SUMÁRIO 1. AULA 11 PROJETOS DE REDES COM CABEAMENTO ESTRUTURADO... 2

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1 SUMÁRIO 1. AULA 11 PROJETOS DE REDES COM CABEAMENTO ESTRUTURADO Introdução Levantamento Geral de Informações Entrevista com o Cliente Separação de Assuntos para Anteprojeto Redes com Cabeamento Estruturado Parte 1: Projeto Lógico Metodologia de Trabalho Cronograma de Obras Planta de Layout Geral (Planta Geral de Locação) Plantas de Detalhes Memorial Descritivo de Instalação Memorial Descritivo de Construção e Montagens Mapas e Manuais de Operação Planilhas Orçamentárias Memorial Descritivo de Segurança Planta do Active Directory Montagem do Book do Projeto e CD Redes com Cabeamento Estruturado Parte 2: Projeto Físico Locação da Obra Construção Testes Entrega do Projeto... 10

2 2 1. AULA 11 PROJETOS DE REDES COM CABEAMENTO ESTRUTURADO 1.1 Introdução Nesta parte iremos colocar em prova tudo o que aprendemos ao longo da nossa caminhada. É claro que será num universo bem menor do que a realidade, é como se fosse um guia, uma orientação básica de como começar a pensar em projetar uma rede. Os mais afobados perguntariam: Por que é preciso projetar? Com tudo o que aprendemos, não seria mais rápido mandar o cliente comprar os computadores, esticar os cabos, conectar, ligar e pronto? Já estaria funcionando bem, no máximo, cai um pouco a conexão, a rede trava mais ou menos, ou de vez em quando solta o cabo do switch. É só ir até lá embaixo, procurar no bolo de cabos e conectar. Ah, e não se esqueça de colocar o esparadrapo que prende o conector do cabo. Observando a situação descrita digna de risos, concluímos que há total falta de projeto e por que não, conhecimento do assunto. Sei que o fator financeiro é vital para o sucesso ou fracasso de um projeto, mas mesmo assim, precisamos garantir uma funcionalidade mínima, pelo menos. Um projeto, por mais simples que seja, pode detectar erros que só seriam descobertos na prática. Às vezes contornáveis, outras não. Pode dar uma dimensão bem aproximada do custo final da obra porque se pode trabalhar com valores já presumidos do orçamento final, tanto para compra de material como pagamento de ajudantes. O cliente também pode ver nas plantas como vai ficar o seu empreendimento e sugerir mudanças antes da construção, porque se ficar para depois, talvez não seja mais possível. Para o analista, o projeto resolve questões de padrões para ligação de cabos, topologias e instalação física, além de possíveis dúvidas. A nível de software, por exemplo, pode usar uma planta para explicar a estrutura da árvore de domínios e usuários do Active Directory, configuração de firewall, políticas de segurança externa e backup, entre outras. Enfim, um projeto é isso. O nível de detalhamento será de acordo com o tipo de situação real ou imaginária que se pretende modelar. O que segue agora são ações básicas que o analista deve tomar do início ao fim para projetar. Um projeto não será desenvolvido aqui nesta parte, mas as informações dos textos que virão são fundamentais para o Projeto Final de Redes, que deverá ser feito por vocês e apresentado em sala. Para direcionar aqueles que não sabem como começar, farei um projeto-piloto de exemplo e deixarei disponível no site.

3 3 1.2 Levantamento Geral de Informações Entrevista com o Cliente Esta, sem dúvida, é a parte mais importante de todo o projeto. Aqui você tem a ideia da dimensão do desejo do cliente, e a sua avaliação se é viável ou não. É a fase do dizer sim ou não, ou pelo menos, avaliar os casos que o cliente expõe. A fase da entrevista visa primeiro, quebrar o clima de distância entre o analista e o cliente. Como são geralmente pessoas que não se conhecem, é preciso que ambas entendam o que estão se dispondo a fazer. O cliente, como a parte contratante que quer o problema resolvido dentro de um prazo e o analista, como contratado que se compromete a resolver o problema do cliente dentro do prazo estabelecido. É, também, uma fase que vai e volta, por que mesmo que o analista tenha se preparado para a entrevista, o cliente não. Não se admire se o cliente ligar para você dizendo que pretende cortar alguma parte, ou até mesmo incluir algo. Portanto, se firmar o contrato, é recomendável não iniciar imediatamente o projeto após o fim de uma entrevista inicial. Espere passar alguns dias, e você provavelmente terá uma surpresa. Como temos muitas perguntas para o cliente, é conveniente separá-las por assunto, assim é mais fácil e não se corre o risco de esquecer alguma. Agora, não é perguntar qualquer coisa sem sentido. Elas devem direcionar o cliente a responder o que você quer como forma de facilitá-lo a satisfazer a vontade do cliente e a sua parte técnica. Não se esqueça de que você pensa como analista, e o cliente como que não entende nada. Às vezes tem coisas que não se pode fazer por causa do orçamento ou de algum equipamento, mas o cliente não entende e insiste no assunto. Ele precisa perceber que você é o profissional adequado para o seu caso e que está focado na resolução do seu problema.

4 4 Como guia inicial, poderíamos usar as perguntas básicas abaixo: 1. Qual o objetivo do projeto? 2. Quem é o público-alvo? Qual o seu perfil? 3. Qual é a locação do estabelecimento? 4. Quais os serviços que pretende oferecer? 5. O que deve priorizar o projeto? Velocidade ou qualidade? 6. Possui algum equipamento que pretende utilizar? Qual? 7. Quais os recursos modernos que planeja implantar? 8. Qual a ideia inicial de investimento? 9. Qual o prazo estimado para inaugurar o projeto? 10. Qual o intervalo para manutenção de equipamentos? Transmite ao analista informações sobre a ideia inicial do projeto, tipo de público que se quer atingir e se o local é adequado para esse tipo de atividade. Informa quais os recursos técnicos que terão que ser adquiridos ou priorizados. Essa parte pode influir no custo total do projeto se o cliente dispor de material adequado, conforme avaliação do analista. Praticamente tudo depende do investimento. Essa é uma parte delicada da entrevista porque dependendo das respostas, cabe ao analista direcionar o cliente para a realidade de um sucesso ou fracasso. É razoável presumir que o analista que projetou tudo também poderá fazer as tarefas periódicas de manutenção geral, contudo isso não é uma regra. Cabe esclarecer ao cliente que o valor da mão de obra paga no projeto inclui um período (a ser combinado) de garantia de serviço, mas ao seu término, deverão ser discutidos outros valores. Poderíamos ter outras perguntas, conforme a situação real nos permite. Mas o que está acima é o cerne, o principal, o que não pode ser esquecido de perguntar. No desenrolar das respostas, já é possível prever se o que vai sai dali é um projeto novinho em folha ou apenas curiosidade do cliente, que está somente tomando o seu tempo e não vai fazer nada. Mas não podemos ser pessimistas em tudo, e vamos imaginar que fechamos o contrato. Ainda assim, não podemos desprezar a fase da entrevista porque sempre tem alguns detalhes que não ficaram muito claros ou que foram esquecidos de perguntar. Agora, entra em cena outra fase, a de reconhecimento do local. É altamente recomendável fazer uma visita para se ter uma ideia do espaço e ouvir o que o cliente quer. Ele com certeza irá aumentar as coisas que já foram ditas, completamente empolgado e sem nenhuma lógica. Mas quanto ao analista, a visão é diferente, crítica, analítica. Observa tudo, vê tudo e analisa, analisa e analisa. Ao sair do local, a sua cabeça já estará fervilhando de possibilidades ou limitações.

5 Separação de Assuntos para Anteprojeto Aqui eu diria que nasce o projeto, ou pelo menos, o que vai ser definido para ser escrito. Quando se separa os assuntos que irão ser incluídos no projeto, as ideias fluem com mais naturalidade e numa sequencia lógica e adequada. Não é necessário ficar matutando sobre o que vai escrever, o que vai abordar agora, etc. Utilizo dessa técnica há muito tempo e sempre alcancei os objetivos finais com meus textos para projetos. Como essa é a fase preliminar do Projeto Lógico, pode-se organizar os assuntos como se fosse um índice. Na verdade, esse índice irá compor o projeto final, mas agora ele não tem corpo, é só um esqueleto que te guiará sobre os assuntos que precisa comentar. O Anteprojeto é só isso, esqueleto do projeto final, só um índice, não precisa nem ser mencionado no projeto. Muita atenção se deve a essa montagem, devem ser feitas várias revisões até que tudo esteja em ordem. De preferência, só parta para o projeto propriamente dito quando fechar todas as possibilidades de revisão no índice. É isso aí! O Anteprojeto está pronto, e podemos partir para a produção de textos para preencher o esqueleto. É agora que a brincadeira começa a ficar interessante. Com o anteprojeto pronto, temos que reunir informações. Entra agora o seu espírito investigativo: use e abuse da Internet, livros técnicos, sites de autoridades no assunto, revistas, blogs, jornais, fóruns, apostilas, enfim, tudo que for fonte de informação útil e correta podem ser usados. Algumas fontes de pesquisa, geralmente apostilas, liberam o uso por terceiros sem cobrança mediante a simples menção da fonte, portanto, não pode se esquecer de mencioná-los ao fim do projeto, com os links e tudo mais. A bibliografia é fundamental, não pode faltar. Consulte as normas técnicas da ABNT NBR para saber como montar uma bibliografia correta.

6 6 1.3 Redes com Cabeamento Estruturado Parte 1: Projeto Lógico Finalmente, chegou a hora tão esperada. O nosso projeto vai nascer, pelo menos na teoria. Antes de pensarmos nas coisas que iremos precisar, devo esclarecer uma coisa: os documentos que irei mencionar daqui em diante, embora possa soar como pertencentes ao mundo da engenharia e não da informática e muitos deles ninguém ouviu falar, devem ser produzidos de forma livre, sem cópias de modelos próprios de engenharia, mesmo porque ninguém aqui é engenheiro e o campo de ação é completamente diferente, mas assemelha-se em alguns momentos. Como são necessários para uma total compreensão do projeto, então vou adaptá-los ao máximo os modelos que possuo para que fique tudo mais fácil. Quanto à produção dos textos para os documentos, essa sem dúvida será a parte mais exaustiva, porque simplesmente temos que pensar em tudo, tudo mesmo. E ainda assim ficaremos na dúvida se não faltou algo. Portanto, relaxe e tome um café, porque nossos neurônios vão precisar. Não importa a quantidade de assuntos, temos duas categorias bem distintas: hardware e software. Tudo que já foi explicado, mostrado, tanto em módulos anteriores como neste, serão postos à prova aqui. Não estou dramatizando, mas é assim mesmo. O anteprojeto vai te direcionar no que você vai ter que fazer, mas não vai resolver nada por si. Se você não souber onde encaixar, como juntar o conhecimento teórico estudado com o prático exercitado, terá dificuldades. Fica aqui a dica: se tiver dúvidas em algum ponto antigo, é bom dar uma relembrada e como eu já disse antes, sempre estarei no meu site para responder seus questionamentos. Muita atenção agora nas páginas seguintes porque começa efetivamente o estudo do projeto. Na verdade, precisaríamos de muito mais documentos do que eu irei mostrar, mas ficaria algo muito trabalhoso e estressante. Como documentos principais, produziremos cronogramas de obras, plantas de detalhes de conexões elétricas, tubulações e aterramento, plantas de locação de obra, memoriais descritivos de instalações, memoriais descritivos de construção e montagens, mapa de operação da rede, planilhas de quantidades e custos de material, memorial de políticas de segurança da rede e planta da árvore dos usuários do Active Directory. Quanto a esses itens, todos serão explicados e detalhados nos documentos que serão produzidos.

7 7 Podemos dividir um projeto de redes usando cabeamento estruturado em duas partes bem definidas: 1. Projeto Lógico: Documentação textual (planilhas, cronogramas, manual de operação, descritivos em geral); Plantas (diagramas, desenhos padrão, visão geral e detalhada das ligações); 2. Projeto Físico: Fase de Construção (montagem de cabos, passagem de dutos, montagem de PCs, Racks, switches e outros); Fase de Testes (configuração do sistema servidor / cliente, conexões dos cabos, carga de rede). Algumas partes podem ser acrescentadas e outras suprimidas conforme a situação real. Mostrarei agora uma breve descrição sobre as partes a serem documentadas: Metodologia de Trabalho A metodologia não é muito complicada, apenas separe os assuntos por prioridade. O que é crítico tem que ser feito antes do protelável. Para isso, a organização é um fator importante. Por exemplo, para montar a rede devem ser instalados os dutos e passados os cabos, ao passo que os PCs podem ser montados depois. Se for montá-los antes, se perderá um tempo precioso e poderá haver atraso no cronograma. Seguindo essa regra, as chances de ocorrer esquecimentos de fases importantes serão bastante reduzidas Cronograma de Obras Esse é um fator importantíssimo, não pode nem pensar em deixá-lo de fora. Ele é que vai dar a direção necessária ao total cumprimento das fases de criação, implementação e implantação da obra. Possibilita também ao cliente ter uma dimensão geral do que já foi, do que está sendo e o que será feito no projeto. Ainda pode detectar possíveis atrasos não planejados, mas toleráveis, fazendo com que o cliente possa remanejar, se for possível, alguns compromissos para se adequar à nova situação Planta de Layout Geral (Planta Geral de Locação) É uma planta que mostrará num plano geral onde será o local (ou locação) da obra, além de mostrar onde serão instalados os dutos, parte elétrica e aterramento, computadores, usuários e o que mais for fisicamente instalado. Por ser uma planta que mostra tudo de uma vez, devem ser feitas plantas separadas para cada assunto com o objetivo de explicar melhor cada parte Plantas de Detalhes Complementando o item anterior, são as plantas onde poderemos ver com mais clareza os desenhos. A planta geral mostra onde fica localizado, mas as de detalhes, vistas e cortes mostram as cotas (medidas) das partes do desenho. Sempre devem fazer referência à planta principal, mas como devem mostrar os detalhes, podem ser desenhadas em tamanho maior do que indicada na planta geral.

8 Memorial Descritivo de Instalação O Memorial Descritivo de Instalação é um documento de texto, devidamente formatado, que descreve como deve ser o procedimento adotado para instalar os materiais, qual a sequência de eventos, equipamentos de segurança, ferramentas, etc Memorial Descritivo de Construção e Montagens O Memorial Descritivo de Construção e Montagens organiza como deve ser feita a montagem. É ele que praticamente dita a ordem de trabalho do Projeto Físico. Cronologicamente, ele é o primeiro a ser usado por que naturamente se constrói, monta e só depois, se instala Mapas e Manuais de Operação Em se tratando de uma rede de computadores, o Mapa de Conexões da Rede vai atuar no sentido de explicar, através de desenhos, como e onde estão localizados os pontos de rede, PCs e servidor de maneira bem simplificada, de modo que qualquer um possa entender. Isso é necessário em redes dessa natureza porque facilita a manutenção pelo técnico ou analista. Pelo mapa ele pode localizar com mais rapidez o local a ser revisado. Preferencialmente, deve ficar fixado ao lado do rack principal ou próximo ao servidor. Quanto aos manuais, pode se restringir às formas de configuração do firewall, antivírus, roteadores e ações rotineiras do administrador Planilhas Orçamentárias São usadas para cotação de material que será usado em todo o projeto ou em parte dele. Devem conter todas as informações necessárias, inclusive opções de contato com o fornecedor. A atualização constante é necessária, principalmente se a moeda for estrangeira. Uma vez apresentada ao cliente e aprovada, deve-se providenciar logo a compra do material sob risco de reajuste Memorial Descritivo de Segurança Pode ser usado tanto para a segurança interna da rede quanto para a parte externa. Tem o objetivo de descrever as políticas que devem ser adotadas para backup de dados e prevenção contra invasão, seja pela Internet ou rede local. As ferramentas do servidor devem ser eficientes para descobrir as origens de ataques de dentro ou de fora da rede. Também pode descrever como os visitantes (não usuários) devem usar os computadores da rede. Opcionalmente, pode ser usada a planta do Active Directory modificada para mostrar somente as permissões Planta do Active Directory Como se fosse uma árvore genealógica, mostra a relação dos usuários com o núcleo do servidor. Pode ser usada como guia para configuração das permissões do domínio pai para o domínio filho. Para gerar essa planta, podem ser usados o Memorial de Segurança como referência para compor as permissões de grupos e o Mapa de Conexões de Rede para mostrar os pontos de rede e os usuários.

9 Montagem do Book do Projeto e CD Essa é a última parte para fechar com chave de ouro tudo o que foi feito. A montagem do book consiste, numa visão geral, imprimir todos os documentos e plantas e encaixá-los em uma espécie de fichário, com capa e arte gráfica. Esse fichário vai assinado pelo analista e entregue ao cliente. Nesta fase, todo o projeto deverá estar aprovado, aguardando apenas o momento definido pelo cliente para início das obras. A montagem do book é indispensável por mostrar todo o profissionalismo do analista e capricho com o trabalho, sem contar que é a documentação oficial, ou seja, qualquer revisão posterior que venha a ser feita deve ser em cima desses documentos. O book deve ter, sequencialmente, os seguintes documentos: 1. Lista de Documentos (contém todos os documentos numerados pela ordem que aparecem no book); 2. Memoriais Descritivos; 3. Plantas Gerais; 4. Plantas de Detalhes; 5. Mapas; 6. Planilhas de Quantidades e Custos (orçamento); 7. Memoriais de Segurança; 8. Cronograma de Obras. Todos os documentos, assim como as plantas, devem ser transformados em PDF e gravados em CD. Este vai junto com o book para o cliente. O fato de usar arquivos PDF ao invés dos originais é que são difíceis de serem alterados, ao contrário dos documentos de texto e planilhas. Com essa medida, você salvaguardará seus originais de serem modificados sem sua autorização. Para finalizar, falta só gerar dois discos de todo o projeto, mas dessa vez com os originais. Esses deverão ficar em segurança com o analista. Se possível, compacte todos os arquivos e configure uma senha. Guarde uma cópia no seu disco rígido para consulta e guarde os dois DVDs num box duplo, com a arte gráfica e lacrados com papel contact. Coloque-os em um local seguro livre de curiosos. Afinal, trata-se de documentos de terceiros e todo cuidado é pouco e serve também para preservar os discos contra a umidade e poeira. Bem, isso compõe toda a parte da documentação impressa de um projeto completo de uma rede. Convém ressaltar que uma documentação extensa como essa não pode ser produzida da noite para o dia. É evidente que numa situação real você precise suprimir muita coisa e, dependendo do caso, muito pode ser reaproveitado para outros projetos. Mas pondere bastante e veja o que pode ser eliminado sem causar muito gato no projeto. Evite soluções mirabolantes, ainda mais se não tem certeza, só para poder acelerar as coisas. Vamos agora partir para o projeto físico, ver como ele se comporta diante desse monte de documentos. Como eu já disse, não será feito um projeto aqui, e sim uma orientação para não se perder entre tanta coisa. Mãos à obra!

10 Redes com Cabeamento Estruturado Parte 2: Projeto Físico Locação da Obra Antes de começar, devo fazer uma observação importante: as orientações abaixo só terão efeito se você já tiver produzidos os documentos mínimos necessários para começar. Para cada item, há o documento pedido em destaque, e só inicie se estiver com ele, senão o texto não tem sentido nenhum. Documentos requeridos: Planta Geral de Locação e Cronograma de Obras. 1. Ações a serem realizadas: a. Checar se a situação atual do local está de acordo com a Planta de Locação; b. Se a construção for nova, verifique se foram instalados os itens descritos na planta. Se for antigo, veja se não retiraram partes do local constantes na planta; c. Abra o book e consulte o Cronograma de Obras. Verifique se a situação atual corresponde com o previsto no cronograma. Caso contrário, comunique ao cliente e apresente uma solução; Construção Documentos requeridos: Planta Geral de Locação, Cronograma de Obras, Memorial Descritivo de Instalação, Memorial Descritivo de Construção e Montagens e todas as Plantas de Detalhes. 2. Ações a serem realizadas: Testes a. Separe, juntamente com a Planta Geral de Locação, as Plantas de Detalhes; b. Localize os pontos a serem passados os dutos se o projeto for para tubulação externa. Se for interna, os dutos já estarão instalados. Consulte o Memorial Descritivo de Instalação e siga as orientações; c. Monte os cabos, instale os espelhos e monte os racks conforme orientação do Memorial; d. Consulte o Memorial Descritivo de Construção e Montagens para procedimento de construção de bancadas de usuários ou montagens dos PCs, conforme a situação. Siga as orientações descritas; e. Veja se o Cronograma de Obras confere com o que está sendo feito. Documentos requeridos: Memorial Descritivo de Segurança e Cronograma de Obras. 3. Ações a serem realizadas: a. Verifique a conectividade das máquinas, logon de usuários e conexão à Internet; b. Faça as configurações de permissões, firewall, antivírus, programas de backup e políticas de restrição de software conforme Memorial Descritivo de Segurança; c. Realize um simulado de usuários baixando grandes arquivos ou executando programas pesados no servidor na velocidade máxima e verifique se os resultados atendem aos esperados; d. Verifique se as fases de testes estão em conformidade com o Cronograma de Obras; Entrega do Projeto 4. Ações a serem realizadas: a. Revisão dos testes; b. Entrega do Book ao cliente com um relatório final dos testes. Aguardar ordem para inauguração.

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