Gala da FIABCI em Portugal Lisboa recebeu os Encontros de Dezembro 2011

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1 REVISTA APEMIP TRIMESTRAL EDIÇÃO INVERNO 2011 Gala da FIABCI em Portugal Lisboa recebeu os Encontros de Dezembro 2011 Revista APEMIP 1

2 Índice Pág. 03 Mensagem do Presidente Pág. 32 Academia APEMIP Pág. 04 FIABCI DBM 11 Pág. 33 CasaYES Pág. 12 Entrevistas APEMIP TV Pág. 34 APEMIP Green Pág. 20 Assembleia Geral APEMIP Pág. 35 Mediadores Premiados Pág. 21 Delegação Centro APEMIP Pág. 36 Casa Pronta / Serviço IPS Pág. 22 Conferência Arquitecturas Pág. 38 Gabinete de Estudos Pág. 23 Concreta 2011 Pág. 42 Artigo de Opinião - Abílio Marques Pág. 24 APEMIP Solidária Pág. 43 Consultório Fiscal Pág. 30 Cartões APEMIP - BP e Sanos Pág. 45 Artigo de Opinião - Pedro Almeida e Sousa Pág. 31 Casa Repair Pág. 46 Consultório Jurídico EVOLUÇÃO ELECTRÓNICA Para acompanhar via electrónica os nossos portais basta fotografar com o seu telemóvel ou smartphone os códigos bidimensionais i-nigma que se encontram em páginas diversas desta revista. Desta forma acede directamente ao site móvel de cada projecto ou artigo. Aceda no seu telefone ao site mobi e siga as instruções de instalação. O processo é automático e grátis. Abra a aplicação i-nigma, enquadre no visor do telefone o código bidimensional existente na revista. Depois de identificado o código, o dispositivo liga-se automaticamente à página web correspondente ao assunto que está a ler na revista. PROPRIEDADE ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS E EMPRESAS DE MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA DE PORTUGAL RUA D. LUÍS DE NORONHA Nº4, 2º PISO LISBOA TELEFONE: FAX: Revista APEMIP 2

3 MENSAGEM DO PRESIDENTE Ansiando pela Primavera Se há Inverno que se faz sentir é este que dá nome a esta edição da Revista APEMIP, o que entrou nos últimos dias de 2011 e o que - esperamos todos apenas se faça sentir até Março de 2012, data acordada para o regresso da Primavera. Há, naturalmente, nesta minha mensagem muito de simbólico. Desejar com urgência o regresso da Primavera é desejar um tempo melhor, mais promissor. O tempo das flores que prometem frutos e a abundância das colheitas de Verão. No tempo mais rigoroso temos, às vezes, que reforçar o calor da Solidariedade. Daí que tenhamos escolhido para capa desta edição da nossa revista as cores da APEMIP Solidária, cores renovadas neste Inverno pela reedição dos donativos APEMIP a honrar a tradição do papel social das empresas e, por inerência, do movimento associativo empresarial. Nesta revista da APEMIP damos também particular relevo à realização em Lisboa dos Encontros de Dezembro da Federação Internacional do Imobiliário (FIABCI), federação onde ocupamos, com as inerentes responsabilidades, o lugar de membro principal em Portugal. Os encontros foram, de facto, um grande evento, que projectou o nosso mercado imobiliário além fronteiras, encontros que, além do mais, pagaram-se a si próprios não constituindo para a nossa associação maior encargo do que a disponibilização dos nossos recursos humanos para a sua organização. A dimensão, de elevado nível, que alcançaram pode ser também um sinal para o desejado regresso da Primavera, uma Primavera que o nosso sector tanto anseia e pela qual se bate, incansavelmente, por exemplo na lucidez do que defendemos para que haja, realmente, Reabilitação e Mercado de Arrendamento a sério. Luís Lima Presidente da APEMIP Revista APEMIP 3

4 Jantar de Gala do December Business Meetings no deslumbrante Salão de Baile do Ritz Four Seasons de Lisboa FIABCI DBM 11 Lisboa, de 30 Nov. a 3 Dez. de 2011 Imobiliário Português Um dos principais objectivos dos Encontros de Dezembro (December Business Meeting) que a Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) na qualidade de principal membro português da Federação Internacional do Imobiliário (FIABCI) organizou em Lisboa com cerca de 200 participantes de mais de 40 países - colocar o mercado imobiliário português no mapa mundo dos investidores e dos profissionais do sector que se revêem nesse enorme e prestigiado clube de negócios que é a FIABCI foi plenamente atingido. Encontros desta grandeza nunca antes organizados em Portugal nas várias décadas de vida que a FIABCI já leva podem, de facto ajudar ao reconhecimento internacional do imobiliário português, um mercado que se assume, realmente, como uma alternativa credível e segura de investimento, com naturais vantagens para quem investe e para o próprio país apostado em aproveitar todas as frentes de uma urgente recuperação económica. O nosso país mostrou-se um verdadeiro tesouro do imobiliário europeu, nas palavras de vários participantes estrangeiros. Como sublinhou Luís Lima em várias intervenções públicas durante os Encontros, num mundo globalizado como é o mundo em que vivemos e num contexto de crise também globalizada, romper a barreira que esconde aos olhos do estrangeiro a nossa realidade, também neste importante sector da Construção e do Imobiliário, implica um esforço acrescido para conquistar uma fatia do bolo da notoriedade sem a qual não basta ser seguro e atractivo para se impor a uma procura cada vez mais exigente. A classificação do Fado de Lisboa como Património Imaterial da Humanidade (cujo impacto mediático esteve no auge durante os Encontros de Dezembro da FIABCI) pode fazer muito pela Economia Portuguesa a médio e a longo prazo, mas tal só se conseguirá se souber potenciar esta notoriedade justa e se souber afirmar esta identidade nacional tantas vezes difusa aos olhos de muitos estrangeiros e não apenas daqueles que julgam que Portugal pertence à Espanha. A palavra de ordem de internacionalização da nossa Economia, há muito decretada e considerada fundamental para o nosso próprio crescimento e desenvolvimento económicos, implica um longo trabalho, sem esmorecimentos. A organização dos Encontros de Dezembro, em Lisboa, é outra face deste esforço permanente da promoção de Portugal, semelhante ao que se desenvolve no âmbito da Confederação do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa (CIMLOP). Reunir à mesma mesa, como aconteceu Revista APEMIP 4

5 Luis Lima ofereceu a Alexander Romanenko uma caravela portuguesa quinhentista em filigrana. No insert Alexander Romanenko (FIABCI), Luis Lima (CIMLOP), João Crestana (SECOVI-SP) e Ron Phipps (NAR) projecta-se no mundo em Lisboa, o presidente Mundial da FIA- BCI, o presidente da NAR, a maior associação do sector dos Estados Unidos da América, e o presidente do SECOVI São Paulo, a maior associação empresarial da construção e do imobiliário de toda a América Latina, foi uma oportunidade única e conseguida para consolidar a positiva imagem internacional deste nosso sector. Como também sublinhou, em várias ocasiões, Luís Lima, que como presidente da FIABCI Portugal foi o anfitrião destes encontros de Dezembro, o que se passou nesses dias felizes para o imobiliário português, foi uma poderosa manifestação da sociedade civil a exercer diplomacia económica, neste caso a pretexto do imobiliário e da construção, sector que é uma das frentes das batalhas em que todos devemos empenharmo-nos para ultrapassar os desafios que enfrentamos. Reunir em Lisboa o presidente Mundial da FIABCI, o presidente da NAR, a maior associação do sector dos EUA, e o presidente do SECOVI São Paulo, a maior associação empresarial da construção e da América Latina, foi um dos momentos altos dos encontros Revista APEMIP 5

6 Os participantes do pré-evento a Norte visitaram as Caves de Vinho do Porto da Taylors, em cujo restaurante decorreu o jantar de boas vindas FIABCI DBM 11 Pré Evento, 28 e 29 Novembro de 2011 A descobrir Portugal de Norte para Sul Alguns dos visitantes do December Business Meetings de 2011, realizado em Lisboa, entraram pelo Porto e começaram a descobrir no Norte, onde nasceu Portugal, um país para muitos desconhecido mas que se revelou inesperadamente deslumbrante e até, na expressão feliz de alguns, um verdadeiro tesouro por descobrir. O presidente da FIABCI Portugal, Luís Lima, recebeu todos quantos quiseram participar neste pré-vento, num jantar de boas vindas que teve lugar no Restaurante da Taylors, uma das boas salas de visita de Gaia desde logo pela deslumbrante vista do velho casario do Porto que dali é possível fruir, paisagem urbana que até pode servir de mote para se falar em Reabilitação e noutros projectos imobiliários. Com os pés bens assentes na Terra disse Luís Lima - estamos, por estes dias, a redescobrir o último destino nesta nossa obrigatória viagem de regresso, tanto mais significativa quanto somos agora nós, mil vezes viajantes, quem tem a obrigação de receber e de mostrar a nossa própria casa-mãe. A organização, em Portugal, - prosseguiu - deste importante encontro anual do maior clube de negócios imobiliário do Mundo, é um bom pretexto para mostrar aos nossos (e até a alguns de nós) como é belo este último destino da nossa viagem de regresso e como ele pode ainda ajudar-nos na urgente tarefa da nossa recuperação global. Os visitantes privilegiados que entraram pelo Norte puderam subir o Douro até ao cais fluvial que serve o conhecido Convento Beneditino de Alpendurada (século XI) antes de seguirem directamente para Lisboa, a cidade dos Encontros de Dezembro da FIABCI, e viram, nesta pequena viagem, como Portugal pode ser tão diversificado nos múltiplos destinos em que se oferece aos estrangeiros. Os Encontros de Dezembro da FIAB- CI realizaram-se sob a boa influência da consagração, pela UNESCO, do fado de Lisboa como Património Imaterial da Humanidade, decisão dias antes assumida em Bali, na linha do que já tinha sido decidido para o Tango e para o Flamengo. Mas quem aproveitou o pré-evento a Norte pôde também sentir o encantamento que a Zona Ribeirinha do Porto e de Gaia pode transmitir, espaço físico do património construído que também está classificado como Património da Humanidade. Ninguém poderá dizer como se leu num texto de Luís Lima dado a público durante os Encontros - que o Rio Douro, o Fado ou a Guernica de Picasso vendem casas no Porto, em Lisboa ou em Madrid como se fossem comerciais de empresas de mediação imobiliária, mas todos nós sabemos, uns mais do que outros, que aqueles parceiros ajudam a arrendar muitas residências turísticas. Revista APEMIP 6

7 Antes de partirem para Lisboa, os participantes do pré evento puderam subir o Rio Douro num passeio fluvial que os levou até Alpendurada... e pelo Rio Douro acima A primeira etapa do December Business Meetings, centrada no Porto, a Norte, que mobilizou alguns profissionais e investidores ligados ao sector imobiliário em várias partes do Mundo, foi desenhada para ser uma espécie de mote de uma semana de acções viradas para a promoção da boa imagem que o imobiliário português deve readquirir no estrangeiro. Talvez alguns desses nossos convidados voltem de novo ao Norte, já em 2012, para, por exemplo, visitarem Guimarães, que é em 2012 Capital Europeia da Cultura. Neste mundo de mercados globalizados, a exigir a aprendizagem do trabalho em rede um dos temas dos Encontros de Dezembro, a boa comunicação e a boa imagem valem muito. Às vezes, para as alcançar, bastam pequenos sinais como, por exemplo, a escolha dos nomes para as mesas de jantar de boas vindas, como o que teve lugar na Taylors Terra, Fogo, Ar e Água, os quatro elementos da Natureza, de uma Natureza que, entre nós, é muito generosa. CITY MARKETING Um dos temas centrais dos encontros foi o do marketing e do trabalho internacional em rede, ferramentas fundamentais para acções de city marketing que potenciem internacionalmente as capacidades do nosso mercado imobiliário. Iniciativas como o December Business Meetings só ganham sentido se viradas para a promoção transparente das boas oportunidades de investimento neste importante sector da Economia, como é o caso do mercado imobiliário português, um mercado livre de bolhas imobiliárias e com múltiplas potencialidades. Este esforço na internacionalização, indispensável para travar o crescente desemprego que se verifica no sector, tem também de ser acompanhado, internamente, pela criação de condições mínimas indispensáveis para realmente cativar investidores e devolver à Construção e ao Imobiliário maior protagonismo como motor da Economia. Como também várias vezes tem sido dito, não é segredo para ninguém que este comboio para o crescimento económico passa por um mercado equilibrado no arrendamento urbano, indispensável para que possa, por sua vez, potenciar o segmento da reabilitação urbana num dialogo mais do que reconhecido como sendo necessário. O que implica a adopção de novos paradigmas no próprio arrendamento urbano e, obviamente, uma justiça mais célere nos processos de despejo e mais justiça e previsibilidade na fiscalidade sobre as rendas. Contas de rosários que também se cruzam nos projectos da internacionalização do nosso imobiliário. Revista APEMIP 7

8 Aspecto geral da recepção aos participantes do DBM 11 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, onde foi servida uma ginjinha de honra FIABCI DBM 11 Lisboa, de 30 Nov. a 3 Dez. de 2011 Um programa social Estes encontros anuais, os mais importantes entre os congressos da Federação Internacional do Imobiliário (FIABCI), são encontros de reflexão múltipla e momentos privilegiados para desenvolver o insubstituível trabalho de pensar o trabalho, que beneficiam muito dos espaços em que possam decorrer, na convicção de que em ambientes mais agradáveis é mais fácil atingir os objectivos. Não é por acaso que os programas sociais destas iniciativas, desenhados para dar a conhecer melhor as pessoas que participam nas reuniões, e os locais onde os encontros se realizam, são tão cuidadosamente preparados e escolhidos. É que são tão importantes como as próprias sessões de reflexão e de trabalho organizativo, o que aliás também explica, que haja sempre mais do que um país a candidatar-se aos já clássicos encontros de Dezembro. E como não há uma segunda hipótese para uma primeira impressão, a recepção em Lisboa aos participantes dos Encontros de Dezembro não podia ter sido em melhor e mais significativo espaço, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, emblemático salão de cuja varanda foi proclamada, há 101 anos, a República Portuguesa. Com a presença, também significativa, dos arquitectos Manuel Salgado e Helena Roseta, vice-presidente e vereadora com o pelouro da habitação na Câmara Municipal de Lisboa, respectivamente. Na oportunidade, quer Helena Roseta, quer Manuel Salgado dirigiram aos participantes estrangeiros palavras de boas vindas de uma cidade que, pela sua luz e pela sua beleza, mais se apresenta como uma grande capital de alma mediterrânea do que a Cidade de Ulisses banhada pelo Atlântico e pelo Atlântico Norte. Nesta sala de visitas de Lisboa, que se abre com critérios rigorosos, foi servida uma ginjinha de honra, acompanhada pelos não menos célebres pasteis de Belém, um doce da capital. Foi o primeiro grande momento dos Encontros que mobilizaram profissionais de todas as artes e ofícios relacionados com o sector do Imobiliário e da Construção, vindos de todos os cantos do Mundo, num total que ultrapassou as 200 pessoas em representação de mais de 40 países. Nesta alta roda dos negócios imobiliários globais, profissionais de Angola, do Brasil e de Portugal, países a que pertencem as associações fundadoras da Confederação do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa (CIMLOP), marcaram também uma significativa presença Do lado português, que se assumiu como o anfitrião dos Encontros, esteve Revista APEMIP 8

9 Branca do Espírito Santo e Luis Lima; Alexander Romanenko e Luis Lima; Helena Roseta, Luis Lima, Vitor Patacas e Vasco Reis; Manuel Salgado e Luis Lima. Fotos obtidas na recepção na CML igualmente importante sempre presente a consciência da necessidade de aproveitar o momento como uma oportunidade para mostrar como o mercado imobiliário português tem resistido, apesar das dificuldades, à crise financeira mundial mostrando como pode contribuir para um desenvolvimento sustentado da nossa Economia e, nesta base, como pode ser uma boa alternativa de investimento. Uma mensagem que parece ter passado junto de muitos dos que se deslocaram a Portugal para este encontro da FIABCI. Os programas sociais destas iniciativas, desenhados para dar a conhecer melhor as pessoas que participam nas reuniões, e os locais onde os encontros se realizam, são cuidadosamente preparados e escolhidos. Estes programas e estes espaços são, de facto, tão importantes como as próprias sessões do evento propriamente dito. Revista APEMIP 9

10 FIABCI DBM 11 Lisboa, de 30 Nov. a 3 Dez. de 2011 Também para mudar o fado Num hotel que é um verdadeiro museu, com obras únicas como tapeçarias assinadas por artistas como Maria Helena Vieira da Silva, Almada Negreiros (nomeadamente as da série Centauro), Lino António, a par de outras obras como óleos de Carlos Botelho, esculturas de Lagoa Henriques ou cerâmicas em baixo relevo de variadíssimos artistas, os Encontros de Dezembro de 2011 da Federação Internacional do Imobiliário (FIABCI) dificilmente encontrariam melhor espaço do que o Ritz Four Seasons de Lisboa, um dos príncipes da hotelaria europeia. No Salão de Baile deste hotel de referência, apesar dos seus mais de 50 anos de existência, salão dominado pela força de uma enorme tapeçaria de Pedro Leitão, onde o artista recria uma ambiência de Natureza, centrada numa árvore que nasceu nas margens de um curso de água e possui uma folhagem tão densa que os raios do Sol dificilmente a atravessam, neste espaço seguramente cheio de memórias tiveram lugar alguns dos momentos mais importantes deste conclave mundial de profissionais ligados ao imobiliário. Foi aí que decorreu um almoço de trabalho aberto a empreendedores portugueses interessados em contactar os estrangeiros ligados ao sector presentes no evento e também a gala de encerramento dos Encontros, em noite de homenagem ao fado de Lisboa que agora é património imaterial da Humanidade. O impacto que o almoço de trabalho gerou pode aferir-se, por exemplo, pela presença de uma produtora de televisão com ligações a um canal Holandês que prepara uma série de programas em torno da promoção da nossa realidade imobiliária junto daquele público do Norte da Europa. É um claro e invulgar sinal de interesse pela nossa realidade que também implica a concessão de benefícios de credibilidade para com o sector da Construção e do Imobiliário português. Invulgar foi também o comentário final do presidente da FIABCI mundial, Alexander Romanenko, cidadão da Rússia, muito claro na intervenção que proferiu na gala de encerramento ao dizer que os Encontros de Lisboa tinham sido um enorme sucesso. Não é, de facto, vulgar este tipo de declarações tão positivas, num reconhecimento também evidente na Assembleia-Geral da FIABCI que ovacionou, de pé, a APEMIP, principal membro da FIABCI Portugal e responsável pela organização dos Encontros A mensagem que passou para estes especialistas e investidores da área do imobiliário, de todo o Mundo, é que o mercado imobiliário português é um dos que melhor tem resistido no presente quadro da Economia global. Um mercado maduro Revista APEMIP 10

11 O almoço de trabalho com rodada de negócios do DBM 11, aberto a não participantes, teve lugar no Ritz Four Seasons Lisboa onde aliás decorram as todas as sessões dos encontros do nosso imobiliário de um país a vários níveis ameno. Isto é colocar o nosso imobiliário no mapa mundo do maior clube de negócios do sector. O fado do nosso imobiliário pode de facto estar a mudar no esforço da internacionalização do sector, indispensável para travar o crescente desemprego nomeadamente quando sabe cativar investidores e devolver à Construção e ao Imobiliário maior protagonismo como motor da Economia. Esse olhar renovado sobre a realidade do nosso imobiliário também se reflecte no claro interesse dos midia, como a presença, em Lisboa, no almoço de trabalho aberto ao exterior, de uma produtora de televisão com ligações a um canal Holandês que prepara uma série de programas em torno do Portugal imobiliário de hoje junto daquele público do Norte da Europa, inequivocamente demonstra. Este interesse pelo nosso mercado imobiliário contém em si um claro benefício de credibilidade para com o sector da Construção e do Imobiliário português, num sinal mais visível externamente do que internamente, o que também é deveras significativo. Novos embaixadores Neste tempo de globais incertezas, um mercado imobiliário maduro como o português, livre de bolhas imobiliárias e com perspectivas de crescimento, é uma boa alternativa de investimento. (...) Estou esperançado que cada um de vós possa assumir-se, nos respectivos países, como nosso embaixador, e seja porta-voz da evidência da boa opção que é investir em Portugal. (...) Este é aliás, o sentido simbólico da lembrança que entrego ao presidente Alexander Romanenko uma réplica miniatura, em filigrana, de uma das naus portuguesas que em quinhentos abriram rotas comerciais nunca antes sonhadas. Luís Lima, no discurso de encerramento Revista APEMIP 11

12 FIABCI December Business Meetings 2011 Entrevistas APEMIP TV A APEMIP criou uma televisão institucional inteiramente dedicada ao sector da Construção e do Imobiliário a APEMIP TV. Criada com o objectivo de estreitar as relações entre a APEMIP e o seu público e associados, este canal promovido online, está a dar os primeiros passos, contando com informação especifica sobre o panorama imobiliário português e internacional. Depois da cobertura do Salão Imobiliário de Portugal, que marcou o arranque deste novo projecto, seguiram-se as December Business Meetings da FIABCI, que se realizaram no Hotel Ritz Four Seasons, em Lisboa, entre 30 de Novembro e 3 de Dezembro. Este encontro internacional contou com cerca de 200 profissionais do sector imobiliário de mais de 40 países. Entre eles, estiveram presentes algumas das personalidades mais importantes do sector, a nível Mundial, tais como Alexander Romanenko, Presidente da FIABCI Mundial, João Crestana, Presidente do SECOVI-SP, Basílio Jafet, Presidente da FIABCI/Brasil, Judy Shenefield, eleita próxima presidente da FIABCI Mundial e Ronald Phipps, Presidente da National Association of Realtors (NAR). Revista APEMIP 12

13 Entrevistas APEMIP TV FIABCI December Business Meetings 2011 Qual o objectivo principal das DBM 11? As December Business Meetings 11 foram muito importante porque tivemos eleições, elegemos os líderes para o próximo ano. Este ano foi absolutamente único porque, pela primeira vez, elegemos presidentes para os conselhos mundiais: conselho mundial dos mediadores, conselho mundial de promotores e investidores, conselho mundial dos peritos e conselho mundial dos gestores imobiliários. Isso dá-nos um novo alento para atrair mais membros, mais líderes da nossa indústria, para se juntarem a nós, trabalharem, produzirem novas tecnologias, novas estratégias de marketing e para fazer mais negócios internacionais. Quais as expectativas para o próximo ano? Alexander Romanenko» Alexander Romanenko foi eleito presidente da FIABCI Mundial em Maio de 2010, e tomou posse em Maio deste ano durante o Congresso Mundial da FIABCI, que se realizou no Chipre, mais concretamente na cidade medieval de Pavos. Eleito para o período de , este russo natural de Leninegrado, com mais de 15 anos de experiência no sector imobiliário, sucedeu o italiano Enrico Campagnoli na presidência desta Federação que representa 1,5 milhões de profissionais da fileira do imobiliário. Romanenko esteve em Lisboa a propósito das FIABCI December Business Meetings 11 e aproveitou também para promover o próximo Congresso Mundial da FIABCI que se realizará em Maio do próximo ano em São Petersburgo, na Rússia. Veja o video desta entrevista É uma pergunta complicada, porque o sector imobiliário é completamente diferente nas diversas partes do mundo, mas no geral, tenho a certeza que teremos um rumo positivo no próximo ano. Mesmo para os países que agora passam mais dificuldades, eu acredito que o pior já passou, por isso estamos muito positivos na procura por um futuro melhor. O que pensa sobre o mercado imobiliário em Portugal? Penso que Portugal tem um grande potencial para segunda habitação. Sei que, por exemplo, há muitos russos que comprariam segundas habitações em Portugal. Mas é necessária mais informação e mais promoção. Penso que Portugal é um bom país para a compra e venda de imóveis, especialmente para países em desenvolvimento, como a Rússia ou ex Repúblicas Soviéticas. O próximo Congresso Mundial da FIABCI será em S. Petersburgo, na Rússia. Quais as expectativas? Tenho a certeza que o próximo Congresso Mundial será um sucesso. Para já temos já mais de 200 inscrições, o que me leva a crer que teremos cerca de 1000 participantes em S. Petersburgo. S. Petersburgo é uma cidade única, um museu a céu aberto e tenho a certeza que faremos muitos novos membros, e que teremos bons oradores como Hernando de Soto, um dos melhores do mundo, considerado o segundo melhor orador do mundo pelo The Economist. É muito positivo. Convido todos possam aproveitar a cidade com luz natural, durante as 24 horas do dia. Revista APEMIP 13

14 Entrevistas APEMIP TV FIABCI December Business Meetings 2011 Qual a sua opinião sobre Portugal? Portugal é um sítio muito especial a família da minha esposa é portuguesa, fala português e os meus três filhos também. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração e eu estou aqui para conhecer a cultura da minha esposa. Acha que o turismo, aliado ao sector imobiliário, pode ser uma boa forma de recuperar a dinâmica deste sector? Portugal tem grandes oportunidades pelo seu valor tremendo. Eu sou de São Francisco, e sinto algo muito similar ao que sinto lá. Quando olho à minha volta e vejo as pessoas, é muito acolhedor, muito agradável, sinto-me em casa! E esta transportação, particularmente dos Estados Unidos para o resto da Europa é boa, e isso atribui valor. Claro que as pessoas precisam de confiança, se conhecerem Lisboa, e o resto do país, passará a ser um bom país de destino mas as pessoas têm que conhecer. Ron Phipps» Ronald Phipps, é Presidente da National Association of Realtors (NAR), a maior Associação de profissionais de mediação imobiliária do mundo. Ronald Phipps cresceu no seio de uma família dedicada ao sector imobiliário, factor que teve um peso importante no desenvolvimento da sua carreira. Phipps, acredita que Portugal tem todas as condições para dinamizar a fileira da construção e do imobiliário, fazendo desta um importante pilar para a Economia do país. Veja o video desta entrevista E este tipo de eventos é uma boa forma para apresentar Portugal? É isso mesmo. O facto de a FIABCI estar cá, faz com que mais pessoas conheçam o país e o divulguem a outras pessoas que passarão a considerar Portugal um país não só para visitar, como também para investir. E Portugal é um bom país para fazer investimento? Acho mesmo que sim. Existe uma verdadeira cultura de trabalho e isso tem grande valor. Há um grande balanço em celebrar o dom da vida, e tudo o que envolve, o dom da família e o trabalho eu penso que isso é um bom balanço, quando estas três peças convergem é uma grande oportunidade. É um sítio especial, não só pela sua geografia e a sua beleza, mas também pelo povo Qual a sua opinião sobre o imobiliário português? Eu não tenho muita informação, sei que está entre os melhores da Europa e quando temos em conta que este é um país costeiro. Isso tem um potencial tremendo, porque imensas pessoas gravitam em torno do oceano, não só para visitar mas para viver perto dele. Por isso penso que o potencial aqui é tremendo. Quais as expectativas para o DBM 11? Penso que as pessoas devem perder imenso tempo a preocupar-se e a tentar perceber o que vai acontecer nestas reuniões e nas mentes das pessoas no geral, estão a resolver problemas e a tentar perceber quais os próximos passos a dar, passos para o futuro. E eu fico entusiasmado com isto, penso que todos estamos a trabalhar juntos nesta economia global. Hoje em dia, o que acontece aqui tem impacto em Rhode Island ou em New England. Estou entusiasmado com o facto de esta interconectividade não representar uma desvantagem, mas sim uma vantagem para a resolução de problemas, especialmente em eventos como este em que podemos questionar: quais os nossos interesses comuns? Quais os nossos propósitos comuns? Como resolveremos os nossos problemas? Estou particularmente entusiasmado, e acho que podemos ver e sentir o entusiasmo das pessoas aqui. Há um futuro para criar, e não um futuro que temos que suportar. Revista APEMIP 14

15 Entrevistas APEMIP TV FIABCI December Business Meetings 2011 Quais as principais conclusões do DBM? Penso que correu tudo muito bem, o ambiente esteve muito positivo, introduzimos novas ideias para a educação, temos novos conselhos mundiais, as pessoas estão bastantes entusiasmadas em participar nestes conselhos, penso que foi muito próspero. Lisboa é adorável, toda a gente gosta de cá estar é muito positivo. Será a próxima presidente da FIABCI mundial. Quais as suas expectativas? Judy Shenefield» Judy Shenefield será a próxima presidente da FIABCI Mundial. Eleita no Congresso Mundial da FIABCI, que decorreu no Chipre, Judy foi a única candidata ao cargo de Presidente, e tomará posse no próximo ano, para o período de , no Congresso Mundial da FIABCI, a realizar-se em São Petersburgo, Rússia. Esta americana que é membro activo desta Federação há já 15 anos, promete continuar o trabalho desenvolvido pelos seus precedentes. Bem, as expectativas são de continuar os mesmos programas em que temos trabalhado, fazer crescer os conselhos mundiais Como disse o nosso expresidente, Enrico Campagnoli, ele criou os bebés, e agora os bebés estão a andar, e estes bebés são os conselhos mundiais que continuaremos a fazer crescer. Veja o video desta entrevista Revista APEMIP 15

16 Entrevistas APEMIP TV FIABCI December Business Meetings 2011 O que o trouxe ao DBM? Eu acho que a expectativa maior foi a de continuar o que temos oportunidade de fazer na FIABCI que é network, conhecimento de negócios, conhecimento de profissionais de outros sectores. O facto de ser em Portugal, um país que é basicamente o pai, o patrono da pátria brasileira, incentivou-nos muito. Estamos aqui a falar português, o que é muito bom para os negócios. A FIABCI está agora num momento de tentar integrar mais gente e conseguir mais sócios através de negócios efectivamente feitos, e esta oportunidade traz-me aqui para fazer esse network com os nossos amigos portugueses e do resto dos países do mundo, e tentar estabelecer alguns contactos para negócios efectivos com investidores portugueses no momento favorável que há no Brasil hoje. João Crestana» O Eng.º João Crestana, é presidente do SECOVI-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), a exercer o seu segundo mandato neste cargo. Crestana é hoje considerado um dos homens mais importantes do sector imobiliário da América Latina, e foi eleito o Eminente Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia do Brasil, distinção que reconhece a actuação de destaque e as continuas contribuições para o desenvolvimento da Engenharia no país. Veja o video desta entrevista Acredita que a internacionalização do imobiliário é uma boa forma de retomar o sector e a economia dos países? A internacionalização é muito positiva. Lembro-me de épocas em que o Brasil estava muito carente de recursos e de bons projectos, e outros lugares do mundo estavam muito bem de forma económica, com grandes projectos. O mundo vira, as oportunidades alteram-se, e a internacionalização faz com que estes desequilíbrios momentâneos possam ser equilibrados com investidores de um país a investir noutro, e certamente no futuro essas situações podem-se inverter e possivelmente também os investidores e os fluxos de recursos, mas de qualquer forma continuam as oportunidades, continua a interacção e a globalização permite que se continue um mercado imobiliário forte, independentemente das crises ou bons períodos. Agora, acho que é um momento em que o Brasil tem grandes alternativas, grandes oportunidades, em que a Europa e os Estados Unidos da América estão a passar por dificuldades, e a globalização pode ajudar nisso trazendo soluções permanentes para o mercado imobiliário mundial. O Brasil tem ainda espaço para empresas estrangeiras do ramo imobiliário no país? Sim, o Brasil tem espaço sim, nós temos recebido empresas portuguesas. Houve uma primeira fase de investimento há 10/15 anos atrás muito mais amadorística de investidores que muito oportunisticamente entendiam que poderiam ganhar dinheiro rápido. Aquilo era inadequado para o país Revista APEMIP 16

17 e era inadequado para as empresas. Hoje, contrariamente, é um investimento mais estruturado, mais profissional, feito por empresas de grande tradição, que com profissionalismo estão indo ao Brasil trabalhando de maneira séria e conquistando o seu espaço fazendo um trabalho muito importante para o país, e de maneira muito séria. Acho que ainda há alternativas sim, tanto para as empresas que queiram trabalhar lá e construir, como principalmente para fundos imobiliários e investidores que queiram procurar projectos no Brasil. Deve haver bastante persistência e uma pesquisa bastante profunda e técnica. Com certeza que se encontrarão óptimas alternativas de investimento no país. Qual a dimensão do investimento português no sector imobiliário no Brasil? Ainda é muito difusa esta actividade, não está mensurada a fundo, mas há empresas fortes que têm dois, três, quatro empreendimentos, cada empreendimento de 20 ou30 milhões de reais. Diria que há algumas empresas que estão a investir lá 200 a 300 milhões de reais, valores altos. Os europeus estão bastante activos, mas não temos ainda essas estatísticas actualizadas. Ainda assim, são centenas de milhões de reais, números significativos. O crescimento é presente e passível de ser colhido por empresas responsáveis, por empresas que tenham interesse em ir para o país nesta fase, uma fase profissionalizada, estruturada. O nosso país é um país novo, mas já maduro o suficiente para receber empreendimentos sustentáveis, empreendimentos de empresas com comprometimento no país. imobiliário português? Eu entendo que Portugal é uma porta de entrada da Europa, com um clima magnífico, um povo amável e hospitaleiro, com atracções históricas magníficas, uma gastronomia invejável, um vinho delicioso Portugal é um destino turístico maravilhoso, e também um destino de segunda residência, principalmente de pessoas que se aposentam. Hoje em Portugal, o preço dos imóveis é convidativo, consegue-se comprar imóveis em Portugal por 2000/2500 ou 3000 euros/m2, em boas localizações. Tenho certeza que pessoas do Brasil, da Argentina, da Colômbia, da Venezuela poderiam estar interessadas em comprar em Portugal. Os profissionais de intermediação, promotores e correctores de cá poderiam dedicar-se mais em trazer esses clientes do Brasil ou de outros lugares para comprar segundas residências. Não é um grande movimento mas poderia ser positivo trazer essa actividade para Portugal. Quais as oportunidades que se podem encontrar no mercado Revista APEMIP 17

18 Entrevistas APEMIP TV FIABCI December Business Meetings 2011 Qual a importância que este tipo de eventos tem para a internacionalização do imobiliário? Hoje em dia o mundo está cada vez mais globalizado. É importante sabermos tudo o que se passa no resto do mundo. Antes as empresas do sector imobiliário tinham uma actuação local, actuavam na sua cidade, no máximo nas redondezas hoje nós vemos intercâmbio, parcerias entre empresas do mundo todo eventos como o DBM 11 são essenciais para que possamos conhecer os nossos parceiros e tudo aquilo que está a acontecer de novo no mundo. Acredita que este tipo de eventos pode ser importante para a recuperação das economias através do sector imobiliário? Basílio Jafet» Basílio Jafet é o Presente do Capítulo Brasileiro da FIABCI, e vice-presidente do SECOVI-SP (Sindicato da Habitação). A FIABCI/Brasil tem sede em São Paulo e conta actualmente com quatro delegações regionais Rio de Janeiro, Norte-Nordeste, Sul e Centro-Oeste. Formado em Engenharia Cívil, Basílio Jafet é dirigente da Jafet S/A, uma empresa de promoção e construção que actua no segmento de imóveis comerciais e industriais. Sim, com certeza. Em primeiro lugar é importante conhecermos as principais novidades no sector imobiliário no mundo: os principais empreendimentos, tudo aquilo que se faz de novo Hoje as mudanças ocorrem muito rápido e temos que saber o que ocorre sob pena do nosso negócio deixar de correr tão bem Já dizia De Gaulle, há 40 anos atrás, que quando o sector imobiliário vai bem, tudo vai bem. É um sector que emprega muito, emprega aquela mão-de-obra que tem absoluta necessidade de ter o seu ganha-pão, o seu emprego, e isso faz com que o desenvolvimento ocorra. O sector imobiliário actua indirectamente noutros sectores também, por exemplo, o mobiliário, as pessoas que compram casa precisam de comprar móveis ou seja a economia gira cada vez com mais força, portanto é muito importante termos um sector imobiliário forte e actuante. O Brasil está a viver um bom momento. Como vê este bom período? Veja o video desta entrevista Hoje muitas das economias maduras do mundo não têm um desempenho que possamos qualificar como bom ou excelente. Em virtude disso as economias que se encontram em desenvolvimento, que continuam a manter um ritmo de progresso e sucesso, têm atraído muito capital estrangeiro. O Brasil tem obedecido a estas regras. Temos visto nestes últimos anos diversas empresas, diversos grupos de diversos países do mundo a virem ao nosso país e a fazer investimentos importantes no sector imobiliário - tanto no sector residencial, como no sector de second home, sector comercial, industrial e logística - e os portugueses têm aqui algumas grandes vantagens. É o nosso país irmão, é a nossa origem, todos nós temos muito carinho por Portugal, e vocês falam a nossa língua, vocês entendem perfeitamente os nossos valores, os nossos ideais a nossa ética, somos muito semelhantes Revista APEMIP 18

19 em tudo isso, por isso a vantagem competitiva de Portugal é inegável. São todos muito bem-vindos, os brasileiros têm muita admiração pelos portugueses e vocês são taxados de muito simpáticos e agradáveis para nós. É uma satisfação realizar negócios com esse povo maravilhoso. E há ainda espaço para receber empresas do sector imobiliário estrangeiras, nomeadamente portuguesas? O mercado brasileiro tem ainda muito espaço porque o investimento no sector imobiliário ocorreu há pouco tempo. Só há cerca de quatro ou cinco anos é que estes números foram intensificados e, como disse, os grupos estrangeiros têm vindo, mas há menos tempo - 2/3 anos talvez - portanto ainda existe muito espaço, muitas oportunidades, tanto no sector residencial como no sector comercial, e as empresas estão vindo. Nós FIABCI Brasil temos recebido muitas delegações estrangeiras, todas com desejo de investir, de realizar parcerias, e quando os negócios acontecem o sucesso tem sido para todos. Como vê o mercado em imobiliário Portugal? Acredita que pode haver uma retoma, em breve? Em Portugal existem oportunidades bastante grandes, bastante significativas. Vocês têm algumas vantagens em relação ao resto da Europa, em primeiro lugar o clima. Para o turismo isto é uma vantagem interessante. Além disso Lisboa é hoje um hub para diversos destinos, na África e nas Américas, e com isso pode construir-se muita coisa que sirva para atender a essa necessidade de logística, de infra-estuturas e tudo mais. Revista APEMIP 19

20 Paulo Sá Delgado, Bernardino Naves Osório, José Xavier Assembleia Geral APEMIP Lisboa, Dezembro de 2011 Unanimidade no orçamento e plano de actividades para 2012 No final de cada ano, cabe à Assembleia-Geral reunir para apreciar e votar o projeto de orçamento preparado pela Direção Nacional, para o ano imediato. Foi isso que aconteceu, no passado dia 20 de Dezembro, tendo a atual Direção, em Assembleia-Geral e a todos quantos quiseram participar, apresentado com minucia o orçamento e plano de atividades que se propõe cumprir em 2012 no âmbito da gestão dos destinos da Associação. Todos os valores foram contemplados e apesar das dificuldades que se preveem para este ano, a atual Direção conseguiu apresentar, para apreciação, discussão e aprovação, um Orçamento e Plano de Atividades que mereceu o acordo unânime de todos os presentes. Numa conjuntura difícil como a que atualmente atravessamos, sabemos que a limitação da despesa é fator fundamental para a sustentabilidade de qualquer organização coletiva, como é o caso da APEMIP. E isto conscientemente sabendo que tal implica cortes no que é mais acessório e a manutenção do principal. Será a manutenção desta gestão cuidada que permitirá à APEMIP continuar a ser uma das raras referências nacionais no movimento associativo empresarial. A atual Direção espera agora conseguir concretizar o que projetou, sem constrangimentos conjunturais maiores, dos que os já sentidos por todos os empresários do sector. Ficou claro que, nestes tempos de aperto orçamental, uma gestão cautelosa e o aproveitamento máximo de todas as nossas sinergias, são essenciais. Revista APEMIP 20

21 Luis Lima presidente da APEMIP, ladeado pelos vices-presidentes Vasco Reis (Nacional) e Fernando dos Santos (Centro), posam frente a fachada sul das instalações da APEMIP em Coimbra Delagação Centro APEMIP Remodelação em Coimbra O presidente da APEMIP, Luís Lima, acompanhado pelos vice-presidentes Vasco Reis e Fernando Santos, visitou as instalações da associação em Coimbra onde decorrem obras de remodelação de acordo com o projecto aprovado na penúltima Assembleia Geral. Recorde-se que a APEMIP é já proprietária de todo o imóvel onde está instalada em Coimbra, o que justifica a realização das obras de remodelação em curso, obras que estão a ser executadas ao abrigo do protocolo de parceria entre a associação e Estrela do Norte Engenharia e Construção, Lda consubstanciado no projecto CasaREPAIR. As instalações da APEMIP em Coimbra passarão a dispor, após a conclusão das obras, de um espaço devidamente equipado para formação e de melhores condições para o acolhimento dos representantes das empresas associadas que se desloquem à delegação. As obras de reabilitação devolverão a traça original do edifício valorizando exponencialmente o património da APEMIP. Revista APEMIP 21

22 Luis Lima, presidente da APEMIP; Manuel Reis Campos, presidente da CPCI e João Sousa Neves, project manager na Temple Conferência Arquitecturas Defesa da Sustentabilidade O Jornal Arquitecturas promoveu, no passado dia 22 de Novembro, a conferência Edifícios Balanço Zero: Rumo ao Impacte Nulo da Construção e Reabilitação das Cidades, no auditório do Museu das Comunicações, em Lisboa. Luís Lima, Presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, foi um dos oradores convidados, num painel moderado por Manuel Reis Campos, Presidente da CPCI. Esta conferência foi ao encontro dos desafios traçados pela Comissão Europeia, através da Directiva 2010/31/EU, que diz que, até 2020, todos os edifícios novos, e numa fase posterior, também os já existentes, deverão apresentar um balanço energético quase nulo. Durante todo o dia decorreram diversas sessões. O primeiro painel, subordinado ao tema Metas Europeias para Cidades Eficientes contou com a moderação de João Pedro Costa, Presidente do Jornal Arquitecturas, Kristina Dely, da Convenant of Mayors Office, que falou sobre o pacto dos autarcas às Smart Cities, Helder Perdigão Gonçalves, Director do Laboratório de Energia do LNEG e Paulo Santos, Director de Certificação Energética de Edifícios, da ADENE. Seguiu-se o segundo painel, que debateu o tema O projecto e Planeamento rumo ao impacte energético nulo, moderado por Manuel Duarte Pinheiro, Professor do Instituto Superior Técnico, no qual foram oradores Vítor Leal, Professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que falou sobre o papel da autarquia como impulsionadora de boas prácticas um caso de plano de acção para a energia sustentável, Miguel Nery, Presidente da Ordem dos Arquitectos Região Norte, que debateu o Quase Zero na reabilitação urbana e Monika Bik, Director of Masterplaning da Broadway Malyan, que se debruçou sobre a qualidade da arquitectura e do desenho urbano para a redução de emissões a carbono. Antes do almoço houve ainda tempo para a introdução de um terceiro painel, que discutiu o tema Materiais, Técnicas e Aplicações tecnológicas para a sustentabilidade dos edifícios, moderado por Victor de Sousa Ferreira, Presidente da Centro Habitat. Masdar e Planit: uma análise comparativa, foi o tema abordado por Filipa Vaz Monteiro, Partner da Roseta Vaz Monteiro, seguindose de Maria João Rodrigues que falou sobre a Microgeração: dos ganhos energéticos para os ganhos económicos. O painel encerrou com a apresentação de Fernando Pacheco Torgal, Professor na Unidade de Investigação da C-TAC, da Universidade do Minho. No período da tarde, as intervenções iniciaram-se com a apresentação do projecto Solar Decathlon: Reposta aos desafios para a sustentabilidade da construção, moderado por Luís Silva, Director do Depar- Revista APEMIP 22

23 Luis Lima fala sobre a sustentabilidade no imobiliário para o relançamento da economia do Sector Imobiliário tamento de Desenvolvimento Sustentável da ADENE. Neste painel intervieram Joara Cronemberg, Event Production Manager da SDEurope, que falou sobre a Competição Universitária Internacional Solar Dechatlon Europe 2012, onde estará presente um projecto português desenvolvido na Universidade do Porto, apresentado de seguida por Manuel Vieira Lopes, Autor e Coordenador do projecto CEM Casas em Movimento que apresentou a casa que será levada a competição no próximo ano e Madrid, e por fim Luis Borunda, Project Manager da UPC Team, que ganhou o primeiro lugar de Arquitectura no Solar Dechatlon do ano O último painel foi subordinado ao tema Balanço Zero como oportunidade para o sector imobiliário, e moderado por Manuel Reis Campos, Presidente da CPCI. Tomou a palavra João Sousa Menezes, Project Manager da Temple, que falou sobre as implicações financeiras das novas metas europeias na promoção imobiliária. Seguiu-se Luís Lima, Presidente da APEMIP, cuja apresentação referia a Sustentabilidade no Imobiliário para o relançamento da Economia. Uma vez mais, Luís Lima referiu que é urgente repensar a organização dos centros urbanos, tendo em conta as gerações vindouras e a protecção do património habitacional, recordando que a reabilitação urbana, estimulada pelo arrendamento urbano, é a melhor via para garantir a sustentabilidade do sector e fazer dele uma peça fundamental para o relançamento da Economia. O ciclo de conferências encerrou com um pequeno cocktail que reuniu especialistas, técnicos e empresas da fileira da Construção e do Imobiliário. Revista APEMIP 23

24 Carlos Cardoso, Álvaro Santos, José António Barros, Reis Campos, José Vieira Lopes e Augusto Mateus na mesa de oradores da Conferência da Concreta Concreta 11 Outubro de 2011 Um excelente pretexto para repensar o sector A edição 2011 da Concreta traduziu-se num óptimo pretexto para reflectir sobre os desafios que se colocam ao sector da Construção e do Imobiliário, uma tarefa sempre importante mas mais ainda e mais oportuna, em conjunturas económicas mais apertadas, como a actual Com lucidez, a Concreta soube traçar, no corrente ano, objectivos exequíveis, em função da realidade conjuntural. Este foi, porventura, o primeiro grande sucesso de um certame que é tanto mais credível quanto sabe avaliar, a cada momento, o valor em que a fasquia deve ser posta. Citando ainda uma entrevista que o presidente da APEMIP concedeu a um suplemento de um jornal diário publicado a pretexto da Concreta2011, dir-se-á que, às vezes, quando os ventos são fortes e sopram de muitas direcções, a simples tarefa de manter a chama acesa pode ser um enorme sucesso. Mas na apreciação da Luís Lima, apesar da situação que se vive, a mais recente edição da Concreta conseguiu ir mais além do que apenas manter a chama e oferecer contributos muito importantes de reflexão para projectos fundamentais como é o da Reabilitação Urbana conjugado com o da dinamização do Mercado de arrendamento urbano. Foi aliás sublinhado na Concreta2011 que a Reabilitação, quando articulada com o arrendamento urbano, garante, a nível local, um choque económico significativo e pode assumir-se como uma das forças motrizes de desenvolvimento do país se dinamizada numa política nacional integrada. Foi também lembrado que o efeito multiplicador da Reabilitação, por exemplo na criação de trabalho, só resulta se conjugado com um mercado de arrendamento a funcionar adequadamente, ou seja a beneficiar de uma maior celeridade na Justiça e mais Justiça fiscal para o próprio arrendamento, mormente na aplicação de uma taxa liberatória a estes rendimentos. A nossa obrigação ética de reabilitar as malhas urbanas mais consolidadas e antigas, valorizando o nosso património edificado e preservando a história das nossas cidades, é incontornável e pode gerar um aumento da oferta no arrendamento residencial, a valorização do património imobiliário e a regeneração e a revitalização humana, social e económica de espaços urbanos que hoje se encontram degradados, sub-aproveitados e, em alguns casos, marginalizados das dinâmicas das próprias cidades. Só assim e é consensual - o sector imobiliário poderá manter-se como um dos pilares do desenvolvimento das sociedades. Honrando a vocação de construtores e reconstrutores das cidades. Revista APEMIP 24

25 Instituídos há três anos, quando Luís Lima assumiu a presidência da APEMIP, os donativos APEMIP Solidária, de periodicidade anual, que já contemplaram cerca de uma dezena de instituições, algumas das quais por mais de uma vez, assumem-se como manifestação do dever de solidariedade que compete às empresas e, por extensão, ao movimento associativo empresarial. Como sublinha o presidente da APEMIP, a associação deseja que sejam criadas condições para que as empresas possam gerar mais riqueza, mas também que parte dessa mesma riqueza gerada possa ser aplicada na dimensão social e solidária das próprias empresas. Por exemplo em instituições que desenvolvem trabalho de apoio às populações mais carenciadas, no domínio do abandono e da doença, em regra de crianças mas também de mais velhos. É o caso da Irmandade da Misericórdia de Semide, no concelho de Miranda do Corvo, instituição que desenvolve várias valências, nomeadamente para a Terceira Idade, é o caso do Refúgio Aboim Ascenção, em Faro, repetentes, este ano, na escolha das instituições que receberam donativos APEMIP, e é o caso da Acreditar, a Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, em Lisboa, e da Casa do Caminho, em Matosinhos, uma instituição de matriz semelhante à do Refúgio de Faro, pela primeira vez contempladas. Mas como sublinhou Luís Lima nas quatro instituições que fez questão de visitar, em vésperas de Natal, numa maratona de estrada de mais de 1500 quilómetros, quem dá é quem mais recebe e quem verdadeiramente sente a obrigação de agradecer pois limita-se a apoiar aqueles que, em nome de todos nós e da Sociedade, desenvolvem e acreditam neste trabalho de enorme dignidade que é ser solidário. Veja o video da APEMIP Solidária Revista APEMIP 25

26 Acreditar Lisboa, Dezembro de 2011 Sem qualquer resignação Na Acreditar, a Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro cujas instalações em Lisboa são as vizinhas da frente do Instituto de Oncologia, não há qualquer resignação instalada mas há, em contrapartida, uma enorme e permanente vontade de sobreviver e uma enorme e permanente vontade de superar os próprios desafios da sobrevivência. Esta foi talvez a mensagem mais positiva e forte que Ansfriede Zwaagstra, uma holandesa que domina quase perfeitamente o Português e que é um dos esteios da Acreditar, transmitiu à delegação da APEMIP, presidida por Luís Lima, que ali se deslocou para entregar, em mão, o donativo aprovado. Com enorme serenidade Ansfriede Zwaagstra reconheceu que os tempos são difíceis e que todos os apoios, públicos e privados, são importantes, mas fez também questão de sublinhar que a Acreditar tenta, dia após dia, não ser dependente dos necessários e desejados subsídios, nomeadamente do Estado, subsídios que se mostram tão voláteis nestes tempos de crise. Revista APEMIP 26

27 Casa do Caminho Matosinhos, Dezembro de 2011 Caminho com c de colo Uma das instituições contempladas este ano, pela primeira vez, com um dos donativos da APE- MIP Solidária foi a Casa do Caminho, em Matosinhos, uma instituição de matriz muito semelhante e muito inspirada no Refúgio Aboim Ascenção, em Faro. Tal como na Instituição algarvia que todos conhecemos, pela força mediática do seu director, também na Casa do Caminho em Matosinhos, cujas instalações, construídas de raiz, sugerem um enorme trevo de quatro folhas, toda a criança merece um colo. O carinho que esta instituição de Matosinhos merece, está aliás bem patente no facto do presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Dr. Guilherme Pinto, ter estado presente no momento da entrega do donativo APEMIP Solidária, sublinhando e elogiando a acção de Luís Lima e da APEMIP. Quando se vê a dimensão do trabalho realizado em instituições que a si próprias se designam como integrantes de uma rede de emergência infantil, infelizmente tão necessária, compreendemos a importância de todos os contributos solidários. Revista APEMIP 27

28 Refúgio Aboim Ascensão Faro, Dezembro de 2011 Uma casa mãe O Refúgio Aboim Ascensão, instituição exemplar no apoio a crianças em risco, com sede em Faro, é também uma instituição de referência de uma mais do que necessária rede de emergência infantil que encontra no entusiasmo e na paixão do seu director, o Dr. Luís Villas Boas, grande parte da força inspiradora e mobilizadora que exerce sobre outras instituições e sobre a própria Sociedade. Sem deixar que, por algum momento, os visitantes e mecenas da instituição possam transformar a visita numa espécie de bálsamo para uma eventual má consciência pelas constantes omissões relativamente à necessidade de darmos outra atenção às crianças em risco, o Dr. Luís Villas Boas tem o condão de projectar o Refúgio como algo de muito positivo que se faz em Portugal. No Refúgio, a regra é a da disponibilidade total para com as crianças que ali vivem, dia e noite, a todas as horas e em todos os dias, faça chuva ou seja Natal, na evidência, nem sempre evidente noutras coordenadas, que há tarefas que não podem ser desempenhados em part-time quando se trata de dar apoio a seres humanos indefesos pela condição e pela idade. Revista APEMIP 28

29 I. M. Semide Miranda do Corvo, Dezembro de 2011 Um sítio de avós O Centro de Dia da Irmandade da Misericórdia de Semide, no concelho de Miranda do Corvo, é o que se pode dizer um sereno sítio de avós, mais uma vez acarinhado pela APEMIP, pelo empenho do vice-presidente Fernando Santos a sensibilizar o presidente Luís Lima e os restantes membros da Direcção para a acção desenvolvida em especial no combate à solidão dos mais velhos. Sob a protecção do Divino Senhor da Serra, que ali tem um santuário, numa freguesia que também se orgulha do Mosteiro de Santa Maria de Semide, todos os elementos da APEMIP que acompanharam Luís Lima na entrega, em mão, do donativo atribuído, foram recebidos em festa pela Irmandade. Ao actual Provedor e ao futuro Provedor já eleito da Santa Casa da Misericórdia de Semide, João Mourato e João Carvalho, juntou-se também José Dias Coimbra, da União das Misericórdias, para darem conta à delegação da APEMIP do muito que já se faz e do que mais se pretende fazer na Serra pela qualidade de vida dos mais velhos naquele belo sítio de avós. Revista APEMIP 29

30 PROJECTOS ESTRATÉGICOS Cartão Saúde» Contactos Telf CARTÃO SAÚDE Uma oferta da APEMIP para si! Até há bem pouco tempo, quando se falava em seguros de saúde, era pensamento corrente que estes representavam um custo elevado, comparativamente com os valores praticados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). Contudo, as recentes notícias sobre o aumento das taxas moderadoras no SNS obrigam a repensar e a questionar a teoria atrás mencionada. Diversos outros factores concorrem também para aumentar a lista de vantagens dos seguros de saúde privados. Se não, vejamos: Cartão Azul BP Um cartão que atribui descontos O Cartão Azul é um cartão que permite aos seus utilizadores a obtenção de desconto imediato no momento da aquisição de combustíveis. Fruto de uma parceria entre a BP Portugal, SA. e a APEMIP Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, este cartão permite às empresas associadas e aos seus profissionais uma poupança de cinco cêntimos em cada litro de combustível adquirido num posto de abastecimento aderente, entre várias centenas existentes em todo o território nacional. Sem burocracias, basta solicitar aos serviços da sua associação o Cartão Azul para começar a beneficiar de mais uma vantagem proporcionada, para si, pela APEMIP - INDEPENDÊNCIA dos serviços públicos de saúde, pois tem acesso a redes privadas de cuidados de saúde, onde médicos, hospitais, clínicas e centros de diagnósticos estão disponíveis para o atender. - LIBERDADE DE ESCOLHA sobre o médico, o hospital ou a clínica onde deseja ser atendido, bastando enviar o recibo da despesa para a seguradora para ser reembolsado na proporção contratualmente estipulada HORAS POR DIA, existe sempre alguém qualificado para lhe prestar esclarecimentos. - TEMPO DE ESPERA muito mais reduzido na marcação de consultas ou internamentos, quando comparados com os utentes do serviço público. - BENEFÍCIOS EXTRA, como por exemplo, apoio domiciliário, medicamentos ao domicílio, opinião internacional, entre outros. Consciente de todas estas importantes vantagens, a APEMIP, numa parceria com a Tranquilidade, disponibiliza, a título gratuito, um seguro individual de saúde (com cobertura de para hospitalização) para um membro das empresas associadas e que pode ser extensível a todos os colaboradores por cerca de mais dois euros mensais apenas, por cada um. Para além da cobertura base, os aderentes poderão optar por outros planos de saúde melhorando a sua assistência médica com condições exclusivas que só a sua associação lhe pode disponibilizar. Vantagens estas, que podem ser sensíveis aos agregados familiares dos profissionais da mediação imobiliária. Resumidamente, com este serviço possibilitamos a adesão a um seguro de saúde que garante acesso aos melhores cuidados médicos, através de prestadores de elevada qualidade, tanto em Portugal como no estrangeiro. Saiba mais sobre este serviço em ou contactando directamente os serviços da Associação. Revista APEMIP 30

31 Ligue já! Atendimento em todo o país Orçamentos competitivos Disponibilidade imediata Qualidade reconhecida Serviços de construção, reabilitação, conservação e manutenção CASA REPAIR Obras fáceis com o CasaRepair O CasaRepair é um projecto que se destina a disponibilizar um serviço de obras prestado pela empresa Estrela do Norte - Engenharia e Construção, que com a sua experiência e know-how assegura qualidade e garantia na manutenção, conservação, remodelação e construção de imóveis, mesmo de reabilitação urbana. As empresas de Mediação Imobiliária associadas da APEMIP, podem beneficiar desta parceria de forma directa para as suas próprias obras ou indirectamente, ou seja, beneficiando os seus clientes que pretendam fazer obras nos seus imóveis: criando mais valias para procederem à venda ou arrendamento dos mesmos; acrescentando conforto aos seus imóveis para que melhor possam usufruir deles; ou, simplesmente, fazerem as obras de manutenção necessárias à conservação dos bens. Para que tudo isto seja possível de forma muito simplificada a APEMIP desenvolveu uma plataforma disponível através de qualquer computador ou equipamento com ligação à internet e que se pode encontrar em Esta plataforma tem uma utilização muito simplificada e permite que qualquer utilizador consiga facilmente utilizá-la sem que, para isso, tenha que ter conhecimentos informáticos especiais. No site encontra informação clara e explícita sobre quais as vantagens de recorrer a este serviço e igualmente todas as áreas onde se prestam serviços, com todo o profissionalismo. As empresas associadas da APEMIP dispõem ainda de uma área reservada onde, ainda com mais detalhes podem conhecer o serviço prestado pelo Casa Repair. Podem também fazer pedidos de orçamento e acompanhar todos e quaisquer processos que tenham sido por si encaminhados, conhecendo o seu estado de forma actualizada bem como os valores de orçamentos entregues. Mas, para aceder à área reservada das empresas associadas, terá que ter uma palavra-passe, sem a qual as funcionalidades acima descritas não ficarão acessíveis. Também aqui o procedimento é muito facilitado. Basta clicar no menu de associadas e será encaminhado para uma página onde poderá solicitar os seus dados de acesso. Inserindo o número de associada da sua empresa receberá, de forma automática, um com todos os dados necessários para poder começar a utilizar o serviço criado para si. No entanto, é preciso ter atenção, pois o que lhe é enviado considerará o contacto que consta na base de dados da APEMIP, sendo por isso muito importante que mantenha os seus contactos actualizados junto da sua associação. Descubra todas as vantagens para si, na qualidade de associada da APEMIP, e para os seus clientes. Visite este projecto em Revista APEMIP 31

32 » Contactos Telf formação Formação renovada em 2012 A ACADEMIA APEMIP promoverá mais e melhor formação durante o ano de Numa conjuntura como a actual, só os profissionais mais bem preparados poderão ultrapassar com sucesso as dificuldades. Formação contínua A ACADEMIA APEMIP, enquanto escola de referência para a mediação imobiliária, oferece todas as semanas acções de formação contínua para a qualificação dos profissionais do sector. O plano de formação inter-empresas para 2012 encontra-se adaptado à conjuntura actual. Foram reformulados vários módulos e criados de raiz dois novos cursos: Reabilitação Urbana, para seguir uma das tendências claras do mercado; e Atingir o Sucesso com Programação Neurolinguística (PNL), no seguimento de um módulo inicial de PNL introduzido em Assim, os formandos podem agora depois de terem adquirido conhecimentos básicos de PNL reforçar as suas competências nesta área e aprender ferramentas práticas para definir e atingir objectivos de sucesso na venda imobiliária, actuando com mais auto-confiança e responsabilidade, que irá reflectir-se num maior volume de negócios. Formação internacional A APEMIP tem assegurado a coordenação e docência de cursos de formação para os profissionais imobiliários angolanos, no âmbito de uma parceria com a associação congénere APIMA (Associação dos Profissionais Imobiliários de Angola). Para 2012, está previsto o arranque do primeiro curso CRS (Council of Residential Specialists) em Luanda. Cursos CRS Os cursos CRS (Council of Residential Specialists), através de uma parceria entre a APEMIP e a UCI, permitem que os mediadores portugueses tenham acesso às técnicas e ferramentas utilizadas pelos profissionais de referência a nível mundial. A partir de 2012, ser Membro CRS em Portugal trará ainda mais vantagens. Entre outras coisas, os membros poderão assistir, com periodicidade mensal, a Webinars com conteúdos relevantes, nomeadamente às últimas instruções e técnicas recomendadas a nível internacional. Licenciatura e pós-graduações Mantêm-se em vigor os protocolos para as licenciaturas e pós-graduações reconhecidas pela APEMIP e nas quais as empresas associadas beneficiam de condições mais vantajosas. Os interessados podem obter mais informações nos serviços da ACADE- MIA APEMIP ou nos sites e secretarias das instituições universitárias com as quais a APEMIP colabora: o INUAF Instituto Superior Dom Afonso III, em Loulé; a Universidade Autónoma de Lisboa; e a Universidade Portucalense, no Porto. Academia VISTE A PÁGINA NA INTERNET CRS Revista APEMIP 32

33 VISTE A PÁGINA NA INTERNET CasaYES - A experiência perfeita na divulgação de imóveis» Contactos Linha de apoio Comercial: e mail. O Portal CasaYES foi criado com o objectivo de oferecer a todas as empresas associadas da APEMIP uma ferramenta tecnologicamente fiável e avançada que permita a dinamização dos seus negócios, através da sua apresentação no mundo cibernauta, aos mais baixos custos do mercado. Sendo um Portal pensado por Mediadores Imobiliários para Mediadores Imobiliários, vai ao encontro das necessidades específicas de cada empresa associada, disponibilizando para tal duas ferramentas distintas: APEMIP Net FREE e APEMIP Net PRO. APEMIP Net FREE O software APEMIP Net Free permite, sem quaisquer custos acrescidos, a divulgação de todos os imóveis em carteira, em três portais. Solicite já o seu link de instalação e os códigos de acesso junto dos serviços comerciais através de: APEMIP Net PRO Para quem tem necessidades mais específicas ao nível da gestão de imóveis, o APEMIP Net PRO é a solução ideal. Comercializado ao preço mais competitivo do mercado, este software é disponibilizado num pack que inclui: Software de gestão de imóveis; 1 website e - Exportador de imóveis para 14 portais nacionais e internacionais. Vantagens: - Acesso à sua base de dados de imóveis, em qualquer parte do mundo e não apenas a partir do seu escritório, bastando para tal utilizar um computador ligado à internet, através de qualquer uma das versões do software APEMIP Net; - Anúncios de jornal a preços controlados e mais vantajosos em jornais nacionais de grade tiragem; - Interacção com o sistema de fotografia 360o Giroptic, que permite fotografar os seus imóveis de uma forma tecnologicamente moderna, fácil e com ganhos de tempo; Mas, nada está concluído pois o tem, pela sua própria natureza tecnológica, a necessidade de implementar inúmeras mais-valias regularmente para se manter na vanguarda do que melhor é feito a nível mundial e poder oferecer aos seus anunciantes, a melhor qualidade que um portal imobiliário pode oferecer. Por tudo isto continuaremos a desenvolver esforços para que o CasaYES O Portal de Referência do Imobiliário, seja cada vez melhor e que seja ainda mais fácil, mais certo, mais simples e mais seguro para fazer negócios imobiliários. Revista APEMIP 33

34 » Contactos Linha de apoio Comercial: Linha de apoio Técnico: Auditorias Energéticas Através da experiência adquirida pela Home Energy EDP na área da Certificação Energética, constatámos que existe um elevado potencial de poupança energética no sector residencial e dos pequenos serviços que não se encontra devidamente explorado. Para dar resposta a este desafio desenhámos um novo e inovador serviço de Auditorias Energéticas que permite identificar e quantificar oportunidades de melhoria e poupança, de forma eficaz. A Auditoria Energética inclui a visita de um Técnico Superior Qualificado que procede ao levantamento dos equipamentos, electrodomésticos e iluminação do imóvel, bem como dos respectivos perfis de utilização. Nos casos em que se mostre necessário, são realizadas medições de consumos de equipamentos específicos. É também efectuada uma análise das facturas de energia para que se possam caracterizar os consumos de electricidade e gás ao detalhe. Após um levantamento rigoroso é recomendado o tarifário e a potência contratada ideal para cada caso e são sugeridas formas mais económicas de utilizar os equipamentos, tirando o máximo partido de cada tarifa ou fonte de energia. Sugerimos aos nossos clientes medidas de melhoria concretas, devidamente quantificadas em termos de investimento previsto e poupança. Substituir um frigorífico ou determinada iluminação, comprar um sistema de climatização ou adquirir um sistema fotovoltaico passa a ser uma decisão mais fácil e fundamentada após a realização de uma das nossas Auditorias. São identificadas inconformidades e situações patológicas na envolvente ou que tenham potencial de correcção térmica, sendo sugeridas as melhores soluções técnicas disponíveis no mercado. A análise é realizada quer do ponto de vista do retorno económico quer do ponto de vista do conforto térmico proporcionado. As Auditorias Energéticas vêm completar a oferta de serviços EnergiaYES que inclui a Certificação Energética, a Microprodução e os Sistemas de Gestão de Energia. Todos os serviços são comercializados individualmente ou em associação com os restantes serviços e produtos. Desta forma a nossa oferta irá seguramente contribuir para um Portugal mais sustentável do ponto de vista ambiental, energético e económico. Convidamos todas as associadas da APEMIP a conhecer as Auditorias Energéticas, bem como todas as outras ofertas através dos nossos contactos ou directamente através do seu gestor de parceiros EnergiaYES. Venha descobrir quais as vantagens de trabalhar com este projecto, que tem como parceiro a Home Energy, empresa do grupo EDP, para a área da Energia! Revista APEMIP 34

35 » Contactos Linha de apoio Comercial: Linha de apoio Técnico: Prémio para as mediadoras com maior número de certificados EnergiaYES: Um Voucher para um Fim de Semana Estes são os vencedores do 3º trimestre de º Lugar Como já é habitual, trimestralmente, a EnergiaYES premeia os mediadores com maior número de certificados energéticos encaminhados através do site IMA - Sociedade Mediação Imobiliária, Lda. Zona: Marinha Grande APEMIP n.º 910 Se é associado da APEMIP, e ainda não conhece os nossos serviços, basta aceder a inserir os seus dados de acesso* e beneficiar das vantagens que a APEMIP em conjunto com a Home Energy, colocam à disposição de todos os associados. Assim, pode pedir a emissão dos certificados energéticos, de uma forma cómoda, garantindo aos seus clientes qualidade, rapidez e os melhores preços! Sempre que encaminha pedidos de certificação através desta plataforma, está a contribuir para ajudar instituições de solidariedade social. 2º Lugar * se ainda não tem a sua senha de acesso contacte-nos através do EMIMOTA - Med. Imob. Unip., Lda. Zona: Pombal APEMIP n.º 1995 Um projecto: 3º Lugar VISTE A PÁGINA NA INTERNET TRES-PISOS - Soc. Med. Imobiliária, Lda. Zona: Chaves APEMIP n.º 1269 Revista APEMIP 35

36 VISTE A PÁGINA NA INTERNET Casa Pronta Informação Predial Simplificada Acesso aos Portais Predial Online e Casa Pronta: Serviços Inovadores para as Associadas APEMIP» Contactos Telf A relação institucional e protocolar que a APEMIP incrementou, nos últimos anos, com o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) permitiu que as Empresas de Mediação Imobiliária beneficiassem, de um modo único para o sector imobiliário, de um acesso privilegiado à parte reservada dos Portais Casa Pronta e Predial Online. Este acesso, nos moldes proporcionados, constitui um importante instrumento para o desenvolvimento da respectiva actividade profissional pelo facto de permitir, entre outros aspectos, aceder automática e imediatamente à informação predial sobre os bens imóveis a mediar o que reforça, inegavelmente, a certeza legal dos negócios imobiliários e melhor serve os interesses de clientes e interessados. De um modo simples e intuitivo, através dos serviços associativos, as Mediadoras obtêm Códigos de Acesso específicos para acesso à parte reservada dos Portais supra mencionados e, por essa via, passam a poder utilizar diversos serviços que aumentam os ganhos de eficácia, celeridade e qualidade da sua actividade. Mais especificamente, é possível através do Portal Casa Pronta: Aceder à Agenda das Conservatórias do Registo Predial e marcar, directamente, o Procedimento Casa Pronta pretendido. Instruir, electronicamente, um Processo casa Pronta, inserindo numa Aplicação Informática própria os documentos inerentes e necessários ao negócio imobiliário. Requerer Certidões da Conservatória no Registo Predial On-Line, as quais permanecem actualizadas durante o período de 1 ano. O acesso a esta informação é imediato, sendo o seu valor facturado, a posteriori, à Mediadora, mensal ou bimestralmente. Por seu turno, no Portal Predial On-Line, as Associadas APEMIP podem: Aceder, em condições mais vantajosas, a Informações Prediais Simplificadas as quais consistem na disponibilização online de uma informação não certificada, permanentemente actualizada, que conterá a descrição do prédio e a identificação do proprietário, permitindo averiguar a existência, sobre um determinado prédio, de hipotecas, penhoras ou quaisquer outros ónus ou encargos. A Informação Predial Simplificada tem um prazo de 1 Ano, durante o qual a informação se mantém permanentemente actualizada e o seu valor, inferior ao solicitado para o público em geral, é facturado mensalmente à Mediadora. Revista APEMIP 36

37 QUER COMPRAR CASA DE FORMA SEGURA? Mediador Associado APEMIP = Mediação de Confiança No imobiliário... Se contactar com um mediador oficial APEMIP, terá acesso à informação predial simplificada à distância de um clique. Poderá verificar a quem pertence um imóvel, se está hipotecado ou se tem algum tipo de ónus ou encargos de forma mais rápida, mais segura e mais barata, através das empresas associadas APEMIP. ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS E EMPRESAS DE MEDIAÇÃO IMOBILÁRIA DE PORTUGAL Consulte esta e mais informações em Revista APEMIP 37

38 GABINETE DE ESTUDOS SABER É PODER» Contactos . O ano de 2011, caracterizou-se, quer no âmbito mundial, quer nacional, por um conjunto de vicissitudes conjunturais que influenciaram o comportamento de múltiplos mercados, de entre os quais, o imobiliário. De ressalvar que até ao ano de 2007, o investimento em imobiliário era tido, por muitos, como um safe heaven, no entanto com a crise do sub-prime, a economia mundial teve de se reajustar a uma nova lógica de funcionamento, fortemente marcada pela insolvência de múltiplas empresas e pela erosão do rendimento disponível das famílias, cujo reflexo imediato no panorama nacional, se substantivou numa contracção do investimento directo estrangeiro no imobiliário nacional e, a nível interno, num reajustamento entre a oferta e a procura, em que a tónica passou a ser colocada no que o mercado realmente quer. Um nova procura despoletou progressivamente ao longo dos últimos quatro anos, a aspereza do mercado de crédito e do poder de compra das famílias, tendem a colocar a tónica no arrendamento. Numa análise mais detalhada, a alguns dos indicadores nacionais tendo por base o Boletim de Outubro do Banco de Portugal, 2011, caracterizou-se como o ano no qual se deu inicio ao processo de ajustamento da economia nacional, caracterizado por uma forte restritividade da politica orçamental, pela desalavancagem do sector privado e pela reafectação de recursos na economia. Este ajustamento, acompanhado do recrudescimento das tensões nos mercados financeiros internacionais, da erosão do mercado nacional, com especial enfoque nas famílias, tem desvitalizado os vários segmentos da economia nacional, de entre os quais o imobiliário. De facto, durante o ano de 2011, a APEMIP estima que o número de transacções seja de aproximadamente 190 mil, registando uma quebra aproximada de 9% face ao ano transacto. A procura de imóveis por parte das famílias tem-se ajustado à conjuntura de mercado, a tónica é cada vez mais colocada no mercado de arrendamento. De facto, de mencionar que nos distritos mais metropolitanos, as intenções da Procura, segundo dados do portal imobiliário Casa Yes, no final do mês de Setembro eram já de aproximadamente 40%. Este comportamento reflecte-se, desde logo, na deterioração sistemática que tem atingido a capacidade financeira das famílias, e a forma como estas encaram actualmente o mercado. Durante o ano de 2011, a confiança das Empresas de Mediação Imobiliária, mostrou-se tendencialmente cautelosa e menos optimista em relação ao seu negócio e à sua evolução. As empresas de mediação imobiliária mostraram-se particularmente mais optimistas durante os meses de Julho e Agosto, os quais se traduziram efectivamente em meses mais dinâmicos no âmbito de transacções. No referenciado período temporal, tendo por âmbito de análise o IMC, mais concretamente a dimensão média das Empresas (com base no número de trabalhadores) de Mediação Imobiliária, denota-se que mais de metade, cerca de 51% das inquiridas tem menos de dois trabalhadores, 30,8% entre 3 a 5. Sendo interessante verificar que 18,2% das inquiridas possuem um número de colaboradores superiores a 6. Número de colaboradores por empresa participante (DADOS ANUAIS) 6 a 10 11,8% 3 a 5 30,8% >10 6,4% <2 51,0% As vicissitudes inerentes quer ao nível do comportamento da famílias, quer da banca, reflecte-se no comportamento do mercado imobiliário e dos agentes envolvidos. Perante um cenário menos optimista o mercado imobiliário contraiuse e as suas expectativas do ano de 2011 tem-se revestido de um cariz menos optimista. O Inquérito Mensal de Conjuntura (IMC), no ano de 2011, reflectiu os constrangimentos do panorama económico, delineando um comportamento em conformidade com o mesmo. Revista APEMIP 38

39 Número de anos em funcionamento (DADOS ANUAIS) Principais Segmentos de Actuação das Empresas Participantes : Dados Agregados 15 11,1% 20 12,1% < 2 5,5% 2 20,9% Terrenos Urbanos Terrenos Rústicos Indústria Comércio 10 23,2% 5 27,2% Escritórios Habitação 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Tendo por unidade de análise o ano corrente, das empresas inquiridas aproximadamente 50,4% exerceram a sua actividade no mercado imobiliário, num período temporal que variou entre cinco a dez anos. O mercado imobiliário enfrenta correntemente uma multiplicidade de desafios, de entre os quais se destacam a frágil procura coadjuvada com a restritividade bancária. Não obstante continua a verificar-se um contínuo rejuvenescimento deste sector, com 5,5% das empresas a exercerem a sua actividade há menos de dois anos. De acordo com os dados referentes ao período em análise, continua a verificar-se, por parte das Empresas de Mediação Imobiliária, a actuação em segmentos diferenciados, apostando continuamente na diversificação da sua carteira de oferta. Dos diferentes segmentos de actuação, seguindo a tendência observada nas newsletters mensais, destacaram-se como os mais representativos: a habitação (98,4%), os terrenos urbanos (71,9%) e o comércio (64,7%). Estes evidenciam uma forte representatividade das Empresas de Mediação Imobiliária inquiridas, com valores acima dos 60%. Na indústria, cerca de 27,4% das Empresas de Mediação Imobiliária actuam neste segmento, destacando-se como o segmento com menor nível de incidência, dada a sua especificidade. PRINCIPAIS Obstáculos à actividade Avaliação bancária Nº insuficiente de angariadores imobiliários Dificuldades nos licenciamentos camarários Elevada burocracia nos procedimentos Desinvestimento económico Excesso de regulamentação da actividade Desajustamento entre a Oferta e Procura Preços dos imóveis muito elevados Diminuição do poder de compra Desconfiança face à mediação imobiliária Instabilidade no Mercado de trabalho Restritividade Bancária Nível da taxa de juro Mediação ilegal 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% No ano corrente, os obstáculos de cariz económico financeiro continuam a constituir-se como principais obstáculos à concretização efectiva das transacções. De facto, de entre os principais obstáculos ao desempenho da atividade, com mais de 50% de respostas por parte dos inquiridos, destacaram-se com 72,1% de respostas a restritividade bancária, com 58,2% a diminuição do poder de compra, com 52,7% a instabilidade no mercado de trabalho, com 50,3% a avaliação bancária. A restritividade bancária, após o crise do subprime, é uma realidade adensada pelo panorama do mercado de trabalho. De facto, segundo o Inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito, publicado em Outubro, foi reportado no terceiro trimestre, um aumento da exigência dos critérios aplicados à concessão de empréstimos a particulares, com- parativamente ao período anterior. Esse aumento de exigência esteve associada essencialmente ao aumento do custo de financiamento e das restrições do balanço e à deterioração da percepção de riscos (quer no âmbito da actividade económica, quer do mercado de habitação), traduzindo-se no aumento dos spreads praticados e no aumento da exigência das condições contratuais. Para o último trimestre de 2011, os bancos inquiridos perspectivam a aplicação de critérios mais exigentes na concessão de empréstimos ao setor privado não financeiro, sobretudo nos empréstimos de longo prazo a empresas. Nos empréstimos para aquisição de habitação, é igualmente antecipada a aplicação de critérios mais exigentes. Revista APEMIP 39

40 O ano de 2011 foi percepcionado pela maioria dos participantes do IMC, como menos positivo no que concerne ao desempenho da actividade da sua empresa, sendo este um sentimento transversal aos diferentes segmentos de mercado. Dos que evidenciaram um comportamento acentuadamente mais negativo, destacam-se a indústria (78,5%) e os escritórios (77,8%). De mencionar, que apesar do comportamento transversalmente mais negativo, em todos os segmentos vislumbrou-se, ainda que de forma residual, um rasgo de positivismo. De facto, 7,0% dos inquiridos no residencial, 5,2% nos terrenos rústicos, 2,5% nos escritórios e comércio, 2,4% nos terrenos urbanos e 0,5% na indústria percepcionaram de forma positiva o desempenho da sua actividade durante o período em análise. Para os participantes do IMC, a percepção generalizada é a de diminuição do número das transacções realizadas, sendo esta uma realidade comum aos diferentes segmentos de mercado. Detalhando o âmbito de análise por tipo de mercado, observa-se que a indústria (83,1%) e os escritórios (81,3%), foram os segmentos cujo os níveis de transacções foram consideravelmente mais reduzidos. No segmento residencial reside ainda algum otimismo, ainda que residual, no que concerne às transacções. De facto, do total dos inquiridos que detêm imóveis do segmento residencial, 4,4% pautaram a sua actuação como acima do normal no ano corrente. Percepção DA ACTIVIDADE DA EMPRESA Percepção da Transacção da Empresa HABITAÇÃO ESCRITÓRIOS HABITAÇÃO ESCRITÓRIOS NS/NR 1,2% NS/NR 2,8% + 2,5% NS/NR 2,0% NS/NR 3,3% = 26,8% + 7,0% = 16,9% + 4,4% = 19,2% + 1,0% = 14,4% - 65,0% - 77,8% - 74,4% - 81,3% COMÉRCIO INDÚSTRIA COMÉRCIO INDÚSTRIA NS/NR 3,8% + 1,0% NS/NR 3,2% + 0,5% NS/NR 5,2% NS/NR 4,2% = 25,3% = 17,8% + 0,7% = 14,7% + 0,2% = 12,5% - 69,9% - 78,5% - 79,4% - 83,1% TERRENOS RÚSTICOS TERRENOS URBANOS TERRENOS RÚSTICOS TERRENOS URBANOS NS/NR 2,8% + 5,2% NS/NR 2,9% + 2,4% NS/NR 5,2% NS/NR 5,4% = 23,1% - 68,8% = 23,3% - 71,4% + 1,7% = 19,8% - 73,3% + 1,1% = 17,1% - 76,3% Revista APEMIP 40

41 No que concerne às expectativas de evolução do valor das transacções imobiliárias, nos diferentes segmentos, a generalidade dos inquiridos prevê, a médio prazo, uma quebra dos valores praticados, ou a manutenção dos mesmos. Sendo esse ajustamento menos positivo, mais acentuado em alguns segmentos. De destacar, a indústria (72,0%) e os escritórios (71,5%). Dos segmentos em que a manutenção de valores assume alguma relevância, destaque para o residencial (32,4%), os terrenos urbanos (31,0%) e os rústicos (31,6%). Existe um número residual de inquiridos, no segmento residencial (2,3%), nos terrenos rústicos (2,4%), nos urbanos (1,8%), na indústria (1,2%), no comércio (1,0%) e nos escritórios (0,6%) onde se perspectiva um aumento dos valores de mercado praticados. As expectativas de evolução de actividade, tendo em consideração o clima de austeridade económico-financeiro vivenciado, pautam-se por critérios menos optimistas, com 56,8% dos inquiridos a perspectivarem negativamente a evolução da sua actividade. No entanto, 10% dos inquiridos vislumbram um comportamento positivo da evolução da actividade. Cerca de 22,5% dos inquiridos mantêm-se expectáveis perante a evolução da mesma. Expectativas sobre a Evolução dos preços dos imóveis Expectativas de Evolução da Actividade HABITAÇÃO ESCRITÓRIOS NS/NR 1,8% + 2,3% NS/NR 2,7% + 0,6% NS/NR 10,7% = 32,4% = 25,2% Positivas 10,0% - 63,4% - 71,5% Neutrais 22,5% Negativas 56,8% COMÉRCIO INDÚSTRIA NS/NR 12,7% + 3,3% NS/NR + 3,2% 1,2% - 0,0% = 23,6% = 84,0% - 72,0% TERRENOS RÚSTICOS TERRENOS URBANOS NS/NR 3,9% + 2,4% NS/NR 3,6% + 1,8% = 31,6% = 31,0% - 62,1% - 63,6% Revista APEMIP 41

42 CONSULTÓRIO FISCAL UMA REFLEXÃO Abílio Marques Consultor Fiscal FISCALIDADE NO IMOBILIÁRIO Avaliação geral dos prédios ainda não avaliados nos termos do CIMI Pela Lei nº 60-A/2011, de 30/11 (OE retificativo 2011) foi determinado que todos os prédios urbanos que, em 01 de Dezembro de 2011, se encontrassem inscritos na matriz, mas ainda não avaliados segundo as novas regras do CIMI, fossem avaliados até 31 de Dezembro de Do DL nº 287/2003 que aprovou a Reforma do Património já previa a avaliação geral até 31 de Dezembro de Por imposição da Troika, esta data foi antecipada de um ano. Como consequências disso, verificar-se-á o seguinte: Deixam de ser apresentadas declarações modelo 1 em relação às PRIMEIRAS transmissões que se verifiquem a partir de Por isso, relativamente aos imóveis que se transmitam, a título oneroso ou gratuito, até , ainda terá que ser apresentada essa declaração. Ficam abrangidos pela avaliação geral os prédios urbanos que em 1 de Dezembro de 2011 não tenham sido avaliados e em relação aos quais não tenha sido iniciado procedimento de avaliação, nos termos do CIMI. A iniciativa da avaliação dos prédios urbanos, no âmbito da avaliação geral, cabe aos serviços centrais da Direcção-Geral dos Impostos, não sendo os proprietários obrigados a apresentar qualquer declaração modelo 1 para esse efeito. As plantas de arquitetura, são enviadas, por via eletrónica, pelas câmaras municipais aos serviços de finanças, nos dez dias subsequentes à sua solicitação. Nos casos em que não seja possível o envio por transmissão eletrónica dos documentos referidos no número anterior, as câmaras municipais procedem ao seu envio em formato papel, no mesmo prazo. Na impossibilidade da entrega dos documentos, devem as câmaras municipais proceder, com a cooperação dos proprietários, à determinação da área bruta de construção do edifício ou da fração e da área excedente à de implantação. Verificase assim, que os Municípios exercem um papel preponderante no processo de avaliação geral. Não é obrigatória a vistoria do prédio a avaliar, por parte do perito avaliador. Na avaliação geral, o valor base dos prédios edificados (Vc), o coeficiente de localização (Cl) e o coeficiente de vetustez (Cv), são os vigentes e determináveis em 30 de Novembro de Os valores patrimoniais tributários (VPT) da avaliação geral entram em vigor em 31 de Dezembro de 2012, para efeitos de IMI e no momento da ocorrência dos respetivos factos tributários, para efeitos dos restantes impostos, designadamente, IMT, Selo e IR s. Daqui resulta que o IMI relativo a 2012 e a pagar em 2013, bem como as transmissões em 2012 já terão em conta os VPT s resultantes da avaliação geral. Este procedimento de avaliação não se aplica aos prédios novos, modificados reclamados nos termos da alínea a) do n.º 3 do artigo 130.º do CIMI, ou na avaliação nos termos do artigo 250.º do CPPT, os quais serão avaliados nos termos normais. O valor patrimonial tributário do prédio urbano resultante da avaliação geral é notificado ao sujeito passivo por transmissão eletrónica de dados ou, não sendo tal possível, por via postal registada. Quando o sujeito passivo, a câmara municipal ou o chefe de finanças não concordem com o resultado da avaliação podem requerer ou promover a segunda avaliação, no prazo de trinta dias a contar da data em que o sujeito passivo tenha sido notificado. A segunda avaliação é realizada por um perito avaliador independente designado (CNAPU) e é concluída no prazo de sessenta dias após a entrada do pedido. Ficam a cargo do sujeito passivo as despesas da segunda avaliação efetuada a seu pedido, com o limite mínimo de 2 UC, sempre que o valor contestado se mantenha ou aumente. Ficam a cargo da câmara municipal as despesas da segunda avaliação efetuada a seu pedido, com o limite mínimo de 2 UC, sempre que o valor contestado se mantenha ou reduza. O valor da unidade de conta, atualmente, é de 102,00. A segunda avaliação é suscetível de impugnação judicial, nos termos definidos no Código de Procedimento e de Processo Tributário, com os fundamentos mencionados no artigo 77.º do CIMI. Nos termos deste artigo, a impugnação pode ter como fundamento qualquer ilegalidade, designadamente a errónea quantificação do valor patrimonial tributário do prédio. Daqui resulta que, o Juíz que julgar o processo, pode não se limitar a manter ou anular a avaliação impugnada, mas pode alterar os valores fixados se estes forem postos em causa pelo sujeito passivo impugnante. Como nota final, devemos referir que só se poderá impugnar a segunda avaliação. Revista APEMIP 42

43 CONSULTÓRIO FISCAL AS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES CONTACTOS Telf Agradecíamos que nos indicassem quais as responsabilidades que recaem sobre os procuradores / gestores de imóveis, nas situações de Incumprimento Fiscal por parte de proprietários não residentes em Portugal. Mais se informa que os procuradores em apreço não desempenham funções de representantes Fiscais Há ainda que ter em conta o disposto no artigo 27.º da Lei Geral Tributária (LGT), em cujo n.º 1 se estabelece que os gestores de bens ou direitos de não residentes sem estabelecimento estável em território português são solidariamente responsáveis em relação a estes e entre si por todas as contribuições e impostos do não residente relativos ao exercício do seu cargo. Resposta Nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 126.º do Código do IRC, as entidades que, não tendo sede nem direcção efectiva em território português, não possuam estabelecimento estável aí situado, mas nele obtenham rendimentos, assim como os sócios ou membros referidos no n.º 9 do artigo 5.º, são obrigadas a designar uma pessoa singular ou colectiva com residência, sede ou direcção efectiva naquele território para as representar perante a administração fiscal quanto às suas obrigações referentes a IRC. E o n.º 1 do artigo 130.º do Código do IRS estabelece que os não residentes que obtenham rendimentos sujeitos a IRS, bem como os que, embora residentes em território nacional, se ausentem deste por um período superior a seis meses devem, para efeitos tributários, designar uma pessoa singular ou colectiva com residência ou sede em Portugal para os representar perante a Direcção-Geral dos Impostos e garantir o cumprimento dos seus deveres fiscais. Ao referido acrescentaremos que o n.º 4 da referida circular 14/93 estabelece que Não é obrigatória a nomeação de representante fiscal no caso de os não residentes apenas obterem, em território português, rendimentos sujeitos a retenção a título definitivo, dado que a titularidade de tais rendimentos não é constitutiva de deveres acessórios que, por aquele, devam ser cumpridos. Do exposto resulta que, em sede de IRC e de IRS, a responsabilidade do representante fiscal se resume a assegurar o cumprimento das obrigações acessórias do seu representado, não englobando a responsabilidade pelo pagamento do imposto. Em termos de IVA, nos termos do n.º 3 do artigo 30.º do Código, o representante a que se referem os números 1 e 2 do mesmo artigo deve cumprir todas as obrigações decorrentes da aplicação do Código incluindo a do registo, e é devedor do imposto que se mostre devido pelas operações realizadas pelo representado. Verifica-se assim que, em sede de IVA, as obrigações do representante não se limitam às obrigações acessórias mas englobam a responsabilidade pelo pagamento do imposto. E, de acordo com o n.º 2 do mesmo artigo, consideram-se gestores de bens ou direitos todas aquelas pessoas singulares ou colectivas que assumam ou sejam incumbidas, por qualquer meio, da direcção de negócios de entidade não residente em território português, agindo no interesse e por conta dessa entidade. Por outro lado, o n.º 3 do mesmo artigo determina que o representante fiscal do não residente, quando pessoa diferente do gestor dos bens ou direitos, deve obter a identificação deste e apresentá-la à administração tributária, bem como informar no caso da sua inexistência, presumindose, salvo prova em contrário, gestor dos bens ou direitos na falta destas informações. Ou seja, o representante fiscal é responsável pelo cumprimento de todas as obrigações acessórias do seu representado e é devedor do IVA que se mostre devido pelas operações realizadas pelo representado. No entanto, se não comunicar à administração fiscal a identificação o gestor dos bens ou direitos do não residente, ou a sua inexistência, será o representante fiscal havido como gestor de bens ou direitos, passando a ser, para além de devedor do IVA, solidariamente responsável em relação ao não residente, por todas as contribuições e impostos (sem excepção) do não residente. De referir que, de acordo com a proposta de Lei do Orçamento para 2012, deixará de ser obrigatória a nomeação de representante fiscal por entidades (singulares ou colectivas) residentes noutro Estado-membro da União Europeia (UE) ou num Estado-membro do Espaço Económico Europeu (EEE) que esteja vinculado a cooperação administrativa no domínio da fiscalidade equivalente a estabelecida no âmbito da UE, quando aufiram rendimentos em território português. De qualquer forma, o gestor de bens e direitos, exista ou não representante fiscal do não residente, é solidariamente responsável em relação a este, por todas as contribuições e impostos do não residente relativos ao exercício do seu cargo, como decorre do disposto no n.º 1 do art.º 27.º da LGT, acima referido. Revista APEMIP 43

44 2 3 No âmbito do exercício da actividade de gestão de arrendamento gostaria de obter o seguinte esclarecimento: É viável a nossa empresa receber, mensalmente, em nome do senhorio a renda mensal devida por Contrato de Arrendamento e, consequentemente, emitir o respectivo recibo. O pagamento devido pelos serviços prestados pela nossa empresa seria efectuado a posteriori mediante acerto de contas Resposta A empresa de mediação não deve emitir o recibo em seu nome, já que isso significaria que era ela a beneficiária dos rendimentos, pelo que teria que os fazer constar da sua contabilidade como seus rendimentos, o que não corresponde à verdade. De qualquer forma, ainda que a empresa de mediação registe as rendas como seus rendimentos, isso não desobriga o senhorio de as declarar como rendimentos prediais, já que é ele o verdadeiro beneficiário. Com efeito os contribuintes não podem escolher a entidade em nome de quem os rendimentos são declarados, tendo os mesmos, obrigatoriamente, que ser declarados pelo seu verdadeiro titular. Para além do mais, ao declarar os rendimentos como seus, a empresa de mediação imobiliária, pode ser acusada de estar a cometer um crime de fraude fiscal previsto na alínea c) do n.º 1 do artigo 103.º do Regime Geral das Infracções Tributárias (RGIT). O que a empresa pode, é passar recibos, mas deles fazendo constar que recebe as rendas por conta do senhorio, verdadeiro titular dos rendimentos, indicando o nome deste e o seu número de identificação fiscal, de modo a habilitar o inquilino a fazer constar as rendas pagas na declaração modelo 10, se estiver obrigado à sua apresentação. Recebidas as rendas, por conta do senhorio, o recebimento deverá constar da contabilidade da empresa de mediação, em contas de terceiros apropriadas, que serão saldadas através de recibo emitido pelo senhorio, dando quitação dos valores em causa, recebidos da empresa mobiliária. No âmbito de um negócio imobiliário que envolve a constituição de usufruto, agradecíamos ao V./apoio no seguinte: Calculo dos impostos a pagar em sede de IMT, sendo o valor total do negócio imobiliário de e o valor patrimonial do imóvel de ,00. O usufrutuário 75 anos de idade e o bem imóvel destina-se a habitação própria e permanente do usufrutuário. Resposta Quanto à transmissão do usufruto, as taxas a aplicar são as constantes da alínea a) do n.º 1 do artigo 17.º do CIMT, pois o prédio destina-se exclusivamente à habitação própria e permanente do usufrutuário. O valor tributável é calculado nos termos da alínea b) do artigo 13.º, ou sobre o valor constante do acto ou contrato, se superior (regra n.º 8.ª do n.º 4 do artigo 12.º do CIMT). Tendo em conta a idade do usufrutuário (75 anos), o valor actual do usufruto corresponde a 20% do valor da propriedade plena. Assim, se tivermos em conta o valor patrimonial do imóvel, ao usufruto corresponderá 3.872,00 (19.360,00 20%) e ao valor da raiz ou nua propriedade o valor de Se tivermos por base o valor declarado de ao usufruto corresponderá e ao valor da raiz ou nua propriedade O valor declarado deveria ter em conta esta proporção prevenindo o facto de o prédio ao ser avaliado, ser-lhe atribuído um valor superior. O n.º 2 do artigo 17.º do CIMT estabelece que se em causa estiver a transmissão do usufruto destinado exclusivamente a habitação própria e permanente é aplicável a taxa referida na alínea a) do número anterior. Então, somos do entendimento que se o valor que servir de base à liquidação do IMT, quanto ao usufruto, não exceder o valor de , esta aquisição beneficia da isenção de IMT, prevista no artigo 9.º do Código, uma vez que este artigo exige como requisito a afectação exclusiva a habitação própria e permanente. Quanto à transmissão da nua propriedade, a taxa a aplicar é a constante da alínea b) do artigo 17.º, no pressuposto de que o imóvel se destina exclusivamente a habitação, sendo o valor tributável calculado nos termos da alínea a) do artigo 13.º, ou sobre o valor constante do acto ou do contrato, se superior (regra 7.ª do n.º 4 do artigo 12.º do CIMT). Assim, o valor da nua propriedade é de ,00 (19.360, ,00). Contudo, o IMT incidirá sobre o valor do contrato ( ,00), por ser superior ao valor da nua propriedade. De referir ainda que, se o imóvel ainda não foi objecto de avaliação nos termos do Código do IMI, será avaliado em resultado da transmissão agora efectuada, dado o disposto no n.º 1 do artigo 15.º do referido Decreto-Lei n.º 287/2003, devendo o sujeito passivo apresentar a declaração modelo 1 de IMI, no prazo de 60 dias a contar da transmissão (alínea i) do n.º 1 do artigo 13.º do CIMI). O resultado desta avaliação poderá influenciar o valor do usufruto e da nua propriedade, caso o VPT se mostre superior ao VPT inscrito na matriz predial à data da transmissão, ou seja, os ,00. Revista APEMIP 44

45 CONSULTÓRIO JURÍDICO UMA REFLEXÃO Dr. Pedro Almeida e Sousa Consultor Jurídico da APEMIP Alternativas aos mercados tradicionais e respectiva legalidade O sector imobiliário, por força da sua inamobilidade e das características dos seus agentes, apresenta uma criatividade constante e de assinalar. A deriva de parte do mercado da compra e venda para o arrendamento, tem como génese a necessidade há muito detectada pelos promotores e mediadores, corporizada em iniciativas várias ao longo dos últimos cinco anos, nomeadamente pela Direcção da APEMIP. Espero mesmo que as propostas da APEMIP, quando este texto estiver publicado, tenham sindo adoptadas pelo Governo, permitindo que o mercado do arrendamento seja realmente um mercado, portanto comparativamente competitivo com outras formas de investimento. No entanto começam a ser objecto de grande procura outras formas de aquisição e principalmente de utilização dos espaços, das casas, nomeadamente de apartamentos nas Cidades e zonas turísticas. Estamos a falar em dois modelos que merecem reflexão, o primeiro o alojamento local, o segundo a compra de imóveis, principalmente ou quase só, segunda habitação, por mais de que uma pessoa, com regimes de utilização formalizados. Assistimos, principalmente nas Cidades de Lisboa e Porto, a uma crescente procura da primeira solução, o alojamento local, definido como, moradias ou apartamentos, que prestem serviço de alojamento temporário, mediante remuneração, mas não reúnam os requisitos para serem empreendimentos turísticos. Para que, por exemplo, um apartamento seja considerado Alojamento Local, tem que obviamente ter a autorização de utilização, respeitar as regras de segurança e higiene definidas em portaria autónoma do governo, registar-se na Câmara Municipal respectiva, que por sua vez comunicará ao Turismo de Portugal, a existência dessas unidades. Salvaguardado a possibilidade de as Câmaras terem regimes regulamentares especiais, o alojamento local, regula-se pelo artigo 3º do Decreto-Lei 39/2008, de 7 de Março, alterado pelo Decreto-Lei 228/2009, de 14 de Setembro, assim como por uma Portaria que regula as tais matérias de segurança e higiene. Esta forma de disponibilizar e rentabilizar os imóveis para habitação, permite colocá-los no mercado turístico formal, agências de viagens, etc.., sem grandes obstáculos administrativos e de custos. Permite ainda não estar dependente das apertadas regras do regime de arrendamento, sendo possível alojar pessoas, contratualizando sob o regime da liberdade contratual por períodos de tempo, mais ou menos longos. A segunda opção, a aquisição de imóveis para habitação por mais do que uma pessoal, regime muito utilizado em zonas de veraneio, nomeadamente no Algarve, proveniente da evolução de regimes mais populares de partilha. O regime de divisão de uma segunda habitação com três ou quatro pessoas, falamos está juridicamente suportado na lei civil para além de uma contratualização exigente. O segredo do sucesso deste negócio tem a ver com a fiabilidade das estruturas de gestão dos imoveis e sua manutenção. Por este motivo é urgente pensar na legislação deste tipo de partilha da propriedade de imóveis para habitação, como figura especifica e maior em relação ao mal amado time-sharing. Revista APEMIP 45

46 CONSULTÓRIO JURÍDICO AS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES CONTACTOS Telf As questões que abaixo se apresentam têm por objectivo abordar, numa perspectiva necessariamente sintética e abreviada, alguns aspectos legais das Sociedades Comerciais. O que caracteriza uma Sociedade Comercial? Considera o Código das Sociedades Comerciais (Artigo 1.º) que são sociedades comerciais aquelas que tenham por objecto a prática de actos de comércio e adoptem o tipo de sociedade em nome colectivo, de sociedade por quotas, de sociedade anónima, de sociedade em comandita simples ou de sociedade em comandita por acções. Por conseguinte, as sociedades que tenham por objecto a prática de actos de comércio devem adoptar um dos tipos de sociedades acima referidos. O Artigo 980.º do Código Civil, por sua vez, descreve o Contrato de Sociedade como aquele em que duas ou mais pessoas se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício em comum de certa actividade económica, a fim de repartirem os lucros resultantes dessa actividade. Como se constituem as Sociedades Comerciais? As sociedades comerciais constituem-se através de um contrato social que, de acordo com o Artigo 9 do Código das Sociedades Comerciais deve conter os seguintes elementos: 3 Quais são as principais características dos diversos tipos societários legalmente admissíveis? As sociedades comerciais são, efectivamente, diferenciadas entre si em função do tipo que adoptam. Por conseguinte: Sociedades em Nome Colectivo O que distingue este tipo de sociedade é o facto da mesma ser uma sociedade de responsabilidade ilimitada uma vez que o sócio pode responder pessoalmente com todo o seu património pelas dívidas da sociedade porquanto pode ser responsável, pelas obrigações sociais, subsidiariamente, em relação à sociedade e solidariamente com os outros sócios. Sociedade em Comandita Simples Esta sociedade caracteriza-se por ser uma sociedade mista em que existem sócios de responsabilidade ilimitada (comanditados) e sócios de responsabilidade limitada (comanditários). Cada um dos sócios comanditados responde, apenas, pela sua entrada, enquanto os sócios comanditados respondem pelas dívidas da sociedade nos mesmos moldes que os sócios das sociedades em nome colectivo. Estas sociedades podem ser Sociedades em Comandita Simples ou em Comandita por Acções, aplicando-se na primeira situação as regras das sociedades em nome colectivo, e nas segunda as disposições relativas às sociedades anónimas. Nomes e firmas dos sócios fundadores e respectivos dados identificativos. Tipo de Sociedade Comercial adoptado. Objecto da Sociedade Firma da Sociedade Sede da Sociedade Capital Social Quota de capital e a natureza da entrada de cada sócio, bem como os pagamentos efectuados por conta de cada quota. Se as entradas consistirem em bens diferentes de dinheiro, a sua descrição e especificação. Quando o exercício anual for distinto do ano civil, a data do respectivo encerramento. Para além dos aspectos supra mencionados, cada tipo societário poderá impor a consagração de elementos adicionais e específicos. Sociedade Anónima Trata-se de uma sociedade de Responsabilidade Limitada que se caracteriza pelo facto do capital se encontrar dividido em acções, limitando cada sócio a responsabilidade ao valor das acções que subscreveu. O elemento predominante desta sociedade é o facto do capital se encontrar titulado por um vasto número de pequenos investidores ou por um reduzido número de investidores com grande poder financeiro. Os títulos representativos desta sociedade, as acções, distinguem-se, ainda, pela facilidade de transmissão. Sociedade por Quotas Neste tipo de sociedade comercial o capital está dividido em quotas e os seus sócios são solidariamente responsáveis por todas as entradas convencionadas no contrato social. Ou seja, a responsabilidade dos sócios encontra-se limitada ao capital social, excepto quando este não se encontra integralmente realizado, situação em que os sócios são solidariamente responsáveis pelas entradas estipuladas no contrato social. Os sócios apenas são obrigados a outras prestações quando a lei ou o contrato assim o estabeleçam e só o património da sociedade responde perante os credores pelas dívidas da sociedade. Revista APEMIP 46

47 Depósito do Capital Social Declaração de Início de Actividade Inscrição na Segurança Social Por Escritura Pública A única variante em relação ao processo acima respeita ao facto da constituição ocorrer por escritura pública, com a presença de todos os sócios, ou procuradores, sendo ainda necessária, para a sua realização, a apresentação do seguinte: Pacto Social, em suporte digital; Certificado de Admissibilidade 5 aprovado e Fotocópia dos Bilhetes de Identidade, Cartão de Contribuinte ou Cartão do Cidadão dos sócios 4 As sociedades por quotas podem ser, ainda, Sociedades Unipessoais por quotas, as quais se caracterizam por terem um único sócio, que pode ser uma pessoa singular ou colectiva, titular da totalidade do capital social. No que respeita às Sociedades por Quotas, quais são os processos de constituição admissíveis? É possível constituir uma sociedade comercial através do Processo Empresa na Hora, por Documento Particular ou mediante Escritura Pública. Empresa na Hora Denominação Social e Pacto Social A denominação social pode ser escolhida de uma lista de expressões de fantasia pré-aprovadas disponíveis no Portal da Empresa na Hora ( Em alternativa pode-se optar por constituir esta empresa tendo por base um Certificado de Admissibilidade, aprovado pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas. 6 Como se processam as alterações ao Pacto Social? A alteração ao contrato de sociedade pode consistir na introdução, eliminação ou alteração de algumas das cláusulas do Pacto e resultará de uma deliberação dos sócios, adoptada em conformidade com o disposto para cada tipo de sociedade comercial. O Decreto-Lei n.º 76-A/2006, de 29 de Março veio simplificar as formalidades previstas para a alteração do Pacto Social, consagrando que a mesma deva, unicamente, ser reduzida a escrito através de Acta da Assembleia de onde conste a respectiva deliberação, salvo se esta, a lei ou o contrato de sociedade exigirem outro documento. Por conseguinte desde 30 de Junho de 2006 deixou de ser necessária, nomeadamente, a celebração de escritura pública para a alteração da Sede Social, conferindo-se aos órgãos sociais a possibilidade de alterar a sede da sociedade, no território nacional. De modo idêntico, permite-se a modificação do objecto social, da firma da sociedade, assim como a unificação, divisão e transmissão de quotas mediante mera redução a escrito. Todas as situações supraditas carecem, contudo, de ser devidamente registadas de forma a produzir efeitos perante terceiros. Para completar esta fase, importa ainda escolher um dos modelos de pacto social, disponíveis no Portal da Empresa ou nas Lojas da Empresa. Assinatura do Pacto Social, momento em que é atribuído o código do Cartão da Empresa electrónico. Depósito do Capital Social Declaração de Início de Actividade, junto da Administração Fiscal. No momento da constituição devem indicar um Técnico Oficial de Contas que possa apresentar a declaração de início de actividade de forma desmaterializada. Inscrição na Segurança Social Neste regime especial de constituição de sociedades, ainda, é possível optar pela constituição de Empresa na Hora associada a Marca na Hora, escolhendo-se, nesta situação, de uma lista de nomes pré aprovados com marcas associadas. Por Documento Particular Denominação Social e Pacto Social. É obrigatório requerer antecipadamente um Certificado de Admissibilidade junto do Registo Nacional de Pessoas Colectivas. A validade do Certificado de Admissibilidade é de 3 meses. O Pacto Social é elaborado e reduzido a escrito pelos futuros sócios. Registo na Conservatória do Registo Comercial, sendo necessária a apresentação do seguinte: Pacto Social; Fotocópia dos Bilhetes de Identidade, Cartão de Contribuinte ou Cartão do Cidadão dos sócios e apresentação de guia comprovativa ou declaração do sócio, relativa ao depósito do capital social Querendo alterar-se o Objecto Social da empresa para permitir, por exemplo, o exercício de outras actividades comerciais o que é necessário efectuar? As fases inerentes a este processo consistem no seguinte: Primeira Fase: Requisição de Certificado de Admissibilidade aprovado pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas. O Certificado tem a validade de 3 meses e pode ser requerido: Internet no Portal da Empresa ( Verbalmente ou por escrito em formulário próprio, no Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC), sito na Praça Silvestre Pinheiro Ferreira n.º 1-C, Lisboa. Via Postal em formulário próprio enviado para o Apartado 4064, LISBOA. Segunda Fase: Pedido de Registo Comercial a requerer por representante legal ou mandatário com procuração, no prazo de 2 meses para o qual é necessário: Acta de deliberação da Assembleia-Geral Fotocópia dos Bilhetes de Identidade, Cartão de Contribuinte ou Cartão do Cidadão do apresentante do pedido Pacto Social actualizado Certificado de Admissibilidade de firma aprovado Terceira Fase: Comunicações junto da Administração Fiscal e Segurança Social. A realizar oficiosamente. Revista APEMIP 47

48 Revista APEMIP 48

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