A FORMAÇÃO DOS PREÇOS DO ETANOL HIDRATADO NO MERCADO BRASILEIRO DE COMBUSTÍVEIS

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1 A FORMAÇÃO DOS PREÇOS DO ETANOL HIDRATADO NO MERCADO BRASILEIRO DE COMBUSTÍVEIS Prof. Drº Nilton Cesar Lima Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade Universidade Federal de Alagoas

2 AGENDA Objetivos Justificativas Metodologia Mercado Preços Resultados & Discussões Contribuições Considerações - Conclusões

3 OBJETO E PROBLEMA Objeto: A formação de preços do etanol hidratado no mercado brasileiro Elementos da análise de investigação: estrutura tecnológica na cadeia produtiva (flex); desregulamentações dos preços; mercado do etanol. Problema Central : Como se forma o preço do etanol hidratado no mercado interno?

4 OBJETIVOS Geral: Analisar a formação de preços do combustível etanol hidratado no mercado brasileiro. Específicos: 1. Analisar a formação de preços do combustível etanol hidratado no mercado brasileiro; 2. Identificar as principais variáveis que determinam os preços do etanol ao consumidor final; 3. Identificar qual região é mais vantajosa no abastecimento por etanol hidratado em relação à gasolina C.

5 JUSTIFICATIVAS Compreender: Estrutura herdada: Proálcool; Composição dos custos; Tecnologias: flex e usos alternativos; Mercado: oferta demanda - regulações; Distribuição do etanol; Preços praticados: decisão dos 70% ($etanol/$gasol).

6 CONTRIBUIÇÕES Coordenação: Base Estrutural: Produção; Armazenamento; Distribuição; Preços. Outro ponto contributivo do estudo, é: Tecnologia -Regulações -Tributos existentes como eixo no ajustamento de ofertas e de distribuiçãodo etanol. Explicar a formação de preços e auxiliar agentes envolvidos na cadeia do etanol

7 MERCADO DO ETANOL Contextualização do etanol Caracterização: demanda x oferta Demanda: Proálcool (1975): crise do petróleo, incentivos ao programa e estagnação. A estatal Petrobras, subsidiava osfretes deetanol,oquejá nãoocorremais no setor(santos,1993)

8 MERCADO DO ETANOL Estimulos à demanda, Proálcool: -Fixaçãodospreços:relaçãode65%dovalordagasolina; -Prazosmaislongosdefinanciamentoparaacompradecarrosaetanol; - Abertura dos postos de abastecimentos(fins de semana): abastecer etanol. 1985: queda dos preços do etanol, em razão da queda no preço do barril do petróleo. * se o etanol não podia ser superior aos 65% do preço da gasolina: custos. * gasolina baixa: corrida por veículos a gasolina. 1988: Desregulamentação (contexto liberal da economia). Esforços: rolagem da dívida, vantagens tributárias aos veículos a etanol. 2003: flex fuel reativa a demanda por etanol e aquece o setor sucroenergético. Moraes (2000)

9 MERCADO DO ETANOL 2008 a 2017: Projeção demanda: 53,2 bilhões (mercado interno) Projeção veículos a etanol: 27 milhões Projeção oferta: 55 bilhões (MAPA, 2009) Novos usos para o etanol e cana-de-açúcar: Eteno e farneceno. (EPE,2009)

10 MERCADO DO ETANOL Caracterização da Oferta: Preços são por ATR (Açúcar Total Recuperável): 146 kg/t de cana para produzir açúcar; 84 L/t de cana para produzir etanol. (MAPA, 2009), estima para 2017: 55,5 bilhões de litros; (UNICA, 2009), estima para 2021: 65 bilhões de litros; Desafios: expansão produtiva, flex, usos alternativos, regulamentações ambientais e mercado internacional.

11 METODOLOGIA Metodologia: teórico-empírica; Pesquisa: Qualitativa e quantitativa; Exploratória: Entrevistas: abertas, permite análise holística.

12 METODOLOGIA Método Quantitativo: Regressão linear múltipla: Constituir modelo de formação de preços. Anova: Identificar diferenças regionais de preços, vantagens em relação a gasolina C.

13 Método Qualitativo: METODOLOGIA Estudo da Formação de preços e vantagem, relações complexas: tecnologia, estrutura, regulamentos e meio ambiente e pelas variáveis explicativas do modelo. Dados secundários: ANP, Sindicom, Orplana, Sincopetro, MAPA, Denatran, Cepea/Esalq, Copersucar, Usinas, Magnet Marelli e Única. Entrevistas abertas, finalidade de colher e expandir busca por informações.

14 Dados primários: METODOLOGIA Literatura e publicações; Dados de 2009: preços, tributos, fretes, custos, capacidade de abastecimento nas distribuidoras, número de postos revendedores, número de postos bandeira branca, número de distribuidoras, número de usinas de açúcar e etanol, preço do açúcar para exportação, produçãodeetanoleaçúcarefrotadecarrosflex,eoutros

15 METODOLOGIA Modelo de regressão linear múltiplo: Variável dependente: preço do etanol na revenda Variáveis independentes (variáveis explicativas) serão: preços na distribuidora R$ (l); preço pago ao produtor R$ (l); preço da gasolina C R$(l); preço do açúcar tipo exportação (t); número de postos revendedores; número de postos bandeira branca; número de distribuidoras; capacidade nominal de armazenagem de etanol (m³); produção de etanol (10³ m³); produção de açúcar (t); frota de carros flex; frete R$ (L); impostos sobre o preço final pago na bomba R$ (l); custos de produção de etanol hidratado R$ (l).

16 METODOLOGIA Outra ferramenta estatística: ANOVA Análise de Variância utilizada para analisar a relação econômica do combustível etanolno motorflex,quanto ao teto dos 70% do preço do etanol hidratado em relação à gasolina C.

17 METODOLOGIA Portanto, para atender os objetivos específicos propostos: 1. Analisar a formação de preços do combustível etanol hidratado no mercado brasileiro; 2. Identificar as principais variáveis que determinam os preços do etanol ao consumidor final; 3. Identificar qual região é mais vantajosa no abastecimento por etanol hidratado em relação à gasolina C. Para os objetivos 1 e 2: modelo de regressão linear múltiplo Empregado para estudar a relação entre uma única variável dependente e diversas variáveis independentes (explicativas). Os resultados foram obtidos com o auxílio do software SAS 9.0, por meio do PROC RE.G.

18 METODOLOGIA Para o objetivo 3: Anova Esta metodologia buscou avaliar a diferença entre as médias dos grupos, realizando o pós-teste de Tukey, a fim de detectar quais as regiões que apresentavam diferenças significativas. Os resultados foram obtidos com o auxílio do software SAS 9, através da PROC GLM.

19 METODOLOGIA Hipóteses: H0 (hipótese nula) não existe relacionamento significativo nas diferenças de preços entre as variáveis etanol hidratado e gasolina C. H1 (hipótese alternativa 1) existe um relacionamento significativo nas diferenças de preços entre as variáveis etanol hidratado e gasolina C.

20 DINÂMICA DOS PREÇOS DO ETANOL Dinâmica: falta de coordenação entre os produtores de açúcar e etanol ; Setor necessita de uma governança articulada com o Estado; Modelo ATR, interesses mercadológicos; Planejamento na oferta da matéria-prima (cana); Tecnologias na produção: frente a heterogeneidade produtiva entre as regiões; Futuro incerto: usos alternativos e demanda internacional; Demanda externa por açúcar;

21 DINÂMICA DOS PREÇOS DO ETANOL Dinâmica: Garantia no fornecimento do etanol; Expansão da frota; Heterogeneidade tributária; Logística: centros coletores e distribuidoras; Postos bandeirados x bandeira branca (44%); Capacidade de armazenagem: (25 mil m³ hidratado, 20 dias)- necessidade por investimentos; Cálculo dos preços médios do etanol pela ANP: feito por amostragem, não pela população e não caracteriza a bandeira;

22 FORMAÇÃO DOS PREÇOS Proálcool (Araújo, 2006): o governo estabelecia um preço uniforme independentemente de sua distância; custos de fretes, custos com armazenagem eram ressarcidos às distribuidoras. Logística e tributos: Oneram opreçofinaldosprodutos. Preços do açúcar a vista.

23 RESULTADOS DISCUSSÕES ANÁLISES preço de revenda, apresenta maior média para região Norte, enquanto a menor média é observada nas regiões Centro- Oeste e Sudeste; Gráfico 7 - Preço de Revenda por região

24 RESULTADOS DISCUSSÕES ANÁLISES Gráfico 8 - Relação (preço etanol/preço gasolina) por região

25 RESULTADOS DISCUSSÕES ANÁLISES Modelo de regressão linear múltiplo: 1. coeficiente de determinação: 97%; 2. varíaveis explicativas: significativas para o modelo; Formação no Preço é influenciada: Preços da distribuidora; Preços do produtor; Custos de produção. A variável Frete seria mais viável significativamente ao modelo, se o número amostral fosse maior.

26 RESULTADOS DISCUSSÕES ANÁLISES Anova: 1- em média no ano de 2009, nenhuma região apresentou-se vantajosa abastecer etanol 2- as regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram vantagens. 3- a variável frete não apresenta significância, decorrente do tamanho amostral.

27 CONTRIBUIÇÕES CONSIDERAÇÕES - CONCLUSÕES Desregulamentação: configurou o setor; Composição do preço de revenda: preço pago à distribuidora, preço pago ao produtor e custos de produção. Contratos de exclusividades: impacta nos preços em postos bandeirados; Tecnologia flex fuel: elevação da demanda por etanol.

28 CONTRIBUIÇÕES CONSIDERAÇÕES - CONCLUSÕES Postos de revenda, os preços são constituídos: ICMS que é recolhido, pelo preço de aquisição da distribuidora, no qual já estão inclusos os impostos recolhidos pelas usinas e destilarias, o PIS e a Confins, e sua respectiva margem de lucro. Entressafra (jan. a mar.): há pouco bagaço de cana-de-açúcar para ser queimado e gerar energia elétrica e vapor (balanço térmico), para que se possa obter do etanol hidratado o etanol anidro. se houver contratos futuros de fornecimento a serem cumpridos com as refinarias (preço)

29 CONTRIBUIÇÕES CONSIDERAÇÕES - CONCLUSÕES Custos logísticos + tributos: oneram a cadeia e são repassados em forma de cascata para o consumidor final. Necessidade de um marco tributário específico para o etanol: respeitando as necessidades de equilíbrio fiscal e abastecimento do mercado interno. Preços médios (dados de análise): Fornecidos pela ANP, que utiliza terceiros para executá-lo, e vale-se de uma metodologia amostral e não relacional (separando postos bandeirados e bandeira branca ).

30 CONTRIBUIÇÕES CONSIDERAÇÕES - CONCLUSÕES Variáveis também quantitativas (além das 3 destacadas pelo modelo): impostos, produção de etanol hidratado, preço da gasolina C e nº de postos revendedores. Aspectos qualitativos: afetam a oferta e a demanda, tais como: diferenciação tributária do ICMS, fraudes, usos alternativos da matéria-prima cana-de-açúcar, regulamentos, expansão da produção, produtividade, solo e clima, sazonalidade e, até mesmo, interesses econômicos regionais. Da distribuição, desde a matéria-prima até o etanol hidratado: deve haver mecanismos de comercialização claros entre os agentes, que estabeleça um planejamento estratégico bem coordenado e integrado.

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