ARMAZENAMENTO DE LOGS E INFORMAÇÕES GERAIS (PRAZO/CONDIÇÕES)

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1 - RNP Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança CAIS III SegInfo Workshop de Segurança da Informação 27 de agosto de 2007, Rio de Janeiro/RJ ARMAZENAMENTO DE LOGS E INFORMAÇÕES GERAIS (PRAZO/CONDIÇÕES) 2007 Omar Kaminski

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6 O que são logs? Os logs são registros de atividades gerados por softwares. Que tipo de informação está presente em um log? * Data e horário em que ocorreu uma determinada atividade; * Endereço IP de origem da atividade; * Portas envolvidas; * O timezone do horário do log; * Protocolo utilizado (TCP, UDP, ICMP, etc). * Os dados completos que foram enviados para o computador ou rede. Fonte: Cartilha de Segurança para Internet (Cert.br, 2006) 6

7 Por que armazenar os logs? a-) Para identificar um incidente de segurança (ou falha de sistema); b-) Como (única) forma de identificar determinada conexão do usuário; Inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra (art. 5º, X CF); É inviolável o sigilo (...) das comunicações de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal (Art. 5º, XII da Constituição Federal, regulamentado pela Lei nº 9.296/96); * Regra: dever de manutenção do sigilo, salvo ordem judicial ou autorização expressa. 7

8 Recomendações para o desenvolvimento e operação da Internet no Brasil (CGI.br, 1999) 3. Provedores de Acesso 3.2 Manutenção de Dados de Conexão Os serviços de telefonia e transmissão de dados mantêm por um prazo de cinco anos os dados de conexões e chamadas realizadas por seus clientes para fins judiciais, inexistindo procedimento semelhante na Internet brasileira. Recomendação: Os provedores de acesso devem passar a manter, por um prazo mínimo de três anos, os dados de conexão e comunicação realizadas por seus equipamentos (identificação do endereço IP, data e hora de início e término da conexão e origem da chamada). 8

9 Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2005) O fornecimento de dados cadastrais em poder do provedor de acesso à Internet, que permitam a identificação de autor de crimes digitais, não fere o direito à privacidade e o sigilo das comunicações, uma vez que dizem respeito à qualificação de pessoas, e não ao teor da mensagem enviada. (TJ/MG 3ª Câmara Criminal, Mandado de Segurança , Relator Des. Paulo Cézar Dias, julgado em 01/03/2005, unânime.) 9

10 Supremo Tribunal Federal (2006) "Não há violação do art. 5º. XII, da Constituição que, conforme se acentuou na sentença, não se aplica ao caso, pois não houve quebra de sigilo das comunicações de dados (interceptação das comunicações), mas sim apreensão de base física na qual se encontravam os dados, mediante prévia e fundamentada decisão judicial. 4. A proteção a que se refere o art. 5º, XII, da Constituição, é da comunicação de dados e não dos dados em si mesmos, ainda quando armazenados em computador. (STF - Pleno, Recurso Extraordinário , Relator Ministro Sepúlveda Pertence, julgado em 10/05/2006, por maioria.) 10

11 Superior Tribunal de Justiça (2006) "No tocante à diligência requerida, (...) visa somente obter os dados do usuário conectado ao IP no dia e hora mencionados, a fim de instruir investigação instaurada perante a Justiça estrangeira. Esta Corte já proferiu decisão no sentido de que o fornecimento de dados cadastrais, como o endereço p. ex., não está protegido pelo sigilo. (...) Não há falar, nesses termos, em ofensa à soberania nacional ou à ordem pública, eis que, (...) pela interpretação da garantia estampada no art. 5º, X e XII da CF/88, veda-se a quebra do sigilo da comunicação dos dados, não do conhecimento do dados em si. (...) (STJ, Carta Rogatória 297-DE, Relator Ministro Barros Monteiro, julgado em 18/09/2006) 11

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13 Cibercafés ou lan-houses Lei Estadual (SP) nº , de 11 de janeiro de 2006 Dispõe sobre os estabelecimentos comerciais que colocam a disposição, mediante locação, computadores e máquinas para acesso à Internet e dá outras providências. Artigo 2º - Os estabelecimentos de que trata esta lei ficam obrigados a criar e manter cadastro atualizado de seus usuários, contendo: I - nome completo; II - data de nascimento; III - endereço completo; IV - telefone; V - número de documento de identidade. 1º - O responsável pelo estabelecimento deverá exigir dos interessados a exibição de documento de identidade, no ato de seu cadastramento e sempre que forem fazer uso de computador ou máquina. 13

14 Cibercafés ou lan-houses Lei Estadual (SP) nº , de 11 de janeiro de º - O estabelecimento deverá registrar a hora inicial e final de cada acesso, com a identificação do usuário e do equipamento por ele utilizado. 3º - Os estabelecimentos não permitirão o uso dos computadores ou máquinas: 1. a pessoas que não fornecerem os dados previstos neste artigo, ou o fizerem de forma incompleta; 2. a pessoas que não portarem documento de identidade, ou se negarem a exibi-lo; 4º - As informações e o registro previstos neste artigo deverão ser mantidos por, no mínimo, 60 (sessenta) meses. 14

15 Cibercafés ou lan-houses Lei Estadual (SP) nº , de 11 de janeiro de º - O fornecimento dos dados cadastrais e demais informações de que trata este artigo só poderá ser feito mediante ordem ou autorização judicial. 7º - Excetuada a hipótese prevista no 6º, é vedada a divulgação dos dados cadastrais e demais informações de que trata este artigo, salvo se houver expressa autorização do usuário. Artigo 6º - A inobservância do disposto nesta lei sujeitará o infrator às seguintes penalidades: I - multa, no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) a R$ ,00 (dez mil reais), de acordo com a gravidade da infração, conforme critérios a serem definidos em regulamento (...); 15

16 Cibercafés ou lan-houses Lei Estadual (RJ) nº 4.782, de 26 de junho de 2006 Art 1º - Fica proibida a abertura de estabelecimentos comerciais voltados para a locação de máquinas de jogos de computador, denominados lan houses, a uma distância menor que 1 (um) mil metros das unidades de ensino de 1º e 2º graus, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. Art. 2º - A não observância da presente Lei implicará no fechamento imediato do estabelecimento comercial. 16

17 Substitutivo aos PLC 76/2000, 137/2000 e PLS 89/2003 Art. 21. O responsável pelo provimento de acesso a rede de computadores é obrigado a: I manter em ambiente controlado e de segurança os dados de conexões realizadas por seus equipamentos, aptos à identificação do usuário e dos endereços eletrônicos de origem, da data, do horário de início e término e referência GMT, das conexões, pelo prazo de três anos, para prover os elementos probatórios essenciais de identificação da autoria das conexões na rede de computadores; II tornar disponíveis à autoridade competente, por expressa autorização judicial, os dados e informações mencionados no inciso I no curso de auditoria técnica a que forem submetidos; III fornecer, por expressa autorização judicial, no curso de investigação, os dados de conexões realizadas e os dados de identificação de usuário; 17

18 Substitutivo aos PLC 76/2000, 137/2000 e PLS 89/2003 Art. 21. O responsável pelo provimento de acesso a rede de computadores é obrigado a: IV preservar imediatamente, após a solicitação expressa da autoridade juridical, no curso de investigação, os dados de conexões realizadas, os dados de identificação de usuário e as comunicações realizadas daquela investigação, respondendo civil e penalmente pela sua absoluta confidencialidade e inviolabilidade; V informar, de maneira sigilosa, à autoridade policial competente, denúncia da qual tenha tomado conhecimento e que contenha indícios de conduta delituosa na rede de computadores sob sua responsabilidade; 1º Os dados e conexões realizadas em redes de computadores, aptos à identificação do usuário, as condições de segurança de sua guarda (...) serão definidos nos termos de regulamento. 18

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25 Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (2007) "O consumidor tem o direito de manifestar sua inconformidade frente ao serviço defeituoso prestado, pois é certo que as críticas, ainda que feitas em sites, também constituem manifestação do pensamento, direito assegurado constitucionalmente ao cidadão. Procedimento que não agrediu a honra da empresa demandante, não configurando ato ilícito indenizável. Direito constitucional de opinar e de discordar. Manifestação ofensiva dirigida à funcionária responsável pelo atendimento do cliente. (TJ/RS 10a. Câmara Cível, Apelação Cível , Rel. Des. Paulo Antônio Kretzmann, julgado em 12/07/2007) 25

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32 PRINCIPAIS OPERAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL CASH NET PA, 25 prisões, 23 denúncias em 2002 e 63 denúncias em WEB PAGE MS, RJ e SP. Resultou na primeira condenação por crime cibernético no Brasil CAVALO DE TRÓIA PA, GO, MA e PI. 33 mandados de busca e apreensão e outros de prisão, 27 prisões CAVALO DE TRÓIA II PA, TO, MA e CE. 64 prisões. Prejuízo estimado em R$240 milhões CLONE DF, 4 prisões. Prejuízo estimado em R$10 milhões PÉGASUS e PEGASUS II GO, PA, DF, TO, MA, ES, MG e SP. 113 prisões. 32

33 OPERAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL PONTO COM RS, SC e PR. 45 mandados de prisão, 63 mandados de busca e apreensão e um mandado de apreensão de menor SCAN PB, RN, CE, PE, BA, SP e PR. 55 prisões. Prejuízo estimado em R$10 milhões REPLICANTE GO, TO, RN, RJ e DF. 54 prisões CTRL+ALT+DEL PA, PI e MA. 41 prisões VALÁQUIA PI e MA. 27 mandados de busca e apreensão e diversos de prisão COLOSSUS RN, SP, RJ, CE e PB. 41 mandados de busca e apreensão e 29 mandados de prisão. 33

34 Tribunal Regional Federal da 1a Região (2004) "Crime de estelionato praticado pela internet, com a participação, segundo o que consta do inquérito, de diversas pessoas, com atuações determinadas - a) o programador (o que cria a página clone, os programas, ex. o Trojan ou cavalo de Tróia) - responsável pela captura da senha; é o cracker, não hacker, b) o usuário (o explorador direto do programa), ou seja, o operador do programa; c) o plaqueiro, (de placa), biscoiteiro ou cartãozeiro (responsável pela aquisição dos cartões bancários e pela arrecadação de boletos que serão pagos via internet); d) sub-plaqueiro (a pessoa que, apesar de não conhecer os usuários do programa, compra os cartões magnéticos dos laranjas e os vende a plaqueiros que mantém contato com o usuário; e) o laranja (o que empresta sua conta para receber os créditos espúrios da internet) - com a finalidade de pescar (obter mediante ardil) a senha de correntistas [pishing = password (senha) + fishing (pescaria)] e retirar dinheiro de suas contas bancárias (...) (TRF1 3ª T., HC /MA, Rel. Juiz Tourinho Neto, j , v.u., DJ ) 34

35 Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2005) "Se, por um lado, a conduta dos hackers é considerada previsível e evitável, atualmente, dependendo apenas da evolução tecnológica, não havendo como aplicar-se a excludente de força maior, por outro, a apuração da responsabilidade das empresas prestadoras de serviços de acesso à rede mundial depende do caso concreto. A publicidade amplamente divulgada garantindo segurança aos assinantes da provedora implica responsabilidade da empresa nos exatos termos da oferta apresentada, já que respondem os provedores pelos serviços prestados aos usuários por força de obrigação contratual. Em questão de responsabilização, há de se ter em conta se a empresa veiculou publicidade quanto à existência de segurança para a hospedagem dos sites, ou se comprovou ter informado a seus clientes, de maneira transparente, sobre as questões relativas às invasões dos hackers. A ausência de qualquer informação nesse sentido pode dar ensejo à responsabilidade da provedora. (TA/MG 3ª C.Cív., AC , Rel. Juíza Tereza Cristina da Cunha Peixoto, j , v.u., DJ ) 35

36 Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (2005) "Os hackers sao indivíduos que entram num sistema de informática, quebrando sistemas de segurança, para causar danos. 3. A discussão do tema segurança na rede envolve a discussão de dois assuntos polêmicos: anonimato e privacidade. 4. O direito à privacidade constitui um limite natural ao direito à informação. 5. O direito ao anonimato constitui um dificultador dos mecanismos de segurança em ambiente virtual. 6. Incentivar a clandestinidade na rede significa torná-la um mundo em que ninguém é obrigado a nada, nem responsável por nada. 7. Os provedores, como portas de entrada e saída da rede, são os que têm possibilidade de averiguar os dados dos internautas que sejam seus clientes, propiciando que se investigue a prática de atos irregulares. (TJ/RJ - 8ª C.Cív., AI , Rel. Des. Leticia Sardas, j , v.u.) 36

37 Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (2006) "Furto x estelionato. Lesados que tiveram valores subtraídos de suas contas. Furto mediante fraude. Hacker. Absorção do crime de interceptação das comunicações telemáticas pelo crime de furto. Se não houve entrega da coisa pelo lesado, mas subtração, a conduta se ajusta ao tipo penal que prevê o crime de furto. Crime de furto mediante fraude e crime de interceptação das comunicações telemáticas. Conduta do agente consistente em criar propaganda falsa em sítio da internet, objetivando atrair usuários para, infectando-se seus computadores com vírus TROJAN (cavalo de tróia), obter os dados bancários e senhas das vítimas, para a consumação da subtração dos valores lá depositados. (TJ/RJ 3ª C.Crim., AC 3841/2006, Rel. Des. Marco Aurélio Bellizze, j , v.u.) 37

38 Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (2007) "(...) é sabido que os sistemas informatizados mantidos pelas instituições financeiras são frequentemente abordados por hackers que capturam as senhas dos correntistas e realizam diversas operações em nome dos mesmos. Assim, diante da previsibilidade dos eventos danosos, imputam-se à instituição bancária os constrangimentos sofridos pela demandante.(...) (TJ/RJ 8ª C.Cív., AC , Rel. Des. Roberto Felinto, j , v.u.) 38

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56 Informações de Contato Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança CAIS - Omar Kaminski - 56

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