Mente Sã em Corpo São

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Mente Sã em Corpo São"

Transcrição

1 Manual destinado a ser implementado por treinadores em treinos desportivos. Contém um treino de competências sociais e emocionais e dinâmicas de grupo sobre a prevenção do VIH/SIDA. Manual Mente Sã em Corpo São P r o g r a m a ADIS Mente Sã em Corpo São

2 Projecto Mente Sã em Corpo São Prevenção do VIH - SIDA Programa ADIS/CNSIDA Edição Médicos do Mundo Largo Mário Chicó Évora tlm telef Autoras Manuela Pires da Fonseca Helena Pinheiro Ilustração e Design Maria Nunes, Yamonine Impressão Recicloteca Logotipo MSCS Luísa Fonseca Évora, Setembro de 2011

3

4 í n d i c e Informação Prefácio Introdução Tabela Dinâmicas 1 Apresentação 2 O Poço de Ar 3 A Roda Sentada 4 O Guia e o Cego 5 Eco Positivo 6 O Espelho 7 A Chegada do Desconhecido 8 Esbarra Parede 9 Actividade das Vidas 10 O Espelho de Sentimentos 11 Caos 12 O Silêncio é Frágil 13 Cadeia de Emoções 14 Onde está o Sorriso 15 Como te queres Comportar 16 De que me Protejo Eu 17 O Porquê de Arriscar 18 Quero Saber 19 Esclarecer Dúvidas 20 Os Medos 21 Os Três Cartões 22 O Agente Nocivo 23 Penso que Devias 24 O Testemunho 25 Vamos Treinar 26 Se a Resposta é Não, Então 27 Sozinhos em Casa 28 Debate 29 Concordo e Discordo 30 O Remorso 31 Que Bem Que Estás Anexos Testemunho Letra da música Remorso Da Weasel Órgãos Genitais (Feminino/Masculino) Glossário

5 MENTE SÃ EM CORPO SÃO, um projecto sobre a prevenção do VIH/SIDA em meio desportivo financiado pelo Programa ADIS/SIDA e Médicos do Mundo Parceiros Aminata Évora Clube de Natação Associação de Moradores do Bairro do Bacelo Centro Juvenil Salesiano de Évora Clube Desportivo de Beja Évora Andebol Clube Grupo Desportivo e Recreativo Canaviais Juventude Sport Clube Lusitano Ginásio Clube Núcleo de Andebol de Redondo Redondense Futebol Clube Sport Lisboa e Évora Associação de Andebol de Évora Associação de Basquetebol do Alentejo Associação de Futebol de Évora Associação de Municípios de Évora Confederação Portuguesa das Associações de Treinadores Núcleo de Psicologia do Desporto e Actividade Física do Instituto Superior de Psicologia Aplicada Médicos do Mundo (MdM - é uma organização humanitária e de cooperação para o desenvolvimento que concentra a sua actuação na área da saúde, garantindo o direito efectivo de todos os seres humanos ao acesso a cuidados de saúde. A sua concretização é feita através da prestação directa de cuidados e de acções de educação para a saúde. AGRADECIMENTOS Agradecemos aos colegas João Blasques e Carla Fernandes, que sempre acreditaram no MSCS. A Marta Moreno e Pedro Almeida, que foram cruciais para o arranque do Projecto. A Elisabete Silva, nosso braço em Beja, ao Edgar Palminhas, pelo incentivo constante. Aos treinadores Carlos Ferreira, Antonino Camponês, António Carvalhal, António Salvador, António Serrano, Daniel Monginho, David Metrogos, Eduardo Marreiros, Faustino Macedo, João Anastácio, João Damásio, João Ventinhas, João Xavier, Jorge Malarranha, Jorge Rêgo, José Carlos Cidade, José Oliveira, Kai Kellner, Lídio Fernandes, Luís Faleiro, Luís Pintado, Nuno Damas, Nuno Domingos, Paulo Faria, Paulo Percheiro, Pedro Fialho, Rui Leal, Sérgio Cabral, Sérgio Martinho, Vasco Rocha, Vasco Vieira, aos 427 atletas que participaram nas duas edições do MSCS em Évora, Canaviais, Redondo e Beja e aos dirigentes dos 11 clubes envolvidos. 4

6 P r e f á c i o Um dos grandes desafios da intervenção dos treinadores, a par com a optimização do processo de rendimento desportivo, é a sua intervenção sobre o desenvolvimento pessoal e social dos praticantes num esforço em se dirigir à pessoa do atleta, procurando promover, pelo desporto e no contexto desportivo, competências pessoais e sociais com particular benefício quer nesse ambiente quer noutras esferas da vida do praticante. A actuação dos treinadores deve corresponder, assim, a uma prática profissional orientada para a formação integral dos atletas, contribuindo positivamente para a promoção do desenvolvimento de atitudes e valores, de bens de personalidade. Neste contexto, os clubes, sem alienarem a sua missão principal, deverão perceber-se como ambientes com responsabilidades para com os seus praticantes, para com as suas famílias e comunidade, conceptualizando-se como espaços promotores de inclusão social, de formação cívica, de educação para a saúde e de formação dos cidadãos. Já os treinadores, enquanto agentes significativos e com grande impacto na vida dos praticantes, devem adquirir as competências necessárias para intervirem também nestes domínios, evitando deixar o processo de formação ao acaso, desperdiçando oportunidades de contribuição, sólida e sistemática, para o desenvolvimento dos praticantes enquanto pessoas e cidadãos. Entre as preocupações transversais a todos os profissionais que trabalham com jovens, devem estar as questões da educação para a saúde e o desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e valores, que sustentem essa educação. Reconhecemos a necessidade de promover competências fundamentais como as de comunicação, assertividade, análise e clarificação de valores, tomada de decisão, gestão de stress e de situações de conflito, competências com forte impacto quer no treino desportivo, quer em matéria de educação para a saúde. Contudo, a formação de treinadores, de qualquer grau, não aborda suficientemente o desenvolvimento de aptidões profissionais que permitam trabalhar aquelas competências, e a sua integração no processo de treino está muito dificultada na realidade do treino desportivo actual. 5

7 Este Manual oferece aos treinadores um conjunto experimentado de dinâmicas, actividades ou exercícios práticos, com uma forte componente lúdica e motora e facilmente integráveis no quotidiano do treino desportivo, que promovem activamente competências psicossociais fundamentais com aplicação no desporto, e com particular foco numa dimensão da educação para a saúde, a prevenção do VIH-SIDA. As autoras possibilitam aos treinadores operacionalizarem a sua intervenção na área do desenvolvimento psicossocial e prevenção do VIH-SIDA, caminhando desde a área da gestão de sentimentos, emoções, da reflexão pessoal sobre si, os outros e o meio, da reflexão sobre as crenças pessoais dos jovens, até aos tópicos do desenvolvimento de competências de interacção social, de responsabilidade e cooperação. Encontramos ainda referências à confiança, à cooperação e coesão, à competição e assertividade, passando pela concentração, conhecimento do outro, reconhecimento e expressão emocional, resolução de conflitos, comunicação, auto-estima e resiliência. Conhecimentos fundamentais sobre o VIH-SIDA são também introduzidos. Com uma aproximação particularmente inovadora e experienciada e com autores claramente empenhados no serviço aos outros e ao desenvolvimento dos jovens em particular, só posso desejar que este Projecto, particularmente inspirador, se multiplique nas práticas quotidianas dos treinadores. Professor António Rosado, Faculdade de Motricidade Humana 6

8 i n t r o d u ç ã o O Manual reúne a experiência adquirida durante o Projecto Mente Sã em Corpo São (2008/11), o qual visou a prevenção do VIH/SIDA junto de jovens que praticam desporto. Para o sucesso deste Projecto concorreram três factores: a aposta numa intervenção continuada no tempo; o desenvolvimento de acções que se acomodassem e acontecessem dentro da rotina normal dos atletas, tornando-se parte integrante dos treinos; um investimento na capacitação dos treinadores. Claro, falar de VIH significa falar de sexualidade, um tema que interessa particularmente aos jovens, especialmente num contexto em que estão agrupados por sexo, o que facilitou o nosso trabalho. O Manual contém uma série de dinâmicas de grupo, devendo o treinador aplicar cada uma delas durante um dos treinos semanais, ocupando cerca de 10-15min deste treino. Este tempo não é perdido, pois as dinâmicas contribuem para desenvolver competências que concorrem para um melhor desempenho desportivo. Cada dinâmica consiste num jogo, seguido de uma reflexão sobre o tema abordado: o Manual contém pistas para uma reflexão sobre as competências que estão a ser treinadas a nível desportivo e como elas afinal são transversais à vida (competição versus cooperação, assertividade, modos de transmissão do VIH, a pessoa infectada, etc). Todas as dinâmicas aqui reunidas foram desenhadas tendo em vista desportos de equipa que usam bola, e foram testadas em treinos de andebol, basquetebol, futebol, pólo aquático e rugby, podendo contudo ser adaptadas a outros desportos. No final do Manual encontra-se um glossário e outras fontes de informação a que o treinador poderá recorrer. As dinâmicas podem ser aplicadas segundo a ordem em que surgem no Manual, mas pode também o treinador decidir alterar esta ordem ou adaptar os exercícios. Por exemplo, no seguimento de uma derrota pode querer trabalhar a coesão da equipa e repetir uma dinâmica que trabalhe esta competência em vez de prosseguir para a dinâmica seguinte. Com modalidades praticadas ao ar livre, há também que ter em consideração as condições climatéricas: por exemplo, quando chove ou está muito frio, é preferível uma dinâmica com mais movimento; já se o exercício puder ser realizado dentro dos balneários se pode optar por uma dinâmica mais teórica. Também o número de atletas que comparece ao treino é importante: com muitos elementos presentes será melhor uma dinâmica com mais movimento, se estiverem poucos elementos, pode ser mais indicada uma dinâmica mais conversada. De vez em quando podem juntar-se dois escalões de idades próximas numa mesma dinâmica, pois os mais velhos gostam de mostrar aos mais novos que sabem mais, e os mais novos gostam de os ouvir falar. Para facilitar estas decisões, as dinâmicas são precedidas de uma tabela que sumariza as competências mais trabalhadas em cada exercício. 7

9 T a b e l a - Competências especialmente trabalhadas em cada exercício. Legenda: * pouco importante ** importante *** muito importante 8

10 D i n â m i c a 1 Apresentação Descrição Cada atleta deve apresentar-se com o formato: Olá! Eu sou o Mário e além de futebol gosto de jogar playstation. O treinador vai registando as actividades que os atletas vão dizendo e falando sobre elas. No final pode perguntar por exemplo que expectativas têm os atletas para a época desportiva em curso. Competências Desportivas A identidade de grupo ir-se-á construindo ao longo de toda a época. É importante para os atletas conhecerem-se como pessoas e não só como colegas de treino. Um grupo coeso e unido, com espírito de equipa, permite trabalhar para um objectivo comum desde o início. Competências para a Vida Descobrir os gostos dos colegas pode revelar actividades em comum, reforçando amizades. Um grupo que se conhece bem é mais unido e coeso, é um grupo que investe mais nas suas relações, e que gosta de ir treinar porque é também onde encontra os amigos. Informação Primeiro exercício de um Programa que inclui umas sessões mais dinâmicas e outras mais reflexivas. Começa com uma apresentação para marcar o início de um processo que ao longo da época irá aproximando os atletas. Cada exercício dura 10 a 15 minutos e deve ser integrado num treino por semana. 9

11 D i n â m i c a 2 O Poço de Ar Descrição Os atletas formam duas filas que se colocam em paralelo e se enfrentam; cada par dá as mãos, segurando-se firmemente pelos pulsos. Obtém-se assim uma superfície de braços sobre a qual um atleta, que ficará de fora e que agora sobe a um muro ou uma cadeira colocada num extremo das filas (não havendo nenhum sítio elevado, podem os companheiros baixar-se), se deixa cair de costas com os olhos fechados. Uma vez deitado, os participantes devem elevar o colega que têm nos braços, de modo a segurá-lo o mais alto possível, sem colocar a sua segurança em risco. O atleta elevado deve cruzar os braços sobre o peito de modo a que, ao deixar-se cair, não tenha tendência a abri-los e bater com eles nos colegas. Competências Desportivas A sensação de queda e a confiança que o atleta tem de depositar no grupo, acreditando que toda a equipa vai dar o seu melhor; o risco, o desafio e a sensação de vencer o medo. Treino da força, equilíbrio, coordenação e coesão da equipa. Dica Para quebrar o gelo, pode ser o treinador a deixar-se cair sobre os atletas, mostrando assim a confiança que deposita neles. Competências para a Vida A confiança nos outros. A integração num grupo que nos protege e no qual interagimos. A facilidade com que se consegue uma sensação de risco e aventura. Consciência da confiança que depositamos em quem nos rodeia. O peso de termos a nossa vida nas mãos de outra pessoa, ou a vida dos outros nas nossas. 10

12 D i n â m i c a 3 A Roda Sentada Descrição O grupo forma uma fila que fecha em círculo, tendo o ombro direito virado para o centro. A roda fecha de modo a que todos estejam a tocar na pessoa à sua frente e atrás de si. Todos dobram então os joelhos, até que cada um se sinta apoiado nos joelhos do parceiro de trás. Se tal se conseguir, o grupo apoia-se a si próprio, sentando-se cada um nos joelhos do parceiro de trás. Só se consegue êxito se se mantiver a forma circular, com os braços levantados. O grupo deve aguentar nessa posição durante 10 segundos. Competências Desportivas A confiança nos colegas de equipa. Treina o equilíbrio, a força, o espírito de equipa, a coesão, a liderança, a rapidez, a coordenação, a comunicação, tudo necessário para se conseguir o objectivo em comum da equipa. Mostra como algumas coisas só se conseguem com o esforço de todos, quando todos jogam em equipa e conseguem realizar os exercícios juntos. Competências para a Vida Ter uma família coesa é importante? Como se mantém um grupo de amigos coeso? Ter consciência de que fazemos parte de um todo e que a nossa acção pode fazer cair o conjunto. Reflectir sobre o que o grupo consegue fazer e nenhum elemento sozinho consegue. Dica Pode ser realizado primeiro com todos os atletas, e depois divididos em grupos. Dica: Pode ser realizado primeiro com todos os atletas, e depois divididos em grupos. 11

13 D i n â m i c a 4 O Guia e o Cego Descrição Formam-se pares de atletas: um será o guia, o outro o cego. O cego terá uma venda e a bola; o guia conduzirá o cego em silêncio, colocando a mão sobre o ombro deste. O atleta que faz de cego percorre o campo, e movimenta-se com a bola. Aos guias pede-se-lhes que levem os cegos ao longo das linhas, não tendo necessariamente que andar sempre por cima delas, podem andar aos ziguezagues ou aos círculos com eles. Podem no início andar devagar, mas assim que sintam confiança devem começar a correr. Os atletas devem trocar de função após 3-4 minutos. Competências Desportivas A confiança nos colegas de equipa, o receio de estar nas mãos dos outros; responsabilidade por colaborar com o outro; a dificuldade em antecipar um movimento/uma jogada. A capacidade de se conhecer o campo de trabalho e as técnicas do jogo até de olhos fechados. 3 Competências para a Vida Devemos confiar em todas as pessoas? Deve confiar-se em alguém cegamente? É importante confiar nas pessoas que nos fazem bem, é importante confiarmos na equipa, nos nossos amigos, na família, nos professores, etc. Quando confiamos podemos sair desiludidos? Dica O treinador também pode emparelhar com um atleta. 12

14 D i n â m i c a 5 Eco Positivo Descrição Os atletas, em círculo, elogiam qualidades, desportivas ou pessoais, de um colega colocado no centro, devendo todos os elementos da equipa serem elogiados à vez. O treinador também pode elogiar e ser elogiado. Competências Desportivas A confiança nos colegas de equipa aumenta quando os elogios e o reforço positivo entra e fica em campo. O elogio dos pares reforça a auto-estima e a coesão do grupo, sobretudo quando todos enaltecem pontos positivos da equipa. Inverter a tendência de ser mais comum criticar, que elogiar. No início da época alguns atletas podem não se conhecer, e elogiar pode ser uma maneira positiva de estabelecer confiança. Competências para a Vida Redescoberta das qualidades dos outros e também das nossas. A importância de elogiarmos os outros e de aprendermos a receber elogios. Elogiar significa acreditar no outro, confiar, ver os seus aspectos positivos. Muitas vezes os outros vêem-nos melhor do que pensamos. Elogiar o outro também pode diminuir a importância das suas faltas, ao focar nos seus aspectos positivos. O elogio sincero cria bom ambiente. Dica Pode ser necessário explicar que um elogio é sempre uma apreciação positiva. 13

15 D i n â m i c a 6 O Espelho Descrição Um atleta deverá ser o espelho de outro, reflectindo de forma fiel os seus movimentos, expressões e indecisões, embora só o colega tenha bola. O jogador a imitar deverá executar movimentos próprios da modalidade (driblar ao longo do campo e lançar ao cesto/rematar à baliza, fingir que finta atletas ou que faz passes). O par de atletas troca de papéis no final de dois minutos. Competências Desportivas Estar atento ao outro; ter a capacidade de seguir os seus movimentos, ir conhecendo o outro até ao ponto de ser capaz de conseguir antecipar os movimentos e colocar-se no momento certo na altura certa (válido para colegas de equipa e adversários). Ter porém em atenção que não conseguimos conhecer totalmente o outro, o que por vezes nos leva a cometer erros (por ex, pensamos que ele vai passar para o jogador da esquerda e na realidade passa para o da direita). Competências para a Vida Quanto mais atentos aos outros, melhor os conheceremos e melhor poderemos antecipar o que vão fazer, seja mal ou bem, podendo reagir da melhor maneira e até saber como resolver melhor os conflitos que surjam. Ser voluntário pode ser uma maneira de aprender a estar atento ao outro. A experiência de se ser voluntário proporciona momentos de aprendizagem ideal aos jovens, não só em aspectos técnicos, mas no que diz respeito à sociabilização. Dica Este exercício pode servir de Dica Este exercício pode aquecimento. servir de aquecimento. 14

16 D i n â m i c a 7 A Chegada do Desconhecido Descrição Simulação da chegada de um novo atleta ao clube. O treinador pede ao novo jogador que vá ao encontro do capitão para receber instruções. Sendo os jogadores deste clube rivais da ex-equipa do novo jogador, vão tentar dificultar a sua entrada. O treinador escolhe quem fará de novo jogador e quem fará de capitão. O novo jogador dirige-se ao capitão e pede-lhe para entrar no treino. O capitão deve dificultar-lhe a vida, mas não aceitando nem rejeitando. Pode representar-se esta mesma situação com todos os atletas. Competências Desportivas Confiar em todos os elementos da equipa, não ter preconceitos, boa comunicação, ser uma equipa coesa, antecipação e gestão de conflitos que possam surgir com jogadores novos. Receber bem novos jogadores, aumenta a auto-estima de cada um, cria um bom ambiente no balneário. Divergências entre colegas de treinos ou de escola devem ser dialogadas para que não prejudiquem o desempenho nos treinos. Competências para a Vida No decorrer da nossa vida conhecemos muitas pessoas, temos que as aceitar como elas são, confiar nelas, cooperar com elas o melhor possível. Seja na família, escola ou no desporto, os conflitos são problemas que podem facilmente ser resolvidos, se houver uma boa comunicação e esforço para que as relações resultem. Dica O capitão da equipa pode fazer de elemento novo, e o elemento mais recente da equipa pode fazer de capitão. 15 Pré-conceito: julgamento formado sem fundamento

17 D i n â m i c a 8 Esbarra Parede Descrição Instrução para os atletas em fila indiana: todos devem fechar os olhos, e ao toque do treinador no ombro, avançar até à parede que está à frente; só poderão abrir os olhos quando o treinador autorizar (entretanto o treinador terá escolhido um atletas a quem confidencia que deve segurar os colegas antes que estes batam na parede). Após todos os atletas terem caminhado contra a parede, repete-se a dinâmica, pedindo-se aos atletas que desta vez corram, de olhos fechados; o colega voltará a impedi-los de bater na parede. Na última repetição, os atletas da fila devem voltar a andar (e não correr), mas o treinador instrui o atleta de plantão para que não interfira, deixando os colegas chocar com a parede. Competências Desportivas A finalidade do jogo é desenvolver a confiança, através da sensação de segurança que se ganha cada vez que se é apanhado pelos colegas de plantão. Na última repetição, o atleta sente-se seguro, mesmo quando corre contra a parede. Discute-se esse sentimento de segurança e se o receio de esbarrar contra a parede sem qualquer protecção se desvaneceu por completo. Quando jogamos não estamos sozinhos, mas a confiança por vezes é cega. Não é por se ganhar ou perder que as coisas terão sempre que ser assim: devemos assumir que as circunstâncias podem mudar e concentrarmo-nos no que temos/somos e nos objectivos que definimos. Competências para a Vida Efeito que a repetição de um comportamento que foi bem sucedido tem na baixa de defesas da nossa parte e consequências que este efeito pode ter por exemplo na transmissão de doenças. Porque temos um comportamento de risco e nunca aconteceu nada, habituamo-nos e criamos maus hábitos. 16

18 D i n â m i c a 9 Actividade das Vidas Descrição Este exercício tem duas partes, as quais aos atletas parecerão idênticas, diferindo basicamente na instrução que eles recebem. Cada atleta terá uma bola, a qual representa a vida. Parte 1 - Um atleta deverá tirar a bola a outro, sem perder a sua. Sempre que um elemento deixa de ter a bola em seu poder, sai do jogo, os restantes continuam a jogar. Deve-se reduzir o espaço usado para o jogo à medida que saem jogadores. Ganha o atleta que chegar ao fim com a sua bola. Parte 2 - É dito aos atletas que ganha quem tiver a bola do adversário em seu poder ao fim de um minuto. A instrução deve ser exactamente esta, sem mais esclarecimentos. No final o treinador deverá perguntar: Quem ficou com a bola do adversário? Como o conseguiu fazer? Quem não ficou com a bola do adversário? Porquê? O treinador explica que na parte 1 o objectivo era competir, e na parte 2 era cooperar, ou seja, deverá explicar que a forma mais fácil de resolver o segundo objectivo era trocar de imediato de bola com o adversário, nenhum ficando a perder. Competências Desportivas Importância da concentração e atenção dispensada ao conteúdo que é transmitido vs a interpretação que diferentes pessoas fazem da mesma mensagem. Como na Parte 1 se ganhava tirando a bola ao adversário sem perder a sua, na Parte 2 muitos assumem que o principio é o mesmo. Os jogadores devem estar atentos às ordens do seu treinador, e o entendimento da mensagem deve ser igual para todos. Competências para a Vida Também na vida as experiências, boas ou más, influenciam o nosso comportamento. Devemos estar atentos à mensagem, compreender bem o seu conteúdo. Devemos ter em mente que na vida raramente as circunstâncias são exactamente iguais, pois as pessoas são diferentes entre si, e mesmo no decorrer da vida vão-se comportando de forma diferente. Dica Se não houver bolas para todos, o jogo pode fazer-se entre duas equipas. 17

19 D i n â m i c a 10 O Espelho de Sentimentos Descrição Atletas divididos em grupos de três. O treinador escolhe em cada grupo um jogador para mimetizar uma emoção (por ex. alegria), recorrendo só a gestos; e um outro para reconhecer a emoção e transmiti-la ao terceiro jogador por palavras. Este terceiro jogador mimetizará agora outra emoção (por ex. o medo), a qual deverá ser identificada pelo primeiro jogador, que a transmitirá por palavras ao segundo. O segundo mimetizará outra emoção (por ex. surpresa), que o terceiro identificará e transmitirá por palavras ao primeiro. Assim consecutivamente ao longo de cinco minutos (outras emoções possíveis: tristeza, zanga ). Competências Desportivas Ao aprender a reconhecer as expressões emocionais dos colegas, o atleta aprenderá a comunicar melhor em campo, usando uma linguagem não verbal que todos na equipa podem reconhecer e treinar, incluindo o treinador. Competências para a Vida Oportunidade de colocar os atletas a falar de sentimentos/emoções. Compreensão da mensagem somente pelo seu conteúdo corporal; distância entre o pensamento e a acção; a facilidade em imaginar e a dificuldade em exprimir; ganho ou perda do uso do gesto como complemento da linguagem. Evitar os mal-entendidos quando as pessoas não são claras naquilo que dizem ou querem. Estar atento aos outros, perceber o que os outros sentem. Dica Tanto pode ser o treinador, como os jogadores, quem sugere os sentimentos a transmitir. 18

20 D i n â m i c a 11 Caos Descrição Os atletas são divididos em grupos de até oito elementos. O treinador entrega uma bola a cada grupo e pede aos atletas que comecem o aquecimento (não diz que tarefas quer que façam). Observa o que fazem (se se organizam, se alguém assume a liderança e os outros a acatam, se não fazem nada e apenas brincam ), e passados três minutos chama-os. Identifica um elemento para ficar no meio de cada grupo, e pede aos restantes que passem a bola entre si; se o elemento do meio conseguir interceptar a bola, troca de lugar com o colega que a perdeu. Continuam assim por três minutos. Por fim reúnem-se todos e é-lhes sugerido que imaginem um mundo em que ninguém cumpre regras. Competências Desportivas É mais fácil executar tarefas e cumprir objectivos quando se está organizado, ou seja, quando existem regras definidas para todos. É importante aprender, conhecer e cumprir regras. A importância de exercícios que (também) dependem do cumprimento de regras pelos outros: como o passe, e a intercepção da bola... Uma equipa que conhece bem as regras joga mais coesa e mais coordenada. Só se consegue atingir objectivos, com regras. Competências para a Vida A importância do cumprimento dos papéis, regras e obrigações que nos são atribuída s, para o equilíbrio do grupo (equipa, família, casal, amigos, sociedade); a relação entre obrigação e necessidade reconhecida e valorizada por cada um ; confusão versus organização; a agressividade gerada a partir da confusão. Saber quando competir e quando cooperar, dando o melhor em ambas ocasiões. Quando cumprimos as nossas obrigações, torna-se mais fácil viver em comunidade. Os comportamentos de risco são normalmente quebra de regras, e a sociedade precisa de regras para se manter. 19

21 Descrição: Atletas deitados de costas, com os olhos fechados, em silêncio total. O treinador pede ao grupo que se aperceba do silêncio e da tranquilidade existentes ao Descrição redor. Cada Atletas atleta deitados deve pensar de costas, numa com exclamação os olhos fechados, (como se fosse em silêncio um grito) total. capaz treinador de rasgar pede o ao silêncio; grupo deve que se também aperceba pensar do silêncio em todas e da as tarefas tranquilidade desempenhadas existentes O nesse ao redor. dia Cada no treino, atleta em deve tudo pensar o que fez numa de bem exclamação e de mal. capaz Após de um rasgar minuto, o o silêncio; treinador deve explica também que pensar irá tocar em em todas cada as atleta tarefas um desempenhadas por um, modo nesse que dia mal no sintam treino, esse em toque tudo o comecem que fez de imediatamente bem e de mal. aos Após saltos, um minuto, proferindo o treinador o respectivo explica grito, que depois irá tocar do que em cada devem atleta regressar um por imediatamente um, de modo à posição que mal silenciosa, sintam esse onde toque quer comecem que se encontrem; saltos, Nota: proferindo O treinador o respectivo deve esperar grito, depois que se do faça que de devem novo silêncio regressar completo imediatamente e pedir aos que à posição se mantenham silenciosa, concentrados onde quer que no que se encontrem. fizeram no treino, O treinador antes deve tocar esperar no atleta que seguinte. faça de Basta novo que silêncio 3-4 atletas completo executem e pedir que o grito. se mantenham concentrados no que fizeram no treino, antes de tocar no atleta seguinte. Basta que três ou quatro atletas executem o grito. D i n â m i c a 12 O Silêncio é Frágil Competências Desportivas O silêncio é frágil, mas pode ser importante que um atleta esteja em silêncio para que se possa concentrar, para recordar o que fez de bem ou mal. O mesmo silêncio é importante para perceber as instruções do treinador. Em situações de muito barulho, como por exemplo em jogos, é impossível evitar o ruído, mas se um atleta for capaz de pensar em silêncio, consegue mais facilmente concentrar-se e pensar em estratégias para os jogos. Competências para a Vida A concentração é sempre importante ao longo da vida, para conseguir atingir objectivos. Antes de agir é por vezes necessário concentração e pensar no que se vai fazer. Numa sociedade ruidosa como a actual, é importante voltar a valorizar o silêncio e também a apreciar a qualidade, mais que a intensidade do som. Dica O treinador pode dar instruções para se concentrarem num tema especifico. Não fazer este exercício se houver outras equipas ou ruído por perto. 20

22 D i n â m i c a 13 Cadeia de Emoções Descrição A equipa é dividida em grupos com pelo menos cinco elementos, os quais se colocam em fila, sentados ou em pé. O treinador escolhe uma emoção (medo, alegria, surpresa, tristeza, etc) que transmite ao ouvido do primeiro elemento da fila. Este deverá transmitir essa emoção ao participante imediatamente atrás de si, recorrendo apenas à expressão facial. Não são permitidos sons. O segundo elemento repete todo o procedimento com o terceiro, e assim por diante até que a mensagem chegue ao último participante, o qual deve dizer em voz alta que emoção que pensou reconhecer. O treinador pode optar por transmitir a mesma emoção a todos os grupos ou atribuir emoções diferentes a cada um. Competências desportivas Uma expressão nem sempre é óbvia para todos, por isso deve-se fazer um esforço para que os colegas entendam sem dúvidas. Ter a capacidade de reconhecer como expressar, e sobretudo de controlar, as emoções, melhora o desempenho ao longo do jogo. Competências para a Vida Estar consciente de que por vezes há uma diferença entre a ideia que se tem de uma emoção e a sua expressão; a dificuldade de transmitir emoções quando não se pode recorrer à palavra; a variedade de expressões faciais que cada um pode dar à mesma emoção; a confusão quando mal-entendidos geram interpretações erradas Dica Os sentimentos podem ser sugeridos pelo atleta que inicia a cadeia. Os rapazes têm mais dificuldade em expressar emoções que as raparigas, razão porque estes exercícios são especialmente importantes para eles. 21

23 D i n â m i c a 14 Onde está o Sorriso Descrição Instruções para os atletas: cada um deve expressar o sentimento que o treinador lhe indique ao ouvido (por ex triste, feliz, zangado, nem triste nem alegre), caminhando pelo campo e aproximando-se dos colegas cujo semblante mostre a mesma expressão. Quando o treinador der o tempo por terminado, os atletas deverão estar agrupados por expressão. Competências Desportivas Os atletas apercebem-se de que não expressam a mesma emoção de maneira idêntica entre si. É vulgar confundir a expressão da tristeza, com a zanga. Nem sempre nos apercemos do que, o que o outro nos quer transmitir pela expressão que tem: pode estar triste ou zangado e não conseguimos perceber a diferença. Acresce que normalmente agimos por reacção: se alguém aparenta estar zangado, tendemos a ficar agressivos e também a exprimir zanga, não considerando que talvez essa pessoa possa estar triste. É preciso ter em atenção as emoções em campo, porque elas podem decidir um jogo. Competências para a Vida por vezes é preferível perguntar o que se passa em vez de adivinhar os sentimentos do outro. Ser capaz de reconhecer os sentimentos de outra pessoa é um treino que deve ser feito constantemente, entre colegas, amigos e familiares. Devemos estar atentos ao modo como comunicamos com os outros, precisamos ser cautelosos e mostrar-nos disponíveis para com eles. Dica Obrigatório estar em silêncio: os atletas só podem expressar emoção através de expressões faciais. 22

24 D i n â m i c a 15 Como te queres Comportar Descrição O treinador pede aos atletas que pensem como se comportam /que tipo de comentários fazem/como agem fisicamente quando estão a ser agressivos, inibidos, etc. Situação que o grupo pode explorar: Um atleta pede ao treinador para sair mais cedo do treino, embora tenha já chegado atrasado. O treinador nomeia dois atletas que devem ir ao centro do círculo fazer o pedido de modo agressivo. De seguida nomeia outros dois que vão ao centro e se devem mostrar inibidos quando fazem o pedido. Seguir-se-ão outros dois atletas que farão o pedido de uma forma manipuladora. Por fim, dois atletas fazem o pedido negociando com o treinador, sem serem agressivos, manipuladores ou inibidos. Competências Desportivas Treinador e atletas são todos pessoas diferentes que devem ser respeitadas, ninguém tem o direito de ameaçar e envergonhar o outro. Reflectir sobre o comportamento que os atletas exibiram sem ficar à defesa. Considerar sempre as pessoas e as suas circunstâncias. Competências para a Vida O modo como tratamos os outros tem as suas consequências. Treinar a assertividade é treinar um pouco várias competências, como por exemplo a atenção, a concentração, a expressar de emoções, a confiança, coesão, etc. É realmente muito importante saber o que se quer e procurar atingir esse objectivo. Dica O treinador pede aos atletas a repetição do exercício, nas três versões, simulando um convite à/ao namorada/o. Informação Saber estar em campo é também saber estar na vida. Na sequência de ter sido fotografado a fumar marijuana, o campeão olímpico de natação Michael Phelps foi suspenso e viu todos os seus milionários patrocínios serem cancelados 23

25 D i n â m i c a 16 De que me Protejo Eu Descrição A cada elemento é sugerido que pense num medo e que verbalize ou represente através de mímica uma forma de lidar com esse medo; os restantes devem tentar identificar o medo em causa. Competências Desportivas À medida que vai crescendo a confiança dentro da equipa, os medos expressos vão sendo cada vez mais profundos. Saber partilhar os medos em campo ou na vida traz aos jogadores aproximação, confiança e coesão; aperceberem-se de que os medos são comuns a vários elementos da equipa leva a estabelecer estratégias conjuntas para os enfrentarem. Como lidar com o medo de não se ser convocado ou se ser expulso de jogo, por exemplo. Competências para a Vida O que fazer quando tenho receio de algo? Como faço quando tenho medo de uma resposta? Como lidar com a resposta negativa, quando não consigo fazer algo? Como reagir ao chumbo num exame? Como me posso proteger das IST ou de uma gravidez indesejada? É importante falar sobre os nossos medos e receios. Dica Com ateltas mais velhos pode conversar-se directamente sobre os medos em campo/jogo, como fazer para os resolver. Informação Onde obter Ajuda: Hospitais, Centros de Saúde, Centros de Aconselhamento e Detecção, Associações, Farmácias, etc. Apoio e Informação sobre homossexualidade Associação para o Planeamento da Família Associação Portuguesa de Apoio à Vitima Comissão de Protecção de Crianças e Jovens Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género Coordenação Nacional para a Infecção VIH-SIDA Direcção Geral de Saúde Linha Emergência Social 144 Linha Opções Linha SOS Grávida Médicos do Mundo Saúde 24 horas Sexualidade em Linha SOS Criança

26 D i n â m i c a 17 O Porquê de Arriscar Descrição Os atletas formam uma roda e o treinador pede-lhes que nomeiem actividades do seu dia a dia, assim como os riscos associados a essas actividades, o que pode agravar esses riscos, as vantagens de correr o risco, as alternativas vantajosas ao risco. Após os atletas enumerarem algumas actividades, são então escolhidas duas para serem exploradas mais profundamente quanto a riscos associados, factores que agravam esses riscos, e razões para correr esses riscos. Competências Desportivas Saber que um jogo é feito de opções. É importante conhecer os riscos associados a algumas decisões e estar consciente de que está nas mãos de cada um evitá-los. Apesar de ser importante arriscar, ter garra e jogar bem, devem medir-se os riscos que se correm, pois um jogador pode arriscar demais e prejudicar a equipa. A equipa deve saber gerir os riscos que corre ao longo do jogo. Competências para a Vida Que riscos se correm numa relação sexual não protegida? Que leva as pessoas a terem comportamentos de risco? Até que ponto podemos arriscar? Correr riscos é bom? Conhecer, e sobretudo saber assumir, as consequências dos riscos que se decide correr. Tomar decisões informadas, estar aberto a lidar com acontecimentos adversos e saber lidar com a frustração. Informação Os treinadores podem sugerir ao clube a realização de várias actividades durante a época (acampar, visitar espaços quando os atletas jogam fora, jantares convívio, parques, etc), o que permite cimentar as relações entre a equipa e trabalhar competências cuja fraqueza nem sempre é óbvia em campo. 25

27 D i n â m i c a 18 Quero Saber Descrição O treinador entrega um pedaço de papel a cada atleta e pede-lhe que escreva pelo menos duas questões ou temas relacionados com sexualidade. Não deve assinar e o assunto será discutido na sessão seguinte sem identificar autores. Competências Desportivas Exercício que serve para fortalecer os laços entre os membros da equipa, sobretudo por ser um tema íntimo que os atletas raramente conseguem discutir para além da competição entre conquistas muitas vezes enfabuladas. Competências para a Vida Compreender a sexualidade ajuda os adolescentes a lidar com os sentimentos e as pressões dos seus pares. A informação não os encoraja a serem sexualmente activos, antes lhes permite que sejam mais responsáveis e tomem decisões reflectidas. Informação A sexualidade inclui os corpos e o funcionamento; o género feminino e masculino; as orientações sexuais (heterossexual, homossexual ou bissexual); e os valores sobre a vida (o amor, a paixão, a alegria, a dor, a solidão, etc). Após uma primeira fase, caracterizada por mudanças bruscas da puberdade, os adolescentes entram numa nova fase, os processos de mudança são muito variáveis no tempo e, por isso, jovens da mesma idade podem encontrar-se em diferentes graus de desenvolvimento. A identidade de género também sofre alterações: o que é ser-se rapaz ou rapariga, como comportar-se em termos amorosos, sexuais e sociais. A nível psicológico, o processo de autonomia e construção de uma identidade adulta acentua-se e consolida-se, dando origem a sistemas de atitudes, valores e sentimentos mais estáveis. Na adolescência, os grupos começam a ser mistos e as paixões antes escondidas começam a ser declaradas e algumas a concretizar-se nas primeiras relações amorosas. Os adolescentes começam a experimentar sucessos, insucessos e dificuldades amorosas, podendo-se consolidar positivamente a auto-estima e a auto-confiança, muito importantes nesta etapa da vida. 26

28 D i n â m i c a 19 Esclarecer Dúvidas Descrição Esta sessão baseia-se nas perguntas escritas anonimamente pelos atletas na sessão anterior. O treinador deve tentar que seja o grupo a responder. É importante ir fornecendo informação geral sobre os modos de transmissão do VIH/ SIDA à medida que se trabalham as respostas. Fala-se em sexualidade, em mitos relacionados com as IST. O treinador conclui perguntando porque é que, apesar de tanta informação, as pessoas continuam a correr riscos sem utilizarem preservativo e não fazem o teste. Competências Desportivas Numa equipa é importante os atletas partilharem a mesma informação. É crucial que o treinador dê espaço aos atletas para que esclareçam dúvidas que tenham. Competências para a Vida É importante perguntar e partilhar informação. Normalmente descobre-se que os nossos pares têm as mesmas dúvidas. Também é importante aprender a não gozar/humilhar quem manifesta desconhecimento. Informação As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) transmitem-se pelas relações sexuais. Os causadores destas doenças podem ser vírus (como o VIH/ SIDA, o herpes, as hepatites), bactérias (sífilis, infecção por clamidia), fungos (micoses) ou parasitas (piolhos púbicos, mais conhecidos por chatos ), os quais estão presentes nos líquidos corporais (sangue, saliva, esperma, secreções vaginais) ou nas mucosas (vagina, pénis, boca, ânus). Certas IST podem ser passadas da mulher para o feto durante a gravidez e o nascimento. As IST podem provocar danos permanentes sem mostrarem sintomas. A maioria, no entanto, pode ser tratada e curada com medicação. Sintomas: manchas avermelhadas, úlceras, feridas, ardor, infecção urinária, comichão, inchaço, dor, corrimentos anormais, borbulhas e cheiros ou cores estranhas nos genitais. Em caso de dúvida, consultar o médico de família. I.S.T. Dica Esta sessão pode repetir-se enquanto os atletas tiverem questões por esclarecer. O treinador não deve recear não saber responder a alguma pergunta, pode sempre dizer que se vai inteirar e na sessão seguinte poderá esclarecer. PRAZER S E X O 27

29 D i n â m i c a 20 Os Medos Descrição Pede-se a cada atleta que fale sobre os medos que tem em relação a sexualidade. Competências Desportivas de se ser expulso de jogo desaparece se se conhecerem bem as regras de jogo e se tentar evitar cometer erros. Competências para a Vida Dependendo da idade, os atletas rapidamente referem o medo de ter relações pela primeira vez ou questões relacionadas com a imagem e o corpo. Caso nenhum referir a questão do VIH/SIDA, o treinador pode perguntar directamente se se deve ter medo da sida. Para tornar a questão mais clara, pode por exemplo comparar a possibilidade de ser infectado pelo VIH/SIDA com a possibilidade de adoecer com um cancro. Em relação a este último, apesar de ser possível adoptar alguns comportamentos preventivos (não fumar, não se expor muito tempo ao sol, ter uma alimentação saudável), não existe forma de nos garantir que não vamos adoecer. Já em relação ao VIH/SIDA é possível ter controlo sobre a transmissão da doença, uma vez que só depende de nós e dos nossos comportamentos. O treinador conclui então que não é preciso ter medo, mas sim ter-se consciência do risco que se corre, de forma a poder estar protegido....dentro da sexualidade... o que mais me assusta é... Informação O abuso sexual acontece sempre que a privacidade sexual de alguém é desrespeitada. Forçar alguém a ter relações sexuais chama-se violação. Mas a violação é só um dos tipos de abuso sexual. O toque não desejado, as carícias, a observação, conversação ou ser forçado a olhar para os órgãos sexuais de outra pessoa, são outras formas de abuso sexual. Os abusadores podem ser homens ou mulheres, podem ser nossos amigos ou até membros da nossa família. O abuso sexual, a violação e o incesto são crimes graves punidos pela lei. No entanto, ainda são muitas vezes omitidos. Amiúde as vítimas sentem-se envergonhadas para contar o que lhes aconteceu. Sentem-se, ou fazem-nas sentir, que o abuso ou a violação foi culpa sua. A ideia de abuso sexual pode confundir as crianças, pois foram ensinadas a respeitar os adultos e a fazer o que os pais e outros familiares lhes dizem para fazer. Muitas crianças são obrigadas a prometer segredo sobre este tema. É importante falar abertamente sobre abuso sexual, insistindo que todas as vítimas de abuso sexual falem com 28

30 D i n â m i c a 21 Os Três Cartões Descrição Cada atleta recebe três cartões-de-visita da mesma cor e imagina que está num lugar que pode representar um local de diversão. Cada um deve trocar os cartões com quem se cruza, se gostar da pessoa e essa estiver de acordo em ceder o dela. Só se podem dar os três cartões que se receberam inicialmente, e não aqueles que vão sendo trocados. Terminado o tempo, os atletas são informados de que os cartões-de-visita simbolizavam relações sexuais. Os que tinham cartões encarnados, eram seropositivos. Os que terminaram com algum cartão encarnado, tiveram relações com aqueles e ficaram infectados, excepto se inicialmente tinham cartões verdes, tal indica que com certeza tiveram relações sexuais usando sempre o preservativo. Os que inicialmente tinham cartões amarelos, não usaram de todo preservativo, e por isso podem estar infectados. Competências Desportivas A utilização de cartões remete para os cartões atribuídos pelo árbitro de acordo com o comportamento dos atletas. Competências para a Vida A importância do uso do preservativo na protecção da vida: basta uma relação desprotegida para se ficar infectado. Alertar para que, mesmo não se cruzando com os que sabiam estar infectados, cruzando-se com alguém que se tinham cruzado com esses, fica-se igualmente infectado. Alguém com cartão amarelo que chegou ao fim sem o trocar também não se contagiou, o que significa que a abstinência também contribuiu para que se tivesse mantido saudável. A conclusão final pode também ser a de que ninguém entre os que estavam infectados sabia da sua infecção, acontecendo o mesmo na vida real. Pode parecer estranho aos atletas confrontarem-se com a ideia que as pessoas que transmitem o VIH a outras não são más, não o fazem de propósito, simplesmente não têm uma percepção do risco que correm e por isso não se protegeram, nem protegem as pessoas com quem têm relações. Não se pode esperar que os outros se protejam por nós: somos nós os verdadeiros responsáveis pela prevenção da nossa saúde e da das pessoas com quem temos relações sexuais. Por respeito por nós e por elas. Informação A orientação sexual começa na infância, embora sem uma forma definitiva. Na verdade, ela vai-se construindo ao longo davida, os adolescentes podem ter várias experiências com ambos os sexos, numa fase de experimentação. É fundamental ter em conta que jovens com orientações homossexuais ou bissexuais se deparam com maiores dificuldades, pois os seus comportamentos estão em contradição com as normas sociais dominantes. Dica Dado que os atletas são do mesmo sexo, caso se fale da questão da homossexualidade pode ser interessante debatê-la, sugerindo que assumir esse papel no exercício não alterou em nada o seu valor enquanto pessoas. 29

31 D i n â m i c a 22 O Agente Nocivo Descrição O treinador pede um voluntário que desempenhe o papel de agente nocivo. Os restantes atletas devem colocar-se em fila indiana com as mãos nos ombros do participante à sua frente, representando um corpo que vai ser alvo de um ataque por parte de um agente nocivo. O participante que está à cabeça da fila é responsável pela coordenação da defesa do corpo. O ataque do agente nocivo concretiza-se cada vez que este for capaz de tocar o último elemento da fila. O grupo, para além de seguir as directivas do elemento que está à cabeça, deve colaborar na defesa do corpo. Sempre que no último elemento da fila for tocado pelo agente nocivo deve retirar-se. Se a fila se quebrar, considera-se que as defesas foram vencidas, devendo igualmente o último elemento da fila retirar-se. Cabe ao treinador definir o momento final da actividade. Variantes: o orientador pode pedir que a função do responsável pela organização da defesa do corpo seja rotativa. Com grupos numerosos pode também iniciar-se com vários agentes nocivos, ou convertendo cada elemento eliminado em agente nocivo. Competências Desportivas Os atletas correm, aquecem, e divertem-se. Treino da defesa homem a homem e da competição. Competências para a Vida A responsabilidade que a rede de amigos tem enquanto agentes protectores dos seus elementos e barreiras contra os que são agentes nocivos ao grupo. O efeito que a persistência tem na baixa das defesas do grupo. O efeito que o aumento do contágio dos elementos do grupo tem para o contágio dos restantes (metáfora para o que acontece em grupos extremamente fechados, onde as relações são intra-grupo a ideia de protecção é idílica e assume a forma de que a amizade e o amor tudo protegem). Informação O VIH só poderá ser transmitido através de: relações sexuais não protegidas (por contacto entre esperma e secreções vaginais em relações sexuais vaginais, orais ou anais, nas quais não se utilize o preservativo); por via sanguínea (transfusões de sangue, que estejam contaminadas). A transmissão de mãe infectada para o filho (durante a gravidez, através do seu sangue; durante o parto, através do sangue e secreções vaginais; na amamentação, através do leite materno). Dica Dinâmica ideal para o início do programa sobre o VIH com os mais novos, ou no final com os mais velhos. Exercício muito dinâmico, útil quando está frio ou chuva e é preciso trabalhar no balneário. 30

32 D i n â m i c a 23 Penso que Devias Descrição Simulação de uma conversa entre dois atletas, em que um conta uma experiência sexual; o ouvinte deve aconselhar o amigo a prevenir-se contra o VIH/ SIDA, respeitando sempre os seus sentimentos e direitos. Penso que devias... Competências Desportivas Um atleta pode chamar a atenção de outro relativamente a comportamentos menos éticos (com outros colegas, com o treinador, com o árbitro, ou com um adversário), mas deve fazê-lo sempre sem o humilhar ou magoar. Competências para a Vida Responder assertivamente e aconselhar um amigo ou colega. O frente a frente das relações e as suas ambiguidades. Dica Antes da dramatização, levar os atletas a reflectir sobre as seguintes questões: Alguém fez algo que não que te incomoda. O que poderá acontecer se não disseres nada? O que poderá acontecer se disseres algo? Como poderás dizer o que pensas sem magoar o outro? Informação Ao nível sexual, não existem idades fixas associadas a experiências concretas. A maioria dos rapazes começa a ter ejaculações espontâneas entre os 12 e os 16 anos. Um líquido chamado sémen é produzido pelos testículos e lançado através do pénis enquanto se dorme. Na adolescência ocorrem novas sensações e emoções, desejos e fantasias. As ocasiões de excitação sexual poderão surpreender alguns adolescentes, outros terão desejo de a provocar. A masturbação é uma maneira de uma pessoa se excitar e de procurar prazer por si própria. É muito importante saber que não existe nenhum mal, nem físico nem moral, em se procurar o prazer de uma forma solitária. Pode ser visto como uma forma de descoberta do próprio corpo. 31

33 D i n â m i c a 24 O Testemunho Descrição Os atletas ouvem um colega de equipa ler o testemunho Ricardo, 21 anos, no final debatendo o que acabaram de ouvir. Competências Desportivas Um atleta não deve ser julgado pela aparência. Por vezes é importante tentar colocar-se no papel do outro, sentir empatia. Ricardo, 21 anos... Testemunho ver pg Competências para a Vida Compreender que não é pela aparência que se sabe se alguém está infectado com o VIH. E também que a idade ou o amor que se tem a alguém não atribui imunidade a esse alguém. Ouvir alguém falar na primeira pessoa sobre a sua experiência como seropositivo permite colocar-nos no lugar do outro. Informação Ser seropositivo significa possuir o VIH. Ter SIDA significa que o vírus está instalado e se desenvolveu a doença da Imunodeficiência Adquirida, o que significa que se perderam as defesas contra doenças mais comuns como a tuberculose ou a pneumonia, as quais passam a ser fatais. O VIH/SIDA pode ser um assunto particularmente sensível para os jovens. Eles ouvem muita informação, sendo alguma dela assustadora e ameaçadora. A SIDA é fatal. Não existe cura. Porém, o VIH não é transmitido através nem de abraços, nem beijos, toques, tampos de sanita ou água da piscina: é importante desmistificar e conhecer. Dica Os atletas mais velhos são os mais receptivos a este exercício, mas também se pode fazer com os mais novos, ainda que a atenção seja pouca; se estes últimos apresentarem dificuldades de leitura, pode ser o treinador a ler o testemunho. 32

34 D i n â m i c a 25 Vamos Treinar Descrição Esta é uma sessão centrada em demonstrar na prática como se coloca o preservativo, usando um molde de plástico ou qualquer objecto fálico que esteja à mão, como seja o cabo de uma vassoura. O treinador deve convidar um atleta a exemplificar a colocação para os colegas, ajudando-o se necessário. Todos devem treinar esta competência. Competências Desportivas Não há habilidade sem treino, apenas a prática repetida produz a competência. Competências para a Vida Devem ser discutidas as consequências de uma má colocação do preservativo, como é importante dominar esta competência para a decisão de o utilizar nas relações sexuais. Poderá surgir, por parte dos atletas, a ideia de ser muito importante aprender a colocar o preservativo para não fazer má figura. Informação O preservativo é constituído por uma membrana fina, é flexível, pré-lubrificado e destina-se a ser colocado no interior da vagina ou no pénis, impedindo assim a entrada do esperma na vagina. Quando usado de uma forma correcta, é altamente eficaz, deve ser colocado no início da relação e retirado logo após a ejaculação. Vantagens do preservativo: protege de uma gravidez não desejada, protege de uma IST, não provoca efeitos secundários (em caso de alergia ao látex é possível usar preservativos de poliuterano). Dica: Pode fazer-se o exercício com o preservativo masculino e com o feminino, ou só com um deles, mas é importante falar nos dois. 33

35 D i n â m i c a 26 Se a Resposta é Não, então Descrição Os atletas devem representar várias situações, não devendo o indivíduo rejeitado reagir de forma agressiva ou inibida. Situação 1 - Relações Interpessoais: ao querer participar numa actividade desportiva colectiva, o atleta vê a sua entrada vedada por um colega que diz não simpatizar consigo.situação 2-Educação Sexual: o atleta está perante a sua grande paixão do momento e quer iniciar vida sexual com ela/ele, mas a sua tentativa é recusada. Competências Desportivas É muito importante aprender a lidar com respostas negativas e saber ultrapassar a frustração. Por exemplo, aceitar ficar no banco. Competências para a Vida Ultrapassar o constrangimento em abordar o tema da sexualidade. A fuga a nomear as coisas pelos nomes leva à confusão. A dificuldade em dizer não a alguém de quem gostamos. Aprender a lidar com as emoções negativas, com a frustração, com o facto de nem todos gostarem de nós, dificuldade em recusar um pedido. Informação A relação sexual pode ser um encontro de pessoas envolvendo afectividade, como fantasias, expectativas e desejos. Não é necessariamente apenas o contacto entre duas zonas genitais, uma mera utilização do corpo. Regra geral, fala-se de relação sexual completa quando existe penetração. Contudo, devem encarar-se as relações sexuais num sentido mais amplo, no qual se valorizam também diferentes formas das pessoas se relacionarem. 34

36 D i n â m i c a 27 Sozinhos em Casa Descrição Simulação de três situações com pares de atletas, ou treinador+atleta. Sempre que algum atleta sentir dificuldades, pode pedir a outro para o ajudar, ou até pedir para ser substituído quando não encontrar mais argumentos. Situação 1: um par de namorados discute a utilização do preservativo numa primeira relação sexual, sendo que um deles é contrário ao seu uso. O objectivo é discutir vantagens e desvantagens do uso do preservativo. Situação 2: par de namorados que já tem relações sexuais e que usa sempre o preservativo, no entanto, um deles pretende deixar de o usar. Situação 3: par de namorados que já tem relações sexuais há bastante tempo e que sempre usou o preservativo. Um certo dia proporciona-se ter relações sexuais e descobrem que não têm preservativo. O que fazer? Competências desportivas simulação de situações em campo que podem gerar conflito. Competências para a Vida aprender a controlar as emoções, a argumentar uma posição, a lidar com a rejeição. Aprender a ser civilizado. Eu uso preservativo. Já disse, não uso preservativo! Informação No exercício surgem algumas desvantagens do uso do preservativo: Não é natural, Incomoda, É caro, etc. Para todos estes argumentos há contra-argumentações: As IST s são naturais, mas nem por isso são boas, Podem-se obter preservativos gratuitos nos centros de saúde, etc. O treinador pode perguntar porque o preservativo é sobretudo associado à prevenção de gravidezes indesejadas. A resposta unânime poderá ser a de que é um problema mais presente. A partir daí começam a concentrar-se mais na prevenção do VIH/SIDA, altura em que surjam questões ligadas à confiança: Não confias em mim?, Não é uma questão de confiar em ti é uma questão de saúde. Relativamente à Situação 2, é possível que os atletas cheguem rapidamente à conclusão de que uma solução pode ser a de ambos fazerem o teste ao VIH. 35

37 D i n â m i c a 28 Debate Descrição Cada atleta deve ler uma afirmação e comentá-la. As afirmações são: As pessoas com sida deviam ficar em quarentena. Só os trabalhadores sexuais é que transmitem SIDA. Sei ver se alguém tem sida ou não. Os mosquitos podem transmitir SIDA. Os utilizadores de drogas injectáveis e homossexuais têm todos sida. Se amo alguém não uso preservativo, confio nessa pessoa. Com o uso do preservativo não tenho prazer, nem dou. Eu já fiz o teste. Só homens que fazem sexo com homens é que apanham sida. Nas casas de banho também se pode apanhar sida. Competências Desportivas De acordo com as regras, um atleta não pode estar em campo com uma ferida aberta. Explicar que isso se destina a evitar um embate entre dois atletas que coloque em contacto o sangue de ambos, um deles infectado. Explicar que a regra também se deve aplicar nos treinos, pois qualquer atleta pode estar infectado e nem sequer saber. Competências para a Vida Literacia funcional: entender informação escrita e conseguir reproduzi-la. Conhecer a problemática do VIH/SIDA para poder argumentar sobre ela com fundamento, mostrando conhecimentos. Ter na vida uma atitude cívica, informando-se e contribuindo para prevenir problemas tão importantes como a SIDA. Informação Um dos grandes problemas e mitos da transmissão do VIH/SIDA é a de que no inicio se pensava que apenas determinados grupos de pessoas se podiam infectavar: toxicodependentes, prostitutas e homossexuais. Estas mesmas pessoas passaram a ser alvo de discriminação, e as demais assumiram que nunca se infectariam. Neste momento, são as pessoas dentro dos grupos referidos quem mais se protege, crescendo assim o número de infectados sobretudo à custa de infecções entre heterossexuais. É muito importante perceber que não existem grupos de risco, mas sim comportamentos de risco. nas casas de banho também se pode apanhar sida? 36

38 D i n â m i c a 29 Concordo e Discordo Descrição O treinador lê uma série de afirmações, com as quais os atletas devem concordar ou discordar, justificando-se. As frases são: Usar contracepção de emergência muitas vezes pode diminuir a sua eficácia. O coito sem preservativo supõe riscos, mesmo que o rapaz ejacule fora. Tendo relações sexuais de vez em quando, o risco de gravidez ou de SIDA é muito baixo. O sexo oral e anal são comportamentos de risco. Existem certos grupos de pessoas que têm mais risco de contrair o VIH/ SIDA. Uma gravidez que não é desejada afecta também o rapaz. Discordo!!! Concordo! Competências Desportivas Quando um atleta discorda de um determinado exercício, deve dizê-lo claramente ao treinador (em vez de o fazer contrariado, ou de boicotar), mas apresentando as suas razões e também sugestões de melhoria ou alternativa. Competências para a Vida A necessidade de conhecermos todas as nossas capacidades e dificuldades enquanto comunicadores. A importância de manifestar a nossa opinião, de revelar conhecimentos sem receio. Aprender também a argumentar uma afirmação. Ao verbalizar a nossa posição, podemos até perceber que estavamos errados. Informação Os mitos da sexualidade são muitos... Segue-se uma lista de afirmações falsas que o treinador pode falar com aos atletas: da primeira vez não engravido, nem me posso infectar com IST ; caso ejacule fora ou durante o período, não engravido ; o preservativo não dá prazer ; os mosquitos transmitem a sida ; não posso ter relações com o período ; quanto maior o pénis, maior o prazer da mulher ; quanto mais a mulher grita, mais está a gostar ; masturbação em excesso faz mal ; fico infértil se me masturbar muito ; a SIDA não se transmite pelo sexo anal ou oral ; a minha namorada pode sempre tomar a pílula do dia seguinte.

39 D i n â m i c a 30 O Remorso Descrição Nesta sessão os alunos ouvem uma música que devem debater em seguida. A música é O Remorso, dos DaWeasel (Anexo 2), a qual relata na primeira pessoa uma ida a um centro de rastreio do VIH/SIDA por um indivíduo com comportamentos de risco, dentro e fora do namoro. Passa por uma grande angústia que jura nunca mais querer voltar a passar. Após receber o resultado negativo, volta a ter os mesmos comportamentos que o tinham posto naquela situação. No final, os atletas devem comentar a letra. Competências Desportivas Ter atitudes egocêntricas em campo pode prejudicar a equipa. A extrema importância de ponderar as consequências das opções que se tomam. O arrependimento também é importante não por remediar situações ditas irreversíveis, mas se for resultado de uma reflexão que leve a evitar a repetição do erro. Competências para a Vida Quando se toma uma decisão, deve-se estar consciente das respectivas consequências, e estar pronto para as assumir. Alinho as caras de pessoas com quem mantive sexo ocasional ou não, quanto mais penso, mais fica complexo A lista não é extensa mas basta apenas uma vez Informação São vários os sítios onde os jovens se podem dirigir para obterem apoio especializado, prestado por profissionais de diversas áreas. Por exemplo, nos Centros de Saúde existem médicos e enfermeiros que podem aconselhar os jovens e facilitar o acesso a métodos contraceptivos. A contracepção de emergência pode ser comprada nas farmácias sem receita médica. Pode-se também ter acesso à contracepção de emergência, de forma gratuita, no Centro de Saúde, no CAD. É possível fazer um teste rápido de diagnóstico da infecção VIH/SIDA. A melhor estratégia de defesa contra esta epidemia é a prevenção do contágio, e isso só é possível através da utilização correcta e regular do preservativo em todas as relações sexuais. Ver anexo 2 pg.42 38

40 D i n â m i c a 31 Que Bem que Estás Descrição Formam-se grupos de quatro atletas que jogam numa roda. Um dos elementos de cada grupo sai do campo, devendo os três que ficam começar a fazer afirmações positivas a respeito do que saiu, tentando incluir informação que possivelmente não é partilhada por todos. O elemento que saiu regressa e ouve a lista de afirmações, uma de cada vez, tentando adivinhar a autoria de cada uma deles. O treinador deve insistir para que todas as afirmações sejam positivas. Repete-se esta actividade de modo a todos os elementos serem elogiados. Competências Desportivas Os elogios são importantes, sobretudo logo após uma derrota, estando a auto-estima em baixo. À medida que a época decorre, todos os atletas, em princípio, se conhecem bem: este exercício pode revelar surpresas, atletas que recebem elogios que não esperam e, por vezes, por quem menos esperam. Competências para a Vida Capacidades e dificuldades enquanto comunicadores. A importância de dizer algo de bom relativamente ao outro. A dificuldade em lidar e responder a elogios. O treinador pode perguntar como os atletas elogiam as/os respectivas/os namoradas/os. Pode assim surgir a oportunidade de se falar naturalmente da possibilidade de algum atleta ter um namorado. Informação Por vezes, a acentuação do desejo sexual e das sensações eróticas centra-se mais na exploração do corpo, nas fantasias, no culto e atracção pelos ídolos, e menos numa actividade sexual com eventuais parceiros amorosos reais. Nesta fase, o comportamento sexual mais frequente é a masturbação e também carícias mútuas sem penetração. As novas possibilidades e necessidades sexuais nem sempre são fáceis de assimilar e de assumir, podendo desencadear conflitos ou dificuldades que os adolescentes têm de enfrentar e tentar superar. Caso este processo se desenvola de forma adequada, permitirá que o adolescente se sinta uma pessoa sexuada, diferenciada dos outros, com um sistema de valores próprio e congruente ao longo do tempo. Os adolescentes que compreendem a sua sexualidade estão mais aptos a lidar com as suas vidas e com as suas relações amorosas. É importante falar, mas para isso é necessário um ambiente positivo onde um jovem não arrisque ser criticado. 39

41 T e s t e m u n h o Anexo 1 Foi com a segunda namorada que tive. Era uma pessoa conhecida da minha família. Comecei a namorar durante o Verão. Quando começamos a ter relações sexuais, a minha única preocupação era a gravidez. Achava, tal como muita gente acha, que não me podia tocar. Isto há cinco anos. Pensava que era um problema só dos drogados e dos homossexuais. Ela não era drogada, não fumava sequer. Não era daquelas miúdas que andasse ai nas maluquices. Era uma miúda bem comportada, nunca me levou a suspeitar de nada. Só mais tarde é que eu soube que ela tinha iniciado a sua vida sexual com um rapaz com um passado de drogas. Se eu tivesse sabido disso antes, se calhar, as coisas tinham corrido de maneira diferente, mas para ser sincero, talvez não, porque nunca tinha pensado em tal coisa. Depois aconteceu, lá está na altura não foi por falta de informação em relação à doença. Eu sabia como as coisas aconteciam, mas pensei... esta é uma pessoa conhecida, nunca esteve no hospital, tem ido ao médico, tem feito exames, está tudo bem. Só que este teste ninguém se lembra de o fazer. Como as análises tinham um valor meio esquisito, o médico lembrou-se de me pedir o teste. Posso pedir o exame? perguntou-me. Sim, na boa, respondi eu. Não estava à espera. Não estava mesmo nada à espera. Depois comecei a pensar e realmente somos os únicos culpados, nós os dois. Amei a minha namorada, mas infelizmente, muito pessoal lá na escola vai para uma festa, começa a curtir, depois segue-se o vamos até minha casa ver um filme e, no meio do filme, passam ao acto. Sem pensar minimamente nas consequências. Quantas pessoas não estarão infectadas com o vírus sem saberem? Sobretudo dos 14 aos aos 20 anos. As pessoas com quem tive relações foi porque as amava e pensei que o amor não me fosse trair. A verdade é que traiu. Foi o que mais me custou. Eu amava a pessoa, confiava nela, logo não precisava de usar preservativo. Pensava sempre que só calha aos outros, por exemplo, uma rapariga que ande no 12º ano e que comece a namorar com um rapaz que conhece da escola há seis ou sete anos, e do qual sempre foi muito amiga, em principio, nas primeiras vezes usará o preservativo. Contudo, a partir de um certo momento, os dois vão tomar a decisão, ou provavelmente só a rapariga, de começar a tomar a pílula, muito provavelmente, sem consultar um ginecologista. anexo 40

42 As doenças transmissíveis por via sexual ficam a descoberto. Foi o que se passou comigo, e é o que se passa hoje em dia com o pessoal da minha idade. Esquecem-se que a outra pessoa teve relações com outra, e que esta teve com outra, e assim por diante. Não se usa protecção porque se tem confiança. O que inspira a confiança? Hoje assusta-me ouvir, entre os meus colegas, comentar que passaram a noite com uma rapariga que conheceram na discoteca, sem tornar as mínimas precauções. E quando tomam, a maioria das vezes é com medo de uma gravidez. Eu gostava de poder dar a cara, mas agora não posso. Penso na minha mãe, em toda a minha família. Os pais da minha namorada concerteza que também não iriam compreender. Por isso, não posso, embora gostasse. Acredito que muitos dos que lidam comigo no meu dia-a-dia, da próxima vez que tivessem uma relação sexual, iam utilizar preservativo, porque olhando para mim, ninguém diz que sou seropositivo. O vírus que eu apanhei, não veio só da pessoa com quem eu namorei, veio da outra pessoa com quem ela namorou. Testemunho verídico de um seropositivo, Ricardo, 21 anos Texto adaptado do livro Testemunhos da Comissão Nacional de Luta Contra a Sida. 41

43 Anexo 2 O remorso A caminho da clínica para ir buscar os resultados, vejo e revejo todos os passos errados não foram poucos, mas o remorso é uma coisa tão incrível as imagens organizam-se de uma forma acessível O telemóvel toca - é a minha namorada: Tudo bem, o que é que fazes, puto? Nada, baby, nada, telefono-te daqui a pouco, o quê que tens? Parece que que tásrouco Se ela soubesse do meu sufoco, quase que fico louco Como é que a vou encarar se estiver positivo? quando a conheci estava bem negativo Se eu apanhei, ela apanhou de certeza absoluta como é que pude ser tão grande filho da puta? A minha mãe sempre me disse Puto tem muito cuidado e eu sempre me gabei de andar bem informado Mas sempre dormi à brava, dei na fruta à brava sempre vivi à brava mas não quero morrer à brava O remorso é uma coisa tão incrível As imagens organizam-se de forma acessível O telemóvel toca, é a minha namorada Tudo bem? O que é que fazes, puto? Nada, baby, nada Alinho as caras de pessoas com quem mantive sexo ocasional ou não, quanto mais penso, mais fica complexo A lista não é extensa mas basta apenas uma vez penso na miída do Kids encerrada em lividez A sala de espera parece o corredor da morte pesado como o ar está, não há nada que o corte Lembro-me da conversa que tive com a minha médica para ela não há problema, eternamente céptica A pior das hipóteses não é tão má assim, hoje em dia é diferente - acredita em mim Acordo quando ouço o meu nome chamado em voz alta juro que é a última vez que hoje o medo me assalta A doutora traz um sorriso, o que não quer dizer nada mas quase que ejaculo quando vejo a folha imaculada Tenho que festejar, hoje á noite é a doer Não comprei camisas - O que é que se há-de fazer? Da Weasel 42

44 Órgãos Genitais Feminino Masculino anexo 3 Luísa Fonseca (ilustração 1 e 2) 43

cartões de bolso serié 2 SEXO SEGURO

cartões de bolso serié 2 SEXO SEGURO cartões de bolso serié 2 SEXO SEGURO 1 O que quer dizer sexo seguro? Sexo seguro quer dizer, práticas sexuais responsáveis sem riscos de engravidar, ou de contrair uma infecção transmitida sexualmente,

Leia mais

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL Escola Secundária com 3º CEB de Coruche 0 EDUCAÇÃO SEXUAL INTRODUÇÃO A Educação da sexualidade é uma educação moral porque o ser humano é moral. É, também, uma educação das atitudes uma vez que, com base

Leia mais

Sexualidades e Afectos

Sexualidades e Afectos Sexualidades e Afectos A Sexualidade está sempre presente... Em todas as fases da vida: antes do nascimento quando bebés em criança na adolescência na juventude na vida adulta na maturidade quando envelhecemos

Leia mais

Instituto de Higiene e Medicina Tropical/IHMT. Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento/FLAD. Fundação Portugal - África

Instituto de Higiene e Medicina Tropical/IHMT. Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento/FLAD. Fundação Portugal - África Instituto de Higiene e Medicina Tropical/IHMT APOIO: Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento/FLAD Casa de Cultura da Beira/CCB CERjovem ATENÇAÕ MULHER MENINA! Fundação Portugal - África RESPOSTAS

Leia mais

ENSINO CURRICULUM NACIONAL. Vírus do Herpes

ENSINO CURRICULUM NACIONAL. Vírus do Herpes Este módulo tem por objectivo ensinar aos alunos o modo como a actividade sexual pode levar à transmissão de micróbios e doenças. O Capítulo 2.3, Infecções Sexualmente Transmissíveis, ensina aos alunos

Leia mais

EDUCAÇÃO SEXUAL E AFETIVA

EDUCAÇÃO SEXUAL E AFETIVA Nome: N.º: Ano/Turma: A. Lê o texto da página 3, A adolescência, e assinala verdadeiro ou falso. 1. A puberdade é marcada pela entrada em funcionamento dos órgãos sexuais. 2. Os rapazes entram mais cedo

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 660/X ESTABELECE O REGIME DE APLICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR

PROJECTO DE LEI N.º 660/X ESTABELECE O REGIME DE APLICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR PROJECTO DE LEI N.º 660/X ESTABELECE O REGIME DE APLICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR Exposição de Motivos A garantia da saúde sexual e reprodutiva na sociedade contemporânea é condição necessária

Leia mais

A Companhia dos amigos na floresta das emoções

A Companhia dos amigos na floresta das emoções A Companhia dos amigos na floresta das emoções Promoção de competências sócio-emocionais de crianças pré-escolares Caderno Divulgação 2015 Associação A Companhia dos amigos na floresta das emoções Propomos

Leia mais

Perturbação da Ansiedade de Separação

Perturbação da Ansiedade de Separação Bibliografia e Recursos úteis (1996). DSM-IV Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais. Lisboa: Climepsi Editores. Perturbação da Ansiedade de Separação Kendall, P. C. (2011). Child

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO SALA CURIOSOS

PROJETO PEDAGÓGICO SALA CURIOSOS PROJETO PEDAGÓGICO SALA CURIOSOS Ano letivo 2012/2013 PROJETO PEDAGÓGICO SALA DOS CURIOSOS INDICE 1- Caracterização do grupo 2- Tema do projeto pedagógico da sala dos Curiosos: A Brincar vamos descobrir

Leia mais

1º,2º, 3º CICLOS E SECUNDÁRIO

1º,2º, 3º CICLOS E SECUNDÁRIO LINHAS ORIENTADORAS PARA OS PROJETOS DE EDUCAÇÃO SEXUAL 1º,2º, 3º CICLOS E SECUNDÁRIO 2011/2015 Página 1 ÍNDICE Página Introdução... 3 Enquadramento legal.. 4 Temas propostos. 5 Competências/Objetivos...

Leia mais

QUERO SABER... FIZ O TESTE E DEU ( POSITIVO ) Como é que uma pessoa se pode proteger do VIH/sida?

QUERO SABER... FIZ O TESTE E DEU ( POSITIVO ) Como é que uma pessoa se pode proteger do VIH/sida? Como é que uma pessoa se pode proteger do VIH/sida? Para NÃO APANHAR nas relações intimas e sexuais: 1. Não fazer sexo enquanto não se sentir preparado para usar o preservativo (pode experimentar primeiro

Leia mais

O DESEJO DE MORRER. A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más. Suicídio

O DESEJO DE MORRER. A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más. Suicídio O DESEJO DE MORRER A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más Suicídio Os comportamentos suicidários constituem um flagelo da nossa sociedade contemporânea. Contudo,

Leia mais

Ser um Treinador de Sucesso com Crianças

Ser um Treinador de Sucesso com Crianças APEF Ser um Treinador de Sucesso com Crianças Pedro Teques Departamento de Psicologia e Comunicação da APEF Direcção de Contacto: Pedro Teques, Departamento de Psicologia e Comunicação, Associação Portuguesa

Leia mais

ASPECTOS PSICOLÓGICOS NO Futsal através do treino Integrado

ASPECTOS PSICOLÓGICOS NO Futsal através do treino Integrado ASPECTOS PSICOLÓGICOS NO Futsal através do treino Integrado Francisco Batista Introdução A aplicação da Psicologia no treino desportivo tem, nestes últimos anos sido muito importante. A Psicologia é uma

Leia mais

OFICINA: SEXUALIDADE

OFICINA: SEXUALIDADE OFICINA: SEXUALIDADE Daniele Costa Tatiane Fontoura Garcez APRESENTAÇÃO A oficina tem como tema a Sexualidade, será realizado no Instituto Estadual de Educação Bernardino Ângelo, no dia 25/08/2014, segunda-feira,

Leia mais

Projeto de Educação Sexual 2013/2014

Projeto de Educação Sexual 2013/2014 Projeto de Educação Sexual 2013/2014 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ARCOZELO Equipa de Educação para a Saúde 1. INTRODUÇÃO O presente projecto, surge para dar cumprimento à lei nº 60/2010 de 6 de Agosto, regulamentada

Leia mais

A importância da Psicologia no Desporto

A importância da Psicologia no Desporto ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCOLAS DE FUTEBOL APEF A importância da Psicologia no Desporto Pedro Teques Departamento de Psicologia e Comunicação da APEF Direcção de Contacto: Pedro Teques, Departamento de

Leia mais

PREVENÇÃO DA SIDA MAIS DE 10 MIL RESPOSTAS!

PREVENÇÃO DA SIDA MAIS DE 10 MIL RESPOSTAS! PREVENÇÃO DA SIDA Não baixar os braços Campanhas de prevenção frequentes, bem dirigidas e sem tabus são armas essenciais na luta contra a propagação da sida. O nosso inquérito a mais de 10 mil pessoas

Leia mais

Infecções sexualmente transmissíveis

Infecções sexualmente transmissíveis Escola secundária com 2º e 3º ciclos Anselmo de Andrade Infecções sexualmente transmissíveis 9ºD Ciências Naturais 2011/2012 Professora: Isabel Marques Trabalho realizado por: Inês Pinto nº9 Mariana Cantiga

Leia mais

O que é brincar e como se diferencia das outras actividades?

O que é brincar e como se diferencia das outras actividades? i dos Pais Temas O Brincar Todas as crianças são únicas e diferentes das outras, sendo que as suas diferenças individuais parecem estar diretamente associadas com a sua maneira de brincar e a imaginação

Leia mais

AVALIAÇÃO: Teste escrito

AVALIAÇÃO: Teste escrito Aulas de Ciências do Comportamento 24 Novembro (quarta) Introdução à Psic. Desporto Conhecimento do atleta Motivação 3 Dezembro (quarta) Comunicação e aprendizagem Auto-confiança Formulação de objectivos

Leia mais

Conversando com os pais

Conversando com os pais Conversando com os pais Motivos para falar sobre esse assunto, em casa, com os filhos 1. A criança mais informada, e de forma correta, terá mais chances de saber lidar com sua sexualidade e, no futuro,

Leia mais

A última relação sexual

A última relação sexual PARTE G QUESTIONÁRIO AUTO-PREENCHIDO (V1 - M) As próximas perguntas são sobre a sua vida sexual. É muito importante que responda, pois só assim poderemos ter informação sobre os hábitos sexuais da população

Leia mais

Competências Parentais

Competências Parentais ExpressARTE Recursos Didácticos para Aprender a Ser Mais Guia do Formador drmadorr1manda Competências Parentais Autor: Inês Eugénio Título: Competências Parentais Coordenação da Mala Formativa: Graça Pinto,

Leia mais

COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO

COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO DEFINIÇÕES OPERACIONAIS E INDICADORES COMPORTAMENTAIS Pag. 1 Elaborada por Central Business Abril 2006 para o ABRIL/2006 2 COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO

Leia mais

5Passos fundamentais. Conseguir realizar todos os seus SONHOS. para. Autora: Ana Rosa. www.novavitacoaching.com

5Passos fundamentais. Conseguir realizar todos os seus SONHOS. para. Autora: Ana Rosa. www.novavitacoaching.com 5Passos fundamentais para Conseguir realizar todos os seus SONHOS Autora: Ana Rosa www.novavitacoaching.com O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos! Eleanor Roosevelt CONSIDERA

Leia mais

CONSUMO DE ÁLCOOL & ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

CONSUMO DE ÁLCOOL & ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS CONSUMO DE ÁLCOOL & ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS O álcool é a «droga recreativa» mais utilizada em contexto universitário. Estudos recentes revelam que mais de metade dos estudantes universitários tiveram,

Leia mais

A vivência na conjugalidade é todo um processo que engloba outros processos como a intimidade, a vida sexual, o trabalho, a procriação, a partilha

A vivência na conjugalidade é todo um processo que engloba outros processos como a intimidade, a vida sexual, o trabalho, a procriação, a partilha Existe um facto para o qual também devemos dar atenção: o agressor poderá estar numa posição de solidão. Poucos serão os agressores que terão a consciência do problema que têm, a agressividade que não

Leia mais

PERTURBAÇÃO DA ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO

PERTURBAÇÃO DA ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO PERTURBAÇÃO DA ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO Informação aos pais O que é a Perturbação da Ansiedade de Separação? A Perturbação da Ansiedade de Separação caracteriza-se principalmente por um mal-estar excessivo,

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (4 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Expressar curiosidade e desejo de saber; Reconhecer aspetos do mundo exterior mais próximo; Perceber a utilidade de usar os materiais do seu quotidiano;

Leia mais

Introdução Conselhos para educadores

Introdução Conselhos para educadores Introdução Conselhos para educadores INTRODUÇÃO A utilização da Internet constitui um desafio para a educação dos nossos filhos e dos nossos alunos. Acontece muito frequentemente que os deixamos a navegar

Leia mais

ADOLESCÊNCIA SEXUALIDADE

ADOLESCÊNCIA SEXUALIDADE ADOLESCÊNCIA E SEXUALIDADE Adolescência É o período de transição entre a infância e a idade adulta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS),o período da adolescência situa-se entre os 10 e os 20 anos.

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

I Seminário Transfronteiriço sobre Estratégias de participação Andaluzia, Algarve, Alentejo Marta Terra Voluntariado e cidadania - A REDE -

I Seminário Transfronteiriço sobre Estratégias de participação Andaluzia, Algarve, Alentejo Marta Terra Voluntariado e cidadania - A REDE - Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens (REDE) I Seminário Transfronteiriço sobre Estratégias de participação Andaluzia, Algarve, Alentejo Marta Terra Voluntariado

Leia mais

O que são DSTs? Gonorréia e/ou Uretrites não Gonocócicas, Tricomoníase, Candidíase.

O que são DSTs? Gonorréia e/ou Uretrites não Gonocócicas, Tricomoníase, Candidíase. O que são DSTs? DSTs significa, doenças sexualmente transmissíveis, que são passadas nas relações sexuais com pessoas que estejam com essas doenças. São DSTs, a gonorréia, a sífilis, a clamídia, o herpes

Leia mais

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO EPSU, UNI Europa, ETUCE, HOSPEEM, CEMR, EFEE, EuroCommerce,

Leia mais

Guião Terceira Sessão Infeções Sexualmente Transmissíveis

Guião Terceira Sessão Infeções Sexualmente Transmissíveis Guião Terceira Sessão Infeções Sexualmente Transmissíveis SLIDE 1 Introdução do trabalho: Bom dia, estamos aqui para falar a cerca das infeções sexualmente transmissíveis, os problemas associados e o modo

Leia mais

Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais. Associação

Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais. Associação Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais Associação promoção do desenvolvimento, tratamento e prevenção da saúde mental Associação Edição online gratuita i dos pais. Folheto Informativo. Vol. 4,

Leia mais

Ensine a Regra Aqui ninguém toca aos seus filhos.

Ensine a Regra Aqui ninguém toca aos seus filhos. 1. Ensine a Regra Aqui ninguém toca aos seus filhos. Cerca de uma em cada cinco crianças é vítima de violência ou abuso sexual. Ajude a impedir que a sua criança seja uma vítima. Ensine-lhe a Regra Aqui

Leia mais

QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO INICIAL - HOMEM VIH POSITIVO

QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO INICIAL - HOMEM VIH POSITIVO INSTRUÇÕES PARA A EQUIPA DO ESTUDO: Após inscrição no estudo, os participantes devem preencher este questionário de avaliação inicial. Certifique-se de que é distribuído o questionário adequado. Após o

Leia mais

Guia prático para professores

Guia prático para professores Guia prático para professores Não, Não e NÃO! Comportamentos de Oposição e de Desafio em sala de aula Sugestões práticas da: Nem todas as crianças são iguais, já ouvimos dizer muitas vezes.. Desde cedo,

Leia mais

AS REGRAS DO BASQUETEBOL

AS REGRAS DO BASQUETEBOL AS REGRAS DO BASQUETEBOL A BOLA A bola é esférica, de cabedal, borracha ou material sintéctico. O peso situa-se entre 600 g e 650g e a circunferência deve estar compreendida entre 75 cm e 78 cm. CESTOS

Leia mais

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani.

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. O que são DSTS? São as doenças sexualmente transmissíveis (DST), são transmitidas, principalmente, por contato

Leia mais

ANTF. Acção de Actualização para Treinadores de Futebol de Jovens. Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo. Fases do Jogo

ANTF. Acção de Actualização para Treinadores de Futebol de Jovens. Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo. Fases do Jogo ANTF Acção de Actualização para Treinadores de Futebol de Jovens Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo Fases do Jogo VÍTOR URBANO FASES DO JOGO No Futebol Moderno, todos os jogadores da equipa, sem

Leia mais

cartões de bolso serié 4 VIH/ SIDA

cartões de bolso serié 4 VIH/ SIDA cartões de bolso serié 4 VIH/ SIDA 1 O que é VIH? É o vírus que causa a SIDA. Vírus é um microbio muito pequeno, que não se consegue ver a olho nu, ou seja, é preciso ajuda de um microscópio. VIH significa:

Leia mais

AIDS / Uma epidemia em expansão

AIDS / Uma epidemia em expansão A negociação da divisão de trabalho, no cuidado com a casa, com os filhos, com a alimentação e etc.. vem sendo um dos grandes assuntos debatidos entre casais nos tempos modernos. Ainda assim, freqüentemente

Leia mais

RUGBY. para TODOS. Escolinhas de Rugby Um projecto de interacção social. Departamento de Desenvolvimento. Henrique Garcia

RUGBY. para TODOS. Escolinhas de Rugby Um projecto de interacção social. Departamento de Desenvolvimento. Henrique Garcia RUGBY para TODOS Escolinhas de Rugby Um projecto de interacção social Departamento de Desenvolvimento Henrique Garcia 1. Introdução A Federação Portuguesa de Rugby tem como missão tornar possível que TODAS

Leia mais

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja)

Aspectos externos: contexto social, cultura, rede social, instituições (família, escola, igreja) Lembretes e sugestões para orientar a prática da clínica ampliada e compartilhada Ampliar a clínica significa desviar o foco de intervenção da doença, para recolocá-lo no sujeito, portador de doenças,

Leia mais

O AUTISMO- NA CRIANÇA

O AUTISMO- NA CRIANÇA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MÉRTOLA Escola E,B 2,3 ES\Escola S. Sebastião de Mértola Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 3ºano Disciplina de Psicopatologia Geral Ano letivo 2013\14 Docente:

Leia mais

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO INTRODUÇÃO

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO INTRODUÇÃO CARTA EUROPEIA DO DESPORTO INTRODUÇÃO A Carta Europeia do Desporto do Conselho da Europa é uma declaração de intenção aceite pelos Ministros europeus responsáveis pelo Desporto. A Carta Europeia do Desporto

Leia mais

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO CARTA EUROPEIA DO DESPORTO Objectivo da Carta... 3 Definição e âmbito de aplicação da Carta... 3 O movimento desportivo... 4 Instalações e actividades... 4 Lançar as bases... 4 Desenvolver a participação...

Leia mais

PRINCIPIOS GERAIS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE JOGO

PRINCIPIOS GERAIS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE JOGO PRINCIPIOS GERAIS PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE JOGO ANTÓNIO GUERRA DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO DA FPV CONHEÇA A SUA EQUIPA E A COMPETIÇÃO ONDE PARTICIPA Primeiro que tudo têm de conhecer a sua equipa,

Leia mais

O jardim de infância. Informações destinadas aos pais. na região de língua alemã do cantão de Berna. Direcção da Instrução Pública do Cantão de Berna

O jardim de infância. Informações destinadas aos pais. na região de língua alemã do cantão de Berna. Direcção da Instrução Pública do Cantão de Berna O jardim de infância na região de língua alemã do cantão de Berna Informações destinadas aos pais Direcção da Instrução Pública do Cantão de Berna Ficha técnica: Edição e Copyright: Direcção da Instrução

Leia mais

Exemplos de como praticá-los no Aconselhamento sobre o Tratamento Antiretroviral - TARV

Exemplos de como praticá-los no Aconselhamento sobre o Tratamento Antiretroviral - TARV 6 SABERES BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL Exemplos de como praticá-los no Aconselhamento sobre o Tratamento Antiretroviral - TARV Algumas habilidades de comunicação interpessoal foram identificadas

Leia mais

DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO

DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO Presentemente, a infeçãovih/sida não tem cura e a prevenção é a única medida eficaz. A infeçãovih/sida tem uma história relativamente recente, mas já dramática

Leia mais

AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM INFORMAÇÃO A PAIS E EDUCADORES SECRETARIADO NACIONAL PARA A REABILITAÇÃO E INTEGRAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 2001 Editor: Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Revelar curiosidade e desejo de saber; Explorar situações de descoberta e exploração do mundo físico; Compreender mundo exterior mais próximo e do

Leia mais

O papel das emoções na nossa vida

O papel das emoções na nossa vida O papel das emoções na nossa vida Ao longo da vida, os indivíduos deparam-se com uma variedade de situações que exigem o recurso a variadas competências de modo a conseguirem uma gestão eficaz das mesmas.

Leia mais

CÓDIGO DA ÉTICA DESPORTIVA INTRODUÇÃO

CÓDIGO DA ÉTICA DESPORTIVA INTRODUÇÃO CÓDIGO DA ÉTICA DESPORTIVA INTRODUÇÃO O Código da Ética no Desporto do Conselho da Europa para o Fair play no desporto é uma declaração de intenção aceite pelos Ministros europeus responsáveis pelo Desporto.

Leia mais

Formação em Coach c in i g Pro r fis fi sio i nal PROGRAMA DE COACHING PROFISSIONAL copyright YouUp 2011

Formação em Coach c in i g Pro r fis fi sio i nal PROGRAMA DE COACHING PROFISSIONAL copyright YouUp 2011 Formação em CoachingProfissional Objectivos Gerais Distinguir entre auto-estima e auto-confiança. Enumerar vantagens de uma auto-estima elevada. Saber como pode Coaching ajudar a elevar a auto-estima.

Leia mais

Questionário Sociodemográfico e Clínico

Questionário Sociodemográfico e Clínico Questionário Sociodemográfico e Clínico dados pessoais do sujeito: data: local: contacto telef.: nome: idade: naturalidade: estado civil: S C UF D V outros: escolaridade (nº anos c/ sucesso): habilitações

Leia mais

NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA

NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA Criando Filhos Edificação da Família 45 Sétima Lição NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA Todo ser humano tem necessidades que são básicas em sua vida. A primeira delas todos

Leia mais

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos

Promoção de Experiências Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Positivas Crianças e Jovens PEP-CJ Apresentação geral dos módulos Universidade do Minho Escola de Psicologia rgomes@psi.uminho.pt www.psi.uminho.pt/ www.ardh-gi.com Esta apresentação não substitui a leitura

Leia mais

NÃO. não temos especialistas nunca pensámos nisso. não é necessário não temos conhecimento de base

NÃO. não temos especialistas nunca pensámos nisso. não é necessário não temos conhecimento de base Anexos QUESTIONÁRIO DIAGNÓSTICO EDUCAÇÃO AFECTIVO-SEXUAL Adaptado do projecto de investigação European Standards in Adapted Physical Activities (EUSAPA) Informação geral da instituição de reabilitação

Leia mais

VAMOS FALAR SOBRE. AIDS + DSTs

VAMOS FALAR SOBRE. AIDS + DSTs VAMOS FALAR SOBRE AIDS + DSTs AIDS A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) atinge indiscriminadamente homens e mulheres e tem assumido proporções assustadoras desde a notificação dos primeiros

Leia mais

SENSUALIDADE E SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA. Sexualidade X Sensualidade

SENSUALIDADE E SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA. Sexualidade X Sensualidade SENSUALIDADE E SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA A adolescência é uma fase de transição, mudança da infância para a vida adulta. Nesse momento acontecem várias modificações no corpo, surgem várias dúvidas, medo,

Leia mais

A Arte e as Crianças

A Arte e as Crianças A Arte e as Crianças A criança pequena consegue exteriorizar espontaneamente a sua personalidade e as suas experiências inter-individuais, graças aos diversos meios de expressão que estão à sua disposição.

Leia mais

Identificar o PHDA. Os sintomas do PHDA integram-se em três subtipos básicos:

Identificar o PHDA. Os sintomas do PHDA integram-se em três subtipos básicos: A primeira coisa que deve saber sobre o PHDA é que esta é uma condição real e tratável que afecta milhões de crianças, adolescentes e adultos. Mais importante, com diagnóstico apropriado e tratamento eficaz,

Leia mais

9º ANO Compreender a morfo-fisiologia do sistema reprodutor humano. Objectivos Gerais Objectivos específicos Actividades sugeridas Tempo previsto

9º ANO Compreender a morfo-fisiologia do sistema reprodutor humano. Objectivos Gerais Objectivos específicos Actividades sugeridas Tempo previsto 9º ANO Compreender a morfo-fisiologia do sistema reprodutor humano (Os conteúdos relativos à morfologia e fisiologia do sistema reprodutor humano serão leccionados na disciplina de Ciências Naturais de

Leia mais

1. História do Voleibol. 2. Caracterização do Voleibol. 2. Regras do Voleibol. Documento de Apoio de Voleibol VOLEIBOL

1. História do Voleibol. 2. Caracterização do Voleibol. 2. Regras do Voleibol. Documento de Apoio de Voleibol VOLEIBOL VOLEIBOL 1. História do Voleibol O Voleibol foi criado em 1885, em Massachussets, por William G. Morgan, responsável pela Educação Física no Colégio de Holyoke, no Estado de Massachussets, nos Estados

Leia mais

Sexualidade na infância Acção de Educação Parental

Sexualidade na infância Acção de Educação Parental Escola Básica 1º ciclo Prista Monteiro O que é a sexualidade? Sexualidade na infância Acção de Educação Parental A sexualidade tem uma vertente emocional, sendo um elemento essencial na formação da identidade

Leia mais

Bitoque Râguebi. Criação do Bitoque Râguebi. História

Bitoque Râguebi. Criação do Bitoque Râguebi. História Bitoque Râguebi História A lenda da criação do râguebi teve início por William Webb Ellis, um estudante de Londres. Foi dito que, durante uma partida de futebol em Novembro de 1823 na Rugby School, o tal

Leia mais

CÓDIGO DA ÉTICA DESPORTIVA

CÓDIGO DA ÉTICA DESPORTIVA CÓDIGO DA ÉTICA DESPORTIVA O DESPORTIVISMO NO JOGO É SEMPRE VENCEDOR (Fair play - The winning way) INTRODUÇÃO... 2 AS INTENÇÕES DO CÓDIGO... 2 DEFINIÇÃO DE FAIR PLAY... 2 RESPONSABILIDADE PELO FAIR PLAY...

Leia mais

Uma nova vida para crianças desprotegidas

Uma nova vida para crianças desprotegidas Uma nova vida para crianças desprotegidas As Aldeias de Crianças SOS têm a sua origem na Áustria. O seu fundador Hermann Gmeiner conseguiu aplicar uma ideia fundamental e realizar um sonho: dar uma mãe,

Leia mais

(Fonte e adaptado do Concelho Executivo das Nações Unidas de 15 de Setembro de 2012)

(Fonte e adaptado do Concelho Executivo das Nações Unidas de 15 de Setembro de 2012) Plano de Protecção à Criança do CENTRO DE EDUCAÇÃO DELTA CULTURA (CEDC) (Fonte e adaptado do Concelho Executivo das Nações Unidas de 15 de Setembro de 2012) INTRODUÇÃO: Este documento é o Plano de Protecção

Leia mais

Transcrição de Entrevista nº 5

Transcrição de Entrevista nº 5 Transcrição de Entrevista nº 5 E Entrevistador E5 Entrevistado 5 Sexo Feminino Idade 31 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

21 Mandamentos do Grandes Ideias

21 Mandamentos do Grandes Ideias 21 Mandamentos do Grandes Ideias 21 Mandamentos do Grandes Ideias Ideias simples mas que fazem toda a diferença na motivação dos nossos alunos!! 1. Conhecer os alunos e fazê-los sentirem-se amados pela

Leia mais

Desenvolvimento da criança e o Desporto

Desenvolvimento da criança e o Desporto Desenvolvimento da criança e o Desporto Desenvolvimento da criança e o Desporto DESPORTO ENSINO TREINO CRIANÇAS E JOVENS I - O QUÊ? II - QUANDO? III - COMO? Desenvolvimento da criança e o Desporto I Capacidades

Leia mais

Introdução teórica: O VIH é adquirido durante a vida e vai provocar uma falência do sistema imunitário produzindo assim a síndrome. A Sida é, então, a Síndrome de Imunodeficiência Humana Adquirida: S:

Leia mais

Este e-book é um presente para você, que assistiu à palestra no Congresso de Acessibilidade.

Este e-book é um presente para você, que assistiu à palestra no Congresso de Acessibilidade. Sou Patrícia Arantes, diretora da agência RZT Comunicação e psicanalista. Este e-book é um presente para você, que assistiu à palestra no Congresso de Acessibilidade. A comunicação eficaz se dá por uma

Leia mais

EMOTIONAL BUSINESS ACADEMY PROPOSTA FORMAÇÃO FORÇAS DE SEGURANÇA

EMOTIONAL BUSINESS ACADEMY PROPOSTA FORMAÇÃO FORÇAS DE SEGURANÇA EMOTIONAL BUSINESS ACADEMY PROPOSTA FORMAÇÃO FORÇAS DE SEGURANÇA EMOTIONAL BUSINESS ACADEMY MASTER NEGOCIAÇÃO & VENDAS DURAÇÃO: 8H HORÁRIOS: Laboral e Pós Laboral ESTRUTURA DA PROPOSTA 1. Designação das

Leia mais

6 Dinâmicas de Grupo para o Dia das Mães

6 Dinâmicas de Grupo para o Dia das Mães Disponível no site Esoterikha.com: http://bit.ly/dinamicasdiadasmaes 6 Dinâmicas de Grupo para o Dia das Mães Apresentamos uma seleção com 6 dinâmicas de grupo para o Dia das Mães, são atividades que podem

Leia mais

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades...

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... 19 2. AUTOESTIMA... 23 2.1 Autoaceitação... 24 2.2 Apreço por si... 26

Leia mais

Educação Pré-escolar: Expressão e Educação Físico Motora

Educação Pré-escolar: Expressão e Educação Físico Motora Educação Pré-escolar: Expressão e Educação Físico Motora O corpo que a criança vai progressivamente dominando desde o nascimento e de cujas potencialidades vai tomando consciência, constitui o instrumento

Leia mais

APANHA O VIH. Da mãe que tem o VIH para o bebé

APANHA O VIH. Da mãe que tem o VIH para o bebé APANHA O VIH 1 - Como é que se apanha o vírus que causa a SIDA (VIH)? Nas RELAÇÕES SEXUAIS sem usar o preservativo porque o esperma (homem), os líquidos da vagina (mulher) ou alguma ferida podem estar

Leia mais

Portaria nº 17/99, de 22 de Abril JORNAL OFICIAL Nº 16 I SÉRIE 22-4-1999 PAG. 371

Portaria nº 17/99, de 22 de Abril JORNAL OFICIAL Nº 16 I SÉRIE 22-4-1999 PAG. 371 Portaria nº 17/99, de 22 de Abril JORNAL OFICIAL Nº 16 I SÉRIE 22-4-1999 PAG. 371 Considerando que a Portaria 100/97, de 18 de Dezembro, determina que no âmbito da educação Extra-Escolar podem ser criados

Leia mais

RECOMENDAÇÃO GERAL N.º 19 (VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES)

RECOMENDAÇÃO GERAL N.º 19 (VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES) RECOMENDAÇÃO GERAL N.º 19 (VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES) Décima primeira sessão, 1992 Antecedentes 1. A violência baseada no género é uma forma de discriminação que inibe a capacidade das mulheres de gozarem

Leia mais

Um percurso formativo Fátima Fonseca (*)

Um percurso formativo Fátima Fonseca (*) 1 Um percurso formativo Fátima Fonseca (*) Este trabalho prende-se com o estudo que fizemos na formação na área das Competências Interpessoais, sendo que o grande objectivo é o de sermos capazes, nas nossas

Leia mais

Deficiência e Agressividade

Deficiência e Agressividade Deficiência e Agressividade Formadora: Elisa de Castro Carvalho 1 Temperamento e Agressividade Uma percentagem elevada de crianças, especialmente as que se encontram em idade escolar, desenvolve problemas

Leia mais

A Importância da Família na Educação

A Importância da Família na Educação A Importância da Família na Educação Não caminhes à minha frente Posso não saber seguir-te. Não caminhes atrás de mim Posso não saber guiar-te. Educadora Social Dra. Joana Valente Caminha antes a meu lado

Leia mais

Lentos, atrasados e desequilibrados

Lentos, atrasados e desequilibrados Deslocamentos Lentos, atrasados e desequilibrados Descoordenação espaço-tempo pela falta de referências e pelas dificuldades naturais da areia, vento ou sol Maior dificuldade em deslocamentos para trás

Leia mais

Dicas do que você deve fazer desde cedo para educar seu filho a ser determinado e capaz de conquistar o que ele deseja.

Dicas do que você deve fazer desde cedo para educar seu filho a ser determinado e capaz de conquistar o que ele deseja. Dicas do que você deve fazer desde cedo para educar seu filho a ser determinado e capaz de conquistar o que ele deseja. O primeiro passo para conquistar algo é acreditar que é possível. Se não, a pessoa

Leia mais

ENTENDENDO A. A adolescência é a fase da vida onde acontecem as maiores modificações no corpo, nos sentimentos e na forma de perceber as coisas.

ENTENDENDO A. A adolescência é a fase da vida onde acontecem as maiores modificações no corpo, nos sentimentos e na forma de perceber as coisas. ENTENDENDO A ADOLESCÊNCIA A adolescência é a fase da vida onde acontecem as maiores modificações no corpo, nos sentimentos e na forma de perceber as coisas. Ao mesmo tempo, aumentam as responsabilidades

Leia mais

A Sessão de Treino. A Sessão de Treino. Curso de Treinadores de Nível 1. Cascais, 27 de Setembro

A Sessão de Treino. A Sessão de Treino. Curso de Treinadores de Nível 1. Cascais, 27 de Setembro A Sessão de Treino 2008 Temas a abordar A Sessão de Treino Preocupações do Treinador no treino Instrução Gestão Clima Disciplina Formas de organização da sessão de treino Para que servem Critérios de selecção

Leia mais

COACHING COMERCIAL. - Um PROCESSO ao serviço do. DESENVOLVIMENTO Pessoal e. Profissional - DESENVOLVIMENTO DA PERFORMANCE COMERCIAL LACOSTE P/V 2008

COACHING COMERCIAL. - Um PROCESSO ao serviço do. DESENVOLVIMENTO Pessoal e. Profissional - DESENVOLVIMENTO DA PERFORMANCE COMERCIAL LACOSTE P/V 2008 COACHING COMERCIAL LACOSTE P/V 2008 - Um PROCESSO ao serviço do DESENVOLVIMENTO Pessoal e Profissional - 1 COACHING: do que se trata! Existem variadas definições para caracterizar o Coaching, no entanto

Leia mais

Projecto PES - Educação Sexual 2010-2011 /2011-2012. Agrupamento Vertical de Escolas nº2 de Elvas. Projecto PES. Educação Sexual

Projecto PES - Educação Sexual 2010-2011 /2011-2012. Agrupamento Vertical de Escolas nº2 de Elvas. Projecto PES. Educação Sexual Projecto PES Educação Sexual Ano Lectivo 2010-2011 / 2011-2012 Índice PREÂMBULO...3 Enquadramento Legal...4 OBJECTIVOS GERAIS...6 LOCAL DE REALIZAÇÃO DO PROJECTO...6 PLANIFICAÇÕES...7 PLANIFICAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Leia mais

Aos 4 anos. Desenvolvimento Psicológico. i dos Pais

Aos 4 anos. Desenvolvimento Psicológico. i dos Pais i dos Pais Aos 4 anos Aos 4 anos de idade várias competencias intelectuais e emocionais surgem mais integradas dando à criança um acréscimo de autonomia e iniciativa no contexto das relações com os adultos

Leia mais

Autor: Carlos Manuel Matoso Lourenço Ianhes (e-mail: carlosianhes@gmail.com)

Autor: Carlos Manuel Matoso Lourenço Ianhes (e-mail: carlosianhes@gmail.com) Título: OS RANKINGS DOS TESTES Autor: Carlos Manuel Matoso Lourenço Ianhes (e-mail: carlosianhes@gmail.com) Instituição: Docente a leccionar, no ano lectivo 2007/2008, na Escola Básica do 2º, 3º Ciclos

Leia mais