)

Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (OHSAS 18001:2007) Gestão e otimização da produção Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional () Marco Antonio Dantas de Souza MSc. Engenharia de Produção Engenheiro de Segurança do Trabalho Introdução Fonte: Ministério da

Leia mais

ISO Revisions. ISO Revisions. Revisões ISO. Qual é a diferença entre uma abordagem de procedimentos e de processo? Abordando a mudança

ISO Revisions. ISO Revisions. Revisões ISO. Qual é a diferença entre uma abordagem de procedimentos e de processo? Abordando a mudança Revisões ISO ISO Revisions Qual é a diferença entre uma abordagem de procedimentos e de processo? Abordando a mudança Processos vs procedimentos: o que isto significa? O conceito da gestão de processo

Leia mais

Certificação. Segurança e Saúde no Trabalho. Soluções para a Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho

Certificação. Segurança e Saúde no Trabalho. Soluções para a Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho Qualidade Meio Ambiente Segurança Responsabilidade Social Certificação Segurança e Saúde no Trabalho Soluções para a Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho Por que implantar e certificar OSHAS 18001?

Leia mais

Como agregar valor durante o processo de auditoria

Como agregar valor durante o processo de auditoria QSP Informe Reservado Nº 55 Fevereiro/2006 Como agregar valor durante o processo de auditoria Tradução para o português especialmente preparada para os Associados ao QSP. Este guindance paper foi elaborado

Leia mais

ESTRUTURAÇÃO DOS PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO EM PROJETOS, PROGRAMAS E PORTFÓLIOS CONSULTORIA

ESTRUTURAÇÃO DOS PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO EM PROJETOS, PROGRAMAS E PORTFÓLIOS CONSULTORIA ESTRUTURAÇÃO DOS PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO EM PROJETOS, PROGRAMAS E PORTFÓLIOS CONSULTORIA SOBRE A CONSULTORIA Assegure melhores resultados em seus projetos com uma estrutura de comunicação simples, efetiva,

Leia mais

Desenvolvendo Organizações e Pessoas EN ISO 9001:2015. Tradução Livre

Desenvolvendo Organizações e Pessoas EN ISO 9001:2015. Tradução Livre DIS (DRAFT INTERNATIONAL STANDARD) EN ISO 9001:2015 Tradução Livre Tipo: DPC Fonte: ISO Comitê: QS / 1 Nome do Comitê: Procedimentos de Garantia da Qualidade e Gestão da Qualidade Data de Publicação: 14

Leia mais

Lista de Exercícios - COBIT 5

Lista de Exercícios - COBIT 5 Lista de Exercícios - COBIT 5 1. O COBIT 5 possui: a) 3 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios b) 3 volumes, 5 habilitadores, 7 princípios c) 5 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios d) 5 volumes, 5 habilitadores,

Leia mais

ISO 9001:2015 Nos preparando para recebê-la! 4 - Contextualizando a organização 6 - Planejamento

ISO 9001:2015 Nos preparando para recebê-la! 4 - Contextualizando a organização 6 - Planejamento ISO 9001:2015 Nos preparando para recebê-la! 4 - Contextualizando a organização 6 - Planejamento 08 de Maio, 2015 Palestrante: Silvana Chaves SILVANA APARECIDA CHAVES Cursando MBA de Gestão Ambiental e

Leia mais

Visão Geral do Sistema da Qualidade ISO 9001: 2000

Visão Geral do Sistema da Qualidade ISO 9001: 2000 2 Visão Geral do Sistema da Qualidade ISO 9001: 2000 Para a gestão da qualidade na realização do produto a ISO 9001: 2000 estabelece requisitos de gestão que dependem da liderança da direção, do envolvimento

Leia mais

Margarida Eiras. margarida.eiras@ensp.unl.pt

Margarida Eiras. margarida.eiras@ensp.unl.pt Qualidade, Gestão do Risco e Segurança do Doente na Prestação de Cuidados de Saúde Margarida Eiras margarida.eiras@ensp.unl.pt Beja, 25 de Março 2009 Índice Conceitos de Qualidade em Saúde da Qualidade

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC. Regina Naito Nohama Borelli

CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC. Regina Naito Nohama Borelli CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC Regina Naito Nohama Borelli Contribuição da auditoria corporativa na análise crítica do sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho São Paulo 2006 Regina Naito Nohama

Leia mais

CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável

CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável CESA Comitê Advocacia Solidária ISO 26.000 e Manual do Advogado Sustentável Julho 2010 O que é ISO 26000? A ISO 26000 é uma norma internacional de Responsabilidade Social, um guia de diretrizes que contribui

Leia mais

Profa. Celia Corigliano. Unidade IV GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE TI

Profa. Celia Corigliano. Unidade IV GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE TI Profa. Celia Corigliano Unidade IV GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE TI Agenda da disciplina Unidade I Gestão de Projetos Unidade II Ferramentas para Gestão de Projetos Unidade III Gestão de Riscos em TI Unidade

Leia mais

ENTENDENDO A ISO 14000

ENTENDENDO A ISO 14000 UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS ENTENDENDO A ISO 14000 Danilo José P. da Silva Série Sistema de Gestão Ambiental Viçosa-MG/Janeiro/2011

Leia mais

ADEQUAÇÃO DO PROCESSO DE PROJETO DE EDIFICAÇÕES AOS NOVOS PARADIGMAS ECONÔMICO-PRODUTIVOS

ADEQUAÇÃO DO PROCESSO DE PROJETO DE EDIFICAÇÕES AOS NOVOS PARADIGMAS ECONÔMICO-PRODUTIVOS ADEQUAÇÃO DO PROCESSO DE PROJETO DE EDIFICAÇÕES AOS NOVOS PARADIGMAS ECONÔMICO-PRODUTIVOS RESUMO Celso Carlos NOVAES Professor na Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Engenharia Civil Correio

Leia mais

A IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DE RISCOS À RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ESTRUTURAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE E A GESTÃO DO CONHECIMENTO

A IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DE RISCOS À RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ESTRUTURAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE E A GESTÃO DO CONHECIMENTO A IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DE RISCOS À RESPONSABILIDADE SOCIAL COMO ESTRUTURAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE E A GESTÃO DO CONHECIMENTO Resumo SIMÕES, Reinaldo Augusto Gomes Organizações dos mais variados tipos,

Leia mais

OHSAS 18002 Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional - Diretrizes para a implementação da OHSAS 18001

OHSAS 18002 Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional - Diretrizes para a implementação da OHSAS 18001 OHSAS 18002 Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional - Diretrizes para a implementação da OHSAS 18001 1 / 42 ÍNDICE Prefácio 1 Objetivo e campo de aplicação 2 Publicações de referência. : 3

Leia mais

Gestão de Instalações Desportivas

Gestão de Instalações Desportivas Gestão de Instalações Desportivas Ambiente, Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Módulo 10 sessão 3 Gestão de Instalações Desportivas 1.3. Sistemas integrados de qualidade, ambiente e segurança Ambiente,

Leia mais

A SA 8000 e a Gestão da Qualidade e do Meio-ambiente

A SA 8000 e a Gestão da Qualidade e do Meio-ambiente A SA 8000 e a Gestão da Qualidade e do Meio-ambiente Irene Szyszka Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade - PGQP Seminário NORMA SA 8000 01/08/2002 12/09/04 Direitos Reservados 1 Missão do PGQP Promover

Leia mais

MODELO DE EXCENCIA DA GESTÃO DA FNQ E NORMAS NBR ISO 9004/ NBR ISO 9001: MODLEOS COMPLEMENTARES OU CONCORRENTES

MODELO DE EXCENCIA DA GESTÃO DA FNQ E NORMAS NBR ISO 9004/ NBR ISO 9001: MODLEOS COMPLEMENTARES OU CONCORRENTES 5, 6 e 7 de Agosto de 2010 ISSN 1984-9354 MODELO DE EXCENCIA DA GESTÃO DA FNQ E NORMAS NBR ISO 9004/ NBR ISO 9001: MODLEOS COMPLEMENTARES OU CONCORRENTES Sergio Bonfa (UFSCar) sbonfa@uol.com.br As organizações,

Leia mais