REGIMENTO INTERNO DO COMITÊ DE AUDITORIA

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1 REGIMENTO INTERNO DO COMITÊ DE AUDITORIA CAPÍTULO I DA CONCEITUAÇÃO E FINALIDADE Art.1º O Comitê de Auditoria, doravante denominado COAUD, é um órgão estatutário que se submete à regulamentação do Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil e Estatuto da CAIXA, com a finalidade precípua de avaliar as demonstrações contábeis, as atividades de auditoria interna e externa, de controle interno e de gerenciamento de risco, bem como o cumprimento das recomendações formuladas pelos órgãos de controle interno e externo. Art.2º O COAUD reportar-se-á diretamente ao Conselho de Administração, com independência em relação aos demais órgãos. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO Art. 3 O COAUD será integrado por 3 (três) membros titulares e um suplente, nomeados pelo Conselho de Administração, com mandato inicial de 3 (três) anos. 1º Após o período inicial poderá haver renovação dos mandatos obedecidos os seguintes critérios: a) o Presidente e o Suplente por mais 3 (três) anos; b) um dos membros por mais 2 (dois) anos; e c) o outro membro por mais 1 (um) ano. 2º A destituição de qualquer membro do COAUD só poderá ser efetivada por decisão motivada da maioria absoluta dos integrantes do Conselho de Administração. 3º Os membros do COAUD devem possuir comprovados conhecimentos nas áreas de contabilidade, auditoria, experiência em assuntos de natureza financeira e bancária, além de deter total independência em relação à CAIXA e às suas ligadas.

2 4º É indelegável a função de integrante do Comitê de Auditoria. 5º O membro do COAUD somente poderá voltar a integrá-lo depois de decorridos 3 (três) anos do final do mandato máximo. CAPÍTULO III DAS ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS Art. 4 Constituem atribuições do COAUD: a) estabelecer as regras operacionais para seu próprio funcionamento, que devem ser aprovadas pelo Conselho de Administração; b) estabelecer e divulgar os procedimentos para recepção e tratamento de informações acerca do descumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à CAIXA, além de regulamentos, códigos e regimentos internos, com previsão de medidas específicas para proteção do prestador da informação e da confidencialidade da mesma; c) recomendar, observada a legislação específica, à administração da CAIXA a entidade a ser contratada para prestação dos serviços de auditoria independente, e a substituição do prestador desses serviços, caso considere necessário; d) recomendar ao Conselho Diretor correção ou aprimoramento de políticas, práticas e procedimentos identificados no âmbito de suas atribuições; e) revisar, previamente à sua publicação, as demonstrações contábeis semestrais, inclusive notas explicativas, relatórios da administração e parecer do auditor independente; f) avaliar a efetividade das auditorias independente e interna e do sistema de controles internos, inclusive quanto à verificação do cumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à CAIXA, dos regulamentos e regimentos internos; g) avaliar o cumprimento, pela Administração da CAIXA, das recomendações feitas pelos auditores independentes ou internos e órgãos de controle e fiscalização e, se for o caso, as justificativas apresentadas para eventuais descumprimentos; h) reunir-se, no mínimo trimestralmente, com o Conselho Diretor, com a Auditoria Independente e com a Auditoria Interna para verificar o cumprimento de suas recomendações ou indagações, inclusive quanto ao planejamento dos respectivos trabalhos de auditoria;

3 i) reunir-se com o Conselho de Administração e com o Conselho Fiscal, por solicitação dessas instâncias, para discutir as políticas, práticas e procedimentos identificados no âmbito das suas respectivas competências; j) elaborar e encaminhar para deliberação do Conselho de Administração até o final do 3º trimestre, proposta de plano de trabalho para o ano subseqüente; k) O Comitê de Auditoria se reunirá pelo menos uma vez a cada mês, com a presença de todos os seus membros, titulares e suplente. CAPÍTULO IV DOS DEVERES E RESPONSABILIDADES DO COMITÊ Art. 5º Os membros do COAUD respondem pelos danos resultantes de omissão no cumprimento de seus deveres e de atos praticados com culpa ou dolo, ou com violação de lei ou do Estatuto da CAIXA. 1º O membro do COAUD não será responsável pelos atos ilícitos dos demais membros, salvo se com eles for conivente ou se concorrer para a prática do ato. 2º A responsabilidade dos membros do COAUD por omissão no cumprimento de seus deveres é solidária, mas dela se exime o membro dissidente que fizer consignar sua divergência em ata da respectiva reunião e comunicar o fato ao Conselho de Administração. 3º O membro do COAUD assinará Termo de Confidencialidade, com seu compromisso de observar sigilo sobre todo e qualquer ato, fato e/ou informação que lhe forem confiados, ou aos quais tenha acesso, em função de suas atribuições. Art. 6º O COAUD pode, no âmbito de suas atribuições, utilizar-se de trabalho de especialistas, ressaltando-se que a adoção desse procedimento não o exime de suas responsabilidades. Art. 7º O COAUD deve elaborar, ao final dos semestres findos em 30 de junho e 31 de dezembro, documento denominado Relatório do Comitê de Auditoria, contendo, no mínimo, as seguintes informações: a) descrição das atividades exercidas no âmbito de suas atribuições, no período; b) avaliação da efetividade do Sistema de Controle Interno, com ênfase no cumprimento do

4 disposto na Resolução 2.554, de 24 de setembro de 1998, evidenciando eventuais deficiências; c) descrição das recomendações apresentadas ao Conselho Diretor, evidenciando aquelas não acatadas e eventuais justificativas; d) avaliação da efetividade das auditorias independente e interna, inclusive quanto à verificação do cumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à CAIXA, bem como de regulamentos e códigos internos, evidenciando eventuais deficiências; e) avaliação da qualidade das demonstrações contábeis relativas aos respectivos períodos, com ênfase na aplicação das práticas contábeis adotadas no Brasil e no cumprimento de normas editadas pelo Banco Central do Brasil e órgãos de controle externo, evidenciando as deficiências identificadas. 1º O Relatório de que trata este artigo será mantido à disposição do Banco Central do Brasil e do Conselho de Administração, pelo prazo mínimo de 05 (cinco) anos de sua elaboração. 2º O COAUD deve elaborar resumo de seu Relatório para ser publicado juntamente com as demonstrações contábeis semestrais. Art. 8º O COAUD deve, isoladamente ou em conjunto com o auditor independente, comunicar formalmente ao Banco Central do Brasil e ao Conselho de Administração, no prazo máximo de (03) três dias úteis, contados a partir da identificação, a existência ou a evidência de: a) situações de inobservância de normas legais e regulamentares, que coloquem em risco a continuidade da CAIXA; b) fraudes de qualquer valor perpetradas pela administração da CAIXA; c) fraudes relevantes contra a CAIXA, perpetradas por seus empregados ou por terceiros; d) erros que resultem em incorreções relevantes nas demonstrações contábeis da CAIXA. 1º Para os efeitos deste regimento, devem ser observados os conceitos de erro e fraude estabelecidos em normas e regulamentos do CFC Conselho Federal de Contabilidade e/ou do IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. 2º O COAUD, a Auditoria Independente e a Auditoria Interna devem manter, entre si,

5 comunicação imediata quando da identificação dos eventos previstos neste artigo, de tudo dando ciência ao Conselho Fiscal. Art. 9º Compete ao Presidente a representação do COAUD, bem como a convocação de suas reuniões e demais providências necessárias ao seu pleno funcionamento. CAPÍTULO IV DAS REUNIÕES Art. 10 As reuniões do COAUD serão realizadas nas dependências da CAIXA, marcadas com antecedência mínima de 2 (dois) dias úteis, exceto quando se tratar de assunto que exija apreciação urgente, devendo os seus participantes receber, com a mesma antecedência, a pauta e a documentação relativas às matérias a serem discutidas 1º As reuniões devem ter seus respectivos conteúdos formalmente registrados. 2º Deverão participar das reuniões do Comitê, sem direito a voto, sempre que convocados, o Auditor-Geral ou qualquer membro da auditoria interna; os auditores independentes; quaisquer membros do Conselho Diretor e quaisquer empregados da CAIXA. Art. 11 As decisões do COAUD serão tomadas por maioria. 1º O membro suplente auxiliará os titulares nos trabalhos do Comitê, e só terá direito a voto na falta de algum dos titulares. CAPÍTULO V DO ASSESSORAMENTO AO COMITÊ Art. 12 O COAUD poderá solicitar o assessoramento de qualquer área, cabendo à Secretaria Geral - SEGER: a) formalização de pauta, agenda e convocação das reuniões; b) remessa de documentos para análise; c) elaboração das memórias de reuniões e guarda da documentação decorrente das reuniões; d) encaminhamento das solicitações do COAUD e acompanhamento de retorno das respostas; e

6 e) desenvolvimento de outras atribuições necessárias ao assessoramento de que trata trata este artigo.

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