Associação Brasileira das Empresas de Controles de Vetores e Pragas

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1 Associação Brasileira das Empresas de Controles de Vetores e Pragas VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO

2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA Estado do Rio de Janeiro 1. Política Estadual de qualidade ambiental Ocupacional e de Proteção da Saúde do Trabalhador 2. Regulamento sobre Alimentos, Higiene e Fiscalização. 3. Controle de Vetores, como forma de garantir a saúde da população. 4. Limpeza e higienização nos reservatórios de água potável. 5. Identificação do agente utilizado para fins de desinsetização. 6. Desinsetização das viaturas de transporte coletivos. 7. Controle da produção, comércio e uso de produtos nocivos à saúde. 8. Normas de controle do meio-ambiente, no intuito de evitar a proliferação de insetos e roedores nocivos. 9. Normas técnicas especiais para fiscalização do exército profissional e estabelecimentos relacionados com a medicina e saúde pública. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO

3 ÍNDICE Página 1 Lei nº 2.702, de Estabelece a política estadual de qualidade ambiental ocupacional e de proteção da saúde do trabalhador. Página 6 Decreto nº 6.538, de Alimentos, higiene e fiscalização. Página 71 Decreto-Lei nº 986, de Alimentos: Registro e controle (Federal) Página 78 Lei nº 2.001, de Controle de vetores em áreas de alimentos. Página 80 Lei nº 1.893, de Limpeza em reservatório de água. Página 82 Decreto nº , de Regulamenta Lei nº 1893, acima. Página 86 Lei nº 1.074, de Fornecimento de certificado, pela Secretaria de Saúde e Higiene... Página 87 Lei nº 2.488, de Desinsetização de viaturas. Página 88 Decreto nº 9.522, de Produção, comércio, controle e uso de produtos nocivos. Página 90 Decreto-Lei nº 230, de Estabelece que a FEEMA, será o órgão competente, para exercer o controle de insetos e roedores nocivos. Página 93 Decreto nº 480, de Regulamenta o Decreto-Lei nº 230, acima. Página 96 Decreto nº 1.754, de Medicina e saúde pública Estabelecimentos relacionados e e- xercício profissional Fiscalização Normas técnicas especiais Aprovação. Página 151 Decreto-Lei nº 214, de Código de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Página 157 Resumo da Lei nº 2.424, de , publicada na página 1 do DO-RJ. Página 158 Lei nº 3379, de Obriga a instalação de medidor bacteriológico Este aparelho simplesmente ainda não foi inventado. Página 159 Decreto nº 7.666, de 23 de outubro de Cria a Comissão Estadual de Controle de Agrotóxicos e Biocidas e dá outras providências. Página 161 Lei nº 801, de 20 de novembro de Dispõe sobre o controle no uso de defensores agrícolas a nível estadual e dá outras providências. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO

4 Página 164 Decreto nº 8.536, de 24 de outubro de Altera a composição da Comissão Estadual de Controlea de Agrotóxicos e Biocidas, e dá outras providências. Página 167 Decreto nº 9.522, de 15 de dezembro de Dispõe sobre o controle da produção, comércio e uso de produtos nocivos à saúde. Página 169 Decreto nº , de 03 de agosto de Dispõe sobre a atribuição, coordenação e execução de controle das ações relacionadas com a produção, transporte, armazenamento, utilização, comercialização e destinação dos resíduos finais e embalagens dos agrotóxicos componentes e afins. Página 171 Decreto nº , de 29 de outubro de Implanta o receituário agronômico no Estado do Rio de Janeiro e dispõe sobre o controle do comércio e do uso da agrotóxicos. Página 175 Decreto nº , de 18 de fevereiro de Dá nova redação ao artigo 2º do Decreto nº , de 29/10/90. Página 176 Deliberação CECA nº 2.273, de 20 de fevereiro de Instrução Técnica para a apresentação de Projeto para Requerimento de Certificado de Registro de Atividades de Comercialização de Produtos Agrotóxicos, Produtos Domissanitários de Uso Profissional e Produtos Afins. Página 179 Deliberação CECA nº 2.274, de 20 de fevereiro de Diretriz para a Concessão e Renovação de Certificado de Registro de Atividades de Comercialização de Produtos Agrotóxicos, Produtos Domissanitários de Uso Profissional e Produtos A- fins. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO

5 NOTA Coube a mim a tarefa de compilar, em curto espaço de tempo, a legislação concernente à VIGILÂNCIA SANITÁRIA: Federal, do estado do Rio de Janeiro e municipal, desta cidade. Isto, parece-me, pelo dato de ser do conhecimento geral, que eu já vinha, há vários anos, tentando fazê-lo. Procurei em vão, inúmeras vezes as autoridades competentes. Usando o nome da ABCVP, FIZ PEDIDOS POR ESCRITO, FUNDAMENTANDO AS RAZÕES, ABRINDO PROCESSOS, PORTANTO. A rigor, foram simplesmente ignorados. Pudera: Além de não possuírem as suas ferramentas de trabalho A( a legislação de regência de suas atividades), conseqüentemente não asa conhecem e pior: Não têm interesse de conhece-las, pelo menos no que se refere aos vetores e pragas. A legislação compilada foi digitada m 650 (seiscentos e cinqüenta) páginas, reunidas em volumes. UM EXAGERO!. Mesmo considerando esta grande quantidade, não garanto que tenha conseguido TODAS. Bastariam três leis harmônicas: FEDERAL, ESTADUAL e MUNICI- PAL. A estadual e a municipal estão a caminho e com certeza serão adotadas por outras unidades da Federação. Quiçá pelos países do MERCOSUL. EM TEMPO: Mais importante do que as leis, é a conscientização do respeito à saúde da população. A partir daí, surgirão leis bem elaboradas que serão cumpridas com naturalidade. MELHOR, QUANDO SE CONCLUIR QUE NENHUMA LEI SERÁ NECESSÁRIA, PARA SE FAZER O ÓBVIO. Rio de Janeiro, agosto de José Molica NÃO EXAGEREM: As restrições e proibições são multiplicadas pelos governos. Quando os povos são submetidos em excesso aos governos, tornam-se cada vez mais pobres. Quanto maior o número de leis e decretos, mais infratores haverá. Portanto diz o sábio: desde que eu não interfira, o povo desenvolverá sua potencialidade e se enriquecerá. Enquanto eu amar a paz, o povo se porá no caminho certo. Se eu estiver de desejos, o povo retornará naturalmente simplicidade e à moderação. Se os governos forem compreensivos, os povos serão honestos e livres de malícia. Se os governos forem excessivamente interferentes, haverá constantes violações da lei. GOVERNEM UMA GRANDE NAÇÃO COMO SE COZINHA UM PEQUENO PEIXE. LÁO-TZÉ, 560 A.C. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO

6 LEI Nº 2.702, DE 25 DE MARÇO DE 1997 ESTABELECE A POLÍTICA ESTA- DUAL DE QUALIDADE AMBIENTAL OCUPACIONAL E DE PROTEÇÃO DA SAÚDE DO TRABALHADOR. A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro DECRETA: Art. 1º Fica criada a Política Estadual de Qualidade Ambiental Ocupacional e de Proteção da Saúde do Trabalhador, regulamentando os artigos 284 e 290, inciso X, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Art. 2º Para efeitos desta lei, adotam-se as seguintes definições: I Ocupacional Referente ou relacionado ao local, ambiente ou rotinas de trabalho; II Risco Probabilidade de que ocorra, damos ou agravos à saúde, decorrentes de atividade profissional em ambiente nocivo; III Exposição Qualquer situação em que o trabalhador está submetido a risco ocupacional; IV Padrão Norma estabelecendo limites, critérios e diretrizes destinados a redução do risco ocupacional e a proteção da saúde do trabalhador; V Poluição Qualquer alteração física, química ou biológica do meio ambiente capaz de provocar risco em decorrência da exposição ocupacional. Art. 3º A Política Estadual de Qualidade Ambiental O- cupacional e de Proteção da Saúde do Trabalhador tem por objetivos: I Estabelecer e fiscalizar o cumprimento de padrões de qualidade ambiental ocupacional objetivando a redução da exposição a situações efetiva ou potencialmente causadoras de risco para a saúde e a vida do trabalhador; II Estimular e promover atividades destinadas a reduzir a ocorrência efetiva ou potencial de enfermidades e dos riscos decorrentes das peculiaridades das diversas atividades profissionais; VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1

7 III Apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de métodos e tecnologias orientados para a melhoria da qualidade ambiental ocupacional, bem como o desenvolvimento de estudos médicos que permitam estabelecer correlações entre enfermidades específicas e a exposição ocupacional; IV Promover e estimular a divulgação de informações e a implementação de programas de treinamento orientados para a melhoria da qualidade ambiental a consulta pública; V Implantar e aperfeiçoar sistemas de monitoragem contínua e mecanismos de autocontrole que assegurem a confiabilidade e o amplo acesso às informações relacionadas às condições de qualidade ambiental ocupacional. 1º Os padrões a que se refere o inciso II do caput deste artigo não serão menos rigorosos que aqueles estabelecidos pelo Governo Federal, com base na legislação trabalhista ou recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), da organização das Nações Unidas (ONU). 2º Os padrões estabelecidos com base nesta Lei aplicam-se a todas as atividades exercidas no meio ambiente de trabalho, independente de sua execução ser feita por profissional autônomo empregado de empreiteira ou subempreiteira e terceirizados. 3º Elaborar relatórios de monitoragem periódicos; serão realizados às expensas dos responsáveis pelas instalações ou atividades causadoras de poluição. 4º Entre as atividades a que se refere o Inciso II do caput deste artigo merecerão especial aquelas orientadas para a participação dos trabalhadores sujeitos à exposição ocupacional no controle dos padrões de qualidade ambiental em vigor A(incluindo os padrões de emissão previstos no licenciamento das atividades poluidoras) através de comissões às quais tenham sido delegadas atribuições específicas ou similares. Art. 4º Os órgãos estaduais encarregados da formulação e da implementação das políticas de meio ambiente e de saúde pública serão os encarregados pela elaboração e estabelecimento de padrões de qualidade ambiental ocupacional, podendo valer-se, para tanto, da ajuda de quaisquer entidades científicas idônea ou privadas para a realização dos estudos e levantamentos que se fizerem necessários, devendo, ainda, agir de forma coordenada visando alcançar os objetivos previstos nessa Lei. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 2

8 Parágrafo único Os órgãos estaduais que elaborem e estabelecem os padrões de qualidade ocupacional deverão incluir a participação dos trabalhadores sujeitos a exposição dos riscos ocupacionais, através de comissões formadas para estas atribuições. Art. 5º Os órgãos estaduais divulgarão anualmente os seus programas de trabalho e correspondentes relatórios de atividades relacionados ao cumprimento do disposto nesta lei. Art. 6º As propostas de padrões a que se refere esta lei deverão, antes de serem regulamentadas, ser colocadas para análise por todos os setores interessados da sociedade, tais como organizações sindicais de trabalhadores e patronais por instituições públicas e privadas garantindo-se o amplo direito de manifestação, apresentação de contestações e propostas alternativas, em prazos e trâmites a serem estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela formulação e implementação dos padrões de qualidade ambiental ocupacional. 1º As propostas de padrões a que se refere o caput deste artigo deverão ficar disponíveis para consulta pública pelo prazo mínimo de 90 (noventa) dias antes de sua promulgação. 2º O prazo para consulta pública será iniciado após a publicação, no primeiro caderno de órgão de imprensa de grande circulação em todo o Estado do Rio de Janeiro, de a- núncio contendo informações sobre o padrão objeto do procedimento da regulamentação, bem como o local, o período e o horário para a referida consulta, sob o título Qualidade Ambiental Ocupacional. 3º Até o máximo de 15 (quinze) dias após o término o prazo de consulta pública, qualquer pessoa poderá apresentar comentários escritos à proposta de estabelecimento de padrões de qualidade ambiental e ocupacional. 4º No prazo total de 45 (quarenta e cinco) dias após a data do início da consulta pública, o Ministério Público, bem como qualquer organização sindical ou patronal que se encontre legalmente constituída há mais de 02 (dois) anos e represente parcela dos trabalhadores ou empresas interessadas no padrão em questão poderão solicitar, por escrito, com base em justificativa circunstanciada, a realização de audiência pública prévia à promulgação do regulamento. 5º Antes da realização da audiência pública a que se refere o parágrafo anterior, o órgão estadual competente tentará esclarecer as dúvidas da realização de reuniões informais entre as partes interessadas no padrão objeto da promulgação de regulamento específico. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 3

9 6º As audiências públicas serão promovidas pelo órgão competente até 90m (noventa) dias após o encerramento do prazo par apresentação do requerimento, conforme disposto no parágrafo 2º deste artigo. 7º A realização de audiências públicas será precedida de publicação contendo informações sobre o tema, local, a data e horário do evento, a ser efetuada no mínimo 15 (quinze) dias antes de sua realização na mesma forma do disposto no parágrafo 2º deste artigo, sob o título Audiência Pública. 8º No prazo máximo de 60 (sessenta) dias após o término do período de consulta pública ou da realização da Audiência pública concluídos os procedimentos objeto deste artigo e seus parágrafos, o órgão estadual competente consolidará as informações e fará publicar o padrão, com justificativa detalhada e resumo dos comentários recebidos na fase preparatória. 9º Os prazos mínimos e máximos para o início da vigência dos padrões de qualidade ambiental ocupacional serão, respectivamente, de 02 (dois) 3 de (três) anosa. 10º Qualquer pessoa poderá solicitar ao órgão competente, com base em justificativa adequada, a realização de estudos sobre a saúde ocupacional e a elaboração ou a revisão de padrões de qualidade ambiental ocupacional. Art. 7º As empresas e instituições responsáveis pelas atividades efetiva ou potencialmente causadoras de poluição ambiental ocupacional deverão assegurar o atendimento dos padrões e de outros requerimentos estabelecidos com base no disposto desta lei. Parágrafo único O pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade não será considerado forma substitutiva da adoção dos padrões. Art. 8º O descumprimento desta lei constituirá infração administrativa será apurada pelos órgãos competentes a- través de processo administrativo, com direito e defesa e devido procedimento legal. Parágrafo único Os infratores desta lei serão responsabilizados com as seguintes penalidades administrativas: I A advertência; II Multas de 10 a UFERJ s III Interdição. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 4

10 Art. 9º O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a partir de sua publicação. Art. 10º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Autor: Deputado Carlos Minc VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 5

11 DECRETO 6.538, DE DO-RJ DE 18/02/83 ALIMENTOS HIGIENE E FIS- CALIZAÇÃO EMENTA Aprovação do regulamento Sobre a Higiene e Fiscalização de Alimentos no estado do Rio de Janeiro, a vigorar a partir de 18/02/83. O Governador do Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, em conformidade com o dispositivo no art. 24 do Decreto-Lei 214, de 17/07/75 (Código de Saúde do Estado do Rio de Janeiro), considerando aa necessidade de disciplinar, através de um regulamento, as ações pertinentes à defesa e a proteção da saúde individual e coletiva, e tendo em vista o que consta do processo número E-08/31.453/82, DECRETA: Art. 1º Fica aprovado o anexo Regulamento sobre Alimentos, Higiene e Fiscalização, a que se refere o Código de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Art. 2º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. (A. de P. Chagas Freitas. Waldir Moreira Garcia, Paulo César Catalano, Francisco Mauro Dias e Sílvio Rubens Barbosa da Cruz). REGULAMENTO SOBRE ALIMENTOS HIGIENE E FISCALIZAÇÃO TÍTULO I Disposição Preliminares: Art. 1º A defesa e a proteção da saúde individual e coletiva, no tocante a alimentos, desde a sua origem até seu consumo, serão disciplinados, em todo o Estado, pelas disposições deste Regulamento. Art. 2º Somente poderão ser expostos à venda alimentos, matérias-primas alimentares, alimentos in natura, alimentos enriquecidos, alimentos dietéticos, alimentos de fantasia ou artificiais, alimentos irradiados, aditivos para a- limentos, produtos alimentícios, materiais, artigos e utensílios destinados a entrar em contato com alimentos que: I satisfazerem as exigências deste regulamento e estiverem de acordo com a legislação federal; VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 6

12 II tenham sido elaborados, reembolsados, transportados, importados ou vendidos por estabelecimentos devidamente licenciados; III tenham sido rotulados segundo as disposições da legislação federal. Art. 3º Aplica-se o disposto neste regulamento às bebidas de qualquer tipo ou procedência, aos complementos alimentares, aos produtos destinados a serem mascados e a outras substâncias, dotadas ou não de valor nutritivo, utilizadas no fabrico, preparação e tratamento de alimentos, matériasprimas alimentares e alimentos in natura. Art. 4º Excluem-se do dispositivo neste regulamento os produtos com finalidade medicamentosa ou terapêutica, qualquer que seja a forma como se apresentam ou o modo como são ministrados. Art. 5º A maquinaria, os aparelhos, utensílios, vasilhames e outros materiais que entrem em contato com alimentos, empregados no fabrico, manipulação, acondicionamento, transporte, conservação e venda dos mesmos, deverão ser de material adequado,que assegure perfeita higienização e de modo a não contaminar, alterar ou diminuir o valor nutritivo dos alimentos. Parágrafo único A autoridade sanitária poderá interditar temporariamente ou definitivamente os materiais referidos neste artigo, bem como as instalações que não satisfaçam os requisitos técnicos e as exigências deste regulamento. Art. 6º O empregado de produtos destinados à higienização de alimentos, matérias-primas alimentares e alimentos in natura, ou de recipientes ou utensílios destinados a entrar em contato com os mesmos, dependerá de prévia autorização do órgão competente. Art. 7º As Prefeituras Municipais só poderão conceder licenças para a execução de obras de construção, reconstrução ou ampliações e reparos, requeridas por estabelecimentos industriais e comerciais de gêneros alimentícios, após prévio exame e aprovação dos projetos e especificações pela autoridade sanitária estadual ou, mediante convênio com asa Prefeituras, pela autoridade sanitária municipal competente. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 7

13 Art. 8º À Secretaria de Saúde incumbe promover a aplicação do dispositivo neste Regulamento, sob a coordenação dos seus órgãos específicos e a cargo das autoridades competentes. Parágrafo único À Secretaria de Saúde incumbe, igualmente, através de seus órgãos e autoridades competentes, coordenar r fiscalizar no âmbito estadual, o extrato cumprimento da legislação federal concernente à higiene alimentar e à saúde ocupacional. Art. 9º As autoridades da Secretaria de Estado de Saúde, no exercício de suas atribuições, não comportando exceção de dia, nem de hora, terão livre acesso a todas as dependências dos estabelecimentos que lidem com gêneros alimentícios, bem como aos veículos destinados à sua distribuição, ao comércio e ao consumo. Parágrafo único Quem embaraçar a autoridade incumbida da fiscalização de gêneros alimentícios será punido com pena de multa, sem prejuízo do procedimento criminal que no caso couber. TÍTULO II Definições Art. 10 Para efeito deste Regulamento, considera-se: I alimento toda substância ou mistura de substância, no estado sólido, líquido, pastoso, ou qualquer outra forma adequada, destinada a fornecer a organismo humano os elementos normais à sua formação, manutenção, nutrição e desenvolvimento; II matéria-prima toda substância de origem vegetal ou animal, em estado bruto, que para ser utilizada como alimento precise sofrer tratamento e/ou transformação de natureza física, química ou biológica; III alimento in natura todo alimento de origem vegetal ou animal para cujo consumo imediato se exija, apenas, a remoção da parte não comestível e os tratamentos indicados para sua perfeita higienização e conservação; IV alimento enriquecido todo alimento que tenha sido adicionado de substância nutriente, com a finalidade de reforçar seu valor nutritivo; V alimento dietético todo alimento elaborado par regimes alimentares especiais. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 8

14 VI alimento fantasia ou artificial todo alimento preparado com o objetivo de imitar alimento natural e em cuja composição entre, preponderantemente, substância não encontrada no alimento a ser imitado. VII alimento irradiado todo alimento que tenha sido intencionalmente submetido à ação de radiação ionizante, com finalidade de preservá-lo ou para outros fins lícitos, obedecidas as normas que vierem a ser elaboradas pelo órgão competente; IX ingrediente todo componente alimentar (matériaprima alimentar ou alimento in natura ) que entra na elaboração de um produto alimentício; X aditivo intencional toda substância ou mistura de substância, dotadas ou não de valor nutritivo, ajuntada ao alimento com a finalidade de impedir alterações, manter, conferir ou intensificar seu aroma, cor e sabor, modificar ou manter seu estado físico geral, ou exercer qualquer ação exigida para uma boa tecnologia de fabricação do alimento. XI aditivo incidental toda substância residual ou migrada presente no alimento, em decorrência dos tratamentos prévios, a que tenham sido submetidos a matéria-prima alimentar e o alimento in natura, e do contato de alimentos com os artigos e utensílios empregados nas suas diversas fases de fabrico, manipulação,embalagem, transporte ou venda; XII produto alimentício todo alimento derivado de matéria-prima alimentar ou de alimento in natura, adicionado ou não de outras substâncias permitidas, obtido por processo tecnológico adequado; XIII coadjuvante da tecnologia de fabricação a substância ou mistura de substância empregada com a finalidade de exercer uma ação transitória em qualquer fase de fabrico do alimento e dele retiradas, inativas e/ou transformadas em decorrência do processo tecnológico utilizado, antes da obtenção do produto final; XIV padrão de identidade e qualidade o estabelecimento pelo órgão competente dispondo sobre a denominação, definição e composição de alimento, matérias-primas alimentares, alimentos in natura e aditivos intencionais, fixando requisitos de higiene, normas de envasamento e rotulagem, métodos de amostragem e análise; XV rótulo qualquer identificação impressa ou litográfica bem como dizeres pintados ou gravados a fogo, por pressão ou declaração aplicadas sobre o recipiente, vasilhame, envoltório, cartucho ou qualquer tipo de embalagem do a- limento ou sobre o que acompanha o continente; XVI embalagem qualquer forma pela qual o alimento tenha sido acondicionado, guardado, empacotado ou envasado; VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 9

15 XVII propaganda a difusão, por quaisquer meios de comunicação, e a distribuição de alimentos relacionados com a venda e o emprego de matéria-prima alimentar, alimento in natura, ou materiais utilizados no seu fabrico ou preservação, objetivando promover ou incrementar o seu consumo; XVIII órgão competente o órgão técnico específico da Secretaria de Estado de Saúde, bem como os órgãos congêneres federais e municipais; XIX laboratório oficial o órgão técnico específico da Secretaria de Estado bem como os órgãos congêneres federais e municipais; XX autoridade fiscalizadora competente o funcionário legalmente autorizado do órgão competente da Secretaria de Estado de Saúde ou dos demais competentes federais e municipais; XXI análise de controle aquela que é efetuada após o registro do alimento, quando de suas entrega ao consumo. e Especiais, ou ainda com o relatório e o modelo de rótulo anexados requerimento que deu origem ao registro; XXII análise prévia a análise que antecede o Registro; XXIII análise fiscal a efetuada sobre o alimento colhido pela autoridade fiscalizadora competente e que servirá para verificar a sua conformidade com os dispositivos legais; XXIV estabelecimento o local onde se fabrique, produza, manipule, beneficie, deposite para venda, distribua ou venda alimento, matéria-prima alimentar in natura, aditivos intencionais, materiais, artigos e equipamentos destinados a entrarem contato com os mesmos. TÍTULO III Do Registro e do Controle, da Rotulagem, dos Padrões de Identidade Qualidade Art. 11 O registro e o controle, a rotulagem, os aditivos e os padrões de identidade e qualidade dos alimentos, obedecerão às disposições pelo Decreto-Lei federal nº 986, de 21/10/69 (Normas Básicas sobre Alimentos), e demais dispositivos que regem os assuntos deste Regulamento. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 10

16 TÍTULO IV Fiscalização de Alimentação CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 12 A ação fiscalizadora será exercida pelas autoridades federais, estaduais ou municipais no âmbito de suas atribuições. Art. 13 A ação fiscalização de que trata este título se estenderá à publicidade e à propaganda de alimentos, qualquer que seja o meio empregado para sua divulgação. Art. 14 O policiamento da autoridade sanitária será exercido sobre os alimentos, o pessoal que os manipula e sobre os locais e instalações onde se fabrique, manipule, acondicione, conserve, deposite, armazene, transporte, distribua, venda ou consuma alimentos. Art. 15 No fabrico, produção, beneficiamento, manipulação, acondicionamento, conservação, armazenamento, transporte, distribuição, venda e consumação de alimentos, deverão ser observados os preceitos de limpeza e higiene. Art. 16 No acondicionamento fica expressamente proibido o contato direto ou indireto do alimento com jornais, papéis coloridos, papéis ou filmes plásticos usados e com face impressa de papéis ou qualquer invólucro que possa transferir ao mesmo substâncias contaminantes. Art. 17 É proibido manter no mesmo continente ou transportar no mesmo compartimento de um veículo, alimentos e substâncias estranhas que possam contaminá-los ou corrompêlos. Parágrafo único excetuem-se da exigência deste artigo os alimentos embalados em recipientes hermeticamente fechados, impermeáveis e resistentes. Art. 18 No interesse da saúde pública, poderá a autoridade sanitária proibir, nos locais que determinar, o ingresso e a venda de gêneros alimentícios de determinadas procedências, quando plenamente justificados os motivos. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 11

17 Art. 19 Pessoas que constituem fonte de infecção de doenças infecto-contagiosas ou transmissíveis, exceto quando houver um vetor hospedeiro intermediário obrigatório, bem como as afetadas de dermatoses exsudativas ou esfoliativas, ou portadoras de doenças de aspecto repugnante, não poderão e- xercer atividades que envolvam contato ou manipulação de gêneros alimentícios. Parágrafo único Nos estabelecimentos de Gêneros alimentícios ninguém será admitido no trabalho sem prévia carteira de saúde, fornecida pela repartição sanitária competente. Art. 20 Os utensílios e recipientes dos estabelecimentos onde se consumam alimentos deverão ser lavados e higienizados devidamente ou usados recipientes não reutilizáveis. Art. 21 Nenhum gênero alimentício poderá ser exposto à venda sem estar devidamente protegido contra poeira, insetos e outros animais, bem como, o contato direto e indireto do homem. Parágrafo único Excluem-se da exigência deste artigo os alimentos in natura e, a critério da autoridade sanitária, levando em conta asa condições locais e a categoria dos estabelecimentos, os alimentos de consumo imediato que tenham ou não sofrido processo de cocção. Art. 22 Verificará a autoridade sanitária competente se as substâncias alimentícias são próprias para consumo colhendo amostras das que forem suspeitas de alteração, adulteração ou falsificação ou de conterem substâncias nocivas à saúde ou, ainda, que não correspondam às prescrições da legislação vigente, inutilizando as manifestadamente deterioradas. Art. 23 É proibido vender, expor à venda, expedir, ter em depósito ou dar ao consumo, gêneros, produtos ou substâncias destinadas a alimentação quando alterados, adulterados ou falsificados, impróprios por qualquer motivo, nocivos à saúde ou que estiverem em desacordo com a legislação em vigor. Art. 24 Em relação aos produtos adulterados, fraudados ou falsificados, consideram-se infratores: a) O fabricante em todos os casos em que o produto alimentício saia das respectivas fábricas adulterado, fraudado ou falsificado; VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 12

18 b) O dono do estabelecimento em que forem encontrados produtos adulterados, fraudados ou falsificados; c) O vendedor desses produtos. embora de propriedade a- lheia, salvo, nesta última hipótese, quando consiga provar seu desconhecimento da qualidade ou do estado da mercadoria; d) A pessoa que transportar ou guardar em armazém ou depósito das mercadorias de outrem ou praticar qualquer ato de intermédio, entre o produtor e o vendedor, quando ocultar a procedência ou destino da mercadoria; e) O dono da mercadoria mesmo não exposta à venda. Art. 25 Nos locais em que ser fabriquem, preparem, beneficiem, acondicionem ou distribuam gêneros alimentícios é terminantemente proibido depositar ou vender substâncias nocivas à saúde, que sirvam para falsificação de produtos alimentícios. Art. 26 Os aparelhos, utensílios, vasilhames e outros materiais empregados no preparo, fabrico, manipulação, acondicionamento, transporte, conservação e venda de alimentos e bebidas, serão de material inócuo e mantidos limpos e em bom estado de conservação. Art. 27 A critério da autoridade sanitária, poderá ser proibida a venda ambulante e em feiras, de produtos alimentícios que não puderem ser objeto desse tipo de comércio. Art. 28 Os gêneros e bebidas depositados ou em trânsito nos armazéns das empresas transportadoras, ficarão sujeitos à fiscalização da autoridade sanitária. Parágrafo único As empresas transportadoras serão o- brigadas, quando parecer oportuno à autoridade sanitária, a fornecer, prontamente, esclarecimentos sobre as mercadorias em trânsito ou depositadas em seus armazéns, a lhe dar vista na guia de expedição, faturas, conhecimento e demais documentos relativos às mercadorias sob a sua guarda, bem como facilitar a inspeção destas e a colheita de amostras. CAPÍTULO II Do Comércio de Gêneros Alimentícios Art. 29 Consideram-se gêneros alimentícios quaisquer substâncias ou misturas de substâncias que se destinem a alimentação. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 13

19 Art. 30 Só é permitida a produção de tais gêneros, sua importação, guarda, armazenagem, exposição à venda e ao comércio, quando próprios para o consumo. 1º Próprios para o consumo serão unicamente os que se acharem em perfeito estado de conservação e que por sua natureza, composição, fabrico, manipulação, procedência e a- condicionamento estiverem isentos de nocividade à saúde e de acordo com as normas sanitárias vigentes. 2º Impróprios para consumo serão gêneros alimentícios: a) danificados por unidade ou fermentação, rançosos, mofados ou embolorados, de caracteres físicos ou organolépticos anormais, contendo quaisquer sujidades ou que demonstrarem pouco cuidado na manipulação ou acondicionamento; b) que forem alterados ou deteriorados ou, ainda, contaminados ou infestados por parasitas; c) que forem fraudados, adulterados ou falsificados; d) que contiverem substâncias tóxicas o nocivas à saúde; e) que forem prejudiciais ou imprestáveis a alimentação por qualquer motivo; f) que não estiverem de acordo com a legislação em vigor. Art. 31 Considerar-se-ão contaminados ou deteriorados produtos alimentícios que contenham parasitas e/ou microorganismos patogênicos ou saprófitas capazes de transmitir doenças ao homem ou aos animais, ou que contenham microorganismos capazes de indicar contaminação de origem fecal ou de produzir deterioração de substâncias alimentícias, tais como enegrecimento, gosto ácido, gás sulfídrico ou gasogênios suscetíveis de produzir estufamento do vasilhame. Art. 32 Considerar-se-ão alterados os produtos alimentícios que pela ação de causas naturais (unidade, temperatura, microorganismos, parasitas, prolongada ou deficiente conservação, mau acondicionamento), tenham sofrido avaria, deterioração e prejudicados em sua pureza, composição ou características organolépticas. Art. 33 Considerar-se-ão adulteradas ou falsificadas os produtos alimentícios: a) quando tiverem sido adicionados ou misturados com substâncias que lhes modifiquem a qualidade, reduzam o valor nutritivo ou provoquem deterioração; VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 14

20 b) quando se lhes tiver tirado, embora parcialmente, um dos elementos de sua constituição normal; c) quando contiverem substâncias ou ingredientes nocivos à saúde ou substâncias conservadoras de uso proibido; d) que tiverem sido, de todo ou em parte, substituídos por outros de qualidade inferior; e) que tiverem sido coloridos, revestidos, aromatizados ou adicionados de substâncias estranhas, par efeito de ocultar qualquer fraude ou alteração ou de aparentar melhor qualidade do que a real, exceto nos casos expressamente previstos pela legislação vigente. Parágrafo único As disposições das alíneas a e b não compreendem os leites preparados, produtos dietéticos, nem outros produtos alimentícios legalmente registrados. Art. 34 Considerar-se-ão fraudados os produtos alimentícios: a) que tiverem sido, no todo ou em parte, substituídos em relação ao indicado no recipiente; b) que, na composição, peso ou medida, diversificarem do enunciado nos invólucros ou rótulos, ou não estiverem de a- cordo com as especificações exigidas pela legislação em vigor. Art. 35 O maior asseio e limpeza deverão ser observados no fabrico, produção, manipulação, preparação, conservação, acondicionamento, transporte e venda de gêneros alimentícios. Parágrafo único É expressamente proibido à pessoa que estiver alimentos, receber dinheiro do comprador, e ao encarregado de receber o pagamento das mercadorias, passar a servir no balcão. Art. 36 Os gêneros alimentícios somente poderão ser confeccionados com matérias permitidas e que satisfaçam as exigências da legislação vigente. CAPÍTULO III Colheita de Amostras, Análise Fiscal e Perícia de Contraprova Art. 37 Compete à autoridade fiscalizadora realizar periodicamente ou quando necessário, colheita de amostras de alimentos, matérias-primas para alimentos, aditivos, coadjuvantes e recipientes, par efeito de análise fiscal. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADO DO RIO DE JANEIRO 15

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