Autoria: Edson José Dalto, Eduardo Saliby

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1 Modelo de Simulação para Auxiliar o Produtor Brasileiro de Soja na Elaboração de Estratégia Financeira e Logística de Comercialização de uma Safra do Produto a Granel Autoria: Edson José Dalto, Eduardo Saliby Resumo: Este artigo tem por objetivo apresentar um modelo de simulação, desenvolvido com programação em planilha, para que o produtor brasileiro de soja possa, em cada região de cultivo e de acordo com seu perfil de aversão ao risco e necessidade de formação de capital de custeio, desenvolver uma estratégia financeira e logística de comercialização de uma safra do produto a granel, com o propósito de maximizar sua receita de venda. A ferramenta viabiliza a análise de decisão sobre a forma de comercialização (venda especulativa, antecipada, futura ou opção de venda), o local de entrega do produto e as quantidades vendidas em cada época, em uma decisão reavaliada mês a mês. O modelo contempla um horizonte de planejamento de um ano e meio e as decisões fundamentam-se na consideração das expectativas de valor futuro, para cada mês, da cotação do grão na Bolsa de Chicago e nos mercados locais, da taxa de câmbio e dos custos logísticos nos canais de escoamento do produto. 1. Introdução O Brasil vem se destacando, ano a ano, entre os principais produtores mundiais de soja, impulsionado pelo forte aquecimento da demanda mundial que, conjugada com o descompasso da oferta, eleva os preços desta commodity. O volume nacional produzido na safra de 2002/03, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, 2004, p.8), foi de 52,5 milhões de toneladas, enquanto os Estados Unidos produziram 75,0 milhões. Alia-se a esse fator a vantagem de que a possibilidade de expansão produtiva mundial está quase toda no Brasil, em termos topográficos, meteorológicos, de disponibilidade de terras e tecnológicos, que propiciam o cultivo em larga escala, tendência mundial na produção de grãos (EMBRAPA, 2001). Na safra de 2002/03, o país bateu novos recordes de exportação, atingindo 20,4 milhões de toneladas de soja em grão (que corresponde a 56% do complexo 1 ), 13,75 milhões de farelo (38%) e 2,25 milhões de óleo (6%), compondo um total de 36,4 milhões de toneladas exportadas, que representa um acréscimo de 21% sobre as exportações da safra anterior, superando as exportações dos EUA, que registraram para o complexo soja 34,9 milhões (USDA, 2004). Costuma-se afirmar que o agricultor brasileiro é extremamente competitivo da porteira para dentro da fazenda e os números da produtividade comparada dos três principais players confirmam essa informação 2. Entre os elementos que propiciam essa posição de relevo na agricultura mundial, destacam-se o desenvolvimento de sementes adequadas a cada região, resistentes às doenças; o tratamento científico dos solos; o sistema inovador de plantio direto 3 e a intensa mecanização da lavoura (PAULA e FAVERET, 2000, p.1). Por outro lado, o aspecto da comercialização da produção não acompanha o mesmo desenvolvimento contemplado no campo. As deficiências no sistema de armazenagem que obrigam o produtor a vender quase a totalidade de sua safra no momento da colheita, quando os preços são mais baixos e os fretes mais elevados; a restrição nas opções de compradores, devido a uma visão do negócio muito regionalizada, sem contemplar a possibilidade de exportação direta; as dificuldades da operacionalização logística e os volumes elevados exigidos em uma opção de exportação; o elevado custo de escoamento, devido à escassez de modais mais baratos, condições inadequadas de estradas, custos elevados de terminais portuários; o desconhecimento dos mecanismos de proteção de preço em mercado futuro; as elevadas taxas de desconto cobradas pelos mecanismos de antecipação da venda para custeio da lavoura; a escassa ou ineficiente assistência de cooperativas em algumas regiões 1

2 produtoras, entre outros problemas, fazem com que o produtor perca boa parte da competitividade alcançada no sistema de produção. A literatura concede grande importância aos aspectos da competitividade na produção e comercialização da soja, encarada, sobretudo, em uma perspectiva macroeconômica. No entanto, estudos relacionados à estratégia comercial do produtor são escassos. Este trabalho pretende abordar o problema das decisões logísticas e financeiras que afetam o produtor de soja, envolvendo o planejamento de comercialização de uma safra, particularizando cada região produtora e época do ano, através de um modelo de simulação em forma de planilha eletrônica. Ao planejar a comercialização de uma safra anual de soja, o modelo permite ao analista considerar, em suas especificidades logísticas, cada uma das principais regiões produtoras do país, delimitadas pelo critério da homogeneidade dos canais de escoamento para exportação. O decisor pode escolher, entre os locais de venda, a fazenda ou o porto, analisando os custos comparados do deslocamento do produto por um processo multimodal ou exclusivamente rodoviário. Simultaneamente, o programa facilita a análise do papel que a armazenagem desempenha, como vantagem comercial para o produtor, na retenção da venda, em cada época do ano. Além das decisões relacionadas ao ponto de venda, retenção de estoques e escolha modal, o modelo permite a consideração sobre a utilização de formas de comercialização (venda especulativa, antecipada, formação de hedge e seguro de preço) e a quantidade negociada em cada etapa da venda. Esse painel de decisões, que devem ser tomadas de forma integrada, em um cenário mutante, constitui um problema muito complexo para o analista, daí a necessidade de que ele disponha de uma ferramenta que o auxilie no sentido de maximizar sua receita comercial, de forma coerente com sua necessidade de formação de capital de custeio da safra e seu perfil de aversão ao risco. 2. O Processo de Comercialização da Soja em Grão O processo de comercialização de uma safra de soja por parte do produtor começa, na verdade, muito antes do início da colheita, ou mesmo do plantio. A necessidade de compra antecipada de insumos compromete previamente uma elevada quantia de recursos, na maioria dos casos não disponível. A descapitalização do setor primário no Brasil é algo muito conhecido e os recursos de custeio público, com juros favoráveis, são escassos e incertos. Dessa maneira, o produtor deve comprometer uma parte de sua colheita futura para alavancar esse recursos. Nesse sentido, o ciclo da comercialização da nova safra começa tão logo o agricultor terminou de colher a safra anterior. Entre os mecanismos disponíveis para o produtor antecipar o volume de recursos necessários para o custeio da nova safra, encontram-se desde a troca informal de insumos por produção (PIMENTEL, 2000, p. 9), até instrumentos mais sofisticados, como a Cédula do Produto Rural (CPR), com garantia de execução por meio do aval de um banco, geralmente. O principal elemento a ser considerado pelo produtor na avaliação do percentual da safra a ser comprometido neste processo, refere-se ao custo do deságio oferecido pelo adquirente da cédula no momento da negociação, já que o preço do grão é sinalizado pelo mercado futuro. Normalmente esse valor situa-se acima do custo de oportunidade de capital disponível para o produtor. Ainda no escopo dos mecanismos de venda, uma outra preocupação que ronda o espírito do agricultor é o valor que terá o produto na época da colheita. Ele sabe que seus insumos comprometem uma fatia considerável de sua rentabilidade e não pode despreocupar-se dos preços que irá receber quando possui o produto disponibilizado para a venda. Neste sentido, se quiser expor-se menos ao risco, poderá efetuar previamente contratos no mercado futuro 2

3 que lhe garantem uma faixa de rentabilidade melhor estimada. Dois mecanismos desempenham esse papel: o contrato futuro e de opção. Outro elemento que convém que o produtor decida previamente diz respeito ao local de venda do produto. As opções de que dispõe são fundamentalmente de quatro tipos: venda na porta da fazenda; venda CIF 4 na esmagadora ou outro local especificado pelo comprador, como um armazém ou um porto para exportação; venda FOB 5 porto Brasil; ou ainda venda CIF porto de destino. A primeira modalidade de venda é, de longe, a mais comum, seja porque é mais simples ou porque a maior escala do comprador (normalmente uma trading e/ou esmagadora) favorece a negociação de frete. A opção de entrega na qual o vendedor deve arcar com os custos de transporte e seguro da carga acontece eventualmente, mas com maior intensidade na época de safra, com entregas diretas no porto para exportação, com a venda já previamente realizada. A venda FOB porto Brasil apresenta a dificuldade de que apenas o porto de Paranaguá apresenta liquidez para o produto vendido em pequenos volumes em qualquer época do ano. Para os outros portos, o volume a ser embarcado deve ser necessariamente elevado o suficiente para preencher o porão de um navio graneleiro, restringindo a opção do produtor, a menos que embarque em consórcio com outros fornecedores ou que, sozinho, tenha um porte de produção significativamente avantajado. Para a formação de um pool de embarcadores seria necessária a coordenação de alguma empresa intermediadora 6 ou cooperativa. Do mesmo modo como um navio requer grandes volumes para o embarque, os sistemas multimodais também o exigem, embora em menor escala. Dada a restrição de oferta da opção ferroviária e hidroviária no Brasil, especialmente na época de safra, quando os volumes escoados para exportação excedem em muito a capacidade desses modais, é necessário que o embarcador se comprometa previamente com o booking de sua carga para a data pretendida. Isso se faz mediante o pagamento antecipado, pelo menos de parte do volume a ser embarcado. Embora a venda no porto seja muito mais complexa, as oportunidades de ganho são maiores, de modo que o produtor não deveria desconsiderar esta opção de entrega. A venda CIF porto de destino enquadra-se em uma complexidade ainda maior do que a apresentada no caso anterior, razão pela qual é raras vezes empregada. A decisão sobre onde vender a safra envolve o conhecimento do custo da logística do deslocamento do produto desde a fazenda até o ponto de entrega considerado, confrontado com a cotação na fazenda. Como se não bastassem as decisões sobre comercialização que o produtor deve tomar antes mesmo do plantio da safra, quando ele dispõe do produto colhido, é necessário que compatibilize seu cronograma de vendas com um espaço para armazenagem. A grande vantagem em retardar a venda para um período de entressafra reside no fato de que, nessa época, os preços tendem a subir e os fretes a cair. No entanto, essa decisão não é trivial, já que existe um trade-off entre os custos de armazenagem mais o carregamento de estoques 7 com relação à melhor cotação do produto fora da safra mais a vantagem dos fretes. Este cenário especulativo exige do produtor um acompanhamento dedicado aos valores da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), nos portos brasileiros para exportação, da cotação na fazenda, da taxa de câmbio e dos valores de fretes. A ponderação sobre quanto, quando e onde vender a cada momento requer, além de uma análise criteriosa, um posicionamento quanto à exposição ao risco e retorno esperado em cada situação particular da configuração das variáveis que condicionam as escolhas. Apresentado o cenário do conjunto de decisões que devem ser tomadas por parte do produtor, é imediato evidenciar a complexidade desse processo. Nesse sentido, um instrumento que possa integrar em um único ambiente de planejamento esse grupo de variáveis intercorrelacionadas; com apresentação gráfica de suas volatilidades ao longo do tempo; organizado de modo a que se perceba o impacto financeiro de cada decisão; que conduza o analista no processo de análise, apresentado-lhe cenários de tendências e valores 3

4 históricos das informações de interesse; tudo isso em um ambiente amigável, facilitando o preenchimento das decisões, delimitando o escopo de valores das variáveis de interesse e não permitindo a introdução de valores inconsistentes, sendo robusto de modo a avaliar as decisões do usuário e seu impacto sobre os resultados; seria de grande valia para que o produtor pudesse estabelecer previamente uma estratégia de comercialização para uma safra de sua produção. É exatamente este o propósito a que visa este trabalho de pesquisa, cujo resultado consiste no desenvolvimento de uma ferramenta de simulação em forma de planilha com todas as características apontadas. 3. Metodologia de Modelagem O objetivo básico do modelo proposto é servir como um instrumento de planejamento para que o produtor de soja possa, em cada região de cultivo e de acordo com seu perfil de aversão ao risco e necessidade de formação de capital de custeio, desenvolver uma estratégia de comercialização de uma safra do produto a granel, com o propósito de maximizar sua receita de venda. Para atender a esse objetivo, o modelo estrutura-se através de um horizonte de planejamento de um ano e meio, sendo que, em cada mês, vão se realizando as decisões de comercialização que afetam o fluxo de caixa do produtor, mediante receitas provenientes da venda do produto e despesas decorrentes do processo de produção, adoção de mecanismos de comercialização, transportes, armazenagem e custos financeiros. Ao se passar de um mês a outro no planejamento, a posição de caixa é corrigida e calcula-se a lucratividade. Estas duas informações, associadas às expectativas de cotações futuras das variáveis de decisão, dinamizam todo o processo de comercialização, em cujo cenário o analista visa maximizar sua lucratividade. Procurou-se agrupar os diversos aspectos respeitados na modelagem em núcleos comuns, conforme se apresenta nos subtítulos a seguir Horizonte de Planejamento O horizonte de planejamento estabelecido no modelo abrange uma extensão de 18 meses, começando em julho e terminando em dezembro do ano seguinte. Este escopo de tempo constitui um intervalo suficiente para que o produtor tome as decisões de aquisição de insumos para o plantio, prepare a terra, efetue a semeadura, colha, armazene e comercialize toda a produção. Configura-se uma prática no mercado brasileiro que, a partir de julho o produtor de soja passe a planejar a safra seguinte (A Granja, set. 2001), já que até o final do mês de maio ele continua colhendo a safra anterior e junho concentra ainda um grande esforço de comercialização. Em setembro começará a semear a soja futura. O período de colheita estende-se de janeiro a maio e é possível que até o final do ano alguns produtores ainda tenham algum volume a comercializar, sendo que em janeiro do ano seguinte já começa o novo ciclo de colheita. Por se tratar de um ambiente de planejamento e não de um instrumento de efetivação de transações de comercialização, é razoável que se considere um intervalo de atualização de dados, ou passo incremental, de um mês. No modelo, assume-se que todas as cotações apresentadas refiram-se ao primeiro dia do mês considerado, o que equivale à cotação de fechamento do último dia do mês anterior. Considera-se que todas as decisões de comercialização efetuadas dentro de um mesmo mês aconteçam no primeiro dia, assim, ao se passar de um mês a outro do planejamento, as informações de caixa serão corrigidas para um mês completo pelo custo de capital pertinente. 4

5 3.2. Condições de Venda No item 2, apresentou-se como possíveis condições de venda para o produtor, quatro possibilidades de entrega do produto: na porta da fazenda, CIF na esmagadora, ou outro ponto especificado pelo comprador, FOB porto Brasil ou CIF porto de destino. Para efeito de modelem são consideradas apenas duas possibilidades: a venda na porta da fazenda ou armazém próximo desta e FOB porto Brasil. A venda na porta da fazenda ou em algum armazém vizinho é uma prática muito comum entre os produtores e não apresenta muita dificuldade de modelagem. A opção FOB porto Brasil já envolve alguma complexidade de modelagem e operação, como apresentado em 2, mas apresenta-se como uma excelente oportunidade de ganho para o produtor. A diferença de cotações entre a fazenda e o porto pode ser significativamente maior do que o custo de se deslocar o produto entre esses dois pontos, justificando um ganho que compensa, em muitos casos, a transferência do produto até o porto de embarque Regiões Contempladas As regiões contempladas no modelo constituem as principais áreas produtoras de soja do Brasil. Um estudo efetuado pelo Geipot, em setembro de 2001, denominado Corredores Estratégicos de Desenvolvimento Alternativas de Escoamento de Soja para Exportação (GEIPOT, 2001), auxiliou na definição das áreas a serem consideradas no trabalho. Na verdade, esse estudo apresenta apenas as regiões do Cerrado brasileiro, que respondem por cerca de 58 % do volume total produzido no país. As regiões do sul que representam outros 38 % foram incluídas a partir de informações obtidas no Banco de dados do IBGE (2003). Para cada uma dessas regiões, foi definido um centróide que se configura como um ponto de referência logística para o escoamento da produção. Embora o modelo permita a análise de qualquer uma das 22 regiões definidas, deve ser destacado que o cenário do processo de comercialização contempla apenas aquela selecionada para estudo Opções de Escoamento para Exportação Para efeito de modelagem, foram consideradas apenas duas alternativas de escoamento para exportação em cada uma das regiões. Uma exclusivamente rodoviária e outra multimodal, quando disponível. Ambas configuram, em cada caso, a opção mais econômica entre aquelas possíveis. Dentre as regiões contempladas, apenas Barreiras, na Bahia, não apresenta nenhuma alternativa multimodal, por ser muito desvantajosa frente ao transporte exclusivamente rodoviário. Essa simplificação justifica-se pelo fato de se tratar de um modelo de planejamento cujo foco é a otimização dos recursos com vistas a uma melhor lucratividade na operação de comercialização. O estudo dos caminhos logísticos de menor custo, para as regiões do Cerrado foram obtidos do trabalho do Geipot (2001) apontado anteriormente e, para as áreas de produção do Sul, foram definidos com o auxílio de um software de geoprocessamento que calcula o melhor caminho entre dois pontos especificados. Os canais de escoamento respeitam, naturalmente, todas as restrições operacionais, como, por exemplo, a existência de terminais nos portos que operem grãos. Quanto à possível indisponibilidade de alguns modais de transporte na época da safra, o modelo considera esta possibilidade tratando cada ligação multimodal de forma particularizada. Assume-se que todas as ferrovias possuam restrição de capacidade, respeitando um cronograma de disponibilidade que se torna cada vez mais restritivo quanto 5

6 mais perto da safra ocorre a tentativa de contratação. Quanto às hidrovias, não é presumida nenhuma restrição de capacidade. O modelo também obedece a condicionantes para a venda direta no porto para exportação, com a imposição de um volume mínimo para o transporte multimodal e no terminal de exportação. Sabe-se que nem todos os terminais portuários brasileiros possuem liquidez para venda imediata do produto e, dessa maneira, para esses terminais, apenas faria sentido o embarque de um volume grande o bastante para preencher o porão de um navio. Isso condicionaria, por exemplo, à formação de um pool de exportadores, cada um contribuindo com uma parcela do volume para compor um lote de navio Formas Comerciais Adotadas As formas de comercialização disponíveis para que o produtor efetue a venda de uma parcela de sua produção podem ser divididas em três categorias: mecanismos de antecipação de receita, de formação de hedge e venda spot. A escolha da venda spot não oferece dificuldades para a modelagem. Exige apenas a definição do local de entrega e volume negociado. O fluxo de caixa restringe-se à atualização do mês atual de planejamento com as receitas advindas da venda e o eventual custo de transporte para levar o produto ao porto. Entre os mecanismos de antecipação de receita ao produtor, o modelo considera apenas a CPR, seja na forma física ou financeira, por se tratar de um mecanismo mais vantajoso na negociação, já que conta com o aval de uma instituição com crédito no mercado para honrar um possível default do produtor. Existe uma diferença importante entre a CPR física e a financeira no aspecto referente ao fluxo de recursos para a modelagem. No primeiro caso, o produtor compromete um volume físico a ser entregue em data futura, não importando a sua cotação na data de vencimento da cédula. No caso da CPR financeira, no ato da contratação, fica travado o preço futuro da execução do contrato, baseado na expectativa de cotação do produto na data futura considerada. Assim, o volume físico a ser convertido para a quitação da cédula (caso o produtor não disponha de recursos financeiros) será variável, em função da cotação do mesmo no local e data do vencimento. Se a cotação melhorar, o volume comprometido será menor e vice-versa. A modelagem de um contrato CPR exige o conhecimento dos custos transacionais que são fornecidos pelos organismos financeiros que operam esta forma de contrato, como o Banco do Brasil, por exemplo, e taxas de desconto praticadas pelo mercado. Os contratos futuro e de opção de venda constituem um tipo de seguro para o produtor, sendo que, no mercado futuro, o produtor trava o preço (forma hedge) de um lote de sua produção na data em que pretende se desfazer dessa porção de estoque. Já o contrato de opção de venda garante ao produtor, no mínimo, o preço fixado para um lote do produto, até a data de vencimento do contrato, mediante o pagamento de um prêmio de seguro. Deve ser destacado que, para efeito de modelagem, considera-se que o produtor, ao utilizar um contrato futuro ou de opção esteja interessado apenas na formação de hedge e não como instrumento para especulação de preços. Nesse sentido, faria pouco sentido a utilização de opção de compra (call), porque, neste caso, ele estaria se protegendo contra um aumento do preço futuro, quando, para quem tem o produto físico, esse evento seria benéfico. Da mesma forma, não faria sentido para o produtor assumir a posição comprada (long) em um contrato futuro, pelo mesmo motivo alegado. No contrato de opção, a fixação do prêmio é realizada, no modelo, pela equação proposta por Black & Scholes (ROSS et al., 1995). Considera-se, para efeito de modelagem, que o contrato de opção não admita exercício antes da data de expiração do mesmo. Embora haja essa liberdade nos contratos de opção (conhecidos como opção americana), raramente acontece essa escolha, porque, neste caso, o contratante fica comprometido com um contrato 6

7 futuro, até se desfazer dessa outra posição, além do que, com a negociação do contrato de opção antes do vencimento, o seu portador pode conseguir um valor maior do que aquele obtido com o exercício (valor intrínseco mais o valor no tempo) (CBOT, 1996, p. 11). Os custos contratuais para os derivativos agrícolas são estabelecidos pelas instituições que operam essas formas de contrato. Existe ainda uma forma comercial mista, contemplada pelo modelo, denominada CPRF + Seguro de Preço, através da qual o produtor, ao emitir uma CPR Financeira se compromete a adquirir contratos de opção de venda referenciados na Bolsa de Chicago em quantitativo de produto pelo menos igual àquele negociado na CPRF e por preço de exercício igual ou maior que o da CPRF. A data de vencimento do contrato fica limitada aos meses das opções negociadas na CBOT Custos de Produção Um aspecto não diretamente relacionado à comercialização, mas que afeta o fluxo de caixa na modelagem e condiciona a venda antecipada de parte da safra, são os custos de produção. Estes custos, no modelo, são decompostos em uma componente variável, que se modifica direta e proporcionalmente ao volume produzido, e outra parcela fixa, que, embora não seja estática, varia proporcionalmente, porém de forma amortecida, com o tamanho do lote cultivado. Assume-se na modelagem um custo padrão para todas as regiões produtoras no Brasil, excetuado o custo da terra, embora este fato não seja rigorosamente uma verdade. Por exemplo, os gastos com insumos dependem da localização da fazenda, os custos de transporte da fazenda ao armazém contabilizados como custos de produção dependem da distância entre um e outro, os custos de mão-de-obra variam de acordo com a região etc. Para o custo da terra, assume-se um valor inversamente proporcional ao custo de deslocamento fazendaporto. Os custos de produção incidem durante um ano, dentro do horizonte de planejamento, já que o ciclo de produção da soja é anual. Não é considerada a possibilidade de haver uma cultura de inverno, como o milho, por exemplo, que assumiria parte dos custos fixos do período. O cronograma de desembolso durante o ciclo produtivo é variável, de acordo com a necessidade diferenciada da utilização de cada um dos componentes de custo de produção. Assim, por exemplo, os insumos de plantio concentram-se nos primeiros meses do ciclo, os de cultivo durante as etapas de crescimento e colheita, e assim sucessivamente, compondo um fluxo de recursos variável ao longo dos meses. Algumas simplificações adotadas neste procedimento derivam da dificuldade em se encontrar informações detalhadas a respeito do cronograma de desembolso das fases de cultivo. Embora os custos de produção consumam uma parcela significativa da receita recebida, algo em torno de 50 a 70% e, por isso, mereceriam um tratamento mais preciso, o detalhamento estabelecido para a contabilização desses custos, aliado à informações de campo no estabelecimento do cronograma de desembolso, amenizam o impacto de eventuais imprecisões cometidas no processo de custeio da safra Estrutura de Armazenagem Assume-se no modelo que o produtor dispõe de uma capacidade irrestrita de armazenagem em qualquer época do ano. Embora seja uma simplificação bastante irrealista, dado que apenas 5% dos produtores possuem armazéns na própria fazenda (Gazeta Mercantil, 27 mai. 2003) e os armazéns públicos ou de cooperativas nem sempre estão disponíveis no prazo e espaço requeridos, ou localizam-se muito distantes da fazenda, um dos objetivos da 7

8 modelagem consiste na análise do trade-off entre a retenção da venda, assumindo-se os custos decorrentes disso e o escoamento imediato, a um preço geralmente menor. Neste sentido, o modelo visa a apresentar ao produtor a possibilidade de analisar estratégias especulativas sobre o momento e quantidade a ser vendido na entressafra. Outra hipótese adotada sobre a armazenagem é que o custo de aluguel ou de oportunidade sobre o aluguel, conforme seja de terceiros ou próprio o armazém, sem que haja uma discriminação de valores, é uniforme ao longo de todo o horizonte de planejamento e para qualquer região produtora. Esta simplificação deve-se à ausência de informações mais precisas que permitam fazer a distinção entre os meses e localidades. Embora simplificadora, o impacto do custo de armazenagem é pequeno na composição total de comercialização. Os custos financeiros da armazenagem, também denominados custos de estoque, são tratados de forma diferenciada, discriminando-se regiões e época do ano, através da composição do custo de oportunidade de capital com a cotação do produto na fazenda. Este valor, para as taxas de juros praticadas no país impactam significativamente mais a relação de trade-off especulativas do que os custos estáticos da armazenagem Cotações Futuras O principal conjunto de informações que estrutura toda a modelagem é formado pelas variáveis de cotação Chicago, Paranaguá, Dólar, Porto, Fazenda, Multimodal e Rodoviário. A primeira refere-se à cotação da soja em grão na Bolsa de Chicago, em US$/t. Paranaguá representa a cotação do mesmo produto na mesma unidade para o porto de referência no Brasil. Dólar mede a taxa de conversão da moeda norte americana para o Real. Porto mostra a cotação em R$/t para o terminal marítimo de escoamento da região escolhida. Fazenda traz o preço no local de produção da área selecionada, em moeda nacional. Multimodal apresenta todo o custo, em R$/t, envolvido no deslocamento multimodal do produto desde a fazenda até a sua colocação a bordo do navio no porto de referência para a região. Finalmente Rodoviário, revela o mesmo conceito descrito em Multimodal, porém para o transporte exclusivamente rodoviário. A cotação da soja na CBOT, é a informação mais básica no processo de comercialização. Ela influencia diretamente a cotação em Paranaguá e, por decorrência, em qualquer ponto de venda. Sua representação no modelo apresenta um duplo aspecto. Um olhar sobre o histórico das cotações Chicago mês a mês reflete um perfil de variabilidade com diferenças de um mês para outro que pode chegar até a 27%. No entanto, este é o segundo aspecto, quando observadas as cotações futuras, os preços são mais bem comportados. Para que se compreenda melhor a diferença na volatilidade do mercado spot comparada às projeções do mercado futuro, devem ser conhecidos os fatores que influenciam ambos os casos. As cotações no mercado de commodities agrícolas são influenciadas principalmente por fatores de oferta e demanda do produto, clima, sazonalidade e nível de estoques, no âmbito dos principais agentes que negociam no mercado. A Chicago Board of Trade caracteriza-se como um mercado de referência mundial para a soja e, por este motivo, incorpora expectativas de players do mundo inteiro, de forma ponderada. Assim, por exemplo, uma expectativa de seca nas regiões produtoras dos EUA, durante a fase de desenvolvimento do grão, causando uma quebra de safra de 20%, provocará uma elevação acentuada nos preços, muito maior do que se o mesmo fenômeno, nas mesmas proporções, fosse noticiado na China, que responde por cerca de 8% da produção mundial, frente a 38% da produção norte americana. O mercado spot, ou disponível, sofre a influência de todas essas e outras variáveis compondo um preço de equilíbrio. Este valor tende a modificar-se a cada momento, de forma dinâmica, na medida em que novas informações de mercado alimentam o sistema. 8

9 O mercado futuro de produtos perecíveis, naturalmente, sofre as mesmas influências de expectativas do mercado disponível, além das composições de sazonalidade e um prêmio de risco associado a posições futuras (DAMODARAN, 2002). Assim, por exemplo, se a cotação da soja em Chicago for US$ 200/t em janeiro, o preço futuro para maio incorporará um fator de sazonalidade, elevando o preço, hipoteticamente a US$ 205,00/t, mais um prêmio de risco que determina a cotação para maio em US$ 208,00/t. Dado que existe um comprador e um vendedor em contratos futuros, o tamanho e a direção do prêmio de risco variam caso a caso e dependerá de se o comprador é visto como provendo um serviço ao vendedor ou vice-versa. Quando se considera que os produtores são os principais vendedores de contratos futuros e investidores individuais são os compradores, pode ser argumentado que os últimos estão provendo um serviço de proteção de preço aos primeiros e, por isso, devem ser recompensados. Neste cenário, descontadas as outras variáveis de mercado, pode-se afirmar que os preços futuros serão mais baixos do que o preço spot esperado. Neste tipo de relação entre preços futuro e disponível, costuma-se dizer que os preços exibem uma normal backwardation (DAMODARAN, 2002). Nos contratos futuros, onde os compradores são usuários de matérias primas agrícolas e desejam uma proteção contra o aumento dos preços no futuro, e os vendedores são investidores individuais, estes provêem um serviço aos compradores e, por isso, devem ser recompensados, conduzindo a um prêmio de risco que, neste caso, é positivo. Nesta situação, os preços futuros serão maiores do que o preço spot esperado e diz-se que os preços futuros exibem uma normal contango (DAMODARAN, 2002). Na maioria dos mercados futuros de commodities, nem sempre existe um desequilíbrio entre vendedores e compradores e, por isso, não existe, a priori, nenhuma razão para se acreditar que o risco de prêmio deva ser positivo ou negativo. De fato, se ambos, compradores e vendedores, estão especulando, ao invés de se protegerem contra riscos de preço de compra e venda, o valor do prêmio tende a ser zero. Nesses casos, os preços futuros serão iguais aos preços disponíveis esperados (DAMODARAN, 2002). De acordo com Damodaran (2002), a evidência empírica sobre os mercados futuros de commodities é contraditória. Um estudo recente de Houthaker revelou que os preços futuros de commodities são geralmente menores do que os preços spot esperados, refletindo uma conformação normal backwardation. Telser e Gray, no entanto, reportaram uma evidência contrária para os mercados de trigo e milho. Voltando agora ao ponto de origem dessa discussão, quanto à diferença entre as cotações spot e futura, foi sugerido que as cotações históricas apresentam uma volatilidade muito maior do que as que se projetam para o futuro. Ora, isso parece contraditório frente ao exposto, dado que além das mesmas variáveis que influenciam as cotações spot, devem ainda ser incorporadas às cotações futuras a sazonalidade e o prêmio de risco. No entanto, as projeções de cotações futuras, para cada mês, num dado momento, sofrem os mesmos fatores de expectativa, enquanto nas cotações passadas, cada uma representa um cenário de mercado diferente, fazendo com que os preços oscilem muito mais. Este fenômeno vale não apenas para a cotação Chicago, mas para todas as variáveis consideradas nesta análise. Finalizando este ponto, deve ser mencionado que, no modelo, para as cotações futuras da soja em Chicago, não foi considerado o efeito de prêmio de risco sobre os preços futuros, ou seja, os preços futuros serão iguais aos preços spot esperados, excetuado o fator de sazonalidade de um mês para outro. Isto pode ser justificado pela complexidade dessa análise, aliada ao fato de ser contraditória a evidência de um ou outro efeito, como apontado mais acima. No modelo, todos os valores de mercado disponível são gerados por um processo de simulação e os futuros incorporaram apenas tendências de projeção. 9

10 No começo desse item 3.8, foi dito que um conjunto de sete variáveis estruturam o processo de modelagem, das quais apenas se argumentou sobre a primeira. As demais terão uma apresentação muito mais breve, como se verá. A cotação em Paranaguá deriva-se imediatamente da cotação Chicago, de acordo com um valor de prêmio estabelecido por condições de mercado local. Este valor pode ser positivo ou negativo, conforme a época do ano, tendendo a ser significativamente mais elevado na época da entressafra brasileira. A estimação dos valores em Paranaguá, a partir das cotações Chicago, é estabelecida através de um processo de regressão multivariada. A cotação do Dólar merece os mesmos comentários desenvolvidos quando se tratou da cotação Chicago, uma vez que o mercado futuro de câmbio visa a proporcionar aos que nele negociam um serviço de proteção contra variações desfavoráveis futuras, ou uma oportunidade de ganho especulativo. Outras variáveis, além do risco de prêmio, também influenciam na diferenciação de cotação do dólar futuro para a expectativa de seu valor spot, tais como a possibilidade de arbitragem e o risco país (GARCIA, 2003). No modelo, por simplificação, não é contemplada a contratação de dólar futuro como forma de hedge, sendo, por isso, a cotação do dólar futuro idêntica à sua expectativa de preço spot no futuro. A regra de projeção mensal do valor futuro é composta pela simples multiplicação do valor anterior por uma taxa mensal de crescimento esperado para o câmbio. A cotação da soja em cada porto de exportação brasileiro sofre influência dos mercados regionais e da maior ou menor proximidade do mercado importador. Existe uma tendência de um prêmio ligeiramente maior, quanto mais ao norte for o porto de embarque, revelada empiricamente, em virtude da maior proximidade do hemisfério setentrional, que é muito maior demandante de soja, comparado ao meridional. No modelo não é feita qualquer distinção de preço entre os portos de embarque, por se carecer de um conjunto histórico de dados que viabilize tal análise. Além disso, as diferenças muito pequenas nas cotações entre um porto e outro justificam esta simplificação. As variações por conta de particularidades de mercados locais são contempladas através de uma aleatoriedade simulada. O valor do produto na fazenda é particularmente influenciado pela distância da região ao porto de exportação. No modelo, o cálculo da cotação na fazenda é realizado mediante o desconto do custo do deslocamento rodoviário exclusivo sobre o valor do produto no porto. Uma perturbação aleatória é introduzida nessa correção do valor na fazenda, como forma de incorporar especificidades de mercado nas diversas regiões de cultivo. A cotação do transporte multimodal e exclusivamente rodoviário incorporam, além do próprio frete de cada modal que compõe o trajeto fazenda-porto, os custos de transbordos e terminais, de modo a representar o custo total da transferência do produto até sua colocação a bordo do navio. Os valores modelados respeitam a sazonalidade natural observada no mercado, calculados sobre um valor básico do custo dos fretes. Incorporam além disso uma aleatoriedade para configurar particularidades do mercado de fretes em cada ligação. 4. Caracterização do Modelo Proposto O modelo considerado neste trabalho foi desenvolvido através de uma interface em Microsoft Excel, com a utilização de programação de macros com o Visual Basic. O sistema abrange um horizonte de planejamento de 18 meses, permite ao usuário a escolha de uma região de produção, carrega as informações pertinentes à área selecionada e apresenta para cada mês os valores das cotações do produto na Bolsa de Chicago, no porto para exportação, na fazenda, a taxa de câmbio, valores de fretes e custos de produção e armazenagem. Estas informações condicionam as escolhas de quanto e onde vender a cada mês, através da adoção do mecanismo de venda mais conveniente. 10

11 4.1. Estruturação do Modelo O modelo é subdividido em seis módulos, organizados em forma de planilhas, cujos títulos (em negrito) e breve descrição são apresentados a seguir: a) Mapa Contém o mapa do Brasil com as principais regiões produtoras de soja, delimitadas por um círculo, contendo em seu interior o nome do município mais representativo da região (centróide), que se caracteriza como referência logística para cada área. b) Modelo Contém a tela principal de interface com o usuário e está dividida em seis áreas de informações, cujo conteúdo é apresentado a seguir. Informações Gerais contém os botões de acionamento para se passar para o próximo mês, para se proceder à análise gráfica das cotações, para contratação de algum processo de venda e aquisição de transporte. À direita dos botões são apresentados a região produtora selecionada no mapa, o volume anual produzido, a área cultivada e o capital de giro inicial (no mês 1); a seguir vem a indicação do mês atual no horizonte de planejamento, o valor em caixa inicial do mês de referência e atualizado na medida em que novos fluxos de caixa são gerados dentro do mês; seguem as taxas de oportunidade, de desconto e de empréstimo (custos de capital); as distâncias do ponto de produção ao centróide de referência logística e, por último, aparece um Painel de Rentabilidade até o mês corrente. Informações de Volumes e Cotações contém informações, mês a mês, do volume plantado e colhido, a cotação na Bolsa de Chicago, o valor do produto no porto e na fazenda, cotação do dólar e valores dos fretes multimodal e rodoviário, além de outras informações de suporte. Informações Contratuais espaço reservado ao preenchimento dos volumes comprometidos, mês a mês, através das diferentes formas contratuais disponíveis no modelo, além de conter informações sobre os volumes vendidos na fazenda e no porto, de forma segregada, e volumes a serem transportados entre as opções modais disponíveis. Esta área possui também um vetor que informa sobre a disponibilidade ou não de transporte multimodal a cada mês. Informações sobre Fluxos e Custos contém as informações mensais do fluxo de caixa gerado com a utilização dos mecanismos financeiros de comercialização e os custos de produção, estoque e armazenagem, custos contratuais associados à escolha das formas comerciais, além de outras informações de apoio. Discriminação dos Contratos área reservada para detalhamento dos contratos comerciais estabelecidos ao longo dos meses de planejamento. Informações Gráficas região acessada através do botão de comando Analisar Gráficos, contém, no primeiro gráfico, as cotações da soja em R$/t na fazenda e no porto e custos rodoviário e multimodal e, no segundo gráfico, as cotações em US$/t do produto em Chicago, Paranaguá e a cotação do dólar. Também nesta área, o modelo apresenta um painel de tendências para as cotações futuras das variáreis que afetam a decisão. c) Real contém as informações geradas, através de um processo de simulação, tomando por referência as informações recebidas de outras planilhas auxiliares. Real, ou qualquer outra planilha apresentada a seguir não é utilizada como interface com o usuário no processo de planejamento, apenas serve como base de informações para alimentar a planilha Modelo. d) Fretes traz as informações de fretes médios anuais, custos de terminais de transbordo e custos de armazenagem de todas as regiões contempladas em Mapa. Ao ser escolhida uma região de trabalho, o modelo transfere as informações da região escolhida para a planilha Real. e) Sazonalidade apresenta os valores de sazonalidade mensal para cada um dos modais de transporte considerado e para cada uma das regiões contempladas em Mapa. A composição dos valores médios de frete, constantes em Fretes, com as respectivas sazonalidades e acrescidos dos custos de terminais, são transferidos para a planilha Real. 11

12 f) Produção apresenta a composição de custos de produção de uma safra anual de soja, segregado por itens de custo, para cada região, desmembrados mês a mês Descrição do Funcionamento do Modelo Ao iniciar o programa, o usuário é remetido à tela contendo o mapa do Brasil, onde escolherá a área que pretende analisar. Ao clicar sobre uma região produtora, o sistema migra para a planilha principal de trabalho e, automaticamente, carrega as informações relativas à estrutura de custos particular desta região (valores de fretes, custos de produção e armazenagem). Tão logo o programa ativa a planilha principal, aparecerão, seqüencialmente, três telas de diálogo solicitando os dados estáticos do planejamento. As informações solicitadas compreendem o volume anual produzido, área cultivada e os custos de capital (taxa de oportunidade, de desconto e empréstimo). Na segunda tela são requisitadas as cotações iniciais (mês 1) de Chicago e dólar e as distâncias do ponto de armazenagem da região de plantio ao centróide apresentado no mapa, tanto para o sistema rodoviário exclusivo, quanto para o multimodal. Esta informação servirá para que se possa incorporar um custo logístico adicional de deslocamento do produto até o ponto para o qual os custos logísticos são estabelecidos. A última tela recebe as informações sobre o volume plantado e colhido em cada mês da safra. Nesse momento, todas as informações de valores futuros necessários para que o usuário possa tomar as decisões de comercialização para o primeiro mês estão disponíveis na planilha. Tais valores compreendem as estimativas para cada mês de planejamento, das cotações do produto na Bolsa de Chicago, na região de plantio e no porto mais conveniente para exportação, a taxa de câmbio e valores de fretes para os modais correspondentes à região escolhida para se acessar o porto. A escolha da análise gráfica remete o planejador aos gráficos de cotações. Esta informação, combinada com o painel de tendências das cotações futuras das variáveis que afetam sua decisão, servirá de base para a tomada de decisão sobre a contratação imediata ou não de alguma forma comercial disponível. A decisão de escolha de contratação de alguma forma comercial, com o acionamento do botão correspondente, faz com que surja na tela uma interface apresentando as opções disponíveis. Ao optar por uma das formas de comercialização apresentadas, e clicar no botão OK, o usurário é remetido a outra tela específica relacionada com a forma de contrato escolhida. Após preencher as informações necessárias, os dados são automaticamente transferidos para a planilha de trabalho Modelo. Os cálculos necessários que correspondam à escolha realizada são também automaticamente apresentados na mesma planilha, tais como custos contratuais, volumes comprometidos e outros. Sempre que terminar de fazer as apostas para cada mês em que se encontra, o usuário clicará no botão Cancelar da tela Formas de Comercialização para voltar à planilha de trabalho. A opção Refazer permite ao usuário anular todos os contratos comerciais efetuados no mês corrente. Ao acionar o botão Transporte, é apresentado ao analista uma tela que lhe permite a contratação do transporte para uma data presente ou futura, bem como a escolha modal. Da mesma forma, o botão Cancelar remete o usuário de volta à planilha de trabalho e Refazer permite cancelar todas as contratações de transportes feitas durante o corrente mês. Na medida em que o analista efetua qualquer contratação comercial ou de transporte, o valor de caixa é atualizado. Depois de terminadas todas as apostas correspondentes ao mês de trabalho, o usuário aciona o botão Próximo Mês e o valor do caixa é atualizado ao valor presente do novo mês, pela taxa de oportunidade introduzida no início da inserção de dados, ou pela taxa de 12

13 empréstimo, caso o valor em caixa seja negativo. De igual modo, o quadro de rentabilidade, presente na mesma área superior da planilha tem suas informações alteradas. No momento em que o modelo translada um mês no processo de planejamento, os dados de cotações correspondentes aos meses atual e anteriores são fixados como valores históricos e o modelo reapresenta novas cotações para os meses futuros, a partir da geração de valores simulados. Em cada mês, o modelo analisará a consistência dos dados introduzidos (como, por exemplo, o fato de uma aposta maior do que 100% do volume produzido) e avisará o usuário sobre tais inconsistências. Caso tenha-se atingido o mês 18 do planejamento, o Botão Próximo Mês muda sua inscrição para Concluir e, depois de acionado, corrige o valor de caixa para o final daquele mês e mostra um aviso de que o trabalho de planejamento foi concluído com sucesso. 5. Conclusões e Proposições A proposta deste trabalho foi a de apresentar um modelo de simulação para que o produtor de soja possa estabelecer uma estratégia logística e financeira de comercialização de uma safra do produto a granel, determinando onde, como, quanto e quando vender sua safra, no horizonte de planejamento, a partir das expectativas de valores futuros da cotação do produto na Bolsa de Chicago, no porto de exportação e na região produtora, da taxa de câmbio e dos custos logísticos envolvidos no deslocamento do grão desde a fazenda até o porto. Tal análise leva em consideração o perfil de risco do analista e sua necessidade de formação de capital de custeio. O artigo mostrou a complexidade do processo de decisão do produtor, durante a fase de planejamento da comercialização, e justificou a necessidade de um instrumento de simulação para auxiliá-lo nesse trabalho, que é decisivo na apuração de melhores resultados no cultivo da lavoura de soja. O modelo proposto contempla os principais elementos do processo decisório, de forma integrada e flexível, com uma interface de comunicação bastante amigável e estabelece uma análise crítica de consistência na inserção dos dados, promovendo uma grande robustez para a ferramenta. O programa viabiliza a análise de trade-offs existentes no processo de comercialização, cujo principal componente consiste na relação entre a venda na safra, quando os preços são mais baixos e os fretes mais caros, e a retenção para venda na entressafra com o conseqüente carregamento dos custos de armazenagem e financeiros da estocagem. Além deste, outros trade-offs estão presentes nas decisões, envolvendo a escolha entre assumir um risco na venda especulativa, contra a proteção de preços em mercado futuro; a decisão entre o volume comprometido em cada contrato e os custos contratuais; e a contratação antecipada de transporte multimodal, quando há disponibilidade, e o risco de que os custos logísticos subam na época da entrega. O potencial de aplicabilidade é imediato. O modelo possui um caráter eminentemente prático. Ele estabelece um ambiente de planejamento no qual o produtor pode testar diversas estratégias de comercialização de uma safra do produto. Como conseqüência pode garantir uma melhor rentabilidade e previsibilidade durante todo o processo produtivo e de comercialização. Além de um instrumento de planejamento e definição de estratégia comercial, o modelo apresenta-se como uma importante ferramenta de treinamento para o produtor na utilização dos mecanismos de proteção de preço e antecipação de receitas, no desenvolvimento de sensibilidade sobre os trade-offs envolvidos em suas escolhas, na gestão de risco e retorno, na avaliação do impacto financeiro de cada decisão e na compreensão da integração e interdependência das decisões. 13

14 A partir do levantamento do estado da arte realizado durante a elaboração do trabalho, pode-se afirmar que nenhum produto semelhante existe no Brasil e, também, possivelmente, no exterior, que contemple de forma sistematizada e abrangente todo o panorama de decisão que se apresenta ao produtor durante o processo de planejamento da comercialização de sua safra. Na medida em que o produtor de soja melhore a sua rentabilidade, através da adoção da estratégia que lhe garanta melhores resultados, testada pela utilização do modelo desenvolvido, naturalmente estará garantindo um melhor nível de competitividade ao agronegócio brasileiro, no aspecto do abastecimento dos mercados nacionais e gerando excedentes para exportação. A utilização bem sucedida do modelo pode suscitar para o produtor uma abordagem mais empresarial do seu negócio e, no âmbito regional, uma conformação de mecanismos de mercado que dêem acesso a uma negociação direta com o importador, através da formação de pools de embarcadores que negociem diretamente a exportação. As principais vantagens desse consórcio seriam a utilização de modais de transportes mais econômicos, dado o grande volume a ser deslocado, e acesso a mecanismos financeiros mais vantajosos para o custeio da safra, uma vez que o importador pode financiar o produtor através de taxas de capital praticadas por países desenvolvidos, como no caso do Japão e Europa, grandes importadores de soja. Do ponto de vista acadêmico, sabe-se que a abordagem quantitativa por instrumentos metodológicos modernos, como é o caso da simulação, da atividade primária no Brasil, é bastante incipiente. Este trabalho contribui para um tratamento prático e consistente do processo de comercialização da soja, podendo ser facilmente replicado para diversas outras commodities agrícolas. Naturalmente o modelo desenvolvido possui algumas limitações, entre as quais podem ser apontadas algumas simplificações adotadas durante as etapas de construção e calibração. O cronograma de desembolso para os custos de produção foi estabelecido apenas por bom senso, devido à carência de informações sobre esse processo; os custos da terra foram determinados a partir da análise de apenas quatro informações que foram expandidas para todas as 22 regiões; os custos de armazenagem foram considerados uniformes ao longo de todo o ciclo de planejamento, também por falta de informação; os dados disponíveis para a calibração dos valores médios de fretes e sazonalidades compreendem um horizonte restrito; a matriz de disponibilidade de transporte multimodal foi estimada apenas por bom senso; os valores futuros da cotação Chicago foram calculados apenas com base na sazonalidade histórica, sem levar em consideração fatores de relações de oferta e demanda futura; a volatilidade da cotação Chicago para estabelecimento do prêmio de opção foi considerada uniforme ao longo de todo o ano; foi considerado o de ajuste de constas no mercado futuro apenas na liquidação do contrato; e outras mais. Deve-se destacar também que cada simplificação compromete de forma diferenciada a validade do modelo, dado que cada variável impacta de forma desigual as relações de custos e receitas. O modelo também não apresenta um mecanismo que facilite a alteração dos fatores de calibração, que o tornaria mais flexível e adaptável a situações particulares. Além disso, não permite a simulação de condições específicas de mercado com a pré-configuração de variáveis para uma data posterior ao mês inicial de planejamento. Uma última característica que merece comentário, quanto às limitações do modelo, é que ele não apresenta a possibilidade de salvar os resultados obtidos no processo de planejamento, o que facilitaria estudos a posteriori, através da exportação dessas informações para uma ferramenta de análise de sensibilidade e otimização. Esse atributo, no entanto, não é de difícil implementação. Embora o escopo do modelo tenha sido validado através de entrevistas com especialistas e agricultores, no entanto, seria necessário um exercício de validação dos 14

15 resultados em campo, através da utilização exaustiva do modelo e comparação com cenários reais de mercado. Ficam como sugestões para pesquisas futuras, inicialmente, um trabalho de avaliação do impacto de cada uma das variáveis nos resultados do planejamento, através de uma análise de sensibilidade dos seus pesos nas decisões de comercialização. A partir desse estudo poderia ser realizando uma hierarquização para o trabalho de reavaliação da calibração das variáveis, começando-se por aquelas que mais impactam as decisões do analista. Posteriormente, a elaboração de testes de campo e readaptação do modelo tornariam o sistema mais consistente para utilização em situações reais. Com o modelo calibrado e testado, um importante resultado que poderia ser obtido, seria a elaboração de estratégias de decisão em função dos condicionantes do mercado. Essas estratégias poderiam oferecer respostas a perguntas como as que se formulam a seguir: Quando utilizar mecanismos de antecipação de receita e que proporção da safra deve-se comprometer em cada contrato? Quando usar a CPR física ou a financeira? É vantajosa a utilização de CPRF + Seguro de Preços? Em que situações? Qual a estratégia especulativa em um cenário de baixa, elevação ou estabilidade de mercado? Qual o impacto de cada variável na decisão de estratégia especulativa? Quando é mais conveniente a utilização de contrato futuro ou de opção? Qual a melhor época de contratá-los em cada um dos cenários de tendência de mercado? Como o painel de tendências afeta a decisão sobre quanto e quando contratar as formas de comercialização? Qual o impacto dos custos de deslocamento fazendaporto nas decisões sobre comercialização? Como a contratação antecipada de transportes pode impactar a rentabilidade de uma venda? Qual a melhor época para contratação de transporte e em que volume? As perguntas poderiam multiplicar-se em abundância, no entanto servem para descortinar um panorama de possibilidades de utilização do modelo para respondê-las. Todas, sem dúvida, são de grande valia nas decisões a serem tomadas pelo produtor no horizonte de planejamento. Acredita-se que a principal contribuição da pesquisa foi o desenvolvimento de uma metodologia para a construção de uma ferramenta para o planejamento de comercialização da soja, analisada sob o ponto de vista do produtor. Adaptações para outros produtos e clientes constituem um trabalho que exigirá menores esforços a partir deste trabalho. 6. Referências ABIOVE. Associação Brasileira de Industrias de Óleos Vegetais. Soja e derivados evolução das cotações médias. Disponível em: Acesso em 13 nov CAIXETA FILHO, José Vicente, et al. Competitividade no agribusiness: a questão do transporte em um contexto logístico. USP, ESALq, jun CBOT. Chicago Board of Trade. Agricultural Futures and Options for the Beginner. Chicago, DAMODARAN Aswath. Investment Valuation - 2nd Edition. John Wiley and Sons, EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agorpecuária. Agronegócio da Soja no Brasil. Disponível em: Acesso em 15 nov FGV. Fundação Getúlio Vargas. Dólar Comercial Média Mensal - Cotação de Venda - PTAX (Valores convertidos para R$). Disponível em: Acesso em 10 nov GARCIA, Márcio G. P. A Macroeconomia do dólar futuro. Depto. de Economia, PUC-Rio, Resenha BM&F. Disponível em: macdol.pdf. Acesso em jun

16 GEIPOT. Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes. Ministério dos Transportes. Corredores Estratégicos de Desenvolvimento - Alternativas de escoamento da soja para exportação. Set HAIR, J. F.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L.; BLACK, W. C. Multivariate Data Analysis. 5th Edition, New Jersey: Prentice-Hall, HONDA, Airton Massayoshi, WEYDMANN, Celso Leonardo. Condicionantes da Cédula de Produto Rural - CPR na comercialização do produtor. Revista de Política Agrícola, ano X, n. 2, abr. mai, jun IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Comunicação Social. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Acesso em 30 out KASSAI, Lucia. Cresce demanda por armazenagem no campo. Gazeta Mercantil, São Paulo, 27 mai PAULA, S. R. FAVERET, P. Panorama do Complexo da Soja. BNDES, PIMENTEL, Fernando. CPR: De Onde Partimos e Para Onde Vamos? Revista Preços Agrícolas, p. 9-11, mar RADICIONE, Luciana. A alma do planejamento. Revista A Granja, set RICHETTI, A.; MELO FILHO, G. A. Estimativa do Custo de Produção de Soja, Safra 2002/03, para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Comunicado Técnico 58. Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Dourados, MS, out ROSS, S. A., WESTERFIELD, R. W., JAFFE, J. F. Administração Financeira Corporate Finance. 3ª Edição. Atlas, São Paulo, SCHNEPF, Rendall, D., DOHLMAN, Erik, BOLLING, Christine. Agriculture in Brazil and Argentina: developments and prospects for major field crops. U. S. Department of Agriculture (USDA). Trade Report WRS-01-3, nov UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE. Oilseeds: World Markets and Trade. Circular Series FOP Abr VATTER, P.A. et alii. Quantitative Methods in Management: Text and Cases. Cap.8, Homewood, R. Irvin, WARNKEN, Phil. O futuro da soja no Brasil. Revista de Política Agrícola, ano IX, n.2, Brasília, p.54-65, abr./mai./jun O Complexo soja compreende a soja em grãos, farelo e óleo. 2 As produtividades em toneladas por hectare, para os Estados Unidos, Brasil e Argentina, nesta ordem, os maiores produtores mundiais, foram, para a safra 2002/03, respectivamente de: 2,56; 2,85 e 2,82. 3 A técnica do plantio direto consiste em plantar, sem utilização das operações usuais de gradagem e aração, sobre os restos de uma cultura anterior, que fazem a cobertura do solo, evitando o seu ressecamento e a evaporação de nutrientes. 4 Cost Insurance and Freight Modalidade de embarque na qual o vendedor fica responsável pelo produto transportado até o ponto especificado de entrega, arcando com os custos do frete e seguro da carga. 5 Free on Board modalidade de embarque na qual o vendedor responsabiliza-se pela entrega da carga em um ponto especificado ficando desonerado de qualquer custo e responsabilidade a partir desse local. 6 A diferenciação entre trading e empresa intermediadora refere-se ao fato de que uma trading company compra o produto para depois revendê-lo (processado ou não), enquanto uma intermediadora tem apenas o papel de facilitadora no processo de exportação, sendo a venda fechada diretamente entre exportador e importador. 7 Aqui diferencia-se o custo da armazenagem, composto por aluguel de armazém (ou oportunidade de aluguel, caso o armazém seja próprio) e outros custos de beneficiamento e movimentação do produto, dos custos financeiros de estoque que se referem ao ônus de manter o produto em detrimento de vendê-lo antes e aplicar o dinheiro, desfrutando dos juros pagos pelo sistema financeiro. 16

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