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1 $ERUGDJHPGHJrQHURHJHUDomR Sabendo que nos projetos de desenvolvimento articulam-se as relações entre: os seres humanos a tecnologia, e os recursos naturais e o meio ambiente, A abordagem de gênero e de geração no planejamento do desenvolvimento sustentável do Pólo procura: registrar e entender os papéis específicos e relações entre homens e mulheres, crianças, adultos e idosos nas atividades produtivas (que estão relacionadas com o trabalho - remunerado ou não - destinado à produção de bens ou serviços para consumo familiar e/ou comercialização), reprodutivas (aquelas relacionadas com o sustento e cuidados com a casa e com membros da família) e comunitárias 7HPDVIXQGDPHQWDLV $ GLYLVmRGRWUDEDOKR $FHVVRHFRQWUROHGRVUHFXUVRVHEHQHItFLRV 3DUWLFLSDomRQRSURFHVVRGHWRPDGDGHGHFLV}HV reconhecer que todos os membros do agregado familiar estão empenhados na manutenção da família; trabalhar em prol da igualdade de oportunidades no desenvolvimento, tanto no âmbito da família como da comunidade. 11

2 m 0pWRGR 6RFLDOPHQWH DSURSULDGR A etodologia de planejamento do desenvolvimento sustentável do Pólo deve ser capaz de estabelecer entre a assessoria técnica e a família uma relação dialógica que permita a esta fazer o seu Plano de Uso. São predicados dessa metodologia: o envolvimento dos produtores e produtoras familiares, aumentando sua capacidade de atuar localmente; o aprendizado da população local; a limitação da quantidade de informação trabalhada, do tempo e do custo necessários; a adoção de diferentes pontos de vista (dos produtores e produtoras familiares e dos assessores técnicos); a adoção de um enfoque menos formal; o contato direto com as condições de vida local, os problemas, as práticas produtivas, as pessoas, as relações... 7pFQLFR 3URGXWRU 12

3 3DFWRVRFLDO O 3'63± 3ODQRGH'HVHQYROYLPHQWR6XVWHQWiYHOGR3yOR deve ser o produto de um consenso possível, em um determinado momento, entre atores do desenvolvimento local (governos e sociedade civil). Esses atores disputam e negociam, no seu dia-a-dia, propostas e soluções orientadas por paradigmas e modelos de desenvolvimento diferenciadas. A sustentabilidade adquire valores e interpretações as mais variadas. A tradução prática de sustentabilidade da produção familiar pode ser entendida, e defendida, de maneira muito diferente por uma liderança sindical e por um gerente de banco, mesmo que ambos se apóiem, no discurso, na defesa do desenvolvimento sustentável. Um bom exemplo é o nível e forma de mecanização da agricultura que pode ser proposta de maneira distinta entre, de um lado, quem preconiza o desenvolvimento segundo o modelo da revolução verde (trator + agroquímicos = monoculturas para o mercado) da agricultura convencional e, de outro, os precursores da permacultura, para ficarmos em um dos exemplos de propostas alternativas existentes na prática de várias experiências de grupos de agricultores e de pesquisadores na Amazônia. O SURDPELHQWH procura contribuir para a consolidação de propostas de desenvolvimento sustentável para as particularidades da produção familiar e dos ecossistemas dos biomas brasileiros. Essas propostas devem guardar coerência com as diretrizes sócioambientais consolidadas nos 3DGU}HVGH&HUWLILFDomR, firmando compromissos do conjunto de famílias e atores sociais integrantes do Pólo com os 6 serviços ambientais: 5HGXomRGRGHVPDWDPHQWRRXGHVPDWDPHQWRHYLWDGR $EVRUomRGR&DUERQR$WPRVIpULFRRXVHTXHVWURGHFDUERQR 5HFXSHUDomRGDVIXQo}HVKLGUROyJLFDVGRVHFRVVLVWHPDVRXFRQVHUYDomR GD ijxd &RQVHUYDomRGH6ROR &RQVHUYDomRHSUHVHUYDomRGDELRGLYHUVLGDGH 5HGXomRGD LQIODPDELOLGDGH GDSDLVDJHPRXGRULVFRGHIRJR 13

4 Não obstante, muitos dos agentes do desenvolvimento nos Pólos Pioneiros não somente se distanciam dos consensos já construídos no PROAMBIENTE como até mesmo se contrapõem. O PDSP, nesse sentido, deve ser entendido como um pacto entre aliados (que comungam determinados caminhos para o desenvolvimento sustentável) mas também entre aqueles que possuem propostas discordantes sobre os meios mas compartilham o modelo de desenvolvimento sustentável. O PDSP deve ser o referencial estratégico do Pólo Pioneiro. Deve ser, também, um instrumento de aglutinação política dos diferentes atores sociais e de articulação dos agentes públicos atuantes na região em torno do desenvolvimento sustentável da produção familiar. 14

5 'LUHWUL]HV VyFLR DPELHQWDLV 5HGXomR GR GHVPDWDPHQWR $EVRUomR GR &DUERQR $WPRVIpULFR &RQVHUYDomR GD ijxd &RQVHUYDomR GH 6ROR &RQVHUYDomR GD ELRGLYHUVLGDGH 5HGXomR GR ULVFR GH IRJR 3DGU}HV GH FHUWLILFDomR PRINCÍPIOS CRITÉRIOS INDICADORES /(,6 /(,6 5(/$d (6 5(/$d (6 62&,$,6 62&,$,6 6(59,d26 6(59,d26 $0%,(17$,6 $0%,(17$,6 3ODQR GH 'HVHQYROYLPHQWR 6XVWHQWiYHO GR 3yOR 7(55$ ( 7(55$ ( 5(& 1$7 5(& 1$7 '(6(192/9 '(6(192/9 '2 3Ð/2 '2 3Ð/2 CRÉDITO, EXTENSÃO, PESQUISA, MERCADO, TRANSPORTE, ASSOCIATIVISMO, SAÚDE, EDUCAÇÃO %(1()Ì&,26 %(1()Ì&,26 (&21Ñ0,&26 (&21Ñ0,&26 87,/,=$d 2 87,/,=$d 2 '$ 83) '$ 83) UNIDADES FAMILIARES, AGROINDÚSTRIA 81,'$'( '( 352'8d ,67(0$ 6,67(0$ 6,67(0$6 6Ï&,2 6,67 $57(6$1$,6 '( (&21Ð0,&2352'8d 2 3ODQR GH 8VR GD 83) $*52(&266,67(0$6 15

6 )DVHVGRSODQHMDPHQWRGRGHVHQYROYLPHQWR VXVWHQWiYHOGR3yOR &,&/2'(3/$1(-$0(172 3Ï6(175(*$ 02%,/,=$d 2( 25,(17$d 2 7e50,12 (175(*$,'(17,),&$d 2 021,725,$( $9$/,$d 2 3/$1(-$0(172 5(3/$1(-$0(172 (;(&8d 2 25*$1,=$d 2 16

7 0RELOL]DomRHRULHQWD mrhrulhqwdomr A constituição de um ambiente institucional propício ao planejamento municipal participativo envolve: a SDFWXDomR entre pessoas, grupos políticos e instituições da esfera pública e da sociedade civil. Um acordo político prévio aberto para a constituição de parcerias e políticas multilaterais com o controle social das populações a serem beneficiadas; um modelo consensualizado de GLUHWUL]HV SDUD R GHVHQYROYLPHQWR LQVWUXPHQWRV LQVWLWXFLRQDLV para a gestão participativa (CONGEP e PDSP normatizados, etc);,ghqwlilfdomr Consiste em fazer uma análise da situação, identificando como está organizada e como funciona o sistema objeto do estudo, seus potenciais e estrangulamentos. Nesta fase é produzido um Diagnóstico; 3ODQHMDPHQWR Efetua-se uma análise minuciosa das instituições e grupos envolvidos no Plano Municipal de Desenvolvimento Rural, da problemática da produção familiar do município e dos objetivos e alternativas de desenvolvimento que revertam aquele quadro. Com base nessa análise, é elaborada uma Matriz de Planejamento constando a estratégia de ação, pressupostos e indicadores de resultados com suas fontes, bem como um Plano Operacional das atividades e recursos a serem disponibilizados; 2UJDQL]DomR Definido o Plano, de forma participativa, tem-se que fazer a gestão junto as instituições, apresentando o plano e propostas de projetos e orçamentos para serem aceitos e incorporados pelos financiadores e órgãos envolvidos na implementação. A configuração de um Organograma e convênios consolidam o planejamento da gestão e a intenção de cooperação interinstitucional; 17

8 ([HFXomR É a implementação do Plano através da mobilização dos meios previstos nos acordos de financiamento, Planos Operativos Anuais e Leis Orçamentárias, tendo em vista alcançar os resultados e o objetivo específico do Plano; 0RQLWRULDHDYDOLDomR Implica no acompanhamento do que está especificado na Matriz de Planejamento, nos Planos de Recursos e nos Planos de Atividades visando fazer os ajustes que forem necessários para garantir o êxito do plano. A análise dos resultados e efeitos (impacto) do plano durante ou após a sua execução é importante para a sua reorientação e/ou à formulação de recomendações para a orientação de projetos semelhantes no futuro. Em acordos institucionais que prevêem várias fases de execução do projeto, o início de uma nova fase dependerá, em princípio, dos resultados da avaliação da fase precedente; ([ mr([srvw Ao fim do Plano, espera-se que seus objetivos tenham sido alcançados, que seus efeitos tenham uma perspectiva sustentável e os efeitos colaterais sejam reduzidos. Instrumentos de avaliação participativa e espaços democráticos precisam ser construídos ou desenvolvidos; GHLPSDFWR Mais além, as expectativas de sustentabilidade devem se concretizar com a estabilização dos efeitos do plano. Um sistema de monitoramento participativo de indicadores construído com as comunidades e agentes locais pode oferecer uma visão sobre as mudanças desejáveis e efeitos colaterais advindos da execução do plano. 18

9 2 Planejamento de oficinas 19

10 20 2ILFLQD 2ILFLQD /XJDURQGHVHH[HUFHXPRItFLRGHYHULQFXPErQFLDPLVVmR /XJDURQGHVHYHULILFDPJUDQGHVWUDQVIRUPDo}HV $XUpOLR,GHQWLILFDomR,GHQWLILFDomR 3DUWLFLSDomR 3DUWLFLSDomR &RPXQLFDom R &RPXQLFDom R 7RPDGDGH GHFLVmR 7RPDGDGH GHFLVmR 3ODQHMDPHQWR 3ODQHMDPHQWR 5HDOL]DomR 5HDOL]DomR GR SURFHVVR GR SURFHVVR 7HPD 7HPD 5HODWyULR 5HODWyULR ILQDO ILQDO $MXVWHV $MXVWHV 1HFHVVLG DGHV H SUREOHPD V 1HFHVVLG DGHV H SUREOHPD V (QYROYLGR V (QYROYLGR V,QIUD HVWUXWXUD H PDWHULDLV,QIUD HVWUXWXUD H PDWHULDLV 5RWHLUR 5RWHLUR /RFDO SHUtRGR /RFDO SHUtRGR 0pWRGR GH WUDEDOKR 0pWRGR GH WUDEDOKR $VVXQWR $VVXQWR 2EMHWLYRV 2EMHWLYRV 3DUWLFLSDQWHV 3DUWLFLSDQWHV 'RFXPHQ WDomR 'RFXPHQ WDomR ([HFXomR GR SURMHWR ([HFXomR GR SURMHWR )XQo}HV )XQo}HV &RQYLWHV &RQYLWHV,QIUD HVWUXWXUD H ORJtVWLFD,QIUD HVWUXWXUD H ORJtVWLFD 2FRQFHLWRGHRILFLQD 2FRQFHLWRGHRILFLQD (WDSDVHSURGXWRVGRSODQHMDPHQWR (WDSDVHSURGXWRVGRSODQHMDPHQWR

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