COMO ABORDAR O TEMA ACESSIBILIDADE EM SALA DE AULA

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1 COMO ABORDAR O TEMA ACESSIBILIDADE EM SALA DE AULA Fabiane Caron Novaes 1 Roberta Aparecida Diadio 2 Resumo: Considerando as recomendações contidas no referencial teórico dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e das Diretrizes Curriculares da Educação Básica (DCEs), o presente artigo oferece uma metodologia própria para abordar conceitos básicos sobre deficiência, tipos de deficiência, conscientização, conhecimento da realidade de portadores para aprendizagem dos termos em Língua Estrangeira, utilizando-se da Língua Inglesa. Considera-se, aqui, a existência de algumas alternativas para alcançar o envolvimento dos alunos representado pela interação do professor e pela forma como ele trabalha em sala de aula. Para a elaboração de atividades aqui descritas, conciliamos o referencial teórico com indicações padrão sobre acessibilidade para elaborar as interações desejadas e cumprir com objetivo de explorar a temática da acessibilidade, selecionada, e ao mesmo tempo oportunizar a apropriação de vocabulário específico da Língua Inglesa. Palavras-chaves: Escola; Ensino; Língua Estrangeira; Acessibilidade. Introdução Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, ensinar e aprender Língua Estrangeira gera discussões e é uma fonte de referência para este documento. A aprendizagem é um direito de todo cidadão e com isso a escola não pode mais se omitir em relação a isso. Ao aprender uma língua estrangeira o aluno aprende mais sobre si mesmo e sobre o mundo. Estudar inglês faz com que o cérebro se beneficie com outra estrutura, com outra cultura. Com o foco para indicar o que ensinar e como, a rede escolar necessita dar acesso a todos por uma educação linguística de bom nível. Os recursos permitem que o aluno se envolva com aspectos lúdicos, como por exemplo, na língua oral. Isto ajuda a aprendizagem prazerosa e a consciência linguística do aluno aumenta. 1 Acadêmica em Letras Inglês, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Campus Irati-PR. 2 Acadêmica em Letras Inglês, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Campus Irati-PR.

2 O ensino de uma segunda língua não é considerado relevante na formação do aluno, como um direito que é de fato. Normalmente esta disciplina não tem lugar privilegiado no currículo, e em algumas regiões é aplicada em apenas duas séries do ensino fundamental, o que é desanimador. Em outras, não promovem nem reprovam, são consideradas apenas mais uma atividade. Ao chegar a quinta série a criança já é um falante competente de sua língua materna, possibilitando a ele pensar, falar, ler e escrever sobre sua própria língua, sabe muito sobre linguagem e como usá-la. A aprendizagem de uma Língua Estrangeira vai aumentar o conhecimento sobre a língua materna do aluno, por comparar as duas em vários níveis. O que facilita o aluno no início da aprendizagem são as convergências entre sua língua materna e a língua estrangeira. Quando o aluno controla a aprendizagem, devido à sua natureza metacognitiva, ele desenvolve melhor sua consciência linguística, aprimora seu nível de letramento, percebe a natureza sociointeracional da linguagem e tem mais sucesso em todo o processo de aprendizagem. A aprendizagem é também uma experiência de vida, ajuda no desenvolvimento integral do indivíduo e ajuda que outras culturas sejam compreendidas. Nos dias de hoje estamos em uma sociedade informatizada e pode se ter acesso a uma informação em instantes. É preciso saber como preparar os jovens neste novo mundo e suas exigências, facilitando o acesso à sociedade da informação. A linguagem ao mesmo tempo em que ajuda no progresso e desenvolvimento, valorizando as habilidades de alguns grupos, ela pode desvalorizar as de outros, como instrumento de elitização. A aprendizagem de uma segunda língua aguça a percepção e torna os indivíduos e os países mais bem conhecidos mundialmente e com força libertadora. A aprendizagem do inglês especificamente tem um papel hegemônico nas trocas internacionais, isto com consciência crítica, e o uso de uma língua estrangeira age no mundo como uma maneira de transformá-lo. Outra questão importante é levar em conta a adequação do tema à idade do aluno e ao meio social em que vive. E a visão de linguagem é viabilizada por meio da metodologia de ensino e está submetida à prática do professor.

3 A pluralidade cultural é importante na aprendizagem de uma língua estrangeira, para se ter acesso ao conhecimento em vários níveis. O professor precisa aproveitar o interesse inicial do aluno à novidade que é aprender uma língua estrangeira e desenvolver trabalhos para que os alunos confiem na própria capacidade de aprender, com temas de interesse e interajam de forma cooperativa com os colegas. Com atividades significativas em sala de aula o professor promove a autonomia do aluno e possibilita que ele desenvolva de forma prazerosa suas atividades. Então no quarto ciclo, aprofundando um pouco mais, o aluno pode desenvolver sua proficiência linguística. A configuração espacial da sala de aula é mais produtiva em grupos ou em círculos e o professor deve reconhecer a aplicação dos direitos linguísticos dos aprendizes, com a finalidade de uma democracia comunicativa para conviver em sala de aula. Na aprendizagem de língua estrangeira a cognição é construída por procedimentos interacionais e o aluno precisa ter conhecimento de natureza metacognitiva em relação ao que está aprendendo, envolvendo a consciência linguística, isto é, dos conhecimentos e a consciência crítica de como as pessoas usam isto na construção social dos significados. Desenvolvimento Mencionando as Diretrizes Curriculares da Educação Básica 3, diante do ensino de língua estrangeira, é possível ver que a Abordagem Comunicativa favorece o uso da língua pelos alunos num contexto interativo. As AC s marcaram o ensino de LE nas escolas públicas, pois ela tem como objetivo o ato de se comunicar, independente de como seja, deixando de lado a gramática e frases memorizadas. Essa é uma maneira de aprender uma segunda língua que todo aluno gostaria, porém, pela falta de imaginação, conhecimento e esforço de muitos professores, existe esse jeito de ensinar que é pela repetição de frases que entediam os alunos e também, a gramática, como por exemplo, o verbo to be. Nenhum de nós quando nasceu falando eu sou, eu estou ; bem longe disso. Assim como tem seus pontos positivos, tem também os negativos, 3 Doravante Diretrizes Curriculares de Educação Básica = DCE s.

4 como cita Gimenez que ela (...) deixou de lado a relação entre comunicação e cultura (...) ; não tem como aprender outra língua deixando de lado a questão cultural, porque além de ser fundamental, é um direito do aluno saber sobre a cultura de um diferente povo. Muito interessante é o que está explicito nas DCE s sobre o comprometimento com o plurilinguismo como política educacional é uma das possibilidades de valorização e respeito à diversidade cultural, garantido na legislação, pois permite às comunidades escolares a definição da LE a ser ensinada. São alguns dos fundamentos teórico-metodológicos: atender às necessidades da sociedade; igualdade no ensino de LE em relação às demais disciplinas; o respeito à diversidade; dentre outros. O referencial teórico que sustenta as diretrizes é a pedagogia crítica, pois é uma filosofia educacional que ajuda os estudantes a desenvolver a noção de liberdade (e não libertinagem). Língua e cultura são fatos importantes e interessantes: a língua e a cultura são entendidas como variantes locais particularizadas em contextos específicos (BORTONI- RICARDO, 2004). Isso é simplesmente claro e óbvio, pois em cada canto de cada país, no mundo inteiro há grande riqueza em cultura que oscila de um lugar para outro, assim como também a língua. Desse ponto de vista, podemos afirmar que a língua nada mais é que um fenômeno carregado de significados culturais. Nas Diretrizes há a seguinte afirmativa: as relações sociais ganham sentido pela palavra e a sua existência se concretiza no contexto da enunciação, como por exemplo, para uma criança que está aprendendo sua língua materna. É na enunciação que ela vai contextualizar e com o tempo, aprender. A aprendizagem de LEM é obrigatória somente nos anos finais do Ensino Fundamental, para tornar os alunos críticos e transformadores (Pg 56). É muito confuso isso porque a nossa língua materna nos vem sendo ensinada desde o primário e a LE que é diferente em muitos aspectos é malmente ensinada; e é somente nos últimos anos que ela se torna obrigatória? Enfim.

5 O texto é a materialização de um enunciado e é entendido como unidade contextualizada da comunicação verbal, para Bakhtin. Já os gêneros, ou melhor dizendo, os gêneros do discurso, são mais ligados à atividades humanas. Mais necessários que simplesmente classificá-los é preciso atentar que são atribuídos sentidos válidos por uma sociedade, variando de um lugar para outro, quanto mais ainda quando se tem culturas diferentes. E a produção de um texto se faz sempre a partir do contato com outros, porque daí que surgem novas ideias a quem leu e irá produzir um. Quanto à leitura, dela surgem várias interpretações, tudo depende do interlocutor que está envolvido em um texto, pois quando o indivíduo está lendo de uma determinada maneira, seja ela crítica, terá uma concepção diferente de quem simplesmente está lendo pelo prazer de ler. O discurso como prática social está vinculado na ideia de que a língua é tratada de forma dinâmica, tornando uma oralidade ou uma escrita num discurso. Quando tem contato e conhecimento sobre outra língua, tem-se uma ampliação no modo de como agir num discurso, pois as línguas estrangeiras dão a possibilidade de conhecer, expressar e transformar modos de entender o mundo e construir significados. Inferência é um processo cognitivo que possibilita ao indivíduo construir novos conhecimentos, a partir de conhecimentos já existentes na memória dele. Isso o faz interagir com as informações materializadas no texto. Porém não é somente com inferência que o professor trabalha em sala de aula, pois cada aluno tem um grau de conhecimento, não importa em que série seja (ou a mesma idade), todo aluno tem seu jeito de entender e conhecer o mundo; por isso é preciso levar em conta o conhecimento do aprendiz. A avaliação dependerá daquilo que foi ensinado pelo professor e recebido como ensinamento aos alunos. Vale também reconhecer os alunos que já tinham algum conhecimento sobre a matéria (como aqui se trata da LE), fazendo o papel de professor e tornando a avaliação como um papel auxiliar para o crescimento como cidadãos experientes.

6 Conclusão Com base nos PCN s e nas DCE s que nos sugerem e não nos impõe, elaboramos um plano de ensino para os 8ºs anos do ensino fundamental em uma escola pública onde o tema é acessibilidade, a temática é a cidadania e o assunto são os conceitos básicos sobre deficiência. O nosso objetivo geral é ampliar o conhecimento adquirido em relação às informações sobre sinais indicativos, acessibilidade e outras necessidades do cidadão. Para todas as nossas aulas tivemos propósitos diferentes, são eles: Investigar o conhecimento dos alunos sobre informações indicativas; Reconhecer a importância da padronização dos sinais públicos, devido à intensa mobilidade das populações; Identificar as placas/sinais mais utilizados pelas pessoas mundialmente; Conscientizar os alunos sobre a necessidade de adaptação dos espaços públicos; Por meio do vídeo, conscientizar os alunos sobre como conviver com outras pessoas portadoras de algum tipo de deficiência; Segundo as DCE s, a qualidade do trabalho pedagógico selecionado pelo professor é mais importante do que a quantidade de gêneros trabalhado, recorremos a esse conceito para elaborar nossas atividades e desenvolvê-las em sala de aula. Basicamente, ambos os documentos (PCN s e DCE s) priorizam a interação (a contextualização dos conteúdos e até mesmo o lúdico) entre professor/aluno, aluno/professor, aluno/aluno, para que o aprendizado ocorra de maneira satisfatória, e com isso podemos verificar sua adequação.

7 Referências: Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Paraná, Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais Brasília, 1998.

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