Manejo da Diarréia no Paciente Crítico

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Manejo da Diarréia no Paciente Crítico"

Transcrição

1 Manejo da Diarréia no Paciente Crítico Bibiana Rubin Especialista em Clínica Terapêutica Nutricional Mestre em Saúde Coletiva Nutricionista Clínica CTI/HCPA

2 Não há conflitos de interesse.

3 Diarréia do Paciente Crítico A diarréia é uma das complicações gastrointestinais mais frequente durante a internação hospitalar, principalmente no doente crítico. A ocorrência pode ter importantes implicações clínicas e econômicas.

4 Definição de Diarréia Aumento do conteúdo de água fecal, com consequente aumento no número de evacuações ( 3 vezes/24h) líquidas e/ou semilíquidas ou > 300g (250 ml) nas 24h.

5 Fisiopatologia da Diarréia Pode ser divididas em 4 tipos: Osmótica; Exsudativa; Secretora; Motora.

6 Fisiopatologia da Diarréia Diarréia osmótica: resulta da presença de substâncias inabsorvíveis, de alta osmolaridade, que carreiam grande quantidade de água para a luz intestinal, superando a capacidade intestinal de absorção. A hipertonicidade das fórmulas enterais podem induzir diarréia osmótica.

7 Fisiopatologia da Diarréia Diarréia secretora: Como o próprio nome menciona, há grande secreção de fluidos e eletrólitos ativamente para a luz intestinal. Esta secreção aumentada decorre de vários fatores, entre eles, da ação de toxinas, da secreção de hormônios ou da lesão das vilosidades intestinais. Colite pseudomebranosa (C. difficile).

8 Incidência da Diarréia 2 92% - na internação hospitalar em geral. 2 63% - em uso de TNE (Trabal et al., 2008) 15 38% - em pacientes críticos em TNE ( EMTN HAE, 2010).

9 Fatores de Risco para Diarréia Antibioticoterapia de amplo espectro. Colite pseudomembranosa (C. difficile); Drogas (laxantes, procinéticos, medicações com sorbitol, magnésio); Fecaloma (pseudo diarréia);. Hipoalbunemia e Desnutrição; Desordens do TGI.

10 Colite por Clostridium difficile Bacilo anaeróbico gram-positivo, que prolifera quando a microflora normal do TGI inferior é alterada pela antobioticoterapia. Não é um organismo invasivo, mas produz toxinas e elabora citocinas que incitam a inflamação da mucosa intestinal. Casos graves são acompanhados por lesões em placas elavadas na superfície mucosa, chamada de pseudomenbranas.

11 Fatores de Risco para Diarréia Relacionados a dieta - Hiperosmolaridade da dieta; - Rápida infusao da dieta; - Inadequaçao de fibras; - Contaminação bacteriana.

12 Início de diarréia 72 horas após admissão na UTI, por mais de 2 dias consecutivos. n= 457 pacientes Resultados: Incidência: 29,5 % Principais fatores: número atimicrobianos e duração da antibioticoterapia. - Aumento da mortalidade

13 n = 77 pacientes

14 n = 48 pacientes em TNE plena, estáveis, com volume de volume de fezes > 350g/dia (diarréia). Resultados: > 350 g/dia de fezes tiveram um balanço energético significativamente mais negativo em comparação aos pacientes com < 350g/dia (627 kcal/dia) (p = 0,012).

15 Recomendações Nutricionais no Manejo da Diarréia A estratégia de interrupção ou redução da dieta enteral em pacientes com diarréia não deve ser utilizada antes da realização de um algoritmo que permita identificar os fatores mais comumente relacionados. (Knobel, 2005, Projeto Diretrizes AMB CFM, 2011).

16 Fluxo de Diarréia em Terapia Nutricional Enteral Fonte: EMTN HOSP Albert Einsten/10

17 Protocolo UTI/HCPA

18 DIARRÉIA: 3 evacuações líquidas e/ou semiliquidas ou 300g (250ml) nas 24h Não parar dieta e checar condições clínicas do paciente Antibióticos Elixires Cimetidina Laxativos Prócinéticos Fórmula osmolarid ade Desnutrição grave colite tireotoxicos neoplasia fecaloma Diarréia secretora/mista Diarréia Osmótica Correção da prescrição Ou otimização da fórmula Leucócitos e/ou adequação das fibras fecais + ou e/ou loperamida/opióide/ coprocultur a + racecadotri ou EDF + Diarréia Sem melhora infecciosa: considerar: tratamento investigação específico de Pré/pró-bióticos disabsorção Dieta semi-elementar NPT

19 Recomendações Nutricionais

20 Recomendações Nutricionais Hiperosmolaridade da dieta: Recomenda-se o uso de fórmulas dietéticas isotônicas mosm/kg (ASPEN, 1993).

21 Recomendações Nutricionais Rápida infusão da dieta: Recomenda-se a infusão de dietas por bomba, pois previne e minimiza complicações gastrointestinais associadas à infusão rápida, como a diarréia. (Aspen, 1993; Knobel, 2005; Projeto Diretrizes AMB CFM, 2011).

22 Recomendações Nutricionais Fibras: A presença das fibras são importantes na manutenção da estrutura e função normal do intestino, preservando e melhorando a integridade intestinal. - Aumento do bolo fecal, - Maior absorção de água, - Redução do tempo de trânsito intestinal.

23 Recomendações Nutricionais Pacientes críticos: Fibras solúveis: Podem ser benéficas para pacientes críticos ressuscitados, hemodinamicamente estáveis, que desenvolvem diarréia (ASPEN, 2006). Fibras insolúveis: Devem ser evitadas nos pacientes com risco de isquemia intestinal e grave dismotilidade (ASPEN, 2006).

24 Recomendações Nutricionais Em TNE, as recomendações de fibras, probióticos, prebióticos e simbióticos ainda não claras (2011).

25 Recomendações Nutricionais O uso de fórmulas oligoméricas está indicado em pacientes com diarréia persistente, após a exclusão de causas que exijam tratamento específico (medicações hiperosmolares, Clostridrium difficile) (C). Recomendação: Uso de fórmulas oligoméricas quando houver intolerância a fórmulas poliméricas.

26 Recomendações NUTRICIONAIS no manejo da diarréia em pacientes críticos Verificar juntamente com equipe multiprofissional a causa da diarréia; Verificar composição da fórmula (osmolaridade, fibras, presença de lactose, glúten) ; Verificar a administração da fórmula; Monitorar o impacto no estado nutricional.

27 OBRIGADA!

Fluxograma do Manejo da Estase

Fluxograma do Manejo da Estase Fluxograma do Manejo da Estase Estase Gástrica é qualquer volume mensurado através da SNE/SNG Enfermagem verificar resíduo gástrico (estase) a cada 06 horas. Registra volume drenado. Menor que Maior que

Leia mais

DIARRÉIA EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL Grupo de Suporte em Terapia Nutricional CTI-A Hospital Israelita Albert Einstein Fevereiro/10

DIARRÉIA EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL Grupo de Suporte em Terapia Nutricional CTI-A Hospital Israelita Albert Einstein Fevereiro/10 DIARRÉIA EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL Grupo de Suporte em Terapia Nutricional CTI-A Hospital Israelita Albert Einstein Fevereiro/10 O surgimento de diarréia durante internação hospitalar é evento comum,

Leia mais

ATUALIZAÇÃO NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS DIARRÉIAS AGUDAS

ATUALIZAÇÃO NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS DIARRÉIAS AGUDAS ATUALIZAÇÃO NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS DIARRÉIAS AGUDAS Aderbal Sabra MD. PhD. Cientista Visitante e Staff Senior ICISI Georgetown University USA Professor de Pediatria, Gastroenterologia e Alergia

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho NUTRIÇÃO ENTERAL INDICAÇÕES: Disfagia grave por obstrução ou disfunção da orofaringe ou do esôfago, como megaesôfago chagásico,

Leia mais

Farmacoterapia da Obstipação

Farmacoterapia da Obstipação Farmacoterapia da Obstipação João Rocha Farmacoterapia do Tracto Gastro-Intestinal PÓS-GRADUAÇÃO EM CUIDADOS FARMACÊUTICOS Obstipação Problema: Hipocondria utilização não-racional do medicamento 1 Obstipação

Leia mais

Laxantes. Laxantes e Antidiarreicos. Obstipação. Fibras. são comuns na população em geral. rios. Na maioria das vezes quadros benignos e transitórios

Laxantes. Laxantes e Antidiarreicos. Obstipação. Fibras. são comuns na população em geral. rios. Na maioria das vezes quadros benignos e transitórios Laxantes e Diarréia e obstipação são comuns na população em geral Na maioria das vezes quadros benignos e transitórios rios Laxantes Muitas vezes sem a necessidade de medicação Porem esses sintomas podem

Leia mais

DIARREIA: AVALIAÇÃO E TRATAMENTO NORMAS DE ORIENTAÇÃO CLÍNICA

DIARREIA: AVALIAÇÃO E TRATAMENTO NORMAS DE ORIENTAÇÃO CLÍNICA DIARREIA: AVALIAÇÃO E TRATAMENTO NORMAS DE ORIENTAÇÃO CLÍNICA A diarreia é definida por um aumento na frequência das dejecções ou diminuição da consistência das fezes e por uma massa fecal>200g/dia. Pode

Leia mais

PROVA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM CANCEROLOGIA CLINICA EM ÃREA DA SAÚDE: NUTRIÇÃO PROCESSO SELETIVO Nº 01/2014 DATA: 17/02/2014 HORÁRIO:

PROVA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM CANCEROLOGIA CLINICA EM ÃREA DA SAÚDE: NUTRIÇÃO PROCESSO SELETIVO Nº 01/2014 DATA: 17/02/2014 HORÁRIO: PROVA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM CANCEROLOGIA CLINICA EM ÃREA DA SAÚDE: NUTRIÇÃO PROCESSO SELETIVO Nº 01/2014 DATA: 17/02/2014 HORÁRIO: das 8h30min às 11h30min INSTRUÇÕES CADERNO DE QUESTÕES 1-

Leia mais

Terapia Nutricional na Assistência Domiciliar

Terapia Nutricional na Assistência Domiciliar Terapia Nutricional na Assistência Domiciliar A assistência nutricional e clínica ao paciente em domicilio vêm crescendo no Brasil e no mundo. Também conhecida como home care, internação domiciliar ou

Leia mais

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS Porção de 100g (1/2 copo) Quantidade por porção g %VD(*) Valor Energético (kcal) 64 3,20 Carboidratos 14,20 4,73 Proteínas 1,30 1,73 Gorduras

Leia mais

SUPORTE NUTRICIONAL. Nutrição Parenteral

SUPORTE NUTRICIONAL. Nutrição Parenteral UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO DISCIPLINA DE NUTROLOGIA SUPORTE NUTRICIONAL Nutrição Parenteral EnfªDanielli Soares Barbosa Equipe Multiprofissional Terapia Nutricional HC-UFTM CONCEITO Solução

Leia mais

Duphalac lactulose MODELO DE BULA. DUPHALAC (lactulose) é apresentado em cartuchos contendo 1 frasco de 200 ml e um copo medida.

Duphalac lactulose MODELO DE BULA. DUPHALAC (lactulose) é apresentado em cartuchos contendo 1 frasco de 200 ml e um copo medida. MODELO DE BULA Duphalac lactulose FORMA FARM ACÊUTICA E APRESENTAÇ ÃO DUPHALAC (lactulose) é apresentado em cartuchos contendo 1 frasco de 200 ml e um copo medida. VIA ORAL USO ADULTO E PEDIÁTRICO COMPOSIÇÃO

Leia mais

FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA

FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA Graduação 1 FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA UNIDADE 4 ALIMENTAÇÃO ENTERAL Nesta unidade você irá estudar as

Leia mais

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA. Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA. Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013 INTRODUÇÃO DDA Síndrome causada por vários agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitos) 03 ou mais episódios com fezes líquidas

Leia mais

PROTOCOLO ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL SUPORTE NUTRICIONAL. Preferência por dietas líquidas prontas a fim de evitar manipulação em demasia.

PROTOCOLO ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL SUPORTE NUTRICIONAL. Preferência por dietas líquidas prontas a fim de evitar manipulação em demasia. Código: PC.SND.001 Data: 02/06/2011 Versão: 2 Página: 1 de 17 SUPORTE NUTRICIONAL DIETAS ENTERAIS: Preferência por dietas líquidas prontas a fim de evitar manipulação em demasia. Preferência por dietas

Leia mais

NUTRIÇÃO ENTERAL HOSPITAL SÃO MARCOS. Heloisa Portela de Sá Nutricionista Clínica do Hospital São Marcos Especialista em Vigilância Sanitária

NUTRIÇÃO ENTERAL HOSPITAL SÃO MARCOS. Heloisa Portela de Sá Nutricionista Clínica do Hospital São Marcos Especialista em Vigilância Sanitária NUTRIÇÃO ENTERAL HOSPITAL SÃO MARCOS Heloisa Portela de Sá Nutricionista Clínica do Hospital São Marcos Especialista em Vigilância Sanitária Secretária Nutricionista Gerente Nutricionista Planejamento

Leia mais

ETIOLOGIA. Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica

ETIOLOGIA. Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica PANCREATITE AGUDA ETIOLOGIA Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica FISIOPATOLOGIA MANIFESTAÇÃO CLÍNICA CRITÉRIOS PROGNÓSTICOS Ranson Na admissão: Idade > 55 anos Leucócitos > 1600 N uréico aumento

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM NUTRIÇÃO PARENTERAL

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM NUTRIÇÃO PARENTERAL FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM NUTRIÇÃO PARENTERAL ENFERMEIRO : Elton Chaves NUTRIÇÃO PARENTERAL Refere-se a nutrição feita por uma via diferente da gastro-intestinal. A nutrição parenteral pode servir para

Leia mais

MICROBIOTA INTESTINAL PREBIÓTICOS PROBIÓTICOS SIMBIÓTICOS Apresentado por : Prof. Dr. Yvon Toledo Rodrigues Membro Titular da Academia Nacional de Medicina. Presidente da Academia Latino-Americana de Nutrologia.

Leia mais

Diagnóstico. Exame Laboratorial. Poliúria Polidpsia Polifagia

Diagnóstico. Exame Laboratorial. Poliúria Polidpsia Polifagia Diabetes Mellitus É concebido por um conjunto de distúrbios metabólicos, caracterizado por hiperglicemia resultando de defeitos na secreção de insulina e/ou na sua atividade Report of Expert Committe on

Leia mais

Nutrição. Diana e Silva, Marta Rola

Nutrição. Diana e Silva, Marta Rola Outras dimensões Nutrição Diana e Silva, Marta Rola Hospital Pediátrico Integrado/ Centro Hospitalar São João Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Suporte Nutricional

Leia mais

MANEJO DA SEPSE: ENFOQUE MULTIPROFISSIONAL. Belo Horizonte 2014

MANEJO DA SEPSE: ENFOQUE MULTIPROFISSIONAL. Belo Horizonte 2014 MANEJO DA SEPSE: ENFOQUE MULTIPROFISSIONAL Belo Horizonte 2014 RESIDENTES MULTIPROFISSIONAIS EM INTENSIVISMO Camilla Serva Camilo Brandão Christina Tinti Cleunice Oliveira Daniela Falcão Gabriela Reis

Leia mais

SUPORTE NUTRICIONAL Nutrição Enteral Nutrição Parenteral

SUPORTE NUTRICIONAL Nutrição Enteral Nutrição Parenteral UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO SERVIÇO DE TERAPIA NUTRICIONAL SUPORTE NUTRICIONAL Nutrição Enteral Nutrição Parenteral EnfªDanielli Soares Barbosa Equipe Multiprofissional Terapia Nutricional

Leia mais

Clostridium difficile: quando valorizar?

Clostridium difficile: quando valorizar? Clostridium difficile: quando valorizar? Sofia Bota, Luís Varandas, Maria João Brito, Catarina Gouveia Unidade de Infecciologia do Hospital D. Estefânia, CHLC - EPE Infeção a Clostridium difficile Diarreia

Leia mais

FREQUÊNCIA DE EVENTOS ADVERSOS GASTROENTEROLÓGICOS EM PACIENTES COM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA)

FREQUÊNCIA DE EVENTOS ADVERSOS GASTROENTEROLÓGICOS EM PACIENTES COM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Medicina Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências em Gastroenterologia FREQUÊNCIA DE EVENTOS ADVERSOS GASTROENTEROLÓGICOS EM PACIENTES COM

Leia mais

Multi Star Adulto 15kg e 5kg

Multi Star Adulto 15kg e 5kg Multi Star Adulto 15kg e 5kg Proteína Bruta Extrato Etéreo (Mín.) 21% (Mín.) 8% Matéria Mineral Matéria Fibrosa (Máx.) 8% (Máx.) 4% Cálcio (Máx.) 1,8% Fósforo (Mín.) 0,8% Carne de Frango e Arroz Extrato

Leia mais

TERAPIA NUTRICIONAL NUTRIÇÃO ENTERAL

TERAPIA NUTRICIONAL NUTRIÇÃO ENTERAL ÍNDICE TERAPIA NUTRICIONAL NUTRIÇÃO ENTERAL 1. INTRODUÇÃO 01 2. ALIMENTANÇÃO ENTERAL: O QUE É? 02 3. TIPOS DE NUTRIÇÃO ENTERAL 03 4. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO 04 ENTERAL 5. TIPOS DE ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

Os profissionais de enfermagem que participam e atuam na Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, serão os previstos na Lei 7.498/86.

Os profissionais de enfermagem que participam e atuam na Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, serão os previstos na Lei 7.498/86. Regulamento da Terapia Nutricional 1. DEFINIÇÕES: Terapia Nutricional (TN): Conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do usuário por meio da Nutrição Parenteral

Leia mais

Forma farmacêutica e apresentação: Comprimido revestido. Display contendo 25 blísteres com 6 comprimidos revestidos.

Forma farmacêutica e apresentação: Comprimido revestido. Display contendo 25 blísteres com 6 comprimidos revestidos. LACTO-PURGA bisacodil 5mg Forma farmacêutica e apresentação: Comprimido revestido. Display contendo 25 blísteres com 6 comprimidos revestidos. USO ADULTO E PEDIÁTRICO (crianças acima de 4 anos) USO ORAL

Leia mais

Auxiliar de Enfermagem

Auxiliar de Enfermagem Auxiliar de Enfermagem 01.01.01.001-0 - Atividade Educativa / Orientação em Grupo na Atenção Básica - Consiste nas atividades educativas, em grupo, sobre ações de promoção e prevenção à saúde, desenvolvidas

Leia mais

Probiótico. Identificação. Descrição / especificação técnica: Pó creme a marrom claro, contendo no mínimo 10 bilhões de UFC/g.

Probiótico. Identificação. Descrição / especificação técnica: Pó creme a marrom claro, contendo no mínimo 10 bilhões de UFC/g. Material Técnico Probióticos Identificação Fórmula Molecular: Não aplicável DCB / DCI: Não aplicável INCI: Não aplicável Peso molecular: Não aplicável CAS: Não aplicável Denominação botânica: Não aplicável

Leia mais

Intestino delgado. Intestino grosso (cólon)

Intestino delgado. Intestino grosso (cólon) As fibras alimentares estão presentes nos alimentos de origem vegetal, englobando um conjunto de compostos que não podem ser digeridos pelas enzimas do nosso sistema gastrointestinal, não sendo por isso

Leia mais

LACTOBACILLUS BULGARICUS

LACTOBACILLUS BULGARICUS Informações Técnicas LACTOBACILLUS BULGARICUS 10 bilhões/g DESCRIÇÃO Lactobacillus bulgaricus é uma bactéria que, devido à sua ação benéfica para o sistema digestivo, costuma ser usada para a produção

Leia mais

Doenças de Transmissão Alimentar

Doenças de Transmissão Alimentar Doenças de Transmissão Alimentar Norma S. Lázaro nslazaro@ioc.fiocruz.br LABENT/IOC/FIOCRUZ- RJ Perigos microbiológicos aos alimentos fungos, vírus, v bactérias, parasitas Importância dos microrganismos

Leia mais

Do D enças a d o T rato Gastrointestinal

Do D enças a d o T rato Gastrointestinal Doenças do Trato Gastrointestinal Trato gastrointestinal Colonização do TGI Ocorre ao nascimento e, durante toda a vida do indivíduo. Colonização por novos micro-organismos pode ocorrer diariamente com

Leia mais

BLOCO CIRÚRGICO/ UTI ADULTO/ UNIDADE DE INTERNAÇÃO/ PRONTO ATENDIMENTO PROTOCOLO: SEGURANÇA NAS TERAPIAS ORAIS E ENTERAIS

BLOCO CIRÚRGICO/ UTI ADULTO/ UNIDADE DE INTERNAÇÃO/ PRONTO ATENDIMENTO PROTOCOLO: SEGURANÇA NAS TERAPIAS ORAIS E ENTERAIS Página: 1/42 CONTROLE HISTÓRICO Revisão Data Nº Histórico da Páginas alteração Elaboração Verificação Aprovação 00 22/08/11 36 Emissão Inicial Cláudia M. Marques Marcela M. Pereira Luciana Soares Luciana

Leia mais

Fóruns Científicos e Simpósio Multidisciplinar

Fóruns Científicos e Simpósio Multidisciplinar Fóruns Científicos e Simpósio Multidisciplinar Comissão dos Fóruns Científicos e do Simpósio Multidisciplinar Coordenação Geral Abdol Hakim Assef Fórum de Educação Física & Fisioterapia em Cardiologia

Leia mais

Protocolo de prevenção de úlcera por pressão - 2013. Enfª Allessandra CEPCIRAS/GERISCO

Protocolo de prevenção de úlcera por pressão - 2013. Enfª Allessandra CEPCIRAS/GERISCO Protocolo de prevenção de úlcera por pressão - 2013 Enfª Allessandra CEPCIRAS/GERISCO FINALIDADE: Promover a Prevenção da ocorrência de UPP e outras lesões da pele. JUSTIFICATIVAS: A- Longa permanência

Leia mais

TABELA DE PREÇOS REFERENCIAIS DIETAS ENTERAIS

TABELA DE PREÇOS REFERENCIAIS DIETAS ENTERAIS TABELA DE PREÇOS REFERENCIAIS 82026 82025 82021 MEDICAMENTOS NUTRICAO, NUTRICAO ENTERAL, HIPERCALORICA, OLIGOMERICA, COM PROTEINA DE ORIGEM ANIMAL HIDROLISADA. ISENTA DE SACAROSE, LACTOSE E GLUTEN. PRINCIPIO/CONCENTRACAO1:

Leia mais

DIA 16.06.2015 (TERÇA-FEIRA) GRAND AUDITÓRIO 08H50 09H20 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ABERTURA O IMPACTO DE METAGENÔMICA NA SAÚDE E NA DOENÇA

DIA 16.06.2015 (TERÇA-FEIRA) GRAND AUDITÓRIO 08H50 09H20 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ABERTURA O IMPACTO DE METAGENÔMICA NA SAÚDE E NA DOENÇA DIA 16.06.2015 (TERÇA-FEIRA) GRAND AUDITÓRIO 08H30 08H50 ABERTURA 08H50 09H20 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ABERTURA O IMPACTO DE METAGENÔMICA NA SAÚDE E NA DOENÇA 09H20 09H50 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

Leia mais

Estudo teórico da composição nutricional e custos de dieta enteral artesanal no Brasil. Força Tarefa de Nutrição Clinica ILSI Brasil - 2013

Estudo teórico da composição nutricional e custos de dieta enteral artesanal no Brasil. Força Tarefa de Nutrição Clinica ILSI Brasil - 2013 Estudo teórico da composição nutricional e custos de dieta enteral artesanal no Brasil Força Tarefa de Nutrição Clinica ILSI Brasil - 2013 Força Tarefa Nutrição Clinica ILSI Terapia Nutricional Enteral

Leia mais

Formulação, preparo, armazenamento e controle de qualidade das dietas enterais e parenterais.

Formulação, preparo, armazenamento e controle de qualidade das dietas enterais e parenterais. III CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL ADULTO/PEDIATRIA Formulação, preparo, armazenamento e controle de qualidade das dietas enterais e parenterais. Nut. Eduila Couto Santos eduilacouto@hotmail.com

Leia mais

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista Secretaria de Estado da Saúde - SESAU Superintendência de Assistência em Saúde SUAS Diretoria de Atenção Básica - DAB Gerência do Núcleo do Programa Saúde e Nutrição Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Leia mais

Fisiologia da Nutrição na saúde e na Doença da Biologia Molecular ao Tratamento de R$389,00 por R$233,00

Fisiologia da Nutrição na saúde e na Doença da Biologia Molecular ao Tratamento de R$389,00 por R$233,00 Abordagem clínica e nutricional nas Doenças do Esôfago e Estômago Gastroenterologia e Nutrição de R$181,00 por R$108,00 Avaliação e Rastreamento Nutricional na Saúde e na Doença Avaliação Nutricional Aspectos

Leia mais

EPIDEMIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO PREVENÇÃO

EPIDEMIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO PREVENÇÃO DIARREIA AGUDA EPIDEMIOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS TRATAMENTO PREVENÇÃO PROF. DR. ULYSSES FAGUNDES NETO Instituto de Gastroenterologia Pediátrica de São Paulo (I-Gastroped) Diarreia foi responsável, em

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

C. perfringens tipos B e C Idade < 10 dias Enterotoxemia hemorrágica grave Mycobacterium paratuberculosis

C. perfringens tipos B e C Idade < 10 dias Enterotoxemia hemorrágica grave Mycobacterium paratuberculosis Diagnóstico diferencial das Diarréias nos Bovinos Prof. Paulo Henrique Jorge da Cunha DMV/EV/UFG Diarréia Inflamação da mucosa intestinal Dor abdominal; Desequilíbrio hidroeletrolítico; Desequilíbrio ácido-básico.

Leia mais

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO COORDENADORIA DE CONTROLE E INFECÇÃO HOSPITALAR Uso de Antimicrobianos Vancomicina

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO COORDENADORIA DE CONTROLE E INFECÇÃO HOSPITALAR Uso de Antimicrobianos Vancomicina HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO COORDENADORIA DE CONTROLE E INFECÇÃO HOSPITALAR Uso de Antimicrobianos Vancomicina Preâmbulo: Vancomicina é um glicopeptídeo que tem uma ação bactericida por inibir

Leia mais

TEMA: Dieta enteral de soja para paciente portadora de doença de Alzheimer e de adenocarcinoma gástrico.

TEMA: Dieta enteral de soja para paciente portadora de doença de Alzheimer e de adenocarcinoma gástrico. Nota Técnica Processo n º Solicitante: Dra. Daniele Viana da Silva Juíza da Comarca de Ervália - Mg Data: 07/12/2012 Medicamento/ Dieta Material Procedimento Cobertura x TEMA: Dieta enteral de soja para

Leia mais

Tocar, Nutrir e Cuidar

Tocar, Nutrir e Cuidar Tocar, Nutrir e Cuidar Soluções adequadas para a prevenção e cicatrização de feridas tocar nutrir cuidar Quando falamos do cuidado integral do paciente precisamos pensar em vários fatores que afetam a

Leia mais

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Nutrição 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Nutrição 2011-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais. Especial Online ISSN 1982-1816 www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.html DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Nutrição 2011-1 USO DE PREBIÓTICOS NA ABSORÇÃO DE FERRO EM CIRURGIA BARIÁTRICA Acadêmico: MAIA,

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 147/2014 Peptamen Junior, fibra em pó, equipos

RESPOSTA RÁPIDA 147/2014 Peptamen Junior, fibra em pó, equipos RESPOSTA RÁPIDA 147/2014 Peptamen Junior, fibra em pó, equipos SOLICITANTE Dra Regina Célia Silva Neves Juíza de Direito da Comarca de Itaúna NÚMERO DO PROCESSO 0338.14.001204-2 DATA 21/03/2014 SOLICITAÇÃO

Leia mais

ENFERMAGEM EM BIOSSEGURANÇA

ENFERMAGEM EM BIOSSEGURANÇA BIOSSEGURANÇA : 1-CONCEITO: É a ciência que estuda o manuseio de substâncias biológicas avaliando todas as condições que serão necessárias para a atividade de enfermagem. 1.2 Considerações gerais : Em

Leia mais

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA MANIPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E INTERCORRÊNCIAS NA UTILIZAÇÃO DE DIETAS ENTERAIS

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA MANIPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E INTERCORRÊNCIAS NA UTILIZAÇÃO DE DIETAS ENTERAIS MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA MANIPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E INTERCORRÊNCIAS NA UTILIZAÇÃO DE DIETAS ENTERAIS 2ª edição SUMÁRIO Nutrição Enteral: definição 1. Cuidados no preparo da Nutrição Enteral Higiene

Leia mais

15/10/2009. Taxonomia: Grandes bastonetes Gram-positivos em cadeia. Família Baccilaceae; Aeróbios. Gênero Bacillus 235 espécies (incluindo

15/10/2009. Taxonomia: Grandes bastonetes Gram-positivos em cadeia. Família Baccilaceae; Aeróbios. Gênero Bacillus 235 espécies (incluindo UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE BACTERIOLOGIA NUTRIÇÃO Bacillus e Clostridium Bacillus PROF. RENATA F. RABELLO 2 o SEMESTRE/2009 INTRODUÇÃO Taxonomia: Família Baccilaceae; Gênero Bacillus 235 espécies

Leia mais

Profa. Susana M.I. Saad Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo

Profa. Susana M.I. Saad Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo XIV Congresso Brasileiro de Nutrologia Simpósio ILSI Brasil Probióticos e Saúde Profa. Dra. Susana Marta Isay Saad Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica USP e-mail susaad@usp.br Alimentos

Leia mais

ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO

ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO FUNÇÃO / REMUNERAÇÃO Médico Infectologista REQUISITO Medicina e Título de Especialista concedido pela Respectiva Sociedade de Classe ou Residência

Leia mais

Isto doi mesmo muito!!!

Isto doi mesmo muito!!! INFORMAÇÃO MOLAXOLE SOBRE OBSTIPAÇÃO Isto doi mesmo muito!!! Tenho estado aqui sentado a chorar durante mais de meia hora. B_OTC.indd 1 10/10/14 11:31 SOFRE DE OBSTIPAÇÃO QUE PRECISA SER TRATADA¹? Coloque

Leia mais

Amargosa. ESTADO DA BAHIA Prefeitura Municipal de Amargosa

Amargosa. ESTADO DA BAHIA Prefeitura Municipal de Amargosa PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 141/2014 PREGÃO ELETRÔNICO N O. 009/2014/SRP OBJETO: Aquisição de fórmulas e suplementos nutricionais especiais para atender prescrições médicas de usuários do Sistema Único

Leia mais

ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato de sódio dibásico heptaidratado. Forma farmacêutica: Solução de enema

ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato de sódio dibásico heptaidratado. Forma farmacêutica: Solução de enema ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato de sódio dibásico heptaidratado Forma farmacêutica: Solução de enema 1 MODELO DE BULA ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato

Leia mais

Faculdade de Medicina de Campos Hospital Escola Álvaro Alvim Serviço de Clínica Médica SESSÃO CLÍNICA 03/08/2009

Faculdade de Medicina de Campos Hospital Escola Álvaro Alvim Serviço de Clínica Médica SESSÃO CLÍNICA 03/08/2009 Faculdade de Medicina de Campos Hospital Escola Álvaro Alvim Serviço de Clínica Médica SESSÃO CLÍNICA 03/08/2009 Relatora: Dra. Nayara Salgado (R1) Debatedora:Dra. Kamilly Farah (R1) Org.: Prof. Lara Vianna

Leia mais

Hidratação e Choque hipovolêmico

Hidratação e Choque hipovolêmico Hidratação e Choque hipovolêmico Dr. Marcelo Ruiz Lucchetti Médico da Enfermaria de Pediatria do HUAP Médico do Centro de Tratamento de Queimados Infantil do HMSA Líquidos Corporais Fisiologia Composição

Leia mais

ANEXO NORMA TÉCNICA PARA ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM TERAPIA NUTRICIONAL

ANEXO NORMA TÉCNICA PARA ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM TERAPIA NUTRICIONAL ANEXO NORMA TÉCNICA PARA ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM TERAPIA NUTRICIONAL 1. OBJETIVO Estabelecer diretrizes para atuação da equipe de enfermagem em Terapia Nutricional, a fim de assegurar uma assistência

Leia mais

Anexo A DIAFURAN CAZI QUIMICA FARMACÊUTICA IND. E COM. LTDA. Comprimidos. 2 mg

Anexo A DIAFURAN CAZI QUIMICA FARMACÊUTICA IND. E COM. LTDA. Comprimidos. 2 mg Anexo A DIAFURAN CAZI QUIMICA FARMACÊUTICA IND. E COM. LTDA Comprimidos 2 mg DIAFURAN cloridrato de loperamida I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Nome comercial: DIAFURAN Nome genérico: cloridrato de loperamida

Leia mais

GERENCIAMENTO DOS RISCOS. ASSISTENCIAIS - Neocenter

GERENCIAMENTO DOS RISCOS. ASSISTENCIAIS - Neocenter GERENCIAMENTO DOS RISCOS ASSISTENCIAIS - Neocenter Gerenciamento de riscos n Objetivos Ter uma base mais sólida e segura para tomada de decisão; Identificar melhor as oportunidades e ameaças; Tirar proveito

Leia mais

Tema: Informações técnicas sobre o NUTRI-RENAL para pacientes em tratamento dialítico 1. ANÁLISE CLÍNICA DA SOLICITAÇÃO 3. 1.1. Pergunta estruturada 3

Tema: Informações técnicas sobre o NUTRI-RENAL para pacientes em tratamento dialítico 1. ANÁLISE CLÍNICA DA SOLICITAÇÃO 3. 1.1. Pergunta estruturada 3 Consultoria 06/2012 Solicitante Dr. Enismar Kelley de Souza e Freitas Juiz de Direito - Comarca de Cristina MG Data:22/10/2012 Medicamento Material Procedimento Cobertura X Tema: Informações técnicas sobre

Leia mais

PEG 4000. Eficaz no tratamento da constipação intestinal, com resultados semelhantes ao hidróxido de magnésio 1.

PEG 4000. Eficaz no tratamento da constipação intestinal, com resultados semelhantes ao hidróxido de magnésio 1. Atualização em Farmacoterapia 1 Eficaz no tratamento da constipação intestinal, com resultados semelhantes ao hidróxido de magnésio 1. Os tratamentos com ou lactulose são eficazes na redução da constipação

Leia mais

Fibras e seus Benefícios! Tipos de Farinhas! Coordenadora e Nutricionista Felícia Bighetti Sarrassini - CRN 10664

Fibras e seus Benefícios! Tipos de Farinhas! Coordenadora e Nutricionista Felícia Bighetti Sarrassini - CRN 10664 Fibras e seus Benefícios! & Tipos de Farinhas! Coordenadora e Nutricionista Felícia Bighetti Sarrassini - CRN 10664 * Fibras: Definição: Fibras referem a parte dos vegetais (frutas, verduras, legumes,

Leia mais

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL Disciplina de Coloproctologia Prof. Dr. João Gomes Netinho FAMERP Hospital de Base Conceito Dificuldade Consistência Freqüência Conceito Critérios: rios: Peso: < 35g/dia Freqüência ência: Feminino < 3

Leia mais

Otofoxin cloridrato de ciprofloxacino SOLUÇÃO OTOLÓGICA

Otofoxin cloridrato de ciprofloxacino SOLUÇÃO OTOLÓGICA Otofoxin cloridrato de ciprofloxacino SOLUÇÃO OTOLÓGICA USO ADULTO USO OTOLÓGICO Forma farmacêutica e apresentação Solução otológica: frasco contendo 10 ml com conta-gotas. Composição Cada (1 ml) contém

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA PROCESSOS PATOLÓGICOS GERAIS-PPG COLITE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA PROCESSOS PATOLÓGICOS GERAIS-PPG COLITE UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA PROCESSOS PATOLÓGICOS GERAIS-PPG COLITE Nutrição 2010.2 COLITES O que são? São doenças inflamatórias comumente restritas

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONCURSO PÚBLICO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO DIA - 20/12/2009 CARGO: NUTRICIONISTA C O N C U R S O P Ú B L I C O - H U A C / 2 0 0 9 Comissão de Processos

Leia mais

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia Caso complexo Natasha Especialização em Fundamentação teórica DISPEPSIA Vinícius Fontanesi Blum Os sintomas relacionados ao trato digestivo representam uma das queixas mais comuns na prática clínica diária.

Leia mais

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO DIABETES E CIRURGIA INTRODUÇÃO 25% dos diabéticos necessitarão de cirurgia em algum momento da sua vida Pacientes diabéticos possuem maiores complicações cardiovasculares Risco aumentado de infecções Controle

Leia mais

AVALIAÇÃO TECNOLÓGICA COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO EM SERVIÇOS DE SAÚDE

AVALIAÇÃO TECNOLÓGICA COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO EM SERVIÇOS DE SAÚDE V Jornada Nacional de Economia da Saúde II Jornada de Avaliação de Tecnologias em Saúde do IMIP AVALIAÇÃO TECNOLÓGICA COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO EM SERVIÇOS DE SAÚDE Ricardo Kuchenbecker Professor Adjunto

Leia mais

Sumário. Data: 23/05/2013 NOTA TÉCNICA 75/2013. Medicamento/ x dieta Material Procedimento Cobertura. Solicitante. Processo Número 0024 13 023060-0

Sumário. Data: 23/05/2013 NOTA TÉCNICA 75/2013. Medicamento/ x dieta Material Procedimento Cobertura. Solicitante. Processo Número 0024 13 023060-0 NOTA TÉCNICA 75/2013 Solicitante Juiz de Direito Dr.Alexsander Antenor Penna Silva Comarca de João Monlevade Processo Número 0024 13 023060-0 Data: 23/05/2013 Medicamento/ x dieta Material Procedimento

Leia mais

Manual de orientação nutricional enteral em domicílio.

Manual de orientação nutricional enteral em domicílio. Manual de orientação nutricional enteral em domicílio. Índice 01. Introdução 02. Alimentação enteral: o que é? 03. Tipos de nutrição enteral 04. Vias de administração da alimentação enteral 05. Tipos de

Leia mais

PLANO DE SEGURANÇA DO PACIENTE NORMA Nº 648

PLANO DE SEGURANÇA DO PACIENTE NORMA Nº 648 Página: 1/4 1- OBJETIVO Definir estratégias para garantir a segurança do paciente, visando minimizar os riscos durante os processos associados aos cuidados de saúde através da implementação de boas práticas

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 065 /2013 CT PRCI n 102.641 e Ticket n 285.993

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 065 /2013 CT PRCI n 102.641 e Ticket n 285.993 PARECER COREN-SP 065 /2013 CT PRCI n 102.641 e Ticket n 285.993 Ementa: Hidrocolonterapia por Enfermeiro 1. Do fato Solicitação de parecer de Enfermeiro sobre a possibilidade de abertura (clinica/serviço)

Leia mais

Fungirox Esmalte Ciclopirox

Fungirox Esmalte Ciclopirox Fungirox Esmalte Ciclopirox Apresentação Frasco com 6 g de esmalte, 2 frascos com removedor de esmalte e 24 lixas para unha. Esmalte Uso tópico USO ADULTO COMPOSIÇÃO Ciclopirox... 80 mg Veículo q.s.p....1

Leia mais

PROTOCOLO ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL SUPORTE NUTRICIONAL. Preferência por dietas líquidas prontas a fim de evitar manipulação em demasia.

PROTOCOLO ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL SUPORTE NUTRICIONAL. Preferência por dietas líquidas prontas a fim de evitar manipulação em demasia. Código: PC.SND.001 Data: 29/07/2010 Versão: 1 Página: 1 de 16 DIETAS ENTERAIS: SUPORTE NUTRICIONAL Preferência por dietas líquidas prontas a fim de evitar manipulação em demasia. Preferência por dietas

Leia mais

Hospital São Paulo SPDM Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Hospital Universitário da UNIFESP

Hospital São Paulo SPDM Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Hospital Universitário da UNIFESP Página: 1/5 SUMÁRIO 1. OBJETIVO: Oferecer alimento na forma líquida e intermitente aos pacientes incapazes de deglutir ou desnutridos, através de sonda enteral (pré ou pós pilórica) ou estomas de alimentação

Leia mais

USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei :

USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei : USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei : Nos últimos anos, a ocorrência de bactérias resistentes aos principais compostos antibióticos tem aumentado, havendo inclusive

Leia mais

INFORME TÉCNICO DE DOENÇA DIARREICA AGUDA

INFORME TÉCNICO DE DOENÇA DIARREICA AGUDA INFORME TÉCNICO DE DOENÇA DIARREICA AGUDA Introdução A DDA Doença Diarreica Aguda é uma síndrome, causada por diferentes agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitos), cuja manifestação predominante

Leia mais

5.1 Doenças do esôfago: acalasia, esofagite, hérnia hiatal, câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, cirurgias

5.1 Doenças do esôfago: acalasia, esofagite, hérnia hiatal, câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, cirurgias MÓDULO I NUTRIÇÃO CLÍNICA 1-Absorção, digestão, energia, água e álcool 2-Vitaminas e minerais 3-Proteínas, lipídios, carboidratos e fibras 4-Cálculo das necessidades energéticas 5-Doenças do aparelho digestivo

Leia mais

Distúrbios Gastrointetinais

Distúrbios Gastrointetinais Distúrbios Gastrointetinais Anatomia Gastrointestinal Doenças do tubo digestivo Patologias do Esôfago Classificação segundo o mecanismo da doença Anomalias do desenvolvimento (exs: Atresias; hérnias;estenoses)

Leia mais

PLESONAX. (bisacodil)

PLESONAX. (bisacodil) PLESONAX (bisacodil) Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. Comprimido Revestido 5mg I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO: PLESONAX bisacodil APRESENTAÇÃO Comprimidos revestidos Embalagem contendo

Leia mais

PROBIÓTICOS EM PREVENÇÃO DE INFECÇÃO: AFINAL VALE A PENA? Lourdes das Neves Miranda Hospital Geral de Pirajussara

PROBIÓTICOS EM PREVENÇÃO DE INFECÇÃO: AFINAL VALE A PENA? Lourdes das Neves Miranda Hospital Geral de Pirajussara PROBIÓTICOS EM PREVENÇÃO DE INFECÇÃO: AFINAL VALE A PENA? Lourdes das Neves Miranda Hospital Geral de Pirajussara II Controvérsias em Infecção Hospitalar - APECIH 11 de junho de 2011 Nós e eles Interação

Leia mais

Profª Drª Rosângela de Oliveira Alves ROA

Profª Drª Rosângela de Oliveira Alves ROA Profª Drª Rosângela de Oliveira Alves ROA Intestino Delgado Anatomia Piloro válvula ileocólica 1,0 4,5 m Duodeno/jejuno/íleo Funções barreira superfície de absorção Digerir e absorver os nutrientes Excluir

Leia mais

Goiânia 2014. Primeira Avenida S/N St. Universitário CEP. 74.620-020 Goiânia GO Fone 3269-8426

Goiânia 2014. Primeira Avenida S/N St. Universitário CEP. 74.620-020 Goiânia GO Fone 3269-8426 Goiânia 2014 1 PROTOCOLO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL DA COMISSÃO DE SUPORTE NUTRICIONAL. Goiânia: Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, 2014, 162 p. AUTORES Ana Paula

Leia mais

FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA

FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA Página: 1/25 Emissor: Unidade de Alimentação e Nutrição Emitido em: 04/09/12 Substitui Protocolo nº: 01/11 Revisor: Karen de Barros Lima Longo Revisado em: 04/09/12 Aprovação: Equipe Multidisciplinar de

Leia mais

DIVERTÍCULO DIVERTÍCULO VERDADEIRO FALSO Composto por todas as camadas da parede intestinal Não possui uma das porções da parede intestinal DIVERTICULOSE OU DOENÇA DIVERTICULAR Termos empregados para

Leia mais

1- O que é infecção hospitalar? Para fins de classificação epidemiológica, a infecção hospitalar é toda infecção adquirida durante a internação

1- O que é infecção hospitalar? Para fins de classificação epidemiológica, a infecção hospitalar é toda infecção adquirida durante a internação 1- O que é infecção hospitalar? Para fins de classificação epidemiológica, a infecção hospitalar é toda infecção adquirida durante a internação hospitalar (desde que não incubada previamente à internação)

Leia mais

ATA DE SESSÃO PÚBLICA

ATA DE SESSÃO PÚBLICA PREGÃO PÚBLICO PRESENCIAL N.º 0001/2015 ATA DE SESSÃO PÚBLICA ÓRGÃO REQUISITANTE: FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PROCESSO Nº 4/2015 OBJETO REGISTRO DE PREÇOS PARA FUTURA E EVENTUAL AQUISIÇÃO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS

Leia mais

Informe aos profissionais de saúde sobre as características da infecção por Mycobacterium abscessus, medidas para diagnóstico, tratamento e prevenção

Informe aos profissionais de saúde sobre as características da infecção por Mycobacterium abscessus, medidas para diagnóstico, tratamento e prevenção Informe aos profissionais de saúde sobre as características da infecção por Mycobacterium abscessus, medidas para diagnóstico, tratamento e prevenção Em decorrência das infecções causadas por micobactéria,

Leia mais

Procedimento Operacional Padrão (POP) Divisão de Nutrição e Dietética. Atendimento de Nutrição nas Unidades de Internação

Procedimento Operacional Padrão (POP) Divisão de Nutrição e Dietética. Atendimento de Nutrição nas Unidades de Internação UFSC Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina Elaborado por: Nutricionistas clínicas Revisado por: Nutricionistas clínicas Aprovado por: Gisele

Leia mais

A DESNUTRIÇÃO DO PACIENTE ONCOLÓGICO

A DESNUTRIÇÃO DO PACIENTE ONCOLÓGICO II CICLO DE DEBATES DESNUTRIÇÃO HOSPITALAR A EPIDEMIOLOGIA DA DESNUTRIÇÃO NO BRASIL NA EPIDEMIA DE OBESIDADE A DESNUTRIÇÃO DO PACIENTE ONCOLÓGICO Edilaine Maria Stella da Cruz Instituto do Câncer Arnaldo

Leia mais