Família Romana Patriarcal

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Família Romana Patriarcal"

Transcrição

1 Família Romana Família origina-se de famulus (servo, em latim) Ihering disse que a sociedade romana se baseava na família e na organização militar União familiar não decorria do afeto nem do sangue, mas da autoridade do pater Pessoas da mesma família cultuam a mesma religião doméstica (mesmos deuses) O pátrio poder é consequência do culto religioso

2 Família Romana Patriarcal Modelo mais antigo da família romana (patrícios) - abrangia a habitação e tudo que havia dentro dela (esposa, filhos, escravos, animais, ferramentas ) As pessoas eram consideradas bens móveis. Pater tinha poder de vida e de morte sobre todos. Família = patrimônio familiar, tudo tem valor econômico

3 Família communi jure Conjunto de pessoas subordinadas a um pater. Excluía escravos, animais e bens materiais. Formada pelo pater (dominus) das pessoas da mesma casa (domus) e mesma clã (gens). Pater tem o dominium in domo ou potestas. Mantinha a unidade quando o pater morria. O novo pater governava em nome do falecido. Composto de múltiplas pequenas famílias da mesma gens.

4 Família proprio jure Existiu na fase pós-clássica, reunía as pessoas subordinadas ao mesmo pater vivo. Com a morte do pater, os filhos se tornavam sui juris e passavam a chefiar suas próprias famílias. As filhas solteiras se tornavam matresfamilias, mas não tinham o pátrio poder. Ao se casarem, ficavam subordinadas ao marido. Este modelo familiar se transferiu para a posteridade.

5 Paterfamilias Era o homem mais idoso do grupo familiar, mesmo solteiro. Pátrio poder não terminava com o casamento dos filhos. Poder do pater era absoluto e não se submetia ao Estado. Paterfamílias exercia na domus o tríplice poder: sacerdote (poder religioso) dirigente (poder administrativo e econômico) magistrado (poder jurídico-político) Ainda hoje, o Direito reconhece a inviolabilidade do lar.

6 Características da Família Romana Patriarcalismo: prevalece a linhagem masculina (antigos costumes) Monogamia: costume rigoroso proibia a poligamia solteiros só podiam ter uma concubina Autonomia: domus é território privilegiado autoridade estatal não intervinha

7 Influências do modelo familiar romano A monogamia já vigorava em Roma antes do cristianismo. As duas tradições inflenciam toda a sociedade ocidental. A inviolabilidade do lar hoje é regra constitucional (5º, XI) A monogamia não evitava relações extramatrimoniais. O concubinato era amplamente tolerado. O patriarcalismo prevaleceu no Direito Brasileiro até o CC de 2002.

8 Parentesco Parentes (pais), do verbo parere (gerar, parir). A geração pode ser biológica ou legal. Parentesco consanguíneo = cognação (cognatos). Parentesco legal = agnação (agnatos). Cognação é parentesco paterno e materno (filhos biológicos); Agnação é parentesco somente paterno (filhos adotivos). Filhas são cognatas, mas os filhos delas são agnatos.

9 Evolução do parentesco No direito antigo, só os agnatos eram juridicamente reconhecidos para efeitos sucessórios. Somente os agnatos podiam ser herdeiros, consanguíneos ou legais. Por influência da cultura grega, os pretores passaram a admitir herdeiros cognatos. A agnação foi extinga por Justiniano (Novela 118). O parentesco consanguíneo foi aquele transmitido para os direitos dos povos modernos.

10 As linhas de parentesco Ao lado da agnação e da cognação, os romanos conheciam o parentesco por afinidade (sem direitos). Linha reta - pessoas que descendem umas das outras; Linha colateral - pessoas que descendem de um ancestral comum, mas não umas das outras. Cada geração contava um grau de parentesco. Esta regra ainda prevalece nos direitos atuais. Em Roma, contava-se até a sétima geração.

11 Evolução dos poderes do pater Poder original soberano e absoluto - Lei das XII Tábuas Gestão do patrimônio familiar à sua vontade, mesmo em prejuízo dos herdeiros. Domínio sobre bens recebidos pelos filhos. Poder de abandonar filhos ou dar a outrem (noxae datio). Alterações legislativas posteriores: proibição de abandonar filhos, vendê-los, casá-los sem consentimento ações de ressarcimento contra o pater, em caso de dano causado por filho garantir ao filho de administrar patrimônio adquirido no exército garantir ao filho bens adquiridos pela linhagem materna atribuir ao pai apenas o usufruto dos bens adquiridos pelos filhos

12 Extinção do pátrio poder O pátrio poder se extinguir pela morte do pai ou do filho; Outras situações: emancipação - filho vendido (3 vezes), filha e neto (1 vez) abandono do filho ou noxae datio (doação noxal) perda do status libertatis perda do status civitatis elevação do filho a dignidades (cargos públicos ou eclesiásticos) casamento da filha cum manu

UNIVERSIDADE DE FORTALEZA CCJ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS DISCIPLINA: DIREITO ROMANO Apontamentos do Prof. Antonio Carlos Machado (2006-2)

UNIVERSIDADE DE FORTALEZA CCJ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS DISCIPLINA: DIREITO ROMANO Apontamentos do Prof. Antonio Carlos Machado (2006-2) Direito Romano - Apontamentos do Prof. Antonio Carlos Machado (2006-2) pág. 1 UNIVERSIDADE DE FORTALEZA CCJ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS DISCIPLINA: DIREITO ROMANO Apontamentos do Prof. Antonio Carlos

Leia mais

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO

CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO CURSO E COLÉGIO ESPECÍFICO FAMÍLIA NA PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA DISCIPLINA: SOCIOLOGIA PROFESSOR: WALDENIR FAMÍLIA NA PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA Como instituição social, a família é definida pelas funções sociais

Leia mais

Direito de Família. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Direito de Família. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Direito de Família Direito de Família Direito de Família Regula as relações patrimoniais e morais decorrentes do casamento, das demais entidades familiares e da relação de parentesco. Entidade Familiar

Leia mais

AS ORIGENS DA ADOÇÃO DO SEU SURGIMENTO ATÉ A IDADE MÉDIA

AS ORIGENS DA ADOÇÃO DO SEU SURGIMENTO ATÉ A IDADE MÉDIA 1 AS ORIGENS DA ADOÇÃO DO SEU SURGIMENTO ATÉ A IDADE MÉDIA Ariane Rafaela Brugnollo PENHA 1 Gilberto Notário LIGERO 2 RESUMO: O trabalho abordará o surgimento da adoção em meio as diferentes sociedades,

Leia mais

CRITÉRIOS DETERMINANTES DA RELAÇÃO DE

CRITÉRIOS DETERMINANTES DA RELAÇÃO DE CRITÉRIOS DETERMINANTES DA RELAÇÃO DE FILIAÇÃO NO DIREITO CONTEMPORÂNEO JULIETA LÍDIA LUNZ I. INTRODUÇÃO e parentesco no sentido amplo. Os integrantes de uma família são unidos por laços de consangüinidade

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR BREVE NOÇÃO HISTÓRICA E CONCEITUAL DO DIREITO SUCESSÓRIO Samara Loss Bendlin 1 Denise Schmitt Siqueira Garcia 2 RESUMO O Direito Sucessório remota dos primórdios da civilização e permanece vigente em nossa

Leia mais

ORIENTAÇÕES DIREITO CIVIL ORIENTAÇÕES CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

ORIENTAÇÕES DIREITO CIVIL ORIENTAÇÕES CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO ORIENTAÇÕES DIREITO CIVIL ORIENTAÇÕES CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO IGUALDADE ENTRE SEXOS - Em conformidade com a Constituição Federal de 1988, ao estabelecer que "homens e mulheres são iguais em direitos e

Leia mais

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano.

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano. Trabalho realizado por: Luís Bernardo nº 100 8ºC Gonçalo Baptista nº 275 8ºC Luís Guilherme nº 358 8ºC Miguel Joaquim nº 436 8ºC Índice; Introdução; As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império

Leia mais

PODER DE FAMÍLIA. * Aluna do 3º ano da Faculdade de Direito de Varginha. (2008) ** Professora Titular da Cadeira de Direito Processual Penal.

PODER DE FAMÍLIA. * Aluna do 3º ano da Faculdade de Direito de Varginha. (2008) ** Professora Titular da Cadeira de Direito Processual Penal. PODER DE FAMÍLIA Gislaine Aparecida Giorgetti da Silva Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho Resumo A família que era protegida, para não ser desfeita, hoje já não é tão intocável, aquela família

Leia mais

SÍNTESE DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO CÓDIGO CIVIL

SÍNTESE DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO CÓDIGO CIVIL SÍNTESE DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO CÓDIGO CIVIL Rénan Kfuri Lopes As alterações trazidas pelo novo Código Civil têm de ser constantemente analisadas e estudadas, para que possamos com elas nos familiarizar.

Leia mais

Distinção entre Norma Moral e Jurídica

Distinção entre Norma Moral e Jurídica Distinção entre Norma Moral e Jurídica Filosofia do direito = nascimento na Grécia Não havia distinção entre Direito e Moral Direito absorvia questões que se referiam ao plano da consciência, da Moral,

Leia mais

Resumo Aula-tema 05: Direito de Família e das Sucessões.

Resumo Aula-tema 05: Direito de Família e das Sucessões. Resumo Aula-tema 05: Direito de Família e das Sucessões. Para o autor do nosso livro-texto, o Direito de família consiste num complexo de normas que regulam a celebração do casamento e o reconhecimento

Leia mais

DIREITO DE FAMÍLIA DIREITO CIVIL - FAMÍLIA PROF: FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS DATA: 10/02/2011

DIREITO DE FAMÍLIA DIREITO CIVIL - FAMÍLIA PROF: FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS DATA: 10/02/2011 DIREITO DE FAMÍLIA Antes da Constituição de 1988 a família se constituía somente pelo casamento. A Constituição de 1988 adotou o princípio da pluralidade das famílias, prevendo, no art. 226 1 três espécies

Leia mais

AULA 2. DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO ARTIGOS 1591 a 1595 - Código Civil

AULA 2. DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO ARTIGOS 1591 a 1595 - Código Civil AULA 2 DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO ARTIGOS 1591 a 1595 - Código Civil É Possível a pessoa, sob o amparo da lei, ter 03 sogras?!?! Resposta: Brincadeiras a parte, importante saber que a SOGRA é para sempre

Leia mais

Exposição sobre o Código Civil 2002 Inovações no Direito de Família

Exposição sobre o Código Civil 2002 Inovações no Direito de Família Exposição sobre o Código Civil 2002 Inovações no Direito de Família Professora: MARIA LUIZA PÓVOA CRUZ DO CASAMENTO A Constituição Federal de 1.988 reconhece a família como base da sociedade e considera

Leia mais

ALTA IDADE MÉDIA 1. FORMAÇÃO DOS REINOS CRISTÃOS-BÁRBAROS

ALTA IDADE MÉDIA 1. FORMAÇÃO DOS REINOS CRISTÃOS-BÁRBAROS ALTA IDADE MÉDIA É costume dividir o período medieval em duas grandes fases: a Alta Idade Média, que se estende do século V ao século XI e a Baixa Idade Média, do século XII ao século XV. A primeira fase

Leia mais

A FAMÍLIA ORIGEM E EVOLUÇÃO

A FAMÍLIA ORIGEM E EVOLUÇÃO 242 Da Família Moderna Vania Mara Nascimento Gonçalves 1 INTRODUÇÃO O Direito de Família é o que mais evolui no tempo. Importantes mudanças ocorreram nos princípios e conceitos referentes ao direito de

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

Turma e Ano: Turma Regular Master A. Matéria / Aula: Direito Civil Aula 06. Professor: Rafael da Mota Mendonça

Turma e Ano: Turma Regular Master A. Matéria / Aula: Direito Civil Aula 06. Professor: Rafael da Mota Mendonça Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Civil Aula 06 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitora: Fernanda Manso de Carvalho Silva Direitos da Personalidade 2. Características (continuação):

Leia mais

Professora Alessandra Vieira

Professora Alessandra Vieira Sucessão Legítima Conceito: A sucessão legítima ou ab intestato, é a que se opera por força de lei e ocorre quando o de cujus tem herdeiros necessários que, de pleno direito, fazem jus a recolher a cota

Leia mais

Roma Antiga. O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império;

Roma Antiga. O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império; ROMA Roma Antiga O mais vasto império da antiguidade; Lendária fundação pelos gêmeos Rômulo e Remo, em 753 a.c.; Roma - centro político do Império; Sua queda, em 476, marca o início da Idade Média. O mito

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Filiação e seus efeitos jurídicos Sérgio Gabriel* Sumário: 1. Introdução, 2. Dos filhos havidos no casamento, 3. Dos filhos havidos fora do casamento, 4. Da família natural, 5. Investigação

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Os Negócios Jurídicos Da União Estável E Terceiros De Boa-fé Maíta Ponciano Os Casais que vivem união estável DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS DA UNIÃO ESTÁVEL E TERCEIROS DE BOA-FÉ. Desde

Leia mais

PROCESSO DE ADOÇÃO. 1. Desenvolvimento

PROCESSO DE ADOÇÃO. 1. Desenvolvimento PROCESSO DE ADOÇÃO * Ricardo Peixoto Teixeira ** Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho 1 Resumo A adoção é tradicionalmente considerada como instituto de direito de família, que tem por finalidades

Leia mais

A História da Grécia Antiga se estende do século XX a.c. até o século II a.c. quando a região foi conquistada pelos romanos.

A História da Grécia Antiga se estende do século XX a.c. até o século II a.c. quando a região foi conquistada pelos romanos. HISTÓRIA ANTIGA Grécia I - formação Situada no sul da Europa (Península balcânica), numa região de relevo acidentado e um arquipélago no Mar Egeu, a Grécia foi palco de uma civilização que se desenvolveu

Leia mais

Direito Civil Professor Grevi Bôa Morte Júnior. Direito de Família DIREITO DE FAMÍLIA

Direito Civil Professor Grevi Bôa Morte Júnior. Direito de Família DIREITO DE FAMÍLIA Direito Civil Professor Grevi Bôa Morte Júnior Direito de Família DIREITO DE FAMÍLIA Conceito de Direito de Família: o ramo do Direito Civil que disciplina as relações jurídicas (pessoais e patrimoniais)

Leia mais

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Civil Professor João Aguirre Data: 24/07/2009

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Civil Professor João Aguirre Data: 24/07/2009 TEMAS ABORDADOS EM AULA 9ª Aula: Sucessão SUCESSÃO 1. Tipos 1.1. Sucessão Legítima: surgiu pela lei (legislador deu a lei) 1.2. Sucessão Testamentária: Surgiu o testamento Em regra vale a legítima quando

Leia mais

ARPEN - SP ASSOCIAÇÃO DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS DE SÃO PAULO RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE REGINA BEATRIZ TAVARES DA SILVA

ARPEN - SP ASSOCIAÇÃO DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS DE SÃO PAULO RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE REGINA BEATRIZ TAVARES DA SILVA ARPEN - SP ASSOCIAÇÃO DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS DE SÃO PAULO RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE REGINA BEATRIZ TAVARES DA SILVA Espécies de parentesco e contagem de graus Parentesco CÓDIGO CIVIL/2002,

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES - FACELI SELEÇÃO E COMENTÁRIO DE CENAS DO FILME GLADIADOR LINHARES

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES - FACELI SELEÇÃO E COMENTÁRIO DE CENAS DO FILME GLADIADOR LINHARES FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES - FACELI SELEÇÃO E COMENTÁRIO DE CENAS DO FILME GLADIADOR LINHARES 2011 FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI Ana Cistina de Souza Pires Grasiela Sirtoli

Leia mais

Do Latim civitas = condição ou direitos de cidadão ; de cives = homem que vive em cidade ; urbes = área urbanizada; Do Grego polis = cidade-estado;

Do Latim civitas = condição ou direitos de cidadão ; de cives = homem que vive em cidade ; urbes = área urbanizada; Do Grego polis = cidade-estado; Do Latim civitas = condição ou direitos de cidadão ; de cives = homem que vive em cidade ; urbes = área urbanizada; Do Grego polis = cidade-estado; Utiliza-se para designar uma dada entidade políticoadministrativa;

Leia mais

DIREITO DE FAMÍLIA RELAÇÕES DE PARENTESCO RELAÇÕES DE PARENTESCO PARENTESCO CONSANGUÏNEO EM LINHA COLATERAL, TRANSVERSAL OU OBLÍQUA

DIREITO DE FAMÍLIA RELAÇÕES DE PARENTESCO RELAÇÕES DE PARENTESCO PARENTESCO CONSANGUÏNEO EM LINHA COLATERAL, TRANSVERSAL OU OBLÍQUA DIREITO DE FAMÍLIA RELAÇÕES DE PARENTESCO Professor Dicler RELAÇÕES DE PARENTESCO Parentesco é o vínculo existente não só entre as pessoas que descendem umas das outras ou de um mesmo tronco familiar comum,

Leia mais

ESCRAVO: comparado a coisa. Não é sujeito de direitos. HOMEM: tem forma humana e não é escravo; PESSOA: homem acompanhado de certos atributos.

ESCRAVO: comparado a coisa. Não é sujeito de direitos. HOMEM: tem forma humana e não é escravo; PESSOA: homem acompanhado de certos atributos. PESSOAS FÍSICAS SER HUMANO + STATUS PESSOAS JURÍDICAS CONJUNTO DE PESSOAS (universitas personarum) CONJUNTO DE COISAS (universitas rerum) ESCRAVO: comparado a coisa. Não é sujeito de direitos. HOMEM: tem

Leia mais

Catecismos tupi e dispensas: a construção missionária da idéia de casamento para os. gentios

Catecismos tupi e dispensas: a construção missionária da idéia de casamento para os. gentios Catecismos tupi e dispensas: a construção missionária da idéia de casamento para os gentios Jaqueline Ferreira da Mota PPG-UFPA Orientadora: Maria Cândida D. M. Barros - UFPA Ronaldo Vainfas 1 (1997) afirma

Leia mais

Direito de Família. Consuelo Huebra

Direito de Família. Consuelo Huebra Direito de Família Consuelo Huebra Casamento A lei só admite o casamento civil, mas o casamento religioso pode produzir efeitos civis na forma dos arts.1515 e 1516, C.C. Parentesco Natural pessoas que

Leia mais

I - Impedimentos matrimoniais e causas suspensivas. 1- Contextualização legal e conceitos

I - Impedimentos matrimoniais e causas suspensivas. 1- Contextualização legal e conceitos I - Impedimentos matrimoniais e causas suspensivas 1- Contextualização legal e conceitos Os arts. 1521 e 1522 e os arts. 1523 e 1524 do vigente Código Civil Brasileiro tratam respectivamente dos impedimentos

Leia mais

Direito Civil VI - Sucessões. Prof. Marcos Alves da Silva

Direito Civil VI - Sucessões. Prof. Marcos Alves da Silva Direito Civil VI - Sucessões Prof. Marcos Alves da Silva Direito das Sucessões Sucessão: alteração de titulares em uma dada relação jurídica Sucessão (sentido estrito): causa mortis A sucessão engloba

Leia mais

Mestruação é uma maldição. Maternidade é escravidão

Mestruação é uma maldição. Maternidade é escravidão Mestruação é uma maldição Maternidade é escravidão Entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento a única diferença consiste no preço e na duração do contrato. Não sabemos mais

Leia mais

Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 PARTE A Módulo I Acordos/Convenções Internacionais 1. Declaração Universal dos Direitos Humanos Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de

Leia mais

Lei 8.069/1990. 5º Momento: Do Direito Fundamental à Convivência Familiar

Lei 8.069/1990. 5º Momento: Do Direito Fundamental à Convivência Familiar Lei 8.069/1990 5º Momento: Do Direito Fundamental à Convivência Familiar Origem da família Segundo os preceitos judaico-cristão, Deus criou o ser humano desdobrado em dois sexos: homem e mulher e mandou

Leia mais

Conteúdo: Divórcio e Espécies. Concubinato e União Estável: Pressupostos, Natureza Jurídica, Efeitos Pessoais, Efeitos Patrimoniais.

Conteúdo: Divórcio e Espécies. Concubinato e União Estável: Pressupostos, Natureza Jurídica, Efeitos Pessoais, Efeitos Patrimoniais. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Família e Sucessões / Aula 08 Professor: Andreia Amim Conteúdo: Divórcio e Espécies. Concubinato e União Estável: Pressupostos, Natureza Jurídica, Efeitos Pessoais,

Leia mais

DIREITO CIVIL DIREITO DE FAMÍLIA PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS

DIREITO CIVIL DIREITO DE FAMÍLIA PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS DIREITO CIVIL DIREITO DE FAMÍLIA PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS MÓDULO I Conceito de família; Conteúdo e Conceito do Direito de Família; Natureza da Divisão; Divisão da matéria; Eficácia horizontal dos

Leia mais

Poligamia e os Dez Mandamentos

Poligamia e os Dez Mandamentos Poligamia e os Dez Mandamentos Gleason L. Archer Por que ainda houve casamentos múltiplos (poligamia) em Israel após a concessão dos Dez Mandamentos? Assim diz o sétimo mandamento: Não adulterarás (Êx

Leia mais

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática GEOGRAFIA, ECONOMIA E POLÍTICA Terreno montanhoso Comércio marítimo Cidades-estado

Leia mais

Conteúdo: Direitos da Personalidade: Características: Irrenunciabilidade; Espécies: Direito ao Corpo.

Conteúdo: Direitos da Personalidade: Características: Irrenunciabilidade; Espécies: Direito ao Corpo. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Civil (Parte Geral) / Aula 07 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Direitos da Personalidade: Características: Irrenunciabilidade; Espécies: Direito

Leia mais

Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra.

Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. Lição 14. Doação Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. Na doação deve haver, como em qualquer outro

Leia mais

TEORIA GERAL DA ADOÇÃO

TEORIA GERAL DA ADOÇÃO TEORIA GERAL DA ADOÇÃO Carlos Henrique Fernandes GASQUES RESUMO: O presente trabalho visa abordar sistematicamente a teoria geral da adoção, visando fazer um apanhamento histórico a cerca da adoção destacando

Leia mais

Clique com o mouse sobre o livro escolhido (continua na página seguinte) Destituição de Síndico

Clique com o mouse sobre o livro escolhido (continua na página seguinte) Destituição de Síndico NOVO CÓDIGO CIVIL Clique com o mouse sobre o livro escolhido (continua na página seguinte) Adoção do Nome Casamento Gratuito Adultério Casamento Religioso Autenticação Condômino Anti-Social Casamento Contratos

Leia mais

Crise no Império Romano. Capítulo 6

Crise no Império Romano. Capítulo 6 Crise no Império Romano Capítulo 6 A falta de escravos leva ao aparecimento do sistema do colonato. Corte nas verbas do exército, gera revolta e briga entre os generais. Os generais passam a não obedecer

Leia mais

O DIREITO DE FAMÍLIA: a união estável - uma breve retrospectiva

O DIREITO DE FAMÍLIA: a união estável - uma breve retrospectiva 1 O DIREITO DE FAMÍLIA: a união estável - uma eve retrospectiva A família, desde tempos imemoriais, tem sido constituída sob as mais variadas formas, tanto segundo os costumes de cada povo, quanto influenciada

Leia mais

qwertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwerty uiopasdfghjklzxcvbnmqwertyuiopasd fghjklzxcvbnmqwertyuiopasdfghjklzx cvbnmqwertyuiopasdfghjklzxcvbnmq

qwertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwerty uiopasdfghjklzxcvbnmqwertyuiopasd fghjklzxcvbnmqwertyuiopasdfghjklzx cvbnmqwertyuiopasdfghjklzxcvbnmq qwertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwerty uiopasdfghjklzxcvbnmqwertyuiopasd fghjklzxcvbnmqwertyuiopasdfghjklzx cvbnmqwertyuiopasdfghjklzxcvbnmq Introdução a análise Histórica Feudalismo Fernando Del pozzo hjklzxcvbnmqwertyuiopasdfghjklzxc

Leia mais

DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO Carlos Roberto Gonçalves

DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO Carlos Roberto Gonçalves DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO Carlos Roberto Gonçalves As pessoas unem-se em um família em razão de vínculo conjugal, união estável, de parentesco por consangüinidade, outra origem, e da afinidade. Em sentido

Leia mais

DEBATE SOBRE HOMOAFETIVIDADE. Ms. Raquel Schöning; Ms Anna Lúcia Mattoso Camargo; Ms. Gislaine Carpena e Ms. Adriana Bina da Silveira.

DEBATE SOBRE HOMOAFETIVIDADE. Ms. Raquel Schöning; Ms Anna Lúcia Mattoso Camargo; Ms. Gislaine Carpena e Ms. Adriana Bina da Silveira. DEBATE SOBRE HOMOAFETIVIDADE Ms. Raquel Schöning; Ms Anna Lúcia Mattoso Camargo; Ms. Gislaine Carpena e Ms. Adriana Bina da Silveira. Temáticas: Casamento União estável: efeitos (Bina); Novas famílias

Leia mais

O Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decreta e promulga a seguinte

O Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decreta e promulga a seguinte 1967/69 Constituição da República Federativa do Brasil (de 24 de janeiro de 1967) O Congresso Nacional, invocando a proteção de Deus, decreta e promulga a seguinte CONSTITUIÇÃO DO BRASIL TÍTULO I Da Organização

Leia mais

As mulheres e o patriarcado nas comunidades paulinas

As mulheres e o patriarcado nas comunidades paulinas PNV 329 As mulheres e o patriarcado nas comunidades paulinas Sandra Regina Pereira São Leopoldo/RS 2015 Centro de Estudos Bíblicos Rua João Batista de Freitas, 558 B. Scharlau Caixa Postal 1051 93121-970

Leia mais

A Antiguidade Oriental Hebreus

A Antiguidade Oriental Hebreus A Antiguidade Oriental Hebreus (Monoteísmo e judaísmo) Mar Mediterrâneo Delta do Nilo Egito NASA Photo EBibleTeacher.com Península nsula do Sinai Mt. Sinai Mar Vermelho Canaã Tradicional Rota do Êxodo

Leia mais

CIVILIZAÇÃO ROMANA. Prof. Alexandre Cardoso

CIVILIZAÇÃO ROMANA. Prof. Alexandre Cardoso CIVILIZAÇÃO ROMANA Prof. Alexandre Cardoso Roma A aldeia que virou Império Geografia e Povoamento A civilização romana se localizou na parte continental pela península Itálica e na parte insular pelas

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1891

CONSTITUIÇÃO DE 1891 CONSTITUIÇÃO DE 1891 Porto Alegre, dezembro de 2014. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL DE 1891 INFLUÊNCIA E CONTEXTO HISTÓRICO A constituição de 1891 foi fortemente inspirada na constituição

Leia mais

Família. Dias, pags. 235-256

Família. Dias, pags. 235-256 Família Dias, pags. 235-256 Sobre instituições... São sistemas complexos de relações sociais dentro dos quais operam a(s) cultura(s) e a estrutura social. A família, por exemplo, inclui valores (amor,

Leia mais

PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES DOS ALIMENTOS

PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES DOS ALIMENTOS PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES DOS ALIMENTOS 1. Quanto à fonte: a) Alimentos legais: fixados pela lei, fundamentados no direito de família, decorrentes do casamento, ou união estável ou da relação de parentesco

Leia mais

Aulas 15 Império Bizantino

Aulas 15 Império Bizantino Aulas 15 Império Bizantino DeOlhoNoEnem H5 - Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.(catedral de Santa Sofia) H12 - Analisar

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS DIREITO CIVIL VIII DIREITO DAS SUCESSÕES QUADROS ESQUEMÁTICOS MARCOS ALVES DE ANDRADE BARBACENA JULHO DE 2007 Direito

Leia mais

A Unicidade. Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

A Unicidade. Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso ISLÃ A Unicidade Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso 1. Dize: Ele é Deus, o Único! 2. Deus! O Absoluto! 3. Jamais gerou ou foi gerado! 4. E ninguém é comparável a Ele! Pilares do Islã Testemunho

Leia mais

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião Família Qual era a profissão dos seus pais? Como eles conciliavam trabalho e família? Como era a vida de vocês: muito apertada, mais ou menos, ou viviam com folga? Fale mais sobre isso. Seus pais estudaram

Leia mais

DIREITO CIVIL ALIMENTOS

DIREITO CIVIL ALIMENTOS DIREITO CIVIL ALIMENTOS Atualizado em 27/10/2015 Direito Civil Aula Professor André Barros 1 União Estável: 1. Conceito: Art. 1.723, CC: É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem

Leia mais

SISTEMA EDUCACIONAL INTEGRADO CENTRO DE ESTUDOS UNIVERSITÁRIOS DE COLIDER Av. Senador Julio Campos, Lote 13, Loteamento Trevo Colider/MT Site:

SISTEMA EDUCACIONAL INTEGRADO CENTRO DE ESTUDOS UNIVERSITÁRIOS DE COLIDER Av. Senador Julio Campos, Lote 13, Loteamento Trevo Colider/MT Site: SISTEMA EDUCACIONAL INTEGRADO CENTRO DE ESTUDOS UNIVERSITÁRIOS DE COLIDER Av. Senador Julio Campos, Lote 13, Loteamento Trevo Colider/MT Site: www.sei-cesucol.edu.br e-mail: sei-cesucol@vsp.com.br FACULDADE

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988...

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988... CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO VIII DOS ÍNDIOS Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições,

Leia mais

Lista de Exercícios:

Lista de Exercícios: PROFESSOR(A): Ero AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DATA DA REALIZAÇÃO ROTEIRO DA AVALIAÇÃO 2ª ETAPA AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DISCIPLINA: HISTÓRIA ANO: 6º CONTÉUDOS ABORDADOS Cap. 4: o mundo grego todos os temas Cap

Leia mais

Direito das Sucessões

Direito das Sucessões Direito das Sucessões OBJETIVO Compreender as consequências da ordem de vocação hereditária. ROTEIRO! Da ordem de vocação hereditária! Ordem de vocação hereditária no Código de 1916! Nova ordem de vocação

Leia mais

História e Cultura Jurídica no Brasil

História e Cultura Jurídica no Brasil História e Cultura Jurídica no Brasil ROMA A história de Roma é dividida em três períodos, correspondendo a três regimes politicamente diferentes: a realeza (até 509 a.c.), a república (509-27) e o império;

Leia mais

Noções de Direito Civil Personalidade, Capacidade, Pessoa Natural e Pessoa Jurídica Profª: Tatiane Bittencourt

Noções de Direito Civil Personalidade, Capacidade, Pessoa Natural e Pessoa Jurídica Profª: Tatiane Bittencourt PESSOA NATURAL 1. Conceito: é o ser humano, considerado como sujeito de direitos e deveres. Tais direitos e deveres podem ser adquiridos após o início da PERSONALIDADE, ou seja, após o nascimento com vida

Leia mais

Grupo de Estudos de Empresas Familiares GVlaw/ Direito GV. Reflexos Familiares e Sucessórios na Empresa Familiar. Apresentação 10.08.

Grupo de Estudos de Empresas Familiares GVlaw/ Direito GV. Reflexos Familiares e Sucessórios na Empresa Familiar. Apresentação 10.08. Grupo de Estudos de Empresas Familiares GVlaw/ Direito GV Reflexos Familiares e Sucessórios na Empresa Familiar Apresentação 10.08.10 Luiz Kignel Karime Costalunga F 1 F 2 F 3 F 1 F 2 F 3 F 4 Fundador

Leia mais

Nele também são averbados atos como o reconhecimento de paternidade, a separação, o divórcio, entre outros, além de serem expedidas certidões.

Nele também são averbados atos como o reconhecimento de paternidade, a separação, o divórcio, entre outros, além de serem expedidas certidões. No Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais são regis- trados os atos mais importantes da vida de uma pessoa, como o nascimento, o casamento e o óbito, além da emancipação, da interdição, da ausência

Leia mais

Direito Civil VI - Sucessões. Prof. Marcos Alves da Silva

Direito Civil VI - Sucessões. Prof. Marcos Alves da Silva Direito Civil VI - Sucessões Prof. Marcos Alves da Silva SUCESSÃO DO CÔNJUGE Herdeiro necessário e concorrente ( concorrente, conforme o regime de bens) Os regimes de matrimoniais de bens e suas implicações

Leia mais

DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL

DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL A organização político administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal, e os Municípios, todos autônomos, nos termos

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Pró-Reitoria de Graduação ORGANIZAÇÃO BÁSICA DAS DISCIPLINAS CURRICULARES

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Pró-Reitoria de Graduação ORGANIZAÇÃO BÁSICA DAS DISCIPLINAS CURRICULARES UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Pró-Reitoria de Graduação 2007/1 ORGANIZAÇÃO BÁSICA DAS DISCIPLINAS CURRICULARES Disciplina: DIREITO CIVIL VI Curso: DIREITO Código CR PER Co-Requisito Pré-Requisito 111111111111111111111111111111111111111

Leia mais

PARNAMIRIM - RN. 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro

PARNAMIRIM - RN. 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro PARNAMIRIM - RN 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro 1. CONTEXTO / INTRODUÇÃO Como vimos anteriormente, a Grécia, nada mais é do que o berço da cultura Ocidental, e como tal, nos deixou como

Leia mais

2- Princípio da Solidariedade Social:

2- Princípio da Solidariedade Social: Princípios do direito de família: CF 1 ): 1- Princípio da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, III, É um dos fundamentos da República Federativa do Brasil (não é o objetivo, não confundir), significa

Leia mais

DIREITO CIVIL Comentários Prova CETRO ISS/SP 2014 Prof. Lauro Escobar

DIREITO CIVIL Comentários Prova CETRO ISS/SP 2014 Prof. Lauro Escobar ISS/SP 2014) No que tange aos institutos da Prescrição e da Decadência, marque V para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. ( ) O princípio

Leia mais

Projeto de Lei do Senado nº., de 2007. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Projeto de Lei do Senado nº., de 2007. O CONGRESSO NACIONAL decreta: 1 Projeto de Lei do Senado nº., de 2007 Dispõe sobre a obrigatoriedade de patrocínio, pela União, de traslado de corpo de brasileiro de família hipossuficiente falecido no exterior. O CONGRESSO NACIONAL

Leia mais

O DÍVORCIO E A SEPARAÇÃO JUDICIAL NO BRASIL ATUAL: FACILIDADES E PROBLEMAS RESUMO

O DÍVORCIO E A SEPARAÇÃO JUDICIAL NO BRASIL ATUAL: FACILIDADES E PROBLEMAS RESUMO O DÍVORCIO E A SEPARAÇÃO JUDICIAL NO BRASIL ATUAL: FACILIDADES E PROBLEMAS Fábio Roberto Caldin 1 Rodrigo Pessoni Teófilo de Carvalho 1 Vinicius Leonam Pires Kusumota 1 Vitor Turci de Souza 1 RESUMO O

Leia mais

COTIDIANO QUILOMBOLA EM MITUAÇU

COTIDIANO QUILOMBOLA EM MITUAÇU COTIDIANO QUILOMBOLA EM MITUAÇU Felipe Agenor de Oliveira Cantalice Universidade Estadual da Paraíba/CH Orientador: Prof. Dr. Waldeci Ferreira Chagas Neste trabalho analisamos o cotidiano dos moradores

Leia mais

Do Campo da Várzea ao Campus do Vale: a constituição

Do Campo da Várzea ao Campus do Vale: a constituição OBJETIVO GERAL Contextualizar a gênese do ensino superior no Estado junto ao surgimento da UFRGS, que se dá com a urbanização de Porto Alegre, a partir da doação do Campo da Várzea para logradouro público

Leia mais

CURSO DE DIREITO VALDEIR SOARES DA CONCEIÇÃO AGNALDO FERREIRA SANTOS

CURSO DE DIREITO VALDEIR SOARES DA CONCEIÇÃO AGNALDO FERREIRA SANTOS CURSO DE DIREITO VALDEIR SOARES DA CONCEIÇÃO AGNALDO FERREIRA SANTOS Trabalho apresentado à Faculdade Pitágoras Unidade Teixeira de Freitas, como pré-requisito de obtenção de nota parcial da disciplina

Leia mais

TENDÊNCIAS ATUAIS DO DIREITO DE FAMÍLIA

TENDÊNCIAS ATUAIS DO DIREITO DE FAMÍLIA TENDÊNCIAS ATUAIS DO DIREITO DE FAMÍLIA JOSÉ AUGUSTO DELGADO* Integrante do Tribunal Regional Eleitoral 1. A família é considerada como uma instituição sancionada pela sociedade que tem por finalidade

Leia mais

1. REGISTRO RESTRIÇÕES PARA ATUAR COMO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL. Falido:... Estrangeiro:... Médico:... Advogado:... Membros do legislativo:...

1. REGISTRO RESTRIÇÕES PARA ATUAR COMO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL. Falido:... Estrangeiro:... Médico:... Advogado:... Membros do legislativo:... 1 DIREITO EMPRESARIAL PONTO 1: Registro PONTO 2: Incapacidade Superveniente PONTO 3: Sociedade Empresária 1. REGISTRO Para fazer o registro, a pessoa deve estar livre de qualquer impedimento ou proibição.

Leia mais

DIREITOS POLÍTICOS I. João Fernando Lopes de Carvalho

DIREITOS POLÍTICOS I. João Fernando Lopes de Carvalho DIREITOS POLÍTICOS I João Fernando Lopes de Carvalho Constituição Federal Art. 1º - A República Federativa do Brasil,..., constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I a soberania;

Leia mais

O Foral e a Organização Municipal Torriense

O Foral e a Organização Municipal Torriense O Foral e a Organização Municipal Torriense Foral Medieval de Torres Vedras, 1250 In O Foral Medieval da vila de Torres Vedras: 15 de Agosto de 1250. VICENTE, António Balcão, [et al.] - O foral medieval

Leia mais

SUMÁRIO PREFÁCIO... 1. INTRODUÇÃO... 3 1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 3 1.2 AS ATUAÇÕES DO MAGISTRADO (ESTADO-JUIZ) E DO

SUMÁRIO PREFÁCIO... 1. INTRODUÇÃO... 3 1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 3 1.2 AS ATUAÇÕES DO MAGISTRADO (ESTADO-JUIZ) E DO SUMÁRIO PREFÁCIO... 1. INTRODUÇÃO... 3 1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 3 1.2 AS ATUAÇÕES DO MAGISTRADO (ESTADO-JUIZ) E DO TABELIÃO (PRESTADOR DE SERVIÇO PÚBLICO EM CARÁTER PRIVADO)... 5 1.3 NOVA LEI HOMENAGEIA

Leia mais

A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê?

A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê? A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê? DÍVIDA SOCIAL ESCRAVIDÃO E IMIGRAÇÃO FALTA DE ESTRUTURA SOCIAL

Leia mais

Regime de bens e divisão da herança

Regime de bens e divisão da herança Regime de bens e divisão da herança Antes da celebração do casamento, os noivos têm a possibilidade de escolher o regime de bens a ser adotado, que determinará se haverá ou não a comunicação (compartilhamento)

Leia mais

INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS

INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS 1 Não interessa responder se a religião é ou não verdadeira; Analisa a religião como fenômeno social. Enfoque da Sociologia 2 Encontrada em todas as sociedades Única que não se

Leia mais

RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015

RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015 RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015 1- ATOS DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS VALORES EM R$ ATO VALORES TOTAL BUSCA (POR PERÍODO

Leia mais

1. Parentesco: - Parentesco natural consaguíneo - linha reta (descendente e ascendente); linha colateral (transversal limitado ao 4º grau).

1. Parentesco: - Parentesco natural consaguíneo - linha reta (descendente e ascendente); linha colateral (transversal limitado ao 4º grau). 1 PONTO 1: Parentesco PONTO 2: Filiação PONTO 3: Bem de família PONTO 4: Tutela PONTO 5: Curatela 1. Parentesco: - Parentesco natural consaguíneo - linha reta (descendente e ascendente); linha colateral

Leia mais

Regime de Bens no Casamento. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Regime de Bens no Casamento. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Regime de Bens no Casamento Regime de Bens no Casamento Regime de bens é o conjunto de determinações legais ou convencionais, obrigatórios e alteráveis, que regem as relações patrimoniais entre o casal,

Leia mais

KÉSSYA ALMEIDA LIMA ESTADO DE FILIAÇÃO DERIVADO DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA HETERÓLOGA

KÉSSYA ALMEIDA LIMA ESTADO DE FILIAÇÃO DERIVADO DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA HETERÓLOGA KÉSSYA ALMEIDA LIMA ESTADO DE FILIAÇÃO DERIVADO DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA HETERÓLOGA Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca examinadora da Universidade Católica de Brasília com requisito parcial

Leia mais

OAB. OAB. DIREITO CIVIL. Glauka Archangelo. - ESPÉCIES DE SUCESSÃO. Dispõe o artigo 1.786 do Código Civil que:

OAB. OAB. DIREITO CIVIL. Glauka Archangelo. - ESPÉCIES DE SUCESSÃO. Dispõe o artigo 1.786 do Código Civil que: OAB. DIREITO CIVIL.. DISPOSIÇÕES GERAIS. DIREITO SUCESSÓRIO: Em regra geral na sucessão existe uma substituição do titular de um direito. Etimologicamente sub cedere alguém tomar o lugar de outrem. A expressão

Leia mais

Manual Elementar de Direito Romano AS PESSOAS

Manual Elementar de Direito Romano AS PESSOAS Manual Elementar de Direito Romano Versão: maio/2008 AS PESSOAS (Título III. Status Familiae. Capítulo I A Família e o Parentesco) Texto original em francês, de domínio público, do Manuel Elementaire de

Leia mais

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo:

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: A família patriarcal no Brasil e seus desdobramentos. 2 Habilidade: Reconhecer que a ideologia patriarcal influenciou a configuração

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO

DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO SUMÁRIO 1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA 2. TEORIA DA EMPRESA 3. ATIVIDADE EMPRESARIAL 4. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL 5. ATIVIDADE RURAL 6. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL REGULAR X

Leia mais