NOTAS EXPLICATIVAS AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE RORAIMA

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1 NOTAS EXPLICATIVAS AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE RORAIMA 1. CONTEXTO ORGANIZACIONAL O Tribunal de Contas é um órgão com autonomia orçamentária e financeira de auxílio ao Poder Legislativo no exercício do controle externo, fiscalizando os gastos públicos dos Poderes Executivo, Judiciário e do próprio Legislativo, ou a eles vinculados. A missão constitucional do Tribunal de Contas de Roraima, além do auxílio aos Poderes Legislativos Estadual e Municipais no exercício do controle externo, consiste efetivamente na fiscalização da boa aplicação dos recursos públicos, inclusive os atos e contratos e o acompanhamento da arrecadação da receita, dispondo, para tanto, de estrutura própria, autonomia financeira, orçamentária e patrimonial. A jurisdição do Tribunal de Contas abrange qualquer pessoa física, órgão ou entidade que arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda, bem como aqueles que derem causa à perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao erário. Os órgãos e entidades fiscalizados pelo TCE atualmente são: Administração Direta Estadual - órgãos da Administração Direta dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministério Público e os respectivos Fundos dos órgãos. Administração Direta Municipal - órgãos da Administração Direta dos municípios dos Poderes Executivo e Legislativo e respectivos Fundos Municipais. Administração Indireta Estadual - empresas e outros órgãos da Administração Indireta e Fundos Estaduais. Administração Indireta Municipal - empresas e outros órgãos da Administração Indireta Municipal.

2 2. DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE As Demonstrações Contábeis do Tribunal de Contas do Estado de Roraima levantadas em 31 de dezembro de 2014 comparativas com 2013 estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem a Lei nº 4.320/64, Lei Complementar nº 101/00, as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público NBCASP e o Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público MCASP. As informações contábeis geradas foram extraídas do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças FIPLAN, sistema este, gerido pela Coordenadoria Geral de Contabilidade Estadual subordinada à Secretaria de Estado da Fazenda de Roraima, conforme Decreto nº E, de 11/01/2011. Salientamos que o referido sistema durante o exercício de 2014, na busca de adequar-se a Nova Contabilidade Aplicada ao Setor Público, apresentou inconsistências decorrentes, em grande parte, do uso equivocado de equações contábeis, impossibilitando a geração de informações atualizadas, exatas e tempestivas, prejudicando o fiel cumprimento das leis e regulamentações, bem como o funcionamento eficiente dos procedimentos contábeis desta Corte de Contas. Em conformidade com a Nota Técnica nº 003/2015, da Coordenadoria Geral de Contabilidade da Estadual da Secretaria da Fazenda, esta Corte de Contas deixa de apresentar as seguintes demonstrações contábeis: Comparativo da Receita Orçada com a Arrecadada (anexo 10) Balanço Orçamentário (anexo 12), Balanço Financeiro (anexo 13), Balanço Patrimonial (anexo 14), Demonstração das Variações Patrimoniais (anexo 15), Demonstração da Dívida Flutuante (anexo 17), previstos no art. 101 Lei nº 4.320/64. As Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido, o Fluxo de Caixa e as Demonstrações do Resultado Econômico não fazem parte das presentes demonstrações porque sua exigibilidade está prevista para o exercício de 2015, conforme art. 1º da Portaria nº 733, de 26/12/2014/STN.

3 3. PRINCIPAIS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS 3.1 CRITÉRIOS DE MENSURAÇÃO DE ATIVOS Os ativos estão avaliados pelo custo de aquisição, não tendo sido adotado para o Balanço de 2014 critérios de reavaliação a valor justo ou valor de mercado Caixa e Equivalentes de Caixa Estão representados por: Banco e Aplicações Financeiras de liquidez imediata com baixo risco de variação no valor, sendo demonstrados pelo custo. Os caixas e equivalentes de caixa são classificados como ativos financeiros mensurados a valor justo e seus rendimentos auferidos são transferidos para o Fundo de Modernização do Tribunal de Contas Demais Créditos e Valores a Curto Prazo Em referência aos Adiantamentos Concedidos a Pessoal e a terceiros, a Divisão de Contabilidade, adotou procedimentos para o acompanhamento dos valores, ora registrados nas contas de controle específico no FIPLAN. Tais procedimentos consistem na análise dos valores pendentes de baixa no referido sistema, através de relatórios contendo os dados da concessão desses recursos e, quando necessário, as providências de mister em observância às normas legais para este feito. Os adiantamentos são constituídos, principalmente, por valores a receber de servidores cedidos aos órgãos públicos, sem ônus para esta Corte de Contas Estoques O Estoque é avaliado pelo preço médio das unidades compradas, em conformidade com o art. 106, III, da Lei nº 4.320/64.

4 3.2 CRITÉRIOS DE DEPRECIAÇÃO Para o exercício de 2014 não foram realizadas depreciações no ativo imobilizado, porque o sistema informatizado denominado SISPAT Sistema de Controle Patrimonial, desenvolvidos por técnicos desta Corte de Contas, está em fase de implantação, com a finalidade de estabelecer uniformidade nos procedimentos de controle dos bens móveis e possibilitar os registros de depreciação Imobilizado Os valores dos Bens Móveis e Imóveis foram registrados pelos valores nominais atribuídos por ocasião de suas respectivas aquisições, conforme preceitua o artigo 106, II, da Lei nº 4320/64. No que tange ao controle dos bens móveis, o Tribunal de Contas do Estado de Roraima, através do Departamento Administrativo - DEPAD, mantém sistema de controle analítico dos bens, inclusive dos de terceiros sob a sua responsabilidade, por meio de sistema informatizado denominado SISPAT Sistema de Controle Patrimonial, optou-se por utilizar, a partir do exercício de 2014, esse sistema de controle analítico dos bens móveis para confrontar com os registros efetuados no FIPLAN. Ressalta-se, ainda, que o referido sistema está em fase de implantação, como já informado, com a finalidade de estabelecer uniformidade nos procedimentos de controle dos bens móveis a possibilidade dos registros de depreciação. Foi instituída a Comissão Inventariante, através da Portaria nº 869/2014, publicada no Diário Oficial do Estado nº 2356, de 05/09/2014, para promover, junto aos diversos setores desta Corte de Contas, o levantamento de bens patrimoniais, inclusive dos imóveis e de terceiros sob a sua responsabilidade, a fim de cadastrá-los no banco de dados do SISPAT. Vale ressaltar que a execução desse

5 trabalho foi feito pela Comissão inventariante e ocorreu durante o exercício de 2014, Após conclusão do referido levantamento e o envio dos relatórios pela Divisão de Material e Patrimônio - DIMAP para à Divisão de Contabilidade, a qual promoverá os ajustes contábeis no decorrer do exercício de 2015, no sistema FIPLAN. 3.3 CRITÉRIOS DE MENSURAÇÃO DO PASSIVO Os passivos financeiros são classificados pelo valor justo por meio do resultado ou como outros passivos financeiros. Outros passivos financeiros são inicialmente mensurados ao valor justo, líquido dos custos da transação. Os Restos a Pagar Não Processados foram inscritos com base nos saldos credores dos empenhos não liquidados em 31 de dezembro de 2014, registrados como despesas nos termos dos arts. 36 e 103, único, da Lei n.º 4.320/64 e ainda atendendo os preceitos do artigo 42 da Lei Complementar nº 101 de 04/05/2000. Os Restos a Pagar Processados correspondem aos demais saldos credores das Obrigações existentes em 31 de dezembro de 2014, com o respectivo suporte financeiro Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Curto Prazo Compreende as obrigações referentes a salários ou remunerações, bem como benefícios aos quais o servidor tenha direito, aposentadorias, reformas, pensões e encargos a pagar, benefícios assistenciais, com vencimento no curto prazo Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo Compreende as obrigações junto a fornecedores de mercadorias e outros materiais utilizados, bem como as obrigações decorrentes do fornecimento de utilidades e da prestação de serviços, todas as outras contas a pagar, com vencimento no curto prazo.

6 3.3.3 Demais Obrigações a Curto Prazo Os Depósitos e as Obrigações em Circulação foram avaliados pelo valor devido em 31/12/ Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Longo Prazo A Dívida Fundada Interna são encargos sociais a pagar e refere-se ao débito parcelado do IPERR no valor de R$ ,01 (trezentos e cinquenta e três mil, setecentos e setenta e quatro reais e um centavo), estão atualizados pelos índices da Taxa Selic e Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), conforme demonstrativos fornecidos pelo Ministério da Previdência Social e Secretaria Receita Federal, indicando o saldo em 31 de dezembro de IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO NOME: José edmilson do Nascimento Silva CRC/RR: /0-5 ENDEREÇO: Rua Agnelo Bittencourt, Centro CPF: RG: TELEFONE: Boa Vista-RR, 31 de dezembro de José Edmilson do Nascimento Silva Analista Administrativo Contador CRC nº RR /0-5

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