Aula 00 Curso: Direito Empresarial p/ ISS RJ Professor: Wangney Ilco

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1 Aula 00 Curso: Direito Empresarial p/ ISS RJ Professor: Wangney Ilco

2 APRESENTAÇÃO Curso: Direito Empresarial p/ ISS RJ Olá pessoal! Tudo bem? Sejam bem-vindos ao Exponencial Concursos! Primeiramente, vou me apresentar: Meu nome é Wangney Ilco. Sou ex-aluno do Colégio Naval (ingresso em 1997) e Escola Naval (ingresso em 2000). Me formei Bacharel em Ciências Navais pela Escola Naval com especialidade em Sistemas (2004). Após alguns anos como Oficial da Marinha, decidi deixar a vida militar e ingressei nesta doce vida de concurseiro. O foco era a área fiscal, mais especificamente o fisco do Estado do Rio de Janeiro. Nos dois primeiros certames (2008) não fui feliz, por absoluta perda de foco e por problemas pessoais. Porém, já no ano seguinte, após alguns meses sem estudar, retornei com muita força já com edital na praça. Foram 45 dias de dedicação total e foco máximo. Resumos, gráficos, esquemas, mapas-mentais foram utilizados para aproveitar o tempo com a máxima eficiência. E deu certo! Obtive a tão sonhada aprovação em 2009: Auditor Fiscal da Receita Estadual do Rio de Janeiro. Cargo que exerço atualmente! Assim, desde final de 2009, troquei de lado e venho participando intensamente como Professor na preparação dos alunos para diversos concursos (ICMS, ISS, AFT, AFRFB, CGU), sempre na parte de Direito Comercial ou Empresarial (como alguns preferem). No momento, estou cursando Direito na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO. Portanto, já tenho uma boa experiência em contribuir com a aprovação de alunos em concursos públicos na disciplina de Direito Empresarial. Também, pelo fato de ter experimentado alguns insucessos na busca pela SEFAZ-RJ, sei muito bem qual o caminho deve ser percorrido até a aprovação. Logo, por ter utilizado e acreditado neste método de ensino que está sendo proposto pelo Exponencial Concursos, estou aqui participando desta equipe competente e de qualidade, com muito prazer! Bem, sem perder muito tempo, é necessário apresentar o curso. Este curso de Direito Empresarial é de TEORIA e Exercícios conforme o edital do último concurso para o cargo de Fiscal de Rendas do Município do Rio de Janeiro (ISS RJ) realizado em Para termos uma ideia do nível e da grandeza do concurso, foram quase 5 (cinco) mil inscritos para 40 (quarenta) vagas oferecidas. O salário inicial previsto no último edital era de R$ ,60, porém sabe-se que deste então o salário deu uma boa melhorada...hehehe. Excelente não é mesmo?!?! Pois bem, a linguagem de nossas aulas pretende ser a mais próxima possível de uma aula presencial: solta, objetiva, leve; sem expressões difíceis, como encontramos nos livros e, principalmente, utilizando muitos recursos gráficos e esquematizações para facilitar a assimilação do Direito Comercial. Afinal, o objetivo do curso é a aprovação; é ensinar a marcar o X na alternativa correta e partir pro abraço. Beleza? Prof.º Wangney Ilco 2 de 74

3 Histórico e análise das provas de Direito Empresarial A última prova de comercial veio com 10 questões de Empresarial representando cerca de 9% da pontuação geral da P1, ou seja, não podemos desconsiderar se almejamos de fato a aprovação. Então, seguindo esta linha objetiva, vamos analisar no quadro abaixo a última prova do ISS RJ que foi realizada pela ESAF, conforme o cronograma de nossas aulas: Prova ISS RJ 2010 (ESAF) Assunto Questões Aula Estabelecimento Empresarial 1 00 Sociedades 1 01 Sociedade limitada e anônima 3 02 e 03 Operações societárias 1 02 Títulos de crédito 2 05 Falência 2 06 e 07 É verdade que ainda não temos uma posição oficial acerca da banca responsável pelo próximo concurso. Assim, abordaremos exaustivamente muitas questões de diversas bancas e, quando tivermos uma posição oficial, direcionaremos o curso para a banca escolhida, ok? Isso não significa que devemos cruzar os braços e esperar o edital. Isso não existe!!! Quanto mais cedo começarmos os estudos, maiores as nossas chances. O programa de Direito Comercial contém os seguintes tópicos conforme o último edital (2010): 1. Teoria da Empresa. 2. Institutos fundamentais do direito empresarial: atividade empresarial, empresário (individual e sociedade empresária) e estabelecimento empresarial. 3. Direito societário: teoria geral das sociedades; conceito de sociedade; sociedade simples e sociedade empresária; sociedade personificada e sociedade não personificada Sociedades não personificadas: sociedade em comum e sociedade em Prof.º Wangney Ilco 3 de 74

4 conta de participação 3.2. Tipos societários incomuns: sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita simples e sociedade em comandita por ações Sociedade simples. Sociedade Cooperativa 3.4. Sociedade limitada; constituição, contrato social, direitos e deveres dos sócios; administração; deliberações sociais; resolução, dissolução e liquidação Sociedade anônima: constituição, objeto, capital social e ações, acionistas e administração e demais órgãos sociais; dissolução, liquidação e extinção das sociedades anônimas; direitos dos acionistas minoritários Operações de reorganização societária: transformação, incorporação, fusão e cisão Sociedades controladoras, controladas e coligadas; subsidiária integral O poder de controle na sociedade anônima; acordo de acionistas; abuso do poder de controle. 4. Desconsideração da personalidade jurídica. 5. Contratos no direito empresarial: contratos de troca (compra e venda mercantil, alienação fiduciária em garantia, arrendamento mercantil); contratos de colaboração (sociedade, representação comercial, comissão mercantil, distribuição, concessão comercial, franquia e faturização). 6. Títulos de crédito. Princípios. Modalidades. Características. Aceite. Aval. Protesto. Endosso. Letra de Câmbio. Nota Promissória. Cheque. Duplicata. Cédula de Crédito Bancário e títulos de crédito imobiliário. 7. Títulos de financiamento da atividade econômica (notas e cédulas de crédito rural, industrial, comercial, à exportação, conhecimento de depósito e warrant, cédula de produto rural). 8. Títulos societários (ações, debêntures, bônus de subscrição, partes beneficiárias). 9. Recuperação da empresa e Falência. 10. Responsabilidade civil das sociedades em geral e das instituições financeiras. 11. Responsabilidade especial dos administradores e dos controladores de instituição financeira. Para efeitos didáticos, o programa acima será abordado neste curso da seguinte forma: AULA ASSUNTO Teoria da Empresa. 2. Institutos fundamentais do direito empresarial: atividade empresarial, empresário (individual e sociedade empresária) e estabelecimento empresarial Direito societário: teoria geral das sociedades; conceito de sociedade; sociedade simples e sociedade empresária; sociedade personificada e sociedade não personificada Sociedades não personificadas: sociedade em comum e sociedade em conta de participação 3.2. Tipos societários incomuns: sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita simples e sociedade em comandita por ações Sociedade simples. 02 Sociedade Cooperativa 3.4. Sociedade limitada; constituição, contrato social, direitos e deveres dos sócios; administração; deliberações Prof.º Wangney Ilco 4 de 74

5 sociais; resolução, dissolução e liquidação. 4. Desconsideração da personalidade jurídica Operações de reorganização societária: transformação, incorporação, fusão e cisão Sociedade anônima: constituição, objeto, capital social e ações, acionistas e administração e demais órgãos sociais; dissolução, liquidação e extinção das sociedades anônimas; direitos dos acionistas minoritários Sociedades controladoras, controladas e coligadas; subsidiária integral O poder de controle na sociedade anônima; acordo de acionistas; abuso do poder de controle. 8. Títulos societários (ações, debêntures, bônus de subscrição, partes beneficiárias) Contratos no direito empresarial: contratos de troca (compra e venda mercantil, alienação fiduciária em garantia, arrendamento mercantil); contratos de colaboração (sociedade, representação comercial, comissão mercantil, distribuição, concessão comercial, franquia e faturização) Títulos de crédito. Princípios. Modalidades. Características. Aceite. Aval. Protesto. Endosso. Letra de Câmbio. Nota Promissória. Cheque. Duplicata. Cédula de Crédito Bancário e títulos de crédito imobiliário. 7. Títulos de financiamento da atividade econômica (notas e cédulas de crédito rural, industrial, comercial, à exportação, conhecimento de depósito e warrant, cédula de produto rural) Recuperação da empresa e Falência. (Parte I) Recuperação da empresa e Falência. (Parte II). 10. Responsabilidade civil das sociedades em geral e das instituições financeiras. 11. Responsabilidade especial dos administradores e dos controladores de instituição financeira. Confira o cronograma de disponibilização das aulas no site do Exponencial, na página do curso. No mais, espero contar com a presença de vocês neste curso de maneira otimista e compromissada, para que possamos caminhar juntos, de mãos dadas, em direção ao ISS RJ. Tenho certeza que com ESFORÇO, DISCIPLINA e ORGANIZAÇÃO conseguiremos. Força na remada! Em caso de dúvidas sobre nossas aulas estarei sempre disponível em nosso fórum e pelo meu E por fim, gostaria de deixar a minha impressão acerca da vida de concurseiro. Após a minha jornada de estudos e privações aprendi duas lições: 1ª sem foco, organização e método de estudo você não consegue ser aprovado; e 2ª após a aprovação, você percebe que todo o esforço foi válido Prof.º Wangney Ilco 5 de 74

6 e que as dificuldades não foram tão grandes assim. Faria tudo novamente, só que com mais qualidade e esforço!!! Então é isso pessoal! Vamos ao que interessa! Antes, porém, tenho o hábito de deixar sempre uma frase motivacional no início das aulas, ok? Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito. (Martin Luther King Jr.) Carpe Diem! Aula 00 Teoria da Empresa. 2. Institutos fundamentais do direito empresarial: atividade empresarial, empresário (individual e sociedade empresária) e estabelecimento empresarial. Sumário 1- Introdução A Teoria da Empresa A teoria dos atos de comércio Teoria da Empresa Atributos da teoria da empresa A atividade empresarial A empresa O empresário As exceções à teoria da empresa Empresário Individual Sociedade empresária Requisitos e impedimentos para o exercício da atividade empresarial Capacidade Civil do Empresário Individual Capacidade Civil do sócio de sociedade empresária Impedimentos: empresário individual Empresário Casado Prepostos O Gerente Prof.º Wangney Ilco 6 de 74

7 4.2 O Contabilista Registro da atividade empresarial Registro do empresário Registro da Sociedade Empresária Registro da atividade rural Livros Comerciais escrituração Sigilo dos livros comerciais Empresário Irregular Nome empresarial Estabelecimento empresarial Trespasse Questões Comentadas Lista de Exercícios Gabarito Introdução O Direito pode ser dividido didaticamente em dois grandes ramos: direito público e direito privado. Deste modo, o Direito Comercial é o ramo do direito privado que regula e disciplina o empresário e os atos de empresa, possuindo regras, métodos e princípios próprios; portanto, é autônomo em relação aos demais ramos do Direito. Então, quais seriam as fontes de estudo do Direito Comercial? Onde encontraremos as normas e dispositivos para estudarmos para a nossa prova? FONTES DO DIREITO COMERCIAL - Código Civil 2002: principal - Lei de Falências Fonte Primária ou direta - Legislação dos títulos de crédito - Legislação dos contratos mercantis - etc. Fonte Secundária ou indireta doutrina, jurisprudência, dos tratados e convenções internacionais, dos usos e costumes (Art. 4º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Então, essas serão as nossas fontes de estudo no presente curso, beleza? Prof.º Wangney Ilco 7 de 74

8 2- A Teoria da Empresa Curso: Direito Empresarial p/ ISS RJ Antes de estudarmos a teoria da empresa, na qual atualmente baseia-se a nossa disciplina, necessitamos verificar a sua evolução e a chamada teoria dos atos de comércio. Não pensem que as bancas não cobram este ponto em suas provas. É uma introdução necessária e importante. Veremos!!! TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIO forma objetiva de enquadrar as atividades no regime jurídico comercial. O que importava era o objeto da atividade em si. 2.1 A teoria dos atos de comércio Antes das normas contidas no Código Civil de 2002, o Direito Comercial era regido pelo Código Comercial de 1850, que era baseado no Código Francês e dividia-se em três partes: CÓDIGO COMERCIAL DE ª PARTE Atos de Comércio Revogada pelo Código Civil de ª PARTE Direito Marítimo Ainda em vigor 3ª PARTE Direito Falimentar Não estava mais em vigor desde a antiga lei de falências (DL 7.661/45). Em vigor a nova Lei de Falências (Lei /05) Então: Código Comercial de 1850 regia as sociedades comerciais. Código Civil 1916 regia as sociedades civis. Bem, a chamada TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIO era o pilar daquele Código Comercial. Por esta teoria, o que importava era o objeto da atividade comercial. Ou seja, a partir do objeto ou gênero da atividade comercial exercida foi elaborada uma enumeração das atividades como forma de enquadrar a atividade no âmbito do Direito Comercial. Era uma forma bem objetiva e direta de classificar as atividades no regime jurídico comercial. Assim sendo, a teoria dos atos de comércio era caracterizada por três ATRIBUTOS: Habitualidade: com que a atividade é exercida; Lucro: como objetivo da atividade; Intermediação: comprar para vender. Prof.º Wangney Ilco 8 de 74

9 Porém, com a evolução das relações comerciais foi surgindo a necessidade de atualizar o ordenamento jurídico tendo em vista a situação real e atual das relações comerciais, já que algumas atividades importantes, como a prestação de serviços e a atividade imobiliária, estavam fora da disciplina comercial. Então, a jurisprudência passou a adotar o entendimento de que a teoria dos atos de comércio não deveria mais vigorar. Nessa linha, depois de vários anos de discussões e debates, o Novo Código Civil de 2002 foi aprovado, revogando a primeira parte do Código Comercial de 1850 que tratava dos atos de comércio e adotando a TEORIA DA EMPRESA, por influência do direito italiano. Vejamos uma questão cobrada em prova sobre o tema: (FGV / Procurador-TCM-RJ / 2008) De acordo com o Código Civil, assinale a assertiva correta. d) O Código Comercial de 1850 foi parcialmente revogado pelo Código Civil, mantendo-se vigentes os dispositivos relativos ao comércio marítimo. Comentários O Código Comercial teve a sua 1ª parte revogada pelo art do Código Civil de A 2ª parte, que trata do Direito Marítimo, continua em vigor. A 3ª parte tratava do direito falimentar e já havia sido revogada pelo decreto-lei 7.661/45. Logo, a afirmativa está correta, pois o Código Comercial de fato foi parcialmente revogado pelo CC/ Teoria da Empresa Então, o Código Civil de 2002 entrou em vigor e adotou a TEORIA DA EMPRESA sob a influência do direito italiano como fundamento para o regime jurídico comercial. Este será o nosso grande foco nas primeiras aulas do curso! Prosseguindo... Mas o que vem a ser de fato a TEORIA DA EMPRESA? Bem, por meio desta teoria, passou-se a priorizar o desenvolvimento da atividade em detrimento do ato de comércio, do objeto em si. Portanto, a teoria da empresa e o Novo Código Civil priorizam a FORMA como é exercida e/ou desenvolvida a atividade empresarial. Deste modo, a teoria da empresa nos revela alguns atributos que devem ser observados para que determinada atividade seja considerada como atividade empresarial. São eles: Prof.º Wangney Ilco 9 de 74

10 2.3 Atributos da teoria da empresa Curso: Direito Empresarial p/ ISS RJ PROFISSIONALISMO: atividade exercida de forma habitual e profissional. ATIVIDADE ECONÔMICA: objetiva o lucro. Esta é característica intrínseca daquele que assume os riscos da atividade econômica. ORGANIZAÇÃO: este é o principal atributo que uma atividade econômica exercida de forma profissional deve possuir para se enquadrar como uma atividade empresarial. Diz respeito à organização dos FATORES DE PRODUÇÃO: capital, mão de obra, matéria-prima e tecnologia. Portanto, além de objetivar o lucro e agir com profissionalismo, a atividade empresarial deve ser organizada. Vejamos algumas distinções entre as duas teorias: Abaixo temos uma importante questão da ESAF abordando de maneira clara a ideia central da Teoria da Empresa em nosso ordenamento jurídico: (ESAF / ADOVOGADO IRB / 2004) A recepção do instituto empresa pelo Código Civil resultará em: a) Retornar a discussão sobre ato de comércio como intermediação na circulação de mercadorias. b) Realçar a ideia de atividade sobre a de ato. c) Incorporar novos ofícios e profissões ao campo do direito mercantil. d) Extremar atividades empresariais e não empresariais. e) Criar novo sistema de análise da atividade econômica. Prof.º Wangney Ilco 10 de 74

11 Comentários Curso: Direito Empresarial p/ ISS RJ a) Esta alternativa menciona o retorno da discussão acerca da teoria dos atos de comércio. Conforme vimos, a teoria dos atos do comércio faz parte do passado. A teoria que rege atualmente a atividade empresarial é a teoria da empresa. Incorreta. b) É a nossa resposta. A forma como a atividade econômica está sendo exercida é o que importa atualmente. Portanto, a atividade econômica em si se sobrepõe à ideia de enumeração das atividades conforme o seu objeto (ato de comércio). c) De certo modo está correta, já que atualmente o D. Comercial PODERÁ abranger outras profissões que não eram regidas pela teoria dos atos de comércio. No entanto, é a forma como a atividade econômica é exercida que prevalece e que vai determinar a sujeição ou não ao regime jurídico comercial. Assim, a alternativa b) prevalece e está mais correta. Pois é, há questões onde devemos assinalar a alternativa mais correta. Fica o alerta!!! d) Incorreta, pois mesmo antes da teoria da empresa já havia a divisão entre as atividades comerciais e as civis. Hoje, melhor seria dizer: atividades empresariais (ou típicas de empresa) e atividades não empresariais. e) Não há lógica em sua afirmativa. Incorreta. 3 A atividade empresarial Pois bem, de forma geral, a atividade empresarial pode ser entendida como um mecanismo que faz circular os fatores de produção: capital, insumo, mão-de-obra e tecnologia, almejando a obtenção de riquezas e o desenvolvimento econômico. Tudo bem? Então, veremos a seguir a relação da atividade empresarial com a empresa, conforme a teoria da empresa. Além disso, veremos que a empresa não se confunde com o conceito de estabelecimento empresarial, nem com o empresário. 3.1 A empresa A Teoria da Empresa, portanto, foi adotada pelo Novo Código Civil de 2002, no entanto, NÃO há um conceito jurídico de empresa. Temos, porém, o conceito econômico, pelo qual a empresa seria a união dos fatores de produção por um indivíduo (o empresário) visando à obtenção de um produto ou a prestação de um serviço. Esta definição é aquela que possuímos e retiramos de nosso cotidiano econômico, através da observação da sociedade e da dinâmica comercial que nos cerca. Prof.º Wangney Ilco 11 de 74

12 Por conta disso, foi criada a teoria dos Perfis de Empresa (Prof. Asquini) para o entendimento do instituto EMPRESA. Esta é a teoria mais aceita e aborda a empresa como fenômeno poliédrico a partir de quatro perfis: Perfil Subjetivo Perfil Funcional Perfil Objetivo ou patrimonial Perfil Corporativo ou institucional A empresa está relacionada ao indivíduo que exerce de forma organizada e profissional uma atividade econômica objetivando a produção ou circulação de bens ou de serviços. O EMPRESÁRIO é o sujeito de direito, pois é ele quem exerce a atividade empresarial. A empresa está relacionada à ATIVIDADE EMPRESARIAL em si, direcionada a um determinado fim produtivo, que é gerar riquezas. A empresa está relacionada ao ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL, considerando os bens patrimoniais da empresa como resultado do fator econômico. A empresa relacionada ao grupo organizacional formado pelo empresário e seus colaboradores. Este perfil está superado, pois não tem correspondência na realidade atual. Deste modo, podemos definir EMPRESA como sendo: A ATIVIDADE econômica ORGANIZADA para a produção ou a circulação de bens ou serviços, exercida de forma PROFISSIONAL pelo EMPRESÁRIO. 3.2 O empresário Como vimos, não há uma definição jurídica de empresa. Com a positivação da teoria da empresa pelo Código Civil de 2002, temos SOMENTE a definição de EMPRESÁRIO, conforme a perfil subjetivo de Asquini. Esta definição é uma das mais importantes no D. Comercial. Vejamos: DEFINIÇÃO DE EMPRESÁRIO Art. 966 do CC. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Prof.º Wangney Ilco 12 de 74

13 Destaca-se que a produção ou circulação de bens ou serviços, representa uma maior amplitude em relação ao campo de incidência da antiga teoria dos atos de comércio. Agora, qualquer atividade poderá ser considerada empresária, desde que possua as demais características e requisitos da Teoria da Empresa. Desta forma, consegue-se definir empresário - a pessoa (física ou jurídica) que exerce a atividade típica de empresa. Assim, temos a seguinte esquematização: Então, até o momento podemos distinguir perfeitamente os seguintes conceitos: EMPRESA EMPRESÁRIO ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL Atividade Empresarial Sujeito que exerce a atividade Complexo de bens 3.3 As exceções à teoria da empresa Então meus amigos, a regra geral para a caracterização da atividade econômica como empresarial é dada acima, nos termos do art. 966 do CC visto no tópico anterior. Porém, a esta regra temos as seguintes exceções: Prof.º Wangney Ilco 13 de 74

14 PROFISSIONAL LIBERAL Natureza científica, artística ou literária não é empresário. EXCETO SE a organização dos fatores de produção for mais importante que a atividade pessoal desenvolvida (Aí constitui Elemento de empresa) único, art. 966, CC Considera-se empresário Exceções à Teoria da Empresa Art. 971 e 984, CC ATIVIDADE RURAL O indivíduo (ou sociedade) tem a OPÇÃO de ser empresário único, art. 982, CC SOCIEDADES COOPERATIVAS São sempre sociedades simples. Independente da forma com que a atividade é exercida Em suma, a cooperativa jamais poderá ser considerada uma atividade empresarial; o profissional liberal (intelectual) em regra não exerce a atividade empresarial (só se constituir elemento de empresa). Então, estas são consideradas atividades econômicas civis, ok? Mas o que significa elemento de empresa? Essa expressão deve ser compreendida sob um enfoque econômico, pelo qual as atividades (intelectual, de natureza científica, literária ou artística) são exercidas observando a organização dos fatores de produção: Capital, Mão-de-obra, Insumos (ou matéria-prima) e Tecnologia. Assim, essa estrutura de produção deve ser exercida de forma organizada e profissional, para que seja considerada como uma atividade empresarial. Observação: A sociedade pode ser empresária ou simples; a sociedade simples, obviamente, não exerce a atividade empresarial. No mais, a sociedade será tema de aula futura, ok? 3.4 Empresário Individual Como vimos, o titular da atividade econômica é o empresário. O empresário é o sujeito de direito, apto a adquirir direitos e contrair obrigações, podendo ser tanto uma pessoa física na condição de Prof.º Wangney Ilco 14 de 74

15 empresário individual, quanto uma pessoa jurídica na condição de sociedade empresária. Em termos gerais a atividade empresarial é exercida conforme a esquematização acima. Assim, o empresário individual é uma pessoa física que exerce a atividade empresarial, que na prática, compreende atividades econômicas de pouco capital/investimentos: artesanatos, mercearias, padarias, etc. Inclusive, PODERÁ se enquadrar como Microempresa (ME), Empresa de Pequeno Porte (EPP) e Microempreendedor Individual (MEI). Ainda, PODE optar pela nova forma Empresa Individual de Responsabilidade Limitada EIRELI. Porém, o ponto mais importante acerca do EMPRESÁRIO INDIVIDUAL é com relação a sua responsabilidade pelas obrigações e dívidas decorrentes da sua atividade. Deste modo, a RESPONSABILIDADE do empresário individual é ILIMITADA e DIRETA, pois ele NÃO possui personalidade jurídica e, por consequência, os BENS da pessoa física e do empresário individual são os MESMOS, se confundem. Neste caso, ele responde com seus próprios bens (ilimitadamente) para saldar as dívidas surgidas no curso da atividade empresarial. Observação: Apesar de não possuir personalidade jurídica, o empresário individual é obrigado a se registrar no Registro Público das Empresas Mercantis (RPEM) e ao uso da inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas). 3.5 Sociedade empresária Quando à SOCIEDADE EMPRESÁRIA, ela é formada por um grupo de pessoas (sócios) que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de atividade típica de empresa e a partilha, entre si, dos resultados (art. 981 e 982, CC). Este é o conceito de sociedade empresária e, no momento, é o que basta sabermos para prosseguirmos com a matéria. Na próxima aula estudaremos com mais detalhes as sociedades, ok? Prof.º Wangney Ilco 15 de 74

16 3.6 Requisitos e impedimentos para o exercício da atividade empresarial Bem, os primeiros requisitos para o exercício da atividade empresarial são aqueles que a caracterizam como tal, e que já comentamos na Teoria da Empresa. Relembremos: Tendo em vista a teoria da empresa, considera-se empresário aquele que: COM Profissionalismo habitualidade no exercício da atividade econômica; EXERCE A Atividade econômica objetivo de auferir lucros; DE FORMA Organizada principal requisito. Organização dos fatores de produção; PARA A Produção ou a circulação de bens ou de serviços objetivo de satisfazer as necessidades do mercado exercendo qualquer tipo de atividade econômica. Além desses requisitos que devem ser cumpridos para caracterizar o empresário e a atividade empresária, ainda devem ser observados os casos de capacidade e impedimento, nos termos do art. 972, do CC. Art. 972 do CC. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos Capacidade Civil do Empresário Individual O empresário individual necessita estar CIVILMENTE CAPAZ para exercer a atividade empresarial. Esta capacidade civil é exatamente aquela prevista no Direito Civil: artigos 3º e 4º do CC (apesar de saber que o caro leitor (a) possui a lei seca ao seu lado enquanto estuda este curso, no intuito de facilitar e relembrar a disciplina civil, apresento a seguinte esquematização): Absolutamente Incapaz x Relativamente Incapaz Absolutamente Incapaz Relativamente Incapaz Idade Menor de 16 anos 16 a 18 anos Discernimento Não tem (enfermidade ou deficiência metal) Reduzido (deficiência mental) Pessoas Não puderem exprimir sua vontade (mesmo que por causa transitória). Ébrios habituais, viciados em tóxicos, pródigos, excepcionais sem desenvolvimento mental completo. Prof.º Wangney Ilco 16 de 74

17 No entanto, a esta necessidade de plenitude na capacidade civil para o exercício da atividade empresarial, temos duas situações de exceções, conforme esquema abaixo: Empresário Individual Regra Deve ter capacidade civil Mediante Autorização Judicial após análise das circunstâncias e riscos EXCEÇÕES 1ª-Em favor do incapaz no caso de sucessão da empresa por causa mortis. INCAPAZ representado ou assistido 2ª-Pela incapacidade superveniente do empresário. Pessoal, percebam que há sempre um fato novo que culmina no exercício da atividade empresarial por agente incapaz. Isso quer dizer que o incapaz NÃO poderá iniciar ou constituir uma empresa como empresário individual; nos casos acima ocorre a continuidade da atividade empresarial já exercida. Assim, o Código Civil observa o princípio da preservação da atividade típica de empresa incentivando o desenvolvimento e continuidade da atividade econômica. Ressalta-se que os bens particulares (aqueles estranhos à empresa) que o incapaz possuía quando ainda era capaz ou antes da sucessão NÃO estão sujeitos ao resultado da empresa, ou seja, não respondem pelas obrigações oriundas da atividade empresarial. Portanto, acerca desses bens, ocorre a separação patrimonial entre os bens da empresa e os bens do empresário individual (incapaz) Capacidade Civil do sócio de sociedade empresária Bem, e quanto à capacidade civil daquele que é sócio de sociedade empresária? Como proceder? Tratando deste tema, em 2011 foi publicada a Lei nº /2011 que acrescentou o 3º ao Art. 974 do Código Civil. Vejamos os pressupostos que devem ser atendidos CUMULATIVAMENTE para a pessoa incapaz ser sócio da sociedade empresária: Prof.º Wangney Ilco 17 de 74

18 O sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; O capital social deve estar totalmente integralizado; O sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais. Atendidos os pressupostos REGISTRAR o contrato e suas alterações na JUNTA COMERCIAL Por fim, vale ressaltar, ainda, que a prova de emancipação do menor e a autorização do incapaz devem ser registradas no Registro Público das Empresas Mercantis (Junta Comercial) Impedimentos: empresário individual Bem, pessoal, o empresário individual além de ter que possuir o pleno gozo da capacidade civil, precisa não estar legalmente impedido para exercer a atividade empresarial, ou seja, embora o indivíduo seja civilmente capaz, a lei poderá impedi-lo. Assim, por exemplo, está impedido legalmente o servidor público federal (Art. 117, X, lei 8.112/90), o militar (Art. 29, lei 6.880/93), membro do ministério público (Art. 44, III, lei 8.625/1993), etc. Portanto, o impedimento legal para o exercício da atividade empresária é consignado em leis específicas, beleza? Outra coisa: o impedimento legal é com relação ao empresário individual, ou seja, nada impede que um servidor público federal, por exemplo, seja acionista ou quotista de uma sociedade, desde que não participe de sua administração. Porém, alguém poderia perguntar: Professor, e se o impedido resolver exercer a atividade empresária? Os atos por ele praticados são nulos? Neste caso, o indivíduo não poderá se valer do impedimento para se livrar de obrigações assumidas na condição de empresário, respondendo por elas (art. 973 do CC). Perfeito? Isso é tema de questões de prova!!! Prof.º Wangney Ilco 18 de 74

19 SÓ PARA RECORDAR: Então, vimos que temos as seguintes condições para o exercício da atividade empresarial: - Capacidade civil: deve estar em pleno gozo (arts. 3º, 4º e 5º do CC). Exceções: incapacidade superveniente e sucessão da empresa (causa mortis). - Sem impedimentos legais: possui capacidade civil e não é proibido legalmente. Vejamos como este tema foi cobrado em prova! (FCC / Promotor de Justiça-MPE-CE / 2009) Em relação ao empresário, é INCORRETO afirmar que: a) se a pessoa legalmente impedida de exercer atividade empresarial assim agir, responderá pelas obrigações contraídas. b) de sua definição legal, destacam-se as noções de profissionalismo, atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens ou serviços. c) a profissão intelectual, de natureza científica ou artística pode ser considerada empresarial, se seu exercício constituir elemento de empresa. d) a atividade empresarial pode ser exercida pelos que estiverem em pleno gozo da capacidade civil, não sendo impedidos legalmente. e) ainda que representado ou assistido, não pode o incapaz continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor da herança. Comentários O enunciado pede para assinalar a alternativa incorreta em relação ao empresário. Analisemos cada uma delas. a) Correta. Conforme o art. 973, CC, descumprindo a proibição de exercer a atividade empresarial, o impedido responderá pelas obrigações contraídas. b) Correta. Alternativa menciona as características do titular da atividade empresária: profissionalismo, atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens ou serviços. c) Correta. A profissão intelectual, de natureza científica ou artística PODE ser considerada empresarial, DESDE QUE o seu exercício caracterize elemento de empresa. Esta é uma das exceções à teoria da empresa (art. 967, único). d) Correta. É exatamente o que exige o art. 972 que vimos acima: CAPACIDADE CIVIL e SEM IMPEDIMENTOS LEGAIS. Prof.º Wangney Ilco 19 de 74

20 e) Incorreta. Nossa resposta. A alternativa vai de encontro ao preconizado no art. 974 do CC, o qual permite ao incapaz continuar a empresa por meio de representante ou devidamente assistido. Está incorreta em função da palavra NÃO. 3.7 Empresário Casado O Código Civil também traz algumas considerações acerca do empresário casado. Vamos lá? Obs.: Os cônjuges, separadamente, podem contratar sociedade com terceiros, independente do regime de casamento. Ainda sobre o empresário casado, ele pode alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real (limitação de fruição e disposição do bem), sem necessidade de outorga do outro cônjuge, independente do regime do casamento. Esta regra reflete a preocupação do legislador em privilegiar a atividade empresarial diante de possível confusão patrimonial entre os bens particulares do empresário e da pessoa jurídica. 3- Prepostos Imagine que ficar sozinho a frente de uma atividade empresarial não é uma tarefa fácil. Portanto, os prepostos são as pessoas que auxiliam o empresário no exercício da atividade empresária. Podem ser profissionais com vínculo empregatício ou profissionais autônomos. Quando há vínculo empregatício, o empresário é conhecido como preponente. Portanto, o empresário é chamado de preponente e é RESPONSÁVEL pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito. (art ). No entanto, se os atos forem praticados fora do estabelecimento, o preponente fica obrigado somente até o limite dos poderes que foram conferidos por escrito ao preposto. E qual é a responsabilidade do preposto? Prof.º Wangney Ilco 20 de 74

21 Logo, a responsabilidade do preposto é SUBJETIVA, visto a necessidade de se demonstrar culpa ou dolo. Beleza? Ainda com relação às funções do preposto (art e 1.170, CC): Obs.: Pessoal, podemos conceber que os tipos acima de autorização são sinônimos (escrita e expressa). Afinal, uma autorização expressa normalmente deve ser escrita, certo? Não podemos aceitar algo do tipo: o preponente dar uma autorização expressa, mas verbal, para o preposto fazer concorrência com ele. Não seria viável, certo? Entendo que neste caso a autorização deve ser expressa e escrita. Pois bem, no entanto, para fins de prova, e sabemos que as bancas cobram muitas vezes a literalidade da lei, devemos ficar com essa relação literal acima, ok? 4.1 O Gerente O gerente pode ser considerado o preposto mais importante no exercício da empresa. Ele é o preposto permanente no exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou agência (art ). Abaixo, Prof.º Wangney Ilco 21 de 74

22 vejamos a seguinte esquematização sobre os poderes do gerente e sua relação com o preponente: *Na falta de disposição diversa: DOIS ou MAIS Gerentes seus PODERES são SOLIDÁRIOS 4.2 O Contabilista Bem, o empresário e a sociedade empresária estão obrigados por lei a manter e a seguir um sistema de contabilidade, ou seja, devem escriturar em livros suas atividades comerciais. Portanto, é necessário ter um profissional responsável por escriturar os livros do empresário e da sociedade empresária: Contador ou Contabilista. Assim, nos termos do art do CC, a escrituração ficará sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, SALVO se nenhum houver na localidade. Logo, outro preposto poderá ser o responsável pelos assentos lançados nos livros ou fichas do preponente. Por fim, importa destacar que a escrituração realizada pelo contabilista ou outro preposto tem os mesmos efeitos se fosse realizada pelo preponente (empresário), desde que tenha feito de boa-fé a escrituração. Vamos ver uma questão sobre esse tema! (ESAF/ Auditor Fiscal do trabalho / 2010) Sobre a disciplina dos prepostos no Livro do Direito de Empresa do Código Civil, assinale a opção incorreta. a) Considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados, mesmo quando a lei exigir poderes especiais. b) Em regra, considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto, encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto. Prof.º Wangney Ilco 22 de 74

23 c) O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da preposição, sob pena de responder, pessoalmente, pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele contraídas. d) O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas obrigações resultantes do exercício da sua função. e) Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes. Comentários O enunciado da questão pede para assinalar a alternativa incorreta. A letra a), de cara é a nossa resposta, pois evidentemente se a lei exigir poderes especiais, o gerente não poderá praticar certos atos. Tratamos desta ressalva em nossa esquematização e está expressa no art As demais alternativas estão literais aos artigos 1171, 1169, 1176 e 1173, respectivamente. Beleza? 5 - Registro da atividade empresarial Pessoal, neste tópico trataremos da regular inscrição da atividade empresarial perante os órgãos públicos, ok? O registro e a correta escrituração da atividade empresarial a caracterizam como regular perante a lei, beleza? Pois bem, então pergunto: Onde se dá o registro da atividade empresarial? O registro da atividade empresarial, independentemente do seu objeto, ocorre no chamado Registro Público de Empresas Mercantis (sigla RPEM), regulado pela Lei nº 8.934/94. O RPEM atua em todo o território nacional por meio do Sistema Nacional de Registro de Empresas Mercantis (SINREM), composto da seguinte maneira: Prof.º Wangney Ilco 23 de 74

24 Portanto, pessoal, devemos ter em mente que por meio do RPEM é conferida garantia, publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos das empresas nacionais e estrangeiras, além de efetuar a matrícula (e cancelamento) dos seus agentes auxiliares (prepostos). *NOTA: A estrutura acima é dada pela Lei nº 8.934/94. Acontece que o Decreto nº 8.001/13 extinguiu o DNRC, que havia sido criado pela lei nº 4.048/61, ou seja, um decreto extinguiu um órgão criado por lei (?????? ver o art. 84, VI, a, da CF). As funções do DNRC agora são da competência do Departamento de Registro Empresarial e Integração DREI. Ainda, o DREI é órgão que pertence à estrutura da recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa SMPE. Então, as instruções normativas que veremos acerca dos atos de registro foram emitidas pela DREI as instruções do DNRC foram revogadas. 5.1 Registro do empresário Deste modo, a INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO no Registro Público de Empresas Mercantis de sua sede é OBRIGATÓRIA, antes do início de sua atividade (art. 967, CC). Tal ato de inscrição no RPEM apesar de ser obrigatório não é constitutivo da condição de empresário ou sociedade empresária. A inscrição determinada pelo art. 967 do CC é DECLARATÓRIA, resultando na REGULARIDADE da condição de empresário, passando a estar regular perante a lei e apto a adquirir direitos e a contrair obrigações. Como exemplo, poderá se valer do benefício da recuperação judicial por estar regular. Isto significa dizer que inscrição no RPEM não dá a qualidade de empresário, mas sim a sua regularidade. Assim, determinada atividade poderá possuir todas as características e atributos de empresa, mas não estar inscrita no RPEM; logo estará irregular. Beleza? Vejamos o teor dos enunciados da Jornada de Direito Civil realizada pelo Conselho Federal da Justiça (CFJ) que tratam deste tema: Prof.º Wangney Ilco 24 de 74

25 Enunciado 198 Art. 967: A inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para a sua caracterização, admitindo-se o exercício da empresa sem tal providência. O empresário irregular reúne os requisitos do art. 966, sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação comercial, salvo naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de expressa disposição em contrário. Enunciado 199 Art. 967: A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito delineador de sua regularidade, e não de sua caracterização. Enunciados esclarecedores, certo?! Vamos seguir em frente com uma questãozinha? (FGV / Procurador-TCM-RJ / 2008) De acordo com o Código Civil, assinale a assertiva correta. a) Não é considerada empresária a pessoa física ou jurídica que inicia sua atividade sem a inscrição prévia perante o Registro Público de Empresas Mercantis, a cargo da Junta Comercial. Comentários Embora, o art. 967 do CC determine a obrigatoriedade da inscrição do empresário antes de iniciar suas atividades, o fato de que não houve a inscrição prévia no RPEM, não descaracteriza a pessoa física ou jurídica como empresária, assim como a inscrição prévia não significa que seja empresário, já que o registro dos atos constitutivos no registro próprio é declaratório e não constitutivo, como já vimos. Incorreta. Então, pergunto: como deve ser feita a inscrição do empresário? Qual o procedimento? Bem, a inscrição se dá através de requerimento contendo (art. 968): 1) O seu NOME, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o regime de bens; 2) A FIRMA, com a respectiva assinatura autografa (pode ser substituída por assinatura autenticada com certificação digital ou equivalente); 3) O CAPITAL; 4) O OBJETO e a SEDE da empresa. Prof.º Wangney Ilco 25 de 74

26 Obs.: Atenção ao item 2 acima, pois é mudança recente no CC (Lei Complementar nº 147/14), bem suscetível de ser cobrado. Ressalto, ainda, que a microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP) estão dispensadas do uso da firma, como forma de facilitar o início de seu funcionamento. Pois bem, à margem da inscrição dos atos constitutivos da empresa, deve ser averbada qualquer alteração relacionada às informações nela constantes. Por exemplo, no caso de constituição de estabelecimento secundário (sucursal, filial ou agência), o empresário deve averbar esta modificação no RPEM da sede da empresa. 5.2 Registro da Sociedade Empresária Como veremos mais adiante neste curso, a sociedade divide-se em dois grandes grupos conforme exerçam ou não a atividade empresarial SOCIEDADE EMPRESÁRIA e SOCIEDADE SIMPLES. Pois bem, por definição, a sociedade é uma pessoa jurídica de direito privado que adquire personalidade jurídica com a inscrição dos seus atos constitutivos no registro próprio. É neste momento que se dá o nascimento da sociedade. Assim, os dois grupos de sociedades seguem a seguinte esquematização em relação aos seus registros: Portanto, o nascimento das sociedades (e demais pessos jurídicas de direito privado) significa o início de sua existência legal. Então, tal como ocorre para o empresário, a inscrição dos atos constitutivos da sociedade no registro próprio (RPEM ou RCPJ) confere a REGULARIDADE à sociedade, na forma da lei. Mais ainda: a sociedade adquire personalidade jurídica e poderá exercer a sua atividade econômica de forma plena e regular. Então, vejamos uma questão sobre esse tema! (FGV / ICMS RJ /2008) Assinale a afirmativa incorreta. Prof.º Wangney Ilco 26 de 74

27 a) Os atos constitutivos da sociedade são sempre arquivados na Junta Comercial. Comentários Muito cuidado com a palavra sempre. Como vimos, são arquivados na Junta Comercial os atos constitutivos das sociedades empresárias (art. 967 e 1.150). Os atos constitutivos das sociedades simples são arquivados no Registro Civil das Pessoas Jurídicas (art. 998). Art O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. Bem, na próxima aula trataremos da constituição e do contrato social da sociedade, ok? No mais, importa dizer, neste momento, que um rito formal deve ser observado pelas sociedades na sua constituição, bem como pelo empresário (art ), conforme a seguinte esquematização: 30 dias Regularidade Lavratura (assinatura) dos atos constitutivos Averbação pelo registro Prazo final para levar os atos ao registro Registro dos atos constitutivos Assim, o empresário e a sociedade (simples ou empresária) devem apresentar os documentos necessários ao registro no prazo de 30 (trinta) dias contados da lavratura dos atos. No caso de omissão ou demora, o sócio ou qualquer interessado poderá ir ao RPEM/RCPJ e efetuar o registro dos atos constitutivos, respondendo por perdas e danos aqueles obrigados a requerer o registro. Destaca-se que no caso do registro ocorrer além do prazo de 30 (trinta) dias, ele só produzirá os efeitos próprios (regularidade) após a concessão ou averbação pelo RPEM/RCPJ. 5.3 Registro da atividade rural Ressalta-se, por fim, o caso da ATIVIDADE RURAL. Já mencionamos que aquele que exerce a atividade rural seria uma exceção à teoria da empresa. Recordam? Bem, esta exceção deve-se ao fato de que é opcional Prof.º Wangney Ilco 27 de 74

28 para aquele que exerce a atividade rural se sujeitar às regras próprias de quem é empresário. Vejamos como pode ser a inscrição da atividade rural: O mesmo serve para a sociedade que tenha por objeto o exercício da atividade própria de empresário rural: PODERÁ requerer inscrição no RPEM, sujeitando-se às regras da sociedade empresária. Em relação ainda ao empresário rural e sua inscrição, está previsto no CC que a lei assegurará TRATAMENTO FAVORECIDO, DIFERENCIADO E SIMPLIFICADO ao empresário rural. O mesmo ocorre para pequeno empresário (art. 970). 6 Livros Comerciais escrituração No exercício de sua atividade, o empresário e a sociedade DEVEM seguir a correta escrituração dos seus livros e assim manter a sua atividade REGULAR, sendo aplicada ainda às suas sucursais, filiais ou agências, com SEDE no estrangeiro. Assim, podemos concluir que a escrituração constitui a prova do exercício regular da atividade empresarial, ok? Isto porque, os livros comerciais provam contra e a favor da empresa que os elaborar. É o que prevê os arts. 378 e 379 do Código de Processo Civil (CPC). Ou seja, de fato, a escrituração constitui prova do exercício regular da empresa. Vejamos as disposições do CPC: Art. 378 do CPC. Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. Art. 379 do CPC. Os livros comerciais, que preencham os requisitos exigidos por lei, provam também a favor do seu autor no litígio entre comerciantes. Logo, devemos notar que os livros comerciais têm força probante relativa, já que eles admitem prova em contrário. Assim, os livros comerciais fazem prova a favor e contra o seu titular, sendo lícito a demonstração por todos os meios admitidos em direito de que os lançamentos não correspondem às verdades dos fatos. Portanto, a escrituração serve para provar a existência das operações, bem como para que os sócios e o empresário verifiquem e avaliem os efeitos econômicos da ação administrativa da empresa. No entanto, o PEQUENO EMPRESÁRIO ESTÁ DISPENSADO de manter um sistema de contabilidade Prof.º Wangney Ilco 28 de 74

29 completo (Art , 2º, CC). As suas obrigações são simplificadas, mas existentes (escrituração). Pois bem, em síntese, verificamos as seguintes regras e obrigações do empresário e da sociedade empresária em relação à escrituração dos livros comerciais com base no que diz o Código Civil: Pequeno empresário - DISPENSADO Podemos ainda considerar que além de caracterizar a regularidade da atividade empresarial, a escrituração possui três outras funções: Gerencial, Documental e Fiscal. Pela função gerencial, a escrituração serve de auxílio à tomada de decisões administrativas, financeiras e comerciais. Já pela função documental, ela serve de base para informações do interesse de terceiros (sócios, investidores, bancos credores). E por fim, pela função fiscal a escrituração serve para a fiscalização do cumprimento de obrigações legais (natureza fiscal). No mais, há consequências para a falta de escrituração dos livros comerciais, como crime falimentar (art. 178, Lei /05) e a não obtenção do benefício da recuperação judicial (art. 51, Lei /05). Vejamos, então, como este tema foi cobrado em prova! (ESAF / Auditor Fiscal-RN / 2005) A obrigação de manter a escrituração das operações comerciais seja em livros seja de forma mecanizada, em fichas ou arquivos eletrônicos: a) serve para que, periodicamente, se apure a variação patrimonial. b) permite que se apure o cumprimento das obrigações e sua regularidade. c) serve para preservar informações de interesse dos sócios das sociedades empresárias. d) constitui prova do exercício regular de atividade empresária. Prof.º Wangney Ilco 29 de 74

30 e) facilita a organização de balancetes mensais para prestação de contas aos sócios. Comentários Notemos que as alternativas a), b), c) e e), denotam uma concepção relacionada às funções gerencial, documental e fiscal, que vimos mais acima. Porém, de todas elas, a única alternativa que representa de regularidade da atividade empresarial relacionada à escrituração dos livros comerciais é a letra d). De fato, a escrituração constitui a prova do exercício regular da atividade empresarial, vide arts. 378 e 379 do CPC. Portanto, vale lembrar que, em suma, a atividade empresarial estará regular perante a lei nessas condições: registrar-se na Junta Comercial, manter escrituração regular de seus negócios e levantar demonstrações contábeis periódicas. Bem, outra obrigação importante e que costuma ser cobrado em prova é aquela que se refere ao livro Diário. Vejamos: (FGV / ICMS-RJ / 2010) Com relação aos livros comerciais, desconsiderando a categoria dos micro-empresários e empresários de pequeno porte, o livro Diário, ou os instrumentos contábeis que legalmente o substituem (as fichas de lançamentos e o livro Balancetes Diários e Balanços ), é o único livro de escrituração obrigatória para todos os empresários. Comentários Conforme preconizado no art do CC, o único livro obrigatório para todos os empresários é o Diário. Art Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica. Art O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. Prof.º Wangney Ilco 30 de 74

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