TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL

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1 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL

2 OBJETIVO DO CURSO Capacitar trabalhadores da assistência social para a utilização dos instrumentos técnico-operativos trabalho social no com famílias, garantindo a busca do fortalecimento território. do

3 A CENTRALIDADE DA FAMÍLIA NO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

4 Precedência da gestão pública da política Alcance de direitos socioassistenciais pelos usuários Descentralização político administrativa Financiamento partilhado entre os entes federados EIXOS ESTRUTURANTES DO SUAS Fortalecimento da relação democrática entre Estado/Sociedade Civil Valorização do Controle Social Participação popular/cidadão usuário Qualificação de recursos humanos A informação, monitoramento e informação Matricialidade sociofamiliar Territorialização

5 Gestão da PSB no Território Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família

6 MATRICIALIDADE SOCIOFAMILIAR A ênfase da centralidade da família e a superação da focalização, no âmbito da política de Assistência Social, repousa no pressuposto de que para a família prevenir, proteger, promover e incluir seus membros é necessário, em primeiro lugar, garantir condições de sustentabilidade para tal.

7 MATRICIALIDADE SOCIOFAMILIAR A formulação desta política é pautada nas necessidades das famílias e dos indivíduos que a compõem.

8 A proteção de Assistência Social se ocupa das vitimizações, fragilidades, contingências, vulnerabilidades e riscos que o cidadão, a cidadã e suas famílias enfrentam na trajetória de seu ciclo de vida, por decorrência de imposições sociais, econômicas, políticas e de ofensas à dignidade humana.

9 POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (2004) Seguranças Afiançadas Convívio Familiar e Comunitário Acolhida Renda Desenvolvimento da Autonomia Sobrevivência a Riscos Circunstanciais SUAS (2005) PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL (média e alta complexidade)

10 A Proteção Básica tem por objetivo prevenir a ocorrência de situações de vulnerabilidades e riscos sociais nos territórios. A Proteção Social Especial é destinada a famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social.

11 Famílias sujeito de direitos As famílias = sujeitos de direitos e protagonistas, sendo acolhidas, esclarecidas e apoiadas em suas demandas. Os profissionais = facilitadores do trabalho, postura responsável, comprometida com os direitos da população e com o desenvolvimento do território. Demanda das famílias = multiplicidade de variáveis contextos de desigualdade, violência, preconceito, desproteção social.

12 TERRITÓRIO NO SUAS

13 DIMENSÕES TERRITORIAIS ADMINISTRATIVA Espaço físico geográfico; Determinada área de abrangência; Unidade administrativa; SOCIAL Produção social; Espaço usado/vivido; Síntese da totalidade social;

14 DESAFIO: Compreender o território em sua dupla dimensão Dimensão político-administrativa Delimitação física Tratamento espacial da informação Convergência de análise da oferta e da demanda Hierarquização de prioridade

15 DESAFIO: Compreender o território em sua dupla dimensão Dimensão Social Relação da população com os bens e serviços públicos Espaço de produção e reprodução da vida estratégias de sobrevivência Promoção da organização social coletiva Acessibilidade eqüidade

16 ESCALAS E DIMENSÕES TERRITORIAIS ESCALAS Internacional Nacional Regional Estadual Municipal Intra municipal DIMENSÕES Econômica; Política; Social;

17 TERRITÓRIO PASSIVO-PALCO DESENVOLVIMENTO CONCEPÇÃO DE TERRITÓRIO DE AÇÕES PARA O / NO TERRITÓRIO

18 TERRITÓRIO ATIVO-SUJEITO DESENVOLVIMENTO CONCEPÇÃO DE TERRITÓRIO DE AÇÕES A PARTIR DO / COM O TERRITÓRIO

19 O território (...) só se torna um conceito utilizável para análise social quando consideramos a partir de seu uso, apartir do momento em que o pensamos juntamente com aqueles atores que dele se utilizam (Santos, 2009, p. 22).

20 A VISÃO TERRITORIAL NO SUAS

21 Uma visão social inovadora, pautada na dimensão ética de incluir os invisíveis

22 Uma visão social exige relacionar as pessoas e seus territórios, identificando no cotidiano do território vivido, os riscos e vulnerabilidades, mas também, as potencialidades e os recursos disponíveis;

23 Uma visão que exige o reconhecimento para além das demandas setoriais e segmentadas, afirmando que o chão onde se encontram e se movimentam setores e segmentos faz diferença no manejo da própria política;

24 A partir do SUAS... Os serviços, programas, projetos e benefícios tem como foco prioritário a atenção às famílias, seus membros e indivíduos e o território como base de organização.

25 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIA NO ÂMBITO DO SUAS: ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

26 1. Trabalho social profissionalizado; 2. Concepção de família; 3. Abordagem científica; 4. Centralidade do PAIF/PAEFI; 5. Territorialmente referenciado;

27 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIA: CONCEITUAÇÃO Conjunto de procedimentos efetuados a partir de pressupostos éticos, conhecimento teórico-metodológico e técnico-operativo, com a finalidade de contribuir para a convivência, reconhecimento de direitos e possibilidades de intervenção na vida social de um conjunto de pessoas, unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou de solidariedade que se constitui em um espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primárias, com o objetivo de proteger seus direitos, apoiá-las no desempenho da sua função de proteção e socialização de seus membros, bem como assegurar o convívio familiar e comunitário, a partir do reconhecimento do papel do Estado na proteção às famílias e aos seus membros mais vulneráveis. Tal objetivo materializa-se a partir do desenvolvimento de ações de caráter preventivo, protetivo e proativo, reconhecendo as famílias e seus membros como sujeitos de direitos e tendo por foco as potencialidades e vulnerabilidades presentes no seu território de vivência.

28 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIA: METODOLOGIA

29 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIA Conjunto de fundamentos e Abordagem metodológica pressupostos que embasa a ação profissional, à luz das correntes epistemológicas do conhecimento científico.

30 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIA É preciso compreender as diferentes abordagens metodológicas para Abordagem metodológica melhor definir quais são compatíveis com o conceito de família e territórios adotados pela PNAS, bem como quais se adequam à realidade dasfamíliasedosseusterritórios,a quais ações serão direcionadas.

31 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIA A adoção de quaisquer Abordagem metodológica abordagens metodológicas exige tratamento interdisciplinar, pesquisa e um constante repensar dos profissionais sobre sua prática

32 TEORIA FUNCIONALISTA Não dispõe de modelo eficaz para explicar as contradições estruturais e as mudanças sociais, ficando por isso conhecida como a Teoria do Consenso. O desenvolvimento do trabalho com famílias é de caráter conservador e moralista, visando disciplinar as famílias, para que respondam a um determinado padrão de composição familiar e comportamento aceitável pela sociedade. Condução de processos verticalizados de integração e controle social, que descontextualizam o conceito de família no âmbito de uma sociedade desigual, intensificando a ideia da família como produto de patologia social.

33 METODOLOGIAS PROPOSTAS PELA PNAS PEDAGOGIA PROBLEMATIZADORA PESQUISA-AÇÃO

34 PEDAGOGIA PROBLEMATIZADORA (Paulo Freire) A condição humana é a de ser inacabado, isto é, está em constante processo de criação e recriação. Há na condição humana um caminho aberto de possibilidades, no qual é possível o movimento de ser mais.

35 PEDAGOGIA PROBLEMATIZADORA (Paulo Freire) O constante ato de desvelamento da realidade, mediado pelo diálogo, reconhece homens e mulheres como seres históricos, capazes de lutar contra a acomodação ao mundo da opressão.

36 PEDAGOGIA PROBLEMATIZADORA (Paulo Freire) A pesquisa não é para dar certezas, mas para possibilitar o questionamento de verdades já instaladas e abrir novas alternativas de busca. Acredita que homens e mulheres são sujeitos de sua busca e por isso autores da transformação social.

37 Potencialidades para o desenvolvimento do trabalho social com famílias Assumir o ser humano como um caminho aberto de possibilidades, estimulando-o ao alcance do ser mais ; Estabelecer uma relação horizontal/dialógica entre profissionais e usuários do Serviço, baseada no respeito, na problematização e na igualdade de saber; Adotar ferramenta dialógica, baseada no diálogo - na fala, mas, sobretudo, na escuta;

38 Potencialidades para o desenvolvimento do trabalho social com famílias Investigar o universo temático das famílias usuárias do PAIF, a fim de eleger temas geradores 68 a serem com elas trabalhados; Centrar o trabalho social com famílias em experiências estimuladoras da decisão, desde que sejam experiências respeitosas de liberdade;

39 Potencialidades para o desenvolvimento do trabalho social com famílias O trabalho social com famílias deve ser pensado no sentido de possibilitar a percepção das contradições presentes no território, reconhecer o dever estatal de assegurar direitos e incentivar sua inserção em canais de participação social.

40 PESQUISA AÇÃO É uma metodologia de pesquisa e intervenção das Ciências Sociais que permite uma maior aproximação entre teoria e prática, pois é absolutamente necessária a participação das pessoas implicadas nos problemas investigados.

41 PESQUISA AÇÃO Constitui um dos principais objetivos da Pesquisa-Ação, devolver as pessoas implicadas nas questões investigadas os meios de se tornarem capazes de responder aos problemas da situação em que vivem sob a forma de diretrizes de ação transformadora;

42 Potencialidades para o desenvolvimento do trabalho social com famílias Seguir, no atendimento e/ou acompanhamento familiar, as prioridades estabelecidas a partir de um diagnóstico da situação no qual as famílias usuárias tenham voz e vez ; Assumir que o saber popular é rico, apropriado à situação local e que se produz coletivamente pelos atores sociais

43 Potencialidades para o desenvolvimento do trabalho social com famílias A definição do conteúdo/ temas geradores do trabalho social deve ser discutido com as famílias usuárias; Criar,apartirdaativaparticipação da comunidade e do reconhecimento das potencialidades dos territórios, percursos para o alcance gradual de aquisições sociais para o conjunto de famílias residentes no território.

44 . TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: DIRETRIZES

45 . TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: DIRETRIZES Fortalecer a assistência social como direito social de cidadania; Respeitar a heterogeneidade dos arranjos familiares e sua diversidade cultural; Rejeitar concepções preconceituosas, que reforçam desigualdades no âmbito familiar;

46 . TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: DIRETRIZES Respeitar e preservar a confidencialidade das informações repassadas pelas famílias no decorrer do trabalho social; Utilizar e potencializar os recursos disponíveis das famílias no desenvolvimento do trabalho social; Utilizar ferramentas que contribuam para a inserção efetiva de todos os membros da família no acompanhamento familiar;

47 . TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: OBJETIVOS

48 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: OBJETIVOS Fortalecerafunçãoprotetivadafamíliae prevenir a ruptura dos seus vínculos, sejam estes familiares ou comunitários, contribuindo para melhoria da qualidade de vida nos territórios; Promover aquisições materiais e sociais, potencializando o protagonismo e autonomia das famílias e comunidades;

49 TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: OBJETIVOS Promover acessos à rede de proteção social de assistência social, favorecendo o usufruto dos direitos socioassistenciais; Promover acessos aos serviços setoriais, contribuindo para a promoção de direitos; Apoiar famílias que possuem, dentre seus membros, indivíduos que necessitam de cuidados, por meio da promoção de espaços coletivos de escuta e troca de vivências familiares.

50 . TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: DIMENSÃO SOCIOEDUCATIVA E SOCIOASSISTENCIAL

51 socioeducativo Pressupõem a interação entre sujeitos e o meio (conjuntura econômica, cultural, social e histórica). Pressupõem um processo que possibilita ao sujeito se perceber como ser humano com potencialidades e possibilidades de desenvolvêlas mediante apropriação de informações e conhecimentos para intervenção na realidade (ação pró-ativa).

52 socioeducativo designa um campo de aprendizagens, voltadas a assegurar proteção social e oportunizar o desenvolvimento de interesses e talentos múltiplos

53 Finalidade das Ações Socioeducativas Campo privilegiado para o trabalho de valores éticos e políticos convivência sociabilidade participação defesa e afirmação de direitos, com vistas à emancipação, autonomia e cidadania

54 Ações Socioeducativas ciclo de vida contigências pobreza violação de direitos apoio à família e indivíduos no enfrentamento das vulnerabilidades decorrentes do ciclo de vida apoio à família e indivíduos no enfrentamento das vulnerabilidades decorrentes de limitações vivenciadas por algum de seus membros apoio à família e indivíduos no enfrentamento das vulnerabilidades decorrentes de situações de pobreza apoio à família e indivíduos no enfrentamento das vulnerabilidades decorrentes de situações de risco pessoal e social decorrente da violação de direitos

55 DIRETRIZES GERAIS Conhecimento do território Acolhida e escuta das demandas expressas pelas famílias Valorização e fortalecimento das famílias Informação, comunicação e defesa de direitos Mobilização e articulação para a cidadania

56 DIMENSÃO SOCIOASSISTENCIAL Refere-se ao apoio efetivo prestado à família e aos seus membros, através da inclusão em programas de transferência de renda e da inserção na rede de serviços para viabilizar o acesso aos direitos básicos de cidadania

57 FAMÍLIA E A REDE DOS SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAS

58 A articulação dos serviços socioassistenciais do território garante o desenvolvimento do trabalho social com as famílias, permitindo identificar suas demandas, rompendo com o atendimento segmentado e descontextualizado das situações de vulnerabilidade social vivenciadas.

59 PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA Todos os serviços da proteção social básica, desenvolvidos no território de abrangência do CRAS, devem manter articulação com o PAIF. Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos Demais Serviço, programas e projetos da PBS no território PAIF

60 REDE DE PROTEÇÃO SOCIOASSISTENCIAL SERVIÇOS DE PSB SERVIÇOS DE PSE Alta Complexidade SERVIÇOS DE PSE Média Complexidade

61 REDE INTERSETORIAL Esporte, Lazer e Cultura Habitação Meio Ambiente COMUNIDADE F A M Í L I A Assistência Social Trabalho Segurança Alimentar e Nutricional Saúde Educação

62 Uma metodologia que promova o debate entre o homem, a natureza e a cultura, entre o homem e o trabalho e entre o homem e o mundo em que vive, é uma metodologia dialógica e, como tal, prepara o homem para viver o seu tempo, com as contradições e os conflitos existentes, e conscientiza o da necessidade de intervir nesse tempo presente para a construção e efetivação de um futuro melhor. Paulo Freire

63 OBRIGADA! Iraci de Andrade (49)

64 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BRASIL. MDS. Secretaria Nacional de Assistência Social. O CRAS que temos, o CRAS que queremos. Volume 1. Orientações Técnicas. Metas de Desenvolvimento. Período 2010/2012. Brasília, BRASIL. MDS. Secretaria Nacional de Assistência Social. Trabalho Social com Família do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF. Volume 2. Brasília, BRASIL. MDS. Secretaria Nacional de Assistência Social. Departamento de Proteção Social Básica. Ações Socioeducativas na Política de Assistência Social.

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