Desenvolvimento de Ambiente Virtual e Recursos Interativos para o Ensino de Ciências (Parte I)

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1 Desenvolvimento de Ambiente Virtual e Recursos Interativos para o Ensino de Ciências (Parte I) Prof. Júlio Wilson Ribeiro, Dr. (DC/UFC) Prof. Gilson Pereira do Carmo Filho, MSc. (DC/UFC) Prof. Hermínio Borges Neto, Dr. (FACED/UFC) Prof. João José Saraiva da Fonseca, MSc. (FGF)

2 OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO APRENDER A CONHECER APRENDER A FAZER APRENDER A VIVER JUNTOS APRENDER A SER Fonte: Educação um Tesouro a Descobrir UNESCO

3 NECESSIDADES EDUCATIVAS NA SOCIEDADE DA EDUCAÇÃO Desenvolvimento integral Reflexividade Pesquisa Auto-realização Receptividade ao diferente. Conhecimento em diversas áreas do saber. Fonte: Sancho, Juana 2000 (adaptado)

4 NECESSIDADES EDUCATIVAS NA SOCIEDADE DA EDUCAÇÃO Autonomia Auto-disciplina Comunicação Capacidade de trabalho com as NTIC Responsabilidade cidadã Questionamento permanente Disponibilidade para aprender Fonte: Sancho, Juana 2000 (adaptado)

5 PONTOS PARA REFLEXÃO SOBRE A FORMAÇÃO DE PROFESSORES Recursos, tempo e oportunidades disponibilizados para a formação Conhecimentos teóricos e práticos construídos Percepção individual do ensino das ciências Relação com os alunos Fonte: National Science Education Standards 1995

6 DESAFIOS À ATUAÇÃO DOS PROFESSORES Desenvolver para os alunos objetivos de aprendizagem de curto e médio prazo Selecionar conteúdos e adaptar os curricula de acordo com os interesses, conhecimentos, compreensão, habilidade e experiência dos alunos. Adotar estratégias de ensino e avaliação que estimulem a aprendizagem dos alunos e a criação de comunidades de aprendizagem. Fonte: National Science Education Standards 1995

7 DESAFIOS À ATUAÇÃO DOS PROFESSORES Trabalhar com os alunos de modo interativo Promover a discussão entre os alunos de aspetos relacionados com a ciência Desafiar os alunos a aceitar e compartilhar responsabilidades pela sua aprendizagem individual e coletiva Reconhecer e responder à diversidade dos alunos Fonte: National Science Education Standards 1995

8 DESAFIOS À ATUAÇÃO DOS PROFESSORES Encorajar a aprendizagem do modelo e das habilidades de investigação cientifica, como também a curiosidade, receptividade a novas idéias e ao ceticismo que caracteriza a ciência. Estruturar o tempo de modo a que os alunos possam trabalhar ciências Criar um espaço de trabalho flexível e encorajador Assegurar um ambiente de funcionamento seguro Fonte: National Science Education Standards 1995

9 DESAFIOS À ATUAÇÃO DOS PROFESSORES Envolver os alunos na construção do seu espaço de aprendizagem Fornecer aos alunos ou construir com eles as ferramentas essenciais ao trabalho em ciências Identificar e utilizar recursos fora da escola Dar aos estudantes uma voz significativa em decisões sobre o conteúdo e contexto do seu trabalho e atribuir-lhe responsabilidades na aprendizagem de todos os membros da comunidade Fonte: National Science Education Standards 1995

10 DESAFIOS À ATUAÇÃO DOS PROFESSORES Exibir e exigir respeito pelas idéias diversas, habilidades e experiências de todos os estudantes Fomentar um ambiente de colaboração entre os estudantes Modelar e enfatizar as habilidades, atitudes e valores de investigação científica Planear e desenvolver um projeto de ciências na escola Fonte: National Science Education Standards 1995

11 DESAFIOS À ATUAÇÃO DOS PROFESSORES Usar múltiplas estratégias de avaliação sistemática das habilidades e aprendizagens dos alunos. Analisar os dados da avaliação dos alunos para corrigir a atuação do professor Guiar os alunos na auto-avaliação Refletir sobre a sua prática com outros professores da mesma disciplina e de outras. Revelar o resultado global da avaliação efetuada (dos alunos e dos professores) publicamente Fonte: National Science Education Standards 1995

12 DESAFIOS À FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE CIÊNCIAS O desenvolvimento profissional do professor é um processo contínuo e ao longo de toda a vida O professor deve ter um papel ativo no seu processo de desenvolvimento profissional O professor deve ter formação técnica e formação que favoreça o seu crescimento intelectual e profissional O processo de desenvolvimento dos professores deve estar conectado ao seu contexto de trabalho na escola Fonte: National Science Education Standards 1995

13 Fonte: National Science Education Standards 1995 METODOLOGIA DO ENSINO DAS DESAFIOS À FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE CIÊNCIAS Incorporar a reflexão contínua sobre a sua prática no processo de desenvolvimento profissional do professor Encorajar e apoiar os professores no trabalho colaborativo durante a sua prática Recorrer às NTIC para promover um desenvolvimento profissional dos professores mais sólido Conectar e integrar todos os aspetos pertinentes da ciência e do ensino das ciências

14 DESAFIOS À FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE CIÊNCIAS Refletir regularmente de modo individual e em grupo sobre a prática de sala de aula e da instituição escolar Prever oportunidades regulares para os professores receberem feedback sobre a sua prática e a partir daí auto-refletir Promover a utilização de ferramentas e técnicas de auto-reflexão sobre a sua prática: diários, memoriais, etc. Desenvolver um ambiente de permanente reflexão sobre a prática e sobre as necessidade sentidas de desenvolvimento profissional Fonte: National Science Education Standards, 1995

15 ASPECTOS QUE O PROFESSOR DE CIÊNCIAS DEVE DOMINAR Domínios relativos ao exercício da profissão de professor Conhecimentos científicos Historia das ciências Conexões Ciência/Técnica/Sociedade Desenvolvimentos científicos recientes e suas perspetivas futuras Visão atual da ciência Fonte: Gil e Pessoa, 1994 (adaptado)

16 10 COMPETÊNCIAS PARA NOVOS PROFESSORES 1. Organizar e estimular situações de aprendizagem. 2. Gerar a progressão das aprendizagens. 3. Conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam. 4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho. Fonte: PERRENOUD, PHILIPPE: 2001

17 10 COMPETÊNCIAS PARA NOVOS PROFESSORES 5. Trabalhar em equipe. 6. Participar da gestão da escola. 7. Informar e envolver os pais. 8. Utilizar as novas tecnologias. 9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticas da profissão. 10. Gerar sua própria formação contínua. Fonte: PERRENOUD, PHILIPPE: 2001

18 MEDIDAS PARA MELHORAR A QUALIDADE E A MOTIVAÇÃO DOS PROFESSORES 1. Recrutamento 2. Formação inicial 3. Formação contínua 4. Formação pedagógica 5. Controle 6. Gestão 7. Participação 8. Condições 9. Meios de ensino Fonte: Educação um Tesouro a Descobrir UNESCO

19 DILEMAS DA FORMAÇÃO DOCENTE Formação científica versus pedagógica Formação profissional versus pessoal Formação externa versus interna Fonte: Educação um Tesouro a Descobrir UNESCO

20 TRANSFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS PARA MELHORAR UM SISTEMA EDUCACIONAL - Visão do professor Alterar a percepção dos professores. 2 - Redefinir a profissão de educador. 3 Assegurar mais tempo para a educação. 4 - Mudar o enfoque pedagógico. 5 - Transformar a educação num bem público. Toro, Bernardo Telecurso, 2000 (adaptado)

21 TRANSFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS PARA MELHORAR UM SISTEMA EDUCACIONAL - Visão do professor - 6 Formar os alunos numa mente internacional. 7 - Criar uma cultura de qualidade, de precisão e beleza. 8 Fortalecer o projeto ético proposto pela Constituição Brasileira. 9 Garantir a aquisição do conhecimento no momento certo. Toro, Bernardo Telecurso, 2000 (adaptado)

22 PRINCÍPIOS DA INTERDISCIPLINARIDADE Não existe tempo certo para aprender. O indivíduo é que aprende. O conhecimento é uma totalidade. A aprendizagem envolve emoção. Cadotti, Moacir Telecurso, 2000 (adaptado)

23 PRINCÍPIOS DA METODOLOGIA DO TRABALHO INTERDISCIPLINAR Integração de conteúdos. Concepção unitária do conhecimento. Contribuição de diversas ciências. Aprendizagem ao longo de toda a vida. Cadotti, Moacir Telecurso, 2000 (adaptado)

24 PRINCÍPIOS DE SUSTENTABILIDADE 1. Construir uma sociedade sustentável. 2. Respeitar e cuidar dos seres vivos. 3. Melhorar a qualidade da vida humana. 4. Conservar a vitalidade e a diversidade da Terra. 5. Permanecer nos limites da capacidade de suporte da Terra. Cuidando o futuro da Terra ONU 1991 (adaptado)

25 PRINCÍPIOS DE SUSTENTABILIDADE 6. Modificar atitudes e práticas pessoais. 7. Permitir que as comunidades cuidem do seu próprio-meio ambiente. 8. Gerar uma estrutura nacional para integrar desenvolvimento e conservação. 9. Constituir uma aliança global. Cuidando o futuro da Terra ONU 1991 (adaptado)

26 AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DAS CIÊNCIAS A aprendizagem em rede As comunidades de aprendizagem A motivação que as NTIC despertam nos alunos e professores As expectativas dos professores face às NTIC As expectativas dos alunos no acesso às NTIC A igualdade no acesso à informação A igualdade no acesso à aprendizagem As tecnologias tradicionais

27 AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DAS CIÊNCIAS As Novas tecnologias da Informação e comunicação O desafio para os professores da utilização das NTIC O desafio para os alunos da utilização das NTIC Internet: o que procurar onde procurar Internet: selecionar e tratar a informação Internet: direitos de autor Formação para trabalhar com as NTIC Conteúdos a trabalhar em ciências com as NTIC

28 O MODELO CONSTRUTIVISTA DE ENSINO DAS CIÊNCIAS O conhecimento não é diretamente transmitido na sala de aula mas construído ativamente pelo aluno. A aprendizagem requer atividades práticas bem elaboradas que desafiem as concepções prévias do aluno encorajando-o a reorganizar suas teorias pessoais. As concepções prévias do aluno são persistentes não se modificando facilmente. Resultam de suas experiências físicas e sociais e conduzem ao surgir de preconceitos. Pérez. D. G.

29 O MODELO CONSTRUTIVISTA DE ENSINO DAS CIÊNCIAS Revelar as concepções prévias dos alunos sobre os temas estudados; Analisar criticamente o senso comum ou a experiência quotidiana acerca dos mesmos temas; Atentar nas barreiras que historicamente dificultaram a construção do conhecimento sobre os temas. Avaliar de que modo os conhecimentos científicos foram compreendidos e as idéias prévias superadas. Pérez. D. G.

30 O MODELO CONSTRUTIVISTA DE ENSINO DAS CIÊNCIAS Fase 1 Orientação: motivação, justificação da relevância da aprendizagem Fase 2 Elicitação: explicação das idéias prévias Fase 3 Reestruturação: apresentação dos conceitos corretos Fase 4 Revisão: reflexão sobre a mudança conceptual Driver e Oldham, 1986

31 TRABALHAR COM AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DAS CIÊNCIAS - COMO? Trabalho por projetos de aprendizagem, em que a prática pedagógica envolva o aluno, o professor, os recursos disponíveis, principalmente as NTIC e todas as interações que se estabelecem nesse ambiente, denominado ambiente de aprendizagem. Escola Viva, 2000

32 TRABALHAR COM AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DAS CIÊNCIAS - Como utilizar as NTIC? Incorporar as novas tecnologias não apenas para expandir o acesso à informação atualizada, mas principalmente para promover uma nova cultura de aprendizagem. Escola Viva, 2000

33 AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DAS CIÊNCIAS - potencialidades - Atender às demandas da sociedade Considerar as expectativas, potencialidades e necessidades dos alunos Criar espaço para a autonomia de alunos e professores Desenvolver capacidades de trabalho cooperativo e em equipe, tomando decisões, comunicando com desenvoltura, formulando e resolvendo problemas contextualizados Bianconcini, Elizabth

34 AS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DAS CIÊNCIAS - potencialidades - Desenvolver a habilidade de aprender a aprender, de forma que cada um possa reconstruir o seu conhecimento, integrando conteúdos e habilidades segundo o seu universos de conceitos, estratégias, crenças e valores Bianconcini, Elizabth

35 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA - formação de professores - O que é a Educação a Distância Desenvolvimentos atuais da EAD A EAD e a formação de professores A EAD e o ensino das ciências

36 FORMATOS DE CURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Tecnologia da informação ao serviço de uma nova maneira de ensinar e de pensar o mundo. Abastecimento do mercado de consumo de informação de forma indiscriminada. Fonte: Pretto, Nelson 2001 (adaptado)

37 PERFIL IDEAL DE UM ALUNO DE UM CURSO A DISTÂNCIA Formação profissional sólida; Curiosidade e iniciativa; Autonomia na aprendizagem; Disponibilidade de tempo para navegar pelo ambiente de aula, pesquisar e participar ativamente de chats e fóruns. Fonte: Moran, J. M.: 2001 (adaptado)

38 DICAS PARA A ESCOLHA DE UM CURSO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Idoneidade Autorização Credenciação Conteúdo Meios didáticos Atividades previstas Avaliação Referenciais pedagógicos Fonte: Badejo, M. L.: 2001 (adaptado)

39 DICAS PARA A ESCOLHA DE UM CURSO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Equipe do curso Relação recursos qualidade Interação com instituição Interação com colegas do curso Apoio à aprendizagem Regime do curso Opinião de ex-alunos Preço Direitos do aluno Fonte: Badejo, M. L.: 2001 (adaptado)

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