PRODUÇÃO ENXUTA. Eng. Liane Freitas, MsC.

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1 PRODUÇÃO ENXUTA Eng. Liane Freitas, MsC.

2 O que será visto neste capítulo? 1 O significado a filosofia JIT 2 O JIT versus a prática tradicional 3 As técnicas JIT de gestão 4 As técnicas JIT de planejamento e controle

3 O que é JIT? Manufatura de fluxo contínuo? Manufatura de valor agregado? Estoque zero? Desperdício zero? Manufatura enxuta? Manufatura flexível? TQC? TPM?

4 O que é JIT? 1. Filosofia de manufatura? 2. Conjunto de técnicas de gestão? 3. Os dois???

5 O que é JIT? O Just in Time (JIT) é uma metodologia (filosofia + técnicas) disciplinada, que objetiva aprimorar continuamente (kaizen) a produtividade global através da minimização dos desperdícios. O JIT visa uma produção eficaz em termos de custos, qualidade, flexibilidade, confiabilidade e velocidade.

6 O que é JIT? A filosofia JIT surgiu no Japão na década de 1960 através de Taiichi Ohno e Shigeo Shingo. Já a partir de 1980 as técnicas desenvolvidas pelos dois engenheiros na Toyota Motor Company foi disseminada e americanizada ganhando a denominação Just in time.

7 JIT versus gestão tradicional Abordagem tradicional do fluxo produtivo Estágio A Estoque amortecedor Estágio B Estoque amortecedor Estágio C Abordagem JIT do fluxo produtivo Estágio A Estágio B Pedidos Pedidos Estágio C Entregas Entregas

8 JIT versus gestão tradicional Abordagem tradicional do fluxo produtivo Foco na alta utilização de capacidade Mais produção em cada estágio Alto estoque representa menores exposição dos problemas Produção extra forma estoque devido a contínuas paradas nos estágios

9 JIT versus gestão tradicional Abordagem JIT do fluxo produtivo Melhoria contínua Foco na produção apenas quando necessário Menor utilização da capacidade Baixo estoque facilita a exposição dos problemas Sem excesso de produção para formação de estoque

10 O que é JIT? O JIT COMO FILOSOFIA DE MANUFATURA Eliminação dos desperdícios Envolvimento de todos Aprimoramento contínuo GESTÃO DA PRODUÇÃO MÉTODO DE PCP Práticas básicas de trabalho Programação puxada Projeto para manufatura Controle Kanban Foco na produção Programação nivelada Máquinas pequenas e simples Modelos mesclados TPM Sincronização TQC Redução de setup Acompanhamento de processo Fornecimento JIT

11 O que é JIT? O JIT COMO FILOSOFIA DE MANUFATURA ELIMINAÇÃO DOS DESPERDÍCIOS 1. Perdas por superprodução ESTOQUE CAPITAL IMPATADO 2. Perda por espera FILAS PERDA DE CAPACIDADE 3. Perda por transporte PROBLEMAS DE LAYOUT 4. Perda por processamento PRODUTOS MUTIO COMPLEXOS ANALISE DO VALOR 5. Perda por estoque 6. Perda por movimentação ECONOMIA DE MOVIMENTOS 7. Perda por produtos defeituosos PRODUTOS DE 2 QUALIDADE, REFUGOS OU RETRABALHO

12 O que é JIT? O JIT COMO FILOSOFIA DE MANUFATURA ENVOLVIMENTO DE TODOS Disciplina e padrões Flexibilidade de práticas de trabalho Igualdade de condições Práticas básicas de trabalho Criatividade Qualidade de vida no trabalho Desenvolvimento pessoal Autonomia para intervir

13 O que é JIT? O JIT COMO FILOSOFIA DE MANUFATURA Aprimoramento contínuo

14 O que é JIT? AS CARACTERÍSTICAS DO JIT QUANTIDADES: Ritmo regular de produção Entregas pequenas e freqüentes Contratos e relações de parcerias de longo prazo Quantidades de entrega variam conforme a necessidade da demanda Fornecedores estimulados a fazer quantidade exatas e reduzir o tamanho dos lotes produzidos Menor necessidade de inspeção, dado ao foco de controle do processo Rápida descoberta dos defeitos Rápida correção dos defeitos Melhor qualidade das peças compradas

15 O que é JIT? AS CARACTERÍSTICAS DO JIT QUALIDADE Especificações mínimas Fornecedores auxiliados a cumprir as exigências relativas à qualidade Relações estritas entre equipes de Controle de qualidade do comprador e do fornecedor Fornecedores estimulados a utilizar controle do processo ao invés de inspeção ou amostragem Adoção do TQC

16 O que é JIT? AS CARACTERÍSTICAS DO JIT FORNECEDORES Poucos fornecedores e estes próximos Emprego ativo da análise do valor para capacitar os fornecedores a ter preço competitivo Grupos de fornecedores distantes Contratos repetidos com os mesmos fornecedores Oposição da fábrica à integração vertical e à extinção dos negócios com o fornecedor Fornecedores estimulados a praticar compras JIT junto aos seus fornecedores

17 O que é JIT? AS CARACTERÍSTICAS DO JIT EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA Poucas licitações e pouco apressamento das ordens de compra e de produção Poucos fornecedores menor complexidade da gestão de compras Minimização da burocracia e da quantidade de papéis Simplificação da contabilização das peças recebidas devido ao emprego de containeres padronizados Menor ocorrência de incêndios na produção O controle da produção pode e deve ser realizados pelos próprios colaboradores

18 O que é JIT? AS CARACTERÍSTICAS DO JIT PRODUTIVIDADE Maior produtividade financeira minimização dos custos pela redução dos desperdícios Maior flexibilidade do processo redução dos estoques e lotes unitários Maior confiabilidade do processo TPM Maior qualidade - TQC e controle do processo Redução de inspeções e retrabalhos

19 PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO

20 Programação empurrada ou puxada? Programação empurrada As ordens de produção são liberadas para o INÍCIO do processo, e seguem o fluxo produtivo da montante ate a jusante. Programação puxada As ordens de produção são liberadas para o FIM do processo, e seguem o fluxo produtivo da jusante ate a montante.

21 Programação empurrada ou puxada? Programação empurrada Ordens de produção OP s PCP Plano mestre de produção Previsão de demanda Pedido em carteira Estágio A Estoque amortecedor Estágio B Estoque amortecedor Estágio C OP s OP s OP s OP s

22 Programação empurrada ou puxada? Programação puxada PCP Plano mestre de produção Ordens de produção OP s Previsão de demanda Pedido em carteira Estágio A Estágio B Estágio C OP s OP s

23 Programação empurrada ou puxada? O Sistema de Produção Puxada é o modelo de organização industrial que visa otimizar o fluxo de material pela minimização de estoques de processo.

24 Programação empurrada ou puxada?

25 Programação empurrada ou puxada? A produção é puxada pela demanda!! Resposta. Programação puxada ou empurrada A produção só inicia a partir de um pedido firme!! Resposta. Programação puxada ou empurrada A programação da produção é acionada por Kanban!! Resposta. Programação puxada ou empurrada

26 Controle produção Processo Fornecedor A B C D Produção A Produção B Produção C Produção D Retirada A A Produção A Retirada B Retirada C Processo Cliente B Produção B C Retirada D D Produção D

27 Controle produção Processo Fornecedor A B C Produção A Produção B Produção C D Produção D Produção C Retirada A Retirada B Retirada C Retirada D Processo Cliente A B D

28 Controle produção A Produção A Processo Fornecedor B C Produção B Produção C Retirada C D Produção D Retirada A Retirada B Processo Cliente A B Retirada D D

29 Controle produção Produção C Processo Fornecedor A B Produção A Produção B D Produção D Retirada A A Retirada C C Retirada B Processo Cliente B Retirada D D

30 Controle produção Produção C A Produção A Processo Fornecedor B Produção B Retirada A A D Produção D Retirada C Retirada B C Processo Cliente B Retirada D D

31 Objetivos do Kanban 1. Controle e manutenção do fluxo contínuo de produção. 2. Eliminação das perdas. 3. Reposição baseada no consumo/demanda. 4. Controle visual do fluxo ao longo da cadeia de valor.

32 Programação nivelada - Heijunka Sabendo-se que... Pedido do ProdA = LEPA=600 Pedido do ProdB = LEPA=200 Pedido do ProdC = LEPA=200 Capacidade diária é igual a 250 unidades. Os tempos de produção são iguais. PROGRAME A PRODUÇÃO MENSAL, CONSIDERANDO 20 DIAS DE TRABALHO. 250 A 250 A 100 A B 50 B B 250 A 250 A 100 A B 50 B B 250 A 250 A 100 A B 50 B B A 200 B 200 C 600 A 200 B 200 C 600 A 200 B 200 C

33 Programação nivelada - Heijunka Sabendo-se que... Pedido do ProdA = LEPA=150 Pedido do ProdB = LEPA=50 Pedido do ProdC = LEPA=50 Capacidade diária é igual a 250 unidades. Os tempos de produção são iguais. PROGRAME A PRODUÇÃO MENSAL, CONSIDERANDO 20 DIAS DE TRABALHO. 150 A + 50 B + 50 C 150 A + 50 B + 50 C 150 A + 50 B + 50 C 150 A + 50 B + 50 C 150 A + 50 B + 50 C 150 A + 50 B + 50 C A 50 B 50 C 150 A 50 B 50 C 150 A 50 B 50 C 150 A 50 B 50 C 150 A 50 B 50 C 150 A 50 B 50 C

34 MELHORIA DO PROCESSO

35 Elementos Constituintes do Processo SÍMBOLO ATIVIDADE PROCESSAMENTO TRANSPORTE INSPEÇÃO ESPERA ESTOCAGEM

36 Elementos Constituintes do Processo PROCESSAMENTO Qualquer transformação realizada sobre o material Uma mudança física no material ou na sua qualidade (montagem ou desmontagem) EXEMPLOS: Peças sendo torneadas; barras sendo cortadas

37 Elementos Constituintes do Processo TRANSPORTE Movimento de materiais ou produtos; mudança nas suas posições EXEMPLOS: O material é levado em esteiras para os silos; o pallet é levado para o almoxarifado pela empilhadeira

38 Elementos Constituintes do Processo INSPEÇÃO É caracterizada por uma verificação de uma variável ou de um atributo do material. Comparação com um padrão estabelecido EXEMPLOS: Peças medidas, comparação de cores

39 Elementos Constituintes do Processo ESPERAS Período de tempo em que não acontece nenhum processamento, inspeção ou transporte Espera de Processo um lote inteiro aguarda para ser processado Espera de Lote o tempo que as peças de um lote aguardam enquanto são processadas as outras do lote

40 Elementos Constituintes do Processo ESTOCAGEM Material é colocado (guardado) em local previamente definido. Diferentemente da espera, a armazenagem é prevista, e ocorre mediante controle EXEMPLOS: O material permanece em silos; os pallets são armazenados no almoxarifado.

41 Elementos Constituintes da Operação OPERAÇÕES DE SETUP OPERAÇÕES PRINCIPAIS FOLGAS MARGINAIS PROCESSAMENTO TRANSPORTE INSPEÇÃO ESTOCAGEM

42 Processo e Operação: Diferenças PROCESSO Algodão é desencaroçado Peças empilhadas são levadas ao almoxarifado Peças inspecionadas nas dimensões Após a montagem, as peças são armazenadas OPERAÇÃO Máquina X efetua a retirada do caroço do algodão Empilhadeira transporta pallet ao almoxarifado Verifica dimensões das peças com paquímetro A armazenagem realizada por endereços

43 Melhoria do Processo Modos de Melhorar o Processo Engenharia de Valor Como esse produto pode ser redesenhado para manter a qualidade e reduzir os custos de fabricação? Melhorar os Métodos de Fabricação Como a fabricação deste produto pode ser melhorada?

44 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Julgamento e Informativa - simplesmente distingue produtos defeituosos e de nãodefeituosos. Exemplo: DEFEITO Pares Peça Fora do Padrão Etiqueta Rachada Etiqueta Descolada Defeitos 0 0

45 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Julgamento e Informativa A inspeção julgativa descobre os defeitos, enquanto a inspeção informativa faz com que seja reduzida a ocorrência de defeitos

46 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Amostragem vs. Inspeção 100% A amostragem é provavelmente o método mais racional de inspeção, mas ela não garante a qualidade Devem ser buscados meios tão racionais quanto a amostragem, contanto que possam garantir a qualidade com a mesma perfeição de uma inspeção 100%

47 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Cartas de Controle de Qualidade - são importantes ferramentas de controle estatístico. Entretanto possuem alguns inconvenientes: - Não é necessariamente inspeção preventiva - O feedback pode depender de burocracia - Só pode ser utilizada quando existe um σ é admitido - Não é eficaz para defeitos eventuais

48 Melhoria do Processo INSPEÇÃO CONCLUSÃO: A qualidade pode ser garantida de um modo aceitável apenas quando estiver incorporada ao processo e quando a inspeção proporcionar feedback imediato e preciso da fonte dos defeitos.

49 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Tipos de Inspeção Informativa Auto-inspeção o operador inspeciona os produtos que ele mesmo processa. Inconvenientes: - Operador ser condescendente consigo mesmo; - Cometer erros de inspeção involuntariamente

50 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Tipos de Inspeção Informativa Inspeção sucessiva o operador inspeciona os produtos que passaram pela operação anterior, antes de eles próprios o utilizarem como matéria-prima

51 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Tipos de Inspeção Informativa Auto-inspeção Reforçada consiste na inspeção reforçada com o uso de dispositivos que automaticamente detectam defeitos ou erros Surgimento do Poka-yoke

52 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Métodos de Inspeção Poka-yoke A inspeção sucessiva, auto-inspeção e inspeção na fonte é possibilitada pelo poka-yoke (inspeção 100%) Cabe destacar que o poka-yoke não constitui em si um método de inspeção, mas a forma de operacionalizá-lo

53 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Funções de Regulagem do Poka-yoke Controle a máquina ou a linha param, de forma que o problema seja corrigido. (Defeitos freqüentes ou de correção impossível) Advertência um alarme soa, ou luz sinaliza, visando alertar o operador. (Defeitos com baixa freqüência e com possibilidade de correção)

54 Melhoria do Processo INSPEÇÃO Tipos de Poka-yoke de Controle Método de Contato identifica defeitos em virtude da existência ou não de contato entre o dispositivo (forma_ Método de Conjunto determina se um nº de atividades são executadas Método das Etapas determina se são seguidos os estágios ou operações de determinado procedimento

55 Melhoria do Processo INSPEÇÃO

56 Melhoria do Processo TRANSPORTE A automatização do transporte (empilhadeiras, correias, etc.) é a melhoria da operação transporte A automação transfere os custos de transporte da MOD para as máquinas Melhorias reais consistem na eliminação da função transporte tanto quanto possível Aprimoramento de layouts, depois as operações

57 Melhoria do Processo ESPERAS Causa: fluxo desbalanceado entre processos Solução: Balanceamento da quantidade Sincronização

58 Melhoria do Processo ESPERAS Causa: Estoques de amortecimento amortecer quebra de uma máquina ou a geração de refugos Solução: Redução das quebras e dos com defeito Redução dos tempos de setup

59 Melhoria do Processo ESPERAS Causa: Produção além da necessária por medida de segurança Solução: Eliminação de atrasos de entrega Eliminação de erros de programação Estimar as necessidades de buffers contra quebras e defeitos

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