IMPRENSA Resumo Diário 15 JUN 2015

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1 1. Laudato Si. Nova encíclica do Papa Francisco declara guerra às multinacionais. Chama-se Laudato si, sobre o cuidado da Terra e é a primeira encíclica da Igreja sobre o Ambiente. O texto, apresentado quinta-feira, promete ser polémico. O Papa Francisco atira-se ao capitalismo, às desigualdades e às multinacionais. (págs. 22 e 23) 2. Pensões em risco? Comece a amealhar para ter uma reforma mais tranquila. A ideia da perda de rendimentos no momento em que os trabalhadores se reformam não é nova. O melhor é preparar o seu futuro investindo em produtos alternativos. (págs. 24 e 25) 3. Exportadoras imunes à privatização da TAP. Os empresários confiam que os novos donos da TAP vão manter ou reforçar os voos para destinos em que haja procura para viagens de trabalho. Se isso não acontecer, garantem que haverá sempre alternativas, e não necessariamente mais caras. (págs. 12 e 13) 4. Tranquilidade avança para Axa Portugal. O grupo Apollo Global Management, que detém a antiga seguradora do GES, está interessado em ficar com as seguradoras da Axa, tanto no ramo vida, como no ramo não vida. Obejctivo é crescer no mercado português. (pág. 16) 5. Imposto verde: não se vê, logo não muda comportamentos. O economista Marvão Pereira, que colaborou com a Comissão da Fiscalidade Verde, considera que a maior parte das pessoas não se apercebe que paga um imposto sobre o carbono. A reforma, considera, dificilmente alcançará os objectivos. (pág. 20) 1

2 6. Mais de 70 mil rendas antigas actualizadas em três anos. O número corresponde a 27% das 255 mil rendas antigas identificadas nos Censos 2011, Continua a não se saber quantas rendas antigas foram actualizadas por acordo ou em que os inquilinos não tinham carências financeiras. (pág. 21) 7. Licenciamentos reforçam retoma da construção. A evolução do licenciamento e conclusão de edifícios parece confirmar a recuperação do sector da cosntrução, que deu um empurrão à economia no primeiro trimestre. (pág. 23) 8. Contas públicas. Sem mais cortes na despesa, meta de défice não será cumprida. A mensagem do FMI é clara: ou o Governo corta nos gastos até ao final do ano ou o seu compromisso de colocar o défice orçamental nos 2,7% não deverá ser cumprido. (pág. 24) 9. Cavaco leva empresários à Bulgária e à Roménia. O Presidente da República, Aníbal Cavaco e Silva, inicia hoje uma visita de Estado de dois dias à Bulgária, seguindo depois para a Roménia, sempre acompanhado por uma delegação empresarial de mais de 20 empresários. Estes representam 24 empresas, de sectores como a construção, moldes, consultoria, energias renováveis, vinhos e azeites. Na comitiva seguem igualmente o ministro dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Economia. (pág. 6) 10. Pedidos de patentes aumentaram mais de 25% no primeiro trimestre. Instituto Nacional da Propriedade Industrial recebeu 270 pedidos de registo, quase metade de inventores individuais. Na Europa as empresas dominam, ao contrário do que se passa em Portugal. (págs. 14 e 15) 2

3 11. Entrevista. É muito difícil acreditar que a Grécia sai do euro e todos os outros ficam. Laurence Ball. O norte-americano diz que há alguma coisa errada no mundo se começamos a chamar um sucesso a uma economia com 13% de desemprego. Laurence Ball, professor na Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos, tem mostrado ao longo dos últimos anos como as recessões têm um efeito negativo permanente no potencial de crescimento da economia no médio e longo prazo. É o chamado efeito de histerese, que significa que depois de uma recessão profunda a economia sai da crise, mas com uma taxa de crescimento mais baixa do que acontecia no passado. (págs. 16 e 17) 12. Governo quer dificultar recurso às providências cautelares. O Ministério da Justiça quer tornar mais rigorosa a análise e aprovação das providências cautelares, definindo que para aceitar a suspensão de um acto ou decisão administrativa o juíz terá de formar a convicção de que a acção principal tem probabilidade de ganhar. A proposta consta do pedido de autorização legislativa que Paula Teixeira da Cruz sujeitou à aprovação do Parlamento para alterar o Código de Processos dos Tribunais Administrativos. Os juízes mostram reservas ao critério e os advogados reconhecem que aperta os requisitos das providências. (pág. 12) 13. Troika baixa os braços e assume que Portugal vai parar até às eleições. Credores deixaram Lisboa com a noção de que não vão conseguir mais nada do actual Governo. (pág. 14) 14. Irregularidades fiscais detectadas em mais de 286 mil empresas. E-factura. Das empresas notificadas por divergências, 123 mil tiveram de fazer correções de impostos. Entre Outubro de 2013 e Março deste ano, foram detectadas empresas com indícios de irregularidades fiscais, desde as que não liquidaram o IVA nas facturas e não entregaram a 3

4 declaração periódica deste imposto, às que não declararam ao Estado todo o IVA que liquidam nas facturas que emitem. (pág. 16) 15. Como convencer o Zé da PME a contratar doutorados? Apostar no marketing pessoal, apresentar business cases ou desafiar a indústria a concorrer aos fundos do Horizonte 2020 são algumas das vias para aumentar a contratação pelas empresas. Apenas 4% dos doutorados em Portugal estão no sector privado, o que é uma das mais baixas percentagens da UE (Dinamarca 38%). A maioria do tecido empresarial português é constituído por PME lideradas pelo chamado Zé PME, que não vê a mais-valia em contratar um doutorado, diz Ana Barroca, coordenadora do estudo A empregabilidade dos doutorados nas empresas portuguesas. (págs. 2 e 3 Universidades & Empresas) 16. Propostas regras mais flexíveis para retirar idoneidade na banca. A pedido do regulador, um grupo de especialistas reuniu um conjunto de recomendações para colmatar as deficiências encontradas no governo societário das instituições. A subsistência de dúvida, objectivamente fundada, sobre a idoneidade dos gestores bancários, deve ser suficiente para a recusa do registo por parte do regulador. Esta é uma das recomendações do grupo de trabalho liderado pelo consultor do Banco de Portugal, Rui Cartaxo, com a colaboração de especialistas externos em corporate governance. (pág. 22) 17. Neeleman quer cotar TAP na bolsa em O consórcio Gateway, que venceu a corrida a 61% do capital da TAP, quer levar a companhia aérea para a bolsa de Lisboa até Segundo o plano estratégico entregue e a que o Económico teve acesso, a expectativa do agrupamento do norte-americano David Neeleman e de Humberto Pedrosa é a que a empresa tenha uma recuperação de capital em 2020 para 1,3 mil milhões de euros positivos. (pág. 24) 18. Grupo José de Mello agravou prejuízos mas reduziu passivo. Grupo mantém em 2015 estratégia de alienação de activos não estratégicos. Primeiro foi a EDP, depois a maioria da Efacec. (pág. 26) 4

5 19. Entrevista. Jorge Coelho. Membro do júri dos prémios IRGA. Empresas têm de abrir capital para ficar mais fortes. Bolsa. Para Jorge Coelho, se forem criadas as condições para as empresas se abrirem ao exterior, terão maior capacidade de crescer. (pág. 27) 20. Bancos vão ser obrigados a fiscalizar transferências a partir dos mil euros. Europa volta a apertar a prevenção da lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo. Portugal terá uma autoridade que irá definir as situações mais comuns em que estes crimes são praticados. Os bancos terão, já daqui a dez dias, de passar a verificar com exatidão as informações referentes a transferências bancárias de valor superior a mil euros. Ou seja, devem fiscalizar os dados relativos a quem dá a ordem de transferência de montante igual ou superior a mil euros e do destinatário desse mesmo valor. (pág. 4) 21. A bordo da TAP, Cavaco diz-se aliviado com privatização. Presidente da República inicia hoje visitas de Estado à Bulgária, seguindo depois para a Roménia. Quer abrir mais portas aos empresários portugueses. Na viagem falou da TAP. A bordo de um avião da TAP, a caminho para uma visita de Estado à Bulgária, o Presidente da República manifestou-se ontem mais aliviado com o desfecho do negócio de privatização da companhia aérea portuguesa. A maioria do capital é portuguesa, temos de aplaudir, frisou Cavaco Silva. (pág. 10) 22. Governo pode vender na Bolsa 34% da TAP antes de A Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa, só tem opção de compra a partir de Até lá, o Estado pode vender a quem quiser. A dispersão em Bolsa é uma ideia que está a ganhar força no seio do executivo. (pág. 16) 23. Seis interessados deverão avançar para Carris e Metro. Subconcessão. Abertura de propostas está agendada para as 11h00. Dos 15 interessados que levantaram o caderno de encargos, é esperado que seis façam propostas vinculativas. (pág. 18) 5

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