PROGRAMA VIDA PREVENÇÃO E TRATAMENTO AO USO E ABUSO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

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1 PROGRAMA VIDA PREVENÇÃO E TRATAMENTO AO USO E ABUSO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

2 JUSTIFICATIVA O uso de álcool e outras drogas é, atualmente, uma fonte te de preocupação mundial em todos os seguimentos da sociedade. Pode-se afirmar ser este um dos maiores problemas de saúde pública da nossa história. No Brasil, por exemplo, estima-se que o total das perdas decorrentes desta prática compromete cerca de 8% do PIB, isto equivale a, aproximadamente 30 bilhões de dólares. Na área empresarial a situação não é diferente estudos estatísticos revelam que o uso indevido e a dependência química do álcool e outras drogas constituem: 3% causa de faltas ao trabalho*; 8% causa de pedido de auxílio doença*; 40% dos acidentes de trabalho*. *Dados da OMS

3 JUSTIFICATIVA Diante desse quadro e ciente do seu papel social, a Vale entende como seu dever criar medidas preventivas e desenvolver procedimentos que contribuam para a resolução deste grave problema no seu âmbito de atuação

4 POLÍTICA A Vale, consciente de suas responsabilidades, preocupa-se com a segurança e com a qualidade de vida dos seus empregados e familiares. Por considerar a dependência química uma doença crônica progressiva, potencialmente fatal, estabelece a seguinte política: O dependente químico deve ser tratado como doente e, portanto, terá assegurado o direito ao tratamento e recuperação de forma ética e sigilosa, com o objetivo de reintegrá-lo; A adesão do empregado ao programa não prejudica sua segurança no emprego, mas em nenhum momento isenta o empregado de arcar com suas atitudes e responda administrativamente por elas;

5 DIRETRIZES O empregado deve desejar tratar-se; Deve manter a abstinência total de qualquer substância psico-ativa (álcool, drogas e medicamentos); Deve respeitar a programação planejada e cooperar com o tratamento e póstratamento. Participar ativamente de todas as atividades propostas pela equipe coordenadora do programa; Durante o período de internação o empregado será testado sempre que retornar à clínica, após as saídas autorizadas ou quando a equipe de tratamento achar necessário;

6 DIRETRIZES A família do empregado se compromete a participar de todo processo de recuperação, conforme orientações da equipe coordenadora; O empregado, participante do programa, se compromete em manter a confidencialidade e a privacidade de seus colegas de tratamento; No período de pós-tratamento o empregado passará por avaliações médicas e exames de testagem aleatória; Uma falta injustificada, aos atendimentos e atividades, marcados, gera avaliação para permanência no programa;

7 DIRETRIZES Em caso de recaída a permanência do empregado, no programa é avaliada pela equipe; O desligamento do empregado do Programa Vida será comunicado à equipe médica da Vale e chefia imediata do empregado; A adesão ao Programa Vida, em nenhum momento isenta o empregado de arcar com suas atitudes e responda administrativamente por elas; É proibido o uso, porte, distribuição, transporte e venda de álcool e outras drogas nas dependências, prédios e veículos da Vale;

8 DIRETRIZES O empregado que participar do Programa Vida não deverá sofrer qualquer constrangimento ou discriminação no ambiente de trabalho; O gestor se compromete a participar da identificação, abordagem e acompanhamento do tratamento dos dependentes químicos e sempre que solicitado pela coordenação do programa.

9 OBJETIVO GERAL Promover a saúde, a segurança e a qualidade de vida dos empregados e familiares da Vale em todos os níveis.

10 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Desenvolver ações educativas e de sensibilização, para os empregados e familiares; Capacitar os gestores para identificação e encaminhamento do dependente químico; Reduzir a incidência e prevalência do uso, abuso e dependência de substâncias químicas dos empregados e familiares; Reduzir a probabilidade de gastos com acidentes, absenteísmo e assistência médica relacionados com a dependência química.

11 Inicio Programa Vida Fase I. Unidade de Saúde, empregado, gestor ou familiares encaminham a demanda para o Serviço Social. Serviço Social realiza diagnóstico social e levanta todos os dados pertinentes ao caso. Serviço Social discute os dados colhidos com o gestor e Medicina do Trabalho. Não Indicação para tratamento? Serviço Social encaminha parecer social para o Gestor. Sim Serviço Social realiza visita domiciliar, juntamente com a Supervisão, a fim de estabelecer proposta de tratamento. Proposta aceita? Sim Não Serviço Social encaminha parecer social para o gestor. Serviço Social encaminha o empregado para avaliação médica na rede credenciada Serviço Social, empregado, familiares e clínica discutem a proposta de tratamento. Proposta aceita? Sim Não Serviço Social acompanha o tratamento e providencia a assinatura do Termo de Adesão. Comunica área médica e a supervisão do empregado Fim

12 Programa Vida Fase II Inicio Empregado recebe alta da clínica e também do INSS Serviço Social realiza reunião com a área do empregado para informar a respeito do seu retorno ao trabalho Serviço Social agenda e acompanha consulta de retorno ao trabalho na UO Empregado possui restrição? Sim Medico do Trabalho solicita mudança de função temporária Não Serviço Social estabelece com a UO a periodicidade dos exames de testagem e o fluxo de informações dos resultados. Serviço Social acompanha juntamente com a supervisão o desempenho do empregado na área Serviço Social acompanha o tratamento do empregado e também dos co- dependentes (familiares) na Clínica. Fim

13 Resultados do Programa Vida Empregados Números totais do Programa Vida Em tratamento Desligados Total Dados de: 2006 e 2008

14 Resultados do Programa Vida Números totais em % 33% 67% Em tratamento Desligados Dados de: 2006 e 2008

15 Resultados do Programa Vida Tempo de Abstinência Empregados Até 6 meses De 6 a 12 meses De 12 a 24 meses Acima 24 meses Dados de: 2006 e 2008

16 Obrigado! Dr. Mário Marco Valério Magalhães Vale Diretoria de Ferrosos Sul

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